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Chamem os PQDs e os fuzileiros navais

*Antonio Carlos Passos de Carvalho

Em 1981, a Polícia Militar da Bahia entrou em greve, a primeira de que se tem notícia. O governador era ACM – Antonio Carlos Magalhães. Em pleno regime militar, decisões rápidas: os comandantes regionais das Forças Armadas em Salvador reuniram-se, seguindo ordens dos respectivos ministros militares em Brasília (não existia ainda o Ministério da Defesa). De imediato, soldados do Exército e da FAB (Polícia da Aeronáutica) e os fuzileiros navais (FNs) da Marinha começaram a patrulhar a cidade, que foi dividida em áreas geográficas.

Coube aos FNs uma área complicada, que abrangia o bairro onde se situa a Escola de Formação de Oficiais da PM, o Colégio da Polícia Militar da Bahia e outros quartéis. Para realizar o patrulhamento de rua, usaram alguns carros da PM-BA, pois a maioria das viaturas dos FNs são de grande porte para uso urbano. Salvador era uma cidade bem mais tranquila do que a metrópole de hoje, e não houve maiores problemas. A PM-BA voltou logo ao serviço, e ACM saiu vitorioso.

Porém, houve enfrentamento sangrento quando um piquete de grevistas tentou retomar um fusquinha da PM das mãos dos fuzileiros navais, e vieram com armas em punho. Agiu-se em legítima defesa. Fuzileiros navais assim como paraquedistas do Exército são tropas de assalto, sabem defender-se, estão muito bem treinados para missões em áreas hostis, e são destemidos e disciplinados. Deve-se torcer muito para que não haja confrontos entre os grevistas de hoje da PM-BA e as Forças Armadas, assim como com a Polícia Federal. Isto pode deixar ranços por muitos anos.

A PF cresceu tanto nos últimos 30 anos que até avião próprio possui, capaz de transportar seu grupo de elite, treinado para prender ou liquidar bandidos perigosos. Mas o problema mesmo é de liderança política, de exemplo.

Em 1997, governava Minas Gerais o senhor Eduardo Azeredo. A PM-MG, a mais antiga do país, entrou em greve pela primeira vez, e houve grande manifestação em frente ao Palácio da Liberdade e ao prédio do Comando-Geral. Houve confusão, tiros e um morto, um soldado. Azeredo ficou tido como fraco e elitista; seu governo gastava em outras áreas enquanto estaria insensível aos PMs de seu estado. Acabou perdendo a reeleição no ano seguinte para Itamar Franco.

Por outro ângulo, nos quatro anos de Itamar e nos oito de mandato de Aécio Neves, não houve nenhum problema deste tipo. Com bom exemplo vindo de cima e sensibilidade às necessidades, a PM respeitou e cumpriu. Na maioria são jovens e pais de família honestos e dedicados à causa da segurança pública. Em 2001, a PM-BA entrou em greve de novo, daquela vez sob um governo dito de direita. Foi uma primeira versão do caos que agora, em 2012, se repete de forma muito mais acirrada.

É uma coisa abjeta observar a postura cínica de alguns políticos nestas situações: enquanto na oposição, logo apoiam ou apoiavam os grevistas; quando no poder, afirmam na televisão que foram surpreendidos pela greve. Ora, então não se sabia que a greve estaria para eclodir? Interessante… Do jeito que a coisa vai, as populações que rezem e os governadores, por favor, exerçam a boa liderança para a qual foram eleitos pelo povo e transmitam o bom exemplo às suas Polícias Militar e Civil (esta pode querer greve também).

Se continuar assim, tropas de elite como PQDs (paraquedistas) e FNs, existentes para atuar em missões de defesa externa, conflitos e outras situações de guerra ou em apoio a operações humanitárias como desastres naturais, terão de aumentar em efetivo e equipamentos para atender aos problemas de greves de PMs em mais estados da Federação. A FAB vai precisar de mais aviões para o transporte.

