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Redes sociais produzem polarizações, notícias falsas e extremismo

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O historiador Niall Ferguson em Oxford, Inglaterra

Folha de S. Paulo (28) entrevista o historiador escocês Niall Ferguson, autor de “Civilização”.

1. Folha: Num ensaio recente na revista “Foreign Affairs”, o sr. escreve sobre a “falsa profecia da hiperconectividade” e os impactos políticos das redes sociais. Quais são eles? O sr. poderia resumir a crítica do que chama de “visões messiânicas” espalhadas pelo Vale do Silício?
Niall Ferguson: A promessa do Vale do Silício era que as redes sociais gigantes on-line fariam o mundo melhor. Nós todos seríamos “netizens” [cidadãos da internet] igualmente conectados, igualmente capazes de publicar, igualmente capazes de confrontar o poder. Mas não saiu bem assim. E eu acredito que era previsível que não sairia.

2. F: Previsível?
NF: Ainda que só soubesse um pouco de história e de ciência das redes, você podia ver que criar redes gigantes não produziria uma “comunidade global”, como diz a frase de Mark Zuckerberg [presidente do Facebook]. Que mais provavelmente produziria polarização, “fake news” [notícias falsas ], visões extremistas e outros problemas que se tornaram muito evidentes na eleição dos EUA no ano passado. Aquele tipo de problema era inerente ao projeto de redes sociais gigantes on-line, e fomos ingênuos de acreditar no que o Vale do Silício nos falou. Afinal, empresas como Facebook e Google têm como prioridade gerar receita de publicidade, não fazer do mundo um lugar melhor.

3. F: O sr. está no Brasil, que era festejado como um gigante que acordava e agora está submerso numa crise política e econômica sem fim, com a sombra da direita radical crescendo dia a dia. Quais são as suas ideias sobre este país?
NF: Bem, sempre sou cuidadoso ao comentar países que estou visitando brevemente. Professores de Stanford e Harvard têm uma tendência de presumir que sabem mais sobre os países do que as pessoas que moram neles. Portanto, com a humildade necessária, deixe-me responder o seguinte:

Primeiro, eu acredito que a crise da classe política do Brasil é característica do nosso tempo, que não é, de modo nenhum, limitada à América Latina. Uma consequência da maior transparência trazida pela internet foi expor corrupção no hemisfério Norte assim como no Sul e estimular a frustração popular com os establishments políticos. Estamos vendo um fenômeno global, e o Brasil é um entre muitos países onde isso está ocorrendo.

Em segundo lugar, as dificuldades econômicas do Brasil provêm muito claramente daquela grande queda nos mercados de commodities, que aconteceu na segunda fase da crise financeira e parou com a festa econômica que estava acontecendo neste país. Acredito que isso [queda do preço das commodities] em grande parte passou, e estamos vendo fluxos tremendos de dinheiro para a América Latina no espaço do último ano. Portanto, minha sensação é que a crise econômica está chegando ao fim, mas a crise política, não.

4. F: O que pode advir disso?
NF: É o ponto final que eu levantaria: nas eleições do ano que vem, os brasileiros vão encarar algumas grandes escolhas, e você já citou o fato de que há um candidato populista da direita radical. O que nós todos devemos esperar, e eu penso que isso se aplica também à eleição mexicana [em julho de 2018], é uma repetição do que aconteceu nos EUA no ano passado —quando a mídia social teve um papel decisivo na eleição de Donald Trump. Devemos esperar que Facebook e outras plataformas de mídia social tenham um papel muito maior do que antes. E o candidato que compreender melhor como usar essas plataformas terá uma chance muito forte de vencer.

5. F: Neste domingo, no “Sunday Times”, o sr. escreveu que estamos passando por uma nova revolução moral vitoriana, com o movimento #metoo sendo parte disso. É uma mudança tão grande assim?
NF: Há uma grande mudança, no sentido de que o comportamento que era tolerado há muito tempo, em Hollywood, na cidade de Nova York, naquilo que poderíamos chamar de elite liberal, está sob escrutínio muito mais severo. O que começou com [o produtor] Harvey Weinstein fez aparecer, em poucas semanas, quase 40 casos de assédio por figuras públicas, inclusive o senador [democrata] Al Franken. E não vejo sinal de que esse processo de revelações vá parar. Para a maioria, as regras de combate entre homens e mulheres, no ambiente de trabalho, vêm mudando gradualmente, ao longo de anos. Agora percebemos que essa mudança não havia ocorrido no topo, seja em Wall Street ou em Hollywood.

