(Folha de SP, 22) Manter a Força de Pacificação do Exército nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, de novembro de 2010 a novembro de 2011 custou ao governo federal R$ 216 milhões. Até o final da operação, prevista para junho, o gasto total será de R$ 360 milhões para manter 1.800 homens, mais do que o previsto pelo governo do Estado para instalar e manter pessoal nas oito bases de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) programadas para os complexos do Alemão e da Penha. Nelas, a Prefeitura do Rio e o governo estadual gastarão R$ 132 milhões por ano para manter um efetivo de 2.200 PMs.

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O Exército registrou um aumento no número de ataques de criminosos contra a Força de Pacificação que ocupa os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, nas últimas semanas.

Segundo o assessor de comunicação da força, coronel Fernando Fantazzini, somente em fevereiro deste ano, os militares foram alvos de 89 ataques nos dois complexos de favelas, muitos deles com armas de fogo.

“Mais ataques hostis aconteceram contra a tropa nesse período, porque a nossa tropa começou a entrar mais em becos e a fazer um patrulhamento mais intensivo. Com esse patrulhamento chegando às vielas e aos becos, as reminiscências do crime organizado estão sendo incomodadas e estão tentando, de toda maneira, reagir à nossa ação”, disse Fantazzini.

No último sábado (10), os militares foram atacados com paus e pedras por manifestantes no Complexo da Penha, ao mesmo tempo em que o príncipe britânico Harry visitava o conjunto de favelas vizinho do Alemão. No mesmo dia, também foram registrados tiroteios entre criminosos e militares.

O Exército ocupou os dois complexos de favelas em novembro de 2010, com o objetivo de acabar com o controle do território por quadrilhas armadas e preparar terreno para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora). Inicialmente, o Exército ficaria até o segundo semestre do ano passado, mas a permanência foi prorrogada porque a Polícia Militar não conseguiu formar policiais suficientes para a UPP.

FONTE: Folha.com

POR FERNANDO MOLICA

Rio – O Exército começará, em março, a deixar o Complexo do Alemão, que ocupa desde novembro de 2010. Os soldados serão substituídos por bases de uma Unidade de Polícia Pacificadora que será instalada de forma gradativa — as tropas federais sairão até o fim de junho.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, revelou que a UPP no complexo de favelas terá nove bases ou unidades operacionais : oito nas comunidades já ocupadas e uma nos morros do Adeus e da Baiana, ainda não pacificados. A UPP terá um total de 2.200 policiais militares.

Primeiro o Bope

A substituição começará pela Vila Cruzeiro, que será ocupada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais. Segundo Beltrame, caberá sempre ao Bope a tarefa de entrar nas diferentes áreas do Alemão hoje vigiadas pelos militares do Exército.

Duas por mês

A Secretaria de Segurança quer instalar, por mês, duas bases da UPP no Alemão, o que permitirá a conclusão dos trabalhos até junho. Também em março, o Bope começa a ocupar sua nova sede, na Maré, o que facilitará o trabalho no Alemão.

FONTE: O Dia

O Comando Militar do Leste quer se retirar do Complexo do Alemão. Seus comandantes dizem que a presença militar está se desgastando e reclamam da tensão diária com os chefes do tráfico para restabelecer o poder na região.

FONTE: Panorama Político – Ilimar Franco – Globo, 17/11

Os soldados da Força de Pacificação trabalham na tarde desta quarta-feira (7) para remover as últimas barricadas feitas pelos traficantes que invadiram comunidades do Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, na noite de ontem.

Os criminosos abriram ralos de esgoto instalados recentemente pela Secretaria Municipal de Conservação através do projeto de reurbanização das favelas da Grota, do Adeus, entre outras, para impedir a passagem dos tanques blindados e dos caveirões da Polícia Militar (ver foto acima).

Os militares foram orientados a agir cautelosamente, já que podem existir artefatos explosivos escondidos nesses locais. Por volta das 16 horas, um blindado do tipo Urutu foi utilizado para recolocar tampões arrancados na entrada da favela da Grota, na rua Joaquim de Queiroz, um dos pontos de maior tensão durante o tiroteio da noite de terça-feira (6).

Mais cedo, os militares encontraram cinco bombas de fabricação caseira em outro ponto de acesso à favela da Grota, a rua Nova, nas proximidades da escola Jornalista Tim Lopes. De acordo com o pelotão do Exército que estava no local, os artefatos foram lançados contra os agentes da Força de Pacificação.

