sexta-feira, agosto 19, 2022

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A importância estratégica da Batalha da Ilha da Serpente no Conflito do Leste Europeu

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Redação Forças de Defesa
Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Por Rodolfo Queiroz Laterza*

Na noite de 24 de fevereiro, quando as tropas russas cruzaram as fronteiras oeste e norte da Ucrânia, a atenção do mundo inteiro estava voltada para o destino de Kiev. É improvável que alguém tenha prestado atenção ao extremo sul do Mar Negro, a cerca de 140 km de Odessa, quando naquela noite, a frota russa atacou e capturou toda a guarnição ucraniana na Ilha da Serpente, um pequeno afloramento rochoso pouco conhecido e sem valor particular – apenas 46 acres rochas e grama.

Mas no início da manhã de 20 de junho, outra tentativa maciça das forças ucranianas de desembarcar tropas na ilha sinalizou que a operação russa na área enfrentava sérias dificuldades. Os russos dizem ter visto um Veículo aéreo não tripulado (VANT ou simplesmente drones) de vigilância e reconhecimento Northrop Grumman RQ-4 Global Hawk, da Força Aérea, dos EUA, em alta altitude perto da Ilha Serpente, que parecia estar transmitindo coordenadas para posições de combate ucranianas.

Em Moscou, o Ministério da Defesa publicou um extenso relatório em inglês sobre a Ilha Zmeiny (Serpente, em russo) durante um briefing diário do tenente-general Igor Konashenkov. A declaração dizia:

– “20 de junho, por volta das 05 h, o regime de Kiev fez uma tentativa de tomar a Ilha da Serpente.”

O plano da operação, elaborado pelo regime de Kiev, previa a aplicação de ataques aéreos e de artilharia maciços na ilha das Serpentes, o desembarque de tropas e sua captura. Mais de 15 veículos aéreos não tripulados (Unmanned Combat Aerial Vehicle, UCAVs) de ataque e reconhecimento ucranianos controlados por dois UCAVs Bayraktar-TB2 (de fabricação turca) participaram do ataque aéreo. Ativos russos detectaram um VANT, em missão de reconhecimento Global Hawk RQ-4, da Força Aérea, dos EUA em altas altitudes perto da Ilha da Serpente.

Os drones ucranianos foram apoiados no ar por sistemas de defesa aérea S-300 de suas posições de combate perto de Tuzla e Ochakov (na região de Odessa).

Os ataques de foguetes e artilharia na ilha de Zmeiny foram realizados por mísseis balísticos ucranianos Tochka-U, lançadores múltiplos de foguetes Uragan e obuses M777 155mm de suas posições de combate a oeste de Odessa e na ilha Kubansky.

Os sistemas de defesa aérea russos (o sistema de mísseis e armas antiaéreas Pantsir e o sistema de mísseis antiaéreos Tor) destruíram todas as armas inimigas lançadas na ilha de Zmeiny.”

Até que no dia 30 de junho de 2022, o Ministério da Defesa Russo declarou que as forças russas estariam se retirando da Ilha da Serpente como um gesto de boa vontade para a Rússia não ser acusada pela Ucrânia de impedir um corredor naval de exportação de grãos ucranianos.

A situação operacional, entretanto, é que o controle sobre a Ilha da Serpente é de importância estratégica. Situada ao largo da costa sul de Odessa, é um ponto de apoio necessário para a esperada operação russa contra a cidade portuária ucraniana mais importante no Mar Negro. Da mesma forma, a remoção do controle russo sobre a Ilha das Serpentes se torna importante para Kiev.

O Contexto Situacional

Preliminarmente é fundamental analisar em detalhes sobre o valor estratégico-militar da Ilha da Serpente.

Trata-se de uma ilhota com quase características de um penedo, com área de apenas 0,205  km², sendo desprovida de árvores e localizada perto da fronteira marítima ucraniano-romena – daí ter uma localização estrategicamente importante no noroeste do Mar Negro. Oficiais de Estado-Maior russos e ucranianos (e da OTAN) ressaltam que o seu domínio é importante para controlar as linhas de comunicação marítimas nesta região, a partir do continente. Além disso, sua localização permite monitorar a aproximação de navios de deslocando por sudeste do Mar Negro, abrangendo as SLOC (Sea Lines of Communication ou linhas de comunicação marítimas) oriundas da Turquia em derrota para os portos de Odessa, Ochakov e Nikolaev.