Minha preocupação é que essas revoluções em conduta têm uma propensão ao exagero, o que pode ser uma das consequências do movimento #metoo [de mulheres que relatam assédio]. Quando o “New York Times” publica um artigo de opinião que sugere que todos os homens são estupradores, estamos numa quadra muito ruim, porque é sem sentido e se torna uma espécie de sexismo reverso, dirigido contra os homens.

6. F: O que você não previu?
NF: O que não previ, cinco anos atrás, foi que Facebook, Twitter e os demais polarizariam a discussão política de maneira tão extrema, a ponto de estarmos nos tornando uma espécie de sociedade incivil [grosseira] em que as pessoas são estimuladas a serem abusivas em seus debates on-line. A civilização ocidental está se tornando bastante incivilizada, pelo menos julgando pelas coisas que as pessoas escrevem on-line.

46 COMMENTS

  1. Concordo em partes sobre o que Niel fala principal o ultimo topico em 100%. Mas nao consigo esquecer de algumas asneiras q esse cara fala como a de que o RU nao tivesse entrado na IGM e impedido o imperio alemão de dominar a europa, a europa seria mais unida hj uma baita viajada na maionese, a europa seria subjugada não unida, ele se esqueceu do Septemberprogramm. As vezes acho que ele não gosta do modo de vida ocidental, open society.

  2. Seguindo essa linha, o que se faz? Tira-se a liberdade da internet? Censura? Porque é só isso que muitos desejam fazer com ela nos dias de hoje.

  3. Muito curiosa a prudência seletiva do entrevistado. Evita comentar sobre países que visita brevemente, mas esculachou professores de Stanford e Harvard – seus colegas de profissão, portanto. Vejam o trecho:
    “NF: Bem, sempre sou cuidadoso ao comentar países que estou visitando brevemente. Professores de Stanford e Harvard têm uma tendência de presumir que sabem mais sobre os países do que as pessoas que moram neles. “

  4. Pangloss, como ele é professor e associado nessas universidades, presumo que ele conheça melhor os colegas dessas instituições do que o Brasil. E, claro, foi uma auto-crítica de que pesquisadores, como ele, não tem resposta para tudo e não devem opinar sobre aquilo que não conhecem a fundo.

  5. Rafael Oliveira, compreendo que ele tenha tentado fazer uma ironia. Mas ele acabou generalizando, alcançando professores que não ele.
    Há ainda a possibilidade de má tradução, mas o texto apresentado dá a entender que ele não se considera incidente no erro que ele aponta nos demais acadêmicos de Stanford e Harvard.

  6. Ferguson tem umas sacadas muito boas apesar de achar umas teses de historia dele meio viagem na maionese. O mais impressionante foi a Folha tentar imbutir o problema da ‘direita radical’ e o Niel dar respostas bem dadas ao jornalista esquerdista, acho que eles morrem de medo das suas visões estarem sendo contestadas. Antes ngm contestava a esquerda chique de Hollywood e nova york pq eles não tinham penetração na sociedade mas agora tem por isso que esta tudo mundo os questionando e parando de tolera-los, so que eles não largão o osso é impressionante.

  7. O que seria uma visão extremista? Proteger as instituições do Estado e as liberdades, prender corruptos e querer ver criminosos na cadeia?
    Então eu sou um extremista!

  8. Se a galera soubesse o que tem por traz das redes sociais…….. Eu não entro nesta furada. Monitoram cada passo da vida. Tudo registrado. O dia que precisar é só buscar os podres do cidadão. Informação é poder. É um poder que deve ser negado ao inimigo ( atual e efetivo, ou futuro e potencial).

