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A Assembleia Geral das Nações Unidas passou hoje o assento da Líbia para o Conselho Nacional de Transição (CNT), o órgão político dos rebeldes que derrubaram o regime de Muamar Kadhafi.

A assembeia de 193 Estados votou com uma maioria de 114 votos a favor e 17 contra a entrega ao CNT do assento correspondente à Líbia na ONU, apesar da oposição de vários governos de esquerda da América Latina.

Alguns países africanos pediram que esta decisão fosse adiada.

FONTE: Portal Netmadeira

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Por Marcia Santos
Jornalista PMPR

As chuvas dos últimos dias em Santa Catarina deixaram mais de sessenta municípios catarinenses em estado de calamidade pública ou emergência. O governador catarinense Raimundo Colombo aceitou de pronto o auxílio oferecido pelo governador do Paraná, Beto Richa, que enviou policiais militares do Grupamento Aéreo (GRAER) para apoiar as ações de socorro às vítimas. Os PMs paranaenses retornaram nesta quarta-feira (14) ao Quartel do Comando Geral, em Curitiba.

Em 2008, noutra situação de enchentes, policiais militares do Paraná também participaram dos trabalhos de resgate às vítimas. Esse ano foram enviados pelo Comando Geral da PMPR quatro policiais e bombeiros militares: piloto e co-piloto e dois PMs especializados neste tipo de ocorrência. A equipe de PMs e BMs do Paraná atuou em várias frentes desta calamidade.

A aeronave enviada à Santa Catarina foi a Falcão 3, com capacidade de transporte para sete pessoas, e que também suporta mais de mil quilos de carga pendurada. Para o capitão William Fávero, comandante da aeronave, o suporte oferecido pelo governo paranaense aos catarinenses reforça o compromisso da PMPR em servir e proteger. “Já voamos 17 horas e transportamos 2500 quilos de gêneros e dez pessoas com condição precária de saúde”, explicou Capitão Fávero.

O helicóptero Falcão 3 se envolveu em várias missões em Santa Catarina, como resgate aéreo médico, patrulhamento em áreas sensíveis, transporte de alimentos, medicamentos, materiais de limpeza, tropas, médicos, pessoas ilhadas e outras. Várias missões desenvolvidas pelos PMs paranaenses foram emocionantes, algumas delas foram lembrada pelo Capitão Fávero.

“O transporte de uma senhora de 87 anos para o hospital para que ela fizesse hemodiálise foi uns dos destaques na missão”. Outra situação enfrentada pelos PMs do GRAER foi o transporte de bolsas de plaquetas, para atender pessoas com ferimentos hemorrágicos. “Uma das pessoas que recebeu as plaquetas não sobreviveria se não houvesse o transporte aéreo”, conta Capitão Fávero.

Em Santa Catarina, a situação começa a ser normalizada, ao ponto que os níveis de água dos rios começam a baixar e os moradores a retornar para as casas. Esta enchente fez com que mais de 60 mil catarinenses deixassem suas casas e afetou o abastecimento de água de mais de 200 mil pessoas.

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Economia e militarismo

Mesmo sob crise em suas finanças, os EUA mantêm 1 mil bases no exterior

Toda a turbulência vivida pela economia mundial tem origem nos Estados Unidos, que ainda não se refez da crise iniciada em setembro de 2008 e que contaminou mercados das potências europeias e de muitos países emergentes, inclusive o Brasil, embora em grau de intensidade menor aqui. Mas ao mesmo tempo em que sua dívida atinge um montante equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 14 trilhões, os EUA insistem em manter cerca de 1 mil bases militares mundo afora, das quais 268 na Alemanha e 124 no Japão, depois de 66 anos do término da Segunda Guerra (2/9/1945). Outros países que abrigam a ostensiva presença norte-americana são Cuba, Paraguai, Colômbia, Iraque (mais de 100 bases), Afeganistão (80), Coreia do Sul, Austrália, Egito, Barein, Grécia e Romênia, entre cerca de 70 nações.

