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Um coral de esposas de soldados britânicos que estão servindo no Afeganistão chegou ao topo das paradas do país neste domingo (25), superando o Little Mix, composta pelas vencedoras do X Factor, no primeiro lugar do Natal e superando as vendas combinadas dos outros 12 melhores da lista.

Wherever You Are, das Military Wives (“esposas militares”), uma canção escrita com trechos de cartas enviadas entre casais militares, vendeu 556 mil cópias, segundo a Official Charts Company.

Todo o dinheiro arrecadado com a canção será destinado à Legião Real Britânica e à Associação das Famílias de Soldados, Marinheiros e Membros da Força Aérea da Grã-Bretanha.

“É uma expressão do trabalho das Esposas Militares e do apoio da nação a elas, além do poder do canto coral”, disse Gareth Malone, maestro que montou o grupo para uma série de TV da BBC, The Choir (“o coral”).

“Estou encantado por elas terem encontrado sua voz.”
O coral das Esposas Militares, com 100 integrantes, tirou do topo da lista uma versão do cantor e compositor irlandês Damien Rice, Cannonball, pelo Little Mix, grupo das quatro meninas que venceram o concurso de talentos X Factor neste ano.

FONTE: Terra/Reuters

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Mais atual do que nunca

SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

Poema de Cleide Canton

***

“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto”.

Rui Barbosa

A Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) teve entre seus alunos o escritor Euclides da Cunha e o Duque de Caxias. Eles entram pelos portões muito jovens com 16 a 21 anos de idade. Em quatro anos, saem preparados para comandar. A academia é uma instituição de ensino superior, que além das aulas teóricas, ensina disciplina – até mesmo na hora de entrar no refeitório para o almoço.

E exige treinamento pesado. Todos os exercícios e o aprendizado em sala de aula são colocados em prática em situações de combate como essa. As simulações fazem parte da rotina na academia, aqui, os cadetes aprendem na prática a comandar um pelotão. Até mesmo pra manter a paz, esses homens são treinados para estarem sempre prontos para a guerra.

A única escola que forma oficiais combatentes do Exército no país, mais parece uma cidade com 67 quilômetros quadrados e 1700 alunos. A sede, em Resende, no estado do Rio, foi inaugurada em 1944. Mas a academia já carrega duzentos anos de tradição e história. Começou como Academia Real Militar, no dia 23 de abril de 1811, por determinação do Príncipe Regente Dom João. “A partir da criação da academia é que o exército teve efetivamente a robustez necessária pra vir a ser o que ele é hoje”, diz o Coronel Carlos Roberto Peres .

Em dois séculos a academia mudou de nome e de sede várias vezes. Por ela, passaram personagens ilustres.
Marechal Rodon, Marechal Floriano, escritor Euclides da Cunha e Luiz Alves de Lima e Silva, cadete que virou o patrono do Exército Brasileiro, Duque de Caxias.

Leandro vai deixar a academia este ano. E sabe que, mesmo em um país sem guerras, ele vai ter uma grande missão. “O oficial é formado aqui, é formado pra liderar homens tanto em combate como em situações de paz formar cidadãos”, diz o cadete Leandro Martins.

Fonte: Globo.com

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Heróis do Brasil

Flavia Guerra

Há quem diga que todos os filmes de guerra já foram feitos, que filme de guerra virou gênero clichê. E que o Brasil não sabe fazer nem mesmo guerra, que dirá um filme de guerra. Vicente Ferraz e sua equipe tentam derrubar todos os clichês com A Montanha, longa-metragem sobre os bastidores da participação dos pracinhas brasileiros na 2.ª Guerra – um episódio histórico traumático para as famílias dos participantes e ainda hoje pouco esclarecido. Diretor do premiado Soy Cuba, o Mamute Siberiano, Ferraz decidiu rodar o filme em solo italiano, real cenário da luta dos soldados brasileiros, numa coprodução que uniu três países: Itália (Verdeoro) e Portugal (Stopline Films), que entram com 40%, e o Brasil (Primo Filmes e Três Mundos Produções), com 60%. Do elenco, liderado pelos brasileiros Daniel de Oliveira (Cazuza, Zuzu Angel), Julio Andrade (Cão sem Dono e Hotel Atlântico), Thogum (Filhos do Carnaval, Tropa de Elite, Bruna Surfistinha) e Francisco Gaspar (A Casa de Alice, Caixa 2), participam o italiano Sergio Rubini, o alemão Richard Sammel e o português Ivo Canelas.

