O T-14 Armata está na Ucrânia, mas apenas atirando contra as forças de Kyiv à distância

50

O Exército Russo finalmente trouxe seus tanques T-14 Armata para os combates na Ucrânia, de acordo com a mídia estatal russa – mas os veículos blindados estão servindo mais como propaganda do que como potencial poder militar.

A agência de notícias estatal RIA informou na terça-feira que os tão esperados tanques T-14 chegaram à Ucrânia, citando uma “fonte informada”.

Mas os tanques de alta tecnologia ainda não entraram em ação nas linhas de frente paralisadas , em vez disso, dispararam contra as forças ucranianas à distância, de acordo com a RIA.

“As tropas russas começaram a usar os últimos tanques Armata para disparar contra as posições ucranianas”, disse a fonte não identificada à agência. “Eles ainda não participaram de operações de assalto direto.”

A mídia estatal russa TASS anteriormente chamou o veículo de ponta de “o melhor tanque do mundo”, mas os T-14 foram atormentados por contratempos nos últimos meses, de acordo com relatórios.

A inteligência britânica previu em janeiro que a Rússia estava prestes a enviar os tanques para a Ucrânia, mas sugeriu que os veículos participariam de poucos combates reais, com o Ministério da Defesa britânico citando imagens de satélite dos tanques em uma zona de treinamento pré-desdobramento russa.

Os tanques, que levaram onze anos para serem fabricados, são tão novos que deslocá-los para lutar na Ucrânia seria uma “decisão de alto risco”, disse o Ministério da Defesa britânico no início deste ano.

“Se a Rússia implantar o T-14, provavelmente será principalmente para fins de propaganda”, disse o Ministério da Defesa britânico em janeiro. “A produção provavelmente está na casa das dezenas, enquanto os comandantes provavelmente não confiarão no veículo em combate.”

A decisão de introduzir os tanques na guerra ocorre depois que o programa T-14 da Rússia foi prejudicado por atrasos, atingido por uma redução no tamanho de sua frota planejada e prejudicado por problemas de fabricação, de acordo com o relatório da inteligência britânica.

Mas se os veículos realmente entrarem na briga, eles poderiam oferecer ostensivamente à Rússia uma vantagem poderosa.

O T-14 Armata está equipado com sistemas de defesa que podem derrubar os foguetes antitanque nos quais a Ucrânia tanto confiou para bloquear os ataques contínuos da Rússia durante a guerra, e a RIA disse esta semana que os veículos podem atingir uma velocidade de 80 quilômetros. em uma rodovia.

A agência disse que as equipes de combate russas estão em treinamento para usar os tanques na Ucrânia desde o final do ano passado.

A RIA descreveu o T-14 como uma “torre desabitada”, na qual três tripulantes se sentam em uma cápsula blindada isolada na frente do casco do veículo, de onde controlam remotamente a cápsula.

FONTE: Business Insider

VEJA TAMBÉM:

Subscribe
Notify of
guest

50 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Hank Voight
1 ano atrás

Estão atirando à distância por que? tudo isso é receio de esbarrar com algum Javelin que o transforme em sucata retorcida?

No mais a introdução açodada desses veículos no TO demonstra como a busca de propaganda torna o Putinstão perturbadoramente cada vez mais parecido com o regime que existia na Alemanha até 1945…

Inimigo público
Inimigo público
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

EDITADO

2 – Mantenha o respeito: não provoque e não ataque outros comentaristas, nem o site ou seus editores;

https://www.forte.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Last edited 1 ano atrás by Guilherme Poggio
Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Inimigo público
1 ano atrás

Pra quê usar um tanque ultra moderno, com blindagem incrível, sensores de última geração, uma revolução em matéria de tanques… para ‘atirar de longe… ‘ heheheheh

Não é mais fácil usar artilharia autopropulsada ou até mesmo rebocada à uma fração do custo e com munição mais apropriada para a tarefa?

Inimigo público
Inimigo público
Reply to  Leandro Costa
1 ano atrás

Pelo mesmo motivo que o F-35 só ataca barbudinho de Ak47 e chinelo, e com arma stand-off.

Hank Voight
Reply to  Inimigo público
1 ano atrás

Errado! os F-35I da Heyl Ha´Avir estão sambando em cima dos sistemas SAM russos instalados na Síria……

Inimigo público
Inimigo público
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

Sim, na sua cabeça alucinada para pertencer ao povo escolhido, quem sabe eles estejam mesmo.

