Exército encomenda 1.580 blindados da Iveco até 2035

Exército encomenda 1.580 blindados da Iveco até 2035

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Guarani - 4

Veículo leva até 11 pessoas, tem diferentes armas e é fabricado na unidade de Sete Lagoas

JULIANA GONTIJO

ClippingO Exército brasileiro encomendou 1.580 tanques Guarani para a Iveco, que devem ser entregues até 2035. O Guarani é blindado, anfíbio e tem tração 6×6. O valor da transação é de R$ 5,9 bilhões. O contrato, conforme o Exército declarou à reportagem, foi assinado no último dia 22 de novembro.

O veículo substituiu o Urutu, modelo que ainda é usado atualmente. O motor é importado da Argentina e montado na fábrica da Iveco em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais. A potência do blindado é de 383 cavalos, equivalente à de seis carros de passeio, o que faz o veículo ser capaz de subir rampas muito inclinadas. Os combustíveis são o diesel e o querosene de aviões.

O Viatura Blindada Multitarefa Leve sobre Rodas (VBTP-MR) Guarani pode transportar até 11 pessoas e tem peso bruto de 18 toneladas. O veículo, que conta ainda com transmissão automática e capacidade anfíbia, pode ser transportado, por exemplo, pela aeronave KC-390, da Embraer.

São cerca de 9.000 peças, boa parte delas montada à mão, de forma quase artesanal, o que faz com que o processo de produção leve, em média, três meses para uma única unidade. O blindado, dotado de tecnologia de ponta, inclui itens como sistema automático de detecção e extinção de incêndio com oito extintores, capacidade de operação noturna de série, posicionamento global por satélite (GPS), ar-condicionado e elevada proteção balística e antiminas.

Procurada pela reportagem, a Iveco informou que não vai falar sobre o assunto. A relação da montadora com as Forças Armadas não é recente. A parceria, conforme a Iveco Veículos de Segurança informa em seu site, começou em 2008. A primeira unidade foi entregue em 2012, e a centésima foi liberada em 2014. Até maio de 2015, já haviam sido produzidas 130 unidades para o Exército.

Histórico. A fábrica de veículos de defesa da Iveco foi inaugurada em junho de 2013, consumiu cerca de R$ 100 milhões em investimentos e tinha como objetivo montar o Guarani para o Exército, com potencial de disputar mercados de Forças Armadas de outros países.

Em 2007, a Iveco venceu a licitação para fornecer, até 2030, os blindados ao Exército brasileiro. No entanto, nem os militares, nem a Iveco informaram se esse contrato assinado em 22 de novembro é a continuação dessa licitação de nove anos atrás, um adendo ou um novo acordo. Também não há dados recentes de quantos blindados foram entregues até agora.

guarani-o-tempo

CONTRATO

Outro acordo já estaria em curso

O Exército brasileiro também teria selecionado a Iveco para fornecer outro blindado, o Light Multirole Vehicle (LMV). Segundo informações do site forte.jor.br, a empresa teria vencido o programa Viatura Blindada Multitarefa Leve sobre Rodas (VBMT-LR). A informação é atribuída ao Escritório Projetos do Exército (EPEX), e o fato teria ocorrido em abril deste ano.

O Exército deve entrar em contato com a Iveco em breve para a assinatura de um contrato que contemplará 32 veículos iniciais em configurações multifunção. O LMV teria concorrido, segundo informações do site, com o Avibras Tupi, uma versão local do Sherpa, da Renault Trucks. (Da redação)

FONTE: O Tempo

98 COMMENTS

  1. O LAV é menor, leva só 6 fuzileiros e é menos potente. Não tenho certeza se pode ser aproveitado para adaptar-se a todas as versões. Se não me engano, é de 1983, então não sei também o quanto de novos conceitos de sobrevivência no campo de batalha possui.
    Sds

  2. Glasquis 7 5 de dezembro de 2016 at 20:29

    Não, é o mesmo pedido. Agora que sobrou uma graninha eles podem continuar a receber os lotes.

  3. “delação” NÃO (rs) é o vício …. estamos ouvindo 25 hs por dia Kkkk
    Deflação com crescimento …. melhor !

  4. A minha dúvida era a mesma do Glasquiz, então cortaram 500 unidades. Quando chegar o ultimo, será uma peça de museu. Mas melhor isso que nada.