O custo militar dos EUA em 2010 passou dos US$ 800 bilhões, acrescidos de despesas extraordinárias inseridas no orçamento daquele ano pelo presidente Barack Obama no valor de US$ 1 trilhão, o que no total equivale a aproximadamente 13% do PIB do país. Os gastos militares norte-americanos representaram cerca de 45% das despesas globais em 2010. Seus aliados despenderam aproximadamente 28% dos aportes em defesa. Washington e eles, que são normalmente Estados clientes, muitos deles hoje vivendo grave momento econômico (Grécia, Itália e outros), responderam por 73% dos dispêndios militares globais em 2010.

Quando a crise foi tida como séria, no fim de 2008, os EUA mantinham aproximadamente 550 mil soldados no exterior, excluídos os serviços prestados por contratados em alguns países, como no Iraque. Esse número é 10% superior ao de 1985, no auge da chamada Guerra Fria, o que demonstra que o complexo industrial militar norte-americano encontrou justificativas para a manutenção e mesmo expansão do poderio bélico do país, ainda que em fase de distensão do quadro político internacional. Hoje, as Forças Armadas dos EUA contemplam comandos do Pacífico (de olho na China), da Europa (foco na Rússia e na África), central (monitorar e intervir no Oriente Médio) e do Sul (criado em julho de 2008, logo depois do anúncio das grandes descobertas do pré-sal no Brasil).

O historiador inglês Paul Kennedy, em The rise and fall of the great powers (1986), afirma que o grande teste da longevidade do poderio hegemônico no mundo seria no futuro igualmente aplicável aos EUA. Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro, com a capacidade de endividamento esgotada e obrigados a emitir moeda para comprar os títulos de sua própria emissão, os EUA hoje dependem financeiramente de países como a China, Brasil e Rússia, fora do G-7. Até quando tais países aceitarão financiar a manutenção de um complexo militar tão oneroso, mantido por um país cuja economia estando, como está, em situação vulnerável, ameaça levar consigo muitas outras ao redor do planeta? Tomara que os EUA, com 46,2 milhões de pobres, consigam se livrar desse imbróglio com as próprias pernas.

FONTE: Estado de Minas

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Chelmsford, Reino Unido: A BAE Systems desenvolveu uma série de antenas para vestimentas (Body Wearable Antennas), que aliviarão o peso que os soldados precisam carregar enquanto fornecem conectividade e informações sobre o campo de batalha aos mesmos.

Com a antena BWA (Body Wearable Antenna), o soldado poderá se comunicar com seus colegas na linha de frente sem precisar recorrer às antenas convencionais de rádio do tipo chicote, em geral volumosas e muito visíveis. A tecnologia da antena tecida junto com as fibras do uniforme do soldado viabiliza comunicações eficazes e confere maior agilidade. Foi desenvolvido um sistema de demonstração deste conceito para mostrar a capacidade desta tecnologia na transmissão, por meio desta antena, de voz, dados de vídeo (de uma câmera montada no capacete) e coordenadas GPS.

Um sistema incorporando esta tecnologia pode melhorar a noção que uma equipe militar tem da situação ao seu redor como um todo, permitindo que os soldados vejam através dos olhos de seus companheiros em tempo real. Se um soldado detectar certa situação, ele pode alertar seus colegas e compartilhar o que vê por meio da câmera montada em seu capacete. O sistema de demonstração se conecta com um smartphone disponível comercialmente, com tela sensível a toque e usado no pulso de seu portador. Este dispositivo usa seus sensores para fornecer uma imagem operacional aumentada, permitindo que a equipe identifique objetos, a exemplo de potenciais perigos que aparecem em destaque na tela do telefone.

