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O Estado-Maior do Exército publicou a Portaria N. 31-EME no dia 7 de março, aprovando a diretriz para a aquisição e implantação do Sistema Antiaéreo de origem alemã Gepard.

O Sistema AAe GEPARD integra o Sistema Operacional DA Ae para proteção em baixa altura (até 3000 m), realizando a Defesa Antiaérea da Força Terrestre, bem como contribuindo para a proteção das estruturas estratégicas terrestres brasileiras e áreas sensíveis, cuja ameaça aérea inclui, entre outros tipos de vetores, as aeronaves de ataque ao solo, caças-bombardeiros, helicópteros, veículos aéreos não-tripulados (VANT), mísseis (Msl) balísticos e de cruzeiro, foguetes e morteiros.

A 5ª Bda Cav Bld e a 6ª Bda Inf Bld, altamente móveis, com um alto poder de fogo e alta eficácia no combate convencional terrestre, ressentem-se de não possuir o Sistema Operacional Defesa Antiaérea em condições plenas para fazer frente a ataques aéreos e ataques surpresa de aeronaves e helicópteros de baixa altitude.

Com a desmobilização do Sistema AAe  GEPARD pelo Exército Alemão, verificou-se uma oportunidade de mobiliar as Brigadas Blindadas do EB com uma DA Ae compatível com o material, tanto em mobilidade e proteção blindada, quanto em facilidade de apoio logístico, tendo em vista o carro possuir chassi semelhante ao alemão CC LEOPARD. O GEPARD é um sistema de armas autônomo e altamente móvel, com alta prontidão operacional, pequeno tempo de reação e capaz de fazer frente a uma variada gama de ameaças.

O Sistema AAe GEPARD 1A2, modernizado há cerca de três anos, dentro de um cenário que o manteria empregado até 2030, foi projetado para proteger as unidades LEOPARD. Um dos principais objetivos durante o desenvolvimento do GEPARD, além do seu desempenho em combater alvos aéreos, foi obter um ajuste perfeito com as tropas blindadas equipadas com o LEOPARD 1 e LEOPARD 2.

A Krauss-Maffei Wegmann (KMW) é o principal fornecedor do Sistema AAe GEPARD e tem larga experiência em manutenção, reparo e inspeção dos sistemas, bem como no apoio logístico.

Um lote inicial, em caráter emergencial, será recebido até o dia 15 de abril e estas unidades deverão estar operacionais até o início da Copa das Confederações, que ocorrerá em junho.

FONTE: Boletim do Exército N.11/2013

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Segundo o documento, o ato garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”

 

vinheta-clipping-forte1Em visita a Brasília nesta quarta-feira, o primeiro ministro russo Dmitri Medvedev conseguiu do governo brasileiro a assinatura de um acordo para venda de sistema de defesa antiaéreo. O acordo era tratado com sigilo pelo Brasil e, segundo interlocutores do governo brasileiro, o negócio pode chegar a R$ 2 bilhões.

Os pormenores da negociação foram definidos em encontro entre o premiê e o vice-presidente brasileiro, Michel Temer. O acordo ainda é uma declaração de intenções, que em termos diplomáticos trata-se de um início de negociação. A exemplo das últimas aquisições militares brasileiras, é condição da negociação sobre baterias antiaéreas a transferência de tecnologia.

A declaração de intenções promete “incrementar, a partir de março de 2013, as negociações bilaterais com vistas à possibilidade de preparação de contrato para futuras optenções, por parte do governo do Brasil, de baterias antiaéreas, com o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa”.

Segundo o documento, obtido antecipadamente pelo Terra, o ato ainda garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”.

O documento será assinado em instantes pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, José Carlos de Nardi, e do diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico Militar da Rússia, Alexander Fomin.

A visita de Medvedev faz parte da sexta Reunião de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia e acontece dois meses depois da viagem da presidente Dilma Rousseff a Moscou. Na capital russa, em dezembro do ano passado, o governo brasileiro já havia assinado acordo para compra de sete helicópteros da Russian Helicopters.

O Brasil vem desenvolvendo sua indústria de defesa por meio de compra de equipamentos, condicionados a transferência da tecnologia. O País já adquiriu helicópteros e submarinos da França e deve ainda concluir a compra de pelo menos 36 caças, que vem sendo adiada, e já está em fase final de escolha com a disputa entre os modelos Rafale, da francesa Dassault; F-18 Super Hornet, da americana Boeing; e o Gripen NG, da sueca Saab.

Audiência com Dilma Rousseff

A agenda de Medvedev é prioritariamente com o vice-presidente Michel Temer, mas ele foi recebido em audiência mais cedo pela presidente Dilma Rousseff. Segundo relatos da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, eles abordaram assuntos como energia, petróleo, hidrelétricas, energia nuclear e defesa.

Em meio ao pacote logístico para investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, Dilma aproveitou o encontro com o premiê russo para convidar empresas daquele país a participarem dos processos de licitação em infraestrutura.

FONTE: Terra

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Brasil está interessado em sistema antiaéreo russo

Dacordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, general José Carlos de Nardi, as Forças Armadas do Brasil estão interessadas não só em comprar três baterias Pansir-S1 (de 12 a 18 veículos) e duas baterias do sistema Igla, mas também em receber a tecnologia de sua produção e em construir, no Brasil, uma fábrica para sua montagem no futuro.

