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68 anos da Tomada de Monte Castelo

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Ícaro Luiz Gomes

vinheta-especial-forteNo dia 21 de fevereiro é comemorada a vitória da Batalha de Monte Castelo na Campanha da Itália pela Forças Expedicionárias Brasileiras (FEB). Monte Castelo era um dos elevados fortificados que pertenciam à Linha Gótica, conjunto de montanhas italianas que formavam uma linha defensiva para o alemães e fascistas. Sua conquista permitiu que aos poucos essa linha defensiva fosse penetrada, proporcionando avanço das tropas aliadas em direção a Alemanha Nazista, aumentando assim a pressão ofensiva, acelerando a capitulação dos Estados Totalitários do Eixo e o fim da frente europeia.

A FEB já se encontrava a mais de 200 dias na Itália, o clima na região era de um inverno intenso (Chuva e neve), as vias de transporte tinham se transformado em verdadeiros lamaçais e o terreno era montanhoso. Essas características dificultavam o uso de meios blindados para o combate, sendo essa um batalha vencida principalmente pela infantaria com intenso apoio da artilharia. Os alemães e fascistas eram em sua maioria veteranos das frentes russa e italiana, essas tropas eram especializadas em montanha e se mostravam dispostas ao combate, mesmo com os diversos retrocessos que a guerra já os infligiram a aquela altura.

A Tomada de Monte Castelo foi uma batalha que durou cerca de 4 meses. Foram realizados 6 ataques que enfrentaram grande resistência das forças opositoras e  foram registradas grandes baixas brasileiras, sendo considerada por alguns estudiosos como uma das batalhas mais sangrentas da Campanha da FEB na Itália. O ataque que resultou na Tomada de Monte Castelo iniciou-se às 6 horas da manhã do dia 21 de fevereiro de 1945, realizado por toda 1º Divisão de Infantaria Expedicionária (grande comando/unidade da FEB).

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Na noite anterior posições táticas haviam sido tomadas que em muito facilitaram a ofensiva. O ataque foi apoiado pela 10ª de Montanha Americana que realizou um ataque coordenado ao Monte della Torracia, um dos flancos da ofensiva Brasileira. Foi notório para o sucesso do ataque da FEB os fogos de artilharia realizados pela Artilharia Divisionária para a Tomada do objetivo.

As condições climáticas e o estado do terreno e foram inimigos tão severos quanto os próprios nazi-facistas. A batalha pela conquista de Monte Castelo é considerada o grande marco da Campanha da FEB na Itália.

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Os Ex-Combatentes e o Pós-Guerra

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67 Anos da Tomada de Montese

“Montese: sorvedouro de vidas patrícias.”

 

Iporan Nunes de Oliveira

“No dia 14 de abril de 1945, na região de Montese, teve início a série dos mais árduos combates travados pelos brasileiros na Itália. As operações, durando quatro dias sucessivos – de 14 a 17 –, transcorreram sob violentos e ininterruptos bombardeios.” (Trecho extraído do livro Memórias do Marechal Mascarenhas de Moraes).

A vitória da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) contribuiu decisivamente para o rompimento das linhas inimigas ao norte da Itália, o que foi possível em virtude da bravura e do elevado poder combativo dos Pracinhas, demonstrados na conquista de Montese.

A 1ª DIE recebeu a missão de conquistar Montese e cobrir o flanco esquerdo da 10ª Divisão de Montanha do exército norte-americano. A região era um dos pontos fortes da defesa inimiga, reforçada por campos minados e batida por intensos fogos. Cientes da importância da posição, os defensores estavam determinados a não ceder terreno.

A conquista de Montese era fundamental, pois caracterizava a ruptura da linha defensiva alemã no vale do Rio Panaro (linha “Gengis Khan”) e abria caminho para o avanço aliado rumo à planície do Rio Pó.

Os combates começaram na manhã de 14 de abril de 1945, dando início à Ofensiva da Primavera. Numa demonstração do alto valor de combate das tropas brasileiras, o objetivo foi conquistado definitivamente após quatro jornadas de combates, além de repelidas todas as tentativas de contra-ataque inimigas.

Foi a primeira grande vitória obtida exclusivamente por brasileiros, da maneira brasileira. A manobra continha a ideia da moderna infiltração, hoje familiar a nossa Infantaria, e o êxito em muito se deveu à ação audaciosa do pelotão do Tenente Iporan Nunes de Oliveira, do 11º RI, que havia “introduzido uma cunha na defesa adversária”.

Iporan nasceu em Cuiabá (MT), ingressou na Escola Militar do Realengo e foi declarado Aspirante a Oficial em 8 de janeiro de 1944. Mercê de sua intrepidez e ciente da estrutura organizacional da futura Divisão de Infantaria Expedicionária, voluntariou-se para servir no 11º Regimento de Infantaria, um dos três grandes e tradicionais Regimentos de Infantaria, originalmente sediados nos Estados de São Paulo (6º RI), Minas Gerais (11º RI) e Rio de Janeiro (1º RI).

