sábado, outubro 16, 2021

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Exército fecha a fronteira de MS contra o narcotráfico

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.forte.jor.br
Editor da Revista Forças de Defesa

Brigada de Dourados disponibiliza 800 soldados numa faixa de 650 quilômetros de fronteira em MS. Operação conta com 150 viaturas entre veículos sobre rodas, blindados e caminhões

 

Exército Brasileiro fechou toda a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul

vinheta-clipping-forte1O Exército Brasileiro fechou toda a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul com a Operação Ágata 7, que acontece em todo o país. Os principais objetivos são o combate aos crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

Na região da Grande Dourados, a Brigada Guaicurus, disponibilizou efetivo com mais de 800 soldados que estão atuando desde o município de Caracol até Guaíra, em uma área de cerca de 650 quilômetros de fronteira, sendo 450 Km de fronteira seca.

Os militares contam com 150 viaturas entre veículos sobre rodas, blindados e caminhões. O efetivo da Brasigada é formada por militares pertencentes às Organizações militares sediadas em Dourados, Ponta Porã, Bela Vista, Nioaque, Jardim, Campo Grande, Amambai e Três Lagoas. A Operação ocorre de forma conjunta com o apoio de agências de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal.

Além do combate aos ilícitos, a Ágata 7 contemplará também Ações Cívico-Sociais (ACISO), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar nos locais que concentram famílias carentes. De acordo com o balanço integrado, as seis edições anteriores da Ágata resultaram em 59.717 procedimentos, 18.304 atendimentos médicos e 29.482 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e distribuídos 195.241 medicamentos.

Em todo o país, a operação envolve 25 mil militares e vem sendo considerada a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos em toda a extensão da faixa de fronteira, entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS). A Marinha está utilizando navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações Ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais. Realizará, entre outras missões, Patrulhas Navais, Inspeção Naval e Controle Fluvial nos rios Paraguai e Cuiabá e seus afluentes.

O Exército empregará duas Brigadas de Infantaria, uma de Cavalaria Mecanizada e um Batalhão de Infantaria de São Paulo, que utilizarão blindados e veículos leves para o transporte das tropas. Além disso, contarão com helicópteros e vários meios de apoio logístico e de comunicações. Realizarão patrulhas e revistas de pessoas e veículos por meio de ações de bloqueios terrestres e fluviais montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira.

A Força Aérea Brasileira empregará os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os Veículos Aéreos, não tripulados (VANT) e helicópteros, conduzindo principalmente Ações das Tarefas de Projeção Estratégica do Poder Aeroespacial, além de apoiar a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nas ações de fiscalização de tripulantes e de aeronaves da Aviação Geral.

Em relação à toda a área de Operações Oeste, composta pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as ações serão realizadas entre as cidades de Cabixi (RO) e Mundo Novo (MS), em uma extensão de aproximadamente 2500 Km, com a participação de 2560 homens, número que poderá ser ampliado conforme as operações. Há previsão de realização de ACISO conjunta das três Forças em Porto Murtinho (MS), assim como outras, a critério de cada Força, dentro das necessidades levantadas em áreas carentes ou afetadas por calamidades recentes.
Balanço

No ano passado, a Operação Ágata 6 terminou com mais de R$ 2 milhões em mercadorias contrabandeadas e 3,7 toneladas de drogas apreendidas em todo o país.

A ação intensificou fiscalização na faixa de fronteira de cerca de 4200 quilômetros de fronteira, nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre, com o objetivo de combater crimes como o contrabando, tráfico de entorpecentes e de pessoas.
Apoio

A operação foi instruída por meio do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto da presidenta Dilma Rousseff em junho de 2011 e contará com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além de aglutinar instituições dos 11 estados da região de fronteira.

Será coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). Todo trabalho é realizado de forma conjunta pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea do Brasil, sob a coordenação do Ministério da Defesa, envolve diversas agências, órgãos de segurança pública tais como: Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Receita Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Agência Estadual de Defesa Sanitária, animal e vegetal, do Estado do Mato Grosso do Sul (IAGRO), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Polícia Militar e Polícia Civil dos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras (GGIF), Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), entre outras.

FONTE:Dourados Agora

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Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

Legal, o exército tem capacidade para fechar as fronteiras (sic) 1 semana por ano. Nos outros 357 dias os cartéis têm passe livre…

Quanto custou a operação? Quais os resultados?

É o Brasil de (ponta)cabeça nas guerra contra as drogas…pfff que piada. Que país atrasado.

Colombelli
Colombelli
8 anos atrás

Estes dias agora o povo se manda pra longe, terminou a operação no dia seguinte volta ao normal.

Porém ainda é válido tirar a tropa do quartel, exercitar o comando, por pra funcionar o material de acantonamento e comunicações e fazer um pequena demonstração de força. Como treino vale.

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