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País aliado de presidente sírio diz que suposta ação seria uma violação da Carta da ONU; fontes indicam que Israel atingiu comboio de caminhões com carregamento de armas

 

vinheta-clipping-forte1O Ministério de Relações Exteriores da Rússia expressou preocupações sobre um suposto ataque israelense na Síria , afirmando que tal ação seria uma violação inaceitável da Carta da ONU. “Se a informações for confirmada, então estaremos lidando com ataques lançados sem provocação contra alvos no território de um país soberano, o que viola de forma explícita a Carta da ONU e é inaceitável, independentemente dos motivos para justificar isso.”

O Exército sírio disse que jatos israelenses atacaram um centro de pesquisa militar em Jamraya , a noroeste de Damasco, deixando dois mortos e ferindo cinco. Sob condição de anonimato autoridades regionais e dos EUA, porém, afirmaram que o alvo foi um comboio de caminhões que parecia levar um carregamento de armas antiaéreas para o grupo militante islâmico Hezbollah no Líbano. O ataque acrescenta novos elementos de tensão para a já violenta guerra civil da Síria.

A Rússia é a principal aliada do presidente sírio, Bashar al-Assad, protegendo-o de sanções da ONU contra a repressão de seu regime ao levante popular iniciado em março de 2011. Segundo a ONU, a violência deixou mais de 60 mil mortos no país . Moscou também continuou fornecendo a Damasco armas mesmo quando a mobilização popular tornou-se uma guerra civil, acrescentando equipamento aos grandes arsenais de armas soviéticas e russas que a Síria recebeu durante décadas passadas.

Oficiais regionais disseram que Israel planejava havia dias o ataque para atingir um carregamento de armas direcionadas ao Hezbollah. Eles disseram que o carregamento incluiria sofisticados mísseis antiaéreos SA-17 (foto), de fabricação russa, que poderiam fortalecer estrategicamente o Hezbollah, que já se comprometeu com a destruição de Israel e travou uma guerra contra o Estado judeu no passado. O Exército israelense rejeitou fazer comentários sobre o caso.

Importantes autoridades israelenses expressaram recentemente preocupações de que, se desesperado, o regime de Assad poderia fornecer armas químicas para o Hezbollah ou outros grupos militantes . Funcionários americanos dizem que estão rastreando o armamento químico sírio, que aparentemente continua solidamente sob controle do regime.

Israel suspeita que Damasco obteve uma bateria de SA-17 da Rússia depois de um suposto bombardeio israelense em 2007 que destruiu um reator nuclear sírio inacabado.

No início desta semana, Israel moveu uma bateria de seu novo sistema de defesa de foguete “Domo de Ferro” para a cidade de Haifa, no norte de Israel, que foi atingida por disparos do Hezbollah na guerra entre Israel e o grupo em 2006. O Exército israelense classificou a medida de “rotineira”.

O Exército do Líbano, país que compartilha fronteiras com Israel e Síria, disse na quarta que os aviões israelenses aumentaram drasticamente a atividade sobre o Líbano na última semana, incluindo ao menos 12 exercícios em menos de 24 horas no sul do país.

“Houve definitivamente um impacto na região da fronteira”, disse uma fonte de segurança libanesa. Questionado sobre o ataque, um diplomata ocidental na região disse, sem especificar, que “alguma coisa tinha acontecido”.

O vice-premiê israelense, Silvan Shalom, disse no domingo que qualquer sinal de que o controle da Síria sobre suas armas químicas está diminuindo poderia provocar uma intervenção de Israel.

Fontes israelenses disseram na terça-feira que as armas convencionais avançadas representariam uma ameaça tão grande para Israel quando suas armas químicas, caso elas caiam nas mãos das forças rebeldes sírias ou nas mãos da guerrilha Hezbollah baseada no Líbano.

FONTE: iG *Com AP e BBC

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1. PAQUISTÃO/ÍNDIA: Pela primeira vez em 11 anos, o Exército do Paquistão modificou o “Livro Verde” que encapsula sua doutrina militar fundamental. Entre outras alterações, a nova edição do “Livro Verde” estabelece que a mais grave ameaça à segurança nacional do Paquistão é representada pela militância islamista doméstica, e não mais pelo anterior principal inimigo externo do país, a Índia. O documento contém capítulo inteiramente novo, dedicado ao tratamento das chamadas “formas subconvencionais da guerra”, o qual descreve as ameaças representadas por indivíduos e organizações envolvidos em ações de terrorismo e guerrilha contra o Estado paquistanês. Do contingente ativo das forças terrestres, de 550 mil homens, 65% estão no patrulhamento da fronteira oriental (indiana) do país; em contraste, apenas 20% das tropas encontram-se dedicadas à proteção da faixa de fronteira noroeste (afegã), onde se situam os principais santuários dos movimentos jihadistas atuantes na Ásia Central e Meridional. A redistribuição física do poder terrestre paquistanês poderia desdramatizar as tensões militares entre Islamabad e Nova Délhi e facilitar a reconciliação bilateral.