O então Tenente Iporan recebeu um comando de pelotão da 2ª Companhia/11º RI e embarcou para a Itália em 22 de setembro, como parte do 2º Escalão da FEB. Liderou 11 (onze) bem-sucedidas patrulhas ao longo da guerra, em virtude do que foi condecorado com duas classes da Cruz de Combate.

Após a guerra, Iporan continuou servindo no Exército Brasileiro em diversas designações por todo o país. No Estado-Maior do Exército, trabalhou entre 1960 e 1964, ocasião em que passou para a reserva como Coronel.

Com grande pesar, o Brasil perdeu um de seus grandes heróis, o veterano da Força Expedicionária Brasileira, Iporan Nunes de Oliveira, falecido no dia 3 de dezembro de 2011, em Niterói, de causas naturais aos 93 anos de idade.

Neste aniversário da Tomada de Montese, o Exército Brasileiro rende justa homenagem aos bravos combatentes da FEB que, em território estrangeiro, evidenciaram, sobejamente, exemplos de audácia, bravura, desprendimento, espírito de cumprimento de missão e sacrifício – virtudes imprescindíveis ao Soldado Brasileiro. Soldados que lutaram pela democracia nos campos do Velho Mundo e retornaram à Pátria com a convicção do dever cumprido. Soldados que são exemplos perenes para todas as gerações de brasileiros.

Acesse a palestra e texto sobre a manobra.

FONTE: Exército Brasileiro

67 anos da vitória em Monte Castelo

Há exatos 67 anos, muitos brasileiros perdiam a vida para dominar e conquistar o Monte Castelo no front italiano durante a Segunda Guerra Mundial. O bastião alemão que foi conquistado pelas tropas brasileiras em 21 de fevereiro de 1945. O blog de Francisco Miranda publicou alguns posts sobre aquela dura batalha.

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Encerramento do Ciclo de Encontros FEBianos de 2011

ANVFEB
Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira

O Presidente da ANVFEB Ten Dalvaro José de Oliveira
tem a honra de convidar para o 9º. Encontro FEBiano

Qui 08 dez 2011 – 15h

Encerramento do Ciclo de Encontros FEBianos 2011
O Brasil na Segunda Guerra Mundial
Cel Art Amerino Raposo F°. – Veterano da FEB

Seguindo-se Confraternização no Salão Nobre
Rua das Marrecas 35 – Centro – Rio de Janeiro

Traje: Esporte Fino
Militares: O Correspondente
Confirmações: anvfeb@uol.com.br

Eng Israel Blajberg
Diretor de RP – Casa da FEB

Carlos Haag

Uma piada corrente no país, pouco antes de o Brasil entrar na Segunda Guerra Mundial, era que Hitler teria dito ser mais fácil ver uma cobra fumando do que os brasileiros conseguirem enviar tropas para a batalha. Quando, por não ter sido possível encontrar o número ideal de soldados necessários para compor um corpo expedicionário, o governo rebatizou o grupo para Força Expedicionária Brasileira (FEB) dizia-se que o Brasil não iria mais para a guerra porque havia “tirado o corpo fora”. Segundo novas pesquisas, indesejada pelas forças aliadas e pelos militares brasileiros, produto de uma negociação pragmática do Estado Novo, em busca de maior projeção global, a FEB foi à guerra e, ao retornar, ainda amargou o desprezo nacional e a censura militar sobre sua história. “Carecemos de conhecimento sobre o papel dos expedicionários na guerra, o que resulta nas ideias simplórias e absolutas sobre o seu desempenho: heróis ou trapalhões. Para as novas gerações, a participação brasileira na guerra parece tão distante quanto a Independência”, afirma o historiador César Campiani Maximiano, da PUC-SP, autor de Barbudos, sujos e fatigados (Grua Livros, 448 páginas, R$ 59). O estudo revela como os pracinhas incomodaram os militares do chamado “Exército de Caxias”, a ponto de terem suas memórias reprimidas, e forneceram munição para os movimentos dos direitos civis dos negros americanos, por ser a única tropa de combate que não promoveu a segregação racial em suas fileiras.

A FEB foi composta por 25 mil jovens brasileiros, transformados em soldados-cidadãos para combater as forças do Eixo na campanha da Itália, entre 1944 e 1945, a única força combatente da América Latina na Europa. “Com a convocação para a FEB, mais de 20 mil famílias foram diretamente afetadas pela guerra”, diz o pesquisador. A proposta de sua criação surgiu em meados de 1943 como um grandioso projeto governamental, que pretendia colher resultados estratégicos, modernizar o Exército brasileiro e adquirir experiência necessária para lutar contra inimigos internos e externos, imaginários ou não, segundo os militares.