 

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Ivan Safronov

vinheta-clipping-forte1 O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, general José Carlos de Nardi, anunciou que o país planeja comprar da Rússia duas baterias de sistema de mísseis antiaéreos portáteis Igla e três baterias de sistemas de defesa antiaérea Pansir-S1.

Segundo fontes consultadas pelo “Kommersant”, os dois países estão discutindo detalhes técnicos e o esquema de cumprimento do contrato.

Conforme informações obtidas pelo jornal, a Rússia promete entregar ao Brasil licenças para a montagem dos sistemas no país.

O contrato, caso venha a ser fechado, poderá render à Rússia mais de US$ 1 bilhão, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto.

Segundo De Nardi, a proposta será, em breve, encaminhada para apreciação e aprovação da presidente do país, Dilma Rousseff. Ele também disse que as negociações sobre esse contrato serão realizadas durante visita do premiê russo, Dmítri Medvedev, ao Brasil, no final de fevereiro.

Segundo informações obtidas pelo “Kommersant”, a questão da compra de sistemas de defesa antiaérea Pansir-S1 e Igla foi levantada por De Nardi durante as conversas com seu par russo, Valéri Guerássimov, no último dia 23, em Moscou.

“Os militares brasileiros se interessaram pelas características do sistema Pansir-S1, suas condições operacionais e o custo de seu reparo”, disse a fonte do Estado-Maior russo.

“Dissemos ao lado brasileiro que não havíamos recebido de nossas Forças Armadas nenhuma reclamação contra esses sistemas”, completou a fonte.

Segundo uma fonte da Rosoboronexport, a única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares do país, a empresa aconselhou os brasileiros a também prestar atenção aos sistemas antiaéreos Tor-M2E.

No entanto, o lado brasileiro disse se interessava mais pelos sistemas Pansir-S1, que lhe haviam sido recomendados pelos militares russos, e que não iria examinar outras propostas.

“O acordo de transferência de tecnologia de montagem é um passo mutuamente vantajoso. Assim que o Brasil tiver a oportunidade de produzir, sob licença, sistemas Pansir-S1, ele não vai precisar abrir uma licitação internacional para a compra de sistemas de defesa antiaérea estrangeiros, como manda a legislação, porque os sistemas montados localmente serão considerados produtos de fabricação nacional. Já o lado russo irá receber seu dinheiro sem qualquer concorrência por parte de outros países”, disse uma fonte próxima do sistema de cooperação técnico-militar russa consultada pelo “Kommersant”.

A fonte disse também que esse esquema poderia ser aplicado a outros produtos militares russos.

“A situação no mercado de armas é tal que a prática de licitações está em extinção. Muitos clientes só se dispõem a cooperar no âmbito de uma produção conjunta. Não podemos fechar os olhos para essa tendência.”

“Usando esse esquema de cooperação, a Rússia obtém a oportunidade de promover de forma mais ativa seus produtos no mercado brasileiro, e o Brasil, a de desenvolver sua indústria armamentista”, acredita o diretor da revista Exportações de Armas, Amdrêi Frolov.

“A Rússia deve propor ao Brasil produzir conjuntamente não só os sistemas Pansir, mas também aviões de caça para evitar problemas em termos de sua promoção na região”, afirma o especialista do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Konstantin Makienko.

Publicado originalmente pelo Kommersant

FONTE: Gazeta Russa

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Aspide 2000

Outro sucesso do Aspide 2000 no Kuwait reafirma o status do míssil como maior destruidor de aeronaves.

Lançado de um sistema de defesa aéreo Skyguard, os mísseis Aspide 2000 derrubaram dois alvos remotamente controlatos (Banshee) no campo de testes ADEIRA da Brigada de Defesa Aérea do Kuwait durante um exercício de combate realizado em 18 e 19 de dezembro de 2012.

A interceptação ocorreu a uma distância aproxiamada de 6km e a uma altura de 1.500 metros, tendo como resultado ambos os alvos destruídosn (em um dos casos houve um impacto direto e em outro uma explosão a curta distância). Estes resultados consolidam a confiabilidade deste míssil da MBDA.

Durante o exercício, o Aspide 2000 estabeleceu um recorde de lançamentos para o Kuwait. Todos lançamentos que ocorreram desde 2007 tiveram total sucesso, com disparos de dia e à noite em variadas condições climáticas, alturas e distências.

O sucesso deste exercício no Kuwait confirma aefetividade dos mísseis Aspide (5.000 mil unidades produzidas) e a robustes deste moderno sistema. Este sucesso é somado a outros que estão fazendo do Aspide 2000 um dos mísseis mais aclamados e reconhecidos pelo mercado internacional no setor de defesa terrestre-aérea de médio alcance.

Informações gerais

Com instalações industriais em quatro países europeus e nos EUA, em 2011 MBDA alcançou um faturamento de € 3 bilhões, com uma carteira de pedidos, em encomendas e contratos futuros, no valor de € 10,5 bilhões. Com mais de 90 clientes das forças armadas do mundo, a MBDA é líder mundial em mísseis e sistemas de mísseis.