A batalha de comandar mais de 60 profissionais de nacionalidades diferentes, num ambiente pouco familiar e descobrir o lugar do Brasil no conflito que mudou a ordem social parece, ironicamente, manter semelhanças com a luta narrada em A Montanha. Sem contar a batalha que ainda será travada para arrecadar R$ 3 milhões dos R$ 8 milhões previstos no orçamento do filme.

Na 2.ª Guerra, o Brasil uniu-se aos aliados, ao lado dos EUA, Inglaterra e França, contra os países do Eixo – Alemanha, Itália e Japão. A Força Expedicionária Brasileira enviou à Itália mais de 25 mil soldados, a maioria jovens pobres e despreparados que tiveram, quase de repente, de aprender a combater e a conviver com o frio, o medo e com um idioma estrangeiro. No filme, quatro pracinhas perdem-se na neve e acabam encontrando um correspondente de guerra e dois soldados desertores: um italiano que quer se juntar à resistência e um alemão cansado da guerra. Assim, passam a formar um estranho grupo de deserdados de várias nacionalidades.

O Estado acompanhou a equipe de filmagem nos Alpes italianos, na região de Friuli-Venezia Giulia, quase fronteira com a Eslovênia, com a tão almejada paisagem nevada, essencial para as principais sequências do filme. Ali, a pequena cidade de Aviano abriga a base da equipe do filme, e também a base do Exército americano e da Otan. Enquanto o filme era rodado, tropas americanas se preparavam para o ataque aéreo na Líbia. A movimentação militar local podia ser sentida nas entrelinhas de um inglês pronunciado tão naturalmente quanto naturalmente também há mais ‘american dinners’ que trattorias italianas na cidade.

EMOÇÃO NO SET
Aqui, o dia começa na noite anterior

Nada é óbvio quando o Brasil decide fazer um filme de guerra. Muito menos a rotina de filmagens. Nos dias em que o Estado passou no QG da equipe do filme, seguindo a agenda espartana de filmagens, foi possível entender por que o lugar-comum de que nada é mais emocionante, entediante e estressante que um set de filmagens. Se é grande a emoção de escutar um “ação”, o tédio da repetição de cenas (filmadas de vários ângulos para “opções de montagem”), da espera de um avião atravessar o céu ou de um cachorro latir são tão grande quanto. O estresse de lutar a cada dia contra imprevistos de toda a natureza é imenso. Queixas existem, mas ninguém deixava o campo de batalha e todos se sentem felizes ao fim de cada jornada. “O Vicente (Ferraz) é um apaixonado e essa paixão contamina a todos. Disso é feito cada dia nosso”, comenta o ator Daniel de Oliveira.

O dia em A Montanha começa, na verdade, na noite anterior, quando todos recebem a “Ordem do Dia” seguinte. Por volta das 5 e meia, o despertar e, às 6 e meia, seguem para o set, que variava de cidades improváveis incrustadas nos montes a descampados nevados, à mercê de todas as intempéries possíveis no fim de inverno dos Alpes. Ferraz, mais a diretora assistente Joana Mariani, o diretor de fotografia Carlos Arango de Montis e a continuista Renata Rodarte, vão sempre na frente, discutindo os planos para aquele período. A chegada ao set não conta com improvisos, mas sempre pede soluções rápidas para questões como “se chover”, “se nevar”, “se a luz cair antes de terminarmos”, e “se estourarmos o tempo”.

Enquanto isso, o elenco se prepara na sartoria. O pequeno exército de atores é submetido a uma maratona de troca de roupas, maquiagem, sporcheria (para sporcar, sujar ‘de real’ os uniformes), adereços… Para encarar as duras condições de guerra, eles contavam com truques que incluíam desde a técnica de enrolar os pés com papel toalha para mantê-los secos e ‘vivos’ até a troca de meias nos intervalos de filmagem.

Novembro de 1944

Soldados da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castelo, na Itália, onde travaram batalhas decisivas, são cumprimentados por seus atos de bravura pelo general Crittenberger, comandante do IV Corpo, e pelo general Mascarenhas, comandante da FEB

CHORO E CHUVA
O alívio domina fim das filmagens

Tropas prontas, era hora de partir para a batalha do dia. Hoje, a cena em questão é crucial: o fim da guerra. Coincidentemente, um dos últimos dias de filmagem, o “dia do fim da guerra”, o roteiro não previa chuva. Mas como a natureza é protagonista em A Montanha, uma chuva digna dos trópicos cobre a pequena cidadela de Polcenigo esta manhã. “Está sempre ensolarado quando os americanos chegam. Com este temporal, a alegria vai parecer melancolia”, observa um das dezenas de figurantes do momento em que a cidade de San Giusto para, vendo os tanques passarem. Mas nem a chuva é capaz de atrapalhar o planejamento. Documentarista experiente, Ferraz assume o “fator real” em sua “ordem do dia” e segue adiante. Equipe abrigada em longas capas de chuva, pés molhados e congelados, lentes da câmera que embaçam a todo momento, uniformes encharcados… Tudo vai ficando pronto até que se escuta mais uma vez: “Silêncio, partito, giriamo, ação!”