“A FEB foi o núcleo de um projeto político que deveria fortalecer as Forças Armadas e dar ao Brasil uma posição de importância global como aliado dos Estados Unidos. O problema foi fazer os americanos pensarem o mesmo”, explica Letícia Pinheiro, professora do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio. “No auge de seu esforço de guerra, os Aliados não queriam um parceiro que precisava ser vestido, alimentado, treinado e municiado, como o Brasil, e tentou-se desestimular as pretensões brasileiras. Mas o governo de Vargas insistiu no envio de uma força expedicionária para melhorar sua posição internacional na mesa de negociações do pós-guerra”, afirma o historiador Francisco César Ferraz, professor da Universidade Estadual de Londrina. As Forças Armadas, porém, não estavam preparadas para organizar uma expedição e os poucos oficiais com experiência de combate tinham lutado pela última vez em 1932. “A instrução do Exército era baseada na doutrina militar francesa de 1914, já ultrapassada, uma abordagem científica da guerra que, na Itália, se chocaria com uma realidade de incertezas, de necessidade de improvisação e de rápida tomada de decisões pelos oficiais”, diz Campiani.

“Tinha-se a percepção de que a fanfarronice encenada em campanhas nas coxilhas ou nos tiroteios contra estudantes paulistas destreinados seria suficiente para enfrentar o Exército alemão.” No ataque a Monte Castelo, por exemplo, o comandante brasileiro, general Zenóbio da Costa, dispensou o ataque prévio da artilharia sobre posições alemães dizendo: “Não precisa! Os meus meninos tomam aquela m. no grito!” (Como citado por César em seu livro, Barbudos, sujos e fatigados). “Quando os jovens foram convocados para a guerra, inaugurou-se uma nova organização para o Exército: a de cidadãos que eram convertidos em soldados para lutar pela pátria”, observa Ferraz. Mas não foi fácil. Os convocados depararam com a tradição francesa dos militares brasileiros. “Os oficiais eram muito ríspidos com seus subordinados e os praças recebiam prisões disciplinares pelos motivos mais insignificantes. A alimentação era de péssima qualidade e os uniformes vistosos dos oficiais contrastavam com o fardamento dos soldados, feitos de tecido barato que se rasgava com facilidade”, afirma Ferraz. Além disso, legiões de conscritos das classes mais altas logo trataram de arrumar “pistolões” que lhes garantissem a exclusão da FEB. O mesmo valeu para uma quantidade considerável de oficiais do Exército regular, que arrumaram meios escusos de fugir da obrigação. Para piorar, o exame de saúde seletivo era precário e, em muitos casos, deixou no Brasil convocados em condições de saúde satisfatórias para levar outros com problemas graves, que precisaram ser revolvidos da Itália em meio ao combate. Há mesmo o caso de um tenente que foi à guerra com olho de vidro. O principal motivo de exclusão, no entanto, era “dentadura insuficiente”.

Subnutrido – Mas não se sustenta o mito do “pracinha subnutrido”. “A FEB tinha mais a feição das colônias de imigrantes do Sul, dos bairros cariocas e paulistas e das cidades mineiras do que as alegorias cantadas pelos correspondentes que criaram a ideia de que ‘caboclinhos franzinos e cheios de ginga’ seriam, por natureza, superiores aos obtusos Übermenschen tedescos”, observa César. “Poucos soldados, porém, faziam ideia dos motivos que os haviam levado a combater alemães, o que preocupava os comandos pela ausência de motivação adequada de luta”, diz o pesquisador. A favor dos pracinhas foi a exigência americana de se adotar a doutrina de combate do Exército americano pela FEB, apesar de os manuais de instrução terem chegado em inglês. Os resultados futuros, no entanto, seriam positivos. “Para os soldados incorporados às forças aliadas, na Itália, a interação com combatentes americanos trouxe uma mudança drástica de atitude. Pela primeira vez soldados brasileiros estavam recebendo o mesmo tratamento de seus superiores, ao contrário da rígida disciplina das casernas nacionais. Não há veterano da FEB que não tenha ficado impressionado com a atenção que os americanos dispensavam aos convocados”, afirma César. Na guerra, a enorme variedade de equipamento disponível para a FEB incomodou muitos oficiais brasileiros que não podiam conceber a distribuição de artigos de qualidade superior para praças. Isso explicaria a demora, muitas vezes fatal, na distribuição para os pracinhas dos uniformes de inverno, que ficaram guardados nos armazéns militares quando eram fundamentais para suportar as temperaturas de 25 graus negativos. Depois a história oficial decidiu propagar a versão do “jogo de cintura” brasileiro: ao contrário dos americanos, os expedicionários não seriam soldados dependentes de bugigangas tecnológicas para derrotar o inverno, bastando-lhes a “criatividade intrínseca aos brasileiros”, nota César.