  5. Space Jockey, ou, sendo otimista, essas cerca de 500 unidades serão da versão 8×8, já que o anúncio de 2044 unidades era do Guarani, sem especificações de rodas.

  6. Bom dia, alguém tem alguma referência sobre o fim do projeto Osório, tipo algum artigo com fonte de pesquisa ou com opinião desapaixonada, Agradeço.

  7. O Lav 25 parece aquele carrinho daquele programa infantil dos anos 80, banana split.
    Os nobres colegas já atentaram para o fato de que, teremos um blindado nacional que pode ser transportado por uma aeronave nacional?
    SRN

  8. Renato, nunca ouvi falar de motor MTU no Guarani. Então, a notícia deve se referir ao motor Iveco FPT Cursor 9.

  9. O LAV-25 é o veiculo principal dos 4 Batalhões Leves de Reconhecimento do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

    O LAV-25 é uma variante do MOWAG Piranha 1, cuja produção começou em 1972.

    O LAV-25 é mobiliado com uma torre biposto (não de controle remoto) com canhão de 25 mm, e leva um grupo desembarcavel de 4 exploradores.

    Ha um total de 56 LAV-25 em cada batalhão, alem de 16 LAV anti carro, 12 LAV anti aereo, 8 LAV porta morteiro, 4 LAV socorro e 4 LAV posto de comando.

  10. LAV-25 3 (+6 combatentes).
    Porque os motores do Guarani são fabricados na Argentina e não aqui no Brasil. Sera que o Brasil não tem capacidade tecnica pra produzir motores a Diezel ou querosene?
    Não da mais pra postar no Aereo , sera que ó aereo é só para pilotos ?

  11. Bacchi esta composição além dos 56 é para cada um dos batalhões ou relativa aos quatro? Se for para cada seriam 100 carros por batalhão

  12. honestamente, acho bom serem veículos produzidos aqui,são novos,com bons equipamentos,não correm o risco de serem embargados,lógico que todos sonham com equipamentos de ponta para nossas três forças…mas com nosso atual quadro político/econômico até que é uma boa notícia, sabemos que não é o ideal,mas temos algo atualizado livre das neuras estrangeiras.

  13. São 4 (quatro) companhias em cada batalhão ‘LAR’.
    Cada companhia com 3 (três) pelotões.
    Cada pelotão com 4 (quatro) blindados LAV-25.
    .
    Assim sendo, cada companhia alinha 12 (doze) LAV-25 dos pelotões (4×3), mais 2 (dois) LAV-25 do comandante e subcomandante. Total por companhia: 14 (quatorze) LAV-25.
    .
    O batalhão alinha 56 (cinquenta e seis) LAV-25 das companhias.
    Entretanto acredito que na Companhia de Comando e Serviço, dentro do Bn Headquarters, deve dispor de mais 4 (quatro) LAV-25 para o comando da unidade se deslocar com o restante da tropa quando necessário.
    .
    O total pode subir de 56 (cinquenta e seis) para 60 (sessenta) blindados.
    Como está no quantitativo do pdf que postei,
    mas também como deveria ser.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante. 🙂

  14. Dúvida: Os Cascavel e M-113 revitalizados vieram com uma pintura verde fosca. Os EC-225, Esquilos e Panteras também passaram a usar a pintura verde escuro. Os Leo 1A5 mantém a pintura original camuflada em tons de verde. Os Guarani estão sendo fabricados nessa com essa camuflagem verde + barro. Vai ficar assim cada um de um jeito mesmo?

  15. Muito lindo, de verdade. Cabem 11 soldados com amor à pátria dentro, enquanto do lado de fora ficam os bananas de pijama e patente, assistindo o Brasil ir ladeira abaixo impassivelmente.

  16. Eu fico lendo : ” VBTP nacional”, eu não sei chorobou dou risada…..
    Motor e fabricado aonde mesmo? O módulo injetor eletrônico? A transmissão automática? Os eixos? Os diferenciais?, As reduções planetárias? Mas os ufanistas da Babaçolândia banarnica acreditam piamente q legoindustry da “Traveco” e made in Brasil.
    O tempo, as vezes demora para se fazer presente, e mostrar para seres iluminados q Papai Noel ” non ecxiste”

    G abraco

  17. Juarez 7 de dezembro de 2016 at 9:15

    De acordo com o contrato do Programa VBTP-MR, com o passar do tempo, o índice de nacionalização deve aumentar e alcançar o percentual mínimo de 90%. Na minha opinião, isto é mais que suficiente para considerá-lo “Made in Brazil”.