2. ISRAEL/SÍRIA Netanyahu anunciou que Israel construirá uma cerca nas Colinas de Golã, nos mesmos moldes da que está sendo finalizada na fronteira do Sinai. Segundo ele, a nova cerca tornou-se necessária uma vez que, do lado da Síria, “o exército sírio afastou-se e, no seu lugar, forças da Jihad Global avançaram”. Netanyahu voltou a comentar a grande instabilidade do regime sírio e sua preocupação com a questão das armas químicas naquele país. Ressaltou que Israel se está coordenando com os EUA e outros países, para preparar-se “para qualquer cenário e possibilidade que venha a ocorrer”.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia

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Israel tem o direito de se defender, diz Casa Branca

A Casa Branca disse neste sábado que Israel tem o direito de se defender e de decidir como responder ao ataque de foguetes disparados da Faixa de Gaza, responsabilizando o grupo palestino Hamas por iniciar o conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, concordam que uma diminuição da violência é preferível, contanto que o Hamas pare de lançar foguetes contra Israel, disse o assessor adjunto de segurança nacional dos EUA, Ben Rhodes, a bordo do jato presidencial Air Force One.

Ahmed Jabari, comandante do braço militar do Hamas, foi morto em um ataque aéreo de Israel contra a Faixa de Gaza na quarta-feira. Segundo Rhodes, no entanto, os EUA acreditam que o fator que precipitou o conflito foram os foguetes lançados de Gaza.
“Acreditamos que Israel tem o direito de se defender, e que tomará suas próprias decisões quanto às táticas que usará para isso”, disse Rhodes.

O governo israelense convocou milhares de militares da reserva e posicionou tropas, tanques e outros veículos blindados ao longo da fronteira com Gaza, sinalizando que uma invasão por terra pode ser iminente.

Obama já conversou com o presidente egípcio, Mohammed Morsi, e com o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre a situação. “Eles têm a capacidade de desempenhar um papel construtivo, conversando com o Hamas e estimulando um processo de (diminuição da violência)”, disse Rhodes.

Neste sábado, Israel realizou quase 200 ataques aéreos contra Gaza, atingindo a sede do governo palestino, um complexo policial e uma rede de túneis.

“Não comentamos a escolha de alvos específicos pelos israelenses. Digo apenas que sempre ressaltamos a importância de se evitar baixas civis”, afirmou Rhodes. “Mas novamente, são os israelenses que tomarão as decisões sobre suas operações militares.”
Desde o início do conflito, foram mortos 42 palestinos, incluindo 13 civis, e três israelenses. As informações são da Associated Press.

FONTE: Agência Estado / FOTO: AFP

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Projéteis sírios atingem Israel, país responde

Disparo, em reação a projéteis que atingiram Colinas de Golã, é primeiro ataque ao país vizinho desde 1973

 

Daniela Kresch


A guerra civil na Síria ecoa na fronteira do país com Israel. Pela primeira vez em quase 40 anos, desde a Guerra do Yom Kipur, em 1973, Israel lançou um míssil antitanques (o novíssimo modelo Tamuz) contra solo sírio depois de ser atingido, pela quarta vez em uma semana, por projéteis lançados do país árabe contra as Colinas de Golã. A troca de hostilidades tem o potencial de incendiar o Oriente Médio, principalmente se for acompanhada de bombardeios mútuos também na fronteira entre Síria e Turquia.

“As forças do Exército de Defesa de Israel fizeram tiros de advertência e transmitiram uma mensagem às forças sírias através das Nações Unidas. Qualquer fogo adicional irá provocar uma resposta rápida”, afirmou o Exército, em comunicado.

Para a maioria dos analistas, o fogo sírio que atingiu Israel não foi intencional, e sim fruto dos confrontos entre o Exército e a oposição ao governo do presidente Bashar al-Assad. Os militares tentam, há semanas, retomar as cidades de Kuneitra e Bir Adjam, a poucos quilômetros da fronteira com Israel, controladas atualmente pelos rebeldes. O mesmo tem acontecido na fronteira com a Turquia.

ESCALADA NA ÚLTIMA SEMANA

Apesar de Israel e Síria estarem, tecnicamente, em estado de guerra desde 1974, quando assinaram um acordo de cessar-fogo, a fronteira era considerada uma das mais calmas nas últimas décadas. Desde o começo da guerra civil síria, no entanto, a tensão aumentou. Em julho e setembro, houve casos esporádicos de projéteis que caíram nas Colinas do Golã. Mas, na última semana, eles se acentuaram. Na quinta-feira, três morteiros atingiram a região. Um deles caiu no quintal de uma casa no vilarejo de Alonei HaBashan. Dias antes, três tanques sírios entraram na zona desmilitarizada estabelecida pela ONU em 1974 e um foguete sírio alcançou um jipe militar israelense na fronteira.

