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18/01/2003 – Começa hoje (18) mais uma campanha de alistamento militar. Este ano as peças publicitárias associam os desafios típicos do cotidiano com os enfrentados na carreira militar. Além do rádio e da televisão, o Ministério da Defesa vai promover ações específicas de comunicação nas mídias sociais (Twitter e Facebook) – canais muito utilizados pelos jovens, público-alvo da campanha. Vale lembrar: jovens do sexo masculino, nascidos em 1995, têm até o dia 28 de junho para comparecer à Junta de Serviço Militar mais próxima de suas residências. Confira no link abaixo o filme da campanha.

DIVULGAÇÃO: Assessoria de Comunicação Ministério da Defesa

(La Nacion, 18 – Andrés Oppenheimer) 1. Quando Xi Jinping foi nomeado o novo líder da China, há algumas semanas, uma das coisas que mais me surpreendeu no seu currículo é o fato de ser um engenheiro. Mais exatamente, é um engenheiro que substituiu outro engenheiro como líder do país mais populoso do mundo. No Ocidente, a maioria dos presidentes são advogados, que em quase todos os casos, falam “bonito”. O presidente dos EUA é um advogado formado em Harvard, que recentemente foi reeleito depois de derrotar Mitt Romney, outro advogado formado também em Harvard. O ex-presidente do México, Felipe Calderón, é advogado e foi substituído em 1º de dezembro por Enrique Peña Nieto, outro advogado. Na América do Sul, a maioria dos palácios presidenciais vem sendo ocupados há muito tempo por advogados.

2. Não é que os engenheiros sejam governantes melhores (nem sempre são) nem generalizar, mas refletir o fato de que a engenharia é muito mais popular na China e em outros países asiáticos do que no Ocidente. Isso é importante porque nós vivemos em uma economia global baseada no conhecimento, em que as patentes de novas invenções, geralmente produzidos por engenheiros, cientistas e técnicos, produziram para as nações muito mais riquezas que as matérias-primas. Na Universidade Tsinghua de Pequim, uma das mais prestigiadas do país, 72% dos alunos de graduação, mestrado e doutorado estão matriculados em escolas de engenharia e ciências exatas, enquanto que apenas 28% estudam humanas ou ciências sociais. Enquanto que 31% de todos os universitários graduados na China se especializam em engenharia, nos Estados Unidos esse número é de apenas 5%.

3. Na maioria dos países latino-americanos, a primazia das ciências humanas e sociais sobre a engenharia e as ciências exatas é ainda maior. Nossas universidades produzem muito poucos engenheiros. A última vez que olhei para os números da Universidade de Buenos Aires, uma das maiores da América Latina, existia 29.000 estudantes de psicologia e 8.000 estudantes de engenharia, o que equivale a produzir três psicólogos para tratar os problemas de cada engenheiro.

4. David E. Goldberg é professor emérito de engenharia da Universidade de Illinois e fundador de um movimento para modernizar a educação de engenharia. Sua receita: fazer o estudo da engenharia mais divertido e mais criativo. “Em vez de começar a carreira de engenharia com o lado criativo, estamos começando com matemática, ciência e toda a parte abstrata, e isso faz com que quase 50% dos alunos abandone o curso”, disse Goldberg.

5. O fato de a China ser governada por engenheiros e dos estudantes chineses se voltarem massivamente para a engenharia, deve servir como lembrete da necessidade de se produzir mais engenheiros e de fazer com que a engenharia seja um estudo mais divertido.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

 

A carreira militar: triste realidade

André Luiz Silva Ramos*

Um jovem brasileiro faz bem cedo uma opção profissional, resolve estudar em uma escola militar e ter como ideal defender o Brasil. Assim como outros jovens que escolheram outras profissões, ele acredita que nas Forças Armadas encontrará a valorização como profissional e será reconhecido por seu trabalho e dedicação.

É uma profissão diferente das outras e exige dele um grande sacrifício, inclusive de seus pais e de sua futura família, pois ficará distante durante sua formação e poderá ser transferido após estar formado, comprometendo aqueles que estejam em sua companhia. Ele jura defender o Brasil sempre, colocando de lado valores materiais e, muitas vezes, arriscando a própria vida nas missões que realiza para estar pronto na hora em que for necessária a sua presença.

O Brasil é um país cobiçado por suas riquezas naturais e precisa de jovens que pensem como ele e que estejam dispostos a este sacrifício sem esperar muita coisa em troca. No entanto, a realidade, alguns interesses políticos e a ganância de algumas pessoas têm colocado em risco a defesa do Brasil, por desmotivar jovens a seguir esta profissão.

É difícil para um jovem, hoje em dia, querer seguir a carreira militar, pois desde o governo de FHC, através de uma medida provisória até hoje não votada, as poucas vantagens financeiras que haviam na profissão foram retiradas, e hoje a perspectiva de uma aposentadoria tranquila deixou de ser possível para os militares.

Além disso, existem funcionários da União que, mesmo estando em níveis muito abaixo da formação destes profissionais, recebem salários muito acima, o que fere a constituição, desmotiva o militar e deixa a instituição comprometida, pois os jovens começam a abandonar a carreira e procurar novas oportunidades.

Soma-se a tudo isso, o possível revanchismo dos atuais governantes, que, ressentidos com o passado da ditadura, tratam os militares com desprezo e não investem nas Forças Armadas. Não é de hoje que as Forças Armadas do Brasil estão sucateadas e seus representantes humilhados. Interessante é que, apesar de não serem valorizados pelo governo, todas as vezes em que é feita uma enquete para a população responder em que mais confia, o índice de credibilidade nas Forças Armadas é altíssimo.

Os governantes precisam entender que o Brasil é muito maior do que os seus ressentimentos pessoais. A presidente Dilma precisa dar uma demonstração de grandeza e superação, investindo na defesa do Brasil e valorizando a classe militar. Os militares são oriundos do povo, não são jovens nascidos em famílias de classe alta, em sua maioria, e representam os verdadeiros anseios da nação. É importante que a presidente esteja atenta aos problemas dos militares e corrija urgentemente as defasagens salariais por que passa esta classe social, valorizando esta profissão e as famílias destes homens, que são fiéis e dedicados ao bem maior que temos, que é o nosso país.

*Militar

FONTE: Zero Hora / COLABOROU: Tony Youssef

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Gastos menores com militares

Os militares saem na frente para conseguir reajuste em 2013. Integrantes da equipe econômica avaliam que diminuem cada vez mais os espaços para segurar o aumento na caserna. Dados do Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento mostram que a participação dos militares no total das despesas da União, considerando os gastos dos três Poderes, vem diminuindo desde 2002, mesmo com aumento do seu contingente, enquanto a dos servidores civis em geral só aumenta.