Outra vantagem importante deste sistema de antena trajável é o fato desta não ser afetada pela posição do portador. No caso das antenas convencionais de rádio do tipo chicote, se um soldado precisar se deitar no chão, a comunicação entre ele e uma pessoa de pé pode ser gravemente comprometida ou até mesmo perdida. Da mesma forma, o sinal de uma antena curta, instalada em um rádio portátil, pode ser mascarada pelo corpo do usuário. O sistema BWA pode ser projetado para conferir uma cobertura contínua de 360°.

“Os soldados da linha de frente carregam muito peso quando estão em patrulha. Pesquisas feitas com antenas incorporadas em trajes mostram que é possível reduzir esta carga e, no futuro, dar às forças armadas maior capacidade de comunicação e uma grande vantagem no campo de batalha” afirma Jon Pinto, Chefe do Grupo de Antenas e Componentes Eletromagnéticos, no Centro de Tecnologia Avançada da BAE Systems.

As aplicações desta tecnologia têm um alcance que vai além da indústria de defesa. Hoje, a BAE Systems está explorando o potencial de incorporar este tipo de antena nos trajes de bombeiros em missões de busca e resgate, de policiais em patrulha para informar a localização GPS de seus colegas, assim como em outras indústrias perigosas, como de mineração, petróleo e gás.

Sobre a BAE Systems

A BAE Systems é uma empresa global atuando na área de defesa e segurança, com aproximadamente 100 mil funcionários no mundo. A empresa oferece uma série completa de produtos e serviços para forças aéreas, terrestres e navais, assim como avançadas soluções eletrônicas, de segurança, de tecnologia da informação, além de serviços de suporte.

FONTE: BAE Systems

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De onde eles são?

Teste os seus conhecimentos. Na foto acima você consegue identificar, pelo uniforme, qual o país e a respectiva força de cada um dos militares.

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O presidente palestino, Mahmud Abbas, apresentará no dia 23 de Setembro o pedido de adesão de um Estado palestino à ONU, excepto no caso da oferta de uma alternativa “crível”, afirmou o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Malki.

“O presidente apresentará a solicitação no dia 23, excepto no caso de uma proposta crível para a retomada das negociações”, disse Malki, em referência aos contactos em curso entre Estados Unidos e os países europeus.

Mais cedo, o vice-ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Danny Ayalon, advertiu que um pedido de adesão à ONU de um Estado da Palestina estabeleceria o fim de todos os acordos com os palestinianos.

“Se os palestinos adoptarem uma acção unilateral, isto significaria a anulação de todos os acordos, libertando Israel de todos os compromissos. Os palestinianos terão a inteira responsabilidade”, declarou Ayalon à rádio estatal.

O vice-chanceler se negou, no entanto, a detalhar as medidas de represália que seriam adoptadas por Israel.

FONTE:
Angola Press

 

Concluídos os testes com o RG41 em clima quente e seco

A BAE Systems divulgou os resultados dos testes com o seu novo projeto de veículo blindado sobre rodas 8×8 RG41 em clima quente e desértico. O RG41 completou o ensaio em sua primeira tentativa, sem falhas, avaliando a mobilidade, o sistema de refrigeração, espaço interno, eficiência do combustível, ar condicionado e design em situações com terrenos arenosos e rochosos.

“O sucesso nestas condições difíceis é uma prova da qualidade dos nossos produtos”, disse Johan Steyn, Managing Director Land Systems South Africa. “Estamos extremamente orgulhosos desta conquista, e com muitos dos nossos veículos série RG já comprovada.”

O RG41 foi formalmente lançado no ano passado e apresenta um design modular único com proteção anti-minas e suspensão independente integrada ao sistema de transmissão.

O RG41, cujo exemplar está em exibição na DSEI (Defence and Security Equipment International) no Reino Unido, também foi submetido a cinco testes com explosão de minas terrestres sob a estrutura inferior.

O veículo também apresenta outros equipamentos como O TRT (Tactical remote Turret), LATIS (Local and Tactical Information System), Explosive Resistant Display Equipment (ERDE) e o SCHROTH Mine Blast Seating/Restraints.

