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As forças convencionais da Rússia superam a OTAN perto de suas fronteiras

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A Aliança do Atlântico está mal preparada para impedir a agressão russa

Se gabar sobre armas nucleares é algo que Vladimir Putin gosta claramente. Em seu discurso anual sobre o estado da nação em 1º de março, ele listou cinco novas armas. O presidente da Rússia deu um lugar privilegiado ao desenvolvimento de mísseis de cruzeiro com energia nuclear com, de fato, alcance ilimitado, que garantiu frustrar as defesas de mísseis da América. Ele recebeu as manchetes que queria, embora não haja nada de novo sobre a Rússia ser capaz de devastar a América com armas nucleares, nem qualquer coisa que possa mudar nessa frente. O que deve interessar a Europa mais do que o ruído nuclear do Sr. Putin são as formidáveis ​​forças convencionais que a Rússia está aumentando constantemente, particularmente na região do Báltico.

Na maioria das medidas, a OTAN aparece confortavelmente à frente da Rússia. Entre eles, a América e seus aliados europeus da OTAN gastaram US$ 871 bilhões em defesa em 2015, em comparação com US$ 52 bilhões da Rússia. Mas como um relatório recente da RAND Corporation, um grupo de reflexão (think tank), argumenta, que a realidade no solo é bastante diferente. Ele revela que a Rússia agora desfrutaria de uma superioridade local significativa em qualquer confronto com a OTAN perto de sua própria fronteira. As forças latentes da OTAN, uma vez que fossem trazidas para apoiar, seriam demais para a Rússia enfrentar. Mas nos estágios iniciais de um conflito, pelo menos durante o primeiro mês e possivelmente por muito mais tempo, a aliança seria superada em número, alcance e poder de fogo.

Desde a invasão russa do leste da Ucrânia em 2014, a OTAN reforçou suas forças na região do Báltico com o que se chama de “presença avançada”. No verão passado, a aliança tinha um total de 4.530 soldados perto da fronteira com a Rússia em quatro grupos de batalha liderados pela Alemanha (na Lituânia), Grã-Bretanha (na Estônia),  Canadá (na Letônia) e pelos Estados Unidos (na Polônia). Mas, de acordo com o NATO-Russia Founding Act de 1997, um acordo anacrônico que refletiu um tempo mais otimista, os soldados não estão permanentemente baseados, mas rotacionam constantemente.

A OTAN também reforçou sua “força-tarefa conjunta de alta prontidão” de cerca de 5.000 soldados que podem ser desdobrados dentro de uma semana. Mas admite que nenhuma força é mais do que um farol para convencer a Rússia de que qualquer ataque contra eles seria visto como um ataque à aliança como um todo.

Ao longo da última década, as forças ocidentais e os seus homólogos russos divergiram em termos de capacidade. Os membros da OTAN ajustaram-se às operações de contra-insurgência em lugares como o Afeganistão através da reestruturação com forças expedicionárias leves. A Rússia concentrou-se na reconstrução de forças com a mobilidade e poder de fogo para travar guerra de alta intensidade contra um adversário similar. Como parte de um esforço abrangente na reforma militar após uma performance desordenada na guerra contra a Geórgia em 2008, a Rússia profissionalizou suas forças (relegando em grande parte os conscritos a um segundo escalão), equipou-os com armas pesadas modernas e os aperfeiçoou com freqüentes grandes exercícios de escala e experiência de combate na Ucrânia e na Síria.

O que preocupa os comandantes da OTAN, como o general Sir Nicholas Carter, chefe de estado maior da Grã-Bretanha e seu homólogo americano, general Mark Milley, é a grande quantidade de poder de combate que a Rússia pode concentrar em um tempo muito curto na região do Báltico. O RAND revelou que, em tanques principais de batalha (MBT), a Rússia superaria a OTAN em 5,9 para 1; em veículos de combate de infantaria em 4,6 para 1; em artilharia de foguetes em 270 para nenhum. E enquanto a OTAN desfrutaria de uma vantagem substancial em aeronaves de combate, sua eficácia seria muito reduzida quando confrontada com as mais poderosas defesas aéreas integradas do mundo.

A vantagem da Rússia sobre a OTAN, diz Ben Barry, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, é aumentada pela sua capacidade de usar suas linhas internas para reforçar a velocidade. Em contrapartida, a OTAN negligenciou a preservação das infra-estruturas de transporte militar da Guerra Fria. As pontes não podem suportar o peso dos tanques, e os sistemas ferroviários não são projetados suportar veículos com blindagem pesada.

