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vinheta-clipping-forte1Cerca de 850 militares mato-grossense estão em fase final de preparação para uma missão de paz no Haiti. Eles devem ser enviados no mês de maio deste ano durante o período de eleições naquele país. Além da ação de segurança e patrulha, os militares também serão responsáveis por ações de assistência social e humanitária aos habitantes do Haiti.

As Forças Armadas Brasileiras estão no Haiti desde junho de 2004, integrando a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. Desde então, mais de 20.000 militares brasileiros já passaram pela missão.

O major Sérgio Mattos explicou que a operação de preparação será realizada pela primeira vez na capital mato-grossense. “Serão 1.250 homens nessa operação, sendo cerca de 850 daqui de Mato Grosso. Eles ficarão entre seis e oito meses lá, já que este é um ano de eleição no Haiti”, disse.

As atividades em Cuiabá vão acontecer entre os dias 15 de abril e 2 de maio. Os militares irão escolher uma área carente para simular as ocorrências cotidianas daquele país, além de realizar atendimentos médicos e odontológicos à população em um determinado dia. Para isso, eles solicitaram a utilização de uma escola municipal, que ainda será definida, já que os locais das operações ainda não foram escolhidos.

Durante as simulações, que incluem abordagens e atendimento aos moradores, manifestações e atendimento a feridos, os soldados irão conhecer alguns dos problemas que podem vivenciar no Haiti.

Ainda conforme o Exército, além dos militares, também serão deslocados cerca de 100 veículos, entre caminhões e blindados. Os representantes do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil solicitaram o apoio da Secretaria de Trânsito e Transportes Urbanos para minimizar o impacto do fluxo de veículos no trânsito de Cuiabá.

De acordo com o Coronel Milton Lopes, é a primeira vez que Mato Grosso será base de treinamento para uma missão de paz internacional. “Além de militares de Mato Grosso, também estão sendo convocadas tropas do Exército de Mato Grosso do Sul e outros estados. O estado irá concentrar a última fase de treinamentos’’, explicou o coronel.

Além de militares mato-grossenses, participarão da missão outras unidades do Exército Brasileiro, da Marinha do Brasil, da Força Aérea Brasileira, do Exército Canadense, das Forças Militares do Paraguai e do Exército Peruano.

FONTE: G1 via Resenha do Exército

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Comitiva do Exército Canadense visita BRABAT 1/17

BRABAT recebe militares do canada

No período de 17 a 23 de fevereiro, o 1° Batalhão de Infantaria de Força de Paz recebeu visita de comitiva do Exército Canadense. A atividade teve por finalidade verificar as condições para que um pelotão daquele país amigo possa fazer parte do BRABAT 18, a partir de junho próximo. A atividade foi acompanhada por representantes do Comando de Operações Terrestres e do Estado-Maior do Exército.

Os militares canadenses, que foram recebidos pelo Comandante do Batalhão e por oficiais do seu Estado-Maior, tiveram uma visão geral do emprego da tropa brasileira no Haiti e da organização do futuro Batalhão.

Durante a semana, a comitiva conheceu as instalações do BRABAT 1; a provável localização do pelotão de seu país; a estrutura logística da Base General Bacellar (alojamentos, banheiros, refeitório, área de lazer, área de tratamento de água, lavanderia, reserva de armamento, enfermaria etc.); participou de exposições sobre as operações desenvolvidas pelo BRABAT 1; tomou parte de reconhecimentos aéreos e de ordem à patrulha; e acompanhou patrulhas a pé e motorizadas pelas Área de Responsabilidade (AOR) do Batalhão.

FONTE: EB

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Ícaro Luiz Gomes

Na tarde de 19 de outubro, o ForTe/Forças de Defesa esteve presente no 16º Batalhão de Infantaria Motorizada – Batalhão Itapiru- (16ºBIMtz) para acompanhar os preparativos do 1º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz (BRABATT 1/17).

Minustah

A  MINUSTAH é a Missão da ONU para a Estabilização do Haiti,  autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU pela resolução 1542 de 2004. Dado um histórico de conturbadas reviravoltas políticas e tensões internas, no referido ano uma crise interna de grandes proporções eclodiu, culminando com a deposição do presidente Aristide a época, e uma crise humanitária subsequente. Essa conjuntura foi analisada como comprometedora da segurança da região e da paz internacional, pois poderia abrir precedentes a outros golpes de estado pelo Caribe e América Central.

Desde a resolução 1529, também do Conselho de Segurança e também de 2004, uma Força Multinacional já se fazia presente no Haiti atuando na tentativa de resguardar os direitos humanos, contribuir na restauração da ordem e proteção de ONGs e Organismos Internacionais, mas a escalada da crise resultou na resolução 1542 e consequente criação da MINUSTAH. A MINUSTAH apresenta um componente civil e outro militar, o Brasil dados o longo histórico em bem sucedidas participações em missões da ONU e a política internacional foi selecionado para comandar o componente militar da MINUSTAH. O primeiro Force Commander da MINUSTAH foi o Gen. Augusto Heleno Ribeiro Pereira.

