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Para generais END é politico e não resolve o problema da defesa nacional

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O Exército “escalou” três generais às vésperas da aposentadoria para atacar e mostrar a insatisfação da Força com a Estratégia Nacional de Defesa. Na reunião do alto comando, hoje, eles apresentarão três documentos com críticas ao plano elaborado pelos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger.

Nos textos, obtidos pelo Estado, os militares se queixam da “politização” em curso na pasta e alertam contra o projeto de centralização de compras de armamentos, mais permeável, segundo avaliam, a casos de corrupção. Os documentos foram elaborados pelos generais Luiz Cesário da Silveira Filho, ex-comandante Militar do Leste, Paulo César de Castro, chefe do Departamento de Ensino e Cultura do Exército, e Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento Geral de Pessoal.

Segundo os generais, as Forças Armadas não foram ouvidas na elaboração do plano. Um dos documentos diz que a implementação do projeto “ocasionará danos de difícil reparação, os quais poderão redundar em significativo comprometimento do sistema de defesa nacional”.

Outro trecho classifica o plano de defesa como “documento de cunho político, sem respaldo em ideias de consenso nacional e sem uma solução para o principal problema da Defesa: orçamento incompatível com as necessidades de custeio das instituições e de investimento para a modernização dos seus sistemas de armas”.

Ainda segundo esses três documentos, algumas medidas são “utópicas” e outras, “inexequíveis”, já que “poderão trazer consequências negativas para o futuro das instituições militares”.

Os autores avisam não ter a intenção de promover uma rebelião, cooptando os demais integrantes do Alto Comando do Exército contra o ministro da Defesa. Silveira Filho e Castro vão para a reserva no final do mês.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Hornet
Hornet
11 anos atrás

Bem, aqui está mais uma informação sobre este assunto: “Críticas de generais a plano de Defesa preocupam Jobim 04 de Março de 2009 BRASÍLIA – Informado de resistências à Estratégia Nacional de Defesa na alta cúpula do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, telefonou ontem ao comandante da Força, general Enzo Martins Peri, que participava da reunião com o generalato, no Quartel-General, para saber da extensão das críticas e do nível de contaminação delas na caserna. Na conversa, o general Enzo tranquilizou Jobim e disse que os documentos com críticas apresentados por três generais de Exército, o mais alto… Read more »

Zero Uno
Zero Uno
11 anos atrás

Só faltava essa… Realmente, alguns pontos da END são difíceis de entender. Se os Oficiais Generais das 03 forças não foram ouvidos no desenvolvimente deste documento, fica difícil compreender como foi feito a sua eleboração. Compras centralizadas de material bélico são feitos por muitos países, a França inclusive. Más para a elaboração de um documento importantíssimo como este nossos Generais deveriam sim ter sido ouvidos. Outro sim, a politização de uma pasta como o Ministério da Defesa é algo que jamais deve acontecer. As Forças Armadas existem para servir ao Brasil e seu povo e não ao Estado. Elas são… Read more »

Lecen
Lecen
11 anos atrás

Pelo contrário, as Forças Armadas existem para servir unicamente o Estado.

E não para servir um partido.

Pedro Rocha
Pedro Rocha
11 anos atrás

Senhores administradores do blog a matéria EFV – Veículo de Combate Expedicionário está apresentando erro! Favor verificar!

marujo
marujo
11 anos atrás

Serão os documentos dos generais uma reação corporativista à END?cen

Zero Uno
Zero Uno
11 anos atrás

Lacen: Discordo. O Estado – ainda no Brasil é assim – é o partido que está no poder. Infelizmente ainda é assim. Não é atoa que desde todo presidente da república neste país tem em suas mãos (ou canetas), 25.000 cargos para distribuir para os seus aliados e “cupinchas”. Hà muito tempo é assim e não é exclusivo desse governo que aí está. Para você ter uma idéia o Presidente dos EUA possui apenas 400 cargos para preencher. O restante são funcionários públicos de carreira. O dia que fizerem uma reforma do Estado Brasileiro aí sim teremos um Estado legítimo,… Read more »

Flamenguista
Flamenguista
11 anos atrás

O END perdeu um pouco o peso prático quando o presidente pediu que se retirasse a cláusula que destinava 2,5% do PIB para a Defesa.

Mas acredito que, desde a democratização do país, não se via um movimento por parte do governo em prol da defesa… e que pudesse gerar um documento específico para tal. Então, bem ou mal, acho que saímos da estagnação total.

Ulisses
Ulisses
11 anos atrás

Galera por favor achei algo muito interessante!

