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Manaus (AM) – No dia 31 de janeiro, o Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, visitou o Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA), acompanhado das seguintes autoridades: Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri; Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, General de Exército José Carlos de Nardi; Chefe de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Tenente Brigadeiro Marco Aurélio Gonçalves Mendes; Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas e de Oficiais Generais da guarnição de Manaus.

Nesta oportunidade, foi realizada uma demonstração, empregando as Embarcações Táticas de Grupo (Guardian 25) recentemente adquiridas pelo Exército, em uma simulação de bloqueio fluvial. Ao final da demonstração, as embarcações empregadas no evento foram apresentadas à comitiva.

Em encontro em Brasília, ministros da Defesa dos dois países concordaram em aprofundar cooperação nas áreas de capacitação profissional, material militar e de proteção de fronteiras

 

Brasília, 24/01/2012 — Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do Suriname, Lamure Latour, acertaram uma maior cooperação entre os dois países na área militar, no combate ao crime transnacional e na área de capacitação profissional. Durante o encontro, ambos manifestaram o desejo de ampliar os laços existentes, estabelecidos desde 1982.

Ao final do encontro, o ministro Celso Amorim ressaltou sua crença numa ordem multipolar e acrescentou que espera ter no Suriname um de seus amigos mais importantes. O ministro Lamure Latour, por sua vez, destacou a importância brasileira no processo de formação da Força de Defesa do Suriname e no desenvolvimento econômico do país vizinho.

Reequipamento

O Suriname passa por um momento de reestruturação de seu componente militar. O ministro manifestou interesse em aviões de ataque leve e navios-patrulha entre 200 e 500 toneladas. Ontem (23/01) a comitiva visitou as instalações da Embraer em São José dos Campos (SP).

“Ficamos muito impressionados com o Super-Tucano e a capacitação brasileira no setor aeroespacial, reconhecida internacionalmente”, disse o ministro Lamure Latour durante a reunião de trabalho das duas delegações.

Segundo o ministro surinamês, seu país está interessado em produtos da Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron). Além de navios-patrulha, haveria interesse em lanchas leves. Também foi colocada a necessidade de renovação da frota de viaturas leves e de caminhões.

O ministro Celso Amorim solicitou ao secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza, que avalie, junto às autoridades competentes, a possibilidade de abertura de linhas de crédito para suprir as demandas do Suriname.

Modernização

Durante a década de 1980, o Suriname adquiriu uma frota de veículos blindados de reconhecimento, Cascavel, e de transporte, Urutu, fabricados pela Engesa, empresa que teve sua falência decretada pela Justiça na década de 1990. “Esses veículos precisam ser modernizados de maneira a voltarem para a ativa”, afirmou o ministro Latour.

Em resposta, Celso Amorim afirmou que vai estudar a possibilidade de obter recursos financeiros, componentes e mão de obra para viabilizar o trabalho. O Brasil já desenvolve esforço semelhante para manter sua frota de blindados fabricada pela Engesa.

O ministro brasileiro também examinaria, junto à Agência Brasileira de Cooperação, organismo ligado ao Ministério das Relações Exteriores, a possibilidade de apoio para a construção da nova sede do Colégio Nacional de Defesa do Suriname em Paramaribo.

“Estamos dispostos a colaborar no que depende de nós: pessoal para treinamento e instrução”, ressaltou.

Por último, ficou acertada também a ampliação do intercâmbio existente entre os centros de preparação militar dos dois países com maior troca de experiência e participação de alunos. O ministro Amorim destacou a excelência do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e declarou-se satisfeito com a grande presença de militares surinameses nas escolas militares brasileiras.

Proteção da Amazônia

A delegação surinamesa solicitou acesso aos dados do satélite sino-brasileiro CBERS, de sensoriamento remoto. Também mostrou interesse em estabelecer um mecanismo de troca de informações obtidas pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Destacou que, por injunções econômicas, ainda não pode montar uma rede de radar de vigilância aérea, mas que considera o projeto indispensável para combater ilícitos transnacionais.

O ministro Latour colocou a possibilidade de realização de exercícios conjuntos dos dois países na área de fronteira e solicitou apoio brasileiro para a construção de uma pista de pouso no sul do Suriname de maneira a ampliar a presença do Estado na região.

