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Corpo de Fuzileiros Navais recebe 20 novos Carros Lagarta Anfíbios

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Carros Lagarta Anfíbio
Carros Lagarta Anfíbio

O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) recebeu 20 novos Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) na manhã do dia 4 de setembro. Os carros desembarcaram no Porto de Sepetiba e foram deslocados para a área do Complexo Naval de Itaguaí, de onde seguem para o Batalhão de Viaturas Anfíbias (BtlVtrAnf), em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

É no BtlVtrAnf que os novos carros serão pintados no padrão CFN e passarão por testes de avaliação da garantia, pintura e instalação de equipamentos de comunicações. Concluída essa etapa, serão transferidos ao setor operativo, podendo ser empregados de acordo com as necessidades do CFN.

Os 20 novos CLAnf são no padrão Reliability, Availability, Maintainability/Rebuild to Standart (RAM/RS), sendo 18 na configuração de Transporte de Pessoal, um na versão Comando e Controle e um na versão de Socorro.

Em relação às gerações anteriores, os veículos do padrão RAM/RS possuem motor mais potente, nova transmissão e sistema de suspensão atualizado, oferecendo melhor mobilidade, maior velocidade, facilidade de operação e condições de conforto e segurança à tropa embarcada, contribuindo para o aumento da capacidade da Força em realizar Operações Anfíbias.

Este é o segundo dos três lotes adquiridos pela Marinha do Brasil após um contrato firmado com a Marinha dos Estados Unidos da América para um fornecimento de um total de 23 CLAnf até o final deste ano. Os dois primeiros carros foram recebidos em maio de 2017, e a previsão de chegada do último é no dia 17 de setembro deste ano, na Base Aérea do Galeão.

FONTE: Marinha do Brasil

71 COMMENTS

  1. Sei que todos aqui tem total liberdade de comentarem o que bem entenderem como importante.
    Podem postar o que quiserem, e depois se for o caso se entender com os “moderadores”
    Mas tem horas que esse ping pong se torna insuportável. Perdemos todos nós que aqui nos reunimos para debater assuntos militares.
    Todos nós sabemos a importância da política nas nossas vidas e principalmente na defesa de uma nação. Mas isso não pode ser o Centro deste espaço. 7 em cada 10 assuntos levantados aqui acabam em Fla x flu. E nunca se chegou a lugar algum com esses proselitismos.
    Pelo contrário se desperdiça o tempo e o espaço, onde se pode ter verdadeiras aulas e instruções de um valor que não se pode aquilatar.
    Tem tantos ensinamentos baseados em aspctos tecnicos e operacionais que podem vir a tona através do debate neste espaço.
    E os Senhores brincando de esquerda e direita.
    De bonzinhos e comedores de criança.
    Eu que não sei de quase nada, mas frequento este espaço pra tentar aprender, peço encarecidamente aos Senhores:
    Não poluam uma fonte tão valiosa de conhecimentos como esse espaço!

    Desde já, desejo sucesso a todos que fazem a trilogia existir. Tanto os editores como támbem a todos comentaristas!

  2. O que eu acredito, é que, cada brasileiro com um minimo de bom senso, não quer de jeito nenhum que haja um alinhamento automatico de militares brasileiros aos interesses norte-americanos, numa postura subordinada que se alimenta de uma noção de inferioridade cultural. Militares deste naipe devem ser varridos das FAs!

    • Historicamente, desde principalmente a WWII somos alinhados e aliados dos EUA. Antes nossa doutrina era Francesa. A questão é que o Brasil deve ser alinhado e aliado a aqueles que de melhor possa nos oferecer.

      Anteriormente, de 2003 a 2015 nossa política externa foi voltada inteiramente para alinhamentos ideológicos que em nada trouxe de benefício para o país muito pelo contrário. Financiamos obras com dinheiro público (nosso dinheiro), por puro viés político ideológico quem em nada contribuiu para o Brasil e tomamos sim, grandes prejuízos e até calotes.

      Nem vou enumerar aqui porque senão eu teria que ficar até as 4h da manha falando a respeito.

      E para finaliza, países possuem interesses e nada mais que isso.

      Os EUA através do program FMS tem suprido muito bem nossas forças armadas com produtos de qualidade, semi-novos e com um bom tempo de uso a frente ainda.

      Para se ter uma ideia vamos praticamente renovar nossa artilharia com 120 obuseiros M-198 Howitzer que serão doados ao EB dentre muitos outros equipamentos que virão.