Em 2002, último ano do governo tucano, o custo com o pessoal dos quartéis correspondia a 26,6% do total despendido pela União com o funcionalismo. No fim de 2011, esse percentual caiu significativamente, para 19,9%, com 9% de integrantes a mais. Já a participação das despesas com os servidores civis do Executivo passou de 52,7% para 56,7% no mesmo período, com o quantitativo aumentando menos, 6%.

O valor médio gasto pelo governo para cada militar também ficou para trás na comparação com os demais servidores, mesmo considerando os aumentos expressivos do salário mínimo pago aos soldados que prestam serviço militar obrigatório. Em 2002, a média era de R$ 2.411 por militar para R$ 2.784 gasto pelos civis. Em março de 2012, cada militar passou a consumir R$ 4.742, uma variação de 97%, enquanto os civis passaram para R$ 6.681, alta de 140%. Em relação ao Judiciário e ao Legislativo, a diferença é muito maior.

Para conter a insatisfação nos quartéis, o governo designou um grupo de trabalho com membros dos ministérios da Defesa e do Planejamento para elaborar a proposta de aumento. Ainda não há nada definido quanto ao percentual e como será dado. O último reajuste da categoria foi em 2008.

Os salários de oficiais-generais variam de R$ 16,6 mil a R$ 19 mil, incluídas as gratificações da carreira. Um major recebe R$ 11 mil e um coronel, R$ 13 mil. Os tenentes têm remuneração de R$ 6,6 mil e R$ 7,2 mil. Como não podem fazer greve, a pressão por aumentos vem dos familiares dos militares, principalmente no Congresso. Há também um movimento forte nos bastidores para elevar as remunerações. Os dirigentes das Forças Armadas não escondem a insatisfação e pressionam em público a presidente Dilma Rousseff, nas solenidades em que ela comparece.

FONTE: Correio Braziliense – 18/06/2012

 

À SOCIEDADE BRASILEIRA

Por que os(as) professores(as) das instituições federais estão em greve?
A defesa do ensino público, gratuito e de qualidade é parte essencial da história do Sindicato Nacional das Instituições de Ensino Superior (ANDESSN), assim como a exigência da população brasileira, que clama por serviços públicos, com qualidade, que atendam às suas necessidades de saúde, educação, segurança, transporte, entre outros direitos sociais básicos.

Os(as) professores(as) federais estão em greve em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os docentes têm na vida da população brasileira.

O governo vem usando seguidamente o discurso da crise financeira internacional como justificativa para cortes de verbas nas áreas sociais e para rejeitar todas as demandas feitas pelos servidores públicos federais por melhores condições de trabalho, remuneração e, consequentemente, qualidade no serviço público.

A situação provocada pela priorização de investimentos do Estado no setor empresarial e financeiro causa impacto no serviço público, afetando diretamente a população que dele se beneficia.

Os professores federais estão em greve em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os docentes federais tem na vida da população brasileira.
Pela reestruturação da carreira
Há anos os(as) professores(as) vêm lutando pela reestruturação do Plano de Carreira da categoria, por acreditarem que essa reivindicação valoriza a atividade docente e, dessa forma, motiva a entrada e permanência dos profissionais nas instituições federais de ensino . No ano passado, o ANDESSN assinou um acordo emergencial com o governo, que previa, como um dos principais pontos, a reestruturação da carreira até 31 de março. Já estamos na segunda quinzena de maio e nada aconteceu em relação a essa reestruturação.

Para reestruturação da carreira atual, desatualizada e desvirtuada conceitualmente pelos sucessivos governos, o ANDES-SN propõe uma carreira com 13 níveis, variação remuneratória de 5% entre níveis , a partir do piso para regime de trabalho de 20 horas, correspondente ao salário mínimo do DIEESE (atualmente calculado em R$2.329,35) A valorização dos diferentes regimes de trabalho e da titulação devem ser parte integrante de salários e não dispersos em forma de gratificações.

Pela melhoria das condições de trabalho nas Instituições Federais.
O começo do ano de 2012 evidenciou a precariedade de várias instituições. Diversos cursos em Instituições Federais de Ensino – IFE tiveram seu início suspenso ou atrasado devido à precariedade das Instituições. O quadro é muito diferente do que o governo noticia. Existem instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a qualidade do ensino.

Ninguém deveria ser submetido a trabalhar, a ensinar ou a aprender num ambiente assim. Sofrem professores, estudantes e técnicos administrativos das Instituições Federais de Ensino. E num olhar mais amplo, sofre todo o povo brasileiro, que utilizará dos serviços de profissionais formados em situações precárias e que, se ainda não têm, pode vir a ter seus filhos estudando nessas condições.

Por isso convidamos todos a se juntarem a nossa luta. Essa batalha não é só dos(as) professores(as), mas de todos aqueles que desejam um país digno e uma educação pública, gratuita e de qualidade.

PARA SABER MAIS SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS:

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Júlio Amaral

As dificuldades em arranjar um primeiro emprego – e também uma remuneração – tem contribuído para que o número de jovens interessados em servir às Forças Armadas tenha aumentado nos últimos anos.
Para a auxiliar administrativa Amélia Gonçalo, que trabalha há 16 anos na Junta do Serviço Militar e Delegacia do Serviço Militar de Volta Redonda, o desejo de vestir a farda tem aumentado a cada ano entre quem está prestes a completar os 18 anos – prazo final para o alistamento, este ano, vai até sexta-feira.
- Tenho observado que os rapazes estão cada vez mais interessados em servir, acredito que é pelo fato de receberem durante esse período uma remuneração que, para muitos, serve como ajuda na despesa de suas casas. Outro atrativo é que a maioria deles não tem experiência no mercado de trabalho, e durante o período no Exército vão poder se especializar em alguma profissão. Por isso acredito que o número de voluntários tem aumentado a cada ano, e cerca de 50% afirmam na hora de se alistar o desejo de servir – declarou, ressaltando que muitos preferem não se oferecer para o serviço militar por causa dos estudos e do trabalho, mas que isso não impede de serem convocados assim mesmo.
- O interesse é bem maior entre os jovens com escolaridade baixa, mas isso não quer dizer que jovens que estão estudando ou cursando faculdade sejam dispensados por esse motivo. Quem vai decidir é a equipe que faz a seleção para a convocação dos recrutas.