Se fosse na Califórnia o que acontece na Bahia hoje, a oposição provavelmente já estaria convocando uma recall election para desalojar do cargo o governador e eleger um outro. Os baianos terão de aguentar mais tempo. Mas estamos no Brasil: o Carnaval vem chegando, o cardeal-primaz vai mediar e com fé em Deus, ninguém mais sairá machucado. Com tristeza, ficará o saldo dos homicídios e arrastões, além das imagens na TV e pela internet de um país que se diz a sétima economia do mundo, mas que tem de botar suas Forças Armadas na rua, sob o comando de um general, para se proteger da própria PM e da falta do trabalho que esta deveria estar fazendo. Que absurdo! A greve deixou a população desprotegida e causou pânico e vítimas. Mas o abominável mesmo foi a falta de liderança que levou a isso tudo.

*Antonio Carlos Passos de Carvalho, comandante reformado da Marinha, foi presidente da Prodemge (Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais)

FONTE: Jornal do Brasil

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Raphael Di Cunto, Murillo Camarotto, Paola de Moura e Marcos de Moura e Souza - 

De São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte

O motim da Polícia Militar da Bahia, que deixou o Estado refém de saques à lojas, assaltos e com sensação de insegurança – já foram registrados 93 homicídios na região metropolitana de Salvador desde terça-feira, quando começou a paralisação – pode chegar a outras regiões do país, alertou ontem a Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados (ACSPE).

Segundo a associação, há um movimento da corporação por melhores salários e condições de trabalho. “Os policiais e bombeiros militares de Pernambuco devem ficar atentos. A qualquer momento a ACS convocará uma assembleia geral para discutir assuntos de interesse da tropa, especialmente sobre as escalas de trabalho escravizantes, a falta de previsão de promoções e outras reivindicações que não foram atendidas, o que vem gerando grande insatisfação”, diz o comunicado.

O presidente da Associação dos Militares de Pernambuco, capitão Vlademir Assis, afirmou que uma mobilização nacional para pressionar pela aprovação no Congresso da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que estabelece um piso nacional para a PM em mais de R$ 4 mil, servirá para atrair de novo a atenção do país para a causa dos policiais e bombeiros.

O entusiasmo dos policiais pernambucanos com a proliferação das paralisações está amparado no clima de insatisfação com o governador Eduardo Campos (PSB). Segundo Assis, o Executivo comportou-se de forma autoritária durante as últimas negociações salariais, encerradas em março do ano passado. A crise se acentuou depois que o governo cancelou o desconto automático da contribuição para a associação na folha de pagamento dos policiais.

Alagoas também está perto de ver um motim – nome dado à greve de militares, que são proibidos de descumprir a ordem de seus superiores e, portanto, realizar paralisações. A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas fará assembleia geral na quinta-feira para reivindicar um posicionamento do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que não teria cumprido o acordo de junho do ano passado.

Entidades que representam policiais militares e bombeiros do Espírito Santo, Acre e Rio de Janeiro farão assembleia até o fim da semana para decidir se param. No Rio Grande do Sul, depois de uma mobilização em 2011, a PM também vive um clima tenso com o governador Tarso Genro (PT).

O diretor de relações institucionais da Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme), coronel Elias Miller, diz que a culpa das paralisações é do governo federal e dos estaduais, que não conversam com a categoria. “A PEC 300 acendeu o que estava latente. Os policiais militares, que sempre foram treinados para esperar o comando, resolveram sair às ruas para reivindicar seus direitos”, afirmou.

Miller não concorda com o motim, “por ser ilegal”, mas diz que o compreende. “Uma associação sem expressão na Bahia lançou a greve. As maiores entidades não apoiaram, mas a tropa aderiu porque está insatisfeita com um governo que não a ouve, que não trata os policiais como trabalhadores que querem um salário melhor para sustentar suas famílias”, criticou, referindo-se à postura do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), um ex-sindicalista.