      Caso queira tenha interesse saber:
      https://www.forte.jor.br/2018/05/22/eua-vao-doar-mais-equipamentos-ao-exercito-brasileiro/

      • Gonçalo Jr

        Entendo seu ponto de vista. Não odeio o Lula a ponto de ficar cego politicamente e dizer que ele foi o cara que MAIS ROUBOU no Brasil, mas também não concordo com as obras feitas fora do país, isso foi feito com dinheiro público e infelizmente um dinheiro que não teve retorno…Essa não é a primeira crise que o Brasil enfrente e nem será a última, o problema do Brasil é a educação, as pessoas ficaram cegas politicamente e ignorantes num nível tão alarmante que ninguém pode discordar da opinião do outro, todos se acham os donos da razão é isso não leva a lugar nenhum. E na questão do FMS, nada vem de graça, algum preço deverá ser cobrado. Além do mais, se for pra viver de equipamentos de 2 e 3 mão é melhor acabar com a indústria de defesa nacional, já que ela quase não existe mesmo. Você quer um exército independente ou dependente? Você quer mostrar que é capaz e pode superar desafios ou viver correndo pra saia da mamãe quando a situação aperta? Nós somos capazes de fazer muito mais, expertise de sobra, dinheiro de sobra (esse papo de que não tem dinheiro é história pra boi dormir).

        • Ele não foi o que mais roubou…. os escândalos de corrupção na era petista foram tão grandes, que em números, são o maior da história da humanidade. Não pode ser o único que roubou, mas é consenso que com aquele partido no poder, eles perderam os limites. E não foi só petista, foram todos os políticos

      • Caro Gonçalo. O alinhamento com os EUA não é uma coisa natural nem histórica. O comando do exército brasileiro tinha uma grande influência dos exércitos europeus (França e Alemanha). A aproximação com os EUA ocorre no contexto da II Guerra. É preciso lembrar que a FEB combateu junto com os EUA. O Brasil participou da fundação da ONU. Pouca gente se lembra que Oswaldo Aranha, miinistro de Varga, foi o presidente da Primeira Assembleia Especial da ONU em 47 e presidente da Segunda Assembleia em 48. O advento da guerra fria dividiu o mundo em dois grupos. Como a economia brasileira era capitalista, o Brasil ficou do lado dos EUA mas sempre teve excelente relação diplomática com a URSS. O alinhamento com os EUA nunca foi automático, tanto que os EUA apoiaram fortemente o golpe de 64. Os governos militares mantiveram uma certa independência em relação aos EUA (principalmente em relação ao processo de independência na África). O acordo nuclear com a Alemanha é um bom exemplo da independência diplomática.

        • Exatamente! Entre os anos de 1900 e 1942 houve uma grande disputa entre alemães e franceses pela influência sobre o Brasil, com vantagem para os gauleses. Logo no início do século, entre 1905-1912, enviamos 34 oficiais do EB para estágio junto ao exército do Kaiser. Nomes como Bertoldo Klinger influenciariam o destino do EB nas décadas seguintes, seja como oficiais instrutores, seja como editores da revista “A defesa nacional”. Aliás, essa revista é muito interessante para quem deseja estudar a evolução técnica e ideológica do exército. Tem muitos artigos sobre o exército francês, alemão, norte americano e japonês! Contudo, prevaleceu a influência francesa, consolidada com a MIssão Militar Francesa, que tá pra fazer 100 anos!

  3. Muito bom, nossa Marinha recebendo os 23 clanfs novos que comprou um tempo atrás, quando eu falei isso há mais ou menos 6 meses, disseram que não existia isso, que a MB só tinha 29 clanfs , agora está aí a resposta, nossos fuzileiros contam com cerca de 50 clanfs, excelente notícia, que junto com a chegada dos 3 super lynx, do scorpene, do helicóptero EC 725 caracal, do Atlântico e mais dos 3 caças A4 modernizados, faz com que 2018 seja um ano espetacular para nossa Marinha. Só falta agora definir o vencedor da nova CVT.

  4. referente as pecas de artilharia doadas pelo EUA, o Brasil fabrica as munições utilizadas ou são importadas?? Se forem importadas, qual a dificuldade de fabrica-las aqui no Brasil??