MBDA é o único grupo capaz de projetar e produzir mísseis e sistemas de mísseis que atendem toda a gama das atuais e futuras necessidades operacionais das três forças armadas (terra, mar e ar). No total, o grupo oferece uma gama de 45 sistemas de mísseis e produtos de medidas defensivas em operação, além de 15 outros atualmente em desenvolvimento.

MBDA é organizada em conjunto com a BAE Systems (37,5%), EADS (37,5%) e Finmeccanica (25%).

DIVULGAÇÃO: Imagem Corporativa

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THAAD para Qatar e EAU

A agência do Pentágono DCSA notificou o Congresso sobre uma possível venda de duas unidades de lançamento THAAD (Terminal High-Altitude Area Defence), 12 lançadores, 150 mísseis, além de suporte e treinamento para o Qatar. O valor do negócio está estimado em US$6,5 bilhões de dólares.

Já os Emiados Árabes Unidos, que já possuem unidades do THAAD, solicitaram uma nova encomenda avaliada em US$1,135 bilhões. O THAAD é produzido pela Lockheed Martin (LMT) em associação com a Raytheon (RTN).

FONTE: DSCA

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Foi divulgado hoje o pronunciamento do secretário geral da OTAN, Anders Rasmussen, comentando o pedido do governo da Turquia para a instalação de mísseis Patriot  em seu território.

 

 

Eu recebi uma carta do governo turco requisitando a instalação de mísseis Patriot. Esse sistema aumentará a capacidade da Turquia no que se refere à defesa anti-aérea e à defesa de seu povo e seu território. [O sistema] também contribuirá no controle das crises ao longo do sudeste da área compreendida pela OTAN. E também será uma demonstração concreta de solidariedade e determinação entre os países do Tratado.

Nessa carta, o governo turco enfatiza que os mísseis serão empregados apenas de forma defensiva, e que de maneira alguma servirão para fechar o espaço aéreo ou para operações de ataque.

A OTAN discutirá sem demora o pedido feito pela Turquia. Caso seja aprovada, a instalação [dos Patriot] será realizada conforme o atual plano de defesa anti-aérea da OTAN. Cabe individualmente aos membros do Tratado que possuem o sistema Patriot – Alemanha, Estados Unidos e Holanda – decidir se podem disponibilizar o equipamento para instalação, e por quanto tempo.

Na semana que vem, uma equipe visitará o país para um levantamento de possíveis locais para os mísseis. A segurança do Tratado é indissolúvel. A OTAN se compromete totalmente a deter quaisquer ameaças e proteger a integridade do território turco“.

FONTE: Site oficial da OTAN via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

 


Segundo informações divulgadas pela Guarda Revolucionária do Irã, o país testou ontem (24) um novo míssil anti-aéreo e anti-navios de médio alcance, e também apresentou um novo veículo não-tripulado. Os testes seriam uma demonstração da prontidão do Estado iraniano para uma guerra contra Israel, que Teerã acredita ser inevitável.

O míssil superfície-ar Taer-2 foi desenvolvido para abater alvos em um raio de até 50 quilômetros, e faz parte do sistema de defesa antiaérea iraniano conhecido como Ra’ad (Trovão).

FONTE: Naval open Source Intelligence

 

Clique aqui para conhecer os Requisitos Operacionais Conjuntos para o míssil, em matéria no Poder Aéreo.

FOTO: MBDA (meramente ilustrativa)

Um dos sistemas que serão apresentados durante a exposição pela MBDA na FIDAE 2012 no Chile é o Mistral Albi, um sistema peso leve, com design 360° que pode ser facilmente operado em associação com o míssil MISTRAL (fire-and-forget, ou dispare e esqueça). O sistema é desenhado para a proteção de blindados ou unidades mecanizadas, bem como comboios.

Fornece um excelente nível de proteção às tripulações e pode ser facilmente integrado em quase todos os tipos de blindados. Seis ou mais mísseis podem ser carregados no veículo, incluindo dois na torre. O sistema é eficiente devido à combinação de mobilidade e proteção fornecida pelo veículo e curto tempo de reação do míssil Mistral.

O sistema pode ser operado e configurado muito facilmente por um único atirador e pode atingir um alvo com poucos segundos de parada do veículo. Dois mísseis podem ser disparados sucessivamente em menos de cinco segundos em dois alvos diferentes.

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As Forças Armadas da Rússia planejam utilizar o sistema de mísseis de defesa aérea Pantsir-S1, produzido pela KBP na região de Tulsk, para a proteção de pontos estratégicos durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014.

O site da KBP informou que em novembro de 2011, no âmbito dos preparativos das Olimpíadas de Inverno, foram realizados exercícios militares utilizando quatro unidades do sistema.

Atualmente a empresa tem contrato de fornecimento do Pantsir-S1 para os Emirados Árabes Unidos e planos de expansão das suas vendas para os mercados da América Latina, incluindo Brasil, Venezuela, Bolívia, Colúmbia, Peru, Equador e Chile.