Dominar a Ilha da Serpente permite também controlar a foz do Rio Danúbio e as águas costeiras ao sul de Odessa. Daquela ilha, pode-se rastrear o espaço aéreo e marítimo, detectar a penetração de aeronaves e navios.

Não é de surpreender que a URSS tenha montado uma infraestrutura de radares de defesa aérea ali. O controle das Forças Armadas da Ucrânia (FAU) sobre a ilha, pode se tornar uma ameaça para a Frota Russa do Mar Negro, devido à presença dos mísseis de cruzeiro antinavio Boeing AGM-84 Harpoon, com alcance de 280 km, de fabricação norte-americana.

Até 24 de fevereiro de 2022, uma guarnição militar ucraniana estava localizada na Ilha da Serpente (“Zmeiny”, em russo) como um posto avançado de fronteira , funcionando também como um posto de observação de defesa aérea, mantendo-se ali uma unidade do corpo de fuzileiros navais, com cerca de cem militares no total. No entanto, após um disparo de alerta de navios russos, os 82 militares simplesmente se renderam. Uma pequena guarnição do exército russo permaneceu localizada na ilha.

As operações de ataque ucranianas para recapturar a ilha foram de imediato planejadas e executadas. Neste contexto, entre os dias 7 a 9 de maio de 2022, tropas de assalto aéreo e marítimo das FAU foram lançadas para uma operação de reconquista, cuja ordem de ataque à Zmeiny teria sido dada pessoalmente por Zelensky, que exigia um resultado favorável até 9 de maio. Segundo informações, já confirmadas, Valery Zaluzhny e seu Estado-Maior eram contra essa operação, pois a consideravam suicida. Esta operação foi sugerida e estimulada por conselheiros britânicos. Caso houvesse sucesso na operação, uma declaração conjunta do primeiro-ministro britânico Johnson e Zelensky informariam sobre a retomada de Zmeiny.

A operação se desenvolveu da seguinte forma: a FAU criou uma força de assalto aeromóvel composta por dezenas de aeronaves, apoiadas por drones UAV Bayraktar TB2, helicópteros MI-8 Haze, da Aviação Naval das FAU, além de caças MiG-29 Fulcrum e Su-27 Flaker. As tropas desembarcaram nos últimos navios de assalto rápido, classe “Centauro”, da Marinha ucraniana. Como resultado desta tentativa, a Ucrânia perdeu 14 aviões e helicópteros, 30 drones, três barcos com tropas a bordo e cerca de 150 pessoas.

As Forças Armadas da Ucrânia entretanto, apesar do revés tático-operacional da operação do dia 07 de maio, não pararam nisso e, um mês depois, fizeram outra tentativa de retomar a Ilha da  Serpente.

As FAU realizaram ataques aéreos e de artilharia maciços na ilha. com subsequente operação de assalto. Mais de uma dúzia de drones de ataque e reconhecimento ucranianos participaram do ataque. Os drones de combate foram guiados por dois UAVs Bayraktar TB-2 fabricados na Turquia. A cobertura antiaérea dos UAVs ucranianos foi fornecida por sistemas de mísseis antiaéreos S-300 de posições de combate nas regiões de Tuzla (região de Odessa) e Ochakov (região de Mykolaiv). Havia assistência de ELINT e reconhecimento por parte de postos de comando e reconhecimento avançados de aeronaves da OTAN como P-8 a partir da Romênia.

Imagem com locais de desembarque e doca na Ilha da Serpente

Os planos desta segunda operação de recaptura falharam entretanto, com cerca de 13 veículos aéreos não tripulados, quatro mísseis Tochka-U e 21 foguetes disparados de lançadores múltiplos de foguetes Uragan abatidos, sem danos significativos infligidos à guarnição militar russa.