Vontade de vestir a farda

Para o Estudante Iury Rates Teixeira Coutinho, de 17 anos, o desejo de servir o acompanha desde a infância.
- A vontade de servir o Exército sempre me acompanhou desde pequeno, e espero ser convocado. Acredito que vou adquirir novos conhecimentos e experiências e, com isso, pretendo me engajar. No momento estou na primeira série do Ensino Médio, e gostaria de fazer novos cursos no quartel – afirmou.
Quem também admite a vontade de ser convocado é o estudante Everton Apolinário da Silva, de 18 anos.
- Este desejo já vem de família, pois todos serviram, e acredito que vou aprender muita coisa no Exército, e posso até me especializar em uma nova profissão – acredita.
Outro que quer deseja seguir o mesmo caminho é Ryan Jesus Sergio, de 17 anos.
- Quero muito ser convocado e, se for possível, engajado como aconteceu com o meu irmão, que permaneceu seis anos no Exército. Se isso acontecer pretendo continuar estudando e desenvolver outros cursos na área militar. Acho que vai ser bom, pois se aprende muita coisa como disciplina, responsabilidade e uma nova profissão – disse ele.

Amam confirma aumento de interesse
De acordo com a tenente Adriana Dabés, do setor de comunicação da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), o interesse pelo serviço militar entre os jovens tem aumentado a cada ano, atraídos pelos benefícios proporcionados: o recém-incorporado recebe ajuda de custo em torno de R$ 500, mais auxílio transporte, assistência médica e odontológica, refeição, alojamento, fardamento e além de ser considerado como primeiro emprego.
Cerca de 900 jovens servem por ano como recrutas na Aman, e entre os selecionados 50 a 60%, em média, optam por continuar servindo mesmo depois de concluído o período de serviço militar.

A tenente Adriana afirma que o interesse em continuar na carreira militar se deve ao aumento nos vencimentos para aproximadamente R$ 900, entre outros benefícios. Quem prefere continuar pode permanecer por um período de até sete anos, renovados anualmente, desde que haja interesse do militar e da instituição. Além dos benefícios citados, há diversos projetos que ajuda o jovem recruta a adquirir uma profissão – como o
Projeto Soldado Cidadão, que insere os jovens no mercado de trabalho após completaram o seu tempo de serviço.

Como funciona uma junta de alistamento
A auxiliar administrativa Amélia disse que a estimativa é de que cerca de 2.500 jovens se alistem até sexta-feira.
Quem deve comparecer à Junta este ano é aquele que completa 18 anos em 2012 – conhecido como classe 1994. A seleção será feita no Aero Clube, no período de agosto a setembro. A funcionária Amélia afirma que 1.663 pessoas se alistaram até a última quarta-feira.
Quem não se alistar até o prazo definido pelo Exército passará a ser retratário de seleção, e só vai poder participar de outra seleção em 2013. A irregularidade impede que ele obtenha toda a sua documentação, como certificado de dispensa ou corporação, além de não poder de tirar passaporte, título de eleitor e ser fichado com Carteira de Trabalho.

FONTE: Diário do Vale

É o 2º militar detido em menos de uma semana por envolvimento com esse tipo de crime

 

Um cabo do Exército de Taubaté foi preso nesta quarta-feira (29) no bairro Esplanada Santa Terezinha. Esse é o segundo militar detido em menos de uma semana na cidade por envolvimento com o tráfico de drogas.

O cabo do Cavex, de 24 anos, foi preso em casa enquanto dormia. No local, foram apreendidas 86 pedras de crack, três pinos e um papelote de cocaína, além de dinheiro e aparelhos de telefone celular. Foi a segunda prisão de um militar do Cavex por tráfico em cinco dias.

Na última sexta-feira (24), cinco homens acusados de tráfico foram presos com dinheiro, drogas e armas por meio de escutas telefônicas. Dentre eles, um soldado de 21 anos, que guardava em casa 90 pinos de cocaína e munição.

De acordo com a polícia, os dois militares – o soldado e o cabo – fazem parte da mesma quadrilha, que atuava no Esplanada Santa Terezinha, um dos bairros mais violentos de Taubaté.

Ninguém do Comando de Aviação do Exército gravou entrevista. Por meio de nota, a informação é de que o cabo ficará preso no Cavex, mas só por enquanto. Em breve, ele dever ser levado a uma prisão comum.

É que o cabo era um militar temporário e, segundo o comando do Cavex, mesmo antes da prisão, o desligamento dele do Exército já era previsto. O cabo preso nesta quarta estava no Exército há seis anos.

Os militares acompanharam a Polícia Civil no cumprimento do mandado de prisão. E, durante toda a manhã, estiveram na delegacia de entorpecentes. Agora a polícia investiga se há mais militares e civis envolvidos com a mesma quadrilha.

O outro soldado preso na sexta-feira (23) continua detido no Cavex até que ele seja transferido para um presídio.

FONTE: www.vnews.com.br

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Resende (RJ) – No dia 11 de fevereiro, a AMAN realizou a tradicional Cerimônia de Entrada dos Novos Cadetes pelo Portão Monumental. O portão de entrada para os novos cadetes só é aberto uma vez a cada ano, pelo aluno mais novo da turma recém-egressa da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (Campinas/SP). Neste ano, coube ao Cadete Ismael Deus Marques, de 17 anos, a realização desse ato.

Ao todo, 481 cadetes oriundos de todas as regiões do país ingressaram na AMAN, além de 13 cadetes de nações amigas: Bolívia, Paraguai, Moçambique, Guatemala, Suriname, Nicarágua e El Salvador.

A solenidade contou com a presença dos pais, amigos e familiares dos novos cadetes, de militares da ativa e da reserva e da comunidade resendense.

A cerimônia é revestida de grande simbolismo e emoção, pois ocorre desde a inauguração da AMAN, em 1944, e caracteriza o início da formação do oficial combatente do Exército Brasileiro.

FONTE: EB

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Tenentes Clara Luz e Jackson Machado, do Instituto Militar de Engenharia, superaram cadetes norte-americanos de West Point

 

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro

Os tenentes do Exército Clara Luz e Jackson Machado, alunos do IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio, foram os primeiros colocados na classificação geral em todas as matérias aplicadas à Engenharia que cursaram em West Point, a Academia Militar dos Estados Unidos.

Os dois foram os alunos brasileiros pioneiros no intercâmbio na escola de formação de oficiais dos EUA, onde passaram seis meses, no segundo semestre de 2011. Eles tiveram o melhor desempenho em suas turmas em West Point nas matérias técnicas, de Engenharia.