FONTE: Diário da Rússia

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 No dia 20 de outubro, a 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea realizou a Operação “O SOL É CZA III”, um exercício de defesa antiaérea com tiro real no Campo de Instrução de Formosa, na Região da Pedra de Fogo, em Goiás. Participaram desse exercício cerca de 300 militares dos cinco Grupos de Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro e um grupo de militares alemães convidados.

Inicialmente, o canhão BOFORS L70 efetuou disparos em alvos aéreos, operado manualmente pela 1ª Bateria de Artilharia Antiaérea, e, em um segundo momento o Sistema EDT FILA, unidade que realiza a busca, detecção, identificação e acompanhamento de alvos aéreos, forneceu elementos de tiro, guiando o canhão na realização dos disparos.

Na sequência do exercício, foram realizados tiros do míssil IGLA-S, projetado para ser transportado e operado por apenas um soldado. O míssil possui um sistema de orientação infravermelha, que tem por finalidade apreender e, automaticamente, acompanhar um alvo usando sua irradiação térmica.

Fazendo parte de uma demostração, a viatura antiaérea blindada GEPARD, de produção alemã, realizou disparos em alvos terrestres e aéreos. Essa viatura possui um alcance de utilização de 5.000 metros, realiza a defesa antiaérea a baixa altura com seus canhões de 35mm e possui condições de instalar dois suportes de lançamento de mísseis, flexibilizando seu emprego. Após o exercício de tiro, os convidados puderam visitar uma Exposição de Materiais de Emprego Militar de Artilharia Antiaérea de empresas participantes do evento.

Participaram do exercício  o Comandante de Operações Terrestres, General-de-Exército Américo Salvador de Oliveira, o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia, General-de-Exército Sinclair James Mayer, o Comandante Militar do Planalto, General-de-Divisão Araken de Albuquerque, o Comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, General-de-Brigada Marcio Roland Heise, autoridades civis, militares e convidados.

Fonte/Fotos: EB

David Sling para Israel

A Força Aérea Israelense está estudando o uso do sistema David Sling da Rafael para substituir os mísseis MIM-23 Hawk na função de defesa aérea. O sistema foi projetado como um sistema anti-foguetes para proteger cidades contra ataques de foguetes com alcance de 70 a 300km como o M600, Zelzal, Fajr e Fateh 110 produzidos pelo Irã e usados pelo Hesbola no Líbano. O David Sling deve entrar em operação em 2012 equipado como míssil Stunner. Os Hawk vem sendo usados por Israel desde 1965 com sucesso.

 

Veja neste Exército Notícias as novidades que o Exército Brasileiro apresenta na LAAD:

  • Nova família de blindados;
  • Nova família de fuzis IA2;
  • Aquisição de um moderno sistema de defesa antiaérea.
  • Aster Block 2

    Concepção do Aster Block 2 em desenvolvimento, com capacidade de engajamento de mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos.

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    O presente artigo é uma tradução do texto originalmente postado no blog “IMINT & Analysis“, especializado em análises e interpretações de imagens de satélite. Decidimos traduzir o mesmo porque o estudo foi feito de forma bastante criteriosa e, muito provavelmente, chega bem próximo da realidade do sistema de defesa antiaéreo de caráter estratégico da Líbia.

    Esperamos que os nossos leitores, ao final do texto, tenham uma visão mais clara de como funciona e como estão organizadas as defesas estratégicas da Líbia. Este texto também servirá de referência para muitos jornalistas não especializados que escrevem em veículos de grande circulação e carecem de fontes técnicas mais confiáveis para suas matérias.

    Introdução

    A Líbia possui uma das redes de defesa terra-ar mais robustas do continente africano, perdendo apenas para o Egito, em termos de cobertura e sistemas operacionais. A rede de sistemas de SAM (mísseis superfície-ar) estratégicos está basicamente localizada ao longo da costa, aparentemente defendendo a maior parte da população da Líbia e impedindo a incursão estrangeira no espaço aéreo a partir do mar.

    A Força de SAM estratégicos

    A rede de sistemas SAM estratégicos da Líbia está subordinada à Força de Defesa Aérea, que por sua vez, está subordinada à Força Aérea da Líbia. Atualmente, acredita-se que ela esteja dividida em cinco comandos regionais distintos e operando uma variedade de equipamentos da era soviética. Os seguintes sistemas SAM de caráter estratégico estão em uso na Força de Defesa Aérea da Líbia:

    • S-75 (SA-2 Guideline)
    • S-125 (SA-3 Goa)
    • S-200 (SA-5 Gammon)

    Cobertura EW

    Dezessete sites EW ativos e quatro EW inativos fornecem às defesas líbias uma cobertura de alerta radar antecipada, aquisição de alvos para os sistemas SAM e informações para o controle GCI (Ground Control Interceptors) das unidades de caça. Esses sites EW estão localizados principalmente ao longo das regiões costeiras ocidental e oriental, no monitoramento do espaço aéreo ao redor de Trípoli e Benghazi. Radares EW identificados na Líbia são predominantemente equipamentos da era soviética. Os seguintes sistemas foram identificados nas imagens disponíveis:

    • P-12/18 (Spoon Rest)
    • P-14 (Tall King)
    • P-35/37 (Bar Lock)
    • P-80 (Back Net)

    Além disso, acredita-se que a Líbia tenha recebido cinco radares de busca aérea italianos modelo LPD-20 em 1983 e três radares EW soviéticos 5N69 (Big Back) entre 1984 e 1985. Nenhum desses sistemas foi identificado nas imagens disponíveis, mas isso não quer dizer que não existam.