Entretanto, com a incorporação às forças ucranianas de sistemas antinavio Harpoon e novos obuses autopropulsados, providos por países da OTAN, como o sistema Caesar e MLRS M-270, as forças russas previram a preparação de um ataque em grande escala contra as unidades russas que guarneciam a Ilha da Serpente, que seria difícil de repelir com as forças limitadas ali estabelecidas, para dificultar os russos perderam lanchas-patrulha e rebocadores de abastecimento durante os seguidos ataques ucranianos. Em um novo ataque, é provável, que os ucranianos empreguem os canhões autopropulsados CAESAR, pois este sistema de armas ​​foram implantados na ilha Kubansky, localizada na região de Odessa, perto da foz do Danúbio, a 36 km da ilha da Serpente.

Dessa forma, após a transferência das baterias de autopropulsados CAESAR e mísseis Tochka-U para a região de Odessa, a densidade do fogo de artilharia a partir da costa de Odessa aumentou muitas vezes, razão pela qual, provavelmente, os russos decidiram evacuar o seu pessoal, focando-se em uma nova abordagem tático-operacional mais urgente e complexa: a destruição das tropas navais e aerotransportadas das FAU nos arredores, que ameaçam diretamente navios da Frota do Mar Negro. Em nosso entendimento, a Rússia, deverá impedir o desdobramento de uma guarnição das FAU na Ilha, sob ameaça ainda maior aos seus ativos navais.

Dois sistemas de armas norte-americanos podem mudar o jogo na batalha pela Ilha da Serpente e podem ser outro motivo que levaram os russos a fazer esta retirada tática:  as baterias de mísseis antinavio Harpoon e os sistemas de foguetes de artilharia MLRS HIMARS altamente móveis.

Enquanto os mísseis antinavio Harpoon poderiam ajudar os ucranianos a isolar a ilha da Serpente dos suprimentos marítimos através de ataques constantes a rebocadores e lanchas de patrulha, o sistema M142 High Mobility Artillery Rocket System (HIMARS) poderia bombardear a ilha em ataques diversionistas altamente letais, ainda que a Frota do Mar Negro ainda o controle e os russos aparentemente tenham conseguido levar o sistema de defesa aérea Tor-M2E (alcance de 25 km), para a Ilha Zmeiny.

Mas isso poderia mudar quando os carregamentos de lançadores montados em caminhões para mísseis antinavio Harpoon, que chegaram à Ucrânia semanas atrás, pois seu alcance é de 150 km, ao passo que sistema HIMARS pode lançar foguetes M30 a mais de 70 km, o que é mais do que suficiente para chegar à Ilha da Serpente.

O mesmo risco permanece para as FAU futuramente, se Zelensky ou seus assessores exigirem que os militares ucranianos desembarquem na ilha, estes poderão ser destruídos por disparos de longo alcance direcionados das FAR. Assim, a ilha se encontra na chamada “zona cinzenta”, não havendo interesse tático imediato de tropas ucranianas ali desembarcarem, tal como afirmado na data de 30/06.

Se as forças armadas ucranianas recuperarem o controle sobre esta ilha e instalarem sistema de vigilância e baterias de mísseis, isso poderá garantir o controle de área marítima próximo de Odessa. Embora a área de “Snake Island” seja apenas uma fração de um quilômetro quadrado, sua importância para o controle das linhas de comunicação marítimas no oeste do Mar Negro não está em dúvida.

Se os russos instalarem seus sistemas de defesa aérea de longo alcance na ilha, serão eles que controlarão a área aérea e marítima e a porção continental no noroeste do Mar Negro e no sul da Ucrânia. Também possibilitaria às tropas russas a chance de invadir a Transnístria, um território separatista da Moldávia sob controle russo, ao lado da Ucrânia e não muito longe de Odessa.

Existem especulações na mídia que os EUA estão trabalhando febrilmente para criar “outra Ucrânia” dirigida contra a Rússia – na Moldávia, cujo presidente e altos funcionários têm dupla cidadania (com os EUA) e buscam a adesão à UE e à OTAN.

Outro ponto de crucial importância é que a Ilha da Serpente fica a apenas 40 km da costa da Romênia, país-membro da OTAN e onde se estima que a Aliança tenha mobilizado forças terrestres em torno de 4 mil soldados, oriundos dos EUA, Alemanha, França, Reino Unido, Polônia etc. O envolvimento dos EUA e do Reino Unido no planejamento e execução das repetidas tentativas da Ucrânia de recuperar o controle da Ilha da Serpente leva a crer que eles deram à Ilha um status ponto-chave no conflito. Qualquer desdobramento, pela Rússia, de baterias de mísseis S-400, na ilha de Zmeiny colocaria, por exemplo, ameaçaria o flanco sul da OTAN. Basta dizer que a presença permanente da OTAN no Mar Negro e a futura e eventual expansão da aliança militar nas regiões do Cáucaso, Cáspio e Ásia Central permanecerão problemáticas enquanto a Rússia controlar a Ilha da Serpente.