- O problema sírio pode acabar se transformando em problema nosso – disse, em reação à escalada na tensão, o general Benny Gantz, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

Ontem, um morteiro sírio de 120 milímetros atingiu a base militar de Tel Hazka, no Norte do Golã, explodindo numa área não populada. O exército israelense enviou uma queixa formal às Forças Observadoras de Separação da ONU (Undof), afirmando que “o fogo que chega a Israel a partir da Síria não vai ser tolerado e poderá ser respondido com severidade”. Paralelamente, os militares dispararam o míssil Tamuz, teleguiado, alvejando intencionalmente uma área despopulada.

- A intenção da resposta de Israel não foi a de instigar guerra, e sim enviar um sinal à Síria que Israel não vai ignorar fogo contra seu território – afirma o analista político Ron Ben-Yishai.

Mas, apesar disso, os moradores das Colinas do Golã se preparam para uma elevação na violência. Muitos estão limpando abrigos antiaéreos para o caso de uma nova guerra com a Síria.

Segundo o professor Ely Carmon, do Centro Interdisciplinar Hertzelyia, o lançamento de ontem contra Israel pode ter sido intencional, mas também pode ser uma provocação do exército de Assad com o objetivo de atrair Israel para dentro do conflito e, dessa forma, conseguir o apoio de parte da população e do resto do mundo árabe. Outra teoria é a de que “jihadistas” estrangeiros estejam preparando o terreno para um conflito com o Estado Judeu.

- Nos últimos dois meses, entraram na Síria e se estabeleceram na fronteira com Israel elementos “jihadistas” e membros da rede terrorista al-Qaeda. Eles já dizem claramente que assim que “acabarem com o trabalho” contra o governo sírio, vão continuar a lutar também contra o país – acredita Carmon. – De qualquer forma, a situação do Golã só ficará mais complicada.

TROCA DE HOSTILIDADES COM GAZA

Se a fronteira Norte está agitada, o mesmo se pode dizer da fronteira sul de Israel, com a Faixa de Gaza. Na sexta-feira, começou uma nova rodada de ataques e contra-ataques entre o exército israelense e militantes de grupos radicais palestinos como o Hamas e a Jihad Islâmica.

A escalada da violência começou quando um jipe de Israel foi atingido por um míssil quando patrulhava a fronteira. Em resposta, a Força Aérea israelense atacou alvos no Sul de Gaza, matando seis pessoas: dois militantes de grupos islâmicos e quatro civis. Nas 48 horas seguintes, mais de 120 mísseis, foguetes e morteiros lançados de Gaza aterrissaram em Israel, ferindo três civis e paralisando todo o Sul do país.

- O mundo precisa entender que Israel não vai ficar de braços cruzados quando enfrenta tentativas de nos ferir – disse o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

O premiê – que concorre à reeleção pelo partido conservador Likud no dia 22 de janeiro – está sob pressão popular para acabar com os bombardeios de Gaza, ao mesmo tempo em que não parece ter interesse em melindrar a opinião pública internacional – e o novo governo do Egito – com uma nova guerra no território palestino.

FONTE: O Globo, via resenha do EB

FOTO: Haaretz

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Por Marcus George

DUBAI, 3 Jul (Reuters) – O Irã disse nesta terça-feira que testou com sucesso mísseis de médio alcance capazes de atingir Israel, em resposta às ameaças de ação militar contra o país, disse a imprensa iraniana.

Israel diz que pode atacar instalações nucleares do Irã se a diplomacia não conseguir convencer a República Islâmica a abandonar seu programa de enriquecimento de urânio, que Teerã diz ser exclusivamente pacífico. Os EUA também não descartam uma ação militar, mas pedem mais paciência para que a pressão diplomática e as sanções econômicas surtam efeito.

O Irã anunciou ter realizado o teste de lançamento “Grande Profeta 7″ no domingo, dia em que entrou totalmente em vigor o embargo da União Europeia à importação de petróleo do Irã, e depois de mais uma infrutífera rodada de negociações entre Teerã e potências mundiais sobre o programa nuclear iraniano.

O canal estatal Press TV, que transmite em inglês, disse que o míssil Shahab 3, com alcance de 1.300 quilômetros –capaz de chegar a Israel– foi testado junto com o Shahab 1 e o Shabab 2, que têm alcance menor.

“O principal objetivo do exercício é demonstrar a disposição política da nação iraniana em defender valores vitais e interesses nacionais”, disse Hossein Salami, subcomandante da Guarda Revolucionária, segundo a Press TV. “As manobras foram uma resposta às rudes palavras proferidas contra o Irã”, acrescentou ele, segundo a agência Fars.

