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16º GAC AP: estágio de Artilharia para oficiais colombianos

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São Leopoldo (RS) – Entre os dias 6 e 9 de agosto, o 16º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (16º GAC Ap), Grupo Visconde de São Leopoldo, conduziu um estágio de Artilharia para três Capitães do Exército da Colômbia.

Os oficiais colombianos assistiram a uma palestra sobre a Organização e Emprego da Artilharia em Operações Ofensivas, tendo a oportunidade de vivenciar o Reconhecimento e Ocupação de Posição (REOP) de uma Bateria de Obuses com os Obuses Autopropulsados M109 A3, conheceram ainda, o subsistema Linha de Fogo, de Topografia e o de Comunicações e a Estação Total, utilizada para levantar dados topográficos.

Finalizando o Estágio, o 16º GAC AP apresentou as despedidas aos três capitães numa confraternização no salão de honras da Unidade.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

32 COMMENTS

  1. O camuflado colombiano parece camuflar mais que o nosso ! Sempre bom esses exercícios, já que a venezuela vive ameaçando o Brasil e a Colômbia

  2. Fico extremamente feliz com esta interação entre os dois países, pois considero que a Colômbia, junto do Chile, sejam os dois únicos países da América Latina nos quais o Brasil verdadeiramente pode confiar, sobretudo no âmbito militar. Qualquer ajuda que o Brasil possa fornecer à Colômbia para que esta possa combater (eventualmente) com mais eficácia contra o ditador venezuelano é bem vinda.

    No mais, desconheço a dotação das unidades de artilharia colombianas, mas imagino que o M109A3 deva ser mais moderno que qualquer equipamento em posse daquele país (não consegui encontrar informações sobre isso). Assim sendo, é uma ótima oportunidade para que eles possam conhecer o funcionamento deste obus autopropulsado.

    Obs: gostei do padrão do uniforme colombiano, mas penso que as cores sejam vivas demais. Tonalidades mais escuras, como as do EB, me parecem mais adequadas, pelo menos para o local do estágio.

    • Esse terrão vermelho é mais no Sul do continente.
      Lá pra cima a terra é mais clara.
      Ao menos quando viajei do Sul ao Pará, notei que a terra começa a mudar lá perto de Sorriso – MT.

    • Do Rio Grande no México até a Terra do Fogo na Argentina e Chile ou melhor até a Antartica , todos os países são nossos irmãos e amigos , temos a mesma origem Latina e Ibero Latina , acima do RIO GRANDE e que não temos ** AMIGOS** mas ** MUY AMIGOS ** !!

  3. Pelo que me lembro, esse 16. GAP AP estava previsto de mudar de São Leopoldo/RS para Formosa/GO em 2017.

    O novo nome seria 16. GRP de Mísseis e Foguetes, que iria se juntar ao 6. GRP já baseado em Formosa/GO….mas pelo jeito os planos foram adiados ou cancelados….

      • Um colimador Seiler M1A2 de origem Norte Americana. Foram adquiridos no mesmo período da chegada dos M109 A3 oriundos dos estoques do exército Belga, entre 1999 e 2001. Ele é utilizado em conjunto com a baliza como ferramenta para estabelecer uma referência para os ângulos de deriva e elevação das peças.
        Apenas como auxílio à compreensão sobre os colimadores utilizados no meio bélico, um conceito basico:
        Colimação é o processo de tornar paralelas e coincidentes, com a maior precisão possível, duas trajetórias. E Colimar é o ato de examinar com instrumentos de mira.
        É com fogo que se ganha as batalhas!
        Um grande abraço a todos!

  4. Bem legal perceber que o Brasil não está apenas próximo do Chile, bem como também mais distante de Venezuela, Bolivia e demais republiquetas bolivarianas.

  5. Amigo Silvo RC!
    Uma duvida que nao quer calar..Porque o colimador esta posicionado no quadrante frontal onde é a maior exposição de onda de choque do freio do cano?
    No nosso manual de campo gente sempre colocava no eixo entre quadrante traseiro e esquerdo a 6-8 metros.
    Talvez o mestre Colombelli ajuda tb?
    Um grande abraço!

    • Ele fica ali so na hora de fazer o ajuste inicial, a pontaria das peças para o primeiro disparo de ajustagem, depois é feita correção pela baliza de pontaria. Ele não fica ali o tempo todo.

      Depois que voce aponta todas as peças e vai fazer o tiro inicial, ele sai. A partir dai o ajuste é feito pelo OA e pela central de tiro com base na referência da baliza e no impacto. O OA manda o referencial em metros ( direita ou esquerda, alongue ou encurte, baseados na posição dele) para a central. A central calcula a partir da posição da peça o que fazer e “canta” o ajuste. A peça lança o ajuste (deriva e elevação) sendo a deriva baseada na posição da baliza.

      No meu tempo se usava o goniômetro bússola pra isso.
      Se a memória não me trai ( tive instrução do morteiro pesado a 24 anos) a deriva é em milésimos e a elevação em graus.

  6. Independentemente da tonalidade da camuflagem é impressionante a péssima qualidade de nosso uniforme. O modelo é antiquado, a localização dos bolsos e gola não propiciam praticidade alguma. Sobram botoes e faltam velcros, sem falar no velho coturno preto que não combina com camuflagem nenhuma e ascende feito lampada de neon nos equipamentos de visão noturna. Chile, Colômbia, Argentina, Uruguai estão décadas a nossa frente nesse quesito.