Outro ponto fundamental observado, dessa vez por analistas militares russos: a retirada das tropas russas da ilha de Zmeiny demonstra que os planos para estabelecer o controle sobre a região de Odessa foram adiados. Tal contexto gerou sérias sobre a perda de oportunidade de uma operação anfíbia no início de março, quando as guarnições ucranianas não estavam providas de avançados sistemas antinavio nem fortalecidas na região. Tal fato foi apontado como sério erro de avaliação e cálculo tático-operacional pelo comando militar russo, uma vez que qualquer operação anfíbia visando a conquista de Odessa, no futuro irá ser muito mais complexa e custosa em perdas, além de exigir a mobilização de maiores recursos navais e operacionais.

Especialistas militares russos consideraram ainda um presente para a propaganda político-militar ucraniana a mensagem de que as tropas russas deixaram a ilha de Zmeiny. O Ministério da Defesa da Federação Russa chamou o incidente de “passo de boa vontade”, que foi feito em conexão com a “conclusão das tarefas”, com a narrativa de que tal fato demonstra à comunidade mundial que “a Federação Russa não interfere nos esforços da ONU para organizar um corredor humanitário para a exportação de produtos agrícolas do território da Ucrânia”.

Entretanto, diversos comentaristas militares russos explicaram que a retirada da guarnição russa da ilha, decorreu mais como uma tentativa de se evitar mais perda de pessoal e de equipamentos, devido ao constante bombardeio das forças ucranianas e que manter a ilha não seria vantajoso em termos táticos. Outro motivo bem pragmático foi a falta de equipamentos de reconhecimento e designação de alvos em serviço com a frota marítima russa e nas Forças Aeroespaciais, que permitiria uma identificação mais eficaz de aeronaves intrusas e  para as baterias de mísseis de longo alcance, o Kalibr. Um UCAV como General Atomics o MQ-9 Reaper, um veículo aéreo não tripulado americano de ataque e reconhecimento capaz de realizar reconhecimento a uma profundidade de mais de 1000 km de uma altura de até 15 km por pelo menos 24 horas, usado sistematicamente por forças da OTAN na área.

Considerações Parciais

Dessa forma, em nosso entendimento, a conquista de Odessa, no médio prazo, parece altamente improvável, pois no contexto atual, levando em consideração de como a Rússia vem tentando tomar integralmente o território de Donbass, levando um período relativamente longo e está construindo linhas defensivas nas direções de Nikolaev e Krivoy Rog, é inapropriado falar sobre controle a médio prazo (até o final do ano pelo menos) sobre a região de Odessa. A situação tende a ficar ainda mais difícil em função das condições em que a OTAN inicia uma nova etapa de assistência militar à Ucrânia e prepara declaradamente uma contraofensiva no sul, já sendo um desafio substancial às tropas russas enfrentarem a tarefa de manter grande parte do controle da região de Kherson e parte das região de Zaporozhye.


*Delegado de Polícia, historiador, pesquisador de temas ligados a conflitos armados e geopolítica, Mestre em Segurança Pública

Fontes consultadas:

  • https://www.navyrecognition.com
  • https://www.economist.com › europe
  • https://news-front.info/
  • https://svpressa.ru/war21/
  • https://www.ng.ru/armies/

FONTE: História Militar em Debate

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Renato de Mello Machado
Renato de Mello Machado
1 mês atrás

Mas a rússia bombardeou a ilha esses dia.O outro já estava chorando lá em Kiev

Mafix
Mafix
Reply to  Renato de Mello Machado
1 mês atrás

Sim a Russia ajuda a Ucrania destruindo o proprio equipamento bombardeando a ilha são de longe o maior fornecedor de armas para Ucrania.