Ao longo da missão diversas ações e projetos resultaram na melhoria da segurança, fortalecimento das instituições governamentais e no desenvolvimento do país. Avanços esses que serviram de exemplo a problemas brasileiros tais como as UPP nas comunidades carentes do Rio de Janeiro. No entanto, as diversas catástrofes naturais que assolaram/assolam, culminando em 2010 com um terremoto de 7 graus de magnitude, o Haiti destruíram todos os avanços alcançados e fizeram a missão regredir.

Na MINUSTAH o Brasil além de Force Commander possui o maior efetivo, composto por dois Batalhões de Infantaria de Forças de Paz (BRABATT 1 e 2) e uma Companhia de Engenharia de Força de Paz (BRAENGCOY). Cada contingente reveza-se a cada 6 meses. Subordinado ao BRABATT 1 encontra-se ainda um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais e mais recentemente um Pelotão da FAB, contingentes militares de outros países Sul-Americanos também encontram-se subordinados, exemplo: Paraguaios, Bolivianos e Peruanos. Militares Peruanos e Bolivianos se revezam a cada contingente.

BRABATT 1/17

O 1º Batalhão de Infantaria de Forças de Paz, do 17º contingente, é composto por cerca de 800 militares, todos voluntários, e de todo Brasil, dos quais 200 são oriundos de Organizações Militares em Natal. Ainda compõem o BRABATT 1/17, um oficial do Peru no Estado-Maior Especial, um GptOpFuzNav com 240 militares, um pelotão da FAB e um pelotão do Paraguai, com cerca de 30 militares. Para esse contingente foi escolhida a cidade de Natal-RN para a realização do Exercício de Força de Paz e concentração das tropas para o envio ao Haiti.

O Exercício de Força de Paz é a última fase do treinamento para o contingente, fase essa onde os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos durante os cursos e treinamentos preparatórios a missão de paz são postos em prática e avaliados ante população não-combatente e de condições socioeconômicas mais similares quanto possível ao do cenário haitiano.

Nessa fase, os possíveis cenários a serem encontrados no Haiti são treinados em nível de Batalhão, esses cenários não se reduzem aos aspectos estritamente militares (distinção difícil de se realizar na atualidade), as atividades de ACiSo, ou na linguagem da ONU, CIMIC também são treinadas junto a população carente.

Natal-RN sedia o exercício realizado pelo BRABATT 1/17, as razões para escolha de Natal foram o clima tropical que lembra o Haitiano, cerca de 25% do contingente encontrar-se servindo em unidades de Natal e um rodízio realizado pelo MD entre as unidades das diversas regiões brasileiras para que o maior número quanto possível possam ter contato com um ambiente operacional real. Outros contingentes tiveram a participação de militares aquartelados em Natal, inclusive em outras Missões de Paz que o Brasil tomou parte , como o 7ºBECmb na UNAVEM III.

O Exercício de Forças de Paz do BRABATT 1/17 foi realizando do período de 15 à 26 de outubro. Durante o referido período diversos treinamentos e exercícios foram realizados por toda cidade, especialmente em regiões carentes e próximas ao 16ºBIMtz.

Entre os principais treinamentos realizados encontram-se o de segurança de eleições; patrulhas à pé, motorizada e mecanizada -diuturnas – a ultima modalidade com apoio do 16RCMec; Pontos Fortes e checkpoints; e combate em ambiente urbano. Ações de Combate a Acidentes Naturais e de Cooperação Civil e Militar tiveram uma ênfase no treinamento, sendo as mesmas realizadas junto as comunidades carentes de Natal e Região Metropolitana.

 Dado período eleitoral Haitiano ocorrer durante a atuação do referido contingente no Haiti, as ações de GLO foram treinadas exaustivamente, houve um treinamento dedicado ao uso de agentes não-letais tais como: gás lacrimogênio, spray de pimenta e carabina 12 com balas de borracha.

A proporcionalidade de resposta a ameça é um dos princípios das restritas regras de engajamento que envolvem as missões de paz, para tanto, o uso de agentes não-letais é enfático. Tonfas, Cacetes elétricos, Gás Lacrimogênio, spray de pimenta e munição de borracha fazem parte do cotidiano de treinamento e operacional do BRABATT 1.

Outra ferramenta menos visivel, mas de resultado tão significante quanto, são a inteligencia emocional (para alguns autores da psicologia, biologia e sociologia) e as instruções socioculturais as quais o contingente é submetido. Conhecimento elementares do Francês, Inglês e principalmente do Créole são necessários da maior parte do contingente, inclusive todo ele sendo capaz de executar o hino haitiano em créole.

Nem sempre os meios não-letais surtem efeito esperado, dessa forma o uso de armamento letal é necessário; o armamento letal empregado para legitima defesa é o fuzil Imbel M964A1 e a pistola Imbel 9mm para o EB e os Fuzileiros Navais utilizam os fuzis Colt M16A2 e M4.