Há muita coisa que a OTAN poderia fazer para aumentar a dissuasão convencional. Poderia estacionar permanentemente forças na região do Báltico com mais poder de choque. Poderia realizar exercícios regulares a curto prazo; poderia investir no fortalecimento de suas linhas internas; os países membros individuais poderiam fazer mais para cumprir suas obrigações de gastos e usar o dinheiro para reestruturar suas forças terrestres para conflitos de alta intensidade.

Se a OTAN é capaz de tal foco é discutível. Os membros do sul se preocupam mais com os fluxos de refugiados. A França está lutando contra uma insurgência no Sahel; o novo acordo de coalizão da Alemanha relegou o estado (miserável) de suas forças armadas para a página 156 de um documento de 177 páginas. As prioridades de Putin são muito diferentes.

FONTE: The Economist

57 COMMENTS

  1. Essa corrida armamentista entorno da Russia é por alguns motivos, entre eles: venda de armas, provocação, e etc. Se for analisar direito, na minha opinião, a maior ameaça ali não é a Russia, e sim os EUA!

    • Acho essas provocações desnecessárias, e burras por parte dos países Europeus! Os EUA usam a EUROPA de fantoches para ficarem arrumando tumulto naquela região. No final das contas, se Deus me livre acontecer algum conflito, o sangue derramado vai ser dos EUROPEUS e RUSSOS. Europa deveria começar a mudar essa política de maior inimigo, e ver que os verdadeiros inimigos não estão ali, estão entre EUA x terroristas!

      • Desnecessário? EUA inimigo da Europa?
        A Rússia ocupou a metade da Europa de 45 até 1991, enfiou uma forma de ver o mundo goela abaixo em diversos povos, outros foram massacrados durante décadas, sem falar outras partes do globo, até mesmo aqui no nosso quintal, basta ver Cuba e o financiamento para impor golpes de Estado pró-URSS, o Brasil mesmo era alvo direto dos russos e toda sua forma de ver o mundo imposto em 1917.
        Acho que vocês precisam estudar história, se não fosse o sacrifício e a vida de milhares de americanos mortos, inclusive brasileiros na Itália, a URSS teria engolido a Europa inteira.
        Os genocídios causados pela Rússia foram enormes, o pós guerra dos países ocupados pela URSS foram uma desgraça para as pessoas.
        Daqui a pouco vão dizer que as cruzadas européis foram ruim e o Brasil não deveria ter se defendido do ataque paraguaio (Guerra do Paraguai).
        Os EUA são desnecessários na Europa? Queria ver vocês morando na Alemanha, França, Itália, Dinamarca e outros países europeus em 1970 e 1980. Eu não gostaria de ter ficado do lado oriental do muro do Berlim…não gostaria de ser tratado igual um cachorro estatal.
        A Rússia não é apenas uma ameaça para a Europa, a Rússia é uma ameaça para o mundo. É fundamental um força militar gigantesca para forçar a frente russa e mais importante ainda é investir em escudos anti-misseis, hoje é Putin no poder, amanhã pode ser um louco ainda mais louco. Não espere a bondade do seu vizinho, é sempre bom ter uma pistola para acalmar o cão!
        Os Europeus vivem hoje na tranquilidade, principalmente até a invasão árabe da guerra síria, principalmente por causa das alianças com os EUA, basta ver na atualidade os gastos dos países europeus com DEFESA, bem menores do que aqueles exigidos pela OTAN, pois sabem que tem o apoio dos EUA e suas 10 mil bombas nucleares em caso de um grande conflito.
        Os aliados próximos dos EUA comumento são países prósperos, livres, com grande progresso e com o mínimo de transparência e preseito as liberdade individuais, onde qualquer pessoa com cérebro gostaria de viver. Basta ver Israel, Japão, Coréia do Sul e a própria Europa etc…muitos vão viver todos os anos nos EUA e Europa, agora para a Rússia são poucos!

        • Todos que sentiram o abraço do Urso, correram pras garras da Águia na primeira oportunidade… Mas tem gente que nunca admitirá isso.

  2. A Europa está tranquila, enquanto tiverem o pacto da OTAN que força os USA a defende-los. Igual no outro lado do mundo, o Japão e a Coréia do Sul são indefesos naquela região, mas tem os USA protegendo eles… Ou seja, os USA tem que ameaçar sair da OTAN para a Europa cair na real.

  3. Esse pessoal ainda vive na guerra fria, preocupado com uma invasão russa que hoje só quer resolver seus problemas internos e ser respeitada.
    Veja de onde é o artigo, da The Economist, querendo que seja gasto mais com as forças da OTAN.

  4. Uma invasão russa poderia chegar rapidamente ao Reno desse jeito…

    Resultado do desleixo das Ministras feministas de Defesa européias e do sucateamento programado do Obama.