A guerra e o dia terminam. Há palmas, choro, chuva. Há alívio e um sorriso no rosto de cada um dos que testemunharam aquele “dia de Fitzcarraldo à brasileira”. Satisfeito, Vicente? “Satisfeito. Ainda não acabou, mas agora falta pouco. Depois de um dia como este, sei que vamos conseguir terminar.” Como diz o mote do filme de Werner Herzog, “quem sonha pode mover as montanhas”. Ferraz e equipe sonharam alto e, nas últimas seis semanas, subiram e moveram montanhas de diversas naturezas. Como naquele “dia de fim de guerra”, a luta trouxe felicidade à equipe que encarou neve, chuva, granizo, vento, sol, imprevistos de toda sorte.

De volta a Roma, a batalha da subida foi vencida, mas agora é hora de descer com calma. “Não foi fácil botar este filme na lata. Mas quem disse que guerras são fáceis? Agora é levar o filme para as telas”, diz Ferraz. Para esse comandante e equipe de pós-produção, a luta continua. Se ainda algum clichê de guerra aqui cabe, este é “Hasta la vitoria, siempre!” A Montanha deve estrear ainda este ano.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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Sabaton – Panzer Battalion

‘Superdesinformante’

A revista Superinteressante trouxe esta página no seu número especial sobre o filme Tropa de Elite 2, “Edição Especial Tropa de Elite 2 – Tudo o que você não viu no cinema, Edição 284-A/Nov 2010″. Como volta e meia acontece na grande mídia no país, quando tratam de assuntos militares, nossos coleguinhas jornalistas não param para pesquisar e cometem erros.

Na página em questão, o novo fuzil IA2 da Imbel, cuja foto foi tirada aqui do ForTe, é chamado de Parafal 762.

Como diz o Datena, “Me ajuda aí, ô”!

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Recado aos meus coleguinhas de Imprensa: M113 não é “tanque de guerra”, é veículo blindado de transporte de tropas. Por favor, não vamos deseducar ainda mais a nossa população.

FOTO: Vinicius Modolo Teixeira

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Lançamento do ‘Livro Cruzeiro no Sul’ amanhã

O Departamento de Educação e Cultura do Exército, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército e a Fundação Getúlio Vargas realizam o lançamento do Livro Cruzeiro do Sul, de Léo Christiano, que é uma coletânea de matérias sobre a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial publicadas no jornal de mesmo nome. O evento é comemorativo aos 127 anos de nascimento do Comandante da FEB, Marechal Mascarenhas de Moraes.

Data: 13 de novembro de 2010
Hora: 18h
Local: Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (Aterro do Flamengo)

FONTE: EB

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Nosso amigo Reginaldo Bacchi estará participando da palestra que vai marcar o lançamento da Coleção Armas de Guerra da Abril Coleções, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, em São Paulo. A palestra será no dia 26 de outubro, às 19h30.

Reginaldo José da Silva Bacchi é engenheiro mecânico, consultor técnico da revistaTecnologia & Defesa e trabalhou na Engesa.

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Data: 17 e 18 de Julho de 2010.
Local: 2º Batalhão de Infantaria Leve – 2º BIL
Av.Antonio Emmerich,975- São Vicente-SP
Premiações:

Alem das premiações tradicionais teremos as seguintes premiações temáticas:

Melhor figura: Trófeu Brigadeiro Sampaio
Melhor aviação: 70 anos – Batalha da Grã- Bretanha
Melhor veículo Ford e melhor veículo GM
Melhor naval: US Navy (todos os tempos)
Melhor figura 1/6: Guerra do Golfo 20 anos
Melhor helicóptero: Guerra do Golfo 20 anos
Melhor militaria: moderno: Guerra do Golfo 20 anos
Melhor veículo inglês: batalha de Dunquerque 70 anos
Troféu 10 anos CBAP: só material exposto até 2009 na convenção CBAP que já tenha ganho alguma premiação.

Outros atrativos:


- Exposição de action figures
- Acampamento de reencenators
- Exposição de viaturas históricas militares
- Museu da FEB no local
- Exposição de veículos antigos
- Exposição de Airsoft
- Pista de cordas para as crianças
- Lojas no local
- E estamos fechando mais algumas atrações.

Esperamos por todos para fazermos juntos outra grande festa.

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