As CIMIC/ACiSo também foram efetuadas com destaque ao quadro de saúde e apoio a saúde envolvido. Composto por Médicos, Dentistas, Psicologo, Fisioterapeuta e profissionais da Enfermagem, quatro mulheres fazem parte desse quadro. Três médicas e uma dentista, das médicas duas são da MB e apoiarão diretamente os FuzNav.

A esfera da espiritualidade não foi descartada, no presente contingente encontram-se um capelão evangélico e BRABATT 1/17 irá um capelão católico. O contato com os familiares é indispensável e sua obrigatoriedade é regulada pela ONU, para tanto os contingentes dispõem de telefonia via satélite, internet Wifi de alta-velocidade e serviço postal/correios. Ressalva-se apenas a divulgação de informações que possam comprometer a segurança e o sucesso de operações e da missão em si.

Uma vez a cada contingente um navio da MB realiza apoio logístico em prol do contingente envolvido na MINUSTAH, para o 17º CONTBRAS, o navio partirá do Rio de Janeiro no dia 29 de outubro com previsão de chegar ao Haiti no dia 19 de novembro. Os principais suprimentos levados serão Equipamentos pesados, sobressalentes e alguns víveres. A FAB também realiza uma série de voos regulares para o apoio logístico de cada contingente, suprindo especialmente munições, transporte de víveres e pessoal.

O Exercício chamou bastante atenção da mídia local que produziu diversas reportagens no rádio, televisão e jornais. A Comunicação Social teve seu trabalho aumentado, mas também serviu de treinamento para o que haverá no Haiti. Foi simulada inclusive uma coletiva de imprensa com estudantes de comunicação social e relações internacionais de uma instituição de ensino superior da cidade.

Agradecimentos ao Cel. Rogério Franco Rozas, Comandante do BRABATT 1/17, ao G10 do BRABATT1/17 nas pessoas do CC Collaço e do Sgt Barros.

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BRABAT 1 participa de Operação Conjunta com a PNH e a UNPOL

Porto Príncipe (Haiti) – No dia 16 de julho, a 2ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz do BRABAT 1 realizou uma operação conjunta com a Polícia Nacional do Haiti (PNH), com a Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e um Juiz de Paz, nas regiões de Belekou e Boston, com o intuito de apreender armas e foragidos da justiça.

A operação consistiu de um cerco, realizado pelas tropas brasileiras, e de um vasculhamento/investimento, conduzido pelos policiais com o apoio de militares do BRABAT 1 que forneceram a segurança aproximada e afastada.

FONTE: Exército

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Ex-soldados do Haiti atacam tropas brasileiras

Contingente afastado em 1995, sob acusações de infrações aos direitos humanos, pede a reativação do Exército haitiano

 

O feriado prolongado no Haiti foi marcado por confrontos entre ex-soldados do antigo exército do país e tropas brasileiras que integram a Minustah – as forças de paz da ONU, que são comandadas militarmente pelo Brasil. A Minustah auxiliou uma operação da Polícia Nacional Haitiana (PNH) que resultou na prisão de cerca de 50 ex-militares.

Os ex-soldados aproveitaram as comemorações do feriado do dia da bandeira, na sexta-feira, para protestar em todo o país pela volta do exército haitiano. Nos últimos meses, esses ex-militares voltaram a se reunir e a treinar com armas, pressionando o governo do presidente Michel Martelly. Eles haviam dado um prazo até a última sexta-feira para que o governo anunciasse planos para as Forças Armadas.

Em protesto, os militares foram as ruas em marchas cívicas na capital Porto Príncipe e outras três cidades do interior. Na capital, em frente ao Palácio Nacional, algumas centenas de ex-soldados, grande parte deles uniformizados e armados, atacaram os soldados brasileiros da Minustah, que faziam a segurança no local.
“Esse grupo atacou as tropas brasileiras, que responderam e contornaram a situação com armas não letais”, informou o porta-voz da parte militar da missão, o americano Jim Hoeft. Segundo ele, não houve feridos.
A PNH aproveitou o momento de turbulência e, com a ajuda da Minustah, realizou uma operação na principal base ocupada pelos ex-soldados, em Camp Lamantin, em Carrefour, distrito na região de Porto Príncipe. O local era considerado o quartel-general dos ex-militares.

As forças de paz invadiram a antiga base militar, e as estimativas iniciais apontam que cerca de 50 ex-soldados foram presos por porte irregular de armas.

FONTE: Gazeta do Povo

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Porto Príncipe (Haiti) – No dia 2 de março, tropas do 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz (BRABATT 1), juntamente com a Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e a Polícia Nacional do Haiti (PNH) executaram Operação Conjunta denominada Operação Meritas, nas regiões de Delmas 2 e Bel-Air.