    Antes da 1a Guerra Mundial, aconteceu algo parecido.

    • A Europa irá cair ou na mão dos russos assim como quer Dugin ou irá cair na mão do Islã, o fato é que a Europa está condenada de qualquer jeito.

  5. A questão em valores de gasto militar é relativa pois os russos compram seus armamentos pelo valor da moeda local deles que é muuuuuito abaixo do dólar(o que faz a diferença tbm no preço em dólar de seus equipamentos fornecidos a outras nações) . Com isso em mente pode se dizer que ,mesmo que gastem menos que o titio Sam, a diferença é bem menor e o que vale é o que cada governo considera mais importante na hora de fazer suas encomendas e alocaçoes de seus equipamentos.

  6. Materia falsa e mentirosa, a Rand fez varios jogos na area do baltico e provou que 4 batalhões blindados eram o suficiente para defender a area e foi exatamente o que a Otan.

  7. Amigos,

    Evidente que função das tropas nesses lugares é tão e somente fincar bandeira e oferecer dissuasão pela sua presença…

    Em um improvável conflito, o grosso das forças americanas destinadas a conter os russos, seria transportado diretamente dos EUA para a Europa, numa operação muito similar a REFORGER da Guerra Fria. Viriam tropas por mar e ar, em um esforço conjunto de mobilização.

    Enquanto o reforço não chegasse, os exércitos concentrados no leste europeu provavelmente levariam a efeito apenas uma operação de retardo; um recuo com luta.

    Há também um ponto específico de suma importância: os russos não tem condições de impor superioridade aérea… Sem isso, não haverá ofensiva com chance de sucesso, mesmo considerando os russos possuírem uma poderosa defesa anti-aérea integrada.

    Mais: desta vez, os russos estão pra lá do Berezina… Terão que percorrer muito terreno pra chegar ao coração da Europa, atravessando países cujos povos não querem vê-los pintados nem de ouro, e certamente sangrarão pelo caminho. Estariam dispostos a pagar o preço…?

  8. O numero de tropas no baltico é suficiente para contrapor as tropas na fronteira da Estônia e no enclave de Kaliningrado, se os russos deslocarem mais tropas como na ultima Zapad, é so a Otan deslocar a força-tarefa conjunta de alta prontidão” + o exercito polones + as brigadas blindadas americanas e inglesas estacionadas na Alemanha + a 1 panzer division do Heer que é uma divisão germanicca-holandesa de alta prontidão ou seja não precisa de nenhum reforger, e os EUA/Otan tem armas eficientes para destruir a IADS russa coisa que a Russia não tem para fazer o mesmo com a Otan

    • Augusto L,

      Tenho pra mim que essas seriam as forças a serem empregadas nas ações de atraso.

      Se os russos mobilizassem suas reservas, mais reforços seriam necessários.

      O que “equilibra” a questão é a capacidade anti-carro proporcionada pela aviação de ataque da OTAN. Mas ainda penso que isso precisaria ser complementado por uma força blindada mais volumosa que, mesmo na impossibilidade de ser superior numericamente, poderia eliminar por si só a chance de se obter uma superioridade completa no chão…

      Se fosse possível chegar a uma proporção de 2×1 de forças blindadas estacionadas na Europa, já seria o melhor o possível… E há condições pra se ter isso, considerando as reservas americanas de M1 e o que ainda deve restar de M-60… A questão, claro, é sempre dinheiro… Mobiliar tudo isso e garantir a operação não sai barato…

      • RR as forcas que citei são equivalentes ao Distrito militar do Leste e se os Russos deslocarem mais forcas de outras regiões levariam o mesmo tempo de mobilização do que outras forcas da Otan no resto da Europa e da América do Norte. Agora as forcas rotativas no Baltico são o suficiente para impedir dos Russos tomarem o baltico com as forcas estacionadas em kaliningrado e na fronteira da Estonia.
        https://www.rand.org/pubs/research_reports/RR1253.html

        • Augusto L,

          Do texto que postou:

          “While not sufficient to mount a sustained defense of the region or to achieve NATO’s ultimate end state of restoring its members’ territorial integrity, such a posture would fundamentally change the strategic picture as seen from Moscow.”

          Segundo as conclusões do próprio analista, o deslocamento de sete brigadas adicionais apenas poderia prevenir o rápido colapso dos Estados Bálticos, e não seria possível manter uma defesa sustentada.