  9. Ou seja, quando as pessoas ousam se manifestar e se opor ao establishment elas criam ~polarização~, establishment X povo, ao que parece isso é ruim, e sim, nos é que somos os nazistas.

  10. Augusto 30 de novembro de 2017 at 15:54

    Olha a fala dele, ele é um globalista, ele é de esquerda, ele só se isentou para não passar recibo, mas a posição política dele é a mesma da folha, pode ficar tranquilo.

  11. Não entendi muito bem o que o sujeito disse, mas de uma coisa eu discordo. Polarizações, extremismos, notícias falsas sempre foram assuntos de mesas de bar, de reuniões e discussões em Diretórios Acadêmicos, confessionários, em salões de bilhar e em um montão de outros lugares e oportunidades. Parece-me que é da natureza humana.
    A meu ver, as tais das “redes” só fizeram aumentar a quantidade dos participantes nos assuntos, aumentar a velocidade em que se fala as muitas “groselhas” e, principalmente, difundir com uma amplitude inimaginável.

  12. Helio eu sou a favor da globalização e não sou de esquerda, acho que voce nao entendeu a fala dele, eu ja conhecia ele antes e posso te dizer esquerdista não é mais o mainstream da direita tbm nao combina com ele, pra mim ele se encaixaria nessa nova direita so que ele não é extremista como alguns apesar de viajar um pouco na maionese em alguns casos, é um autor sério.

  13. Concordo com o Sr. colombelli. desisti e muito do Face, e demais redes. Um perigo. Prefiro ler qualquer artigo ou livro Prefiro inclusive conversar com amigos pessoalmente e ter minhas opiniões visto que até podem ser deturpadas. Cansei! assuntos sobre Defesa e outro sem comprometimento Respeito opiniões contrárias. Mantenho as minhas. Abraços.

  14. Augusto 30 de novembro de 2017 at 20:29

    Globalismo não tem nada a ver com globalização:

    ” A promessa do Vale do Silício era que as redes sociais gigantes on-line fariam o mundo melhor. Nós todos seríamos “netizens” [cidadãos da internet] ”

    “Que mais provavelmente produziria polarização, “fake news” [notícias falsas ], visões extremistas e outros problemas que se tornaram muito evidentes na eleição dos EUA”

    “Ainda que só soubesse um pouco de história e de ciência das redes, você podia ver que criar redes gigantes não produziria uma “comunidade global”’

    “você já citou o fato de que há um candidato populista da direita radical. O que nós todos devemos esperar, e eu penso que isso se aplica também à eleição mexicana [em julho de 2018], é uma repetição do que aconteceu nos EUA no ano passado —quando a mídia social teve um papel decisivo na eleição de Donald Trump.”

    Ele é globalista e nem liberal ele é, esse cara é tão de direita quanto o PSDB.

  15. Eu também não confio na folha de SP. Há muito tempo não acesso sites como UOL, folha, veja, g1, exame etc…acho um jornalismo (acho que é esse termo) muito ruim É curioso observar quantos participantes aqui da trilogia criticam a mídia tradicional. Sinceramente acho essa desconfiança muito boa.
    Abraço!

  16. Venho notando que a grande mídia vem atacando as redes sociais e a sites menos conhecidos com esse argumento de fake news frequentemente, o engraçado e que estao atacando pra no final a pessoa pensar “Nossa tenho que depositar minha confiança apenas nas grandes midias pra nao correr o risco de ser enganado”. Nao estou dizendo que nao há fake news nas redes sociais mas sim que a grande imprensa e hipócrita pois tambem vive distorcendo as informações e agora quer usar essa de fake news pra ganhar seguidores.

  17. Acho um devaneio considerar a Folha de esquerda. É o tipo de efeito de polarização criada por fake news em redes sociais. É uma amostra clara do que diz o texto.

    Boa entrevista.

    Pessoalmente, eu abandonei o Facebook por causa da incivilidade relatada. Está impraticável e ano q vem será pior. No mais, acredito que centrais clandestinas de operadores de perfis fakes vão dar a tônica da campanha eleitoral ano que vem. Centrais que controlam muitos perfis publicando os mesmos conteúdos, tornando-os mais visíveis pela previsibilidade do algoritmo que controla isso no Facebook, principalmente. Vai ser infernal. Vai polarizar mais. Vai ser triste.