    • Se não me engano o Brasil fabrica estas munições e muitas outras e o desconhecimento desta informação junto à doutrina militar que fez um “especialista” falar aos quatro cantos midiáticos que o Brasil não aguentaria nem um dia de batalha, o que foi muito bem desmistificado em comentário oportuno feito pelo sr Agnelo.

  5. Muito bom mesmo!!!!! O bicho é grandao. ….muito importante aos FN

    Agora, tem um modelo quê acho sensacional baseado no M113 com um kit que que o transforma num mini clanf com capacidade oceânica de mar 4 4 e velocidade de 9km hora na água

    É o Arisgator da Italiana aris

    Os indonésios estão super felizes com as encomendas que fizeram encontrar o custo é de 20% do custo de um clanf

    Poderíamos ter convertido uns 50 M 113 nossos para este padrão entre EB e FN

  6. BOM dia!
    O alinhamento político com os EEUU é histórico e, penso eu, é o que nos serve.
    COMO aliados penso que é o parceiro ideal, ppor tudo qto sempre pudemos ver.
    E ESTÁ certo o Gonçalo Jr: não existe inocente nestes negócios, apenas interesses nacionais.
    O alinhamento ideológico do Lula não nos beneficiou em nada…
    DIRIA que o bom filho à casa torna, enfim.
    O TEMPO dirá…

    • Caro Aldo. O alinhamento político com os EUA não é histórico e nem eles são parceiros ideais. Enquanto os EUA foram a primeira república na América, o Brasil se tornou um império após sua independência. Pedro I e Pedro II eram descendentes da aristocracia europeia (inclusive com laços com os Habsburgos. A república manteve estes fortes laços com as potências europeias até praticamente a II Guerra. A da aproximação dos dois países começa com Vargas e Roosevelt e pelo envio da FEB para combater junto com os EUA. No período do pós-guerra, os EUA era a maior potência militar-econômica, enquanto que os estados europeus estavam enfraquecidos por causa da guerra. Os EUA se tornam o maior parceiro comercial do Brasil e do mundo (60% do comércio exterior era realizado com os EUA no pós-guerra). A guera fria colocou os países capitalistas de um lado sob a liderança dos EUA em oposição à URSS. Neste contexto não havia opção ou escolha. O Brasil era uma economia capitalista em processo de industrialização. Contudo, o golpe d 64 apoiado pelos EUA mostram que o Brasil não era exatamente um parceiro, contudo os governos militares sempre tiveram uma visão nacionalista e independente que algumas vezes entrou em conflito com os interesses dos EUA (principalmente no processo de independência da África). Mesmo durante o processo de redemocratização, as relações Brasil–EUA foram pautadas por uma visão estratégia e independente do Itamaraty. A relação Brasil-EUA teve um dos momentos de maior proximidade durante o governo Lula no Brasil e Bush (filho) nos EUA. Essa relação foi muito mais próxima do que com Obama depois ou Clinton antes. Sugiro uma busca na internet sobre as visitas dos presidentes destes dois países desde Sarney. Talvez o artigo “A relação Estados Unidos-Brasil – perspectivas para uma parceria” disponível na internet o ajude. Boa leitura.

        • Caro Tom. Recomendo dois materiais bons para a sua compreensão da história do Brasil: o artigo “1964: O golpe contra as reformas e a democracia” publicado em 2004, e o documentário “o dia que durou 21 anos” lançado em 2012. Ambos estão disponíveis na internet. Bom estudo.

        • Olá Tom. O editorial do insuspeito “O GLobo” de 2013 “Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro” também pode ser um bom ponto de partida. Boa leitura

          • Caro Balbino. Concordo com você que seria um erro (geopolítico, econômico, político, etc) que o Brasil tivesse um alinhamento automático com qualquer outro país. O país tem interesses que podem ser conflitantes com os de outros países. A tradição da diplomacia brasileira (desde Rio Branco) foi a de independência. Claro que no contexto da Gurra Fria, o alinhamento estratégico brasileiro era pelo lado dos EUA. Qual teria sido o sentido de uma economia capitalista em processo de industrialização se colocar ideologicamente ao lado da URSS? Mas isso não significou que “o que era bom para os EUA seria bom para o Brasil”. De qualquer modo, aquele artigo que sugeri tem um bom histórico das relações Brasil-EUA desde a proclamação da independência (por curiosidade, os EUA foram os primeiros a reconhecer a independência do Brasil em 1822)

    • 1. Parceria se faz com quem tem vontade;
      2. Pareceria se faz com quem tem poder de verdade;

      Parcerias entre menor e maior nunca serão feitas em nível de igualdade.