De acordo com a Fars, dezenas de mísseis foram disparados contra bases aéreas simuladas, e aviões teleguiados devem ser testados na quarta-feira. Analistas, no entanto, contestam algumas declarações militares do Irã, dizendo que o país repetidamente exagera suas capacidades.

Os testes militares e outras atitudes do Irã sobressaltam o mercado mundial de petróleo. Na segunda-feira, parlamentares iranianos propuseram uma lei exigindo que o país tente bloquear o trânsito de navios que passem pelo estreito de Ormuz, única entrada do Golfo Pérsico, levando petróleo para nações que apoiam as sanções.

Analistas dizem que o projeto só deve virar lei se tiver o aval da líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei. (Reportagem adicional de Yeganeh Torbati)

FONTE: Reuters

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Egito corta o fornecimento de gás a Israel

(El País, 23) Egito cancelou o acordo de fornecimento de gás a Israel, segundo informou uma das empresas que participa do acordo energético. O anuncio ocorre depois de meses de sabotagem aos gasodutos que transportam o gás e que unem ambos os países. Os frequentes ataques ao duto energético põem de manifesto que as autoridades a frente da Junta Militar que governa o Egito, foram incapazes até aqui, de controlar a zona da península do Sinai, por onde passa o gasoduto.

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O Pentágono anunciou nesta terça-feira sua intenção de solicitar ao Congresso dos Estados Unidos fundos para ajudar a expansão do sistema de defesa antimísseis israelense “Iron Dome”, que pretende, entre outras coisas, neutralizar os foguetes disparados de Gaza. O Ministério da Defesa não informou de quanto seria a solicitação. Em 2011, Washington investiu cerca de US$ 204 milhões no desenvolvimento do sistema de defesa israelense.

Três baterias “Iron Dome” já estão instaladas em Israel e permitiram interceptar diversos mísseis lançados de Gaza entre 10 e 11 de março, disseram funcionários americanos e israelenses. “Quando o sul de Israel foi tomado como alvo por cerca de 300 foguetes e tiros de morteiro”, o Iron Dome neutralizou 80% desses ataques, “salvando muitas vidas civis”, completou o comunicado do Pentágono.

FONTE: Terra/AFP

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Israel tomará sozinho a decisão de atacar o Irã, declarou na noite de sábado o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, o general Benny Gantz, antes do início de uma visita do conselheiro de segurança nacional do presidente americano Barack Obama. “Israel é o fiador central de sua própria segurança. É nosso papel como exército. O Estado de Israel deve se defender”, argumentou o general Gantz em uma entrevista à rede de televisão pública.

O chefe do Estado-Maior israelense, muito prudente, aceitou neste fim de semana dar uma série de entrevistas aos principais canais de televisão dedicadas essencialmente à crise iraniana. Estas entrevistas coincidem com a chegada a Israel do conselheiro de segurança nacional americano, Tom Donilon, para realizar “consultas com funcionários de alto escalão israelenses sobre diversos temas, entre eles os de Irã, Síria e questões relativas à segurança da região”.

Segundo o general Gantz, o Irã não apenas é um “problema israelense”, mas também “um problema regional e mundial”. O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, convocou no sábado a comunidade internacional para aumentar o regime de sanções contra o Irã antes que este país ingresse em uma “zona de imunidade”, que o tornaria invulnerável aos ataques contra seu programa nuclear. Há algumas semanas persiste o rumor de que Israel poderia bombardear o Irã para paralisar seu programa nuclear.

FONTE: Terra/AFP

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Sites da Bolsa de Valores de Tel Aviv e de companhia aérea El Al foram derrubados

 

TEL AVIV – Os sites da Bolsa de Valores de Tel Aviv e da companhia aérea israelense El Al foram derrubados nesta segunda-feira, 16, após ataques de hackers. Na noite de domingo, um hacker conhecido como OxOmar, que deu início a uma recente onda de ataques cibernéticos em Israel, anunciou que um grupo de hackers chamado “pesadelo” realizaria o ataque.

Às 10 horas da manhã, horário local, ambos os sites saíram do ar. Tanto a Bolsa de Valores como a El Al esclareceram que os sites em questão são as páginas que dão informações ao público. O site de operações comerciais da bolsa não foi afetado.

O novo ataque ocorre duas semanas depois que OxOmar começou a invadir sites comerciais de Israel e a expor dados de cartões de crédito de cidadãos israelenses. Até hoje o hacker já expôs informações de mais de 30 mil cartões com endereços, números de identidade e nomes dos titulares.

O vazamento dos dados levou centenas de milhares de israelenses a verificar seus cartões e gerou preocupação com uma possível “guerra cibernética” que estaria sendo lançada contra Israel.

