O Ministério da Defesa é o órgão do Governo Federal responsável pela direção superior das Forças Armadas, constituídas pelos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Sua principal missão é manter a soberania nacional e a integridade territorial, bem como estabelecer políticas ligadas à defesa e segurança do País, como a Política de Defesa Nacional (PDN).

Do montante de R$ 31,3 bilhões previstos para a Defesa Nacional, R$ 16,7 bilhões destinam-se aos gastos com o pagamento de pessoal ativo.
Os Comandos (Exército, Marinha e Aeronáutica) possuem na sua programação orçamentária as mesmas características para determinadas ações.

Quando se observa os programas de “Reaparelhamento e Adequação”, estamos nos referindo à aquisição/construção de equipamentos aéreos, navais ou terrestres, ou ainda à modernização dos atuais. Já o programa “Preparo e Emprego”, nos referimos às despesas para a incorporação, o treinamento e a manutenção das tropas.

Dessa forma, para a da Defesa Aérea, foram alocados R$ 3,5 bilhões, com destaque para o preparo e emprego das tropas, com R$ 1 bilhão; e do reaparelhamento e adequação da Força Aérea, contemplado com R$ 904 milhões, com o objetivo de comprar 50 helicópteros de transporte, e de desenvolver o avião cargueiro KC X, bem como atender a diversos compromissos contratuais de modernização e aquisição de aeronaves, inclusive as destinadas às atividades de caça e reconhecimento; e para melhoria do Sistema de Segurança de Vôo e Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, com R$ 1,1 bilhão; e construção, reforma e ampliação de aeroportos de interesse nacional e estadual.

Em relação à Defesa Naval, há R$ 3,2 bilhões, distribuídos, predominantemente no reaparelhamento e adequação da Marinha do Brasil, com R$ 2,3 bilhões, e
no preparo e emprego do Poder Naval, com R$ 1 bilhão.

Os destaques são para o desenvolvimento do ciclo de combustível nuclear e do protótipo do reator para propulsão do submarino nuclear cerca de R$ 250 milhões; o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que compreende a construção de 4 submarinos convencionais e 1 nuclear, incluindo a transferência de tecnologia para o País, e a implantação de um estaleiro e de uma base de submarinos em Itaguaí/RJ; além da participação no Programa Antártico Brasileiro (Proantar) no valor de R$ 9 milhões, mantendo o País no processo de discussão sobre o futuro da região antártica.

A área de Defesa Terrestre conta com R$ 1,4 bilhão e tem no preparo e emprego da Força Terrestre, que envolve a incorporação de 44 mil recrutas, o Projeto Soldado Cidadão, o qual qualifica jovens egressos do serviço militar para o mercado de trabalho; a implantação de Pelotões Especiais de Fronteira na Região Amazônica; e o reaparelhamento e adequação do Exército Brasileiro, com previsão de R$ 427 milhões.

Destacamos, ainda, as operações combinadas das três Forças no controle do tráfego aéreo, fluvial e terrestre, contribuindo para reduzir o fluxo ilegal de armas
e drogas, a extração ilegal e a evasão de riquezas naturais. As Forças atuam também em ações humanitárias, inclusive em outros países, em ações cívico–sociais, assistência hospitalar e ambulatorial; e ainda na Assistência e Cooperação das Forças Armadas à Comunidade, com ações de construção de infraestrutura e assistência às comunidades indígenas isoladas em regiões de fronteira no norte; bem como com o Programa de Transporte Aéreo; entre outras ações governamentais.

Vale ressaltarmos que há previsão de despesas para a realização dos Jogos Mundiais Militares, com a participação de 110 países e 7 mil atletas, entre competidores e técnicos.

FONTE: http://www.planejamento.gov.br

COMPARE:

US$ 4,58 bilhões…

é QUANTO o Reino Unido precisa cortar em seus gastos militares. A quantia representa 8% do orçamento anual de US$ 57,2 bilhões. Faz parte do plano de contenção de despesas a extinção de 17 mil postos de trabalho nas Forças Armadas e 25 mil no Ministério da Defesa.

FONTE: Isto é Dinheiro – 25/10/2010

VEJA TAMBÉM:

NOTA DO EDITOR: Mesmo com os cortes, o Reino Unido ainda continuará em terceiro lugar na lista dos países que mais investem em Defesa.

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Orçamento recorde para a Defesa

vinheta-clipping-forteO presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou ontem ao Congresso uma proposta de orçamento de US$ 3,8 trilhões para o ano fiscal de 2011, o que inclui um valor recorde de US$ 708 bilhões em gastos com a Defesa. Obama argumentou que seu plano irá produzir uma redução de longo prazo no atual déficit de US$ 1,6 trilhões do país.

O Orçamento pedido pela Casa Branca inclui US$ 33 bilhões em financiamento adicional para pagar pelas operações militares e de inteligência crescentes no Afeganistão e Paquistão e pela retirada parcial das forças dos EUA no Iraque.

Esse valor se soma aos US$ 129,6 bilhões já incluídos no ano fiscal atual, que termina em 30 de setembro.

O Orçamento base pedido pelo Pentágono, US$ 549 bilhões, já representa um aumento de US$ 18 bilhões em relação aos US$ 531 bilhões do último ano fiscal. O aumento cobrirá a continuação das reformas nas aquisições de Defesa e no desenvolvimento de um escudo contra mísseis balísticos, além do atendimento a soldados feridos.

O Orçamento também prevê o cancelamento de vários importantes programas de armas, incluindo o avião de transporte C-17 da Boeing, poupando US$ 2,5 bilhões.

Além disso, o Orçamento também cancela os planos para o desenvolvimento de um novo navio da Marinha, os planos para a substituição do avião de inteligência EP-3, também da Marinha, e suspende os trabalhos sobre um satélite de aviso antecipado de mísseis.

O Orçamento prevê ainda o adiamento para depois de 2015 da substituição de dois novos navios de comando e controle da Marinha, iniciativa que a Casa Branca diz que poderá economizar US$ 3,8 bilhões no plano quinquenal de Defesa do Pentágono. A Marinha tinha planejado comprar um navio de comando em 2012 e um segundo em 2014.

A aquisição de um novo veículo anfíbio que está sendo construído pela General Dynamics Corp. para os Fuzileiros Navais será adiada em um ano, poupando US$ 50 milhões no ano fiscal 2011 e reduzindo os riscos, ao permitir mais tempo para a realização de testes, sustenta a Casa Branca.

O Pentágono disse que também pretente reduzir em 17% até o final de 2001 seu uso de contratos de alto risco em áreas relacionadas a tempo, materiais e horas de mão-de-obra.

No Orçamento proposto, Obama ressalta o compromisso da administração com “uma defesa forte contra ameaças emergentes de mísseis”, dizendo que pagará pelo uso de interceptores cada vez mais eficazes baseados em terra e mar e para uma nova linha de sensores na Europa.

Ao todo, o Orçamento inclui US$ 112,8 bilhões de dólares para a aquisição de armas, um aumento em relação aos US$ 104,8 bilhões do ano fiscal 2010.

FONTE: Jornal do Brasil