    A imagem a seguir mostra as localizações dos sítios de radares EW identificados na Líbia:

    A imagem seguinte mostra um provável site EW da Líbia, situado perto de Sabha, na porção oeste do interior do país. Isso representa aproximadamente um terço dos sites EW da Líbia. Cinco desses sites são equipados apenas com radares da série P-12/18, com outros cinco equipados com sistemas múltiplos de radar. Os sites P-12/18 provavelmente servem para reforçar ou ampliar a cobertura, com os outros cinco contendo vários radares EW, possivelmente servindo como centros de comando para os comandos regionais.

    Alguns sites de SAM estratégicos contém os seus próprios elementos orgânicos EW. Isto permite que eles realizem a aquisição de alvos de maneira independente, ou recebam informações de rastreamento a partir de centros regionais EW. Em sete sites SAM (quatro S-75 e três S-200) foram identificados elementos orgânicos de EW. Os sites de S-75 possuem radares P-12/18 e os sites com S-200 possuem radares P-14. Em nenhum dos sites de S-125 e dos sites restantes de S-75 e de S-200 foram identificados sistemas EW, mas isso é provavelmente devido à qualidade das imagens disponíveis, não por falta de recursos.

    A imagem seguinte mostra um radar EW P-12/18 em um site de SAM S-75, perto de Trípoli:

    Cobertura SAM

    Existem atualmente trinta e um sites de SAM estratégicos ativos identificados na Líbia. A imagem seguinte mostra a localização desses sites.  Sites contendo SAM S-75 estão em vermelho, os que contém S-125 estão em azul claro, e os sites de S-200 em roxo. Como pode ser visto, a esmagadora maioria dos sites de SAM está localizada ao longo das mesmas regiões costeiras onde está presente a maioria dos radares EW.

    A imagem seguinte mostra a cobertura geral dada pelos SAM estratégicos identificados na Líbia. Usando o mesmo esquema de cores aplicado anteriormente, os SA-2 cobrem as zonas vermelhas, os S-125 as zonas marcadas em azul, e os S-200 as zonas roxas.

    S-75 (SA-2 Guideline)

    Existem atualmente onze sites de S-75 no interior da Líbia, que constituem cerca de um terço da força de SAM estratégicos. Fontes russas afirmam que trinta e nove baterias S-75M Volkhov foram fornecidas para a Líbia entre 1974 e 1985. Outras fontes sugerem que a ordem inicial de dezoito baterias fornecidas entre 1974 e 1975 era constituída de sistemas S-75 Dvina. As baterias de S-75 são empregadas na proteção de centros populacionais e instalações militares, predominantemente ao longo da região costeira.

    A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias de S-75 da Líbia:

    S-125 (SA-3 Goa)

    Existem atualmente dezesseis sites ativos com baterias S-125 na Líbia. Oito baterias estão situadas em antigos sites de S-75. O S-125 representa metade dos sistemas SAM estratégicos no país. A Líbia opera a variante Neva-M do S-75, sendo que trinta e três baterias foram fornecidas entre 1974 e 1976. Assim como ocorre com o S-75, as baterias de S-125 estão dispostas de forma a proteger a população e as principais instalações militares, predominantemente ao longo da região costeira.

    A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias de S-125:

    S-200 (SA-5 Gammon)

    Existem atualmente quatro sites equipados com S-200 na Líbia, com duas baterias por site. O S-200 representa o sistema SAM estratégico de maior alcance no arsenal líbio. A proximidade dessas quatro localidades do litoral permite uma ampla cobertura sobre o Mediterrâneo, teoricamente fornecendo uma capacidade de engajamento ‘stand off’. Seis baterias de S-200 foram inicialmente fornecidas para a Líbia, entre 1985 e 1986, com mais cinco entregues em 1988. Existem dúvidas sobre qual variante a Líbia opera. Fontes russas referem-se aos sistemas entregues como sendo do tipo S-200VE, mas os registros do SIPRI mostram que estes são sistemas Angara, o que implica que o modelo S-200DE, de maior alcance, foi entregue.

    A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias S-200 líbias. Foi utilizado o alcance da variante Angara, de 300km.

    Sistemas táticos de SAM

    O Exército líbio opera vários sistemas de SAM táticos que poderiam ser utilizados como arma de defesa de ponto e preencher lacunas na rede global de defesa aérea. Esses sistemas incluem o Kvadrat 2K12 (SA-6 Gainful), o 9K33 Osa (SA-8 Gecko), o 9K31 Strela-1 (SA-9 Gaskin), o 9K35 Strela-10 (SA-13 Gopher) e o Crotale. Embora o 9K33 seja o sistema mais numeroso, o 2K12 representa o sistema SAM tático mais capaz.