Autocrático – “O contato com os cidadãos-soldados de outros países e as necessidades da guerra mostraram aos expedicionários um novo modelo de exército, menos autocrático, uma cultura militar diferente da vivenciada no ‘Exército de Caxias’, no qual a superioridade hierárquica e suas emanações resultavam da tiranização dos praças às vontades e ordens nem sempre confiáveis dos oficiais”, nota Ferraz. Surgia o “Exército da FEB”. Uma de suas marcas era não segregar racialmente seus soldados, o que não significava a ausência de racismo individual. “A irrestrita camaradagem entre brasileiros de diversas etnias chamou a atenção de correspondentes dos jornais americanos que eram ligados aos movimentos dos direitos civis. Havia nos EUA a chamada campanha do double V, a vitória no front da guerra e no dos direitos civis em casa. Já que soldados negros estavam arriscando suas vidas em combates, a campanha pregava ser inadmissível que eles não desfrutassem de direitos de cidadania em seu país”, observa César. Um jornalista americano, fascinado ao avistar brasileiros, brancos e negros, juntos num café, pediu a um grupo de pracinhas que definisse o seu Exército. “Só existe um Exército brasileiro e ele é composto de brasileiros”, foi a resposta. Num encontro entre soldados brasileiros e americanos, os últimos perguntaram aos febianos se os “negri brasiliani sono buoni”. O brasileiro respondeu que eram todos excelentes companheiros, ao que os americanos retrucaram: “Negri americani non buoni”. “Nada chocou mais os soldados brasileiros do que essas mostras de racismo. É certo que as notícias sobre a FEB revigoraram o questionamento do sistema de segregação da sociedade americana e deram um impulso adicional ao movimento negro dos EUA”, diz César. Antes de um desfile de tropas, Zenóbio da Costa teria emitido uma determinação de isolar ou retirar os expedicionários negros das colunas, ordem que foi amplamente ignorada pelos oficiais da FEB.

O “Exército da FEB”, por todas essas razões, não agradava aos líderes do “Exército de Caxias”, que fizeram procedimentos de desmobilização apressados no retorno ao Brasil com o término da guerra. A imprensa propagava a FEB como símbolo das “tropas de democracia”, criando assim grande expectativa para o retorno dos expedicionários. “Durante muito tempo acreditou-se que Vargas temia a volta dos soldados, que poderiam apressar o fim do seu regime. Mas as maiores desconfianças partiram das principais autoridades militares brasileiras, os generais Dutra e Goes Monteiro, e de setores políticos que teriam a perder com a livre expressão política dos febianos”, fala Ferraz. Foi estabelecido um prazo limite de oito dias para o uso de uniformes da FEB e os pracinhas foram proibidos, ainda na Itália, de emitir comentários sobre a guerra sem autorização do Ministério da Guerra.

Liberal – “Havia temores políticos: a ameaça que representava para o ‘Exército de Caxias’ esse novo tipo de força militar, mais profissional, liberal e democrático; o medo de que os oficiais febianos pudessem se tornar o fiel da balança político-eleitoral e fossem cooptados pelos comunistas; acima de tudo, temia-se que os expedicionários, entre os quais Vargas tinha grande popularidade, pudessem apoiá-lo e empolgar a população para soluções diferentes daquelas do pacto conservador das elites políticas para a sucessão de Vargas”, explica Ferraz. Um exemplo desse medo foi o veto à distribuição de medalhas para todos os soldados pelos americanos. Afinal, poderia ser “fonte de vexação” para os militares de carreira que haviam ficado no Brasil e teriam que medir forças políticas e profissionais com militares moldados em combate. “Havia uma flagrante má vontade para com a FEB por autoridade do governo e muitos militares temiam ser preteridos nas futuras promoções da carreira pelos oficiais e praças expedicionários que podiam exibir experiência de guerra”, diz Ferraz.