Paz ameaçada

Os moradores que tentam entrar nas comunidades do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, continuam sendo revistados pelos militares da Força de Pacificação, principalmente os que conduzem carros e motocicletas. No início da noite de terça, um tiroteio de quase duas horas entre soldados e criminosos assustou a população da região, que foi obrigada a se trancar em casa.

Uma adolescente de 15 anos morreu após ser atingida na cabeça por uma bala perdida, e um homem foi ferido por estilhaços de uma granada.

Segundo a Força de Pacificação, 11 veículos blindados (dos quais seis desfilariam na parada da Independência, nesta quarta-feira) reforçam a segurança em toda a área do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. Homens da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) também estão no local.

A polícia investiga se o confronto de ontem foi provocado por traficantes da facção Comando Vermelho (CV) que conseguiram fugir durante o processo de pacificação, no fim do ano passado. Eles teriam invadido as comunidades da Baiana e do Adeus, no Complexo do Alemão, a fim de retomar o controle nesta localidade.

Segundo informações passadas por moradores, homens armados possivelmente com fuzis estavam no alto da favela efetuando disparos contra os militares. Segundo V., que mora na favela da Grota, um grupo de pessoas atirou fogos de artifício contra um pelotão de soldados que circulava próximo à comunidade.

“O pessoal está comentando que o cara jogou e saiu correndo. Os soldados começaram a atirar e depois foi tiro para tudo quanto é lado. Algum bandido deve ter arma escondida em casa”, disse uma pessoa, sob condição de anonimato.

Alguns minutos após o início do tiroteio, moradores relataram barulho de explosões de bombas na estrada do Itararé. Fogos de artifício foram lançados à medida que os pelotões do Exército subiam pelas ruas das comunidades (uma tradicional estratégia dos traficantes para alertar sobre a entrada da polícia). Mais cedo, um carro de transporte de soldados foi atacado com tiros e granadas no mesmo local.

Atingida na cabeça

De acordo com Carla Lúcia da Silva, a sua sobrinha Ana Lúcia da Silva, 15, foi levada ainda com vida para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Penha, na zona norte do Rio, após ser atingida na cabeça por uma bala perdida. No entanto, a adolescente não resistiu e teve morte cerebral decretada.

Já um homem identificado apenas como Luiz, 47, deu entrada no hospital Getúlio Vargas, no mesmo bairro, com ferimentos provocados por estilhaços de uma granada. Ele apresenta escoriações na região da cabeça, segundo informações de policiais de plantão no hospital.

Além de denúncias sobre a conduta de policiais de UPPs, a Secretaria Estadual de Segurança Pública teve que lidar em menos de 24 horas com a repercussão negativa gerada pelos supostos abusos na mediação de pequenos conflitos ocorridos no último fim de semana no Complexo do Alemão (que receberá oficialmente uma UPP em breve) e na Cidade de Deus (pacificada há mais de dois anos), zona oeste do Rio.

No maior conjunto de favelas da zona norte da capital, os militares da Força de Pacificação utilizaram bombas, spray de pimenta e balas de borracha para conter um pequeno tumulto provocado por pessoas que assistiam a um jogo de futebol, na noite de domingo.

Toda a ação foi filmada por um morador da comunidade e gerou uma onda de manifestações contra a presença do Exército – que passou a ser chamado de “Comando Verde”, em alusão ao nome da facção criminosa que controlava o Complexo do Alemão antes do processo de pacificação, o Comando Vermelho (CV).

Uma moradora da favela da Grota revelou ao UOL Notícias que, após a confusão do fim de semana, o Exército impôs toque de recolher na região, e na segunda-feira, muitos moradores foram obrigados a voltar para casa até as 22 horas.

“Fui visitar uma amiga e tive que dormir na casa dela, não podia nem chegar na janela. Os soldados estão com raiva, e os moradores estão voltando a ter o mesmo medo que existia na época em que os traficantes estavam aqui”, disse uma moradora.

Já na UPP da Cidade de Deus, a segurança foi reforçada depois que frequentadores de um baile funk da região atacaram a sede da unidade com pedras e garrafas, na madrugada de segunda. Na ocasião, um sargento da PM, identificado como André Luiz, teve ferimentos leves e foi encaminhado para o Hospital Central da Polícia Militar. O caso está sendo investigado pela 42ª Delegacia de Polícia (Taquara). Ninguém foi preso.