          E ele tão e somente supõe que essa nova disposição de forças venha a dissuadir os russos de qualquer aventura naquela região. Mas resta evidente que mesmo isso não haveria de supera-los…

          O máximo que poderia ser feito aqui em caso de conflito, é somente uma ação de “delay” mesmo, de modo a dar o tempo para permitir o deslocamento de mais forças…

  9. Os russo se quiser invandir a europa a´otam naõ dura um mês,por isto a dura do presidente americano.Hoje é impensável uma nova invansão da normandia.Vejam a historia o Exercito alemão estava na porta de moscou ,stalingrado tomou uma contra ofensiva em menos de dois anos estavam em Berlim, que o grosso da forças alemãs estava na frente leste e todo o reforço ia pro fronte leste.Hoje os equipamentos tem duas ou três vezes mais rapidez de deslocamento atualmente.Os Países da Otan pensam se os russos nos atacarem vem a cavalaria( eles acham que os americanos vão saltar de paraquedas em cima dos russos).Claro que se os russos invandirem eles já estariam travando uma guerra nuclear com EUA,claro que os americanos estariam protegendo os seus cidadãos em primeiro lugar,em não poderiam jogar suas bombas nuclear nos russos dentro da europa.

  10. Uma vez eu disse e volta a dizer os Russos vão marcha e nenhum pais europeu vai fazer frente e os Âmis vão corre para a ilha da Rainha para tentar um contra-ataque…. piadinhas a parte nenhum pais Europeus vai querer que os Russo joguem nukes em seus territórios enfim os Âmis e Ingleses lutarão sozinhos…e se Wotan quiser perderão……

    • Não vão querer nukes no seu territorio e muito menos tropas russas, se toca soldat os “Amis” estão la pelos europeus e não ao contrario.

  11. Pelo amor de Deus, o povo viaja, mesmo que os russos tenha mais tropas em sua fronteira q a OTAN, jamais se meteria a besta de invadir uma aliança muito maior e mais poderosa que eles, o exercito russo hoje é a sombra do que foi o exercito vermelho e Stalin sendo mais maluco que o Putin e tendo uma força muito maior não invadiu, acham mesmo que a russia vai fazer isso? não viajem, Putin pode ser um ditador mas se tem uma coisa que ate os americanos concordam é que ele sabe jogar, jamais faria uma merda dessa de invadir um país da aliança, o maximo que ele pode fazer é invadir a Ucrania(coisa que eu duvido muito que ele faça).

  12. Aspectos q devem ser considerados.
    É interessante pra Rússia ou OTAN um guerra?
    Repondido isso..
    A Rússia tem capacidade de manter seu exército em operação por quanto tempo?
    A Rússia (se for a agressora) tem condições de mobilizar e concentrar suas forças sem despertar a atenção da OTAN para obter surpresa?
    E vice-versa?
    Com os problemas econômicos nos últimos anos, será q a Rússia tem sua capacidade tão boa?
    A OTAN por sua vez, é uma sombra do q foi.
    Holanda, Bélgica e Dinamarca nem tem mais suas forças blindadas.
    A Alemanha, Inglaterra e França diminuíram MUITO!
    Os EUA namorem mais 2 ou 3 CEx na Europa.
    Concluindo…
    Nem um lado e nem outro tem condições de uma guerra com meios convencionais, sem imediatamente empregar artefatos nucleares…
    Ou seja, muita pirotecnia, talvez pra convencer alguém q os Complexos Industriais Militares devam crescer novamente, e despertar a consciência de segurança, até pra mandar uns imigrantes pra casa..
    Sds

    • “Nem um lado e nem outro tem condições de uma guerra com meios convencionais, sem imediatamente empregar artefatos nucleares…”
      Vc esta errado,amigo. Seu campo de visão parece estar na guerra fria o cenario mudou. A Otan hoje é tecnológica e numericamente superior, so usaram nukes se os russos a usarem, pq eles não precisão de armas nucleares para dissuadir a Russia. So pra voce saber eles respondem por cerca de 70% do orcamento mundial. So a Alemanha,Franca e RU que vc citou tem cerca 800 tanques juntos todos modernos e ainda temos a Espanha com 250 leopard 2 e a Italia com 300 Arietes, o que ja da 1350 tanques todos modernos, ainda temos a Polonia,Turquia,Grecia e Romenia todos com grandes forcas blindadas apesar de nem todos serem modernos. Ja a Russia tem cerca de 3000 mil tanques operacionais hj, sendo que apenas 1900 são modernos( t-90 e t-72 modernizados). A forca aerea russa tem cerca de +=750 cacas, so as forcas aereas da Alemanha,Franca e RU + a parte da Usaf europeia tem cerca de 650 cacas somados, facas as contas, a Otan é muito superior, o maior problema é a Russia dividir o bloco e enfraquece-lo.

