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16º RC Mec realiza tiro real com morteiros pesados de 120 mm

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Bayeux (PB) – Nos dias 17 e 18 de setembro, o 16º Regimento de Cavalaria Mecanizado, “Regimento Piragibe”, realizou o tiro real com Morteiros Pesados 120 mm, no Campo de Instrução de Punaú, no Rio Grande do Norte.

A realização do tiro real serviu como coroamento da Instrução de Qualificação do Pelotão de Morteiros Pesados e permitiu o adestramento da Central de Tiro, da Linha de Fogo e do Observador Avançado.

O Morteiro Pesado 120 mm raiado, é um armamento de trajetória curva, foi desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) e produzido pelo Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. Possui grande mobilidade e potência de fogo, com um alcance de até 12 km.

O Pelotão de Morteiros Pesados possui 4 peças de morteiro e tem a missão de prestar o apoio de fogo imediato ao Regimento nas operações ofensivas e defensivas.

FONTE: Agência Verde-Oliva/CCOMSEx

33 COMMENTS

  1. Estive em 1990 …bons tempos …16 rcmec …cavalaria …ataca massacra impõe o seu valor ..não tem medo da morte …ao inimigo toca horror …….

  2. Sou leigo, desculpem a ignorância, mas pela foto parece que o soldado municiou a peça pela frente e abaixou a cabeça antes do disparo. Estou errado? Esse é o procedimento correto e seguro?!

    • So uma curiosidade. Quando o sistema de acionamento da espoleta é fixo, como no caso, ele se chama percutor e não percursor. A culatra do morteiro periodicamente tem que ser desmontada para retirada e limpeza de resíduos. No caso do 81, o percutor é retirado mediante simples rosqueamento. E ele é quadrado. A carga 0 é uma espécie de cartucho que vai na empena e é ela que aciona o restante da carga ( suplemento). É possivel atirar so com a carga zero em tiros bem curtos.

      Acima nas fotos é possivel ver a cinta de pré-raiamento.

      Nem queiram saber como é quando dá incidente de tiro e a granada tranca antes de cair.

      • Colombelli,
        E acontece de “trancar” depois de deflagrado a carga de projeção? Ou seja, tem como a granada “engastar”? E aí? O que acontece? Explode tudo? Ou não acontece??

        • Bosco, a granada para acionar a espoleta e o detonador precisa cair de mais de 2,5 metros de ponta no chão. Normalmente quando falha ocorre a granada não chega sair do tubo. Em 1997 fins de junho, os Sgt Menezes ( melhor militar que conheci) e Zibbel faziam tiro com granadas pesadas antigas do 81. Todas deu falha. Umas sairam desorientadas e rodopiando pois empenas móveis não abriram e não explodiram e ao menos duas ficaram trancadas no tubo. Eu não estava neste tiro porque ja tinha pedido demissão e aguardava exame médico. O rito foi cancelado na quinta granada.
          Nesta hora se ela não chegou deflagar e ficou no meio da descida se tentar dar coices no tudo para descer, caso contrário o procedimento terá de ser o mesmo para quando ela tranca na saida.

          Se solta o munhão chanfrado da base e dois elementos levantam a base do tubo para a granada ir pra frente. Um elemento faz um receptáculo com as mãos na boca do tubo e espera a granada desder e a apara literalmente com as mãos.
          Com o pesado tudo é mais dificil, O 120 tinha um dispositivo de madeira que era posto dentro do tubo, com uma corda para pescar a granada presa, fosse saindo ou entrando. Ele fecharia na ponta da granada para prender. Pensa voce estar segurando a corda e ouvir o atrito da granada descendo. So dá tempo de soltar a corda. O som do metal atritando lentamente é de arrepiar o pelêgo.

          • Collombeli,
            Essa é uma atividade que literalmente leva o indivíduo a malhar o esfincter. rsrss Com potencial de “cortar agulha”. rsrs

  3. Gente, alguém precisa desenvolver um capacete especial para operador de morteiros e atilharia em geral. Um capacete que proteja toda a cabeça com comunicação, proteção contra o ruído da explosão e contra fagulhas no rosto. Protetor auricular e concha não resolvem nesse caso por causa da condução óssea.

