O Comando de Aviação do Exército recebeu o público em suas instalações em Taubaté, para mais um evento de Portões Abertos.

Durante toda a manhã do domingo, os visitantes puderam conhecer um pouco mais sobre o trabalho realizado pelos militares que servem no CAvEx e puderam ver de perto as aeronaves do Exército.

Além dos helicópteros da AvEx, do Águia da Polícia Militar de SP, do Cessna Caravan da FAB e de diversas aeronaves do Aeroclube de Taubaté que permaneceram em exposição estática, o 2° Batalhão de Aviação do Exército (2° BAvEx), realizou um demonstração aérea que contou com apresentação de técnicas de Rappel e Mcguire realizado por um HA-1 Fennec, seguido de uma inserção de tropas realizada por um HM-1 Pantera e uma demonstração de transporte de carga, por um HM-3 Cougar, levando em seu gancho uma viatura do EB.

Houve ainda a apresentação dos paraquedistas militares que contou com o Gen. Bda. Peternelli, saltando de uma aeronave HM-3 Cougar do 2° BAvEx.

Finalizando o evento, o público presente assistiu a sempre empolgante apresentação da Esquadrilha da Fumaça.

COLABORAÇÂO: Rubens Barbosa Filho

NOTA do EDITOR: Agradecemos ao Gen. Bda. Peternelli (ComAvEx), Cel. Dolabela (CHEM), TC Lunardi (Comte. 2° BAvEx) e Maj. Helder (E/5).

Iraniana é acusada de adultério e do assassinato do marido; filho e advogado de Sakineh também estão presos.

Segundo Press TV imagens apenas mostram uma reconstituição do suposto crime de Ashtiani

O canal de televisão estatal iraniano Press TV informou que gravou uma nova confissão de Sakineh Mohammadi Ashtiani, a iraniana acusada de adultério e condenada à morte por apedrejamento e negou que ela tenha sido libertada.

De acordo com a página da Press TV, Sakineh foi para casa apenas para fazer uma reconstituição de outro crime da qual é acusada, o assassinato de seu marido.

“Ao contrário (do que é afirmado pela) da grande campanha de publicidade da imprensa ocidental, de que a assassina confessa Sakineh Mohammadi Ashtiani foi libertada, uma equipe de produção da Press TV baseada no Irã conseguiu autorização junto ás autoridades judiciárias iranianas para acompanhar Ashtiani até sua casa, para produzir uma reconstituição visual do crime no local do assassinato”, afirmou a Press TV em sua página na internet.

O anúncio da Press TV foi feito depois do surgimento de informações de que a iraniana tinha sido libertada. Estas informações foram divulgadas depois do aparecimento de fotos de Sakineh e de seu filho, Sajjad Ghaderzadeh, na casa deles no Irã.

No entanto, Ghaderzadeh e o advogado de Sakineh estão presos. E os dois também deram entrevistas à Press TV.

Pressão internacional

O caso de Sakineh ganhou destaque internacional quando foi revelado há alguns meses que ela seria executada por apedrejamento, devido à acusação de adultério. A execução ocorreria depois que os pedidos de clemência da iraniana foram rejeitados.

Depois de muita pressão internacional, as autoridades iranianas afirmaram que a sentença de apedrejamento tinha sido suspensa, mas ela ainda enfrentaria a sentença de morte pelo assassinato do marido.

Correspondentes afirmam que a imprensa do Irã tem mostrado Sakineh como uma assassina comum, ao invés de adúltera, como uma forma de tentar diminuir a pressão internacional devido à sentença por apedrejamento.

Informações na imprensa internacional afirmavam que Sakineh tinha sido libertada, depois da divulgação de uma declaração do Comitê Internacional contra o Apedrejamento. A declaração do comitê afirmava que tinha “recebido informações da libertação de Sakineh Mohammadi Ashtiani e de seu filho”.

O grupo alemão afirmou que ainda esperava a confirmação da libertação por parte das autoridades iranianas. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

FONTE: Estadão On-line

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A diplomacia dos EUA afirmou em telegrama confidencial de 2005 que Dilma Rousseff, então recém-nomeada para a Casa Civil, “organizou três assaltos a bancos” e “planejou o legendário assalto popularmente conhecido como ‘roubo ao cofre do Adhemar’ ” na ditadura.

O telegrama faz parte de um lote de nove documentos obtidos pela ONG WikiLeaks aos quais a Folha teve acesso. Não há nenhuma menção à fonte da informação a respeito da atuação atribuída à presidente eleita.

Dilma nega ter participado de ações armadas quando militou em organizações de esquerda, nos anos 60.

O processo sobre ela na Justiça Militar descreve de forma diferente sua atuação: “Chefiou greves, assessorou assaltos a bancos”. Não é acusada de “organizar” ou “planejar” assaltos. Ela foi condenada por subversão.

O embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, disse à Folha: “O governo dos EUA não tem informação que confirme essas alegações. Ao contrário, nós temos uma longa e positiva relação com a presidente eleita”.

Esse telegrama, redigido em 2005 pelo então embaixador americano no Brasil, John Danilovich, já havia sido obtido em 2008 pelo jornal “Valor Econômico”. Na época, ainda não era certa a candidatura de Dilma.