Vice-presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Praças Militares Estaduais (Anaspra), que é ligada à entidade que iniciou o motim baiano, o cabo Jeoás Santos nega que o movimento esteja tentando ganhar proporções nacionais. “Queremos organizar essa desordem porque todos os Estados planejam ações”, afirmou.
Ele afirma que a maior briga não é pela PEC 300, mas para que os governos estaduais cumpram os acordos e pela desmilitarização da categoria. “Atuamos dentro de uma legislação velha, com estatutos e código penal que não sofreram alteração desde a ditadura militar [1964 - 1985]“, afirma. “O policial tem de ser punido se cometer algum delito, e não por não ter prestado continência”, defende Santos, cuja entidade nasceu de um motim generalizado em 1998, quando a PM parou em nove Estados.

No Rio de Janeiro, o presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado (Aspra-RJ), Vanderlei Ribeiro, convocou assembleia de greve na Cinelândia para quinta-feira. “Não queremos ser escravos ou massa de manobra da cúpula do governo. Se for necessário, paramos no Carnaval”, afirmou.
Ao contrário do que fez em 2011, quando não negociou e enfrentou um motim de mais de um mês no Corpo de Bombeiros, o governador Sérgio Cabral (PMDB) anunciou novo aumento e fez elogios às corporações. “Eu confio nos profissionais da segurança. Eles são responsáveis. Quando entram nessa profissão, sabem que esse é um serviço essencial. Tanto os nossos policiais militares, quanto os nossos bombeiros militares, quanto os nossos policiais civis sabem a importância que isso tem para a população. Não tenho dúvida de que vamos garantir não só um Carnaval, mas um dia a dia de tranquilidade”, minimizou.

Cabral também antecipou parte do aumento parcelado em 48 meses, que foi concedido após a greve dos bombeiros do ano passado. “A partir do projeto de lei que enviamos à Assembleia Legislativa, o salário base será de R$ 1.669. Com as gratificações que pagamos aos nossos profissionais que estão nas ruas, o salário base de um PM e de um bombeiro será de R$ 2.019″, afirmou em nota.

Nas contas do governador, o aumento total desde 2007, quando assumiu, até 2013 será de 107%. Os números são rejeitados por Vanderlei, que diz que o salário-base continua em torno de R$ 900.

O aumento também será escalonado em São Paulo, Rio Grande do Norte, Pará e Minas Gerias. No Paraná, os policiais pressionam o governador Beto Richa (PSDB) pela regulamentação de uma emenda à Constituição estadual que prevê o pagamento de subsídio para a PM. A proposta é elevar o salário de soldado, que hoje recebe R$ 2,4 mil mais gratificação, para R$ 4,5 mil.

Os policiais mineiros ganharam a fama de conseguir bons acordos nos últimos anos com o governo do Estado sem grandes confrontos. O último ocorreu em 2004, quando os PMs cruzaram os braços durante quase uma semana, o número de alguns crimes subiu e o Exército foi para as ruas. A pressão deu resultado e desde então os policiais têm tido aumento todos os anos.

No ano passado, os policiais militares voltaram à carga com assembleias e mobilização. Houve um início de adesão a uma paralisação de policiais civis e o governo Antonio Anastasia (PSDB) aceitou, então, levar a questão para a mesa. Concedeu um aumento salarial escalonado de quase 100% – como queriam os PMs – até 2015. Hoje o salário inicial de um PM mineiro é de R$ 2.245,90; pelo novo acordo, será de R$ 4.098,41 em 2015. O aumento valerá para todos os postos. No topo da carreira, um coronel veterano com adicionais ao salário que hoje pode ganhar R$ 12,9 mil receberá R$ 23,6 mil em 2015.

“Aprovamos em julho uma lei escalonando o aumento. Com isso, acalmamos a pressão dos nossos militares pela aprovação da PEC 300″, diz a subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Planejamento do Estado, Fernanda Neves.

Situação diferente da Bahia, onde salário inicial é de R$ 1.943 e o governo não sinalizou com novos aumentos. Os policiais que estão acampados com suas famílias na Assembleia Legislativa dizem que Wagner não cumpriu acordo feito em 2009, de aumentar a gratificação da PM, e que tem desprezado o movimento que o PT apoiou em 2001, quando o governador era César Borges (no então PFL).