  4. Só pra ilustrar, há dois tipos básicos de morteiro pesado, os de carga pela boca e os de carga pela culatra.
    Os de carga pela boca são divididos em dois outros tipos, os sem sistema de recuo e os que têm sistema de recuo. Estes últimos podem ser instalados em veículos utilitários leves sobre rodas, sem que seja preciso calçar o veículo, o que facilita muito a saída de posição, fugindo do fogo de contrabateria.
    Já os morteiros de carga pela culatra são todos dotados de sistema de recuo e instalados em veículos de combate dotados de torre e podem ser utilizados também para tiro direto.
    O US Army fez um requisito para adquirir veículos porta morteiros com torres dotados de morteiros de carga pela culatra e provavelmente capaz de atirar em movimento.

    • Saudações aos amigos! Mestre Bosco eu sou um grande fã do AMOS inclusive já vi vídeos de disparos tensos! Mestre Bosco nessa reportagem fala que o morteiro é raiado eu acho estranho isso para um carregamento pela boca! Essa informação (cano raiado) procede?

      • Pedro,
        Procede sim! A granada é inserida e cai livremente porque tem uma folga entre o diâmetro dela e o do cano. Quando a carga de projeção deflagra uma “saia” (salvo engano, de cobre) expande e é ela que é forçada contra as raiais fazendo a granada girar.
        Vale salientar que um morteiro raiado de 120 mm pode lançar os dois tipos de granadas (raiada e estabilizada por aletas).
        Já um morteiro de alma lisa só lança a granada estabilizada por aletas.

  5. Peço escusas a todos pelo comentário supra se fui um pouco agressivo. O fato de o cidadão ser civil e nunca ter estado nas FA não desqualifica ninguem como conhecedor de armas ou do assunto, e o maior exemplo disso está aqui em cima, o Bosco, que em muitos casos ( maioria aliás) deixaria no cavaco até oficiais superiores em termos de conhecimento técnico.

    Mas a “tosquice” do comentário se deve ao fato de que tem gente cogitando eletrônica na artilharia e inquinando de inúteis nossas peças etc… por que teriam defasagem tecnológica, sem conhecer como funciona a linha de fogo, e, principalmente, a central de tiro. Pois bem, a foto onde se nota o TDA e o T locl ( o TDA é a folha quadrada e o T loc a redonda) mostra que estes ainda são usados e se não houve substituição por meios eletrônicos é porque isso não se faz necessário. Estes meios simples ainda são eficazes e cumprem a missão a contento.

    É preciso compreender que muitas vezes a aquisição de meios caros não necessariamente agrega significativamente e muitas compras decorrem de lobbyes e outros fatores. Quem tem dinheiro e pode gastar, obviamente deve buscar melhorias, ainda que pequenas. Mas que não tem precisa investir em coisas que tragam maior custo benefício. E a central de tiro pode funcionar perfeitamente com os mesmos recursos que eram usados na primeira guerra mundial. Sintetizando, não devemos presumir que a falta de aquisição de meios modernos em alguma atividades de nossas FA decorra de incompetência ou inépcia do comando e muitas vezes vejo aqui comentários com esta indicação que desconhecem o funcionamento pratico da coisas e por conseguinte não tem condição de avaliar o real custo benefício de uma aquisição.

      • Justamente Agnelo porque eles sabem, e até bem mais que nós que ja estivemos em campo, que eletrônicos falham. O pessoal se entusiasma demais sem conhecer o funcionamento pratico das coisas e acaba achando que eletrônica ou equipamento de ultima linha é imprescindível quando na verdade maioria das FA não os tem, ou so tem em alguma medida.

        • É aquela estória: todo navio, independente de existir o GPS, é obrigado a levar uma bússola, um cronômetro naval (substituído por relógios profissionais), um sextante e cartas (tábuas) astronômicas.
          O seguro morreu de velho.