  18. Ivan 6 de dezembro de 2016 as 18:00:
    “… São 4 (quatro) companhias em cada batalhão ‘LAR’.
    Cada companhia com 3 (três) pelotões.
    Cada pelotão com 4 (quatro) blindados LAV-25. …”
    Pelo que consegui entender o Light Reconnaissance Battalion do USMC tem um total de 100 LAVs.
    Deste total são:
    56XLAV-25 (canhão de 25 mm)
    16XLAV-AT (anti carro)
    12XLAV-LOG (logistico)
    8XLAV-M (morteiro)
    4XLAV-R (socorro)
    4XLAV-C2 (posto de comando)
    Os LAVs são agrupados em 4 companhias de reconhecimento e uma companhia de apoio com 1 pelotão de morteiros e 1 pelotão anti carro

    .

  19. Juarez 7 de dezembro de 2016 at 9:15 “Traveco” e made in Brasil. kkk
    Passando perto da fabrica da CNH do grupo FIAT vi entrando 2 Guarani em uma carreta com pintura diferente , parecendo a pintura deste veiculo lançador astro2 da foto http://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2014/12/Astros-2020.jpg
    Deve ser para exportação, tentei tirar foto mas não deu. Interessante que a CNH esta há 67km de Sete Lagoas onde monta o Guarani na fabrica da “Traveco”.

  20. Lyw, de acordo com o contrato com a Faz de conta copter, éramos para estar com índice de nacionalização de Esquilinhos perto 70%, passados uns 30 anos, não chegou nem a 25%(não citarei a Kombi pois serei obrigado a tomar um Omeprazol). Me perdoe, quando leio estas coisas, e tendo a que bruxas pero no hay, chego a conclusão do porque termos chegado aonde chegamos hoje, o fundo do porão do poço, o Brasileiro tem muita fé que uma alma divina baixe dos céus e intervenha para resolver problemas que não precisariam ter sido criados, mas este sou eu, que não cre na divindade.

    G abraço

  21. Vou responde à minha pergunta…
    Acabei de ler na 4 Rodas:

    “A direção hidráulica não exige esforço, mas a relação de direção é bastante indireta. Para manobrar, é necessário dar várias voltas ao volante. No Guarani, os dois eixos dianteiros são direcionais.”

  22. Reginaldo Jose da Silva Bacchi
    (7 de dezembro de 2016 at 12:04)
    .
    Sim, são pelo menos uma centena (ou mais) de blindados LAV – Light Armored Vehicle em diferentes versões.
    .
    O PDF cujo link postei acima, MCRP 5-12D – Organization of Marine Corps Forces, é um documento de 1998, mas acredito que não tenha havido mudança substancial.
    .
    O referido arquivo, na página 77, apresenta o organograma de um USMC LAR Battalion.
    (Figure 4-16. LAR Battalion)
    No desenho confirma que são 4 (quatro) companhias (LAR Company), cada uma com:
    – 3 (três) pelotões (LAR Platoon) com 4 (quatro) LAV-25 cada;
    – 1 (um) destacamento de comando com 2 (dois) LAV-25;
    – 1 (um) pelotão antitanque (Antitank Section) com 4 (quatro) LAV ATGW.
    .
    Somando as 4 (quatro) companhias completam os 56 LAV-25 e 16 LAV ATGW.
    .
    Mas na página 78 tem um quadro com as quantidades dos principais veículos e equipamentos.
    (Table 4-9. Selected Items of Equipment for the LAR Battalion.)
    Abaixo transcrevo a diferentes versões de LAV do batalhão e suas quantidades:
    E0942 LAV, antitank 16
    E0946 LAV, command and control 10
    E0947 LAV, light assault-25 60
    E0948 LAV, logistic 16
    E0949 LAV, mortar 8
    E0950 LAV, maintenance/recovery 6
    .
    Com formação completa e todos os blindados, são 60 (sessenta) LAV-25 (aquele armado com Chain Gun M242 Bushmaster de 25mm) e um total de 116 (cento e dezesseis) LAV, incluindo aqueles de logística (16) e manutenção/recuperação (6).
    .
    Por essa razão acredito – mas não posso provar peremptoriamente – que 4 (quatro) LAV-25 estão alocados no ‘Bn Headquarters’, dentro da ‘Headquarters & Service Company’ (nossa Companhia de Comando e Serviço), funcionando como blindados e escolta do Comandante do Batalhão.
    .
    Desta forma é possível fechar o número de 60 (sessenta) LAV-25:
    * 4 x 14 nas subunidades de manobra;
    * 4 diretamente alocados ao comando da unidade.
    .
    Entretanto ao consultar o MCRP 5-12D não ficou claro – para este antigo infante – onde estão alocados os LAV-M (blindado com morteiro 81 mm M252). No total são 8 (oito) no batalhão.
    Pela doutrina do EB – pelo que lembro – eles estariam na companhia LAR, possivelmente pendurados na ‘Company Headquarters’ ou Comando da Companhia, em pelotão ou seção de apoio.
    Contudo, pelo que tenho lido acerca do US Marine Corps, é possível que eles fiquem diretamente ligado a ‘H&S Company’ (Companhia de Comando e Serviço) do LAR Battalion (Batalhão de Blindados Leves), na medida em que eles podem concentrar o poder de fogo dos morteiros sob o comando do batalhão.
    .
    Mas é apenas um detalhe, tendo em vista que certamente o batalhão deve operar divididos em grupos-tarefa com missões específicas.
    .
    Respeitosas saudações,
    Ivan.