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a discussão do governo para incorporar a gratificação aos salários da PM baiana “acabou sendo atropelada por alguns policiais” que usam de violência e ações criminosas. O ministro petista também se disse contrário à aprovação da PEC 300, que traria gastos “insuportáveis” para os Estados.

Houve quatro confrontos ontem dos cerca de 500 grevistas com o Exército, Forças Armadas e a tropa da choque da PM em frente à Assembleia Legislativa. O local está cercado desde a madrugada de anteontem para, segundo o Exército, isolar os manifestantes, executar mandados de prisão e depois esvaziar o prédio.
As forças federais usaram bombas de efeito moral e gás de pimenta foi lançado contra a multidão. Balas de borracha forma disparadas e feriram cinco pessoas sem gravidade. Sitiados e armados, grevistas diziam que resistiriam a tentativas de invasão. Eles estão sem luz e água. O Exército dizia que não faria a desocupação à força.

A crise provocada pela greve paralisou os Poderes do Estado. Servidores do governo, do Tribunal de Justiça e do Ministério Público foram retirados dos prédios onde trabalham, pois eles ficam ao lado do edifício da Assembleia. (Colaborou Marli Lima, de Curitiba, com agências noticiosas)

FONTE: Valor Econômico

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Policiais, Bombeiros e agentes penitenciários do Rio de Janeiro prometem antecipar a paralisação das categorias, inicialmente prevista para o próximo dia 10, caso “qualquer covardia” seja cometida contra os agentes que participam do movimento grevista na Bahia. O Exército foi convocado pelo governo estadual para desocupar a Assembleia Legislativa, onde os grevistas acampam desde terça-feira. Helicópteros e blindados apoiam a ação.

“O movimento em prol da DIGNIDADE dos Bombeiros e Policiais do Estado do Rio de Janeiro vem informar que qualquer covardia cometida contra os militares da Bahia, e seus familiares, que estão ocupando a Assembléia Legislativa de lá, ocasionará a deflagração da GREVE GERAL no Rio de Janeiro antes do previsto.”, diz a nota publicada em um blog do movimento SOS PMERJ.

Neste domingo, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, emitiu um comunicado no qual tenta convencer os policiais de que a paralisação não é a melhor forma para reivindicar melhores condições de trabalho, Segundo ele, que disse acreditar que a maioria dos policiais irá trabalhar normalmente no dia 10, a greve dificilmente “irá trazer benefícios” para os agentes.

Beltrame também lembrou que há uma série de aumentos programados para a área de segurança pública nos próximos anos e que a melhoria nas condições de trabalho das categorias deve ser gradual e racional. Entre os agentes, o parcelamento dos aumentos salariais é conhecido como “aumento Casas Bahia”.

Caso a greve se confirme, a tendência é que o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) sejam acionados emergencialmente, já que a greve não é unânime entre eles. Isso acontece porque os dois são os batalhões que recebem as melhores gratificações da corporação.

FONTE: JB Online / IMAGEMSOS PMERJ

Com a greve da Polícia Militar, Salvador viveu um dia de forte alta do número de assassinatos e de ataques ao comércio, nesta sexta-feira. Shows foram cancelados e lojas fecharam após onda de violência.

Shows do Olodum e de outras bandas de axé music foram cancelados até o fim de semana. A apresentação da cantora Ivete Sangalo, marcada para hoje, na Praia do Forte, também foi adiada.

Ontem à noite, o músico do Olodum Denilton Souza Cerqueira, 34, voltava para casa em sua moto quando foi baleado por dois assaltantes no bairro da Mata Escura, onde vivia. O músico foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Da meia-noite até as 18h de hoje, foram registrados 20 homicídios na região metropolitana, segundo a Secretaria de Segurança Pública. No mesmo dia da semana passada, houve 13 assassinatos ao longo de 24 horas.

No Pelourinho, o policiamento passou a ser feito por homens do Exército, com metralhadoras e fuzis. Nem a ostentação das armas de guerra nem a presença dos militares amenizaram o clima de insegurança no local.