Convocação

O ataque desta segunda-feira fortalece os receios de que hackers possam prejudicar a infraestrutura do país por meio de ataques aos sistemas de computadores. No domingo, o porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, Sami Abu Zuhri, tinha convocado hackers pró-palestinos ao redor do mundo a intensificar a guerra cibernética contra Israel.

“A invasão aos sites israelenses abre uma nova frente da resistência à ocupação israelense”, afirmou Abu Zuhri. Na última sexta-feira, um grupo de hackers que se autodenomina “time dos hackers de Gaza”, invadiu o site do Corpo de Bombeiros de Israel.

O vice-ministro das Relações Exteriores, Danny Ayalon, declarou que os ataques dos hackers “são ataques terroristas” e anunciou que “Israel vai responder com força àqueles que violarem a soberania cibernética do país”. Para a presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia do Parlamento israelense, deputada Ronit Tirosh, a invasão dos sites “é o começo de uma guerra cibernética que poderá paralisar a infraestrutura essencial do país”.

De acordo com a deputada, existe o risco de que ataques cibernéticos danifiquem os sistemas de energia, água, comunicação e distribuição de alimentos em Israel. O governo israelense anunciou a formação de uma Autoridade Cibernética, cuja função é tomar medidas de defesa do espaço virtual do país, porém, de acordo com a imprensa local, o novo órgão ainda não recebeu os recursos necessários para começar efetivamente a trabalhar.

FONTE: Estadão

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Da BBC

Israel deve contribuir com os esforços para impedir que o Irã obtenha armamentos atômicos abrindo suas instalações nucleares à inspeção internacional, disse à BBC Brasil o cientista Uzi Even, que participou da construção do reator nuclear de Dimona.

Na opinião do físico nuclear israelense, o relatório publicado pela Agencia Internacional de Energia Atômica (AIEA) na última terça feira demonstra que o Irã está prestes a produzir armamentos nucleares e a comunidade internacional não deveria poupar esforços para convencer o país a interromper seu avanço nessa direção.
Segundo o cientista, Israel deveria contribuir com esses esforços abandonando a politica de ambiguidade em relação a seu próprio programa nuclear.

O governo não confirma nem nega possuir armas atômicas. O país não tem um programa declarado de produção de energia nuclear e não comenta a existência do reator de Dimona, conhecido oficialmente como Centro de Pesquisas Nucleares.

Israel não é signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, ratificado por 189 países (entre eles o Irã).
Os signatários do tratado se comprometem a não desenvolver ou comprar armas atômicas e a se submeterem a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, caso tenham um programa nuclear para fins pacíficos.

Saída honrosa
Israel deveria abrir a instalação nuclear de Dimona à inspeção internacional, disse Uzi Even à BBC Brasil.
Para Even, que nos anos 1960 trabalhou na construção do reator nuclear de Dimona, a abertura do local poderia oferecer uma saída honrosa para o Irã.

O Irã poderia apresentar a abertura de Dimona como uma grande vitória e aproveitar essa oportunidade para abandonar seus planos de produzir armamentos nucleares, explicou.

Uzi Even, professor do departamento de Química da Universidade de Tel Aviv, vem alertando há mais de dez anos para o estado precário e perigoso da instalação nuclear de Israel na cidade de Dimona, no sul do país.
Depois do vazamento radiativo dos reatores nucleares no Japão, em decorrência do terremoto ocorrido em março, Even advertiu que um acidente semelhante ou pior poderia ocorrer em Dimona.

Dimona é um dos reatores nucleares mais velhos do mundo, tem mais de 50 anos, e por razões de segurança deve ser fechado, afirmou.

Para ele, a abertura de Dimona à inspeção internacional poderia causar o fechamento da instalação.
Abrir Dimona seria uma contribuição por parte de Israel nos esforços para frear o Irã, sem perder seu poder de dissuasão, acrescentou.

Rumores
Em Israel estão se intensificando nas últimas semanas os rumores e especulações sobre um suposto plano do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e do ministro da Defesa, Ehud Barak, para atacar o Irã, cujo governo ameaça destruir Israel.

Os rumores, divulgados pela mídia local, deram início a um debate público sobre um eventual ataque de Israel ao Irã para impedir que o país obtenha armamentos nucleares.

De acordo com uma pesquisa de opinião, 41% dos israelenses apoiam a ideia do ataque e 39% são contra.
Entre os analistas militares, alguns consideram a ideia uma loucura e outros a consideram razoável.
Segundo Uzi Even, o relatório da AIEA demonstra que já é tarde demais para uma operação militar.
Os iranianos têm a intenção, o conhecimento e os materiais para produzir uma bomba nuclear, e nessas circunstâncias um ataque já não poderia impedi-los de produzi-la, disse.