    Sites Inativos

    Foram localizados trinta sites de SAM estratégicos inativos na Líbia. Há quinze sites de S-75, onze de S-125 e quatro de S-200. Estes sites estão todos localizados próximos de áreas com baterias ativas de SAM. E como tal, eles podem representar locais disponíveis para reforçar as defesas de uma determinada região durante períodos de hostilidades ou podem representar locais de dispersão para a unificação posterior de SAM, ao longo do tempo.

    Para dar suporte a esse último conceito, deve-se notar que cinco sites inativos (dois de S-75, um de S-125 e dois de S-200) já tiveram baterias operacionais instaladas em algum momento no passado. Além disso, três sites de S-125 e um de S-200 atualmente em operação já estiveram inativos anteriormente. Isto sugere que há uma política de redistribuição e reorganização das baterias. Militarmente, essa é uma boa estratégia, uma vez que dificulta o direcionamento dos armamentos por um agressor em potencial. Embora seja verdade que as localizações de novos sites possam ser deduzidas a partir de análises de imagens ou por ELINT, essa estratégia adiciona uma carga de trabalho a mais aos planejadores de um ataque.

    A imagem a seguir mostra as localizações dos sites SAM estratégicos inativos na Líbia:

    Instalações de Apoio

    Onze instalações de apoio fornecem suporte logístico para a rede de SAM estratégicos. Dez dessas instalações possuem habitações para as guarnições, recargas de mísseis e um complexo de treinamento dedicado. Sete das instalações para guarnições de SAM são de apoio genérico para sistemas múltiplos. Com base na identificação dos componentes dos sistemas pelas imagens disponíveis, duas instalações parecem apenas apoiar o S-75, as demais apoiando o S-125. Todas as instalações de apoio estão localizadas nas proximidades dos locais de lançamento.

    A imagem seguinte mostra uma complexa combinação de sistemas de apoio de S-75/125 perto de Trípoli:

    A imagem abaixo mostra o complexo de treinamento de SAM da Líbia perto Misratah:

    Capacidade estratégica da força de SAM

    A rede de sistemas de SAM estratégicos da Líbia está organizada para proporcionar uma zona de defesa em camadas e com sobreposição de campos. As baterias de S-75 e S-125 estão localizadas próximas umas das outras para fornecer redundância e suporte, com o S-125 sendo mais capaz em altitudes mais baixas do que o S-75. O grande número de sites inativos sugere que a força foi reduzida ao longo do tempo. Isso pode ser devido ao término da vida útil dos equipamentos, falhas dos mesmos, razões financeiras ou utilização dos estoques de mísseis.

    Cobertura Nacional do S-200

    A primeira linha de defesa na rede estratégica da Líbia é o S-200. Posicionada ao longo do litoral, as quatro baterias ativas de S-200 fornecem uma dissuasão confiável para alvos com alto RCS, tais como plataformas ISR. As baterias de S-200 estão localizadas perto de Trípoli, Misratah, Surt e Benghazi.

    Cobertura Costeira

    Os sites de S-75 e S-125 estão concentrados principalmente ao longo da costa ocidental e oriental. Enquanto as baterias de S-200 estão dispostas para fornecer defesa de barreira do litoral do país, os sites de S-75 e S-125 estão posicionados para oferecer defesa de ponto das zonas críticas. De oeste para leste, esses sites são dispostos ao redor da base aérea de Ibn Nafa, Tripoli, Misratah, Benghazi, Bombah, e Adam. Embora a cobertura contígua da região costeira não seja fornecida por esses sites, cada local é defendido por nada menos do que três baterias. Ibn Nafa e Bombah são defendidas por uma bateria de S-75 e duas de S-125, Misratah é defendida por uma bateria de S-75 e três de S-125 e Benghazi e Adam são defendidas por duas baterias de S-75 e duas baterias de S-125.

    A imagem seguinte mostra a cobertura do litoral da Líbia fornecida pelas baterias S-75 e S-125, com a localização das baterias de S-200 também marcada:

    Curiosamente, enquanto Surt possui uma bateria ativa de S-200, todos os sites de S-75 e S-125 na área estão atualmente inativos. Isso deixa a costa no golfo de Sidra relativamente indefesa.

    Tripoli é a cidade mais pesadamente defendida, contando com três baterias de S-75 e quatro baterias de S-125 e uma de S-200 posicionada ao sul da cidade.  Três guarnições de SAM e três instalações EW também estão presentes na área,assim como quatro sites de SAM inativos.

    A imagem seguinte mostra instalações e zonas de cobertura de SAM, perto de Trípoli:

    As próximas imagens mostram instalações de SAM e as zonas de cobertura no restante das áreas costeiras.

    Base aérea de Ibn Nafa

    Misratah

    Benghazi

    Bombah

    Adam

    Cobertura no interior do país

    Sabha é a única cidade do interior da Líbia a contar com qualquer defesa de SAM estratégico. Grande parte do interior da Líbia é pouco povoada, assim como as regiões de fronteiras. O que faz então Sabha se destacar como um local estratégico? Primeiramente acredita-se que Sabha tenha sido o local onde funcionou o programa de armas nucleares da Líbia. Em segundo lugar, Sabha era o local onde se desenvolviam foguetes líbios no início de 1980, e o foguete OTRAG foi testado a partir das instalações do oasis de Seba.  Há ainda uma significativa presença militar na região, que é provavelmente o motivo pelo qual há a presença de SAM estratégicos e instalações de apoio.

