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M-8 Greyhound: principal blindado utilizado pela FEB

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M-8 Greyhound

 

Valença (RJ) – O Brasil foi o único país da América do Sul a enviar tropas para combater no Teatro de Operações Europeu durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), e a Cavalaria do Exército Brasileiro fez-se presente. Seguindo para a terceira reportagem da série sobre a história do 1° Esquadrão de Cavalaria Leve (1º Esqd C L), o Esquadrão Tenente Amaro, vamos conhecer o Ford M-8 Greyhound, o principal blindado utilizado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Itália.

Por meio do Lend-Lease, programa de venda, empréstimo e arrendamento de material bélico e outros suprimentos, os Estados Unidos apoiaram as nações aliadas – da qual o Brasil fazia parte – durante a guerra. Nesse contexto, o então 1° Esquadrão de Reconhecimento da FEB foi equipado com viaturas, dentre elas 15 unidades do blindado M-8 Greyhound.

Com 7,8 toneladas e cinco metros de comprimento, o M-8 era equipado com um canhão de 37 mm e duas metralhadoras de calibre .30. A blindagem variava de 0,8 a 1,5 centímetros de espessura. O veículo transportava até quatro militares, tinha autonomia de 565 quilômetros e podia alcançar a velocidade de 90 km/h. A viatura foi empregada em missões de reconhecimento na Itália.

Numa das mais fantásticas operações do Esquadrão com o blindado M-8, na Ofensiva da Primavera, os cavalarianos perseguiram o inimigo logo após a vitória em Montese (entre os dias 14 e 17 de abril de 1945), forçando a rendição de 14.779 alemães e italianos ao 6° Regimento de Infantaria em Fornovo di Taro, no dia 28 do mesmo mês.

A outra viatura blindada do Esquadrão na guerra era a meia-lagarta M-2 Half Track, utilizada para o transporte de pessoal.

M-2 Half Track

Atualidade

Descansam, atualmente, próximo ao pátio de formatura do 1° Esqd C L, uma unidade do M-8 e outra Half Track, recentemente recuperados pelo Arsenal de Guerra de São Paulo. Os veículos carregam, por baixo de sua blindagem, muita história.

Nas datas comemorativas do Esquadrão, as duas viaturas desfilam com a tropa, trazendo uma fascinante ligação entre o passado e o presente.

O 1° Esqd C L é uma Subunidade orgânica da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), Grande Unidade subordinada à 2ª Divisão de Exército.

FONTE: Exército Brasileiro

10 COMMENTS

  1. Essa mesma unidade tem um belíssimo museu sobre a FEB. Vale muito a pena a visita. Talvez o melhor museu sobre segunda guerra mundial no Brasil.

  2. Era usado para transpor obstáculos, o ângulo de ataque da viatura não era muito alto e o “rolo” funcionava como uma roda.

  3. Bruno Correia 26 de julho de 2017 at 15:05
    Fiz uma pesquisa em um livro que tenho sobre os M-2/3 e a única coisa que eu achei é um diagrama que o identifica como “roller assembly”. Lembro de ter visto uma gravura onde o ângulo de subida era medido por uma reta que passava por ele e o piso, portanto sua função poderia ser de limitar esse gradiente, uma vez que se a rampa fosse muito íngrime era só dar ré e ele não prenderia o veículo como aconteceria caso no lugar dele tivesse um para-choque comum. Bem, isso é o que suponho, mas só os especialistas é que podem nos socorrer.

  4. Bruno e Luciano,
    este “rolo” serve para auxiliar na transposição de barrancos ou terrenos íngremes. Nos casos onde o veículo ficaria impedido de avançar por contato direto com o “pára-choques” dianteiro, ele auxilia (girando em contato com o obstáculo) a vencer o obstáculo. É uma “roda” auxiliar dianteira que conta inclusive com um sistema de molas para absorver melhor os impactos. Esta série de meia-lagartas M2/M3 deriva (foram copiados) do modelo francês Citroen-Kegresse que possuía este mesmo “rolo”. Outros veículos da época, como o Laffy francês, também usava dispositivo semelhante, no caso eram dois pequenos pneus.
    Não consigo inserir imagens aqui mas uma rápida pesquisa no google vai tirar as dúvidas.
    Espero ter ajudado.
    Também espero que estes veículos continuem sendo bem cuidados.
    Abraços

  5. Gelson Jorge Emerim 27 de julho de 2017 at 8:52
    Muito obrigado. Eu meio que passei por aí, falei de que c/ esse rolo o veículo não ficaria preso, o que ocorreria se tivesse c/ para-choques.

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