A petropolitana Clara, 24 anos, é aluna de Engenharia de Materiais no IME; Jackson, 23, mineiro de Juiz de Fora, cursa Engenharia Química. O destaque no exterior, na academia militar do mais poderoso exército do mundo, não chega a ser novidade para a dupla. Atualmente no quinto e último ano, eles foram selecionados para o programa por merecimento, justamente por serem os primeiros da turma também no IME.

“Cursamos matérias aplicadas à Engenharia. Nesses cursos, tivemos as melhores notas da turma. A base conceitual do IME é muito diferenciada e foi primordial para o nosso desempenho lá. Em West Point, o estudo é mais aplicado; aqui é mais conceitual”, afirmou Jackson. “A participação dos cadetes nas aulas é muito grande e eles mesmos se cobram muito. O sistema de avaliação é diferente do brasileiro”, explicou Clara, segundo quem, por vezes, o estudo lá era mais intenso que no Brasil, por conta do idioma.

Com cerca de 500 alunos de graduação, o tradicional instituto do Exército tem nove especialidades e é um dos 27 estabelecimentos de ensino superior – dentre 2.176 avaliados – com nota máxima no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia a qualidade do Ensino Superior no Brasil. Teve a 14ª melhor média do Brasil. A história do IME remonta a 1792, quando foi criada a “Real Academia de Artilharia e Desenho”, primeira escola de engenharia e a terceira das Américas, de acordo com o Exército Brasileiro.

West Point fica em Nova York e não é apenas uma academia militar. Seus 4.400 cadetes se formam como tenentes e ao mesmo tempo em um dos mais de 40 cursos de nível superior. Foi eleita a melhor faculdade dos EUA em 2009, pela revista Forbes; em 2011, foi avaliada pelo U.S. News & World Report como a melhor faculdade e o melhor programa de Engenharia – em ambos os casos, pelo terceiro ano consecutivo. Lá, as turmas são pequenas, com no máximo 18 alunos. Estudantes de Letras precisam fazer aulas de cálculo, e os de Física também cursam filosofia, por exemplo.

O material didático usado é semelhante ao do IME, mas uma das diferenças na parte metodológica é que na academia norte-americana há maior quantidade de aulas práticas que no IME. “Aqui temos menos aulas de laboratório, porém são mais aprofundadas”, explicou Jackson.

Foram outros aspectos da experiência, no entanto, que mais surpreenderam Clara e Jackson. “Como é um país sempre em conflito, há cadetes do primeiro ano que já são veteranos de guerra, onde estiveram como soldados”, contou Clara.

Nos EUA, os brasileiros não eram os únicos estrangeiros: havia alunos da Alemanha, França, Itália, Chile, entre outros. “Tínhamos a responsabilidade de representar o IME, o Exército e o Brasil”, disse a futura engenheira, que prestou vestibular como civil – a seleção do IME abre vagas para militares e civis –, mas ao fim do primeiro ano optou por seguir a carreira no Exército. “Eu me adaptei rapidamente”, lembra.

Também chamou a atenção dos dois militares a grandiosidade da estrutura de West Point, a escala da logística e a tecnologia disponíveis. “Nos exercícios militares, mil cadetes faziam deslocamentos de helicópteros, com óculos de visão noturna, atirávamos com os armamentos modernos, havia 30 caminhões enfileirados para transportar o pessoal… As proporções são impressionantes”, disse Jackson.

Embora quatro cadetes de West Point já viessem para o IME por ano desde 2007, é a primeira vez que brasileiros foram para a academia americana. Os americanos, porém, não são alunos de Engenharia e vêm ao Brasil com o objetivo de se aperfeiçoar em português e aprender sobre o País. Cursam aulas como Ciências do Ambiente, Gerenciamento de Projetos, Geografia do Brasil e História Militar, alguns montados especialmente para eles e para alunos visitantes, principalmente de academias de países vizinhos e da África.

Com o sucesso da experiência de Jackson e Clara, no segundo semestre de 2013 mais dois alunos do IME irão a West Point e, em 2014, passarão a ser mandados quatro por ano. Uma das preocupações é fazer com que os enviados não sejam prejudicados ao voltar ao IME. A contrapartida pelo prêmio é que os dois acrescentarão ao currículo de 2012 as cadeiras que não fizeram no IME enquanto estavam nos EUA. “Vale a pena”, disse Clara.

Ao fim do primeiro ano, optou por ser militar e pretende trabalhar no CTEx (Centro de Tecnologia do Exército), após se formar. Ela participa de pesquisa sobre detectores infravermelho. Jackson também tem o CTEx e a Imbel como primeira opção.

FONTE: iG

Qual é o salário de um policial militar no Brasil?

COMPARATIVO DE SALÁRIOS ENTRE AS POLÍCIAS MILITARES DOS ESTADOS

Neste link existe uma tabela de salários das polícias militares por estado e outras informações.

FONTE: www.salariospm.xpg.com.br

Por Jorge Antonio Barros, da Cinelândia, Rio de Janeiro.

Em desobediência a ordens expressas, os policiais deixaram seus quartéis e tomaram de assalto as ruas do Rio, saqueando lojas, atacando quem passava e, de acordo com relatos feitos por testemunhas, matando diversas pessoas e em geral espalhando pânico e terror. O episódio ocorreu em 1831, quando instalou-se a mais séria crise política desde a abdicação de dom Pedro I, em abril daquele ano. Apesar de lembrar o que aconteceu durante a greve da PM na Bahia, o caso não guarda qualquer semelhança com a greve que foi decretada no primeiro minuto de hoje por policiais civis, militares e bombeiros do Estado do Rio. Exceto pelo fato de que os policiais em questão no episódio histórico pertenciam à Guarda Real de Polícia, o embrião da Polícia Militar, fundada em 1809 por d. João VI. A crise da polícia em 1831 foi talvez o primeiro movimento de motim policial, cujo pavio foi aceso pelo então ministro da Justiça, padre Diogo Antônio Feijó, que decidira punir revoltosos do 26º Batalhão de Infantaria do Exército. Os PMs da época então decidiram se rebelar.

Dessa vez o motivo da revolta é um conjunto de reivindicações salariais que, pela primeira vez na história do Rio, une policiais civis, militares e bombeiros numa greve por tempo indeterminado. Se as autoridades procurassem conhecer um pouco mais de história o cabo Benevenuto Daciolo, líder do movimento salarial dos bombeiros, não teria sido preso sob as acusações de aliciação para motim e incitamento à desobediência e indisciplina (crimes previstos pelo Código Penal Militar, ao qual estão subordinados policiais militares e bombeiros, já que são força auxiliar do Exército). Para piorar a situação, Daciolo foi detido no presídio Bangu 1 — prisão de segurança máxima para onde são levados criminosos de alta periculosidade — porque seus superiores consideraram perigoso deixá-lo preso no quartel-central de sua corporação, que fora invadido por bombeiros em protesto no ano passado. Ou seja: a cúpula do Corpo de Bombeiros reconheceu que suas instalações não oferecem a menor segurança. Só que se quiserem seguir o Código Penal Militar Daciolo deve ser preso numa instituição militar e não civil.