Muitos febianos viram, com amargura, que essa experiência, única na América do Sul, não iria ser aproveitada para moldar um novo Exército, sendo, em vez disso, destacados para guarnições distantes. O grosso do contingente ainda deparou com o desemprego, pois muitos patrões, obrigados a readmitir seus empregados mobilizados, logo os demitiam alegando desajuste, neuroses ou incompetência profissional. “As dificuldades de conseguir um emprego foram potencializadas pelo fato de a maior parte dos expedicionários ter sido recrutada na idade de aprendizagem de uma profissão”, lembra Ferraz. Os veteranos não conseguiam tampouco entender por que eram proibidos de falar sobre suas experiências de combate para civis e para a imprensa. “Era preciso passar a impressão de que fora a sua formação, não o duro aprendizado dos combates, que possibilitou aos brasileiros vencer um inimigo forte, uma questão de prestígio numa sociedade em que o Exército era o principal ator político. Os militares não podiam admitir limitações e falhas”, observa Ferraz. Sem poder de barganha com autoridades do governo, muitas das quais eram oficiais graduados durante a ditadura militar e haviam fugido à convocação à guerra, os veteranos se calaram para poder sobreviver. Por uma confusão ideológica, ironia do destino, a imagem dos ex-combatentes foi associada aos militares golpistas, o que questionou ainda mais a memória da FEB. “Apenas em 1988, com a nova Constituição, os veteranos conquistaram o direito de uma pensão especial. Mas, dos 25 mil, pouco menos de 10 mil estavam vivos quando o reconhecimento foi aprovado”, diz Ferraz. A pergunta “você sabe de onde eu venho?”, da Canção do expedicionário, teima em ficar sem resposta.

FONTE: publicado pela Revista FAPESP em novembro de 2010

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Cerimônia em Zocca

No dia 02 de junho foi realizada, em Zocca, uma cerimônia para comemorar a liberação da cidade pela Força Expedicionária Brasileira em 1945. Estiveram presentes o Sr Pietro Balugani, prefeito de Zocca; o Cel De Simone Adido do Exército na Itália; o CMG Goldstein, Adido Naval; o Sr Giovanni Sulla; o Sr Mario Pereira; representantes da sociedade, militares brasileiros e seus familiares.

A cerimônia constou de: palavras das autoridades; troca de brindes; desfile até a igreja Sacro Cuore di Gesù, onde foi realizado uma missa e a bênção das coroas de flores; deposição de coroas de flores nos monumentos dedicados aos mortos da 1ª Guerra Mundial, aos mortos de todas as guerras e à libertação da cidade de Zocca pela FEB; e almoço de confraternização.

FONTE: “… e a cobra fumou!” – Informativo da Aditância do EB na Itália

NOTA DE UM LEITOR: Assim são reverenciados os brasileiros em terras que libertamos. Assim é tratada a História Militar do Brasil naquelas plagas, reconhecidas que são ao glorioso trabalho realizado pela Força Expedicionária Brasileira.
Entretanto, aqui em Pindorama…

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Estreou na última semana em São João del Rey a primeira websérie brasileira sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Inspirado em uma história real de três pracinhas mineiros, ela irá contar em 5 capítulos semanais a saga da  Força Expedicionária Brasileira (FEB) na sua mais sangreta batalha, a de Montese.

A produção é 100% mineira, que conta no seu elenco principal grandes atores mineiros como Adriano Gilberti, José Roberto Pereira e Leonardo Fernandes (eleito melhor ator de Minas pelo Prêmio Simparc 2011).

Numa parceira inédita no Estado, a série será exibida através do Portal Uai, empresa do grupo Diários Associados, um dos maiores grupos de mídia do país. Além da web, o jornal Estado de Minas e a TV Alterosa/SBT farão uma série de reportagens sobre o assunto, dando ao espectador mais do que entretenimento e sim conhecimento sobre um período tão importante da história do Brasil e mundial.

Você que gosta de séries de guerra não pode perder! Os dois primeiros capítulos já estão disponíveis na rede pelo site oficial e o terceiro capítulo sai no dia 02 de agosto!

Site Oficialhttp://www.heroisdafeb.com.br/
Blog Oficialhttp://heroisofilme.blogspot.com/

FONTE: Jovem Nerd News / COLABOROU: Bruno Correia

“ Aos parentes e amigos. Estou bem. À minha querida filhinha – Papai vai bem e voltará breve”.

A rajada de metralhadora rasgou o peito do Sargento Max Wolff Filho. Instintivamente ele juntou as mãos sobre o ventre e caiu de bruços. Não se mexeu mais. O tenente que estava no posto de observação apertou os dentes com força, mas não disse uma palavra. Quando perguntado se o homem que havia tombado era o Sargento Wolff, ele balançou afirmativamente a cabeça.

Menos de uma hora antes, falara de sua filha, uma menina de 10 anos de idade, e de sua condição de vivo. Pediu para que enviassem um bilhete com os dizeres: “aos parentes e amigos. Estou bem. À minha querida filhinha – Papai vai bem e voltará breve”.

As últimas palavras do sargento – um dos soldados lhe pedira uma faca, e ele respondeu, sorrindo: “Tedesco não é frango”.

Wolff havia partido com seus homens, por sebes e ravinas, percorrendo a denominada “terra de ninguém”.
O primeiro objetivo da patrulha eram três casas, a menos de um quilômetro, que foram atingidas às duas horas da tarde. O grupo cercou as três construções em ruínas e o sargento empurrou com o pé a porta de uma delas, nada encontrando.