  18. … E contrapõe a mídia unânime! Costumo dizer que todo(leia-se a maioria) brasileiro é um pequeno ditador, não aceita opiniões contrárias. Não há nada de errado na suposta polarização nas redes sociais, problema maior é não aceitar que os outros tenham opiniões diferentes. Vejo muito isso nesse discurso de gênero e no discurso do politicamente correto. A internet tirou os rostos, deu voz as minorias, abriu espaço para um embrião de direita nesse país, imatura, é verdade, mas está aí como opção. É verdade que há muita notícia falsa na internet, há muito discurso vazio, há tudo de bom e ruim que a política pode proporcionar, todavia, cabe ao leitor separar o joio do trigo.
    Que todos tenham direito de colocar suas posições, que todos tenha o direito de discordar, isso é democracia!

  19. Hélio 30 de novembro de 2017 at 18:23
    Hélio 30 de novembro de 2017 at 18:28

    Exatamente Hélio!
    É impressionante como a esquerda tem reagido de forma massiva dizendo-se “de não esquerda”, mas sempre com aquele velho viés, bem enrustido, querendo cooptar os incautos.
    Outro papinho deles é o do “paz e amor” e que precisamos acabar com os confrontos nós e eles, mas sempre alegando que os candidatos a cargos eletivos, atualmente, são de extrema direita, como se os candidatos deles não fossem de extrema esquerda.
    Aliás, a meu ver, a direita está reaparecendo, com força, devido a total incapacidade e incompetência demonstrada pela esquerda, não só por não resolver os problemas como também aumentá-los sobremaneira.

    Saudações

  20. Bruno 30 de novembro de 2017 at 14:43
    Augusto 30 de novembro de 2017 at 15:09

    Acredito que já existam leis mais que suficiente para tratar o assunto!
    Não há que se fazer mais nada, a não ser processar àqueles que levantam falso testemunho e que atacam a moral alheia sem provas como em qualquer outra situação pública.
    Censurar a “rede”, sem chance; parece-me coisa que só pode interessar àqueles que têm culpa no cartório, pois não?

    Saudações

  21. Mensalão, PTrolão, Eletrolão, BNDEsão, Trensalão, roubo das merendas das criancinhas, amante em Paris à propina não é extremismo?? Extrema bandidagem, picaretagem, roubalheira!! Desmascarar essas barbaridades do PT PSDB PMDB é ódio? É polarização? QUE SEJA!!

  22. É um tal de “macho feminicida”, “branco opressor genocida”, “terra plana”, “hétero ultrapassado”, “Dr. Rey presidente” e outras coisas irritantes.

  23. Daniel 1 de dezembro de 2017 at 4:38
    ———————————————–
    Chega a ser engraçado ver a mídia tradicional atacando as redes sociais, acusando-as de disseminar “fake news”.
    A mídia tradicional, pelo jeito, quer reserva de mercado para disseminar mentiras, sem a concorrência de novos meios.

  24. Faz 3 anos que não tenho isso e não sinto falta nenhuma. A internet deu voz aos tolos por um lado e pelo outro detonq qualquer fake news da grande midia. Eles não se preocupam com os tolos e sim com a desmoralização e a falta de conseguir manipular as pessoas que se tornou mais difícil.

  25. Descobrir os podres de cada um?!!
    Redes Sociais vieram para libertar-nos da tirania que a imprensa custosa/cara fez e fará muito ainda. Basta colocar uma carinha bonitinha para dar as noticias…credibilidade à custas de muito dinheiro.. As redes sociais banalizaram esse quarto poder a ponto de torná-lo inútil. FATO! É mais HONESTO e democrático ninguém deter o monopólio/oligopólio da informação. Quantos aos “podres” Colombelli ..vai chegar num momento que TODA sociedade mundial vai aceitar suas hipocrisias escondidas à sete chaves. Entendeu?!
    A nova geração esta “despudorada” com os dogmas sociais impostos, por milênios, pela religião. Choca-nos ainda por sermos conservadores e hipócritas, mas lááá no fundinho, escondidinho já fizemos muitas travessuras devidamente NEGADAS com toques de indignação “teatralesca” que engana até nossos próprio cérebros de tão convincente atuação. VIVA AS REDES SOCIAIS!
    Por um mundo menos hipócrita….se tem uma coisa que eu aprendi é que os “conservadores” são os mais promíscuos e falsos seres da terra.