O que ouvi ontem à noite de líderes do movimento salarial que representam 70 mil agentes de segurança em todo o estado foi que a prisão de Daciolo foi um tiro ou uma mangueirada no pé, dada pelo próprio governo. Uma das palavras de ordem da assembléia de policiais era “soltem Daciolo” — que se tornou uma das principais reivindicações dos grevistas. O governo do estado deu a Daciolo o status de um Luís Inácio Lula da Silva, que também foi tratado como criminoso e preso por liderar a maior greve ocorrida durante a ditadura militar — a do ABC paulista, em 1978. Vinte e quatro anos foi eleito presidente da República.

O cabo voltava da Bahia onde certamente havia ido dar uma força para o movimento paredista baiano. Se os policiais já estavam decididos a entrar em greve, a prisão de Daciolo foi a desculpa de que necessitavam para privar a sociedade do direito básico à segurança, previsto na Constituição. O direito de greve a policiais é tema considerado polêmico por juristas, mas a paralisação com certeza pode ter consequências imprevisíveis até mesmo para a economia do estado, a uma semana do carnaval. O prejuízo para agências de turismo e hotéis pode ser incalculável se o movimento grevista tiver grande adesão e houver qualquer sinal de descontrole por parte das autoridades. A sensação de segurança — tão bem construída por estatísticas de criminalidade que mostram a redução dos delitos, em seis anos — pode ir pelo espaço se a greve tiver grande adesão e aumentar o risco da criminalidade nas ruas.

Ainda não há informações sobre adesão, mas a greve dos policiais já fez a 1ª “vítima” do carnaval: o Cordão do Bola Preta cancelou o desfile marcado para hoje à noite por questão de segurança. A Secretaria de Segurança só vai se pronunciar sobre a decisão de greve durante a manhã desta sexta-feira, 10.

A Comissão de grevistas diz que 30% dos efetivos das polícias civil, militar e do Corpo de Bombeiros permanecerão atendendo ocorrências graves. Um dos líderes da Polícia Civil, o inspetor Francisco Chao, recomendou a policiais da Delegacia de Homicídios que não faltem ao trabalho porque o serviço deles é essencial na investigação de assassinatos. Durante a assembleia, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio, Carlos Gadelha, fez um dos discursos mais serenos, propondo que os policiais não aceitem a infiltração de provocadores e não promovam atos de desordem. Os grevistas esperam contar com o apoio da sociedade, o que obviamente será muito difícil, já que são baixos os índices de confiança nas polícias.

Como não quer pagar para ver, o governo do estado já pediu ajuda ao Exército, que enviará 14 mil militares, e à Força Nacional de Segurança, que deverá colaborar com 300 agentes. O Rio já viu esse filme e, de modo geral, a população confia mais no Exército do que nas polícias. Mas Exército não tem vocação para fazer papel de polícia. O carioca já viu tropas do Exército e blindados nas ruas da cidade durante eleições, reuniões de cúpula e operações policiais em favelas, mas no carnaval será a primeira vez.

Na asssembleia que reuniu cerca de 5 a 6 mil pessoas, na Cinelândia, havia grande clima de torcida pela greve, cornetas e tambores, além da exibição de faixas com números de batalhões da PM e de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), sugerindo a adesão daquelas unidades. Por volta das 22h30m vi um grupo de policiais militares a paisana (usavam camiseta com a inscrição “Pmerj no local”) pegar o metrô em direção ao 19º BPM (Copacabana). Estavam de folga, mas disseram que pretendiam ir ao quartel para informar sobre a decisão de greve e estimular outros colegas a aderirem à paralisação. A ideia dos grevistas é permanecer aquartelados, a menos que sejam procurados por agentes da Polícia Federal. Aí deverão sair dos locais de trabalho e, mesmo fardados, permanecer nas ruas. O regulamento não os proíbe de usar farda a passeio. Para lhes lembrar que estão agindo fora da lei, a Corregedoria da PM já montou esquema destacando um policial para cada batalhão com a finalidade de fichar os “infratores”.

Com a greve, proibida a militares pela Constituição federal, os PMs caminham agora pelo fio da navalha. Quem diria que a PM — que foi um dos braços mais fortes da ditadura militar, que reprimiu com rigor movimentos sociais e sindicais — um dia decidisse também cruzar os braços por melhores condições de trabalho e de salário? Estive ontem à noite na Cinelândia e foi no mínimo curioso ver os policiais comemorarem ao saber que um grupo de policiais do Batalhão de Choque — a unidade encarregada de controlar distúrbios civis, dissolvendo manifestações a golpes de cassetete e bombas de gás lacrimogêneo, no passado — ontem à noite decidiu entregar as armas e se render, em vez de cumprir a ordem de ir para a rua, controlar os colegas de farda. Que tempos estranhos esses.

FONTE: Blog Repórter de Crime/O Globo

Juristas defendem que PMs são proibidos de fazer greve, mas a classe reivindica o direito à inciativa e pede melhores salários

 

A greve de policiais militares, que acontece há dez dias na Bahia e teve início no Rio de Janeiro na noite da última quinta-feira, incorporando policiais civis e bombeiros, reavivou o debate sobre quais os limites legais para manifestações da categoria.

Enquanto a maioria dos juristas defende que policiais militares são proibidos de fazer greve, a classe reivindica o direito à inciativa e afirma que só recorre a ela em último caso.

A polêmica se acirrou após a divulgação pela TV Globo, na última quarta-feira, de gravações em que policiais grevistas discutiam queimar caminhões e bloquear uma rodovia para impulsionar o movimento. Segundo a emissora, as conversas foram gravadas com autorização judicial.

Na manhã desta quinta, o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia foi desocupado pelos manifestantes. O ex-policial militar Marco Prisco, líder do movimento, e o policial Antônio Angelim foram presos.

No Rio de Janeiro, o cabo Benvenuto Daciolo, membro do Corpo de Bombeiros, também foi preso após a divulgação da gravação de uma conversa entre ele e Prisco, que falava da possibilidade da adesão dos servidores de segurança do Rio à greve.