Às duas e meia da tarde, a patrulha estava a menos de cem metros do último objetivo: um novo grupo de casas sobre a lombada macia. O Sargento Wolff deu os últimos passos à frente. Então uma rajada curta e nervosa rasgou o silêncio do vale e o sargento caiu de bruços sobre a grama. Os outros homens se agacharam, rapidamente, e os alemães começaram a atirar, bloqueando a progressão dos brasileiros com uma chuva de granadas-de-mão e tiros de metralhadoras. Lançaram, em seguida, foguetes luminosos, pedindo fogos de suas baterias. Minutos depois, os projetis da artilharia nazista assobiavam no ar e explodiam no caminho percorrido pela patrulha.

Por volta das dezenove horas, os homens da patrulha do Sargento Max Wolff Filho retornaram ao PC do 11º RI. Mas ele ficara lá. Quando os padioleiros foram até à “terra de ninguém” recolher os corpos e os feridos, os nazistas os receberam com rajadas impiedosas.

Muitos dos homens que voltavam tinham os olhos rasos de água. O Sargento estava morto.

No estreito compartimento onde Wolff guardava seus pertences, estavam a condecoração que o General Truscott colocara em seu peito, poucos dias antes; a citação elogiosa do General Mascarenhas de Moraes; e o retrato da filhinha, de olhos vivos e brilhantes, como os do pai. Tudo, agora, muito vago.

Este foi um dos dias mais tristes para o Batalhão. Perdeu-se um bravo.

Fatos e Homens na Segunda Guerra – 2ª Edição – Bloch Editora SA – Rio – 1967 – Adaptação do texto de autoria do Jornalista Joel Silveira – Revista Verde Oliva – Edição Histórica – Mai/Jun 1995 – FEB – 50 anos de glória.

Filme ‘Heróis’ – O Brasil na Segunda Guerra Mundial

Estréia nesta terça-feira, dia 19 de julho, a primeira série brasileira sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Inspirado em uma história real de três pracinhas mineiros, ela irá contar em 5 capítulos semanais a saga da Força Expedicionária na sua mais sangreta batalha, a de Montese.

Produção 100% Mineira que conta no seu elenco principal grandes atores mineiros como Adriano Gilberti, José Roberto Pereira e Leonardo Fernandes (eleito melhor ator de Minas pelo Prêmio Simparc 2011). A direção é do jovem Guto Aeraphe, apontado por alguns jornalistas como revelação do novo cinema independente brasileiro.

Numa parceira inédita no Estado, a série será exibida através do Portal Uai, empresa do grupo Diários Associados, um dos maiores grupos de mídia do país. Além da web, o jornal Estado de Minas e a TV Alterosa/SBT farão uma série de repotagens sobre o assunto, dando ao espectador mais do que entretenimento e sim conhecimento sobre um período tão importante da história do Brasil e mundial.

Você não pode perder!

Para ver o trailer, fotos de making of, diários de produção e outras informações acesse o site oficial do filme www.heroisdafeb.com.br , também o nosso blog www.heroisofilme.blogspot.com.br, ou ainda nossa página no Facebook http://www.facebook.com/pages/Filme-Her%C3%B3is-O-Brasil-na-Segunda-Guerra-Mundial/161331443930225

Site do Portal Uai www.uai.com.br

 

ForTe recomenda:
documentário ‘O Lapa Azul’

A memória da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na II Guerra Mundial é quase desconhecida por nossos jovens. Hoje dizer que soldados brasileiros estiveram na Europa, lutando contra o nazi-fascismo, causa estranheza às novas gerações.

Consultando os livros escolares de História do Brasil, verifica-se o motivo de tal desconhecimento: em alguns deles a participação da FEB se resume a uma linha. Em muitos, ela é sequer mencionada.

Por seu turno, a bibliografia especializada destaca os aspectos estratégicos e as implicações políticas da guerra, em particular as ações dos líderes militares e civis, deixando o relato do simples soldado no anonimato.

A concepção do documentário visa preencher esse hiato histórico, abordando o conflito sob a ótica do personagem que carregou o mais pesado fardo na II Guerra Mundial — e o faz em todas as guerras : o soldado de infantaria.

A obra revive a memória dos integrantes do III Batalhão do 11º Regimento de Infantaria, conhecido como o “Lapa Azul”, formado, em sua maioria, por jovens oriundos das classes humildes do interior mineiro.

Foram jovens que venceram limitações consideradas insuperáveis para um exército sul-americano, indo desde as de ordem material até o ceticismo dos seus aliados e compatriotas. Por fim, aprenderam a guerrear e a sobrepujar as experientes tropas alemãs, em meio à lama e à neve, nas montanhas dos Apeninos italianos.