  26. Dispenso os comentários dos mais falsos que será…”Fale somente por si, cara! Não julgue os outros pelo tamanho de sua régua! Não generalize, pois EU não sou assim. Minhas convicções são familiares e inabaláveis…etc…etc..etc”

  27. NeuroMarketing ensina que por trás de toda essa muito efusiva/agressiva indignação se esconde neófitos, assassinos, pedófilos, tarados, corruptos e tudo de mais podre que um ser humano pode ter dentro de si, prestes a despertar.

  28. Mais um socialista querendo impor o “controle social da midia”…foram desmascarados pelo unico instrumento que puderam comprar: a verdadeira opinião publica.

    Essa tipo de petralha pruduz fake news e culpa a liberdade de expressao que tanto propalaram como sua bandeira.

    Nossa bandeira jamais será vermelha, essa é a resposta do povo.

  29. Muito cedo para se tirar qualquer conclusão. As redes sociais são um fenômeno relativamente recente – de 10 anos para cá.

    Uma das poucas conclusões que a gente tira é o fato da mesma fornecer um by-pass ao fluxo de informações que era antes concentrado no que costuma chamar no Brasil de “Grande Mídia”, que publicava o que fosse conveniente aos donos do poder na ocasião.

    Por outro lado, o fluxo que passa nesse by-pass está concentrado em somente um punhado de indivíduos – que podem controlar o que passa ou não, dependendo da conveniência dos donos do poder.

    Ou seja, o problema continua…

  30. Enfim: mais uma matéria das muitas que tendem pressionar para um maior controle da internet e cerceamento da liberdade de expressão. TRADUÇÃO: a esquerda, cuja hegemonia cultural e ideológica se estabeleceu impune por décadas na escola, na Universidade, na imprensa, está apavorada porque no Brasil, o nosso povo está reencontrando suas raízes conservadoras. Seu ethos, sua essência. E contestar o “progressismo” da esquerda é algo que ela classifica com “extremismo”.
    A matéria cai na mesma polarização que o entrevistado critica, pois que se refere à uma direita radical, sem se referir ao lamentável estado de cosias nas universidades federais, onde se alguém se declarar conservador, cristão ,de direita, é quase condição para linchamento sumário dos ditos “progressistas”, que “democraticamente” escurrasçam os ditos “fascistas” (se utilizando de violência tipicamente fascista) das instituições de ensino superior que deveriam primar pela pluralidade dei deias, mas viraram mero curral ideológico esquerdista.
    Um verdadeiro show de ataque à liberdade dos brasileiros de discordar da interpretação de sociedade ideológica esquerdista do stablishment

  31. Antes da internet, nos anos 80, era bem mais fácil para a esquerda manipular as pessoas. Agora, que pessoas humildes como eu leem, do meio do sertão do Ceará, obras de autores como Von Mises, Hayek, Mario Ferreira dos Santos, Olavo de Carvalho, o pessoal frankfurtiano como Marcuse, Adorno/Horkheimer, Habermas, etc., fica difícl manter “A promessa do Vale do Silício era que as redes sociais gigantes on-line fariam o mundo melhor.” O QUE DIABOS SERIA UM MUNDO MELHOR ? Quais os parâmetros utilizados e QUEM definiria os tais parâmetros , e com base no que, já que temos quase 8 bilhões de seres humanos com pensamentos, visões de mundo, desejos e projetos tão diferentes uns dos outros ?
    Enfim, pensando agora no que diria o filósofo Eric Voegelin, é uma adaptação virtual da utopia ( ou religião política ) marxista de “mundo melhor”, que reduziria os seres humanos a meros robozinhos/zumbis com o mesmo pensamento ,no “gulag global”. Como o experimento “falhou”, e os cidadãos comuns agora tem vez e tem voz, e dizem o que pensam ( quando não são censurados pelo foicebook), esses manipuladores estão apavorados.
    Antes do advento da Internet, era muito mais fácil cobrir a imprensa, os filósofos e intelectuais com uma aura de autoridade suprema, inquestionáveis, cujas palavras tinham força de lei. Era bem mais fácil manipular e controlar a opinião pública, tinha muito mais gente trouxa.