Desde o início da paralisação na Bahia, foram registrados 136 homicídios na região metropolitana de Salvador, aumento de 238% em relação ao mesmo período de 2011.

A BBC Brasil preparou perguntas e respostas sobre o conflito.

  • O que os policiais militares reivindicam?

Eles querem aumento salarial em torno de 30% e a incorporação de gratificações aos salários. Os policiais também reivindicam a anulação de mandados de prisão contra 12 grevistas considerados líderes do protesto.

Os servidores do Rio de Janeiro pedem o aumento do piso salarial para R$ 3.500, com o acréscimo de R$ 700 em vale transporte e refeição, além da libertação do cabo Benvenuto Daciolo.

  • A Constituição permite que policiais militares façam greve?

O artigo 142 da Constituição, presente no capítulo Das Forças Armadas, diz que “ao militar são proibidas a sindicalização e a greve”. Embora o capítulo trate das Forças Armadas, o artigo 42 da Constituição afirma que essas disposições também se aplicam aos integrantes das PMs e dos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados.

Para o jurista Wálter Maierovitch e para o coronel aposentado da PM de São Paulo José Vicente, a proibição está clara no texto.

Alguns advogados, no entanto, argumentam que o artigo 37 da Constituição, que trata de servidores públicos, afirma que “o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica”. Como tal lei jamais foi aprovada, eles dizem que a proibição não está explícita.

  • Qual a posição dos policiais?

Para o soldado da PM do Espírito Santo Fernando Almança, um dos líderes de articulação nacional por melhores condições para a categoria, a Constituição não estende a proibição de greve à Polícia Militar, já que esta seria uma força auxiliar.

Ainda assim, ele afirma ainda que a greve só foi deflagrada porque todas as negociações por melhores condições de trabalho para policiais foram bloqueadas. Almança credita boa parte da insatisfação de policiais militares baianos (e brasileiros, por extensão) à paralisação das discussões no Congresso sobre uma proposta de emenda constitucional, conhecida como PEC 300, que estabeleceria um piso nacional para policiais militares e bombeiros.

“Lutamos há quatro anos pela aprovação da PEC 300. Ninguém começa uma greve sem antes tentar negociação”, diz.

Apresentada ao Congresso em 2008, a proposta passou por uma primeira votação na Câmara, mas não tem prazo para ser votada em segundo turno na mesma Casa nem para ser enviada ao Senado.

  • O Supremo Tribunal Federal já se manifestou sobre o assunto?

O órgão ainda não se manifestou diretamente sobre o caso de PMs que entraram em greve, mas, em novembro de 2011, o presidente do STF, Cezar Peluso, determinou que policiais civis do Distrito Federal suspendessem uma paralisação, argumentando que o direito à greve de servidores públicos não é absoluto.

Antes, em 2009, também ao julgar greve de policiais civis, o STF defendeu a inconstitucionalidade de paralisações no setor de segurança.

  • De que outras formas os policiais militares poderiam se manifestar?

Para o jurista Wálter Maierovitch, há várias formas pelas quais policiais militares poderiam reivindicar melhores condições de trabalho sem recorrer a greves. Ele diz que a categoria poderia organizar comícios públicos e seminários, divulgar informações à imprensa, além de pressionar parlamentares por mudanças.

FONTE: BBC Brasil / FOTO: Luiz Gomes-Futura Press

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Policiais militares, policiais civis e bombeiros decidiram, em assembleia geral, decretar greve a partir desta sexta-feira (10). Entre as principais reivindicações, estão o estabelecimento de um piso salarial de R$ 3,5 mil e a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Dalciolo, preso ontem (8) à noite, após retornar de Salvador, onde acompanhava a greve dos policiais baianos.

A concentração na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores, começou por volta das 17h de ontem (9) e a decisão pela greve foi tomada às 23h21, quando os cerca de 1,5 mil presentes, segundo organizadores, aprovaram a paralisação por aclamação. A recomendação das lideranças foi para que os policiais e bombeiros sigam para suas unidades, mas se recusem a sair.

O secretário da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, anunciou na parte da tarde que o Exército disponibilizou 14 mil soldados para patrulhar o estado. Também são esperados 300 homens da Força Nacional de Segurança, que trabalharão nos serviços prestados pelos bombeiros.
Com a proximidade do carnaval, a preocupação é garantir segurança aos milhares de turistas que chegam ao Rio para a festa. Segundo o comandante dos bombeiros, o carnaval será realizada com a segurança feita pelas forças federais e de efetivos que não aderiram à greve.

FONTE: Portal R3 / FOTO: O Globo – Fernando Quevedo

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Exército e governo federal não gostaram da postura, que, para governador baiano, enfraqueceu negociações

 

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O general Marco Edson Gonçalves Dias, da 6ª região militar, foi afastado das funções que exercia de comando das operações em Salvador, onde os policiais militares estão em greve desde a ultima terça-feira. Nesta quarta-feira mesmo, o comandante da Força, general Enzo Martins Peri, determinou ao comandante militar do Nordeste, general Odilson Sampaio Benzi, que seguisse para a capital baiana e assumisse o comando da tropa local.

A postura do general G. Dias, que foi chefe da segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desagradou não só o Exército, como o Palácio do Planalto. A presidente Dilma Rousseff durante o dia não escondeu a sua “indignação” com o episódio. Chegou a comentar que considerou “inaceitável” a postura do general G. Dias de “apagar velinhas”, mesmo sendo seu aniversário, passando a ideia de que estava confraternizando com os manifestantes.

“Isto é inadmissível”, desabafou, acrescentando que “não esperava isso dele. Dilma relatou ainda que o governador Jacques Wagner, telefonou para ela, na noite de terça-feira, se queixando do comportamento do general e ressaltando que este fato “atrapalhava as negociações” com os grevistas.

Em conversas com o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, o governador baiano, de quem G. Dias é amigo, reconheceu que o general “extrapolou” e enfraqueceu as negociações, que acabaram se arrastando por mais tempo, quando se esperava que elas fossem concluídas, no máximo até hoje.

No Exército, o gesto de G. Dias de dizer que ele estava na manifestação presente “sem colete a prova de balas”, na avaliação de militares, causou um tremendo mal estar porque ele parecia mais aliado dos grevistas, considerados fora da lei pelos oficiais das Forças Armadas, do que da população que precisa de proteção.

Militares comentaram ainda que o general enfraqueceu a capacidade de negociação do governo porque deixou claro para os líderes do movimento que não ia haver confronto com eles.