Este documentário nasceu inspirado na luta e na garra desses homens, destacando aquele que foi o momento mais importante do Brasil, no cenário internacional, durante o século XX.

Mais do que um exercício de memória, o “Lapa Azul” revela o verdadeiro espírito do brasileiro: humilde, pacífico e generoso por natureza, mas capaz de transformá-lo em guerreiro quando necessário.

FONTE: Blog O Lapa Azul

COMPRE AQUI:

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‘Muito violentos e agressivos’

Opinião de um soldado alemão sobre as tropas da FEB

Meu colega Francis Hallawey, da BBC, perguntou ao cabo alemão o que ele achava dos soldados brasileiros. O cabo respondeu:

- São muito violentos e agressivos. Lá na nossa frente os tenentes e os sargentos nos avisam diariamente para termos cuidado com os brasileiros.

livro ‘O Inverno da Guerra’
de Joel Silveira

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Caçapava (SP) – O 6º Batalhão de Infantaria Leve, antigo 6º Regimento de Infantaria (6º RI), comemorou o 66º Aniversário da conquista de Fornovo di Taro, seu maior feito na 2ª Guerra Mundial.

O antigo 6º RI foi a primeira Unidade de Infantaria, da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, a entrar em ação no campos de batalha da Itália e, também, a de maior número de jornadas em combate.

A cerimônia foi prestigiada com a presença do Comandante Militar do Sudeste, General-de-Exército Adhemar da Costa Machado Filho, do Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, General-de-Brigada Carmo Antonio Russo, do Comandante da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), General-de-Brigada Carlos Cesar Araújo Lima, do Prefeito Municipal de Caçapava, de diversas associações de Ex-Combatentes de todo o Brasil e mais de 2 mil convidados da cidade e região.

FONTE e FOTOS: EB

Heróis do Brasil

Flavia Guerra

Há quem diga que todos os filmes de guerra já foram feitos, que filme de guerra virou gênero clichê. E que o Brasil não sabe fazer nem mesmo guerra, que dirá um filme de guerra. Vicente Ferraz e sua equipe tentam derrubar todos os clichês com A Montanha, longa-metragem sobre os bastidores da participação dos pracinhas brasileiros na 2.ª Guerra – um episódio histórico traumático para as famílias dos participantes e ainda hoje pouco esclarecido. Diretor do premiado Soy Cuba, o Mamute Siberiano, Ferraz decidiu rodar o filme em solo italiano, real cenário da luta dos soldados brasileiros, numa coprodução que uniu três países: Itália (Verdeoro) e Portugal (Stopline Films), que entram com 40%, e o Brasil (Primo Filmes e Três Mundos Produções), com 60%. Do elenco, liderado pelos brasileiros Daniel de Oliveira (Cazuza, Zuzu Angel), Julio Andrade (Cão sem Dono e Hotel Atlântico), Thogum (Filhos do Carnaval, Tropa de Elite, Bruna Surfistinha) e Francisco Gaspar (A Casa de Alice, Caixa 2), participam o italiano Sergio Rubini, o alemão Richard Sammel e o português Ivo Canelas.

A batalha de comandar mais de 60 profissionais de nacionalidades diferentes, num ambiente pouco familiar e descobrir o lugar do Brasil no conflito que mudou a ordem social parece, ironicamente, manter semelhanças com a luta narrada em A Montanha. Sem contar a batalha que ainda será travada para arrecadar R$ 3 milhões dos R$ 8 milhões previstos no orçamento do filme.

Na 2.ª Guerra, o Brasil uniu-se aos aliados, ao lado dos EUA, Inglaterra e França, contra os países do Eixo – Alemanha, Itália e Japão. A Força Expedicionária Brasileira enviou à Itália mais de 25 mil soldados, a maioria jovens pobres e despreparados que tiveram, quase de repente, de aprender a combater e a conviver com o frio, o medo e com um idioma estrangeiro. No filme, quatro pracinhas perdem-se na neve e acabam encontrando um correspondente de guerra e dois soldados desertores: um italiano que quer se juntar à resistência e um alemão cansado da guerra. Assim, passam a formar um estranho grupo de deserdados de várias nacionalidades.

O Estado acompanhou a equipe de filmagem nos Alpes italianos, na região de Friuli-Venezia Giulia, quase fronteira com a Eslovênia, com a tão almejada paisagem nevada, essencial para as principais sequências do filme. Ali, a pequena cidade de Aviano abriga a base da equipe do filme, e também a base do Exército americano e da Otan. Enquanto o filme era rodado, tropas americanas se preparavam para o ataque aéreo na Líbia. A movimentação militar local podia ser sentida nas entrelinhas de um inglês pronunciado tão naturalmente quanto naturalmente também há mais ‘american dinners’ que trattorias italianas na cidade.