Por acaso nós temos algum tipo de minigum?Por que eu vi isto aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=G_sSkuEvJ-0

Samuel
Samuel
11 anos atrás

Na verdade está mais parecendo que esses generais estão insatisfeitos com o fechamento da fonte de propinas que sempre foram os ministérios militares. A centralização das compras em uma agência estatal é o caminho mais seguro e mais econômico para a negociação destes materiais. Sem falar propiciam a padronização de meios e a unificação da logística. A verdade é que este governo, com todos os defeito que possui, transformou assuntos ligados à defesa para a agenda política. O SNB deixou de ser um projeto da marinha para ser u projeto de país. O que é um avanço, talves aquém do… Read more »

Lecen
Lecen
11 anos atrás

O nome é “Lecen” e não “Lacen”. Se desse o trabalho de ler, talvez não cometesse erros no seu julgamento.

As Forças Armadas de qualquer país civilizado respondem somente e unicamente ao Estado a qual pertencem.

Ponto final.

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Tudo bem, críticas são sempre bem vindas…mas perá lá. Dizer que o END não contou com a participação das FAs não é bem uma verdade. O END foi discutido e aprovado pelo Conselho de Defesa nacional no final de 2008. E deste conselho paricipam como integrantes fixos os 3 comandantes das FAs. Eles assinaram e aprovaram o END. Se os comandantes das FAs não representam as FAs, então quem representa? Uma outra questão que me chamou a atenção, no texto aí de cima e que contraria o que as FAs viviam dizendo e desejando até agora: a padronização e otimização… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Sobre a questão da corrupção, eu discordo da matéria. Acho justamente o contrário…quando pulverizada as compras, e com vários caciques enfiando a mão no dinheiro é que a corrupção cria asas….quando centralizada no MD é mais fácil de vc identificar os caminhos do dinheiro e fiscalizar os possíveis casos de corrupção.

Enfim…

abraços a todos

Ulisses
Ulisses
11 anos atrás

Hornet

Está certíssimo e parabens!!!

Melk
Melk
11 anos atrás

Olá amigos!!! Hornet, você fez excelentes observações tanto no que se refere a discussão do projeto da END bem como em relação a centralização das compras para as FAAs, já deveria ter sido feito isso a muito tempo, é conversa pra boi-dormir isso de que os militares não foram ouvidos, façam-me o favor, quem estes Generais pensam que acreditara numa lorota dessas, o projeto é muito bemvindo sim e como disse o ministro da Defesa Nelson Jobin na reportagem sobre a visita do chefe do Estado-Maior de Defesa das Forças Armadas dos Estados Unidos, Mike Mullen, “A visita de Mullen… Read more »

Cinquini
Cinquini
11 anos atrás

Olha, sobre o END, eu tive palestra com um alto-oficial da Força Aérea lotado no MD, um dos objetivos do END é colocar profissionais civis capacitados para exercer a função que hoje é feita por militares e com isso os militares poderiam voltar as suas respectivas forças. Trocando em miudos, o MD está cheio de militar 😉

DaGuerra
DaGuerra
11 anos atrás

Alguns ainda acreditaram que os profissionais tiveram participação nesta balela chamada END…quanto às moribundas FFAA servirem a um partido, não se preocupem, já temos uma MEDIDA ADMINISTRATIVA (??) que permite a SS, digo, a força nacional de segurança intervir nos estados sem a devida autorização dos governadores, claro que não será para combater o narco-terrorismo ou os assassinos do MST e sim agir contra qualquer UF que ousar causar empecilho ao nefasto programa PeTista para destruir as intituições democraticas do Brasil.

Farragut
11 anos atrás

Sei que sou um estranho no ninho aqui e que o evento foi do EB, mas venho aqui sugerir este mesmo debate no Blog do Poder Naval.

A discussão da END é sempre válida.

O que fica difícil de acreditar no Brasil é que sua classe política irá se despir de seus interesses pela “defesa da Pátria”. Quem rouba da saúde e da educação irá se furtar (com trocadilho, por favor) a explorar um novo filão como este da Defesa?

WAR
WAR
11 anos atrás

Devagar com o andor que o Santo é de barro, amigos. Algumas coisas ditas aí em cima são verdadeiras, outras verdadeiras “viagens”. A Força Nacional, onde chega, é bem vinda, pois vemos polícia nas ruas e, enquanto ela fica, os bandidos fogem. Elas dão o exemplo. Claro, sempre há o risco de contaminação local. O MST precisa ser contido, sim, tá na cara. O END é uma boa. Mas, se precisar ser reformado, que o seja. Os militares, por formação, não são bons políticos. É só ver as manifestações de decontentamento, como a do brilhantíssimo general Heleno, que, ao invés… Read more »

Marine
Marine
11 anos atrás

WAR,

Com certeza esse e o preco da liberdade assim como “A liberdade tem um preco que os protegidos jamais saberao”…

Sds!

Esdras
Esdras
11 anos atrás

Isso me lembra a privatização das estatais. Acabou com a mamata de muita gente e é logico que eles reclamam.