“A postura dele foi fora do contexto e sem consultar ninguém”, disse um dos oficiais consultados pelo Estado, “Ele apareceu defendendo o grupo que esta transgredindo a lei e sendo combatido. Com isso, passou uma mensagem negativa, equivocada e foi péssimo para a Força”, comentou outro militar.

Esta postura, na avaliação de militares, atrapalha até mesmo futuras operações de garantia da lei e da ordem, conhecida pela sigla GLO, dando demonstração de que o Exército não vai invadir uma assembleia tomada por PMs grevistas, enfraquecendo o poder de dissuasão da força.

Diante do ocorrido, o comandante do Exército, general Enzo, que está como ministro Interino da Defesa, telefonou para o general Benzi, superior hierárquico de G. Dias, e comandante do Nordeste, e determinou que seguisse para Salvador, para comandar a operação.

O general G. Dias, na mesma terça-feira, reconheceu que ultrapassara os limites e telefonou para o governador Jacques Wagner para se desculpar.

FONTE: Estadão

Raphael Di Cunto, Murillo Camarotto, Paola de Moura e Marcos de Moura e Souza - 

De São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte

O motim da Polícia Militar da Bahia, que deixou o Estado refém de saques à lojas, assaltos e com sensação de insegurança – já foram registrados 93 homicídios na região metropolitana de Salvador desde terça-feira, quando começou a paralisação – pode chegar a outras regiões do país, alertou ontem a Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACSPE).

Segundo a associação, há um movimento da corporação por melhores salários e condições de trabalho. “Os policiais e bombeiros militares de Pernambuco devem ficar atentos. A qualquer momento a ACS convocará uma assembleia geral para discutir assuntos de interesse da tropa, especialmente sobre as escalas de trabalho escravizantes, a falta de previsão de promoções e outras reivindicações que não foram atendidas, o que vem gerando grande insatisfação”, diz o comunicado.

O presidente da Associação dos Militares de Pernambuco, capitão Vlademir Assis, afirmou que uma mobilização nacional para pressionar pela aprovação no Congresso da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que estabelece um piso nacional para a PM em mais de R$ 4 mil, servirá para atrair de novo a atenção do país para a causa dos policiais e bombeiros.

O entusiasmo dos policiais pernambucanos com a proliferação das paralisações está amparado no clima de insatisfação com o governador Eduardo Campos (PSB). Segundo Assis, o Executivo comportou-se de forma autoritária durante as últimas negociações salariais, encerradas em março do ano passado. A crise se acentuou depois que o governo cancelou o desconto automático da contribuição para a associação na folha de pagamento dos policiais.

Alagoas também está perto de ver um motim – nome dado à greve de militares, que são proibidos de descumprir a ordem de seus superiores e, portanto, realizar paralisações. A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas fará assembleia geral na quinta-feira para reivindicar um posicionamento do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que não teria cumprido o acordo de junho do ano passado.

Entidades que representam policiais militares e bombeiros do Espírito Santo, Acre e Rio de Janeiro farão assembleia até o fim da semana para decidir se param. No Rio Grande do Sul, depois de uma mobilização em 2011, a PM também vive um clima tenso com o governador Tarso Genro (PT).

O diretor de relações institucionais da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), coronel Elias Miller, diz que a culpa das paralisações é do governo federal e dos estaduais, que não conversam com a categoria. “A PEC 300 acendeu o que estava latente. Os policiais militares, que sempre foram treinados para esperar o comando, resolveram sair às ruas para reivindicar seus direitos”, afirmou.

Miller não concorda com o motim, “por ser ilegal”, mas diz que o compreende. “Uma associação sem expressão na Bahia lançou a greve. As maiores entidades não apoiaram, mas a tropa aderiu porque está insatisfeita com um governo que não a ouve, que não trata os policiais como trabalhadores que querem um salário melhor para sustentar suas famílias”, criticou, referindo-se à postura do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), um ex-sindicalista.

Vice-presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (Anaspra), que é ligada à entidade que iniciou o motim baiano, o cabo Jeoás Santos nega que o movimento esteja tentando ganhar proporções nacionais. “Queremos organizar essa desordem porque todos os Estados planejam ações”, afirmou.
Ele afirma que a maior briga não é pela PEC 300, mas para que os governos estaduais cumpram os acordos e pela desmilitarização da categoria. “Atuamos dentro de uma legislação velha, com estatutos e código penal que não sofreram alteração desde a ditadura militar [1964 - 1985]“, afirma. “O policial tem de ser punido se cometer algum delito, e não por não ter prestado continência”, defende Santos, cuja entidade nasceu de um motim generalizado em 1998, quando a PM parou em nove Estados.

No Rio de Janeiro, o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado (Aspra-RJ), Vanderlei Ribeiro, convocou assembleia de greve na Cinelândia para quinta-feira. “Não queremos ser escravos ou massa de manobra da cúpula do governo. Se for necessário, paramos no Carnaval”, afirmou.
Ao contrário do que fez em 2011, quando não negociou e enfrentou um motim de mais de um mês no Corpo de Bombeiros, o governador Sérgio Cabral (PMDB) anunciou novo aumento e fez elogios às corporações. “Eu confio nos profissionais da segurança. Eles são responsáveis. Quando entram nessa profissão, sabem que esse é um serviço essencial. Tanto os nossos policiais militares, quanto os nossos bombeiros militares, quanto os nossos policiais civis sabem a importância que isso tem para a população. Não tenho dúvida de que vamos garantir não só um Carnaval, mas um dia a dia de tranquilidade”, minimizou.

Cabral também antecipou parte do aumento parcelado em 48 meses, que foi concedido após a greve dos bombeiros do ano passado. “A partir do projeto de lei que enviamos à Assembleia Legislativa, o salário base será de R$ 1.669. Com as gratificações que pagamos aos nossos profissionais que estão nas ruas, o salário base de um PM e de um bombeiro será de R$ 2.019″, afirmou em nota.

Nas contas do governador, o aumento total desde 2007, quando assumiu, até 2013 será de 107%. Os números são rejeitados por Vanderlei, que diz que o salário-base continua em torno de R$ 900.

O aumento também será escalonado em São Paulo, Rio Grande do Norte, Pará e Minas Gerias. No Paraná, os policiais pressionam o governador Beto Richa (PSDB) pela regulamentação de uma emenda à Constituição estadual que prevê o pagamento de subsídio para a PM. A proposta é elevar o salário de soldado, que hoje recebe R$ 2,4 mil mais gratificação, para R$ 4,5 mil.