A ação foi desenvolvida por via terrestre com apoio aéreo de um helicóptero militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH). O BRABATT 1 operou com dez Pelotões da 1ª e da 2ª Companhia de Fuzileiros de Força de Paz, do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais e com efetivos do Destacamento de Operações de Paz e do Destacamento de Operações Psicológicas.
A operação contribuiu para desmantelar as atividades de gangues que atuam na área e reforçar o estado de direito e segurança, nos bairros de Porto Príncipe.

FONTE: EB

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O ministro da Defesa encontra-se nesta terça-feira na Amazônia, onde visita o Comando Militar da Amazônia. Às 11 horas, embarca com destino ao Haiti, onde realiza visita oficial.
Segue a agenda:

  • 08h00 - Visita ao Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA)
  • 10h00 - Deslocamento para aeroporto
  • 11h00 - Decola para Porto Príncipe
  • 13h40 - Previsão de chegada (Fuso horário -3h)
  • 14h50 - Boas vindas
  • 15h10 - Instalação na organização militar da Força de Paz do Contingente Brasileiro
  • 16h20 - Briefing Minustah
  • 16h35 - Briefing Componente Militar
  • 17h10 - Briefing Contingente Brasileiro
  • 17h40 - Visita às Bases das organizações militares da Força de Paz

Homenagem aos Militares Brasileiros mortos no Haiti

Porto Príncipe (Haiti) – No dia 12 de janeiro, data do segundo aniversário do terremoto que vitimou centenas de milhares de pessoas no Haiti, foi realizada uma formatura em homenagem aos militares brasileiros mortos na catástrofe, nas dependências do 1º Batalhão de Infantaria de Força de Paz. Na oportunidade, foi depositada uma corbelha de flores no Memorial às Vítimas do Terremoto de 12 de janeiro de 2010.

A solenidade foi presidida pelo Comandante do Contingente Brasileiro no Haiti, Coronel Luciano Mendes Nolasco, e contou com a presença do Comandante do 2º Batalhão de Infantaria de Força de Paz, Coronel Enio Machado Martins Júnior, do Comandante da Companhia de Engenharia de Força de Paz, Tenente-Coronel José Sirnando Cavalcante das Neves, e do Comandante do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, Capitão de Fragata Fuzileiro Naval Claudio Eduardo Silva Dias.

FONTE: EB

Brasília, 02/01/2012 – Um soldado brasileiro que integrava a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) faleceu na última sexta-feira (30/12), em um acidente de carro em Porto Príncipe, capital do país.

A informação foi confirmada por militares que integram o segundo Batalhão Brasileiro no Haiti (Brabatt 2).

Diego Mendes dos Santos fazia a segurança de uma viatura que deixava a base do Brabatt 2 quando, segundo informações da unidade, se desequilibrou e caiu do veículo, batendo a cabeça no chão.

Socorrido no hospital militar da Organização das Nações Unidas (ONU), o soldado acabou não resistindo aos ferimentos. De acordo com o batalhão, o militar morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.

Proveniente de São Paulo, Diego Mendes dos Santos tinha 22 anos de idade e estava desde setembro de 2011 no Haiti, onde permaneceria até o próximo mês de abril. O soldado integrava a tropa do 8º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), localizado na capital paulista.

Seu corpo ainda se encontra em Porto Príncipe e só retornará ao Brasil após ser embalsamado em Santo Domingo, na República Dominicana. Existe a possibilidade também de que o corpo seja submetido a necropsia na capital dominicana, o que retardaria em cerca de um mês seu envio ao Brasil.

De acordo com o Brabatt 2, um inquérito policial militar foi aberto para apurar as circunstâncias do acidente. O processo costuma durar 40 dias. A ONU deve adotar procedimento similar.

O contingente militar brasileiro no Haiti reúne cerca de 2.200 homens. Os efetivos se dividem entre os batalhões Brabatt 1 e 2, uma companhia de engenharia (Braengcoy), um grupamento de fuzileiros navais e um pelotão da Aeronáutica.

Cabe ao Brabatt 2 a tarefa de realizar o patrulhamento diário de áreas previamente determinadas em Porto Príncipe. O batalhão foi enviado ao Haiti em fevereiro de 2010, em atendimento ao pedido de aumento de efetivo após o terremoto que devastou o país em janeiro do mesmo ano.

Recentemente, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a redução de efetivos das tropas de paz no Haiti e anunciou que, a partir deste ano, cerca 3.300 soldados serão retirados do país.

FONTE: Ministério da Defesa

O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta sexta-feira a redução das tropas de paz no Haiti e anunciou que, a partir do ano que vem, cerca 3.300 soldados serão retirados do país.

Com a decisão, o total de militares da missão será reduzido para 10.500 – mesmo número de soldados que estava no país antes do terremoto, que devastou partes do país em janeiro de 2010.

Segundo a ONU, a redução se justifica porque, apesar de frágil, a situação da segurança do país melhorou.

O porta-voz do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, confirmou à BBC Brasil que 257 dos 2.200 militares brasileiros deixarão o país.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, já havia anunciado a retirada parcial, em março de 2012, dos brasileiros da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), cujo comando militar é liderado pelo Brasil.
“Essa posição, que já havia sido coordenada com a Defesa, foi aprovada por consenso hoje”, afirmou Nunes.