A joalheria H.Stern fechou as portas ao meio-dia. Outras lojas do centro histórico também reduziram o horário de funcionamento desde quinta-feira, por temerem que os saques se alastrem para a região turística.

Em outro ponto de grande fluxo turístico, o farol da Barra, a presença de visitantes foi 70% menor ontem, segundo estimativa de comerciantes da região. No local, havia apenas um carro da PM durante a tarde.

Ao menos cinco lojas tiveram os estoques saqueados no bairro da Liberdade, de acordo com relatos de comerciantes e moradores a rádios e televisão. A Polícia Civil diz que os donos das lojas ainda não haviam registrado as ocorrências até as 12h de hoje.

REFORÇO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e a secretária Nacional da Segurança Pública, Regina Miki, desembarcam na manhã de sábado (4) em Salvador para acompanhar as operações das Forças Armadas no Estado.

Tropas do Exército começaram a fazer o patrulhamento nas ruas de Salvador no início da tarde desta sexta-feira. Também já estão em Salvador 150 homens da Força Nacional e outros 500 deverão chegar até o fim do dia de amanhã. O Exército também deverá encaminhar, ao todo, 2.000 homens até o próximo domingo (5).

NEGOCIAÇÃO

O governo estadual recebeu uma pauta de reivindicações de seis associações de policiais, mas não aceita negociar com a Aspra (Associação dos Policiais e Bombeiros da Bahia), entidade que lidera a greve.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou que a sede da Aspra foi lacrada por determinação da Justiça, após um pedido do Ministério Público.

Com isso, disse a secretaria, fica proibida a realização de assembleias e reuniões entre os integrantes da Aspra.

FONTE: Folha de São Paulo

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Cerca de 150 agentes da Força Nacional de Segurança estão e Salvador e 500 devem ser enviados para cidades do interior do Estado

 

Um grupo de 150 homens da Força Nacional de Segurança está em Salvador para ajudar a reforçar o policiamento e a conter a onda de violência na cidade. Os homens chegaram nesta quinta-feira à noite à capital baiana. A expectativa é que mais 500 militares da Força Nacional e do Exército cheguem à Bahia nesta sexta-feira para serem enviados ao interior. As informações são da Secretaria de Segurança do Estado.

Uma série de casos de vandalismo, com assaltos e arrastões em várias áreas de Salvador, foi registrada nos últimos dias desde que PMs ligados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA) anunciaram greve por tempo indeterminado. A Justiça determinou o fim do movimento grevista.

O secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, disse nesta quinta-feira que o reforço no policiamento integra um pacote de medidas para a restauração da sensação de segurança. Ele se reúne hoje com representantes de associações de policiais para discutir o assunto.

“Não negociamos sob coação”, disse Barbosa, em entrevista coletiva. O pelo juiz da 6ª Vara da Fazenda Pública, Ruy Eduardo Almeida Brito, considerou ilegal o movimento grevista. De acordo com a Secretaria de Segurança, 85% do contingente policial estão nas ruas. No total, são 11 mil policiais militares no estado. A estimativa é cerca de 2 mil homens aderiram ao movimento.

O procurador-geral do estado, Ruy Moraes, disse que, se a Aspra não suspender o movimento, será cobrada multa de R$ 80 mil por dia de paralisação. A decisão judicial está em vigor e foi comunicada ontem à associação.

FONTE: iG / FOTOS: AE

Governador pede ajuda ao governo federal para manter segurança durante greve de PMs

 

POR BRUNO MENEZES

Bahia – Em resposta à decisão do movimento grevista de um segmento dos policiais militares da Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) pediu ajuda à Presidência da República e solicitou o envio de tropas do Exército e da Força Nacional de Segurança para garantir a tranquilidade dos baianos. Cerca de 150 militares chegaram na noite de ontem ao estado, e mais 500 chegam até amanhã à noite.

A decisão foi tomada assim que Wagner chegou da viagem que fez a Cuba e ao Haiti com a presidenta Dilma Rousseff. “Não admitirei que a segurança da população seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial que considerou a greve ilegal”, afirmou Wagner.