  23. Ivan, magnifica apresentação.

    Minha conta deu o mesmo numero que a sua.

    Muitissimo obrigado pela revelação da fonte sobre a organização do USMC. Já arquivei no meu banco de dados.

    Parabens.

    É um prazer trocar ideias com uma pessoa como você.

    Bacchi

  24. Ivan
    Bem legal o q conseguiu.
    Pelo q me falaram, o Guarani aproveitou os ensinamentos do Urutu, Piranha e outros Bld q estavam no HAITI.
    Sds

  25. Há fotos do Guarani no Haiti?

    Sempre procuro mas nunca acho 🙁

    Sei que ele foi usado durante a ocupação das favelas do Rio.

  26. Matheus, o Guarani não foi enviado pro Haiti. Só houve intenção do EB enviar.
    .
    Talvez esteja confundindo com o Guará, da Avibrás. Esse sim testado no Haiti.

  27. Não foi mandado. Os ensinamentos adquiridos com o emprego das outras vtr foram aplicados no desenvolvimento do Guarani.

  28. So para comparação, nossos batalhões mecanizados tem dotação de 54 carros. Não creio que o morteiro seja posto em blindado aqui

  29. Rafael Oliveira 8 de dezembro de 2016 at 8:12

    Por causa do ultimo terremoto lá, parece que eles vão ficar por um pouco mais tempo lá.

    É possivel enviarem agora? Seria um bom teste operacional?

  30. Matheus, não tenho a mínima ideia se o EB vai ou não enviar o Guarani para o Haiti. Acredito que se enviar será mais por questões de marketing do que propriamente como teste operacional, pois, ao que me parece, as coisas estão mais tranquilas lá.
    .
    Aliás, acho que é melhor testar ele por aqui mesmo, em ambiente controlado, podendo atirar a vontade, ou, se quiserem testá-lo em ambiente de combate, o Rio de Janeiro seria mais interessante.

  31. André Gomide,
    Não perca tempo em ler a Folha ou UOL. O governo não publicou nem um texto dizendo que militares podem acumular. O que o governo fez foi retirar os militares da reforma da previdência quando eles perceberam que os militares não fazem parte da previdência. A reforma para os militares vira separada dos civis em forma de um projeto de lei. Agora se todos são iguais vai ficar bem caro p o contribuinte pois hoje militar não recebe hora extra, adicional noturno, periculosidade, insalubridade, não tem direito a greve, etc.

  32. Matheus 7 de dezembro de 2016 at 13:23

    Juarez 7 de dezembro de 2016 at 9:15

    Aprendeu recentemente sobre globalização?

    ___________
    Pergunta pra ele o que é que tem de “made in USA” no Abrams.
    Talvez a cerveja que os operários tomam no fim da jornada de trabalho.

  33. Carlos Alberto Soares-Israel 8 de dezembro de 2016 at 22:20
    Quem paga é a ONU, é missão da ONU, os custos correm por conta da ONU.
    Acho que está desinformado.