      • Sim, entendo isso, camarada

        Mas diferentemente da Guerra Fria, os estoques e toda a estrutura logística pra manter uma guerra estão bem aquém do necessário.
        A Europa não mantém um estado de prontidão elevado como antes.
        O exemplo foi o emprego na Líbia, q esgotou os paióis.
        Sem uma mobilização grande previa, um ataque não será detido e será necessário o emprego de armas nucleares.
        Neste sentido q eu quis dizer q está diferente.
        Lógico, se houver uma crise q desperte a atenção pra guerra, aí a OTAN tem condições, provavelmente melhores q as russas, de mobilizar meios pra fazer frente a uma ameaça.
        Sds

        • Pra um grande ataque, ser lancado da Russia tbm necessita de tempo e dar pra notar pela inteligencia o que da tempo para o outro lado se preparar, e + na Libia faltou bobas pq os EUA se retiraram, o que nesse caso não aconteceria. Ê na vdd não faltou bomba, o que aconteceu é que se houvesse outra emergência em curto periodo de tempo não teria estoque mas isso não quer dizer q falou pro teatro Libia. No mais a Otan não precisa de ‘nukes’ taticas, so não aposentou pq precisa garantir o troco nuclear se a Russia usar as suas.

  13. Gente sobre o HEER(exercito alemão) eu não vejo nada anormal, eles são parte da maior organização militar do mundo, ou seja tem amigos poderosos para defende-los e ainda tem a Polonia como Bufferzone, a Alemanha faz a coisa certa se aproveita da boa vontade dos outros, para investir menos em defesa e investir mais na economia, não é atoa que ela é um dos paises que mais exporta no mundo.

  14. Delfim 11 de Março de 2018 at 18:24
    “o sangue derramado vai ser dos EUROPEUS e RUSSOS”
    Como na 1 e 2WW.

    E onde foi que que os EUA influenciaram o início destes dois conflitos?

  15. Alemanha tem nem 40% de disponibilidade dos seus equipamentos …segundo o próprio link que o Bardini postou aqui ,são apenas 105 MBT…
    A OTAN não é nem a sombra que era no passado….
    Muitos falam a Rússia hoje e nem a Sombra do exercito Soviético , pode não ser em números ,mas em qualidade ,está muito Superior….
    Segundo a Inteligência britânica já são 120 T14 construidos e entregue ,que estão passando já por treinamento me parece…Então ela não tem só T90 e T 72…
    Mas não se preocupem ,a Rússia não vai invadir a europa….o mulçumanos já fizeram isso ,ela sera corroída por dentro como um câncer…. Neste final de semana mesmo dezenas de mesquita já foram depredadas na Europa…..

    • Prezado Bruno
      A Rússia hoje tem meios melhores do q tinha, quando era URSS, mas a afirmativa q é uma força muito superior está equivocada.
      A Europa está com pouca disponibilidade, pq esta empenhando recursos em uma guerra contra terror q não é vista e evidente aos olhos.
      Mas sua capacidade de levar a 100% é boa.
      No frigir dos ovos, qualidades, quantidades, apoios, doutrina se compensam, pendendo pra OTAN pela participação dos EUA.
      Pra Rússia, a quantidade de muçulmanos é um ótimo recurso, pois pode ser utilizado pra criar AOGI na retaguarda da OTAN. Mesmo movimentos reinvindicatorios podem atrapalhar bastante.
      Por outro lado, há esse mesmo problema na Rússia, q não tem tanto “politicamente correto” pra impedi-la de atuar.
      No pau da goiaba, uma guerra ali levaria todos a banca rota além da destruição.
      Sds

  16. O Dragão rugindo e crescendo cada dia mais, doido para cuspir fogo e o povo ainda achando que a ameça ao mundo é a RUSSIA. Sem falar do terrorismo, alguém já parou para pensar se o estado islamico entra nas favelas do rio e se associa ao trafico.