Mensageiro
Mensageiro
1 mês atrás

A NATO está se sentindo ameaçada vai armar a Moldávia até os dentes, estão preparando para o pior. Pode virar guerra mundial contra a Rússia não acho que a China vai peitar o ocidente com a Rússia. No máximo vai pegar Taiwan no meio da bagunça lá na Europa.
Não está facil desescalar essa guerra, a Ucrânia enquanto tiver 1km de terra e soldados vai meter bala na Russa e querer de volta.

Yuribfr
Yuribfr
Reply to  Mensageiro
1 mês atrás

O engraçado é que sendo a otan tão superior em tudo a Rússia ela deveria estar no mínimo mais tranquila e menos inquieta, já que tem seu cobertor pra dormir quentinha. Sobre a Ucrânia ela só vai sustentar essa
Guerra enquanto a marionete presidencial deles continuar recebendo ordens dos eua/ru

Henrique
Henrique
Reply to  Yuribfr
1 mês atrás

Sobre a Ucrânia ela só vai sustentar essa
Guerra enquanto a marionete presidencial deles continuar recebendo ordens dos eua/ru

Zelensky agora tb é fantoche da Rússia é? kkkkkkkk

Yuribfr
Yuribfr
Reply to  Henrique
1 mês atrás

Quis dizer Reino Unido, deveria ter falado UK, perdão.

Last edited 1 mês atrás by Yuribfr
Agnelo
Agnelo
Reply to  Yuribfr
1 mês atrás

Inquieta?
Deve ser pq morre gente na guerra….. pra caramba…

Nonato
Nonato
Reply to  Yuribfr
1 mês atrás

Assina: ministério da propaganda russo.

Alecs
Alecs
Reply to  Mensageiro
1 mês atrás

Eu imaginei esse cenário a algum tempo. A Síria não solicitou ajuda ao aliado Russo? Já passou da hora da Moldávia fazer o mesmo. Se houver uma solicitação formal de ajuda para manter a estabilidade política e ordem, a OTAN/União Europeia inundam de tropas o país deixam os moldovos lidarem com os “separatistas”. Além do mais a Moldávia e aliados podem até mesmo, depois que a ajuda da OTAN chegar, solicitar apoio na ONU, justificando mais ainda ter tropas estrangeiras em seu território. A Rússia não conseguiria manter duas frentes e nesse caso haveria uma antecipação da proteção. O Putinho… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Alecs
Patrício
Patrício
Reply to  Alecs
1 mês atrás

O roteiro será:
– Confrontos entre os russos étnicos e outros moradores do local.
– Ataques a instalações militares locais e da OTAN com a ajuda de ‘conselheiros’ infiltrados da Rússia.
– Desordem total no país.
– Ajuda russa para salvar a população e afastar extremistas.

Será mais ou menos assim na Moldávia e Países Bálticos.

Hcosta
Hcosta
Reply to  Patrício
1 mês atrás

Acho que nem na Ucrânia conseguiram ter apoio suficiente da população local, tiveram que enviar mercenários da Rússia, e vão fazer isso em países da UE?
Com a grande maioria da população pró-UE?

Patrício
Patrício
Reply to  Hcosta
1 mês atrás

O único apoio que os russos precisam é o da artilharia.

Nonato
Nonato
Reply to  Patrício
1 mês atrás

Decadas de lavagem cerebral nas universidades

Hcosta
Hcosta
Reply to  Patrício
1 mês atrás

Se fosse assim não teria havido o colapso da União Soviética…

Greyjoy
Greyjoy
Reply to  Patrício
1 mês atrás

E disso a OTAN também tem milhares. E mais modernos.

Patrício
Patrício
Reply to  Mensageiro
1 mês atrás

Moldávia armada até os dentes deve perder para o Paraguai.
A Rússia está dando uma pequena amostra (uns 10%) do que será uma guerra contra a OTAN.

Estadão – 04/07/22

Soldados (ucranianos) descrevem o front no leste da Ucrânia: ‘Inferno na Terra’.

ChinEs
ChinEs
1 mês atrás

Depois da Russia tomar ODESSA e MYKOLAIV essa ilha vai se tornar irrelevante de novo.é é

Andre
Andre
Reply to  ChinEs
1 mês atrás

E quando isso irá acontecer?

Mafix
Mafix
Reply to  Andre
1 mês atrás

No sonho dele com essa conta fake nova todo dia.