Mirão
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

Fumaste o que de diferente hoje?

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Inimigo público
1 ano atrás

O que uma coisa tem a ver com a outra?

Hank Voight
Reply to  Inimigo público
1 ano atrás

A grande questão é que a arma principal do Armata NÃO atinge o inimigo de longe, o que dirá trucidar!

Como de costume você não usa a cabeça e fica br@v@te@nd0 querendo l@cr@r não mesmo meu caro “defenç0r da b0ss@lid@de”?

André Luís
André Luís
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

EDITADO

2 – Mantenha o respeito: não provoque e não ataque outros comentaristas, nem o site ou seus editores;

6 – Mantenha-se o máximo possível no tema da matéria, para o assunto não se desviar para temas totalmente desconectados do foco da discussão;

https://www.forte.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Last edited 1 ano atrás by Guilherme Poggio
Hank Voight
Reply to  André Luís
1 ano atrás

E eu achando que comediante era o Zelensky…

“Rússia cada vez mais forte” kkkkkkkkk

Last edited 1 ano atrás by Hank Voight
glasquis
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

Sim e os 15 dias de guerra do Putin mais longos a cada dia.

Antonio Cançado
Antonio Cançado
Reply to  André Luís
1 ano atrás

O que a estupidez e o fanatismo não fazem a uma pessoa…

Nei
Nei
Reply to  André Luís
1 ano atrás

Onde isso?

Santamariense
Santamariense
Reply to  André Luís
1 ano atrás

Novo nick, kings? Esse é o de número qual, só hoje?

Oliveira Barros
Oliveira Barros
1 ano atrás

Agora não entendi.
Quer dizer que os russos podem ficar atirando à distância sem serem importunados?
E os inimigos ficam assistindo, passivamente, bombas caindo sobre eles?
Não há armas ocidentais para conter isso?
E os Javelins?
NLAW?
Assim fica difícil.

Hank Voight
Reply to  Oliveira Barros
1 ano atrás

Realmente fica difícil….botar fé nos russos pois eles mesmos admitem a fragilidade do Armata

Inimigo público
Inimigo público
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

Pois é, o mesmo pode se dizer do F-35, até agora só atacando barbudinho de Ak47 e chinelo, e de longe ainda….

Hank Voight
Reply to  Inimigo público
1 ano atrás

Não é o que demonstra os sistemas SAM de fabricação russa instalados na Síria…rs

M4l4v|t4
M4l4v|t4
1 ano atrás

Conceitualmente hoje não há mais dúvidas que os russos acertaram com o Armata. De fato eles mais uma vez demonstraram pioneirismo mas não chegaram na frente porque o produto não funciona. E não funciona porque a base industrial russa carece de muita coisa e é dependente do ocidente. Dependência alias, que é muito justa. Não é sempre que os países que criam as tecnologias conseguem se defender da pirataria de países socialistas/comunistas ou, no caso russo, a oligarquia pós soviética. A China investe pesado para não ter essa dependência, mas a verdade é que ela é ainda MUITO dependente de,… Read more »

Guacamole
Guacamole
Reply to  M4l4v|t4
1 ano atrás

“Conceitualmente hoje não há mais dúvidas que os russos acertaram com o Armata.”

Mas como assim, acertaram?
Já não está mais do que provado que estocar a munição em um carrocel dentro da torre é um conceito ultrapassado quando mísseis com ataque tipo top-down foram inventados?

Porque acha que tantas torres se separam do resto do tanque quando o mesmo é atingido por um míssel?

M4l4v|t4
M4l4v|t4
Reply to  Guacamole
1 ano atrás

O Armata resolve o problema do carrossel de munição na torre da família T-72/90 colocando o carrossel em uma seção separada da tripulação e blindada.

Hcosta
Hcosta
Reply to  M4l4v|t4
1 ano atrás

não, diminui o risco da tripulação mas não o efeito da torre voar…

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Hcosta
1 ano atrás

tá mas pq diabos tu quer que a torre para de voar? se a tripulação tem mais chance de sobreviver é melhor, a torre pode voar, sair dando cambalhota tanto faz, afinal são vidas que não se perderam e tripulação treinada que pode voltar para o teatro de operações.