Comitivas

A comitiva surinamesa chegou às 10h40 de hoje. Depois de receber as honras militares, o ministro Latour cumprimentou seu colega brasileiro. As delegações se reuniram durante uma hora no oitavo andar do Ministério da Defesa. O encontro reuniu a cúpula militar dos dois países.

Participaram do lado brasileiro o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general-de-exército José Carlos de Nardi; os comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio de Moura Neto; do Exército, general-de-exército Enzo Martins Peri; e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito; e dos secretários de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Murilo Barboza; de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais, tenente-brigadeiro Marco Aurélio Gonçalves Mendes, e de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia, almirante de esquadra Gilberto Max Roffé Hirschfeld.

Integraram a delegação surinamesa, além do ministro, o diretor de Defesa, John Ashong; o chefe do Estado Maior da Força de Defesa, Ronni Benschop; o diretor do Departamento de Defesa, Planejamento Estratégico e Educação, tenente-coronel Johnny Antonius, e o chefe de Planejamento e Recursos Humanos, tenente-coronel Mitchel Labadie.

Fotos: Felipe Barra
Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

Ordem na caserna

Octávio Costa

O ministro da Defesa, Celso Amorim, marcou para o início de dezembro uma reunião com os três comandantes das Forças Armadas. Quer passar um pente-fino nos mais de mil projetos de reaparelhamento e modernização que existem em aberto. Para Amorim, é preciso eliminar programas considerados desnecessários e concentrar esforço nos prioritários. Dentre eles, a compra de caças e o aumento da equipe de funcionários da pasta, que está parado no Congresso. Áreas estratégicas, como a de monitoramento de bens sensíveis, a assessoria de imprensa e a do serviço militar obrigatório, precisam ser reforçadas.

FONTE: Brasil Confidencial/Isto É

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O novo ministro da Defesa, Celso Amorim, tomou posse na tarde desta segunda-feira, em Brasília, e afirmou que dedicará seu tempo à frente da pasta à proteção das fronteiras e dos recursos nacionais do Brasil, como o pré-sal.

Amorim assume a pasta após a demissão de Nelson Jobim, que deixou o cargo em meio a polêmicas causadas por uma série de declarações sobre o governo de Dilma Rousseff. Ele não participou da cerimônia de troca de cargos.

Segundo Amorim, “um país pacífico como o Brasil não pode ser confundido com um país desarmado e indefeso”. Para ele o fato de que o país vive em paz com seus vizinhos não significa que o Brasil não deva se preocupar com sua proteção.

“Há um descompasso entre a crescente influência internacional brasileira e nossa capacidade de resguardá-la no plano da defesa”, disse ele.

Para contornar esse problema, ele afirmou que vai trabalhar em coordenação com os ministérios do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia, além de se empenhar “em obter os recursos indispensáveis para obter os equipamentos adequados às Forças Armadas”.

O novo ministro afirmou que pretende intensificar a cooperação entre países sulamericanos e o relacionamento de defesa dos países africanos.

Elogios

Amorim ainda elogiou as Forças Armadas durante o discurso e afirmou que “o panorama de defesa nacional é qualitativamente distinto” do cenário durante o processo de redemocratização. Ele atribuiu a melhoria aos governos anteriores, tanto o de Luiz Inácio Lula da Silva quanto o de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o novo ministro, o setor da defesa e a sociedade “devem estar em plena harmonia”. Ele mencionou o histórico das Forças Armadas como “importante instrumento de ascensão social” e defendeu que elas “reflitam a diversidade da sociedade brasileira” e levem em conta a “igualdade de raça, gênero e crença”.

FONTE/FOTO: Folha/Agência Brasil

Missão cumprida!

* Sérgio Paulo Muniz Costa

A demissão do Ministro da Defesa não está esclarecida. Mas enquanto a oposição sofregamente tece loas ao ex-ministro, percebe-se, pelos resultados, a sofisticação da manobra que dará ainda mais poder ao governo. Nelson Jobim e Celso Amorim são homens de Lula, sincrônicos no momento do segundo mandato do ex-presidente e diacrônicos no prosseguimento do projeto de poder a que servem. Sucedem-se, aparentemente díspares, para fazer mais do mesmo – controlar as instituições militares segundo a vontade do Planalto – o que requer uma sincronização política no estado da arte.