“E o chanceler (Antonio Patriota) aproveitou a visita da primeira-dama haitiana, Sophia Martelly, ao Brasil para elogiar a formação do novo governo e para reiterar o engajamento do Brasil com o desenvolvimento do Haiti, seguindo os desejos da população.”

Popularidade em queda

O plano da ONU prevê a redução dos atuais 7.340 soldados para 3.241 no próximo ano. Muitos haitianos, no entanto, vêm pedindo a retirada total das forças da ONU no país.

Isso porque a popularidade da Minustah entre os haitianos vem caindo os últimos meses, principalmente pelas acusações de que os soldados da ONU vindos do Nepal foram os responsáveis por levar a cólera ao país, que matou cerca de 6 mil pessoas.

A situação da missão se agravou no mês passado, quando foi publicado na internet um vídeo nas quais militares da força de paz uruguaios supostamente estupraram um haitiano de 18 anos.

O governo do Uruguai determinou o retorno imediato dos cinco “capacetes azuis” do país acusados de envolvimento no caso.

Progressos

A Minustah foi criada pelo Conselho de Segurança em 2004 e desde então vem auxiliando as policiais a manter a segurança do país, especialmente durante as eleições, que foram marcadas por fraude e revoltas.

A missão é formada por soldados provenientes de 18 países, principalmente latino-americanos.

Apesar da melhora na segurança do país, a resolução da ONU expressou “preocupação com os novos crimes que se popularizaram após o terremoto, como assassinatos, estupros e sequestros na capital Port-au-Prince e nos departamentos no oeste.”
Mas o conselho afirmou que o Haiti “teve progressos consideráveis” desde o tremor: “Pela primeira vez em sua história, o Haiti está passando por uma transferência pacífica de poder.”
O país ainda enfrenta um imenso desafio no que diz respeito à reconstrução pós-terremoto, que matou mais de 250 mil pessoas.

FONTE: BBC Brasil

Nota do Editor: A retirada dos 257 soldados brasileiros já era esperada pois esse contigente “extra” foi enviado para auxiliar os trabalhos de resgate e reconstrução do Haiti após o terremoto sendo mantido a Tropa para Manutenção da Paz.

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Novo ministro pensa em estratégia para a retirada dos militares brasileiros que estão no país caribenho desde 2004

O ministro da Defesa, Celso Amorim, pensa em uma forma de programar a saída das tropas brasileiras do Haiti. O ex-chanceler já tem em mãos o relatório sobre os custos da manutenção da Força de Paz nos últimos seis anos. Desde 2004, quando a ocupação teve início, pouco mais de R$ 1 bilhão saiu dos cofres brasileiros para bancar as despesas dos militares que participam da missão. São gastos que incluem compra de material para os alojamentos, treinamento de pessoal, viagens, palestras e manutenção de equipamentos. Uma conta considerável, segundo especialistas, principalmente no momento em que a pasta reclama dos constantes contingenciamentos orçamentários e da falta de recursos.

No ano passado, a manutenção das tropas no Haiti custou R$ 426 milhões aos cofres públicos. A conta inclui os R$ 140 milhões das despesas anuais previstas e outros R$ 286 milhões gastos com a ajuda humanitária enviada pelo Brasil depois que um terremoto devastou o país caribenho.

Na matemática dos gastos entram reembolsos feitos pela Organização das Nações Unidas (ONU) ao Brasil. Segundo relatório do Ministério da Defesa enviado à Câmara dos Deputados, nos últimos anos esses ressarcimentos somaram cerca de R$ 168 milhões: 16,45% do que foi executado pelo governo brasileiro. O percentual, considerado baixo, vinha gerando sucessivas reclamações do antigo comandante da pasta Nelson Jobim, demitido na semana passada.

Divergências

Segundo o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Pio Penna Filho, não é apenas pelas despesas criadas para manter suas tropas na missão no Haiti que o Brasil precisa pensar em deixar Porto Príncipe. “O custo não é o grande problema. Está no momento de sair, mas não se sabe como sair. É necessário haver um processo de transição. O que não se pode é deixar o tempo passar de forma que a permanência das tropas se torne eterna. Há questões políticas envolvidas nesse processo e até os haitianos já declararam que não querem uma intervenção eterna”, pondera o especialista.

O fim da participação brasileira na Força de Paz do Haiti deve ser uma das primeiras medidas adotadas pelo novo ministro. Em reunião com os comandantes das Forças Armadas no último sábado, Amorim disse que é hora de pensar em estratégias de retirada das tropas, que estão no país desde junho de 2004. Atualmente, 2.160 homens trabalham pela segurança interna do Haiti, abalada depois da queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide. Por ano, os salários desses militares consomem pouco mais de R$ 41 milhões — valores não incluídos nas cifras sobre os gastos com a missão, pois, se estivessem no Brasil, também iriam receber os soldos.