Os PMs baianos deflagraram a greve após assembleia realizada na noite de terça-feira. Os grevistas reivindicam reajuste de salário de 17% e melhores condições de trabalho. No entanto, na manhã de ontem, a justiça decretou a ilegalidade da greve e a suspensão do movimento grevista, sob pena de multa diária de R$ 80 mil.

Ontem, no Dia de Iemanjá, muitos baianos deixaram de cumprir os rituais de oferenda à orixá por conta de boatos de arrastão na cidade. Shoppings chegaram a fechar as portas durante a tarde, quando havia relatos até de PMs grevistas encapuzados ameaçando moradores de Salvador com fuzis.

FONTE: Jornal O Dia

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Versatilidade é o ponto forte deste modelo para atender ao mercado governamental

 

A Polícia Federal Alemã acaba de alcançar a marca de 100 mil horas de voo com sua frota de EC135, que realiza, em toda a Alemanha, milhares de operações por ano em missões de segurança pública e serviços médicos de urgência.

“O total de horas voadas pela Polícia Federal alemã é um verdadeiro marco para o EC135, já que esta aeronave se mostra cada vez mais eficiente em diversas funções operacionais e missões de segurança pública na Alemanha”, disse o Vice-Presidente Executivo de Programas da Eurocopter, Wolfgang Schoder. “É mais uma prova do compromisso do grupo no fornecimento de produtos de alta tecnologia que atendem as missões mais exigentes, tanto hoje como no futuro.”

As milhares de missões realizadas a cada ano pelo esquadrão alemão de Aviação da Polícia Federal destacam as contribuições dos EC135 como uma das mais modernas e capazes iniciativas do serviço civil, acrescentou Schoder. Com uma frota atual de 41 EC135, a Polícia Federal alemã é uma das maiores operadoras governamentais desta aeronave no mundo.

“Nós apreciamos a flexibilidade e a carteira de missões do EC135 combinada com a sua excelente confiabilidade”, disse Thomas Helbig, chefe do Serviço Federal de Apoio Aéreo da Polícia Alemã. “A missão específica que completou as 100 mil horas de voo mostrou perfeitamente as capacidades do EC135: realizada durante a noite com OVNs e FLIR em uma missão de vigilância ferroviária, permitiu à equipe detectar os suspeitos no próprio ato e coordenar a busca, resultando na detenção dos infratores com sucesso.”

O Esquadrão de Aviação da Polícia Federal alemã opera uma frota de mais de 80 aeronaves, todas da gama Eurocopter, que consiste no EC120 para a formação, EC135 T2i para missões de segurança pública e resgate, o EC155 B para o transporte leve e multimissão e o AS332 L1 Super Puma de longa distância no papel do transporte VIP, vigilância, missões marítimas e de socorro na Alemanha e no exterior.

Como um parceiro de longo prazo dos operadores civis e governamentais em todo o mundo, a Eurocopter oferece não apenas uma gama maior de helicópteros para uma variedade de missões em segurança pública, mas também uma gama completa de serviços como manutenção, assistência técnica, apoio logístico e de treinamento, o que garante soluções de suporte mais eficientes.

Hoje, os operadores policiais em 56 países operam mais de 1.000 helicópteros Eurocopter, incluindo os EUA, Alemanha e Espanha.

EC135 no Brasil

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal é uma das entidades que utiliza o EC135 no mercado governamental brasileiro. Sua ampla cabine, quando configurada para realizar missões de resgate e transporte aeromédico, possibilita o voo com dois pilotos e dois pacientes deitados em maca, ambos assistidos por dois médicos acomodados nas respectivas cabeceiras. Seu kit aeromédico completo possui todos os equipamentos e sistemas necessários ao atendimento de urgência ao paciente transportado, inclusive entre hospitais.

Adquirido pela Corporação em 2005 para ser utilizado no atendimento a diversos tipos de emergências, as vantagens do modelo trazem maior qualidade no serviço prestado, aumentando as chances de sobrevida para muitas das vítimas.