Como há quatro anos, na confrontação abrupta com o Exército durante o lançamento de um livro da Secretaria de Direitos Humanos, Jobim protagonizou por meio de declarações noticiadas pela imprensa um papel cuidadosamente elaborado e desempenhado, fechando o ciclo de sua gestão na Defesa. Durante o período, mesclando o político ao simbólico, sobrepôs-se aos comandantes das forças armadas, interpôs-se na cadeia de comando militar e pôs-se como comandante das forças armadas, como lhe foi reconhecido no noticiário da noite de sua demissão. Hoje, o cargo está pronto para outro operador de outra etapa.

O confronto político com as forças armadas, em particular o Exército, foi uma meta do governo desde o primeiro mandato de Lula, perseguida de diversas maneiras, desde picuinhas sobre cerimonial até inexplicáveis notas à imprensa que oportunizaram constrangimentos e, por que não falar, humilhações a oficiais-generais. Enfraquecido pela crise política que se abateu sobre o país em meados de 2005, o processo foi retomado em plena força com Jobim a partir de julho de 2007, depois de superada a interinidade de José Alencar e a gestão de Waldir Pires abreviada pelo caos aéreo. Acuadas politicamente, as forças armadas foram então envolvidas no projeto dito modernizante de outro operador do momento, que à frente dos assuntos estratégicos se uniu ao novo ministro para conceber uma estratégia de defesa à revelia da política de defesa.  O resultado que na prática alterou a missão constitucional das forças armadas está aí, sacramentado pela classe política, festejado pela imprensa e cobiçado pelos empresários.

As armas são componentes do poder político e os conflitos de governantes com os militares acontecem tanto em sistemas democráticos, quanto nos autoritários ou totalitários. Porém, a democracia tem na institucionalização dos poderes dos governantes sobre as armas uma de suas características mais preciosas, assegurando que elas não falem por si, nem o poder por elas. Até onde o confronto entre políticos e militares embute uma extrapolação de poder, é uma questão empírica julgada pela História.

Menos unanimidade em tema tão sensível faria bem ao País.

*Historiador, membro do CPE da UFJF e pesquisador de Segurança e Defesa do CEBRI. Foi Delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA para assuntos de segurança hemisférica.

  1. Preliminar. O método de criar constrangimentos sucessivos à autoridade superior, de forma a justificar sua saída ou exoneração, faz parte da rotina das organizações e em todos os níveis. Mas, certamente, não ficou bem para o advogado constitucionalista, ex-deputado federal, ex-ministro, ex-ministro da Corte Suprema, e ministro da Defesa, utilizar desse expediente para conseguir seu afastamento. Num homem público de sua estatura, isso deveria ter sido feito com lealdade e diretamente à Presidente.
  2. Mas, uma vez tomada essa decisão, caberia perguntar por que Nelson Jobim forçou sua própria saída. Afinal de contas, teria sido mais simples sair com o presidente Lula e deixar o cargo na transição de governo. Se não fez isso, é porque em janeiro queria permanecer e acreditava no novo governo. Portanto, dali para cá sua opinião mudou sobre a Presidente e sua capacidade de governar e sobre o governo e as circunstâncias.
  3. As razões podem ser esses quatro vetores, um ou mais. O primeiro é a decepção com a Presidente, com sua capacidade de comando político, controle e de gestão. O segundo vetor seria a decepção com o próprio governo, com seus companheiros de ministério. Jobim teria achado o ministério de terceira linha e não quis permanecer entre seus pares. E que as limitações políticas impediriam a Presidente de melhorar a qualidade do ministério.
  4. O terceiro vetor seriam as informações que detém através dos serviços militares de informação de sua pasta, que muito mais coisa vem por aí. E, finalmente, a projeção que os próximos anos vão ser muito difíceis para o governo federal pela crise que está aumentando a cada dia e, que com isso, o governo Dilma vai fracassar como fracassou o segundo governo FHC pela crise.
  5. É possível que seja uma combinação de dois ou mais desses vetores. Mas, de qualquer maneira, um vetor estará presente em todas as hipóteses: a perda de confiança na capacidade da Presidente para gerir, controlar, coordenar politicamente…
FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia
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Nelson Jobim no Roda Viva

Clique na imagem para assistir a entrevista do Ministro da Defesa no Programa Roda Viva da TV Cultura, no dia 01.08.11.