A saída das tropas, no entanto, está longe de ser unanimidade entre especialistas. Alguns deles defendem o tratamento da questão não apenas pelo aspecto de gastos, mas também pelo fator político que a decisão pode ter no momento em que o Brasil pleiteia uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Para Geraldo Cavagnari, integrante do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de Campinas (Unicamp), não há qualquer prejuízo em deixar os efetivos em Porto Príncipe, principalmente o Exército. “Acho que as tropas devem permanecer, pois não está implicando nenhum risco e há muitos aspectos diferentes em jogo”, observa.

FONTE: Correio Braziliense

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Pela primeira vez, uma tropa de Infantaria da Aeronáutica participará de uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU). No próximo dia 9 de fevereiro, um pelotão com 27 militares embarcará em Recife para integrar, ao lado de militares do Exército e da Marinha, o contingente da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (MINUSTAH). O Brasil participa dos trabalhos naquele país desde 2004 e a Aeronáutica mantém uma linha aérea regular de apoio aos militares brasileiros.

Os militares da Infantaria da Aeronáutica que estarão no Haiti enfrentaram uma rigorosa seleção e bateria de exames físicos, médicos e psicológicos. Depois, passaram por um programa de preparação no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) e no 14º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro.

Do efetivo que estará na missão histórica da Aeronáutica, 22 são do próprio BINFAE-RF e cinco vieram de unidades de Infantaria da Base Aérea de Fortaleza, da Base Aérea de Natal e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. “No período de preparação, os militares tiveram instruções especiais sobre regras de engajamento, sobre a garantia da lei e da ordem, instrução de tiro, patrulhas e treinamento físico, dentre outras atividades”, explica o Tenente-Coronel de Infantaria Júlio Cezar Pontes, comandante do BINFAE-RF.

Importância – Reconhecimento e aprendizado. As duas palavras sintetizam a importância da participação do primeiro pelotão de Infantaria da Aeronáutica em uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o Major-Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior, comandante do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), sediado em Recife (PE). “É uma experiência importantíssima para o Batalhão de Infantaria de Recife, para a Infantaria da Aeronáutica, porque os conhecimentos adquiridos serão disseminados para outras unidades”, afirma.

No Haiti, as tropas do Exército e da Marinha trabalham para a garantia da lei e da ordem desde 2004, modelo que, hoje, está sendo aplicado no Rio de Janeiro, no Morro do Alemão, em apoio ao governo do Rio de Janeiro para a pacificação da região. Desde o início da missão de paz, os militares brasileiros ajudam na reconstrução do país e no socorro à população – como ocorreu no ano passado, após o terremoto que devastou Porto Príncipe. A Aeronáutica participa desse esforço com militares e aeronaves que fazem o transporte de todo o tipo de suprimentos para as tropas do Brasil.

Os militares da Aeronáutica serão integrados ao contingente do Exército que está no Nordeste e que iniciou neste o mês o deslocamento para o Haiti. Mais de mil homens embarcam até o mês que vem para a substituição do efetivo que está naquele país desde a metade do ano passado. “A participação da nossa tropa terrestre é um reconhecimento de que a Infantaria da Aeronáutica é uma opção a ser aplicada pelo país”, destaca o Comandante do II COMAR.

FONTE: Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Despachos diplomáticos vazados pelo WikiLeaks revelam que os EUA pediram ao governo brasileiro, em 2005, a substituição do general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira do comando militar da Minustah, a missão da ONU no Haiti.

O pedido era parte de uma tentativa americana de pressionar o Brasil para aumentar a violência contra rebeldes e gangues haitianas.

Em um dos textos, de maio de 2005, o então embaixador dos EUA no Brasil John Danilovich justifica a pressão argumentando uma expansão das ações de gangues, que estariam “perdendo o medo”, e uma onda de sequestros em Porto Príncipe.

A pressão incluiu ainda a ameaça dos EUA de enviar tropas ao Haiti caso o Brasil não fosse “mais firme”.

Em 2005, a Minustah havia vencido uma tropa de ex-militares e começava a combater guerrilheiros. A favela de Bel Air estava pacificada e a resistência migrava para a favela de Cité Soleil.

“Surgiu um novo líder de gangues, em Cité Soleil, que pretendia se transformar em um mito: Dread Wilmé. Daí a impaciência e o apelo da embaixada americana e outras por “operações robustas”", disse nesta quarta-feira à Folha o general Heleno, hoje no Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.

“O resultado de ações desse tipo, em uma área miserável, superpovoada, com milhares de crianças e mulheres pelas ruas, era imprevisível. Por isso, eu jamais cedi.”

O general disse ter recebido apoio incondicional do Itamaraty, do Ministério da Defesa e do Exército.

“As pressões eram evidentes e aconteceram desde o início da missão, em 2004. Por isso, eu deixava bem claro que a agenda de operações era de minha exclusiva competência”, disse.