Hcosta
Hcosta
Reply to  Carlos Campos
1 ano atrás

Não sei, se a torre voar significa que o foco da explosão é muito mais baixo e pode não ser direcionado para o exterior na sua totalidade.
Ou seja, ter alguma blindagem entre a tripulação e a munição pode não ser suficiente.

Mas estou só a responder ao comentário. Não resolve todos os problemas do carrocel.

Mirão
Reply to  Hcosta
1 ano atrás

Todos os blindados ocidentais a excessão do Abrams possuem as munições alijadas no compartimento da tripulação.
E o T90M possui uma torre totalmente nova caso os seus olhos não tenham percebido este fato.

IvanF
IvanF
Reply to  M4l4v|t4
1 ano atrás

Não só acertaram no conceito, como o ocidente já fez seus análogos, vide o Abrams X e o tal Panther!

O problema parece ser mesmo a execução, com falta de recursos, de tecnologias próprias, etc. Fora os supostos problemas inerentes da motorização…

Quanto a China, eles já conseguem produzir muita coisa interessante, e estão avançando absurdamente! E o que for crítico e eles não tiverem como produzir, certamente devem ter um estoque pra repor 10 vezes o que já possuem na ativa. China é outro nível!

Satyricon
Satyricon
1 ano atrás

O armamento principal dessa bagaça tem um alcance efetivo de 5km, e máximo de 12km. Muito bom para um MBT, mas péssimo para se fazer de artilharia. Um obus M-777, com a munição mais simples tem alcance de 21km. Com a Excalibur o alcance chega a 40km. Isso sem falar no Himars, e seus 70km.
Como diz o ditado: se chegar perto, o javelin moe. Se ficar à distância, a artilharia pega.
Vão atirar em quê com isso?

Puro show midiático
É o desespero batendo à porta

Last edited 1 ano atrás by Satyricon
Hank Voight
Reply to  Satyricon
1 ano atrás

Vão atirar a esmo, para fins de propaganda….

Como você bem pontuou, é puro show midiático causado pelo desespero.

Nei
Nei
Reply to  Satyricon
1 ano atrás

Somente para levantar a auto-estima russa que está quase a 0.

Santamariense
Santamariense
Reply to  Satyricon
1 ano atrás

Exatamente isso…mas, a torcida organizada do putin se sente confortável e segura acreditando que o T-14 está arrasando….deixa eles, tadinhos.

Maurício Veiga
Maurício Veiga
Reply to  Satyricon
1 ano atrás

Estude sobre artilharia de trajetória ” tensa” e artilharia de trajetória “balística”, você vai entender o “por que” uma complementa a outra e ambas são efetivas…

Bernardo
Bernardo
Reply to  Satyricon
1 ano atrás

EDITADO

2 – Mantenha o respeito: não provoque e não ataque outros comentaristas, nem o site ou seus editores;
3 – Mantenha o blog limpo: não use palavras de baixo calão ou xingamentos;
6 – Mantenha-se o máximo possível no tema da matéria, para o assunto não se desviar para temas totalmente desconectados do foco da discussão;

https://www.forte.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Matheus
Matheus
1 ano atrás

EDITADO

2 – Mantenha o respeito: não provoque e não ataque outros comentaristas, nem o site ou seus editores;
6 – Mantenha-se o máximo possível no tema da matéria, para o assunto não se desviar para temas totalmente desconectados do foco da discussão;

https://www.forte.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Last edited 1 ano atrás by Matheus
Marcelo
Marcelo
1 ano atrás

Depois da Sputinik, agora e a agência RIA que diz que o T-14 Armata vai estreiar no conflito militar na Ucrânia, mas atirando a distância. Pergunto novamente: será mesmo? Vamos aos fatos: 1) O desenvolvimento do T-14 Armata vem sofrendo problemas de desempenho e vários atrasos. 2) Poucos T-14 Armata foram fabricados, devido ao aumento dos custos de produçãoção. 3) O Exército Russo carece de peças sobressalentes para o T-14 Armata na frente de batalha, porque sua tecnologia e mais moderna que de outros tanques. 4) O T-14 Armata é maior e mais pesado do que os tanques mais antigos,… Read more »

Felipe
Felipe
Reply to  Marcelo
1 ano atrás

Tem Leo 2A4 perdendo a torreta antes de entrar em combate.