Gugs
Gugs
Reply to  Andre
1 mês atrás

Depois da tomada de Kiev…

Adunlucas
Adunlucas
Reply to  Andre
1 mês atrás

Não acho que vá acontecer, mas o plano da Rússia agora deve ser por terra. Cercar Odessa por terra. Se conseguirem se aproximar, os ucranianos provavelmente vão recuar a artilharia de longo alcance com medo de perdê-la. Mas, reforçando, acho improvável que a Rússia tenha recursos o suficiente para estender o campo de batalha até Odessa. A menos que consigam muito mais tropas e tenham uma reserva que ninguém notou de artilharia.

Patrício
Patrício
Reply to  Adunlucas
1 mês atrás

Estava assistindo a uma entrevista de um militar americano dizendo que a Ucrânia está perdida.
Perderam mil peças de artilharia e estão pedindo isso para os americanos.
Só que isso é praticamente todos o arsenal do Exército e Fuzileiros americanos.
Querem mais 500 tanques que é mais que o total de Alemanha e Inglaterra juntos
E isso para ser destruído pelos russos.
Essa são as palavras do militar americano.

Adunlucas
Adunlucas
Reply to  Patrício
1 mês atrás

A Ucrânia disse ter matado 30.000 russos. Estes disseram ter perdido 5.000. a verdade está pelo meio do caminho. Eu apostaria em 15-20.000. Da mesma forma é difícil acreditar nesses números, principalmente sem fonte. A Ucrânia está recuando. Perdeu muita coisa. Mas Odessa a estrutura é diferente. Muito mais vontade de defender e muito mais estrutura para fazê-lo. E muito mais longe dos paióis da Rússia. Além de que a linha de suprimentos seria longa e estreita, toda vulnerável. Não é impossível Odessa cair. Mas não acho provável.

ChinEs
ChinEs
Reply to  Adunlucas
1 mês atrás

Em termos de Guerra ta na cara de todos que a Russia vai tomar 100% dessse Territorio, desde 2014 eles vem avancando lentamente… Talvez em 2024 terminem o seu objetivo por la, da mesma forma que a China vai tomar Taiwan… Ucrania e Taiwan sao zonas de influencia Russa e Chinesa.

Caerthal
Caerthal
Reply to  ChinEs
1 mês atrás

A pergunta que faço é: Qual o preço que a Rússia está disposta a pagar para ter Odessa? Será maior que o preço que a Ucrânia está disposta a despender?

Patrício
Patrício
1 mês atrás

A ilha está desocupada atualmente.
Ela é muito exposta a bombardeios pelos dois inimigos.
Do lado da Rússia, não há muito sentido mantê-la por ser alvo fácil e pelo fato dos russos logo ocuparem Odessa.
Além disso, pode bloquear qualquer navio inimigo mais mais à frente.
Para a Ucrânia, com a perda de Odessa, será insustentável tentar mantê-la.
Os russos ficarão com ela naturalmente ao final do conflito.

Lemes
Reply to  Patrício
1 mês atrás

Os “russos logo ocupam Odessa”! Até que desejam ocupar, o problema é não conseguirem sequer chegar perto pra isso. kkk

Carvalho
Carvalho
Reply to  Lemes
1 mês atrás

Lemes,
Não alimente as feras

Mateus Gonçalo
Mateus Gonçalo
Reply to  Lemes
1 mês atrás

Você vai viver o suficiente para ver acontecer.
Depois vai imitar os OTANinhos que andavam por aqui, papagaiando e agora parecem ter ido de férias.

Erick Barros
Erick Barros
Reply to  Mateus Gonçalo
1 mês atrás

Só restou pra eles o deslike.

Z!

Andre
Andre
Reply to  Patrício
1 mês atrás

Logo quando?

Patrício
Patrício
Reply to  Andre
1 mês atrás

Certamente bem antes da contra-ofensiva ucraniana em Kherson, Mariupol ou Criméia e da reconquista de Severodonestsk.