Moradores denunciam abertamente que as limitações em relação ao baile funk da Cidade de Deus supostamente variam de acordo com as equipes que são escaladas para patrulhar a comunidade – enquanto alguns exigem que os eventos sejam encerrados até 22 horas, em função da Lei do Silêncio, outros permitem que as festas ocorram até a madrugada. Não há informações oficiais sobre o assunto, tampouco investigação da Corregedoria da PM para apurar se algum policial estaria a receber propina.

No mês passado, pelo menos duas ocorrências foram registradas em áreas de UPP. No dia 19 de agosto, um homem efetuou disparos contra policiais da unidade instalada no morro do São Carlos, no Estácio, zona norte do Rio. De acordo com a Secretaria de Segurança, um homem em uma motocicleta conseguiu furar um bloqueio policial e atirou contra os PMs que pretendiam revistá-lo. Ninguém ficou ferido.

Já no dia 14 de agosto, três policiais da Unidade de Polícia Pacificadora do Turano, no Rio Comprido, zona norte, se envolveram em uma confusão na saída de um baile funk realizado na favela da Chacrinha. Segundo a Secretaria de Segurança, o evento foi marcado sem autorização do comando da UPP e não possuía qualquer tipo de alvará.

Ao forçar o término da festa, os três PMs foram atacados com garrafas, pedras e latas de alumínio, mas conseguiram fugir do local sem ferimentos graves. Pelo menos cinco pessoas foram presas.

FONTE/FOTO:
UOL Notícias

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Quase 80% do armamento apreendido na ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro tem origem estrangeira

Renata Mariz

De cada 10 armas apreendidas durante a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro, no fim do ano passado, sete foram fabricadas fora do país. E 60% dos 289 revólveres, metralhadoras e fuzis encontrados pelos agentes são de uso restrito, tendo origem nas forças de segurança pública nacionais e internacionais. Com a marca do governo brasileiro, há no mínimo 13 armas identificadas — vindas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, das Forças Armadas e até da Polícia Militar do Distrito Federal. A maior parte, porém, antes de chegar às mãos de criminosos eram do Exército boliviano, argentino e venezuelano. Os dados fazem parte de um relatório interno do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ao qual o Correio teve acesso.

O documento, entregue à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, reacende um antigo debate — em pauta desde que um homem executou, no último dia 7, 12 crianças em uma escola em Realengo, no Rio — sobre a origem das armas nas mãos de homicidas. Para o presidente em exercício da comissão, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), as informações do relatório sobre armas apreendidas no Alemão e na Vila Cruzeiro colocam em xeque dados apresentados por entidades da sociedade civil apontando que a origem nacional dos artefatos usados por bandidos é da ordem de 80%. “Nesse microcosmo do crime organizado, vemos, por meio dos números, que são armas fabricadas lá fora, vindas dos Estados Unidos, da Venezuela, da Bolívia. Em outras situações, como a briga de bar ou de vizinhos, vemos a arma nacional mais presente. É preciso haver controle nas duas situações”, defende o parlamentar.

Sigilo

Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou que não iria comentar os dados, alegando que se tratam de informações sigilosas. A PMDF também se comunicou por meio de nota sobre a arma oriunda da instituição — uma submetralhadora automática de calibre .45, com número de série raspado. “A arma é muito antiga e foi descarregada há muito tempo e, pelas informações que passou, pode até nem ser da PMDF. Quando as armas são consideradas inservíveis, são recolhidas e encaminhadas para o Exército Brasileiro, que as reúne e as destrói oportunamente”. Mais adiante, o órgão afirmou que, como a arma tinha a identificação raspada, “fica difícil fazer qualquer análise mais concreta”.

A preferência dos traficantes por fuzis estrangeiros é notável no relatório, representando 42% das armas apreendidas nas favelas do Rio durante a ocupação policial, seguidos pelas pistolas e pelas submetralhadoras. Só do Exército boliviano, há 13 armas. Embora em números absolutos as armas vindas de forças de segurança para a clandestinidade pareçam poucas, é preciso considerar que apenas uma minoria das 289 peças encontradas foram passíveis de identificação por parte dos peritos. Para se ter uma ideia, cerca de 80% dos artefatos têm o número de série removido ou, mesmo quando há a identificação, verifica-se que a arma nunca foi registrada — nem em nome de algum órgão oficial nem como propriedade de uma pessoa física.