Segundo a avaliação de Even, o Irã já teria investido pelo menos US$ 10 bilhões em seu programa nuclear e milhares de funcionários já estariam envolvidos no projeto.

Na opinião dele, para frear o projeto seria necessário convencer os iranianos de que, se continuassem, teriam que pagar um preço alto demais, por meio de sanções econômicas.

No entanto, o especialista em Irã da rádio estatal israelense, Menashe Amir, afirmou que o regime atual do Irã jamais abrirá mão de seu projeto nuclear e que as sanções econômicas não levarão à interrupção do projeto.
Para Amir, a única maneira de interromper a corrida do Irã em direção às armas nucleares seria por uma mudança de regime no país.

FONTE: G1

ONU debate esta semana relatório com detalhes inéditos sobre planos iranianos

Denise Chrispim Marin

Os EUA e países europeus pressionam Israel a desistir de qualquer plano de ataque a instalações nucleares do Irã. Diante de novas evidências sobre a natureza militar do programa iraniano, que serão divulgadas pela ONU esta semana, potências ocidentais insistiram ontem na adoção de sanções mais duras contra Teerã como alternativa a um ataque – cujas consequências seriam “irreparáveis” e “desestabilizadoras” no Oriente Médio.

Na semana passada, a imprensa israelense divulgou que o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu está tentando persuadir seu gabinete a lançar um ataque-surpresa contra o Irã. Vozes de dentro do governo de Israel, incluindo o alto escalão do Exército e da inteligência, seriam contra a ofensiva.

Em meio ao crescimento do temor de uma ação israelense, a França alertou ontem para o risco de uma guerra. “Podemos ainda fortalecer as sanções para pressionar o Irã. Vamos continuar nesse caminho, pois uma intervenção pode criar uma situação totalmente desestabilizadora”, afirmou ontem o chanceler de Paris, Alain Juppé. “Temos de fazer de tudo para evitar o irreparável”, completou.

Essa linha de ação havia sido defendida pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Barack Obama, dos EUA, no dia 3, em Cannes. No encontro bilateral, os dois concordaram com o aumento da pressão sobre o Irã.

A possibilidade de Israel atacar o Irã tem sido classificada oficialmente pela Casa Branca como “especulação”. Mas, nos bastidores, há alto grau de preocupação. Uma autoridade de “alto escalão” de Washington disse à CNN em condição de anonimato que há uma “absoluta preocupação” em relação às intenções de Israel.

Segundo o jornal israelense Haaretz, o secretário de defesa dos EUA, Leon Panetta, visitou Israel em outubro com o objetivo de conseguir um compromisso de Netanyahu de não atacar o Irã sem o aval dos EUA. Panetta alertou o premiê e o ministro da defesa de Israel, Ehud Barak, que Washington “não quer surpresas”. Mas Netanyahu e Barak foram evasivos com Panetta e não prometeram pedir a bênção dos EUA antes de uma eventual ação contra Teerã.

Em recente entrevista à rede de televisão CNN, Barak afirmou haver preferência no governo israelense pela solução diplomática. Mas, completou ele, nenhuma opção está excluída.

O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou na sexta-feira acreditar na possibilidade de seu país empregar a força militar contra o Irã. “Os serviços de inteligência de vários países estão olhando o relógio e alertando seus líderes sobre o fato de não restar muito tempo.”

Nações Unidas

Esta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) deverá apresentar um relatório sobre o programa nuclear iraniano, no qual concluirá que existem crescentes indícios de que Teerã está de fato em busca da bomba. O documento deve trazer um grau de detalhamento inédito sobre o programa iraniano.

A agência internacional teria obtido imagens por satélite de um contêiner de aço em Parchin, na periferia de Teerã, onde ocorreriam testes atômicos longe da supervisão dos inspetores. Potências ocidentais esperam usar o novo documento da ONU para conseguir aprovar mais sanções contra Teerã no Conselho de Segurança.

No sábado, o chanceler do Irã, Ali Akbar Salehi, afirmou ser “desprovida de fundamento e de autenticidade” a vinculação entre os testes de mísseis e o programa nuclear do país.

FONTE: O Estado de São Paulo

Israel impediu cerca de 200 ativistas europeus pró-palestinos de embarcar em voos para o país em uma missão de solidariedade aos palestinos. Tudo por causa do Facebook. Autoridades de Israel haviam monitorado suas atividades bem de perto na rede social e fizeram uma lista negra com cerca de 300 nomes. A relação de nomes foi enviada para as embaixadas. Muitos ativistas nem chegaram a ir até o aeroporto porque as empresas aéreas ligaram para suas casas avisando que Israel não permitiria a sua entrada no país.