EMOÇÃO NO SET
Aqui, o dia começa na noite anterior

Nada é óbvio quando o Brasil decide fazer um filme de guerra. Muito menos a rotina de filmagens. Nos dias em que o Estado passou no QG da equipe do filme, seguindo a agenda espartana de filmagens, foi possível entender por que o lugar-comum de que nada é mais emocionante, entediante e estressante que um set de filmagens. Se é grande a emoção de escutar um “ação”, o tédio da repetição de cenas (filmadas de vários ângulos para “opções de montagem”), da espera de um avião atravessar o céu ou de um cachorro latir são tão grande quanto. O estresse de lutar a cada dia contra imprevistos de toda a natureza é imenso. Queixas existem, mas ninguém deixava o campo de batalha e todos se sentem felizes ao fim de cada jornada. “O Vicente (Ferraz) é um apaixonado e essa paixão contamina a todos. Disso é feito cada dia nosso”, comenta o ator Daniel de Oliveira.

O dia em A Montanha começa, na verdade, na noite anterior, quando todos recebem a “Ordem do Dia” seguinte. Por volta das 5 e meia, o despertar e, às 6 e meia, seguem para o set, que variava de cidades improváveis incrustadas nos montes a descampados nevados, à mercê de todas as intempéries possíveis no fim de inverno dos Alpes. Ferraz, mais a diretora assistente Joana Mariani, o diretor de fotografia Carlos Arango de Montis e a continuista Renata Rodarte, vão sempre na frente, discutindo os planos para aquele período. A chegada ao set não conta com improvisos, mas sempre pede soluções rápidas para questões como “se chover”, “se nevar”, “se a luz cair antes de terminarmos”, e “se estourarmos o tempo”.

Enquanto isso, o elenco se prepara na sartoria. O pequeno exército de atores é submetido a uma maratona de troca de roupas, maquiagem, sporcheria (para sporcar, sujar ‘de real’ os uniformes), adereços… Para encarar as duras condições de guerra, eles contavam com truques que incluíam desde a técnica de enrolar os pés com papel toalha para mantê-los secos e ‘vivos’ até a troca de meias nos intervalos de filmagem.

Novembro de 1944

Soldados da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castelo, na Itália, onde travaram batalhas decisivas, são cumprimentados por seus atos de bravura pelo general Crittenberger, comandante do IV Corpo, e pelo general Mascarenhas, comandante da FEB

CHORO E CHUVA
O alívio domina fim das filmagens

Tropas prontas, era hora de partir para a batalha do dia. Hoje, a cena em questão é crucial: o fim da guerra. Coincidentemente, um dos últimos dias de filmagem, o “dia do fim da guerra”, o roteiro não previa chuva. Mas como a natureza é protagonista em A Montanha, uma chuva digna dos trópicos cobre a pequena cidadela de Polcenigo esta manhã. “Está sempre ensolarado quando os americanos chegam. Com este temporal, a alegria vai parecer melancolia”, observa um das dezenas de figurantes do momento em que a cidade de San Giusto para, vendo os tanques passarem. Mas nem a chuva é capaz de atrapalhar o planejamento. Documentarista experiente, Ferraz assume o “fator real” em sua “ordem do dia” e segue adiante. Equipe abrigada em longas capas de chuva, pés molhados e congelados, lentes da câmera que embaçam a todo momento, uniformes encharcados… Tudo vai ficando pronto até que se escuta mais uma vez: “Silêncio, partito, giriamo, ação!”

A guerra e o dia terminam. Há palmas, choro, chuva. Há alívio e um sorriso no rosto de cada um dos que testemunharam aquele “dia de Fitzcarraldo à brasileira”. Satisfeito, Vicente? “Satisfeito. Ainda não acabou, mas agora falta pouco. Depois de um dia como este, sei que vamos conseguir terminar.” Como diz o mote do filme de Werner Herzog, “quem sonha pode mover as montanhas”. Ferraz e equipe sonharam alto e, nas últimas seis semanas, subiram e moveram montanhas de diversas naturezas. Como naquele “dia de fim de guerra”, a luta trouxe felicidade à equipe que encarou neve, chuva, granizo, vento, sol, imprevistos de toda sorte.

De volta a Roma, a batalha da subida foi vencida, mas agora é hora de descer com calma. “Não foi fácil botar este filme na lata. Mas quem disse que guerras são fáceis? Agora é levar o filme para as telas”, diz Ferraz. Para esse comandante e equipe de pós-produção, a luta continua. Se ainda algum clichê de guerra aqui cabe, este é “Hasta la vitoria, siempre!” A Montanha deve estrear ainda este ano.

FONTE: O Estado de São Paulo, via Notimp

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