  34. Arthur,
    Em tese um Guarani pode resistir até a um impacto de projétil APFSDS de 120 mm desde que de longuíssima distância. rsrss
    Munição cinética tem poder de penetração diretamente proporcional à velocidade dela, e claro, esta diminui na medida que aumenta a distância.
    Um projétil .50 tem poder de penetração baseado na energia cinética e pode sim penetrar a blindagem de um Guarani na dependência da distância. Na verdade, a queima roupa até um projétil 7,62 mm pode penetrar a blindagem do Guarani, na dependência de onde atinge, já que a blindagem de veículos de combate não costumam ter espessura e inclinação homogênea, o que interfere na penetração do projétil.
    A munição de maior poder de penetração no calibre .50 é a SLAP M903, que é capaz de penetrar 34 mm em uma blindagem de aço padrão (RHA) quando disparada a 500 metros e 23 mm quando disparada a 1200 metros. A munição de penetração mais comum é a M20 (API-T) com capacidade de penetração a 500 m de 21 mm e a 1200 m de 11 mm.
    É dito de modo geral que a espessura da blindagem do Guarani é de 30 mm.
    Espero ter ajudado!

  35. Bosco 8 de dezembro de 2016 at 22:36
    Esse poder de penetração depende também muito da inclinação que o projétil atinge a blindagem.
    A maioria absoluta – isso depende do campo de batalha – mas chutando, uns 70% dos impactos desse tipo de arma em blindados são na parte frontal, além de ser a mais resistente por ter blindagem mais espessa, tem a inclinação que influencia muito no poder de penetração, a parte lateral é reta, mas dificilmente alguém vai conseguir atingir um blindado na posição perpendicular a sua lateral, quase impossível.
    Outra coisa, um atirador com este tipo de armamento tem que ter muito cuidado ao disparar contra um blindado como esse, em primeiro lugar essa arma (.50 ou similar) não para o blindado, e se o atirador estiver numa posição alcançável, ou seja, no chão ou algo assim, bem, em qualquer situação ele será alvejado por fogo do armamento orgânico da viatura – se for o trintão ele estará bastante encrencado – e em segundo lugar, o blindado pode partir pra cima dele em sua posição, praticando algo que se conhece como “morte por esmagamento”.
    O blindado em si é uma arma, 1.000 metros para uma viatura como essa não é nada em termos de distância, por isso que eu digo, se estiver numa posição alcançável, pode ser esmagado, além claro, de ser acariciado pelas bolas de chumbo dessa coisa.

  36. Lacoste,
    É isso mesmo! Uma inclinação de 45º determina um incremento na “espessura” de cerca de 50%. Uma inclinação de 60º dobra a espessura.

  37. E há outros fatores na blindagem do Guarani a serem considerados, como por exemplo o fato dela ser modular, passível de ser incrementada tanto externamente quanto internamente.

  38. Concordo com Ádson
    É simples, bem simples:
    É mais barato pagar ao militar de forma diferente depois, do que pagar igual ao civil agora.
    Lembrar q muito já mudou.
    Hj, irei pra reserva ganhando quase 40% a menos do que ganharia quando entrei na AMAN. E esse negócio das filhas já acabou há muito.
    Soma-se a isso, q muitos ex-combatentes e suas dependentes recebem sem nunca terem contribuído.
    Sds

  39. Matheus 8 de dezembro de 2016 at 22:39
    Não recebemos há um bom tempo e também estamos devendo a ONU.

  40. Maria do Carmo Lacoste 8 de dezembro de 2016 at 22:26
    Não recebemos há um bom tempo e também estamos devendo a ONU.
    C 295 no Canadá, está no PA.