    • Estou de queixo caído, jurava que o Bosco tinha recebido instrução militar e o imaginava um oficial com anos de experiência. Parabéns a ele pelo conhecimento.

    • Rafa,
      Eu posso estar errado mas não acho que esse morteiro de 120 mm seja compatível com o Guarani. Nunca vi um morteiro pesado sem sistema de recuo ser instalado em uma viatura sobre rodas. No Guarani pode ser instalado um morteiro de 81 mm. Esse morteiro pesado pode ser instalado no M-113, por exemplo.
      Se for usar o Guarani como porta-morteiro pesado acho que teria que ser um modelo com sistema de recuo ou então, se for esse, deve ser acrescentado “calços” para o veículo atirar apoiado.
      Como disse, os modelos com sistema de recuo são dos tipos: carga pela boca e carga pela culatra. Ambos poderiam ser escolhidos para o Guarani, seja do tipo veículo aberto (carregado pela boca) ou do tipo torre (carregado pela culatra).
      *Só pra deixar claro, não vejo nada de errado com nosso morteiro de 120 mm do tipo “convencional”. Muito pelo contrário. O tenho em alta conta exatamente por sua simplicidade e capacidade de prover um alto poder de fogo com baixo custo.

  6. Rafa, acrescentando ao Bosco, o EB andou sondando a RUAG sobre a viatura porta morteiro do Guarani. Para por num veiculo tem um sistema especial de amortecimento como o CARDON. é possivel por em veiculos sobre todas um morteiro pesado porque ele atira em ângulo elevado e o recuo não implica forças demasiados elevadas lateralmente.

    Mas é algo caro. E ai entra a seguinte questão? o que agrega? Entra mais rápido em posição e tem a proteção blindada. Mas olhando as missões do morteiro, isso é realmente algo essencial? compensa o custo benefício?

    Maioria das missões não se precisa entrar em posição em segundos. A velha formula com goniômetro/bussola demora uns minutos mas nada exagerado. Normalmente as entradas em posição~não são emergenciais. Por outro lado, proteção blindada durante o tiro tem valia contra a contrabateria, que não é algo tão comum. Se fosse por este critério, não teríamos mais artilharia rebocada.

    Então a colocação de morteiros em VBTP seja rodas, seja lagarta, não parece ser uma prioridade, seja pelo custo elevado, seja pelo benefício relativamente pequeno. Saliento que nos BIB tanto o M-30 como os 81mm iam no blindado, mas tinham de ser postos em posição convencionalmente.

  7. Outra curiosidade, nos morteiros raiados, a granada não desce rapidamente no tubo. vai deslizando com a cinta de pre-raiamento e leva algum tempo até pela resistência do ar que vai escapando. Da pra acompanhar com o ouvido.

  8. O morteiro é a artilharia do pobre. Muito eficiente nos tiros que requeiram elevado angulo de trajetória. A grande deficiência do morteiro é o flash que o disparo produz o que limita o seu emprego a noite ou mesmo no crepúsculo. Li relato de guerra em que o disparo de um morteiro revelou a posição da tropa gerando imediato e mortífero fogo de contra bateria. O morteiro pesado montado sobre veiculo blindado e sobre lagartas supera, em parte, esse problema, ao deslocar-se após os disparos programados.

  9. Collombelli

    Li que o disparo de morteiro, a noite, revela a posição da tropa e causa o imediato fogo de contra bateria. Para reduzir esse problema os morteiros são colocados em blindados e se movimentam após os disparos programados. Em Cruz Alta (em tempos idos) vi um disparo de Brandt 81, que desenhou uma lingua de fogo realmente notável. Abçs.

    • Não procede. Não faz mais luz ou fogo do que uma peça de artilharia comum. e sempre atiram da contra encosta. Se vê um clarão muito difuso sendo impossivel determinar com visão a profundidade embora a direção se possa mais ou menos determinar.

  10. Bosco e colombeli….vocês estão certos…mudaram minha opinião sobre morteiros…obrigado pela resposta rica em detalhes….abraço

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