  32. Paulo 30 de novembro de 2017 at 14:10
    “Ainda bem que antes de começar a ler eu vi escrito ¨Folha¨. Agradeço mas não.”

    O que vc lê?

  33. Vc sabe que não pode levar alguém a serio quando ele diz que a folha de S Paulo (logo quem) é um jornal de esquerda, porque claramente ele não sabe o que é esquerda.

  34. Para terminar, uma coisa vc pode ter certeza quando vê um debate ou um chat sobre politica na Internet: todo comentarista que diz que “fulano é de esquerda, quer controlar a liberdade de expressão” é uma saudoso amante da ditadura militar, aquela que controlava a liberdade de expressão de todo mundo.

  35. Alex 3 de novembro de 2017 at 14:10
    ¨O que vc lê?¨
    Bom, bobagens esquerdistas que eu aposto que vc lê que saem na Folha de SP, O Globo, Brasil247, PHA, Carta Capital e outras porcarias é claro que eu não leio. Assim como eu também não vou a museus para tocar em homens pelados como vc deve ir. Hoje procuro me informar apenas pela Internet que é onde a grande maioria das pessoas que querem se informar de fato estão fazendo. E é por isso que estão inventando mil desculpas (como esta ¨reportagem¨ da Folha aqui) para arrumar uma desculpa e tentar censurar ou controlar as redes sociais.

  36. Marcel Danton Silva 1 de dezembro de 2017 at 13:14

    Se você vive assim problema seu.

    Eu não tenho o que temer.

    Cada um faz e pensa o que bem entender, mas isto não é carta branca para acabar com o direito a privacidade de cada um.

  37. Redes sociais:
    .
    Lula conclama as mulheres de grelo duro do partido!!!!
    .
    As redes sociais:
    .
    Cri, cri, cri, cri…
    .
    Willian Waack faz um comentário contra um motorista negro, norte-americano, em off, durante a cobertura das últimas eleições presidenciais norte-americanas.
    .
    Willian Waack é suspenso de suas atividades na Rede Globo. Lembram do José Mayer???? Foi igual.
    .
    Eis o que são as tais das “redes sociais”.

  38. Difícil qualificar o Niall Fergunson como “de esquerda”. Eu me lembro que alguns anos atrás, estava havendo um debate sobre o endividamento dos estados. Aquela discussão de sempre, entre déficit e superávit primário. Alguém suscitou uma antiga frase do Keynes que diz “a longo prazo todos estaremos mortos” para defender que déficits não são tão destrutivos, e ele respondeu da forma menos politicamente correta possível dizendo que o Keynes não se importava com o longo prazo porque era gay e por isso não tinha filhos…

  39. Gosto muito desse site. Além das matérias sempre acompanho os comentários.
    Quiça estão entre as melhores seções de comentários da internet brasileira.

    Sobre polarização, discussões e política.
    Sempre tive uma tendência à esquerda. E muito que já participei de discussões acaloradas com o dedo em riste.
    Mas aprendi com o tempo QUE A GENTE TEM PARAR DE SE XINGAR.

    Todo mundo quer mais segurança, educação de qualidade, saúde, oportunidades. Independente de ser esquerda ou direita.
    Então temos que focar no que a gente tem em comum e transformar esse país numa potência! Um lugar melhor pra gente e pras próximas gerações.

    PS: Mas antes precisaremos recauchutar esse sistema presidencialista bagaceiro que vigora hoje.
    PS2: Pô, se o cara gosta de ir no museu tocar em homem pelado deixa ele.

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