  41. Até hoje não foram desenvolvidos mísseis antitanques cinéticos. Esse tipo de míssil tem potencial de revolucionar o campo de batalha já que em tese teria capacidade de penetração mesmo a grande distância, diferente de um projétil cinético disparado por canhão.
    Um míssil cinético poderia ser lançado de um veículo leve ou mesmo de um veículo utilitário ou até de um pedestal, com capacidade de penetração semelhante a de um projétil APFSDS de canhão de tanque (120 e 125 mm).
    O mais perto que se chegou foi o LOSAT (KEM) que pesava quase 100 kg e que nunca se tornou operacional. Seu sucessor, o CKEM, idem.
    Hoje em dia não se fala mais nesse tipo de míssil e parece que não há nada no horizonte. Havendo três formas de neutralizar um “tanque”: energia cinética, energia química e concussão/força bruta, os mísseis antitanques atuais se concentram nas ogivas com energia química (HEAT/HESH/EFP) e a energia cinética é exclusiva de projéteis disparados por canhões.
    A partir de certa distância as munições cinéticas começam a perder a sua efetividade. Em relação aos projéteis disparados por canhões de tanques eles são altamente efetivos até a distância de 2000 metros. Além, há uma radical perda de capacidade de penetração. Pensando nisso se introduziu os mísseis lançados por canhão de tanque, que por operarem com ogivas químicas não perdem eficiência na dependência da distância.
    Os mísseis russos lançados por canhão têm alcance de mais de 5 km. O LAHAT israelense tem alcance de 8 km. Os americanos desenvolviam um projétil guiado disparado de canhão (e não um míssil como os russos e israelenses fizeram) que tinha alcance de 12 km mas que teve seu desenvolvimento interrompido.
    Só como exemplo, o LAHAT tem 800 mm de capacidade de penetração (até 8 km de distância) já o canhão do Merkava que dispara a munição APFSDS M829 A1 tem a 4km de distância uma capacidade de penetração de cerca de 500 mm (RHA) e a queima roupa de 800 mm. Daí a vantagem da combinação míssil/projétil cinético.
    Perdão pelo off-topic.

  42. Maria do Carmo Lacoste 8 de dezembro de 2016 at 22:26. A Senhorita está muito enganada. A ONU nào paga nem 50% do valor que o Brasil gasta e já gastou no Haiti, seja com investimentos, infra-estrutura ou manutenção da Tropa no país Caribenho. Sds.

  43. Felipe,
    Não sei não. Chuto 1000 mm. rsrss
    Há algum tempo eu achei uma tabela interessante mas numa procura rápida não a achei. Amanhã tento de novo.

  44. Paulo Lemos, tome coragem e pergunte você mesmo seu fedorento covarde, te apresenta, mas eu vou responder a tua ignorância:
    No Abrams usa turbina e americana, a transmissão também, o carro rodante também,mas e claro, tu prefere pagar milhões aos Italianos para fazer de conta q reinventaram a roda em um fábrica de lego do faz de conta nacional cheio de propinas, mas babacas como tu batem palmas para isto.
    A SAAB acabou de entrar na Lava Jato, a Iveco, e uma questão de tempo, aí pode ser q em momento raro de lucidez,voces, “o gado deles” abram os olhos, levantem as orelhas e tirem o rabo do meio das pernas….
    Caso contrário, continuem a elogiar falcatruas, os políticos e os militares corruptos agradecem …

    Passe bem

  45. Tudo no Abrams é americano. O canhão M-256 é oriundo de um projeto de canhão alemão, mais precisamente do L-44, da Rheinmetall, que teve seus direitos adquiridos pelos americanos, que o modificou e o constrói em território americano. Muito diferente do exemplo dos helicópteros franceses que “construímos” em nosso território, onde só montamos. o M-256 é totalmente construído nos EUA.
    Algum ser com pelo menos o Tico e o Teco como neurônios acha mesmo que os EUA não dariam conta de desenvolver seu próprio canhão? Então por que eles adotam eventualmente armas de um ou outro país aliado?
    A resposta é simples: as forças armadas dos EUA estipulam os requisitos de armas que eles querem
    e se já há uma arma estrangeira que preenche esses requisitos e cujo custo benefício seja favorável, eles não titubeiam em adquiri-la, mesmo porque, a política externa agradece, já que os países dos quais os americanos eventualmente adquirem armas são usuários de armas americanas numa escala muito maior.
    Ah! O Abrams tem também o lançador de granadas fumígenas britânico e a metralhadora média belga.
    Quanto à blindagem é baseada na Chobham britânica, mas está longe de ser uma cópia.

  46. Paulo Lemos 8 de dezembro de 2016 at 19:30

    Matheus 7 de dezembro de 2016 at 13:23

    Juarez 7 de dezembro de 2016 at 9:15

    Aprendeu recentemente sobre globalização?

    ___________
    Pergunta pra ele o que é que tem de “made in USA” no Abrams.
    Talvez a cerveja que os operários tomam no fim da jornada de trabalho.
    xxxxxxxxxxxx
    Talvez nem a cerveja, se for a “Bud”, é fabricada no México, assim creio eu, todas as demais que eles consomem.
    Mas eles estão certos, ninguém precisa inventar a roda, se já existe canhão, blindagem, sistemas computadorizados, et all, criados e fabricados em outros países, basta juntar tudo – sob licença, ou coisa que o valha – e dizer que é um tanque americano…
    Tem um sério problema, se tomar um balaço na carcaça, a torre voa longe e ele fuma pra cima na hora.