Hank Voight
Reply to  Felipe
1 ano atrás

Por um acidente provocado por tripulações ainda na fase de instrução, e não por uma deficiência do projeto como é o caso das torres voadoras dos tanques russos na Ucrânia…rs

Rui Mendes
Rui Mendes
Reply to  Hank Voight
1 ano atrás

E o Leopardo 2A4 já é antigo, embora mesmo assim, é superior a quase todos os mbt Russos e Chineses, mas compara com o estupendos Leopardo 2 A6, que os Ucranianos receberam também alguns, mas top mesmo, são os Leopardo 2 A7 e o novíssimo 2 A8, já encomendado pela Alemanha, para substituir os 2 A6 doados aos Ucranianos.

Mirão
Reply to  Rui Mendes
1 ano atrás

Os alemães e Americanos gastam bilhões de dolares para aprimorar os modelos antigos e projetar novos tanques mas eles fazem isso SÓ por diversão já que os tanques que eles já aposentaram são melhores que tudo o que os russos e chineses tem…

Ocidentalistas é um piadista mas não tem consciencia disso.

pragmatismo
pragmatismo
1 ano atrás

Não se pode olvidar que o Business Insider não trará uma matéria elogiosa à indústria russa de armamentos, mormente em tempo de guerra. Negócios são negócios.
31 daquele outro tanque então serão apenas para propaganda? Seguindo a lógica dos números, sim.
É guerra. Há tanques, mísseis antitanque, helicópteros com mísseis antitanque, minas antitanque…
Todo e qualquer tanque será perdido.

Last edited 1 ano atrás by pragmatismo
Frederico Boumann
Frederico Boumann
1 ano atrás

Pura propaganda, em 5km a 10km que é a distância que pode ter efetividade no TO e confronto, este MBT não está. Conforme a própria mídia russa, o mesmo se encontra na retaguarda, e bem na retaguarda, logo, seus disparos não tem nenhum motivo/objetivo a ser alcançado, apenas propaganda.

alexandre
alexandre
1 ano atrás

Devem estar atirando de dentro do territorio russo….do Kremillin , por isso não foram alvejados..

Hank Voight
Reply to  alexandre
1 ano atrás

Só assim, pois periga o motor do tanque dar problema e precisar ser rebocado..rs

Omg
Omg
1 ano atrás

Curiosamente existem alguns casos em que tanques foram usadas como peças de artilharia improvisada. Na segunda guerra mundial os tanque soviéticos do segundo escalão de ataque faziam fogo indireto para apoiar o primeiro escalão, antes deles próprios partirem pro ataque. Até os anos 70 os manuais sovieticos ainda faziam menção a esse tipo de uso. Na guerra da coreia, os americanos chegaram a usar o M-51 nessa função, criando rampas com materias do terreno (terra e toras de madeira), para aumentar a elevação. Essa ideia acabou sendo abandonada, porque o projetil é muito leve para fazer alguma diferença como artilharia,… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Omg
1 ano atrás

Todo tanque pode prestar apoio de fogo indireto. Alguns são melhores para isso, outros piores. Isso é normal. E o M51, se estamos falando da mesma coisa (‘Super Sherman’) vieram depois da Guerra da Coréia, em Israel. Na Coréia se não me engano a versão mais comum do Sherman era a ‘Easy 8.’

Antonio Cançado
Antonio Cançado
1 ano atrás
Carlos Campos
Carlos Campos
1 ano atrás

T14, LEO2, ,M1 todos eles se levarem um tiro de um ATGM moderno vira sucata, qualquer um deles. se os russos vão atirar de longe eu não sei, o que eu sei é que vai ser perdido tanques dos dois lados, e os tanques que deram para Ucrania vão ser perdidos quase todos se essa guerra durar mais 1 ano, mesma coisa o T14 como é pouco produzido vai ser esgotado rápido

Alecs
Alecs
1 ano atrás

“Mas se os veículos realmente entrarem na briga, eles poderiam oferecer ostensivamente à Rússia uma vantagem poderosa.” Em que quantidade? se forem poucos (e são) não farão a menor diferença.

Brazil
Brazil
1 ano atrás

“Atirando a distância” Isto é desejável em se tratando de MBT´s…qual a taxa de acertos? (Md.Ir.)

Mirão
1 ano atrás

Que surpresa!
Em um conflito em que os blindados estão evitando contato uns com os outros e sendo usados como apoio de fogo anti-infantaria, os novos modelos que aparecem no front estão a fazer o mesmo!

Daqui a algumas semanas nós vamos ler também “O Chanlenger aparece na Ucrânia mas como elemento de apoio tático”