      O Brasil, no (des)Governo do Pêtê fez trocentas parcerias..

      O que o Brasil ganhou ou vai ganhar de verdade ? Muito pouco, serão ganhos incompatíveis com os valores investidos aqui.

      O Brasil quer ser sempre parceiro, mas sem dar nada em volta…

      Parceiros para os EUA são Inglaterra, Israel, Coréia do Sul os outros são no máximo parceiros de ocasião.

      • A única parceria que interessa ao Brasil, agora, é a econômica com a China. Já é nossa maior parceira comercial. E disparando.
        Aliança política e militar para receber material de segunda mão não interessa.

          • “É parceria mesmo. Significa dar prioridade a quem tem algo a oferecer.”

            Exatamente por isso temos parceria com os EUA afinal mesmo usados seus produtos são robustos, bem diferente das quinquilharias chinesas que soltam pecinhas…

          • Antonio,
            O que de fato a China está oferecendo de tão bom para o Brasil?
            Acredito que a China está melhorando em quase tudo, mas ainda longe da qualidade dos equipamentos americanos, então, qual o sentido de comprar algo novo (que por sinal é muito diferente do que o usado atualmente pelas forças armadas) que é pior e mais caro do que um usado? Só por ideologia? Ódio dos gringos ou torcida?

  7. Off topic

    Protundo respeito pela pessoa do General Villas Boas. Apesar de seu estado clínico, foi entrevistado nesta quinta feira pela Jovem Pan, numa cadeira de rodas e com respirador nas narinas.

    Exemplo de caráter.

    • Exemplo de pessoa no EB era o General Estilac Leal, Caiado de Castro, Zenóbio da Costa ou Marechal Lott entre outros. Esse pessoal que veio depois de 64……..

  8. Só não dá pra entender pq o CFN não usam um carro de combate,garantem ou esperam a proteção dos Clanfs,Piranhas e do Sk pra avançar e segurar a posição?
    Não dá pra entender isso,cd a projeção de força prós fuzileiros?

  9. Falta um CC mais pesado. A probabilidade de o CFN ser usado em combate é de 99% como força convencional terrestre ( de elite, na verdade nossa melhor brigada), de forma que um CC não necessariamente deveria ser concebido para transportabilidade via mar.

    E não se preocupem que os militares brasileiros ( em regra) não se alinham incondicionalmente com os interesses de nenhum país que não seja o Brasil. Receber material de um determinado país não significa servilismo.

    • Caro Colombellli. Concordo com você quando diz que tanto as forças armadas (quando o Itamaraty) possuem um corpo profissional muito bem formado e capacitado. É um pouco frustrante a facilidade com que certas coisas são categoricamente mencionadas sem qualquer respaldo histórico ou técnico. Nestas horas eu lembro das castas em “Admirável mundo novo”. Acho Huxley tinha razão.

      • Da fato, usamos armas russas ( Iglas e helicopteros) norte americanas ( M113 o clanf) suecas ( bofors e RBS 70) alemãs ( Leopard, Gepard) italo-suiças ( oerlikons) inglesas ( L-118), belgas ( Fuzis e metralhadoras), francesas ( Mistral) e por ai vai.

        Falo como quem foi militar: nenhum país é totalmente amigo e nenhum deixa de ser totalmente um potencial inimigo. Há é probabilidades maiores ou menores que enseja maior ou menor confiança. E a ideologia não é algo que embale a opção dos militares brasileiros por armamento, embora ja tenha sido movel de governos civis.

  10. Na minha opinião o alinhamento entre brasil e EUA é muito benéfico em todos os sentidos , principalmente se pensarmos numa aliança continental entre todos os países no futuro.
    Com relação ao estreitamentos de laços dos nossos militares com os militares Americanos faz mais sentido ainda devido a aproximação geográfica, histórica e ate porque são ele que mais se dispuseram a ajudar a recompor nossas forças armadas nesse momento de crise sem em nenhum momento tentar impor bases ou tentar invadir nosso Pais

  11. Mestre Colombelli,

    Voce diz mais pesado por conta da blindagem ou por conta da capacidade de canhão?

    Se for pelo canhão, coisas similares ao Sprut com 120 mm encaixam bem.

    Ma se for realmente para desdobramento em profundidade em terra, ai de fato teriam de haver MBTs classicos no inventário.

    Este é de fato um ponto interessante.