    A imagem seguinte mostra instalações de SAM e as zonas de cobertura de Sabha:

    Questões de Defesa Aérea

    A rede líbia de SAM estratégicos é logicamente montada para defender instalações essenciais, seguida de uma estratégia de defesa de ponto, com sistemas S-200 de longo alcance fornecendo uma barreira “standoff” ao longo da região costeira. No entanto, essa rede possui muitas falhas.

    A principal desvantagem da rede líbia de SAM estratégicos é que está baseada em uma tecnologia soviética antiga. Os fabricantes russos atualmente produzem, indiscutivelmente, os mais avançados e capazes sistemas SAM de emprego estratégico no mundo. Muito do seu sucesso reside no fato de que eles têm produzido um conjunto diversificado de sistemas SAM com numerosas variantes. No entanto, essa história também apresenta um problema para as nações que ainda possuem a tecnologia mais antiga: o resto do mundo simplesmente a deixou de lado.

    Avanços na guerra eletrônica e nos sistemas ECM fizeram com que muitos dos antigos sistemas da era soviética ficassem obsoletos em um ambiente moderno de combate aéreo. Os sistemas líbios S-75, S-175 e S-200 não são exceção. Além disso, apesar de algumas afirmações em contrário, a força líbia de SAM estratégico foi ineficaz durante as hostilidades com os Estados Unidos em meados da década de 1980.

    Em um caso, autoridades militares soviéticas chegaram à conclusão de que o S-200 conseguiu derrubar três aeronaves da Marinha dos EUA em março de 1986, com base apenas na interpretação das leituras do radar (que poderiam indicar fragmentos de aeronaves)  e da presença da atividade de helicópteros na área, sendo esta atribuída aos esforços de CSAR (Busca e Salvamento de Combate). A USN (Marinha dos EUA) nunca adimitiu perdas de aeronaves durante o incidente, o que por si só não indica que nenhuma aeronave tenha sido perdida, mas os outras duas informações podem corroborar esta hipótese.

    A eventual presença de fragmentos de aeronaves nas telas dos operadores de radar poderia ter sido atribuída ao lançamento de chaffs para ludibriar os radares, principalmente se a aeronave desceu abaixo do campo do radar de vista após isto. Além disso, a atividade de helicópteros na área não se limitou às operações de CSAR na USN, podendo ser patrulhas antissubmarino, busca e identificação de contatos de superfície, ou simplesmente voos em missões de dissimulação. Seja qual for o caso, as evidências não são conclusivas e não indicam que qualquer aeronave da USN tenha sido abatida palas baterias de S-200.

    No final de 1986, a rede de SAM estratégicos da Líbia foi acionada durante a Operação ELDORADO CANYON, a resposta militar dos EUA ao apoio líbio a atos terroristas.O brigadeiro Vladimir Yaroshenko, um ex-oficial soviético encarregado de sistemas SAM da PVO, foi designado para analisar o pífio desempenho dos sistemas antiáreos soviéticos fornecidos à Líbia.  Yaroshenko constatou uma pobre cadeia de comando e controle, uma cobertura de radar pobre e uma falta de conhecimento das armas americanas antirradar e suas táticas. Um fato interessante que ele mencionou foi que as baterias de S-75 tinham uma altura mínima de engajamento de 100 metros, correspondentes ao sistema Volkhov S-75M como mencionado anteriormente.  Ele também confirmou que apenas um avião dos EUA, um F-111, foi abatido por fogo antiaéreo.

    Parte do problema atual resulta de sanções internacionais impostas à Líbia durante a década de 1980 que, efetivamente, não permitiram que os sistemas obsoletos fossem atualizados. O resto do problema está nos próprios sistemas. Todos os três tipos de SAM estratégicos operados pela Líbia, foram exaustivamente estudados por agências de inteligência ocidentais, e muitos países ocidentais enfrentaram esses mesmos sistemas em combate por diversas vezes, permitindo a melhoria constante de contra-medidas eletrônicas.

    Além disso, nenhum dos sistemas utilizados pela Líbia possui uma capacidade de engajamento de alvos múltiplos. Os únicos sites de SAM que representaram alguma ameaça para as aeronaves eram os de S-200, que possuíam vários radares  5N62 (Square Pair). Mesmo com a capacidade do sistema estratégico de SAM ser implantado visando a sobreposição de alcances de mísseis, o número relativamente pequeno de sites representa uma ameaça para apenas um pequeno número de alvos. Como resultado, toda a rede fica facilmente suscetível à saturação do sistema.

    A segunda desvantagem para a rede estratégica de SAM da Líbia é o seu layout. Mesmo que estes sistemas mais antigos da era soviética ainda sejam confiáveis frente às ameaças regionais pouco modernas, o sistema ainda tem um número significativo de lacunas que poderiam ser exploradas. Os sistemas S-200 representam uma ameaça mais significativa sobre o mar, mas é limitado por ter uma altitude mínima de engajamento de 300 metros. Qualquer aeronave ou míssil que disponha de radar de acompanhamento de terreno seria capaz de explorar facilmente essa fraqueza e se aproximar da costa da Líbia. Uma vez alcançado litoral, o ponto mais óbvio de penetração seria a área adjacente ao golfo de Sidra, que é desprovida de sistemas de SAM estratégicos.