Fabio Jeffer
Fabio Jeffer
1 mês atrás

A ilha encontra-se desocupada e assim permanecerá até o fim da guerra, tanto Rússia como Ucrânia com certeza irão negar o uso dessa ilhota pra um lado ou outro através de bombardeios

Fabricio Lustosa
Fabricio Lustosa
1 mês atrás

Vários comentários anteriores afirmavam que os FGM-148 “Javelin” capturados pelos russos estão sempre usados, pois bem: Segue vídeo recente, em Lysychansk, da tomada de um lote enorme não só de Javelins como outras armas provide by NATO, deixadas pelos ucranianos fugindo às pressas, embaladas e perfeitamente guardadas >>> “The AFU retreated from their military positions in Lysychansk, leaving their weapons, drugs and food. A large batch of foreign weapons came in the hands of Russian fighters.” https://southfront.org/russia-win-battle-for-lisichansk/ . A propósito do vídeo e dos quase sempre presentes combatentes chechenos não me esqueço dos relatos dos militares ucranianos que esses chechenos… Read more »

Mateus Gonçalo
Mateus Gonçalo
1 mês atrás

O mapa é claro. Odessa será engolida.
De resto a ilha tem valor simbólico mas pouco valor militar para uma operação de desembarque que unidades anfíbias.
Ucrânia tá perdendo e por muitos.

César
Reply to  Mateus Gonçalo
1 mês atrás

O que é claro é que aqui no passado dava prazer de ler os comentários. Agora esta cheio de conversa-fiada de um sujeito à toa que só neste post com (até agora) 15 comentários quatro são de perfis fajutos seus.

Carvalho
Carvalho
Reply to  César
1 mês atrás

César,
Não alimente as feras…

Maromba
Maromba
Reply to  Mateus Gonçalo
1 mês atrás

A verdade é que a Ucrânia conseguiu afastar da região de Odessa os navios de guerra da Rússia e também negar a posse dessa ilha pelos mesmos. As defesas antiaéreas da Ucrânia continuam impossibilitando que a Rússia obtenha a supremacia aérea. Na região leste os himars têm causado muitas perdas para os russos nas últimas horas. Pelo jeito a maré pode virar a favor dos ucranianos a qualquer momento.

Andre
Andre
Reply to  Mateus Gonçalo
1 mês atrás

Quando Odessa será engolida?

sub urbano
sub urbano
1 mês atrás

A unica batalha vencida pela ucrania na guerra. Mais um erro russo do que qualquer outra coisa.

Andre
Andre
Reply to  sub urbano
1 mês atrás

Kiev, sumy e Kharkiv tbm.

A memória está fraca ou a realidade aí é diferente?

Mateus Gonçalo
Mateus Gonçalo
Reply to  Andre
1 mês atrás

Muitos OTANinhos acreditam que a Rússia invadiria Kiev com 45 mil homens.
O mesmo em Sumy e Kharkov.
Tomem tendência, adolescentes enrugados. Isso não é a escolinha do professora Raimundo.
A Ucrânia vai optar pela guerrilha e nada mais.

Patrício
Patrício
Reply to  Andre
1 mês atrás

Que mané Kiev, Sumy e Kharkov.
Os ucranianos não conseguiram tirar um russo de lá.
Os russos saíram por mudança de estratégia.
A Ucrânia não é capaz de realizar um contra-ataque decente.
Coloque isso na cabeça.

rfeng
rfeng
1 mês atrás

Essa ilha não tem valor militar algum.

Agnelo
Agnelo
Reply to  rfeng
1 mês atrás

Hahahahahahahaahahahahahaahahahaha

sub urbano
sub urbano
1 mês atrás

Morreram mais dois combatentes brasileiros na Ucrânia. Dentre eles uma mulher. São 8 brazucas lá, 3 mortos, já é uma taxa de quase 50% de baixas em combate. Um índice de guerra medieval, na guerra dos 100 anos o cara tinha mais chances de sair vivo de uma batalha campal que um brasileiro lutando na Ucrânia. Lutar pela Ucrania contra a Russia é o mesmo que ter se alistado no exercito do Saddam contra os americanos na guerra do golfo.

Paulo Brics
Reply to  sub urbano
1 mês atrás

O MD russo divulgou a duas semanas que foram encontrados 12 brasileiros entre mercenários mortos até aquele momento. Com esta mulher agora sao 13.

Paulo Brics
1 mês atrás

Este micro rochedo não tinha nenhuma importância estratégica para a Rússia no momento atual e não tinha sentido manter a ocupação apenas para serem acossados por ataques ininterruptos dos ucranianos, até de artilharia, devido a sua proximidade de Odessa.