    Na doutrina russa, eles possuem forças similares aos fuzileiros mas que a missão reside apenas no desembarque e cabeça de prais, daí, inventario anfibio e aerotransportavel.

    Na doutrina americana, se faz a cabeça de praia e desdobramento em profundidade e assim, alem do inventario anfibio, segue tambem o inventario padrao do US Army.

    No nosso caso, me parece que seria a mesma doutrina americana e daí, faltaria de fato um MBT´

    • Carvalho são as duas coisas na verdade. Pois hoje o CFN não tem um MBT. O Sk105 é a rigor um caça tanques. Penso que o CFN poderia pegar a esteira do EB no Leopard ou mesmo adquirir o M-60 A3 TTS. Lembro que a meu ver a capacidade de desdobramento anfíbio no caso é secundária.

      Não precisa ser muita coisa. Mais 18 carros para somar aos sk ja seria uma boa, sai barato e agrega, e poderia ainda se valer da mesma estrutura logistica do EB.

      Eu penso que o CFN deve claro manter a capacidade anfíbia, mas não perco de vista que todas as hipótese mais prováveis de seu emprego são de infantaria convencional, em terra. É repito, nossa melhor brigada e lhe faz falta o poder de choque de CC.

  12. Seção 7 informa,

    seria interessante os colegas analisarem melhor suas colocações, porque há incongruências.

    O governo brasileiro deve sim, se pautar por aliar-se “pontualmente” com parceiros que “atenda e entenda” os interesses do “Estado brasileiro”. Mormente, desta forma assegurará ao país implementação de agenda própria(Projeto de Estado).

    De outra forma, com alinhamentos automático(ideológico) ocorrerá o que coloquei acima, “uma postura subordinada que muitas vezes se alimenta de uma noção de inferioridade cultural” seja em relação a este ou aquele país. Afinal, agindo desta forma o país passa o atestado de total incompetência de implementar um Projeto de Estado.

    Traduzindo, se Israel, a China, a Rússia, o Irã, a Índia ou a Inglaterra ou França for o “parceiro” ideal que entenda e atenda nossos “legítimos interesses”(vejam bem, INTERESSES LEGÍTIMOS = a corretos, justos) é com eles que “pontualmente” devemos negociar, e, eventualmente nos “aliar”. Desde que, evidentemente este alinhamento esteja balizado na defesa e manutenção de “valores universais” e, portanto, válidos para todos, de norte a sul, de leste a oeste do globo. De outra forma, seria alinhamento “ideológico,” não é mesmo!!?

    Se a China estiver envolvida em alguma crise internacional mas, imbuída na defesa desses “valores universais” obviamente que o Brasil deveria aliar-se a ela. E, o mesmo vale para qualquer Estado, seja os USA, a Rússia, Israel, o Irã, a Inglaterra e etc… do contrário esse alinhamento seria ideológico. Correto!!?? Compreendem a incongruência do alinhar-se por questões ideológicas!!??

    Porque o mundo está do jeito que está, por conta não da defesa dos “valores universais” mas, por conta da defesa de ideologias mundiais.

    Podem acreditar que, se o Brasil pedir para a China, ou a Rússia armamentos iguais a estes, hora descomissionados dos estoques americanos, com certeza que estes países teriam a maior alegria em fazer a mesma coisa que os americanos estão fazendo. Por motivos óbvios é claro. E, só não o fazem, porque as FAs brasileiras não os procura com tal solicitação, como fazem com os americanos. E, as FAs não o faz por motivos “ideológico estratégico”. Pura e simplesmente por isso, afinal, a ideologia americana(e, evidentemente, o poder maior na área) é “mais próximo” do nosso continente sulamericano.

    Sim, é assim que a roda gira no mundo. Sem tirar, nem por! E, isso é bom? Isso é virtuoso? É justo? Não!

    O Brasil, deveria puxar a frente, e de fato, implementar uma nova forma das nações se relacionarem. Não mais por ideologias, mas, relações e interesses baseados “de fato” nos “valores universais,” ou seja, é teu, é correto, é justo? Então receba, vá em frente!

    A Seção 7 gostaria que os participantes do Blog ponderassem um pouco mais sobre o assunto ideologia e “valores universais” e, suas implicações na vida do ser humano. Porque, estas são coisas absolutamente distintas! Porque não é a democracia, ou o socialismo, ou o comunismo e etc que faz ou defendem os “valores universais”. Estes são ad aeternum. Pense nisso!