    Além disso, como evidenciado na imagem apresentada anteriormente, existem lacunas entre as baterias de S-75 e de S-125 que poderiam ser exploradas. Isso, no entanto, não leva em consideração a presença de interceptadores, artilharia antiaérea, ou unidades de SAM táticos, uma vez que estes sistemas estão fora do escopo desta análise.

    Conclusão

    Em resumo, a rede da SAM estratégicos da Líbia requer a adição maciça de novas tecnologias para se manter viável no século XXI.  Ela não foi capaz de repelir um ataque há mais de vinte anos, e não há nenhuma razão para suspeitar de que ela seja capaz de tal ação hoje. A Líbia negocia a compra de avançados sistemas S-300PMU-2 (SA-20B Gárgula) russos, o que seria um longo caminho para modernizar a rede e restaurar a sua eficácia.

    O Coronel Gaddafi tem feito grandes progressos em trazer a Líbia de volta à comunidade internacional, e merece uma grande quantidade de elogios por isso, mas tal medida não deve diminuir o desejo do governo líbio ou a responsabilidade deste em apresentar defesa adequada para os seus cidadãos.

    FONTE: IMINT & Analysis (tradução, adaptação e edição: ForTe)

    LEIA TAMBÉM:

    A força terrestre russa vai começar a receber um número razoável de armas avançadas, em 2011, incluindo  o sistema de mísseis de defesa aérea S-300V4 modernizado, informou o Ministério da Defesa nesta segunda-feira.

    “A partir de 2011, as forças terrestres receberão o S-300V4 modernizado, o Buk-M2 sistemas de defesa aérea de médio alcance, Tor-M2 de curto alcance e sistemas portáteis de defesa aérea”, disse o Ministério em um comunicado.

    As Forças Terrestres continuarão a receber os mísseis balísticos táticos Iskander-M (SS-26 Stone) , novo sistema de lançamento múltiplo de foguetes, canhões auto-propulsados,  veículos blindados BTR-82A e sistemas de mísseis anti-tanque.

    FONTE: RIANOVOSTI

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    O Exército de Libertação do Povo Chinês recentemente realizou um exercício de interceptação contra caças stealth F-22 Raptor dos EUA, segundo o jornal Apple Daily de Hong Kong.

    A imprensa japonesa em 3 de outubro informou que os japoneses e os militares dos EUA iriam realizar um exercício conjunto para recapturar as Ilhas Senkaku ou Diaoyutai, em novembro, no caso dos chineses capturá-las num ataque surpresa. Foi dito dito que o porta-aviões nuclear USS George Washington e caças F-22 Raptor vão participar no exercício.

    Em 8 de outubro, cinco dias após a notícia, uma brigada da Força Aérea Chinesa do distrito militar de Chengdu, treinou o disparo de mísseis HQ-9 (versão chinesa do S-300 russo), seu mais novo míssil terra-ar, para atingir um alvo assumido como um F- 22, segundo o Apple Daily.

    O Diário de Ciência e Tecnologia, publicado em Pequim, publicou uma história sobre o exercício. “Logo após o radar mandar a informação sobre a localização da caça “stealth” para a equipe de lançamento de mísseis, o míssil Hong Qi 9 voou para as nuvens e uma explosão foi ouvida apenas 40 segundos depois. Houve muitos aplausos para o sucesso do exercício”.

    FONTE: Chosun.com

    A artilharia antiaérea do Exército Holandês realizou o lançamento do primeiro míssil AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile) na ponta da península da Noruega Andøya. O componente de defesa aérea do Exército trabalhou para esse lançamento desde a introdução do míssil, no início de 2009.

    O AMRAAM foi originalmente concebido como um míssil ar-ar BVR, permitindo que os caças possam abater aviões inimigos além do alcance visual. Hoje, ele também é usado para atingir aviões a partir do solo.

    Camadas de média e alta altitude

    A finalidade deste exercício de tiro real foi testar a integração da arma no Sistema de Defesa Aérea do Exército. Este sistema foi feito para conter a ameaças aéreas em altitudes baixas e médias.

    O AMRAAM abrange as camadas de média e alta altitudes, em alcances de até 75 km, enquanto os mísseis Stinger lançados de ombro abrangem altitudes muito baixas. O AMRAAM tem o seu próprio radar e pode ser acionado de forma autônoma, para rastrear seu alvo independentemente.

    Depois de meses de treinamento de procedimentos e exercícios, foi realizado o primeiro disparo real a partir de terra do míssil AMRAAM, que tem quase 4 metros de comprimento e atinge velocidades da ordem de 5.000 km/hora. Seu disparo só é autorizado na Noruega e nos Estados Unidos.

    Além da seção de armas, a unidade praticou a seqüência de engajamento inteira como um todo. O radar gerou uma imagem do espaço aéreo até momento do disparo, que foi efetuado simplesmente com o acionamento de um botão. O míssil atingiu o alvo bem além do alcance visual.

    Mais de 100 soldados e pessoal de logística foram envolvidos no lançamento.

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