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Bielorrússia desenvolve sistema de defesa aérea não tripulado

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A BSVT – New Technologies LLC, empresa de fabricação da Bielorrússia, está desenvolvendo um novo sistema de defesa aérea não tripulado, chamado Berserk.

De acordo com a empresa, o novo sistema de defesa aérea não tripulado destina-se a disparos de precisão usando duas metalhadoras rotativas GShG-7.62, para engajar pessoal inimigo e drones, helicópteros e aeronaves em voo baixo.

O Berserk consiste em um veículo de combate não tripulado autopropulsado e um operador do sistema, permitindo o controle remoto e a operação de combate do veículo robotizado por meio de link de comunicação sem fio a uma distância de até 5.000 m em caso de visibilidade direta de até 2.000 m em uma área urbana.

Equipado com um sistema óptico-eletrônico moderno e elementos de inteligência artificial, é capaz de capturar independentemente alvos em distâncias de até 10 km e identificá-los por tipo.

Como o “Berserk” é equipado com sistemas optrônicos de última geração, é fácil para o operador controlar o sistema, além de detectar e reconhecer diferentes alvos.

A alta capacidade de manobra e cross-country do sistema o torna uma boa solução para a proteção automática de qualquer setor ou objeto por meio de vigilância ou patrulha.

FONTE: Defence Blog

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
2 meses atrás

Duas metralhadoras 7,62? Esperam abater helicópteros e aviões voando baixo com esses armamentos? Não sei nem se com 12,7 mm conseguiriam isso, creio que ser pelo menos 20mm. A 7,62mm para defesa contra pessoal e contra drones tudo bem. Outra questão não terá mísseis nem de curto alcance?

Sagaz
Sagaz
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Perdendo a oportunidade de ir lá e fazer melhor em campeão!

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Também achei meio esquisito o calibre 7,62mm como arma antiaérea, até os traficantes das favelas cariocas e os assaltantes da carro forte por estas bandas já utilizam ou utilizaram o calibre .50 (12,7mm). Mas quem sou eu para achar algo vindo da Bielorrússia esquisito, mas que acho, acho!

PACRF
PACRF
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

São 2 metralhadoras com com 4 canos cada uma, totalizando 8 canos disparando projéteis 7,62 simultaneamente, de acordo com o vídeo mostrado. Será que não perfurariam a fuselagem causando algum tipo de dano em um Super Tucano ou em um Apache, que estejam voando à baixa altitude?

MMerlin
MMerlin
Reply to  PACRF
2 meses atrás

A algum tempo vi em um vídeo uma companhia que, pilotando helicópteros Apache, ao executar uma missão noturna começar a ser atacados por metralhadoras. Segundo relatos, a maioria 7,62. Isto não é possível afirmar. Mas o som e a quantidade de tiros atingindo as aeronaves é assustador.
Ao término da missão e algum tempo de descanso para recuperação, os pilotos fizeram questão de ir até a Boeing agradecer pela resistência do Apache.
Já tentei reencontrá-lo mas não obtive sucesso.

Renato B.
Renato B.
Reply to  MMerlin
2 meses atrás

Houve uma emboscada na guerra do golfo, em 2003. A Emboscada de Karbala. Os iraquianos usaram muitos fuzis AKM as PKM, e outras metralhadoras. A missão foi abortada e os Apaches recuaram. Apesar de apenas um ter caído, a grande maioria dos Apaches foi muito danificada, levou 1 mês para o regimento estar em condições de combate de novo.

Sobre esse equipamento, me parece ter como alvo principal os enxames de drone.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  PACRF
2 meses atrás

As os aviões e helicópteros de ataque tem proteção contra o calibre 7,62, sinceramente não me lembro desde o fim da Segunda Guerra de armas anti-aéreas com calibre 7,62, posso estar enganado mas no fim da Segunda Guerra o menor calibre usado em armas anti-aéreas era o .50.

Jorge
Jorge
Reply to  PACRF
2 meses atrás

PACRF as armas são de cano rotativo. Então na realidade esse tipo de arma os canos giram e somente 1 cano disparam por vez, o objetivo disso é evitar o super aquecimento do cano proporcionando dessa forma uma maior cadência de disparos. Então cada arma dispara um cano por vez e não os quatro ao mesmo tempo.