FONTE: BAE Systems

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Executivos da Petrobras rejeitam a parceria com a PDVSA (Petróleos de Venezuela) na refinaria Abreu e Lima (PE), um projeto de R$ 26 bilhões, informa reportagem de Leila Coimbra e Flavia Marreiro para a Folha.

A participação venezuelana no projeto foi confirmada pelo presidente Hugo Chávez em telefonema a Dilma Rousseff na sexta.

A Petrobras já construiu sozinha 40% do projeto, e a refinaria está preparada para processar o petróleo brasileiro do Campo de Marlim, da Bacia de Campos, e não o óleo de Carabobo, na Venezuela, conforme originalmente.

Para receber o petróleo mais pesado do país vizinho, seria necessário um investimento extra de US$ 400 milhões (cerca de R$ 688 milhões) em uma planta de redução de enxofre.

A parceria entre as duas petrolíferas na refinaria foi celebrada em 2005, antes da descoberta do pré-sal, em 2006. Na época, os presidentes Lula e Chávez fecharam o acordo prevendo a utilização de petróleo venezuelano, pesado demais para ser transformado em combustível junto com o óleo brasileiro.

Com a descoberta das reservas nacionais, de melhor qualidade, a sociedade passou de estratégica para negativa para a Petrobras, pois a refinaria passaria a ser dependente das importações da Venezuela para produzir.

FONTE: Folha.com

 

Após cancelamento do JLTV, Oshkosh divulga seu L-ATV

A próxima geração de veículos militares leve de combate exigirá novos níveis de mobilidade e de proteção para operar com eficiência em regiões remotas e terrenos hostis. A Oshkosh Defesa, uma divisão da Oshkosh Corporation criou e Light Combat Tactical All-Terrain Vehicle (L-ATV) para atender as necessidades militares futuras com base em 10 anos de experiência operacional, incluindo o desempenho dos veículos MRAP no Iraque e no Afeganistão.

O L-ATV incorpora tecnologias comprovadas no campo de batalha, soluções avançadas de blindagem e os níveis de mobilidade expedicionária para redefinir os padrões de segurança e desempenho para as Forças Armadas dos EUA e forças de outros países. O L-ATV também é projetado com capacidade de crescimento futuro, com a capacidade de aceitar pacotes de blindagens adicionais e atualizações tecnológicas conforme a missão exigir.

“Nós projetamos o ATV-L para enfrentar as ameaças que evoluem rapidamente e fornecer às tropas maior capacidade de navegar através de condições de condução extremas”, disse Ken Juergens, vice-presidente e gerente geral de programas conjuntos da Oshkosh Defesa. “Os campos de batalha mudaram – as ameaças são mais perigosas, os ambientes operacionais são mais robustos e eficiência de combustível é mais importante do que nunca. O L-ATV foi projetado para atender a esses desafios de hoje e do futuro, assim como o nosso M-ATV continua a enfrentar as ameaças do campo de batalha. ”

Equipado com o sistema de suspensão Oshkosh TAK-4i ™ independente, uma evolução do sistema de suspensão TAK-4, o L-ATV pode navegar com segurança em terreno off-road, proporcionando qualidade de passeio inigualável.

FONTE/FOTOS: Oshkosh

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Domenico Losurdo

Doravante mesmo os cegos podem ver e compreender o que está a acontecer na Líbia:

Cartoon de Vicman.1. O que se passa é uma guerra promovida e desencadeada pela NATO. Esta verdade acaba por se revelar até mesmo nos órgãos de “informação” burgueses. No La Stampa de 25 de Agosto, Lucia Annunziata escreve: é uma guerra “inteiramente externa, ou seja, feita pelas forças da NATO”; foi “o sistema ocidental que promoveu a guerra contra Kadafi”. Uma peça do International Herald Tribunede 24 de Agosto mostra-nos “rebeldes” que se regozijam, mas eles estão comodamente instalados num avião que traz o emblema da NATO.