COLABOROU:  Paulo Renato

Ministro da Defesa desde 2007, nos governos petistas de Lula e Dilma, Nelson Jobim votou no tucano José Serra na eleição presidencial do ano passado. A afirmação é do próprio Jobim, que garantiu no entanto que Dilma sabia de sua escolha.

A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo. O jornal publica a entrevista nesta quarta-feira (27). Ao comentar seu afastamento da campanha eleitoral em 2010, Nelson Jobim falou sobre uma reunião de articulação política do governo, na qual externou sua impossibilidade de fazer campanha para Dilma Rousseff.

“Em uma reunião de articulação do governo, da qual eu participava, eu levantei o seguinte problema. Eu disse: ‘Olha presidente (Lula), eu estou com um problema. De um lado, por razões pessoais eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma, uma vez que sou amigo íntimo do Serra. (…) Por outro lado eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra”. (…) Aí o Lula disse: “Olha Jobim, fique fora disso. Eu sei claramente das suas relações com o Serra. Sei que você tem uma amizade íntima com o Serra de muitos anos”. E avisou ao Padilha: “Olha, não envolvam o Jobim na campanha”. E eu votei no Serra”, contou o ministro da Defesa.

Nelson Jobim garantiu, ainda, que Dilma tinha ciência da escolha do ministro. “Ela sabia”, disse Jobim. “O problema é quando você esconde, fica fazendo dissimulações. Daí dá problema. Eu não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades”, completou.

Sobre a permanência ou não no governo federal, Jobim citou o sambista Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”. “Se a gente fica tentando marcar prazos e tempos só cria problemas e você não cria soluções. Então deixa as coisas correrem. As coisas vão andando. No momento em que as coisas resolverem sair, sai”, afirmou.

Na entrevista, Jobim também voltou a afirmar que a maioria dos documentos sobre a ditadura militar foram queimados, e que não seria possível mais apurar as responsabilidades pela destruição dos arquivos.

“Internamente não. Não tem como. Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato”, disse o ministro da Defesa.

FONTE: Jornal Sul 21

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Acordo de mão única

O que deveria ser uma reunião de acordo bilateral virou samba de uma nota só. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu de tudo à delegação russa que veio a Brasília há duas semanas: tecnologia de canhão a laser e armas eletromagnéticas de grande potência e de nanotubos. Mas nada ofereceu em troca.

FONTE: Octávio Costa / Isto é – 18/10/2010

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Jobim aceita ser ministro

Em visita a Washington, nos Estados Unidos, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, não descartou, na terça-feira, participar de um eventual governo José Serra (PSDB), destacando sua amizade pessoal com o candidato à Presidência e dizendo que “transita para todos os lados”.
– Não faço projetos – afirmou o ministro.

Jobim explicou que sua proximidade com o candidato tucano criou um impedimento para que ele participasse da campanha. Como não poderia trabalhar para o PSDB, já que continua parte do governo petista atual, o ministro disse que nem sequer assiste aos programas eleitorais “para evitar dar opiniões depois”.

Falou, ainda, sobre um ponto que virou tema de campanha – o uso de vants (veículos não tripulados) no Brasil. Os vants entraram no debate ao serem apresentados por Dilma Rousseff (PT) como uma revolução nas patrulhas de fronteiras. O ministro fez as declarações após palestra sobre defesa nacional na Universidade George Washington, na qual atacou os EUA e defendeu a Venezuela, dizendo que o país não causa nenhuma preocupação em relação ao seu programa nuclear.

– Não achamos que todo programa nuclear é militar. Não temos síndromes conspiratórias em relação ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, nem ao boliviano, Evo Morales – afirmou ele.

Sobre os EUA, criticou o país pela dificuldade de compra de equipamento militar. Por outro lado, disse que o pacto de cooperação assinado com os americanos no começo do ano já começou a dar frutos.
Citou um acordo técnico que deverá ser firmado em dezembro para estabelecer mecanismos para harmonizar o tratamento às informações sigilosas.

Também disse que os EUA precisam ratificar a convenção da ONU sobre o direito do mar, que contém regras para exploração de recursos em águas nacionais, e combater o consumo doméstico de drogas antes de pedir controle do tráfico em outros países.

FONTE: Diário Catarinense

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