Os policiais mineiros ganharam a fama de conseguir bons acordos nos últimos anos com o governo do Estado sem grandes confrontos. O último ocorreu em 2004, quando os PMs cruzaram os braços durante quase uma semana, o número de alguns crimes subiu e o Exército foi para as ruas. A pressão deu resultado e desde então os policiais têm tido aumento todos os anos.

No ano passado, os policiais militares voltaram à carga com assembleias e mobilização. Houve um início de adesão a uma paralisação de policiais civis e o governo Antonio Anastasia (PSDB) aceitou, então, levar a questão para a mesa. Concedeu um aumento salarial escalonado de quase 100% – como queriam os PMs – até 2015. Hoje o salário inicial de um PM mineiro é de R$ 2.245,90; pelo novo acordo, será de R$ 4.098,41 em 2015. O aumento valerá para todos os postos. No topo da carreira, um coronel veterano com adicionais ao salário que hoje pode ganhar R$ 12,9 mil receberá R$ 23,6 mil em 2015.

“Aprovamos em julho uma lei escalonando o aumento. Com isso, acalmamos a pressão dos nossos militares pela aprovação da PEC 300″, diz a subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Planejamento do Estado, Fernanda Neves.

Situação diferente da Bahia, onde salário inicial é de R$ 1.943 e o governo não sinalizou com novos aumentos. Os policiais que estão acampados com suas famílias na Assembleia Legislativa dizem que Wagner não cumpriu acordo feito em 2009, de aumentar a gratificação da PM, e que tem desprezado o movimento que o PT apoiou em 2001, quando o governador era César Borges (no então PFL).

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a discussão do governo para incorporar a gratificação aos salários da PM baiana “acabou sendo atropelada por alguns policiais” que usam de violência e ações criminosas. O ministro petista também se disse contrário à aprovação da PEC 300, que traria gastos “insuportáveis” para os Estados.

Houve quatro confrontos ontem dos cerca de 500 grevistas com o Exército, Forças Armadas e a tropa da choque da PM em frente à Assembleia Legislativa. O local está cercado desde a madrugada de anteontem para, segundo o Exército, isolar os manifestantes, executar mandados de prisão e depois esvaziar o prédio.
As forças federais usaram bombas de efeito moral e gás de pimenta foi lançado contra a multidão. Balas de borracha forma disparadas e feriram cinco pessoas sem gravidade. Sitiados e armados, grevistas diziam que resistiriam a tentativas de invasão. Eles estão sem luz e água. O Exército dizia que não faria a desocupação à força.

A crise provocada pela greve paralisou os Poderes do Estado. Servidores do governo, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público foram retirados dos prédios onde trabalham, pois eles ficam ao lado do edifício da Assembleia. (Colaborou Marli Lima, de Curitiba, com agências noticiosas)

FONTE: Valor Econômico

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Policiais, Bombeiros e agentes penitenciários do Rio de Janeiro prometem antecipar a paralisação das categorias, inicialmente prevista para o próximo dia 10, caso “qualquer covardia” seja cometida contra os agentes que participam do movimento grevista na Bahia. O Exército foi convocado pelo governo estadual para desocupar a Assembleia Legislativa, onde os grevistas acampam desde terça-feira. Helicópteros e blindados apoiam a ação.

“O movimento em prol da DIGNIDADE dos Bombeiros e Policiais do Estado do Rio de Janeiro vem informar que qualquer covardia cometida contra os militares da Bahia, e seus familiares, que estão ocupando a Assembléia Legislativa de lá, ocasionará a deflagração da GREVE GERAL no Rio de Janeiro antes do previsto.”, diz a nota publicada em um blog do movimento SOS PMERJ.

Neste domingo, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, emitiu um comunicado no qual tenta convencer os policiais de que a paralisação não é a melhor forma para reivindicar melhores condições de trabalho, Segundo ele, que disse acreditar que a maioria dos policiais irá trabalhar normalmente no dia 10, a greve dificilmente “irá trazer benefícios” para os agentes.

Beltrame também lembrou que há uma série de aumentos programados para a área de segurança pública nos próximos anos e que a melhoria nas condições de trabalho das categorias deve ser gradual e racional. Entre os agentes, o parcelamento dos aumentos salariais é conhecido como “aumento Casas Bahia”.

Caso a greve se confirme, a tendência é que o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) sejam acionados emergencialmente, já que a greve não é unânime entre eles. Isso acontece porque os dois são os batalhões que recebem as melhores gratificações da corporação.

FONTE: JB Online / IMAGEMSOS PMERJ

A Universidade Católica de Petrópolis (Campus Dom José Fernandes Veloso – Rua Benjamin Constant, 213 – Centro-Petrópolis/RJ) promoverá, a partir de março próximo, importante MBA em Segurança e Defesa.

O evento terá a duração aproximada de 22 meses (380 horas/aula), sendo que as aulas serão ministradas em sábados alternados, no período de 8h às 12h e 13h às 17h.

O MBA será coordenado pelo ilustre Prof. Gustavo Alberto Trompowsky Heck (M. Sc em Segurança e Defesa Hemisférica pela USAL/CID, M. Sc em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ e membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra).

Os interessados em participar poderão acessar o link abaixo referenciado, onde constam todas as informações pertinentes ao MBA (custos, disciplinas, público alvo etc).

O Ceará deve receber mais reforços de militares do Exército, da Força Aérea Brasileira (FAB) e Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos próximos dias, anunciou o tenente-coronel Charles Moura, da 10ª Região Militar de Fortaleza. Além das tropas locais, estão no Estado homens do exército do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão e Piauí.

De acordo com o oficial, além dos 1.100 homens que estão no Ceará atualmente, está prevista a chegada de outros 400 do Exército, da Força Aérea e da Força Nacional de Segurança Pública e de dois veículos blindados.

A operação “Força Ceará” está sendo executada no Estado com ordem da presidente Dilma Rouseff e só será finalizada com ordem da presidência, segundo o oficial. O reforço foi iniciado na última sexta-feira (30), após a greve dos policiais militares e bombeiros ter sido decretada. As duas categorias encerraram a paralisação na madrugada desta quarta-feira (4), horas antes da Polícia Civil anunciar a retomada de uma antiga paralisação.

De acordo com o tenente-coronel, homens do Exército estão reforçando a segurança nas delegacias que estão de greve no Ceará. “As tropas estão em algumas delegacias para manter a ordem nesses lugares, a preservação do patrimônio. E está havendo um monitoramento para que, caso seja necessário, o Exército tome medidas administrativas para viabilizar as prisões”, disse.

Até amanhã desta quarta, um total de 160 veículos de policiamento fazia o patrulhamento ostensivo no Estado.

FONTE: Diário do Nordeste

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