Blind Mans Bluff
Blind Mans Bluff
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Olhem de perto a foto. Comparem o tamanho do lancador de granadas fumigenas com o do casco do ugv e verao que ele eh minusculo. Eh como um tanque de brinquedo com capacidade para abater aeronaves.

ScudB
ScudB
Reply to  Blind Mans Bluff
2 meses atrás

Amigo Blind Mans Bluff! Os lançadores das granadas do sistema “Nuvem” (902) tem um pouco mais que 80mm de diâmetro. A plataforma (que inclusive a mesma do sistema anti-tanque “Bogomol”) tem dimensões aproximados 2,5×1,4×1,4 m. A foto distorce bastante as proporções. Num outro vídeo da pra ver melhor os “gabaritos” : https://www.youtube.com/watch?v=2rGEnhxPn94&feature=emb_logo Sobre o calibre : esta metralhadora usa projeteis 7.62X54R com munição perfurante e incendiária tipo B32 com perfuração de 6mm de aço Armax-500 nas distancias ate 1000m. Pessoalmente acho o projeto interessante mas tem certas restrições de uso. E tem alguns detalhes super legais : a transmissão dele… Read more »

M.@.K
M.@.K
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Concordo. Tempos atrás fizemos um conhecimento de inteligência sobre a possibilidade de danos e até abate de aeronaves da polícia militar por fogo de armas de criminosos. Foi constatado que armas automáticas de qualquer calibre, mas principalmente acima do 5,56x45mm podem ser uma ameaça. Mas isso dependo do cenário, que nesse caso analisado seria o urbano, com uma aeronave pairando (estática) abaixo de 300mts de altura. Já em um cenário de guerra, onde este veículo seria utilizado, já começo ter minhas dúvidas com este calibre, pois os alvos (aeronaves tripuladas) já seriam de uma categoria diferente, com velocidade, blindagem e… Read more »

Maurício Veiga
Reply to  M.@.K
2 meses atrás

Existem inúmeros vídeos de Helicóptero Russos no Afeganistão sendo abatidos por AK – 47 calibre 7,62. A maioria dos helicópteros de combate possuem blindagem limitada devido ao peso, não precisa abater basta “tirar de combate”, fica a dica!!!

Antoniokings
Antoniokings
2 meses atrás

Muito interessante.
A questão de armamento não tripulado está avançando muito recentemente.
É o futuro.
Sem dúvidas.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Antoniokings
2 meses atrás

Segue um “like lindão”

M.@.K
M.@.K
Reply to  Antoniokings
2 meses atrás

A Skynet agradece.. hehe

Augusto L
Augusto L
2 meses atrás

Eu colocaria num veículo comum convertido em drone.

E colocaria manpads e sistemas de energia direta como as armas.

Acho que seria o Shorads ideal.

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
2 meses atrás

Só vai colocar medo nos pilotos civis de avião e helicópteros que transportam passageiros

Evgeniy (RF).
Evgeniy (RF).
2 meses atrás

Bem, é isso, o ataque de zumbis se afogará.

Bem, sério, este robô não tem nada a ver com defesa aérea.

MMerlin
MMerlin
2 meses atrás

Pode ser utilizado para proteção de grandes áreas militares contra ações de invasão, etc. Deve ter uma razoável cadência e uma quantidade enorme de munição estocada.

Fred
Fred
2 meses atrás

Pelo calibre, talvez a capacidade de “defesa aérea” citada, seja uma defesa aérea de ponto contra enxames de pequenos drones de ataque, alguns adaptados de drones chineses disponíveis no mercado civil…

Anfibio
2 meses atrás

Inventaram o ALVO controlado remotamente 🙂

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Anfibio
2 meses atrás

Pensei nisso a primeira vista, mas acho que é melhor um “alvo móvel” de metal do que um punhado de seres humanos tentando cobrir uma área a ser vigiada.

Marcos Aurélio
Marcos Aurélio
2 meses atrás

Certa vez eu li que os russos estavam desenvolvendo uma espécie de “mina anti helicoptero”. Um dispositivo implantado no terreno que poderia reconhecer a “assinatura acústica” dos rotores de um helicóptero militar voando em baixa altitude e ejetaria uma carga explosiva que poderia abatê-lo. Seria possível uma coisa dessas ou é muita viagem?

