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A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou neste domingo o controle total da favela da Rocinha, a maior do Brasil e nas mãos dos traficantes de drogas há 30 anos, depois de uma operação que começou de madrugada com o apoio de blindados da Marinha e sem disparar um único tiro.

Além disso, as forças de ordem ocuparam as favelas vizinhas do Vidigal, com 11.000 habitantes, e a Chácara do Céu, bem menor e cuja pacificação não havia sido anunciada.

Depois de concluída a operação, cerca de mil moradores acompanharam uma cerimônia improvisada para hastear a bandeira do Brasil num ponto central da imensa comunidade, para simbolizar a recuperação deste território das mãos do crime organizado.

Os oficiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) hastearam a bandeira nacional e a do Estado do Rio de Janeiro entre aplausos e gritos de alegria. “Rocinha! Rocinha! Rocinha!”, cantavam os moradores, emocionados.

“Tenho o prazer de informar que a Rocinha e o Vidigal estão em nosso poder. Não houve nenhum incidente, nem um tiro disparado. Não temos informações sobre detidos ou material apreendido”, informou no início da manhã Alberto Pinheiro Neto, chefe do Estado-Maior da PM, em coletiva de imprensa.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, felicitou os corpos de segurança e indicou que informou à presidente Dilma Rousseff sobre o êxito da operação.

“Estamos resgatando esta população que precisa de paz para criar seus filhos em paz, pessoas que querem viver com dignidade e qualquer acesso à vida digna passa pela paz”, indicou Cabral.

A polícia apreendeu vários fuzis, uma granada, munições e miras telescópicas, além de uma quantidade não determinada de maconha. Uma pessoa foi presa, embora por ora não esteja relacionado com os traficantes que as autoridades continuam procurando na favela.

“A vitória que o cidadão carioca teve hoje foi a libertação dessas pessoas, esse era o objetivo. Armas, drogas, munições, pessoas (procuradas) são importantes, mas devolver o território a quem não o possuía há 30 anos não é coisa pouca”, declarou o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

A ocupação da Rocinha, localizada no coração dos bairros ricos do Rio de Janeiro, começou por volta das 04h10 quando efetivos do BOPE e do batalhão de Operações de Choque entraram pelas vielas da comunidade, escoltados pelos blindados, já usados em outras operações similares, e pelo voo rasante de helicópteros.

As ruas semi-iluminadas ainda estavam desertas quando os policiais entraram e alguns moradores observavam das janelas de suas casas o avanço da tropa.

Ao fim da ocupação, os vizinhos exibiram bandeiras brancas, enquanto que, no Vidigal, foi hasteada a bandeira brasileira, como um símbolo da recuperação do território.

“A chegada da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) vai ser positiva para as novas gerações para dar fim ao tráfico de drogas. Quero que meus filhos não tenham contato com o tráfico, é uma maravilha”, expressou à AFP Carlos Alberto, de 51 anos, vizinho da Rocinha, que, ao contrário da maioria, decidiu falar com a imprensa.

Mas nem todos aplaudiram a ação. Um grupo de mulheres chorava à medida que os oficiais avançaram pelas ruas da Rocinha, constataram os jornalistas da AFP.

“Esperamos que a pacificação não seja apenas tirar os traficantes de droga, e sim que traga saneamento, educação, saúde e moradia”, declarou à AFP Raimundo Benício de Sousa, conhecido como “Lima”, um líder comunitário de 56 anos que tem uma imobiliária na favela.

Segundo Lima, no bairro “há gente vivendo em meio a baratas, urinando e defecando numa lata”, e por isso acha que “a pacificação tem que ter essa gente como prioridade”.

“Queremos que as pessoas sejam tratadas como dignidade, com respeito, que os que cometeram crimes vão presos, mas não sejam assassinados pela polícia”, declarou, por sua parte, William de Oliveira, presidente do Movimento Popular de Favelas, que usava uma camiseta com a inscrição “I love Rocinha”.

Nas ruas era possível sentir um forte cheiro de queimado, oriundo das motos que pertenciam aos bandidos para se deslocar dentro da favela e que agora, ante a ocupação da polícia, foram queimadas por eles.

Os traficantes também espalharam óleo pelas ruas com a infrutífera intenção de impedir o avanço dos blindados.

As autoridades calculam que 200 traficantes ainda permanecem dentro da favela, depois da prisão esta semana do chefe do tráfico da Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, quando fugia escondido no porta-malas de um carro, junto com vários cúmplices e policiais corruptos que os protegiam.

É a primeira vez que os chefes do tráfico são presos antes da tomada de uma favela pelas autoridades.

Desde sexta-feira, os policiais se posicionaram fortemente armados nos principais acessos da região e, com fotos de suspeitos nas mãos, revistaram cada veículo – público ou particular – que entrava e saía do lugar.

A tomada da Rocinha, a 19a. que a polícia reconquistou das mãos dos traficantes, recorda a megaoperação policial-militar montada em novembro de 2010 para tirar o controle das favelas do Complexo do Alemão, onde vivem 400.000 pessoas. A ocupação aconteceu depois de vários dias de confrontos com os marginais que deixaram 37 mortos.

O Estado do Rio de Janeiro realiza desde 2008 uma corrida contra o relógio para pacificar os bairros carentes da cidade controlados por traficantes e milícias paramilitares antes do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Mais de 1,5 milhão de pessoas vivem em cerca de mil favelas no Rio, ou seja, um terço da população total.