  7. Comentário um pouco fora do tópico, mas válido para conhecimento do território brasileiro.
    Aqui no RS existe áreas de terra bem vermelha, roxa como chamam, áreas de terra preta, terra arenosa (tem uma cidade chamada Terras de Areia), locais em desertificação como entre Alegrete e Santana do Livramento e terras com areião ou saibro.
    A região de terra vermelha é a mais fértil e é mais usada para o plantio de fumo e soja, a região de plantio de arroz, é de terra preta com bastante areia misturada, e se distribuí em 3 regiões que são a Fronteira Oeste, a mais forte do país, a região de Dom Pedrito e a região Sul do RS. O gado e o cavalo Crioulo estão presentes em todo o território do estado.
    A região de Saicã, fica na parte central do RS, mas mais próxima da Fronteira.

    • Eu moiro no norte do RS, terra vermelha como todo escudo riograndense. A medida que se desce para o centro e sul do Estado começa a ter mais areia.

      Terra vermelha é o soja que tomou conta. Já no “areião” da planície sul é o arroz. Saicã tem campos virgens, desertos pequenos e muito arroz. Plantações de vários hectares. Ali h´pa uma camada de terra e a 1,20 m ou 1,50 metro começa areia.

  8. Caro ScudB,

    Os colimadores emitem um feixe de luz plano. E quando empregados, irão descrever a linha do cano para ser usada como referência.
    Em algumas ocasiões se faz necessário o aferimento do quadrante dianteiro. Como podemos ver na primeira foto com essa finalidade de descrever a linha do cano para o tiro direto. Onde se utiliza a luneta M118 destinada ao tiro direto. E logicamente o colimador é removido quando se termina o aferimento.
    Para o aferimento de pontaria propriamente em si. O colimador é posicionado no quadrante traseiro como você citou, a uma distância normalmente de 5M. E junto com os demais pontos de referência, visam o recobrimento setor de 6400 milésimos. Alem do colimador, como pontos de referência temos também as duas balizas, pontos de referência afastados ( Torre de uma igreja ou algo similar que fique a uma distância que varia de 1500 a 3000 metros da LF), pontos de referência próximos, que se encontram a uma distância média de 300 metros ou mais da LF é fontes de luzes. Deve se levar em conta que para o aferimento da pontaria se seleciona ao menos três PR. E um deles possa ser usado em condições de tempo adiverso.
    Depois disso passa a preponderar a visada da luneta panorâmica M 117 e o goniometro bússola junto com toda palamenta.
    Desde já, peço desculpas por eventuais falhas e equívocos. De lágrimas nos olhos lhe garanto que a “ferrugem já comessa a mi tomar”
    Um grande abraço ao troar da artilharia!

    • Obrigado Silvio RC!
      A duvida foi gerada pela diferença dos procedimentos.
      Aferimento de valor de erro médio DELTAint que gente fazia a 30-40m coincidindo com o eixo do cano. Mas só no parque.No campo , principalmente ja entrincheirados , so era disponível o quadrante traseiro mesmo.
      Um grande abraço!

  9. Sobre os uniformes, testei o marpat, o multicam, o ACU e naturalmente o do EB. Aqui no sul e no cerrado de forma geral o Multicam se sai melhor. Mas para a amazônia sem dúvida o nosso uniforme é o melhor.

    Ele precisa so ser melhorado, com adição de cores mais claras.

    O colombiano é, ao vivo, exatamente como nas fotos, diferentemente do alemão, por exemplo, que é, ao vivo, de impressão de ser bem mais escuro que em fotos ou imagens. É quase tão escuro quanto o nosso. O ACU ao vivo também não parece tão claro quanto em fotos, e a longa distância nos nossos campos é melhor que o nosso uniforme para camuflar.

    Achei o ACU muito ruim nos ajustes. Tem velcro no ajuste da manga ( faz barulho demais e sujo de barro não funciona). O melhor desenho é do Multicam. Tem bolsos grandes nas laterais.

    PS: Tchê, não é possivel que este barral ai seja dentro da OM. Que fiasco.

  10. Bem eu como operador de Airsoft e colecionador de fardas militares, na minha opinião e já pude comprovar isso em campo na região amazônica o melhor seria o woodland , digo isso pq moro em Manaus e já pude jogar na mata e usar tanto o multicam como o woodland, aí mais pro sul creio que o multicam seja o ideal, quanto a cidades eu creio que Acu digital ou ataca FG.

    • A curta distância todos funcionam realtivamente bem. Em ambiente de selva ou mata fechada é o que mais ocorre o campo de tiro curto.

      Já no caso do Sul e muitos locais do centro oeste ( cerrado), o problema surge na longa distância, pois o nosso uniforme é muito escuro e contrasta com o fundo mais claro. Nestes casos predominam os campos de tiro longo. Pode se dizer que é um problema inverso ao enfrentado pelos EUA no Afeganistão, onde o ACU é claro demais e se concebeu o scorpion

  11. Acho o nosso padrão de camuflagem um pouco escuro para alguns teatros. Mas na minha opinião ele é um dos melhores para o ambiente de mata fechada como na Amazônia. Algumas mudanças estão sendo feitas atualmente no nosso uniforme. Estão realsalsando os tons de marrom com a finalidade de dar uma “carrada” Eu particularmente gosto do padrão do CFN do Brasil.
    Um grande abraço a todos.

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