Pelo menos o país de origem de quase todas foi verificado. Apenas 14% continuam sem identificação do local onde foram produzidas. Os Estados Unidos lideram o ranking de procedência dos artefatos, respondendo por 22% de tudo que foi encontrado durante a operação policial. Em seguida, vêm a Alemanha e a Áustria, com 5%. Argentina, Israel e Itália também aparecem na lista de origem das armas apreendidas. Para Melina Risso, integrante do Instituto Sou da Paz, que trabalha com o tema do desarmamento, os dados mostram uma realidade localizada. “É claro que defendemos o controle das fronteiras, das armas vindas de fora. Sabemos que é um problema. Mas temos dados de pesquisas pontuais mostrando que o problema da arma nacional é enorme também”, diz.

QGs do crime

Entre novembro e dezembro do ano passado, uma força-tarefa da Segurança Pública do Rio de Janeiro, que contou com a ajuda das Forças Armadas e da Polícia Federal, realizou a ocupação do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. As áreas eram consideradas dois dos maiores QGs do tráfico de drogas do país. Desde então, homens do Exército e da PM estão no local. A ideia é montar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no conjunto de favelas que formam o Complexo do Alemão.

FONTE: Correio Braziliense

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Documentos confidenciais do Centro de Inteligência do Exército (CIE) apontam que o tráfico de drogas voltou ao Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, ocupado há menos de dois meses pela operação que contou com apoio das Forças Armadas. Na Vila Cruzeiro, outra área da zona norte ocupada em novembro, a Polícia Civil do Rio investiga pelo menos dois assassinatos que seriam represálias de traficantes. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

A forma de atuação dos traficantes mudou devido à ocupação. Um relatório aponta que homens armados mantêm uma boca de fumo itinerante na favela da Galinha. Para evitar prisões, os traficantes contam com a ajuda de mototaxistas, que trabalham como olheiros. De acordo com o documento do Exército, em algumas bocas de fumo, o comprador tem de dizer uma senha – “onde estão os amigos?” – para comprar drogas. Na Vila Cruzeiro, traficantes teriam assassinado um morador a tiros e outro, a pauladas. “A parte baixa está ótima, mas na parte alta da favela alguns moradores contaram que houve cobrança do tráfico”, diz um morador da Vila Cruzeiro.

Violência no Rio

O Complexo do Alemão está ocupado pelas forças de segurança desde o dia 28 de novembro. A tomada do local aconteceu praticamente sem resistência numa ação conjunta da Polícia Militar, Civil, Federal e Forças Armadas. A polícia investiga uma possível fuga de traficantes pela tubulação de esgoto do Alemão antes dos policiais subirem o morro. Na quinta, 25 de novembro, a polícia assumiu o comando da Vila Cruzeiro, na Penha. Ambos dominados, até então, pela facção criminosa Comando Vermelho. As ações foram uma resposta do Estado a uma série de ataques, que começou na tarde do dia 21 de novembro. Em uma semana, pelo menos 39 pessoas morreram e mais de 180 veículos foram incendiados por criminosos nas ruas do Rio de Janeiro.

FONTE: Terra

Um soldado do Exército morreu na noite de segunda-feira após ser atingido por um tiro enquanto trabalhava no posto de observação do teleférico do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Segundo a assessoria da Força de Pacificação, um disparo acidental de pistola provocou a morte do paraquedista Vianna Martins dos Santos.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Getúlio Vargas na tarde de segunda-feira e posteriormente foi transferida para o Hospital Central do Exército (HCE), mas não resistiu ao ferimento e morreu por volta das 22h.

Em comunicado, o Exército informou que foi instaurado um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias da morte. Segundo o Exército, foi disponibilizado serviço psicológico para atender a família do soldado.

FONTE: Terra

As forças de segurança que atuam neste domingo (28) no Complexo do Alemão, reduto de narcotraficantes na zona norte da capital fluminense, não encontraram resistência até agora e estranham a ausência de combates no local.

No sábado (27), a polícia deu ultimato aos criminosos para que se rendessem na rua Joaquim de Queiroz, dentro do complexo de dez favelas. Nenhum deles o fez. As forças de segurança estimavam em cerca de 600 o número de suspeitos no local.