Recentes protestos anti-Israel, incluindo confrontos ao longo das fronteiras com o Líbano e a Síria, foram organizados pelo Facebook e outras redes sociais. Agora, as autoridades de defesa dizem que Israel segue de perto as atividades organizadas online.

É, minha gente. Cuidado com o que vocês postam nas redes sociais se forem viajar por aí.

FONTE: Super Interessante / Via Gawker

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Merkava em ação

Carros de combate do Exército de Israel em treinamento.

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A solução para a paz no Oriente Médio

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Historiador que revelou prova do arsenal diz que notícia foi a tentativa de vendê-lo

arsenal_nuclear

Marcelo Ninio

vinheta-clipping-forte Toda nova informação sobre o suposto programa nuclear de Israel desperta enorme interesse, dada a ambiguidade que envolve o tema. Não foi diferente com a notícia, divulgada nesta semana, de que em 1975 o ministro da Defesa israelense, Shimon Peres (hoje presidente), teria oferecido armas nucleares ao regime do apartheid sul-africano.

A revelação está num livro que consumiu seis anos de pesquisa do historiador americano Sasha Polakow-Suransky e é considerada uma rara prova do arsenal atômico de Israel -que o país não nega nem admite ter.

Folha – Em que medida os documentos revelados em seu livro comprovam a oferta israelense? Peres negou tudo. Sasha Polakow-Suransky – Peres está sendo evasivo. Ele está certo quando diz que sua assinatura não aparece nas minutas das reuniões, mas ela aparece no documento que garante sigilo para a negociação sobre a venda de mísseis Jericó. Os documentos mostram acima de qualquer dúvida que o tema foi discutido em uma série de encontros em 1975. As frases usadas para descrever as ogivas são vagas, o que é comum nesse tipo de negociação. A confirmação de que o governo sul-africano viu a discussão como uma oferta nuclear explícita está num memorando do chefe do Estado-Maior, R. F. Armstrong, que detalha as vantagens do sistema de mísseis Jericó para a África do Sul, mas só se os mísseis tivessem ogivas nucleares. É a primeira vez que aparece um documento com a discussão sobre mísseis nucleares em termos concretos. O acordo nunca foi fechado, mas a discussão ocorreu, e o alto escalão sul-africano entendeu a proposta israelense como oferta nuclear.

Qual era o objetivo de Israel? Principalmente financeiro. Peres também estava buscando financiamentos conjuntos e precisava oferecer algo em troca à África do Sul. No encontro de 4 de junho, Peres sugeriu a Pieter Botha [então ministro da Defesa] que a África do Sul financiasse entre 10% e 5% de um projeto de um jato leve e 33% de um sistema balístico de cognome “Assaltante”. Israel tinha o know-how, e a África do Sul tinha dinheiro.

Há outras revelações sobre o elo entre Israel e o regime do apartheid em seu livro? Muitas. As principais são a continuação do projeto dos mísseis Jericó na África do Sul nos anos 80, quando especialistas israelenses ajudaram a construir projéteis de segunda geração para carregar ogivas nucleares; e a venda de “yellow cake” [concentrado de urânio] da África do Sul para Israel em 1961.

Os documentos revelados em seu livro são a evidência mais clara até hoje do arsenal nuclear israelense? Não. As fotos de Mordechai Vanunu [técnico nuclear israelense condenado por traição] em 1986 são muito mais definitivas. O significado dos documentos não é provar que Israel tem armas nucleares, o que o mundo todo sabe há décadas. A notícia aqui é que a possível transferência de tecnologia nuclear foi debatida no alto escalão.

FONTE/IMAGEM: Folha de São Paulo, via Resenha/UOL

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Estado judeu diz que iranianos ‘manipularam’ diplomatas e que pacto pode minar esforços por sanções

vinheta-clipping-forteJERUSALÉM – O governo brasileiro rejeitou as críticas de Israel a um acordo fechado nesta segunda-feira, 17, entre Irã, Turquia e Brasil sobre o programa nuclear de Teerã. Segundo esse acordo, o Irã enviará 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido à Turquia e, em troca, receberá 120 quilos de combustível nuclear para seu reator em Teerã. Nesta segunda, um alto funcionário israelense acusou o Irã de ter “manipulado” os governos de Turquia e Brasil.

“Israel tem o direito de dizer o que quiser, mas é a primeira vez que o Irã concordou em enviar seu combustível nuclear para um terceiro país”, disse à agência de notícias AFP um assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil ajudou a alinhar as posições, como um facilitador do diálogo”, disse o assessor, ainda em Teerã. O acordo para troca de combustível foi firmado após conversas entre o presidente Lula, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.

O Irã pode sofrer uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta de seu programa nuclear. Diplomatas ocidentais disseram que o acordo não resolve totalmente o impasse em torno do tema, embora dificulte a imposição de tais medidas e coloque as potências nucleares que desejam as sanções em situação delicada.