2. Trata-se de uma guerra preparada desde há muito tempo. O Sunday Mirror de 20 de Março revelou que “três semanas” antes da resolução da ONU já estavam em acção na Líbia “centenas” de soldados britânicos, enquadrados num dos corpos militares mais refinados e mais temidos do mundo (SAS). Revelações ou admissões análogas podem ser lidas no International Herald Tribune de 31 de Março, a propósito da presença de “pequenos grupos da CIA” e de uma “ampla força ocidental a actuar na sombra”, sempre “antes do desencadeamento das hostilidades a 19 de Março”.

3. Esta guerra nada tem a ver com a protecção dos direitos humanos. No artigo já citado, Lucia Annunziata observa com angústia: “A NATO que alcançou a vitória não é a mesma entidade que lançou a guerra”. Nesse intervalo de tempo, o Ocidente enfraqueceu-se gravemente com a crise económica; conseguirá ele manter o controle de um continente que, cada vez mais frequentemente, percebe o apelo das “nações não ocidentais” e em particular da China? Igualmente, este mesmo diário que apresenta o artigo de Annunziata, La Stampa, em 26 de Agosto publica uma manchete a toda a largura da página: “Nova Líbia, desafio Itália-França”. Para aqueles que ainda não tivessem compreendido de que tipo de desafio se trata, o editorial de Paolo Paroni (Duelo finalmente de negócios) esclarece: depois do início da operação bélica, caracterizada pelo frenético activismo de Sarkozy, “compreendeu-se subitamente que a guerra contra o coronel ia transformar-se num conflito de outro tipo:   guerra económica, com um novo adversário:   a Itália obviamente”.

4. Desejada por motivos abjectos, a guerra é conduzida de modo criminoso. Limito-me apenas a alguns pormenores tomados de um diário acima de qualquer suspeita. O International Herald Tribune de 26 de Agosto, num artigo de K. Fahim e R. Gladstone, relata: “Num acampamento no centro de Tripoli foram encontrados os corpos crivados de balas de mais de 30 combatente pró Kadafi. Pelo menos dois deles estavam atados com algemas de plástico e isto permite pensar que sofreram uma execução. Dentre estes mortos, cinco foram encontrados num hospital de campo; um estava numa ambulância, estendido numa maca e amarrado por um cinturão e tendo ainda uma transfusão intravenosa no braço”.

5. Bárbara como todas as guerras coloniais, a guerra actual contra a Líbia demonstra como o imperialismo se torna cada vez mais bárbaro. No passado, foram inumeráveis as tentativas da CIA de assassinar Fidel Castro, mas estas tentativas eram efectuadas em segredo, com um sentimento de que se não é por vergonha é pelo menos de temer possíveis reacções da opinião pública internacional. Hoje, em contrapartida, assassinar Kadafi ou outros chefes de Estado não apreciados no Ocidente é um direito abertamente proclamado. O Corriere della Sera de 26 de Agosto de 2011 titula triunfalmente: “Caça a Kadafi e seus filhos, casa por casa”. Enquanto escrevo, os Tornado britânicos, aproveitando também a colaboração e informações fornecidas pela França, são utilizados para bombardear Syrte e exterminar toda a família de Kadafi.

6. Não menos bárbara que a guerra foi a campanha de desinformação. Sem o menor sentimento de pudor, a NATO martelou sistematicamente a mentira segundo a qual suas operações guerreiras não visavam senão a protecção dos civis! E a imprensa, a “livre” imprensa ocidental? Ela, em certo momento, publicou com ostentação a “notícia” segundo a qual Kadafi enchia seus soldados de viagra de modo a que eles pudessem mais facilmente cometer violações em massa. Como esta “notícia” caiu rapidamente no ridículo, surge então uma outra “nova” segundo a qual os soldados líbios atiram sobre as crianças. Nenhuma prova é fornecida, não se encontra nenhuma referência a datas e lugares determinados, nenhuma remessa a tal ou tal fonte: o importante é criminalizar o inimigo a liquidar.

7. Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a NATO apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o “Negus dos negreiros”; hoje a NATO exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o “ditador”. Assim como a natureza belicista do imperialismo não muda, também as suas técnicas de manipulação revelam elementos significativos de continuidade. Para clarificar quem hoje realmente exerce a ditadura a nível planetário, ao invés de citar Marx ou Lénine quero citar Emmanuel Kant. Num texto de 1798 (O conflito das faculdades), ele escreve: “O que é um monarca absoluto? Aquele que, quando comanda: ‘a guerra deve fazer-se’, a guerra seguia-se efectivamente”. Argumentando deste modo, Kant tomava como alvo em particular a Inglaterra do seu tempo, sem se deixar enganar pela forma “liberal” daquele país. É uma lição de que devemos tirar proveito: os “monarcas absolutos” da nossa época, os tiranos e ditadores planetários da nossa época têm assento em Washington, em Bruxelas e nas mais importantes capitais ocidentais.

27/Agosto/2011

Domenico Losurdo é um marxista convicto.

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Senado dos EUA cancela substituto do ‘Humvee’

O presidente da Comissão da Apropriações do Senado norte-americano, Daniel K. Inouye (D-Havaí), entregou sua recomendação final ontem durante a abertura da subcomissão fiscal de defesa para o ano de 2012.

Foi sugerido o cancelamento do programa JLTV, que buscava um substituto para os jipes HUMVEE do Exército e dos Fuzileiros Navais dos EUA. Segue a tradução do trecho do texto que trata sobre o JLTV.

“O projeto de orçamento encerra o programa Joint Light Tactical Vehicle [JLTV] devido ao crescimento de custos de forma excessiva e as sucessivas mudanças nos requisitos. A comissão acredita que existem alternativas na atualidade que atendem aos requisitos do Exército dos EUA e dos Fuzileiros Navais para buscar uma atualização da frota de veículos HUMVEE, e apoia estes programas com verbas.”

O programa já estava sob forte pressão desde o ano passado.

VEJA TAMBÉM:

Para saber mais sobre o que vira depois da “geração Humvee”, leia a matéria “Jipes do Futuro” no exemplar número 2 da revista “Forças de Defesa”.

Para adquirir o seu exemplar, clique num dos botões abaixo. Use o PagSeguro para gerar um boleto pagável em qualquer banco e o PayPal para pagar com cartão de crédito. Ao efetuar a compra por estes botões, favor informar o endereço completo para o envio

Para dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para revista@fordefesa.com.br.

Ao comprar a revista, o leitor torna-se assinante dos sites das Forças de Defesa, podendo postar comentários após o seu cadastramento.


 
 

 

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Justo ele?

Ex-ministro José Dirceu cobra mais investimentos nas Forças Armadas

O ex-ministro José Dirceu cobrou ontem do governo da presidente Dilma Rousseff mais investimento nas Forças Armadas. Ele defendeu a modernização do Exército e da Marinha. Disse ainda que o Brasil precisa fabricar “mísseis de defesa” e voltar a produzir caças de guerra para a frota da Aeronáutica.

Réu no processo do mensalão, em que é chamado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de “chefe da quadrilha”, Dirceu, ao palestrar em seminário sobre petróleo produzido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, afirmou que “um país da dimensão do Brasil não pode deixar de ter um poder militar defensivo tecnologicamente avançado”.

“A indústria de defesa nacional está sendo recriada. Temos de ter uma defesa própria regional do Atlântico Sul. Temos de proteger nossa riqueza do pré-sal com uma Marinha em águas azuis. Temos de ter Força Aérea produzindo caças no Brasil. Tem tecnologia para produzir não só aviões, como mísseis de defesa”, discursou o ex-ministro, para cerca de 200 conferencistas, do quais 80% estrangeiros. O presidente da Câmara, Charles Tang, o apresentou como uma espécie “de primeiro ministro” do governo que estruturou o processo de desenvolvimento brasileiro.

Fator de moderação. Para Dirceu, o Exército precisa ser “totalmente” modernizado, porque o País necessita de “uma Força Armada defensiva”.