Caso os ucranianos instalem qualquer coisa lá, tudo pode ser destruido de longe com poucos mísseis.
Se os russos decidirem num futuro próximo tomar Odessa, destruindo todos os armamentos instalados em sua costa, obviamente o rochedo será retomado.

Carvalho
Carvalho
Reply to  Paulo Brics
1 mês atrás

“Se os russos decidirem tomar Odessa…”
Acho (obviamente não tenho as certezas do sua paixão ideológica), que a tomada de Odessa está fora das capacidades russas. Pelo menos no nível de engajamento atual.
Esperar para ver….

Paulo Brics
Reply to  Carvalho
1 mês atrás

Odessa não está fora das capacidades russas, mas fora do objetivo no contexto atual que é o de consolidar completamente o leste As defesas de Odessa podem ser completamente arrasadas com mísseis e em seguida a artilharia rolo compressor entra em ação. Será uma batalha muito mais dura porque é a única saída para o mar que a Ucrânia ainda tem, mas cono já foi dito várias vezes os russos estão usando uma pequena parcela de suas capacidades. E creio que, por exemplo, a Força Aérea deles irá atuar com mais intensidade em Odessa. E sobre paixão ideológica em primeiro… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Paulo Brics
Nilo
Nilo
1 mês atrás

Á Ucrania precisa desminar o mar para que os navios cargueiros possam trafegar com o trigo, os russos estão esperando rsrsrsrsrsrsr

Carvalho
Carvalho
Reply to  Nilo
1 mês atrás

Não entendi a graça….

Nilo
Nilo
1 mês atrás

A brasileira Thalita do Valle, 39, na cidade de Kharkiv, era atriz, modelo, estudante de Direito, ativista de causas animais, socorrista e atiradora de elite, Segundo relatos de combatentes, Douglas (em razão também veio a morrer) retornou a um bunker para resgatar Thalita, única integrante da tropa que ficou para trás após o primeiro bombardeio. Os relatos de abandono na hora da fuga dos soldados ucranianos, voluntários esta ficando comum.
Deixo o relato das vidas destes brasileiros.
https://br.noticias.yahoo.com/apavorado-brasileiro-que-morreu-na-151437872.html
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/brasileira-morta-na-ucrania-era-atiradora-de-elite.phtml

Last edited 1 mês atrás by Nilo
Nilo
Nilo
1 mês atrás

Enquanto isso: a Ucrânia não foi tão bombardeada como as reportagens da mídia sugeriram.
https://www.newsweek.com/fact-check-do-photos-busy-ukraine-beaches-prove-theres-no-warzone-1716164

Hcosta
Hcosta
Reply to  Nilo
1 mês atrás

Use a pouca dignidade que ainda lhe resta e deixe de fazer este tipo de comentários.

Mateus Gonçalo
Mateus Gonçalo
Reply to  Hcosta
1 mês atrás

Mais um OTANinho em estado de frustração. Só tá começando.
Tu vai ver muita falta de vergonha na cara aí nos seus meninos que abandonaram o Afeganistão e agora vão deixar o Tiririca eslavo na mão.

Rodrigo Martins Ferreira
Rodrigo Martins Ferreira
1 mês atrás

E ai a Rússia ja ganhou a terra ou segue na mesma de ganha 5m em um dia, no outro perde 4m e tem gente que acha que isto é grande coisa ?

Mateus Gonçalo
Mateus Gonçalo
Reply to  Rodrigo Martins Ferreira
1 mês atrás

Tem que aprender a perder e isso já ensinam na escola.
O resto é mais papo furado de quem pensou que fosse ser verão, mas acabou vivendo o inverno.

Paulo Brics
Reply to  Rodrigo Martins Ferreira
1 mês atrás

Já estão dormindo no quarto ao lado do seu mas sua esquizofrenia negacionista não lhe permite aceitar enxergar realidade

Rodrigo Martins Ferreira
Rodrigo Martins Ferreira
Reply to  Paulo Brics
1 mês atrás

Mas no meu quarto n entrarão..

Ja na sua cama eles deitam e te enra… todo dia

Caerthal
Caerthal
1 mês atrás

Nos dias de hoje, o ataque é sempre muito superior a defesa. Alvos estáticos são incrivelmente vulneráveis.

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