Douglas
Douglas
11 anos atrás

A critica é bem vinda. Estão retirando poder decisório sobre compras de equip. militar dos próprios militares e colocando na mão de quem? Sobre custos, o MD como qualquer ministério civil vai sugar muito dinheiro com centenas de assessores de p.. nenhuma que justificarão seu din din com milhares de memorandos burocráticos… isso é a tônica da administração estatal. Não averá redução de custos mas ao contrário, expansão da despesa corrente fixa. Comprando ou não, o erário terá que sustentar uma miríade de servidores civis alocados no MD. Sobre corrupção, acho até que facilita pois o MD é controlado por… Read more »

Marine
Marine
11 anos atrás

Hornet, Me assusta este tipo de declaracao vindo do mais alto oficialato do EB, espero que a decisao do FX2 por exemplo nao seja exageradamente politizada principalmente por alguma ideologia de partido ou pessoal da lideranca politica nacional sendo “empurrada” a FAB um meio nao desejado por eles. Eu mesmo nunca compreendi esse negocio dos Mi-35 e havia os rumores de que era uma decisao “empurrada” como citaram os generais. Claro ha os dois lados da moeda mas generais nao saem por ai falando babozeira e entendo a razao de suas preocupacoes e espero que estejam equivocados para o bem… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Marine, pois é, não dá pra saber ainda quem é que está com a razão nesta história…especialmente no caso dos helis russos. O que fica ainda mais esquisito são 3 generais do EB discutir um assunto que, aqui no Brasil, é da FAB. Os helis russos são da FAB (não concordo muito com isso, acho que helis de ataque deveriam estar no FB…mas, fazer o quê? Aqui é assim, se voa é da FAB, se navega é da MB e se anda é do EB). E aí é que fica ruim, pois os generais dizem que os helis não são… Read more »

RodrigoBR
RodrigoBR
11 anos atrás

Os generais estão certos! O que falta é verba e principalmente “previsão de verbas”! O que falta mesmo no Brasil é uma lei que vincule um percentual do PIB anual nacional destinado às Forças Armadas. Uma das propostas de emenda à constituição(2004) nesse sentido foi do senador Marcelo Crivella que destinava, no mínimo, 2,5% do PIB para as FAs por ano pelo período de 10 anos, mas que não foi aprovado. O que falta mesmo é previsão orçamentária, escolher o que é melhor com as verbas que se dispõe os militares sabem de olhos fechados. Imagino que nenhum dos colegas… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Marine, só pra complementar. E não estou querendo defender nada, apenas estou tentando entender também. Acho também que a escolha dos helis deve ter tido um componente político. Como provavelmente haverá na escolha do FX2. Mas não sei se esse componente é totalmente desvinculado de uma análise técnica prévia. Acho que as duas coisas andam juntas, tanto num caso como no outro. Tal como no FX2, no caso dos helis de ataque a FAB também selecionou peviamente alguns candidatos. Segundo consta: “No início de 2007, a Aeronáutica decidiu abrir um processo seletivo por carta-convite. Foram consultadas, além da Agusta-Westland e… Read more »

Marine
Marine
11 anos atrás

Hornet, Concordo, tambem estou de olho nesse assunto todo com cautela principalmente com os Mi-35. Com certeza as decisoes tem um pouco de “politicagem”, e a natureza do negocio, o que nao pode haver e um abuso ou exagero disso mas como voce disse nao temos as informacoes necessarias para omitir uma opiniao definitiva sobre o assunto. Com relacao a um super programa para o EB “a la SSN e FX-2”, isso cheira um pouco de ciume e rivalidades internas como ha em qualquer pais do mundo mas o exercito pelo fato de sua natureza e uma forca mais humana… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

Marine, pois é, por isso que estou cauteloso. Politicagem sempre há, sim. Não somos ingênuos para acreditar que isso não exista, né?…hehehe Mas neste caso em específico está estranho, porque a FAB, desde 2006 (se não me engano) tem esse projeto dos helis de ataque. Não foi uma coisa que apareceu do nada. Não consigo ainda ter uma opinião formada. Até coloquei essas nossas questões lá no aéreo, no post do recebimento dos primeiros Mi-35, pra ver se alguém ajuda a esclarecer…(depois preciso voltar lá, pra ver se alguém escreveu alguma coisa, trazendo novas informações…o Baschera é bom pra isso)…passa… Read more »

Hornet
Hornet
11 anos atrás

RodrigoBR, quanto a questão da falta de verbas também concordo. Fica difícil de se planejar sem isso. Só não sei se isso deveria estar no END, pois isso poderia amarrá-lo e condicioná-lo a verbas que são sempre conjunturais…e aí, algo que é estratégico viraria um plano conjuntural. Eu vejo o END como diretrizes gerais da Defesa e não como um meio administrativo, de compras de equipamentos, ou algo assim. Posso estar enganado, mas até mesmo as compras dos subs e o FX2 não estão escritas no END. Ambos já existiam antes, como projeto. O END apenas as direcionaram para um… Read more »

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11 anos atrás

[…] Julio Soares de Moura Neto, defendeu ontem a Estratégia Nacional de Defesa das críticas feitas por generais em um documento apresentado anteontem na reunião do Alto Comando do E…. Embora tenha dito que só teve conhecimento da carta assinada por três integrantes da alta […]