  47. Tem sim, Mauricio.
    O Cascavel será substituído pelo Guarani 8×8.
    Estão modernizando o Cascavel para uma sobrevida, mas o destino será esse.
    Sds

  48. Olá.
    A IVECO chegou a propor um modelo 8×8 baseado no Centauro para substituir o Cascavel. Parece que o projeto parou.
    Alguém sabe de alguma novidade?
    SDS.

  49. Olá Agnelo Moreira.
    O Guarani é um veículo blindado de transporte de tropas 6×6. A IVECO tem um modelo 8×8, parecido. Mas não é um veículo de patrulha/ataque leve; é um transporte de tropas, como o Urutu (que o Guarani vai substituir).
    Há uma versão de patrulha/ataque leve (o Centauro). E a ideia era construir um veículo semelhante. Mas, ao que parece, o projeto está parado (cancelado?).
    Com a reforma do Cascavel, será que esse projeto será retomado? Ou se vai começar do zero?
    SDS.

  50. A torre do Abrams é um dos locais mais pesadamente blindados do veículo já que lá estão 3 dos 4 tripulantes.
    Vale lembrar que a munição perfurante química HEAT, geralmente empregada em mísseis e granadas propulsadas, não produz explosão no interior do veículo. Toda a pirotecnia ocorre fora do veículo, quando a carga oca é detonada. Se ocorre explosão dentro do veículo ou é porque os cartuchos armazenados foram atingidos e explodiram ou o tanque de combustível foi atingido. O tanque de combustível fica em local que não compromete a tripulação e portanto, não faz diferença.
    Quando um jato de cobre em alta velocidade que é formado pela explosão da carga oca, atinge o veículo há a conversão de energia cinética em térmica, o que é o responsável por fazer explodir a carga propelente dos cartuchos atingidos. Se os cartuchos não forem atingidos os efeitos perfurantes de uma carga HEAT é localizado, em geral com não mais que 3 cm de diâmetro no casco. Esse jato de metal derretido que penetra no interior da torre é que é capaz de atingir, danificar e até neutralizar o veículo caso atinja pontos vitais. Ou neutralizar a tripulação pela fragmentação desse jato e pelos estilhaços que se propagam dentro do habitáculo.
    Dos vídeos que mostram a torre de carros de combate ardendo em chamas muito provavelmente foi um impacto no setor traseiro e não no setor dianteiro ou lateral. Apesar de cinematográfico, essas explosões podem ser menos eficazes em neutralizar a tripulação que um tiro “seco”, mas que penetre no setor dianteiro.
    No Abrams há grandes chances de sobrevivência da tripulação quando o veículo é mostrado ardendo, já que indica que o impacto do míssil ou granada foi num setor que em tese não afeta diretamente a tripulação e que está separada do habitáculo por um porta blindada que só se abre quando o municiador pega um novo cartucho. Vídeos mostram que essa operação não leva mais que uns 5 ou 6 segundos. https://www.youtube.com/watch?v=sC2ePKRvo9k
    Vale salientar que os combatentes só postam os vídeos em que obtiveram sucesso no ataque aos blindados. Gostaria de saber quantos veículos foram atingidos e não tiveram a blindagem perfurada e continuaram a operar ou salvaram sua tripulação. Aí sim saberíamos ao certo a resistência ou fragilidade dos respectivos veículos contra determinados sistemas antitanques.

  51. So complementando Bosco, um dos efeitos mais comuns também é a sobrepressão interna, causada pelo ingresso de gás quente, tanto na munição quimica como na cinética, esta ultima em menor grau, e que acaba danificando pulmões e vísceras ocas, de forma que o indivíduo morre afogado no próprio sangue, mesmo sem ferimentos externos aparentes.

    Por curiosidade, estive recentemente com um M-41 que serviu de alvo para os Leos com munição cinética. Passou pelos dois lados como se fosse manteiga. Nem rebarbas na blindagem ficou.

  52. Bosco, na minha época não. As lunetas em numero de 03 por pelotão sequer eram manuseadas, nem mesmo pelo armeiro. Certa feita peguei munição da equipe de tiro e regulei uma. Até 300 metros não fazia muita diferença. Ultimamente tenho visto sendo utilizadas, mas não sei como está o treinamento no corpo de tropa deste pessoal ou qual a outrina que foi adotada. Também não fica claro no âmbito do EB se a denominação “caçador” por nós utilizadas é utilizada indistintamente para o sniper e para o DM. Agora com o IA2 vai se gerar outro problema ainda: se há um DM nos pelotões, ele utilizará o 5.56 ou o 7,62?