A operação que resultou na morte de Wilmé só ocorreu em julho de 2005, quando a ONU obteve informações seguras sobre sua localização. A favela foi cercada e tropas especiais peruanas abordaram a gangue. Wilmé morreu no confronto junto com cerca de 40 rebeldes.

O general cumpriu normalmente seu mandato regular de cerca de um ano.

“Uma força de paz, na minha concepção, não poderia se comportar como uma força de ocupação. Resisti às pressões, na certeza de que a estratégia que traçara daria certo, desde que reuníssemos operações militares e ações humanitárias”, disse.

A Folha e outras seis publicações têm acesso ao material antes da sua divulgação no site do WikiLeaks.

FONTE: Folha de São Paulo

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Por Hudson Corrêa (Rio) e Maurício Simionato (Campinas)

Viúvas dos militares brasileiros mortos no terremoto do Haiti em janeiro exigem pagamento em dobro do seguro de vida porque os maridos estavam a serviço. Responsável pelas apólices, a Poupex diz que há “um equívoco de interpretação”.

A entidade, gerenciada pela Fundação Habitacional do Exército, quer pagar entre R$ 100 mil e R$ 250 mil, como publicou no domingo o colunista da Folha Elio Gaspari.

“O fato de os militares terem falecido no cumprimento de uma missão humanitária do Exército Brasileiro não altera o valor concedido, uma vez que a origem dos óbitos foi um terremoto”, diz em nota a entidade.

A Poupex afirma que a apólice não prevê pagamento em caso de terremoto. Alega que, mesmo assim, “em lugar de adotar postura mais confortável”, se propôs a pagar o seguro, porém não em dobro como querem familiares das vítimas.

O Exército confirma as informações da Poupex e diz que, em “caráter excepcional”, foi proposto o pagamento do seguro.

Dezoito militares brasileiros morreram no terremoto do Haiti. Eles participavam de missão da ONU no país.

O governo brasileiro prometeu indenizar com R$ 500 mil cada família de militar morto, além de dar auxílio de R$ 510 mensais por filho em idade escolar. Até hoje, a promessa não foi cumprida.

Ontem o Ministério da Defesa afirmou que, no dia 5 passado, o governo pediu ao Congresso autorização para liberar R$ 10,1 milhões e pagar as indenizações.

AÇÃO JUDICIAL

A professora e bancária Cely Zanin –viúva de um oficial morto no terremoto– disse ontem que entrará com ação judicial para receber o seguro por morte acidental do marido.

O coronel João Eliseu Souza Zanin, 46, morreu quando o quartel general da ONU desabou durante o terremoto.

Cely, 43, diz que ela e as outras 17 viúvas dos militares receberam das seguradoras metade do que ela diz acreditar ser de direito porque a morte deles foi considerada “natural” pelas seguradoras.

“Já estamos providenciando a ação porque não achamos justo. Nós não vamos recuar e vamos lutar até o final pelo direito dos nossos maridos. Provavelmente serão as 18 viúvas e será neste mês.”

Ela afirma também não ter recebido os R$ 500 mil prometidos pelo presidente Lula logo após o terremoto nem a ajuda de custo mensal para os filhos. Cely tem dois, um de 17 e outro de 18 anos.

“Foi noticiado, saiu na imprensa internacional, mas até hoje não recebemos nada. A ajuda de custo também prometida de R$ 510 aos filhos para o estudo também não recebemos e o ano está acabando”, disse.

“Essa ajuda prometida pelo Lula é muito importante também. Da Poupex [seguro pago por cerca de 30 anos, segundo ela] recebi por morte natural, em torno de R$ 280 mil.”

Se fosse por morte acidental o pagamento teria sido de pelo menos R$ 560 mil.

“O problema da Poupex e do Bradesco em nos pagarem a diferença é abrir precedentes para os 2.000 homens que estão lá no Haiti hoje. Porque eles estão descobertos pelo seguro. Aí vem o seguro e diz que foi morte natural”, disse ela, que contou ter recebido US$ 50 mil da ONU dois meses após a morte.

A Folha não conseguiu contato com a seguradora do Bradesco.

FONTE: Folha de São Paulo

NOTA do EDITOR: É esse o tipo de tratamento que as famílias dos nossos heróicos soldados merecem?

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Porto Príncipe (Haiti) – Em 19 de maio, o BRABATT 2 realizou escolta e segurança para uma comitiva de militares do Exército dos EUA, acompanhados pelo Force Commander da MINUSTAH, General Paul Cruz, e pelo Deputy do Force Commander, General Mezano, em visita a Porto Príncipe.

Durante a atividade, foi realizada a segurança e balizamento para aterragem de 03 helicópteros (Black Hawk) na base do porto (Região portuária de Bel Air) e escolta para o deslocamento ao Palácio Nacional e ao Forte Nacional, área de operações do BRABATT 2.

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FONTE/FOTOS: Exército Brasileiro

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vinheta-clipping-forteBRASÍLIA (Reuters) – O Congresso aprovou nesta segunda-feira o envio de até 1.300 militares adicionais ao Haiti, país devastado por um forte terremoto no último dia 12.