  13. Agora por que não sonhar com uns 25 centauros de segunda mão da Itália, ja daria bom suporte de fogo e aumentaria em muito o poder ofensivo dos nossos fuzileiros nas operações anfíbias. Parabéns a MB pela ótima aquisição.

  14. Este contrato foi muito bom. Parabéns à MB e ao CFN. Concordo com o Sr. Colombelli. Brigada de elite deveria ter um poder de choque maior. Acredito que esta ideia se fara ocorrer num futuro próximo visto as compras realizadas ultimamente pelos FN. Perguntas: por que o EB não utiliza este CC(Clanfs) para suas operações? Não haveria assim uma uniformidade do uso de meios? Obrigado.

    • Prezado
      Acredito que o CLAnf não se adequa a realidade do EB.
      Ele leva 2/3 de um pelotão, o q dá pouca dispersão.
      Os Fuzileiros atuam de forma diferente do EB.
      Há muita confusão. Talvez, as TTP de GC até Btl sejam parecidas, mas o contexto é outro, e os apoios envolvidos também diferem.
      Isso pode não parecer, mas reflete em diferenças grandes.
      Acredito q os próprios americanos, pelos meios apresentados por eles, estão mudando seu material, haja visto o emprego do USMC junto do USArmy em ações profundas, totalmente longe dos navios e da “vínculo” com o mar.

        • Eles estão diminuindo 01 esquadra, pondo 01 homem a mais nas outras duas e pondo 01 homem de operador de ARP.
          Diminuiu de 13 pra 12, com uma esquadra a menos é o ARP a mais.

    • Mestre Sergio,

      O maior diferencial do clanf é ser um vbtp anfibio Oceanico. Seu maior foco foi este…ser oceanico….desdobrando-se de 30 a 70 km para a terra….o exercito americano possui blindados de transporte de tropa masi bem adaptados para a terra.

  15. Obrigado aos Srs. Agnelo, Colombelli e cavalho 2008 pelas informações. Estimo meu apreço pelos senhores. Obrigado. Apenas algumas perguntas: retirando o Guarani, qual seria um bom veículo para transporte de tropas para o EB e um carro de reconhecimento com canhão de 105mm? Desculpem os erros e reitero meu apreço. O cascavel (mesmo antigo), na minha opinião é um excelente veículo de reconhecimento. Grande abraço.

    • Prezado
      Pergunta complexa! Kkkkk
      A escolha de um Meio de Emprego Militar envolve varios aspectos.
      Doutrina, Organização, Adestramento, material, educação, pessoal e infraestrutura.
      Nisso, vc tem q “orquestrar tudo”. Uma operação envolve o “casamento” da Manobra, do Plano de Apoio de Fogo, do Plano de Barreiras, do quanto a inteligência vai levantar e já levantou e do quanto a logística (desde lá de trás) vai poder manter.
      Sem duvida há VBCI melhores q o Guarani, mas este é uma VBTP Plus. Então não se compara. Vc suplanta deficiências com outros recursos. Explora vantagens.
      Assim é tudo.
      Outro meio teria outras vantagens e outras deficiências.
      Quanto q a empresa/Pais daria junto ao carro?
      Quais meios teríamos de trocar também?
      Por aí vai.
      Particularmente, gosto da família Stryker, mas é muita areia.
      Normalmente, os EUA cumprem com contrato e tem grande disponibilidade de recursos pra logística.

  16. O EB pode receber muito material norte americano,mas nossa MB recebe muito material do Reino unido.Aliás o Reino unido considero o melhor aliado do Brasil.Mas parece que O EUA acordaram que o Brasil é o único que tem um potencial para ser potencia militar em pouco tempo.Explico antes das criticas tem matéria prima uma indústria que pode produzir armamento de qualidade e quantidade, é geograficamente está bem situado para bloquear ou negar o atlântico a qualquer adversário.

  17. Um MBT novo por ano para os fuzileiros é algo viável financeiramente e necessário em caso de contra- ataque à cabeça de ponte. Não basta somente conquistar. É necessário manter a cabeça de ponte. (Basta ver a estratégia do exército alemão de manter divisões panzer na retaguarda para contra-ataque nos desembarques na Normandia. Não obtiveram o sucesso necessário devido a perda de superioridade aérea). Um total de 30 MBTs seria um número razoável e tangível ao nosso corpo de fuzileiros.

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