“Nós não temos nenhum problema fronteiriço, nenhum litígio político com nenhum país da América do Sul. Somos como a China, uma força em desenvolvimento”, afirmou. “A China é o principal fator de moderação de paz no mundo de hoje.”

Apontado por engano como representante da Casa Civil no programa de seminário sobre petróleo promovido pela Câmara de Comércio Brasil-China, o ex-ministro fez elogios aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que “transformou o Ministério da Defesa em realidade”.

Além da cobrança de mais investimentos nos setores militares, Dirceu criticou o quadro educacional. Segundo ele, a educação no Brasil ” ainda está no século passado”. Afirmou também que “o Brasil tem de eliminar a pobreza até 2022″, pois “é uma vergonha um país com riqueza e desenvolvimento ter ainda o índice de pobreza que temos”.

FONTE: Estadao.com

NOTA DO EDITOR: durma-se com esse barulho!

 

IVECO inicia produção do MPV 4X4

A Iveco deu início à produção do Defence Vehicles Medium Protected Vehicle (MPV) para o exército italiano. O contrato para um lote inicial é de 12 veículos na configuração ambulância, com entregas para ser concluída em 2012. A tripulação é composta por quatro militares, consistindo de motorista, comandante, médico e enfermeiro, podendo transportar até dois pacientes em maca.

Dentro do Exército italiano o MPV será conhecido como “Veicolo Tattico Medio Multiruolo” (VTMM) e o primeiro lote de produção deverá ser de até 550 unidades, caso as condições de financiamento permitam.

A família MPV de veículos blindados sobre rodas é um desenvolvimento conjunto da Iveco Defesa da Itália e da Krauss-Maffei Wegmann da Alemanha.

A primeira é responsável pelo modelo 4×4 e a segunda pelo modelo 6×6, que foi desenvolvido para atender a exigência GFF4 do Exército alemão. O 6×6 tem um peso de combate de até 25 toneladas.

Ambos utilizam o chassi Trakker da Iveco e um habitáculo blindado para a tripulação que proporciona um elevado nível de protecção.

A versão 4×4 MPV foi apresentada durante a Defence & Security Equipment International (DSEi) e tem um peso de combate máximo de 18 toneladas, com a versão padrão com um volume interno de 13.3m3, elevado para 16m3 na versão ambulância devido ao teto mais elevado.

O design do MPV permite que ele seja utilizado em uma série de, incluindo ambulância / unidade do tratamento intensivo, comunicações, guerra eletrônica, posto de comando e neutralização de materiais explosivos, reparo e trator para reboque e transporte de peças de artilharia e respectiva guarnição.

FONTE/ILUSTRAÇÕES: Janes/IVECO

 

O ataque de um comando de oito talibãs contra alvos internacionais em Cabul terminou ao início da noite hoje com a morte dos dois últimos insurgentes que permaneciam entrincheirados num edifício em construção no centro da capital afegã.

O chefe da brigada de investigação criminal de Cabul, Mohamed Zahir, citado pela agência noticiosa Efe, referiu que os dois homens foram abatidos pelas forças afegãs que cercavam o imóvel.

Embaixada dos EUA atacada

O ataque talibã foi desencadeado ao meio-dia (hora local) a partir do edifício em construção que os rebeldes utilizaram para atacar com lança-granadas foguetes e disparos de armas ligeiras a embaixada dos Estados Unidos, a sede central da NATO e outros edifícios oficiais nas proximidades.

Pelo menos sete pessoas, três civis e quatro polícias, morreram e 17 ficaram feridas durante a ofensiva talibã no “coração” de Cabul. Dois dos atacantes entrincheirados no edifício tinham sido previamente mortos pelos solados pró-governamentais, apoiados por militares da coligação internacional.

As forças de segurança afegãs também abateram quatro insurgentes em outras zonas de Cabul, quando tentavam ativar as cargas explosivas que transportavam.