A ideia do governo é enviar imediatamente 900 militares, dos quais 750 serão de infantaria e 150 do efetivo da Polícia do Exército. Os demais 400 militares seriam mobilizados se futuramente o governo achar necessário.

“Diante da crise e do estado de calamidade em que se encontra hoje o Haiti, da solicitação de apoio da ONU, de nossos compromissos internacionais e, sobretudo, o nosso dever de prestar a devida ajuda humanitária a um povo irmão, o Brasil não pode se furtar a cumprir seu papel de líder internacional frente à crise haitiana e a prestar o auxílio devido”, declarou em seu voto o relator da matéria, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE).

A proposta aprovada dobra o contingente brasileiro no país caribenho, onde o Brasil lidera a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), conhecida como Minustah, que tem um contingente de aproximadamente 9.000 pessoas, sendo 7.000 militares.

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou, por unanimidade, o aumento temporário no número de tropas e policiais da entidade no Haiti em 1.500 policiais e 2.000 soldados para ajudar a manter a segurança e ajudar nos esforços humanitários.

Cerca de 3.000 presos fugiram da cadeia depois do tremor de magnitude 7 que abalou principalmente a capital Porto Príncipe e pode ter matado até 200 mil pessoas. Saques e tumultos também ocorreram na sequencia da tragédia.

Integrante da base aliada, o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) criticou a iniciativa do governo. Para ele, o Executivo deveria primeiro dar atenção às vítimas de enchentes e desabamentos em todo o Brasil.

“O Brasil não está em condições de ajudar, mas de ser ajudado”, argumentou.

A oposição, entretanto, apoiou a medida do governo. Para o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o Brasil tem capacidade para atuar nas duas frentes.

“Não devemos faltar neste momento (no Haiti). O Brasil tem condições financeiras de fazer esse apoio”, destacou Azeredo.

A matéria foi debatida e votada por uma comissão representativa de deputados e senadores, uma vez que o Congresso está em recesso.

(Reportagem de Fernando Exman)

FONTE: Reuters / Brasil Online, via O Globo

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Em ação conjunta, militares trocam farpas sobre comando de missão

Leandro Colon

vinheta-clipping-forteO primeiro encontro oficial entre tropas brasileiras e americanas no Haiti deu o tom do clima de divergência entre as duas partes. Sobraram trocas de recados. O general brasileiro Floriano Peixoto Vieira Neto, chefe militar da missão da ONU no país, reforçou que a ajuda aos haitianos – incluindo a segurança – é liderada pela Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), cujo maior contingente é do Brasil. “Cada parte é muito bem definida, por meio de protocolo de entendimento, assinado pelas duas partes, o que nós faremos aqui”, afirmou.

Ao seu lado, o general Ken Keen, que lidera as forças dos EUA, deixou claro que não há subordinação à ONU e avisou que não há prazo para deixar o país. “O presidente Barack Obama nos mandou para cá para dar assistência ao governo do Haiti e estaremos aqui até quando eles precisarem”, afirmou. Questionado sobre as pretensões dos EUA em assumir a segurança, Keen foi enfático: “Isso é ridículo.” Segundo ele, há 3,7 mil soldados americanos em terra hoje no Haiti. Oficialmente, cabe aos EUA apenas a tarefa de ajuda humanitária.

Os militares dos dois países se juntaram ontem para distribuir 13 toneladas de comida e 15 mil litros de água em Cité Soleil, região mais pobre da capital. O cenário de entrega de comida era tipicamente haitiano: fumaça, casas de lona, lixo a céu aberto, porcos e seres humanos dividindo o mesmo espaço. Entre os soldados de cada país, poucas palavras. Os americanos não falavam português, e a maioria dos brasileiros apenas arriscava algumas palavras em inglês.

Enquanto isso, o general Floriano Peixoto percorreu a favela com o colega Ken Keen. Abordados pelos jornalistas, buscaram a cordialidade, mas não conseguiram disfarçar a divergência de conceito hierárquico na ação no Haiti. Uma jornalista questionou o general Floriano, na presença de Keen, sobre a polêmica em torno da segurança. Peixoto irritou-se, lembrou que há um acordo de tarefas e posicionou-se: “Eu sou o responsável pela parte militar da Minustah.” Em seguida, tentou amenizar a crise diplomática: “O relacionamento é extremamente positivo.” O discurso de Peixoto tem sido semelhante ao do ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. Em visita ao Haiti no sábado, Amorim voltou a valorizar a posição majoritária do Brasil no país. Apesar de afirmar que se reporta apenas ao governo do Haiti, o general americano disse que os EUA são parceiros do Programa Mundial de Alimentos (WFP) da ONU. “Sem esta colaboração, não estaríamos aptos a fazer chegar a ajuda”, afirmou Ken Keen, que elogiou as tropas brasileiras. “O Brasil tem bons soldados, extremamente profissionais. Estão entre os melhores do mundo”, disse ele, que já morou no País.

FONTE: Estadão

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