Welder
Welder
Reply to  Marcos Aurélio
2 meses atrás

Marcos, eu acho possível. Só que uma versão para submarinos seria bem mais útil.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Marcos Aurélio
2 meses atrás

Na Segunda Guerra os alemães tinham uma mina que quando acionada lançava o explosivo para cima e este explodia a 1 m de altura causando um grande estrago não só no militar que pisou na mina, mas também nos que estavam próximos à ele. Para atingir um helicóptero voando baixo teria que ser uma versão com anabolizante deste tipo de mina com sensores eletrônicos para detectar helicópteros voando baixo!

Marcos Aurélio
Marcos Aurélio
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Essa mina antipessoal alemã era apelidada de “Beth Saltitante”… rsss

ScudB
ScudB
Reply to  Marcos Aurélio
2 meses atrás

Amigo Marcos!
Não somente possível como existe e chama-se PVM “Bumerango”:
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Área de cobertura – semiesfera de raio 150m. Pode ser instalada manualmente ou através do sistema remota “Chuva” baseada num heli Mi-8 que pode carregar e instalar ate 200 pontos de defesa .
Um grande abraço!

Marcos Aurélio
Marcos Aurélio
Reply to  ScudB
2 meses atrás

Obrigado pelo esclarecimento… Grande abraço…

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
2 meses atrás

Chegou uns 30 anos atrazado. Desde que inventaram os misseis MANPAD ele esta obsoleto.

Carvalho2008
Carvalho2008
2 meses atrás

Com esta historia de drone, logo veremos o retorno Das QuadMount

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
2 meses atrás

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Carvalho2008
2 meses atrás

Mas essa aí era calibre .50!

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Fabio Araujo
2 meses atrás

Ainda é um equilibrio bem multifuncional entre terrestre a aereo de baixissimo custo. Mas existiram varias QuadMounts de 20 mm tambem. Acho que varias vão retornar pela forma que as coisas estão evoluindo

Carvalho2008
Carvalho2008
Reply to  Carvalho2008
2 meses atrás

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Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
2 meses atrás

A cada dia que passa a tecnologia facilitará cada vez mais essa “multiplicação de forças” com equipamentos remotamente controlados pelo computador mais complexo que existe, o Ser Humano. No mar, ar e em terra.

Paulotd
Paulotd
Reply to  Ricardo Bigliazzi
2 meses atrás

Realmente a seleção do calibre foi bem infeliz, abate algo a no máximo 1km de distância e com pouca efetividade nesta distância. Nossos Gepard tem o ótimo 35mm oerlikon. Acredito que contra drones o ideal seja algo na faixa dos 15 /20mm com altíssima cadência, que consegue atingir alvos até nuns 3km de distância com munição moderna.

Aexandre Cardoso
Aexandre Cardoso
2 meses atrás

Realmente somente um cano de cada arma dispara. Se é eficaz, para ter certeza somente qdo ele entrar em combate … campos de teste, laboratório, etc. e tal mostram uma estimativa esperada de desempenho mas qdo o bicho pega mesmo é que aparece o qto eficaz ou não a máquina é.

willhorv
willhorv
2 meses atrás

Eu penso que, ao invés de usar estas mini Guns com provável alcance tenso de precisão na faixa dos 600 metros, eu usaria por exemplo uma GAU 19, com 2000 ou 4000 de cadência (3 ou 6 canos) e munição .50
Acho que passaria para alcances tensos superiores a 1500 metros e com maior poder de parada.
Sem contar que, equipamentos de interferência seriam mais efetivos contra drones.
Sei lá, opinião minha.

nonato
nonato
2 meses atrás

É muito pequeno esse veículo.
Parece de brinquedo.
Constantemente tem armas de pequeno calibre.
Não tem radar.
Se tivesse, a baixa altura comprometeram o alcance do radar.

CESAR ANTONIO FERREIRA
CESAR ANTONIO FERREIRA
2 meses atrás

Tem muito mais valor como arma para combate urbano do que como AA.

Higor
Higor
2 meses atrás

Os Wirbelwinds no final da 2ª guerra, já estavam sendo mais eficazes contra infantaria, isso porque eram 4×4 20mm. Vai seguir a mesma lógica.

Last edited 2 meses atrás by Higor