FONTE/FOTO: Expresso/EPA

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Situação “quente” em Cabul

Destaque para o Mi-35 da Força Aérea Afegã em ação sobre a capital do país. Quem diria que um dia um Hind estaria lutando ao lado dos norte-americanos!

 

Mi-35 em ação no Afeganistão

O general Carsten Jacobson, porta-viz da OTAN no Afeganistão informou que hoje foi a primeira vez que helicópteros de ataque Mi-35 da Afghan National Air Force foram utilizados em ações anti-terroristas.

O Mi-35 foi empregado no contrataque às ações das forças Talebãs que realizaram uma série de ataques coordenados na capital do Afeganistão nesta terça-feira.

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Cabul sob fogo

Capital afegã sofre ataque suicida em massa

A capital do Afeganistão está a ferro e fogo. A Al-Qaeda está a atacar alvos governamentais e diplomáticos, com destaque para a embaixada dos Estados Unidos da América e para o quartel-general da NATO.

De acordo com um oficial da polícia, Mohammed Zahir, um grande grupo de homens armados está a disparar contra a embaixada norte-americana a partir de um prédio em construção junto do edifício diplomático.

O ataque inclui artilharia pesada, a mesma fonte afirma que os insurgentes estão a disparar ‘rockets’ contra a embaixada norte-americana.

Na zona de Wazir Akbar Khan, bairro onde se localizam edifícios diplomáticos, embaixadas e o palácio presidencial, ouvem-se explosões e trocas de tiros.

Os talibã já reclamaram a responsabilidade pelo ataque. «Estamos a fazer um ataque suicida em massa contra as instalações dos serviços secretos estrangeiros e afegãos», escreveu Zabiullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, numa mensagem escrita enviada à France Presse pouco tempo depois das primeiras explosões.

De acordo com o enviado da BBC em Cabul, consta que se trata de uma «operação complexa com bombistas suicidas envolvidos»

O mesmo correspondente avança que as ruas estão a ser seladas pelas forças afegãs e que soldados norte-americanos ocuparam o telhado da embaixada de forma a controlar a situação e a verificar a robustez das defesas.

Os rebeldes islâmicos, que combatem há seis anos o regime de Cabul apoiado por cerca de 130 mil soldados das forças internacionais, na maioria norte-americanos, intensificou consideravelmente a guerrilha nos últimos anos, multiplicando ataques audaciosos até ao centro da capital, que está está sob forte segurança.

FONTE: SOL.pt

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Radar SABER M60

O radar SABER M60 destina-se a integrar um sistema de defesa antiaérea de baixa altura visando à proteção de pontos e áreas sensíveis, como indústrias, usinas e instalações governamentais.

Possui baixo peso e elevada mobilidade, além de suportar a operação em todas as condições climáticas do continente sul-americano. Essas características o tornam indicado para o emprego em operações de defesa externa, bem como nas operações de paz.

É integrável a sistemas de armas baseados em mísseis ou canhões antiaéreos e também ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro.

Características Técnicas

Alcance máximo: 60 km
Informações dos alvos: 3D (alcance, azimute e elevação)
Teto máximo: 5 km
Identificação Amigo-Inimigo (IFF): Modos 1, 2, 3/A e C
Alcance máximo com IFF: 75 km
Nº máximo de alvos simultâneos: 70
Acuidade: 50 m em alcance, 1° em azimute e 2° em elevação
Resolução: 75 m em alcance
Peso máximo: 200 kg
Classificação de aeronaves: asa fixa ou asa rotativa
Identificação de aeronaves de asa rotativa: sim
Vel. Mínima para detecção: 32 km/h para asa fixa

Tecnologia 100% Nacional

Desenvolvido pelo CTEx, em parceria com empresas nacionais, o radar SABER M60 é o primeiro 100% produzido no Brasil.

Sua tecnologia é a mais moderna entre os equipamentos de sua classe existentes no mercado internacional.



FONTE e FOTOS:
EB e OrbiSat

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