  17. O mapa, sempre o mapa.
    .
    http://russiasperiphery.blogs.wm.edu/files/2012/01/Baltic-States1.gif
    Este mapa simples apresenta os três estados bálticos novatos na OTAN:
    Estônia, Letônia e Lituânia.
    Observem que estão cercados pela Rússia continental (leste), Rússia Kaliningrad Oblast pelo sudoeste, Bielorrússia pelo sudeste, uma pequena faixa de fronteira ligando Lituânia e Polônia e o resto é mar – Mar Báltico -, bem na saída do Golfo da Finlândia e caminho da Frota Russa do Báltico.
    .
    Outro dia discutimos a incrível rede de hidroviária que liga os mares no norte – Mar Báltico e Mar do Norte – aos mares do sul – Mar Negro e Mar Cáspio – por dentro da Rússia Européia. Uma obra de dezenas de anos, talvez mais de um século, que integra os russos por dentro com hidrovias e ferrovias.
    Incrível!
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    A logística interna russa é estrategicamente impressionante, foi pensada assim, sendo um diferencial imenso contra qualquer agressor externo. Porém, também é um recurso fabuloso para desenvolver ações agressivas em várias direções ‘europeias’.
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    Observem o mapa.
    Kalinigrado é um enclave estrategicamente pensado para ser uma cabeça de ponte soviética, depois russa, na entrada do norte da Europa Ocidental. Com uma firme IADS, apoiada e apoiando um forte contingente de sistemas SSM, notadamente os novos Iskander, representa uma fortaleza que pode resistir por mais de uma semana, talvez duas ou três, aos esforços aéreos ocidentais.
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    Acontece que uma ou duas semanas podem ser tempo suficiente para Moscou submeter os 3 (três) estados Bálticos que guardam o sul do Golfo da Finlândia, portanto a parte sul da saída marítima de São Petersburgo.
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    Impossível?
    Não.
    Já foi feito antes com táticas soviéticas e russas. Senão vejamos:
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    I) Em 1973 na Guerra do Yom Kippur os egípcios estabeleceram ao longo do Canal de Suez uma rede IADS que manteve em cheque a força aérea israelense, permitindo a travessia do referido canal e ocupação de território dentro do guarda-chuva de SAMs. Só foi superado porque teve que avançar além do plano original para ‘socorrer’ os sírios que no norte não estavam atingindo seus objetivos.
    II) Em 2014 na Crimeia os ‘homenzinhos verdes’ deram uma lição ao mundo como lutar uma guerra assimétrica e simétrica ao mesmo tempo. Infiltraram tropas especiais que ocuparam os pontos nevrálgicos da península, permitindo que forças convencionais se movimentassem quase que livremente, sem contestação.
    .
    Como seria no Báltico:
    Por um lado, com a justificativa cínica da defesa de russos étnicos (como em Donetsk e Luhansk), forças especiais seriam infiltradas para assegurar o avanço de forças convencionais (blindadas e mecanizadas) mais rapidamente.
    Por outro lado, observando objetivos limitados no tempo e espaço, aquelas forças convencionais deverão avançar rapidamente e depois parar para negociar, após certo tempo, ancoradas por uma capacidade nuclear de destruição mútua.
    Entretanto, neste pouco tempo, o território da Estônia, Letônia e Lituânia já estariam ocupados… ‘consummatum est’
    .
    Somem as duas táticas operacionais, coloquem sobre o mapa (o danado do mapa) e percebam que fica claro como água qual seria o planejamento de ação para aquele TO europeu.
    .
    Diante deste cenário e considerando o TO (teatro de operações) limitado e delimitado entre Kalinigrado – Bielorússia – Rússia continental – Mar Báltico, as forças da OTAN são ridiculamente insuficientes.
    Além disso a cúpula da OTAN de hoje demonstra ser hesitante e desconexa, principalmente aos olhos de Moscou.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, o ‘mapento’.

    • O que voce esqueceu que com o reforço, da Otan as forcas das mesma na Polonia e nos 3 paises balricos é equivalente a forca russa em kaliningrado,Bielorussia e na fronteira Russo-Estônia, e que a logista de Otan é muito boa se não superior, sem contar que Otan tem armas para destruir a IADS russa, coisa que os russos não tem para fazer com a Otan.

  18. São 150-200 tanques ingleses, Canadenses e Alemãos despachados para o baltico, sem contar os outros tipos de blindados. A Polonia tem cerca de 90 tanques no estreito que conecta ela a Lituânia, sendo que essa brigada polonesa recebeu reforco de um batalhão stryker do Us army e o resto do exercito Polones pode chegar em questão de dias na fronteira, são cerca de 1000mil tanques no inventário com cerca da metade operando, sem contar com a Brigada germanica-holandesa( 1. Panzerdivision ), que é de rapida resposta, operada pelo exercito alemão, com cerca de 120 leopard 2a6 e ainda baseados na Alemanha a uma BCT blindada americana com 90 tanques + uma brigada blindada inglesa (essa não operando 100% por causa de envios de unidades para o baltico). A Suecia ja desmonstrou que se a Russia tomar Gotland, ela ira entrar na guerra e havera avioes da Usaf usando suas bases, se a Russia não tomar a ilha não há como ela fechar o Baltico para reforcos pelo mar. Ou seja, na minha opinião quem fala que a Russia tem o upper hand não esta à par da situação.

    • Augusto,
      .
      Teria que mergulhar nos efetivos disponíveis para o TO específico dos três pequenos países bálticos da OTAN. Mas desconfio que não tudo isso que você imagina, até porque os poloneses – gatos escaldados – tem suas prioridades de defesa.
      .
      Entenda meu ponto de vista.
      Minha maior preocupação é com a liberdade dos menores – Estônia, Letônia e Lituânia – que viveram décadas sob a bota de Moscou.
      .
      Sds.