A Turquia e o Brasil são membros não permanentes do Conselho de Segurança e têm resistido aos esforços liderados pelos EUA para aprovar mais sanções ao Irã. Esse processo pode ser usado tanto para fins pacíficos como para a produção de uma bomba. Teerã alega ter apenas fins pacíficos.

Manipulação

Um alto funcionário de Israel afirmou que o Irã “manipulou” o Brasil e a Turquia em relação a um acordo para enviar seu urânio pouco enriquecido ao território turco, em troca de combustível para seu reator em Teerã. “Os iranianos já usaram um truque desse tipo no passado, fingindo aceitar um passo assim para reduzir as tensões e diminuir o risco de sanções internacionais mais duras, e então se recusando a prosseguir até o fim”, afirmou a fonte, que pediu anonimato.

O funcionário israelense disse que o acordo iria “complicar radicalmente” os esforços das potências envolvendo a questão. “Será muito mais difícil para os Estados Unidos ou para os europeus rejeitarem este acordo, porque nós não estaremos lidando apenas com o Irã, que é muito mais fácil de lidar, mas com potências emergentes, como o Brasil e a Turquia, com quem as relações são muito sensíveis.” As relações entre Israel e Turquia pioraram após os israelenses lançarem uma ofensiva de 22 dias na Faixa de Gaza, em dezembro de 2008.

A rádio pública israelense, citando altos funcionários locais, afirmou que a iniciativa em três partes “iria agravar o problema iraniano, ao complicar os esforços dos EUA e dos europeus para conseguir aprovar sanções”. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Estadão

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Israel diz que Irã enganou Brasil e Turquia

Lula e Ahmadinejad - foto Reuters via Folha online

vinheta-clipping-forteDe acordo com a agência de notícias France Presse, um alto funcionário do governo israelense teria dito que o Irã enganou o Brasil e a Turquia com o acordo de troca de material nuclear, assinado poucas horas antes.

“Os iranianos enganaram o Brasil e a Turquia fingindo aceitar que o enriquecimento de parte do seu urânio seja feito na Turquia”, afirmou o funcionário que pediu anonimato. “Eles já fizeram o mesmo no passado, fingindo aceitar esse procedimento para diminuir a tensão e o risco de sanções internacionais, porém, em seguida, se negaram a cumprir o acordo”, disse.

Na manhã desta segunda-feira (horário local), os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Turquia e Irã assinaram um acordo no qual o Irã enviará 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido para a Turquia e receberá de volta, em um ano, o material enriquecido a 20% (nível utilizado para um reator de pesquisa).

FONTE: Folha online, com France Presse

FOTO: Reuters, via Folha online

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vinheta-clipping-forteA força aérea de Israel atacou ao menos seis alvos na faixa de Gaza nesta sexta-feira, em represália ao foguete lançados ontem por militantes palestinos que mataram um trabalhador tailandês em Israel, informaram testemunhas e fontes do grupo islâmico Hamas.

Dois civis ficaram feridos em um dos três ataques a túneis clandestinos na fronteira com o Egito. Outros alvos incluíram dois campos abertos em Khan Younis e uma oficina de fundição de metal na Cidade de Gaza. O Exército israelense não comentou de imediato os ataques.

O vice-premiê de Israel, Silvan Shalom, disse hoje que seu país daria uma “resposta enérgica” ao primeiro ataque com foguete que deixou vítimas em mais de um ano em Gaza.

Israel também enviou uma carta de reclamação ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que deve visitar Israel no próximo final de semana, e ao Conselho de Segurança da ONU.

A embaixador de Israel na ONU, Gabriela Shalev, apelou a Ban pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado por extremistas em Gaza em 2006. O Hamas exige que, em troca, Israel liberte centenas de milhares de militantes que estão detidos em Israel.

Um grupo antes desconhecido chamado Ansar al Sunna –que seguiria a ideologia da rede terrorista Al Qaeda– reivindicou a responsabilidade pelo foguete lançado contra Israel, assim como o grupo Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, um braço armado do movimento Fatah.

O Hamas, que tomou o controle da faixa de Gaza em 2007, vem pedindo que outros grupos militantes não ataquem Israel, por receio de eventuais retaliações israelenses.

Militantes palestinos em Gaza realizaram ataques esporádicos com foguetes ou morteiros contra Israel desde o fim de um conflito que durou três semanas em janeiro de 2009. Geralmente, os ataques não deixam vítimas. Israel às vezes revida com ofensivas aéreas.

Os ataques desta quinta-feira ocorrem no mesmo dia em que o Quarteto para o Oriente Médio se reúne em Moscou, e a poucos dias da visita do enviado dos EUA para a região, George Mitchell, que visa reavivar as estagnadas negociações pela paz israelo-palestina.

FONTE: Folha Online

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