“A situação está preocupantemente tranquila demais”, afirmou o delegado Marcos Vinicius Braga. “Não é normal um estado de tranquilidade desse no Complexo do Alemão”, disse, sem especular o que teria acontecido para a falta de embate.

Segundo o delegado, não há registro de mortos ou feridos na favela e a polícia está encontrando poucos moradores nas casas. O comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, determinou varredura geral na região.

O delegado Rodrigo Oliveira, responsável pela operação por parte da Polícia Civil, demonstrou dúvida sobre se os narcotraficantes estão ainda no Complexo do Alemão. “É possível que estejam aí dentro”, disse ele, que notou rastros de sangue na comunidade, mas não soube dizer se há criminosos feridos.

“A comunidade é subjugada pelo tráfico. É possível que eles estejam escondidos em casa. Ainda vai levar tempo até que todas as residências sejam vasculhadas”, afirmou ele. “O complexo pertence de volta à comunidade. O objetivo principal já foi feito e não temos hora para sair.”

FONTE/FOTO: UOL/G Pinto – O Globo

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Forças policiais e militares continuam avançando para o interior da área

A comunidade do Complexo do Alemão amanheceu neste domingo (28) cercada por homens das polícias Militar, Civil e Federal e também por homens do Exército. A parte mais baixa do Complexo, formado por dez favelas, já foi tomada pelas forças oficiais e, por volta das 8h30, os tanques das Forças Armadas, principal reforço para a operação de segurança pública, subiram as ladeiras do morro onde os criminosos se concentram. Um dos helicópteros que acompanha a operação já disparou contra alvos na comunidade.

Os tanques da Marinha que invadiram na quinta-feira a Vila Cruzeiro, até então dominada pelos líderes do Comando Vermelho, circulam na região em velocidade acelerada e os policiais fazem apreensões na região. Em menos de dez minutos, o UOL Notícias encontrou pelo menos dez carros blindados rondando a região. Em um deles, cerca de 15 homens do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar fluminense) estavam posicionados para o ataque.

O sinal verde para a operação veio depois de uma noite cercada de tensão, com tiroteios eventuais e ameaças das tropas de segurança de fazerem a incursão mesmo no escuro. Os criminosos ligados ao tráfico receberam ultimato da polícia para se entregarem até o fim da tarde de sábado, mas poucos deles o fizeram. Entre os que se renderam, estava o número dois do tráfico no complexo, conhecido como Mister M.

“É hoje, vamos invadir”

O helicóptero blindado sobrevoa a área fazendo voos rasantes. As mais de 40 entradas do Complexo do Alemão permanecem cercadas e vigiadas pelos enviados do Estado. O comércio está fechado. Quase não é possível ver moradores pela rua. Ao que parece, os habitantes do Alemão preferem ficar dentro de casa.

Veículos que obstruíam a entrada na favela estão sendo rebocados. Nas ruas, só é possível ver carros policiais. Depois do fim do ultimato concedido pela polícia, moradores receberam ordens para não saírem de suas casas. Os que estavam fora, foram proibidos de entrar. Fontes de segurança afirmaram que os criminosos estão ficando sem munição e sem mantimentos.

FONTE/FOTO: UOL/J Marques-AE

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Cerca de dez veículos blindados entraram em alta velocidade no Conjunto de Favelas do Alemão, na Penha, na Zona Norte do Rio, no fim da tarde deste sábado (27). A Estrada do Itararé, um dos acessos à comunidade, foi fechada pela Polícia Militar por volta das 18h15, de forma que somente policiais têm autorização para circular na área.

Segundo o coronel Lima Castro, relações públicas da PM, o prazo para que os criminosos se entreguem termina no fim do dia, “assim que o sol se pôr”.

A entrada acontece um dia depois do cerco ao local por mais de 800 homens da polícia e do Exército. Foi para lá que mais de cem criminosos fugiram após a ocupação da Vila Cruzeiro, na quinta-feira (25).

No começo da noite, homens da PM em moto entraram em alta velocidade na favela. O clima de tensão aumentava conforme a noite se aproximava.

Por volta das 17h25, recomeçou o tiroteio na comunidade e, um pouco antes, um helicóptero da Polícia CIvil foi alvo de tiros dos criminosos. No entorno, a movimentação de carros da polícia é grande.