  53. Amigo Colombelli!
    Em relação da mitológica e lendária “sobrepressão interna” : na há nenhuma explicação física para este processo acontecer dentro de um CC com blindagem “espessa”. Ao contrario , um jato cumulativo de metal derretido (temperatura na ordem dos 300-400 graus) praticamente não altera pressão interna (colocamos ate melancias dentro das torres de cobaias 🙂 !!). Tal mudança (fatal) de pressão so seria possível em casos de quebra de blindagem (caso dos ) com entrada de onda de choque. Ou por causa de “vazamento” dessa onda de choque via escotilhas/aberturas.Somente.
    Em 2008 Manfred Held (da EADS) apresentou um trabalho «Behind Armour Effects at Shaped Charge Attacks». Tem muuuita coisa interessante sobre assunto :).
    Um abraço!

  54. Scub, uma lança de plasma tem milhares de graus, e o buraco gerado tem alguns poucos centimetros. O calor dentro é suficiente para queimar os alvéolos pulmonares ou gerar queimaduras e a onda de choque pode eventualmente penetrar pelo buraco, pois mantem o momentum do projétil. Para gerar hemoragia interna por rompimento de micro vasos e rompimento de visceras ocas em um ambiente fechado não é algo dificil.

  55. ScudB, muitissimo obrigado por tua diga. Consegui localizar a monografia, salvei uma copia no meu arquivo e vou ler com calma.

    Abraços

  56. Amigo Colombelli!
    Sem duvida oxi-breaker faz tudo aquilo.Mas são coisas distintas! Complexo exotérmico contra sistema de implosão(deformado)! Existe um classe híbrido dos projeteis sem “funil forrado” onde efeito cumulativo é reduzido e impacto atras-da-blindagem elevado (com contusões e outras coisas do gênero).Mas para maioria das situações (tipo RPG ou ATGM contra um T-90 , Leo ou M1 etc) – não rola.
    Pessoalmente conversei com um veterano da SGM (que estava num T-34-85 : ferido , contundido , deitado no chão da maquina , tentando estancar sangramento do mecânico) vendo raios (jatos) de Panzerfaust atravessando a torre duas vezes.
    Outra.Descarreguei três projeteis cumulativos contra carcaça velha de um blindado com melancia dentro – ficou quase intacta! Pois caiu no chão e quebrou 🙁 .
    E temos video recente de ATGM “atravessando” um blindado turco (14 de Dezembro). E depois dois turcos “virtualmente mortos” pulando fora e correndo mais rápido que jogadores do Inter no ultimo jogo da temporada!
    Isso é um mito.Uma lenda urbana…
    Um abraço!

  57. Esqueci!
    O primeiro Leo abatido na Síria teve em resumo uma perfuração por ATGM de fabricação russa com 4 tripulantes feridos.Outros casos (um Leo destruído com detonação e outro danificado) não sei informar a situação pois turcos e alemães estão filtrando a informação(estão ate limpando ate os videos do youtube).
    Múltiplos relatos dos T-72&cia dos Exercito Sírio tb indicam que mesmo atingido pelo projetil cumulativo um blindado (sem detonação , é claro) consegue continuar na batalha e tripulação não esta sendo aniquilada (!) pela sobrepressão.
    Vejo assim.

  58. Scub, a geração de uma sobrepressão dependerá do nivel de estanqueidade interna. Se houver onde a pressão escapar a lança de plasma gerará somente queimaduras se não acertar direto ninguem, e olhe lá.
    Uma carcaça velha certamente não estava estanque. E os outros exemplos que tu mencionaste não temos dados para saber qual era o nivel de estanqueidade havia. Salvo situação de guerra em ambiente QBN o blindado raramente circula estanque totalmente. Dai que surjam estes casos, pois a pressão acaba tendo por onde escapar. Não causa estranheza, portanto, as tripulações saírem vivas, mas feridas. E as vezes até o blindado pode continuar operando, mormente se form um carro mais simples. Mas isso não informa o risco do afogamento por sangue decorrente da lesão de sobrepressão ou das lesões decorrentes do gás quente que possa penetrar pelo orifício criado seguindo o momentum do projétil antes de explodir.

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