  19. E a Otan, ja criou uma tatica conter-hybrid war, que consiste em empregar meios convencionais, provavelmente da forca rapida resposta no momento em que as ações desistabilizadoras começarem.

  20. Augusto L ,a logística da OTAN é insuficiente ,e a própria matéria disse isso , estão melhorando agora fazendo uma integração ,para poder se mover mais rápido dentro da Europa…Inclusive isso é uma cobrança americana em relação a OTAN…

    • Bruno, por isso que digo que a materia não tem respaldo, a Otan fez exercicios de reforços na Polonia em 2016 e 2017, constatou se que a malha ferroviaria era adequada, apesar da malha rodoviária não ser tanto assim. Mas olhe a Bielorussia? Sera que sua infraestrutura permite um deslocamento rapido russo ? Nao! E as forcas em Kaliningrado? As forcas da Otan no baltico somadas com os exércitos dos paises respectivos + o polonês da conta

  21. Recomendo a leitura dos materiais produzidos por Sir John Hackett falecido em 1997 que foi comandante das forças da OTAN.

    O sucesso dos Russos (num avanço) será medido pelo numero de perdas de equipamentos a cada quilometro percorrido do avanço.

    Não esquecer que um exercito numeroso requer uma linha de suprimentos numerosa e competente (axioma do Homem Aranha).

    Só haverá um avanço Russo na Europa para a tomada de um ponto estratégico (exemplo: destruir a Alemanha).

    Esse avanço avassalador será barrado por um ultimato (alguma cidade russa será levada a idade da pedra por um artefato nuclear – com o devido revide russo – de preferencia na Inglaterra) dos Aliados e as partes irão entrar em negociação (grana para os Russos).

    Sir John Hackett sempre trabalhou com essa hipotese, e tenho certeza que os Europeus sabem que um dia esse “livro” pode se tornar real.

    • Ricardo isso era, possivel na doutrina da 70, mas especificamente na administração Carter, quando Reagan assumiu, ele mudou a regra, qualquer ataque nuclear era considerado total, então retaliação massiva, ou seja, chantagem nuclear estava fora de questão e na decada de 80 a Otan implantou a doutrina air-land que poderia em tese dar uma vitoria para Otan na defesa da Alemanha sem o uso de nukes.

      • Augusto, é mais ou menos isso mesmo. O cenário do seculo XXI é um pouco diferente. Os Russos podem ter dezenas de milhares de tanques, porém precisam hoje passar por Polonia, Hungria e ex-demais países do antigo Pacto de Varsóvia para atacar a antiga Europa Ocidental, os movimentos colossais de tais forças seria prontamente monitorados pelos Países da OTAN, e a Russia tem tudo, menos a superioridade aérea (e a Síria é prova cabal que os russos são incapazes de manter uma superioridade aérea local – quem dirá continental – contra as forças aéreas americanas). Sem superioridade aérea as colossais forças terrestres russas poderiam ser apenas classificadas como “alvos”.

        Segue o jogo, não há a minima chance de um conflito, a Russia e China brigam na verdade por influencia politica e econômica em suas regiões históricas de influencia (exceção é a China na Africa). No Oriente Médio os EUA possuem influencia apenas no Iraque, Arabia Saudita, Israel e o resto dos Emirados. Já a Russia ficou com o que sobrou (tenho duvidas se o Irã é tão alinhado assim com a Russia, para mim o Irã e alinhado com Alá).

        Enquanto houver grana para ser dividida ente os três grandes o Mundo viverá em Paz! É mais fácil a Russia encrespar com a China do que com o resto do mundo.

  22. Na minha opinião não sei …deva ter algum documento disponível na internet em relação a logística de cada país….Mas os Russos são bons na logística ,ela foi invadida varias vezes ,e isso fez os Soviéticos pensar ,toda vez que investia em infraestrutura ,eles fazia algo já na ideia militar….as estradas russas na parte Européia são todas aptas a movimentação de blindados e idem ferrovias….
    Mas por outro lado tem um ditado que diz “a melhor defesa é o ataque”.., para os Russos este ditado não se encaixa ,Russos não vão invadir a Europa ,pois isso não faz parte da doutrina deles …Toda doutrina Russa é defender seu território , numa suposta invasão…se o Ocidente invadir vai sofrer muito ,e se chegar o inverno tchau , ai os Russos são acostumados a empurrar para fora de seu território os invasores …. Todos nós vamos morrer bem velhinhos e nunca vamos ver uma Rússia invadir a Europa, toda esta ameaça Russas de super armas ,é apenas o efeito do medo…”na roça quando VC pega uma vara fina e levanta para uma vaca brava ela sai correndo” ….O maximo que vai acontecer e guerras isoladas ,tipo EUA e OTAN apóia um ,e do outro lado Rússia apóia outro…