O novo helicóptero é ainda mais seguro por contar com duas turbinas, ter um sistema de estabilização mais avançado e por manter os dois pilotos durante as operações. Essas características aumentam a performance durante as missões, as quais, muitas vezes, são realizadas em locais de difícil acesso, o que requer técnica e agilidade.

A Receita Federal brasileira também opera dois EC 135 na configuração de vigilância aérea. Os helicópteros possuem equipamentos como imageador térmico, gravador de imagens, farol de busca e radares, tendo obtido grande êxito no combate ao contrabando e descaminho.
Por ser compacto, leve, ter capacidade de voar por instrumentos durante o dia e a noite, por meio dos sistemas de visão noturna e transmissão de imagens em tempo real, o EC135 é uma sofisticada combinação de tecnologia e desempenho em uma plataforma acessível aos Estados que necessitam realizar missões de vigilância e inteligência policial. Além disso, no Brasil, o helicóptero é utilizado no transporte de autoridades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará.

DIVULGAÇÃO: Convergência Comunicação Estratégica

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Um Caveirão, carro blindado usado pela PM do Rio, pegou fogo durante uma operação na favela do Jacarezinho, na zona norte da cidade, na tarde desta quarta-feira (1º).

Segundo o comandante do 3º BPM, tenente-coronel Ivanir Linhares, nenhum policial ficou ferido porque o incêndio foi controlado rapidamente.

- Ainda não sabemos as causas do incêndio. Pode ter sido uma pane elétrica, por exemplo, mas também pode ser que traficantes tenham atirado uma granada, uma bomba, que tenha provocado as chamas.

Durante a ação, PMs apreenderam um fuzil na comunidade. Moradores disseram que os PMs trocaram tiros com os traficantes durante a operação.

Na ação, os PMs também apreenderam um revólver calibre 38, uma bomba caseira, 500 sacolés de crack, três tabletes de maconha e material para endolação. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Engenho Novo (25ª DP).

Outras operações

Mais cedo, policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) apreenderam na manhã 15 máquinas caça-níqueis nas favelas Nova Holanda e Parque União, no complexo da Maré, na zona norte.

Em Madureira, também na zona norte, PMs do Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM) fazem uma operação na comunidade da Serrinha. Houve troca de tiros na chegada dos policiais, que contam com a ajuda de um veículo blindado.

Em outra operação, policiais do Batalhão de Irajá (41º BPM) vasculham a favela de Acari em busca de armas e drogas.

FONTE/FOTO: R7/O Globo

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O Ceará deve receber mais reforços de militares do Exército, da Força Aérea Brasileira (FAB) e Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) nos próximos dias, anunciou o tenente-coronel Charles Moura, da 10ª Região Militar de Fortaleza. Além das tropas locais, estão no Estado homens do exército do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Maranhão e Piauí.

De acordo com o oficial, além dos 1.100 homens que estão no Ceará atualmente, está prevista a chegada de outros 400 do Exército, da Força Aérea e da Força Nacional de Segurança Pública e de dois veículos blindados.

A operação “Força Ceará” está sendo executada no Estado com ordem da presidente Dilma Rouseff e só será finalizada com ordem da presidência, segundo o oficial. O reforço foi iniciado na última sexta-feira (30), após a greve dos policiais militares e bombeiros ter sido decretada. As duas categorias encerraram a paralisação na madrugada desta quarta-feira (4), horas antes da Polícia Civil anunciar a retomada de uma antiga paralisação.

De acordo com o tenente-coronel, homens do Exército estão reforçando a segurança nas delegacias que estão de greve no Ceará. “As tropas estão em algumas delegacias para manter a ordem nesses lugares, a preservação do patrimônio. E está havendo um monitoramento para que, caso seja necessário, o Exército tome medidas administrativas para viabilizar as prisões”, disse.

Até amanhã desta quarta, um total de 160 veículos de policiamento fazia o patrulhamento ostensivo no Estado.

FONTE: Diário do Nordeste

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