No fim da tarde, um incêndio atingiu uma lanchonete num dos acessos ao morro. Um homem foi retirado da lanchonete inconsciente pelo Corpo de Bombeiros. O clima no fim da tarde era de tensão, com moradores correndo pela favela.

FONTE: G1

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Mediador negocia rendição com traficantes

Traficantes cercados no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio, enviaram mensagens ao mediador de conflitos e coordenador do Afroreggae, José Júnior, para iniciar algum tipo de conversação antes da invasão da polícia.

José Júnior está agora no Complexo do Alemão disposto a negociar uma rendição com os traficantes para evitar o elevado número de mortes que se espera em um eventual combate.

Desde 1993, ele criou a ONG que atua na área social cultural em favelas, abrigando e empregando ex-traficantes dispostos a abandonar o crime. Os mediadores atuam para evitar confrontos que prejudiquem a vida de moradores das comunidades.

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse neste sábado que a polícia vai invadir o Complexo do Alemão “a qualquer momento”. Segundo o oficial, a decisão já está tomada e não há possibilidade de se voltar atrás.

“Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas”, afirmou o comandante da PM.

Para conter a onda de violência iniciada em 21 de novembro no Rio, a polícia iniciou operações em diferentes morros e favelas. Com auxílio de blindados da Marinha, a polícia entrou na favela da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha (zona norte), na quinta (22). Com a aproximação dos policiais, traficantes fugiram para uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.

FONTE: UOL

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Chefes do tráfico tentaram escapar do cerco e estão preso

O Exército informou na manhã deste sábado que prendeu um homem com US$ 50 mil e mais R$ 20 mil dentro de uma mochila, totalizando cerca de R$ 106 mil, na barreira montada pelos militares no Complexo do Alemão.

“O comentário é que nunca vimos tanto dinheiro”, disse o chefe de Comunicação Social do Comando Militar do Leste, coronel Ênio Zanan. Segundo ele, a pessoa foi presa e entregue à Polícia Militar.

Segundo o coronel, em outra ocorrência, foram baleados e presos o chefes do tráfico de Manguinhos, zona norte, e na Vila Cruzeiro, na Penha, comunidade tomada na quinta-feira pelos policias militar e civil, após três horas de prisão.

“Um automóvel tentou furar o nosso bloqueio, foi alvejado o carro e foram baleados o chefe do tráfico de Manguinhos e o segundo na hierarquia da Vila Cruzeiro. Foram entregues à PM, que os encaminhou ao hospital Carlos Chagas”, afirmou o coronel.

FONTEOTO/F: UOL

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Um soldado do Exército foi atingido por estilhaços na perna na tarde desta sexta-feira (26) após traficantes do complexo de favelas do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, terem feito disparos para afugentar efetivos da PM e do Exército que ocupam os entornos da comunidade.

O militar, que integra a Brigada Paraquedista e tem 19 anos, foi levado para o hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo a unidade, ele passa bem. Ele foi transferido para o hospital Central do Exército (HCE), em Benfica.

Uma mulher de 61 anos foi atingida na barriga por uma bala perdida e está no Getúlio Vargas.

O Exército enviou um efetivo de 800 homens para ajudar à polícia na ocupação dos complexos da Penha e do Alemão. As tropas vão patrulhar 44 pontos.

A corporação informou ainda que os militares estão autorizados a reagir caso sejam atacados pelos traficantes.

FONTE: noticiasR7

FOTO: Extra

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A TV Globo e a Globonews mostraram, às 15 horas desta quinta-feira, 25 de novembro, imagens impressionantes de centenas de traficantes armados fugindo da Vila Cruzeiro e seguindo para o Complexo do Alemão. Quase todos os homens estão com mochilas e fuzis.

IMAGEM: G1

PERGUNTAS DO FORTE:

  • Onde estava a polícia enquanto os traficantes fugiam para o Complexo do Alemão?
  • Não havia um plano B para o caso dos inimigos fugirem?
  • Como pode o Globocop ter melhores imagens que a Polícia e antes da Polícia?
  • Como pode o Relações Públicas da PM ao vivo na TV dizer que não sabia da fuga dos bandidos, enquanto ela acontecia ao vivo no mesmo instante?

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre a ação da Polícia contra o tráfico hoje no Rio de Janeiro no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

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