  23. Simpatias ideológicas à parte, a questão é que toda essa ronha com os russos começou com um erro geopolítico do Ocidente quando esta resolveu cutucar a onça (Rússia) com vara curta por achar que não daria em nada, quando na década passada, numa Rússia presidida pelo Medvedev e cujos laços entre Ocidente e Rússia estavam na fase de ‘lua-de-mel’, a OTAN resolveu incluir os países bálticos – detalhe: países que dividem fronteira com a Rússia – para a Organização, julgando que uma Rússia fraca do ponto de vista econômico e recém aderente ao capitalismo no pós-queda do Muro não se oporia. O Ocidente pensava que naqueles poucos anos em que ela, Ocidente, realmente vivia o período de hegemonia que nunca tivera durante a Guerra Fria, podia fazer o que bem entendesse diante de um adversário pretensamente ‘nocauteado’.
    Ficou claro nesse momento que os estrategistas ocidentais, seja por arrogância ou por erro estratégico, preferiram ‘desconhecer’ a realidade (história, cultura, etc) local para achar que os russos ficariam inertes quanto ao avanço da OTAN.
    Tudo isso não sou eu que ‘acho’, mas foi o que li de um artigo escrito por um ex-consultor de segurança (não lembro se da Rand ou da Blackwater) logo após a anexação da Crimeia pela Rússia. Esse sujeito fazia uma analogia da Crimeia em relação a Rússia com o Novo México para os EUA e, concluía defendendo que o Ocidente deveria ver essa anexação como favas contadas, pois segundo ele o Ocidente não poderia desperdiçar energia para defender países e/ou regiões que não tivessem um valor estratégico militar para o Ocidente. Segundo ele seria desperdício de forças acudir um país que tem fortíssimos laços culturais com a Rússia e que boa parte dos ocidentais mal saberiam apontar num mapa.

  24. Matheus G
    “olha como eles sao bons mesmo: ”
    VC vai julgar a logística de um pais ,apenas por um vídeo???
    Quantos acidentes acontecem no mundo todo??
    E os blindados americanos que ficaram agarrados na Polônia ,ou na praia em Portugal???
    Se é assim fica dificil…..

  25. Acho engraçado esse ponto de vista da OTAN, eu to faz mais de vinte anos ” do lado ” da Rússia e me é estranho tudo isso, é como realmente ver o lado de lá numa reunião estratégica no Pentágono. Muito engraçado ver o ocidente desse jeito.

    Vou lhes passar a impressão que Moscou tem da situação. ( em 1ª pessoa, fica mais bacana)

    1) Não, Moscou não quer guerra nenhuma. Seria burrice, afastaria dinheiro e destruiria a infra-estrutura que levamos 20 anos para reconstruir. Seríamos idiotas que atacássemos o Ocidente.

    2) Tudo o que foi feito na região do Báltico e Kaliningrado foram medidas defensivas, em resposta ao avanço da OTAN perto de nossas fronteiras. Quem encostou na fronteira do outro, Moscou ou Washington ??

    3) Na verdade boa parte de nosso ” rearmamento” é apenas substituição e atualização de equipamentos que já estavam bem exaustos. Basta comparar os orçamentos militares entre USA e Rússia…

    4) Conquistar os países bálticos, para que ? Vamos fazer o que com eles ?? É mais prático e fácil vender Trigo e Milho e ganhar $$$$$ do que enviar tanques. ( a propósito, graças as suas sanções quebramos o recorde soviético de produção alimentar doméstica. )

    5) Não reparem, mas as vezes ficamos meio nervosos com 5 vôos de reconhecimento por semana da OTAN em nosso espaço aéreo. Nem precisamos mais organizar grandes exercícios de treinamento de interceptação, a OTAN já nos faz esse favor.

    6) Acham que, se realmente quiséssemos conquistar a Europa ( que seria estupidez, é de lá que vem parte de nossa grana), iríamos concentrar apenas aquelas forças ali ?? Só nossas reservas terrestres sozinhas podem chegar até a Polônia. Obviamente, não iríamos parar na fronteira esperando a USAF mandar seus A 10…

    7) Que seus industriais armamentistas aproveitem bem a Rivalidade que vocẽs ocidentais conseguiram criar, contra uma nação que apenas está se defendendo de uma guerra de propaganda absurda e ameaças militares injustificadas.

    Apenas deixem Moscou em paz.

    Uma Boa tarde

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