No conjunto de papéis que vazaram agora, há especulações sobre a personalidade da petista, as chances de ser eleita e sua saúde.

No caso das ações armadas, há coincidência entre o que está no telegrama dos EUA e um trecho do livro “Mulheres que Foram à Luta Armada”, do jornalista Luiz Maklouf Carvalho (1998).

Não há até hoje, entretanto, evidências concretas sobre a participação de Dilma em ações armadas.

Em 2009, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, elogiou os relatos: “Gostei muito dos telegramas da embaixada que contêm perfis alentados sobre os candidatos a presidente em 2010 e sobre suas estratégias”.

Hillary chama o sistema político brasileiro de “bizantino”. E faz recomendações para futuros despachos:

“Nós damos especial valor a informações sobre como são os estilos de operação desses líderes, seus comportamentos, motivações, pontos fortes e fracos, relacionamento com seus superiores, sensibilidades, visões de mundo, hobbies e proficiência em línguas estrangeiras.”

Os detalhes já aparecem nos despachos sobre Dilma desde 2005. “Ela gosta de cinema e de música clássica. Perdeu peso recentemente, de acordo com relatos, depois de ter adotado a mesma dieta do presidente Lula.”

Há elogios a Dilma, vista como “competente” por empresas dos EUA, que “a louvam por sua paciência para ouvir e responder”. E um alerta: “Ela tem uma fama de ser teimosa, uma negociadora dura e detalhista”.

O câncer linfático descoberto por Dilma em 2009 foi acompanhado pelos EUA. “Numa reunião em 18 de junho, com um visitante de Washington, Rousseff aparentava estar bem, com cor natural e maquiagem leve.”

O senador Tião Viana (PT-AC) disse aos americanos que “as alternativas mais prováveis”, caso Dilma não fosse candidata, eram Antonio Palocci e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula –nunca visto como opção.

FONTE: Folha OnLine

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Governo concede anistia a mais 82

Maioria das vítimas de perseguição política no regime militar (1964-1985) receberá pensão vitalícia, além de indenização retroativa.

Brasília – Em uma canetada, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, concedeu anistia política a 82 pessoas, a maioria civis, vítimas de perseguição política no regime militar (1964-1985). Entre os beneficiários estão a atriz Norma Bengell, o diretor e ator teatral José Celso Martinez e o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, já falecido. As portarias foram publicadas nesta quinta-feira, 9, no Diário Oficial.

Parte dos novos anistiados receberá pensão mensal vitalícia, com valores entre R$ 700 e R$ 5 mil, além de indenização retroativa, que em alguns casos passou de R$ 600 mil. Em 44 casos, relacionados a pessoas que não tinham profissão definida na época da perseguição, o benefício se restringiu à parcela única de R$ 15.300 a no máximo R$ 100 mil.

Em 36 outros casos, o pedido de indenização foi negado porque não ficaram caracterizados a perseguição e o dano. Em alguns casos, houve apenas retificação de valores de processos anteriores. Em apenas um caso, houve cassação de benefício a uma pessoa cuja anistia antes obtida foi considerada indevida.

Norma Bengell foi presa pela repressão várias vezes no fim dos anos 60, até se exilar na França em 1971. Ela receberá o valor mensal de R$ 2.734,52, mais indenização retroativa de R$ 254.583,81. Anistiado post mortem em agosto, Betinho foi militante da Ação Popular (AP) e se exilou em vários países até retornar ao País, em 1979, destacando-se em lutas sociais até morrer de aids, em 1997. A viúva Maria Nakano receberá pensão de R$ 2.294,61, mais um retroativo de R$ 652.281,14.

Coube a Martinez um dos maiores valores do lote desta quinta-feira, fixado em R$ 5 mil mensais, além de indenização retroativa estipulada em R$ 569 mil. Preso várias vezes, torturado e perseguido na década 70, ele teve seu processo aprovado em abril.

Do total de 68 mil processos que deram entrada na comissão, criada em 2001, 53 mil já foram julgados. Resta um estoque de 15 mil para o próximo governo, além de 4,5 mil recursos. Em 2011, a comissão passará por uma reestruturação e se dedicará outras tarefas, como tirar do papel a Comissão da Verdade, criada para investigar crimes cometidos na ditadura militar.

Até agora, a conta da anistia custou R$ 4 bilhões aos cofres públicos e ainda não está fechada. O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu rever 9.371 processos com valores considerados excessivos. A Comissão de Anistia considerou a decisão um retrocesso e apresentou recursos, ainda não julgados.

Pressionada pela opinião pública e órgãos de controle, a Comissão baixou para menos da metade o valor médio das indenizações pagas a anistiados, segundo informou seu presidente, Paulo Abrão. O valor mensal, que era de R$ 6 mil em média até 2006, caiu para R$ 2.750 este ano. Como consequência, a indenização retroativa, que chegou a R$ 3 milhões no passado, atingiu no máximo R$ 800 mil este ano. “Aplicamos o princípio da razoabilidade e da adequação de valores à realidade brasileira”, explicou.

FONTE: Estdão On-line