“Estamos com medo, não sabemos o que vai acontecer. Eu rezo muito”, comentou Lima. “Só espero que quando a Copa do Mundo acabar não se esqueçam de nós”, concluiu.

FONTE: Terra

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No total, cerca de 3 mil homens participaram da operação, que contou com apoio de 6 blindados da PM (“Caveirão”), 18 blindados da Marinha, 4 helicópteros da PM e outros 3 da Polícia Civil. A “Choque da Paz” continuará durante o dia, apesar da retomada das favelas da Rocinha e do Vidigal sem resistência.

Fonte: O Globo/G1

 

 

Em fins de setembro, o polígono de tiro das Forças Armadas russas em Kapustin Yar, sediou o exercício “Tsentr-2011″ (Centro 2011). O adestramento envolveu forças da Rússia, Quirguistão, Casaquistão, Tajiquistão e Ucrânia. A primeira fase consistiu de reconhecimento do terreno e estabelecimento de linhas defensivas, com sistemas anti-foguetes. A fase seguinte foi a “batalha” propriamente dita. A fase final foi a neutralização das forças inimigas. As tropas atuaram em condições as próximas das que seriam encontradas em uma situação real, incluindo dificuldades de suprimentos e de ordem técnica. Dentre os sistemas de armas utilizados estiveram o “Smerch” e o “Iskander”, ambos em serviço também nas Forças Armdas venezuelanas. Fonte: Ministério da Defesa da Rússia.

 

 

Maurício Savarese

Por 12 dias, concluídos na sexta-feira (30), os fuzileiros navais fizeram em Formosa, no Estado de Goiás, seus principais treinamentos na área da capital federal, com veículos e armamentos variados à disposição de 2.100 militares. Ao todo, a operação custou cerca de R$ 5 milhões, a maior parte deles em mísseis com alcance de, no máximo, 17 km.

A simulação serve para o pronto-emprego de soldados em missões como a retomada do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, ou ações de segurança no Líbano –para onde um grupo de 15 fuzileiros navais partirá em 6 de outubro para auxiliar na fiscalização a embarcações suspeitas.

Os militares consideram o custo barato porque algumas das despesas seriam feitas de qualquer maneira com a tropa, com exceção do material empregado no transporte –a maioria dos participantes veio do Rio de Janeiro.

Entre os equipamentos usados, estavam helicópteros, carros de combate, blindados, veículos anfíbios, mísseis, artilharia e os recém-criados VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados). Também foram realizados treinamentos para neutralização de ataques nucleares, químicos e biológicos.
Armas reais

Toda a munição utilizada pelos fuzileiros no período é real e representou o maior custo da operação: aproximadamente R$ 3,5 milhões. Formosa fica a 80 km de Brasília e a área rural onde os treinamentos são feitos tem 52 km de extensão.

FONTE: UOL

Para outras fotos acesse: UOL Notícias fotos

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Entre 5 e 10 de setembro um dos Destacamentos de Ações de Comandos do 1º Batalhão de Ações de Comandos do Exército Brasileiro adestrou-se com a Força Aérea Brasileira, como parte do Curso de Ações de Comandos. As ações compreenderam lançamentos noturnos de carga a partir de um C-130 do 1º Grupo de Transporte de Tropa, estacionado na Base Aérea dos Afonsos; o estabelecimento de balizamento de emergência, possibilitando o pouso de tal aeronave naquele aeródromo; missões simuladas de Guia Aéreo Avançado, em conjunto com as aeronaves de ataque A-1, orgânicas do 1º/16º Grupo de Aviação baseados em Santa Cruz; e, por fim, saltos operacionais a partir de um HM-3 do 2ºBAvEx, utilizando diversas técnicas. Fonte: EB

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Militares que integram a Operação Ágata II prenderam na tarde dessa segunda-feira (19) dois homens de origem indígena transportando 3, 346 kg de maconha. M.X., de 19 anos, e A.F., de 20, viajavam em um ônibus fretado para transporte de indígenas que trabalham no corte de cana em usinas.

Segundo os acusados, a maconha teria sido adquirida em Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai. Eles pretendiam levar a droga para o distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia (MS).

Os dois homens foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico, e encaminhados para o Epam (Estabelecimento Penal de Amambai).

FONTE: Correio do Estado

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, iniciou nesta segunda-feira uma visita surpresa ao Afeganistão, que coincidiu com o desparecimento de um soldado britânico no sul do país e o obrigou a modificar parte de sua programação.

Cameron, que chegou nesta segunda-feira a Camp Bastion, a principal base britânica e americana da província meridional de Helmand, segundo um jornalista da AFP, anulou um deslocamento em Lashkar Gah, capital da província, para que os helicópteros se concentrem nas operações de busca do soldado.

“O exército deve concentrar-se na necessidade mais importante de todas, que é ajudar a encontrar essa pessoa antes de se ocupar de deslocamentos”, declarou Cameron aos jornalistas, depois de chegar a Camp Bastion em uma aeronave da Royal Air Force. O primeiro-ministro britânico confirmou nesta segunda-feira, como indicaram recentemente jornalistas britânicos, que depois da retirada decidida pelos Estados Unidos, reduzirá o contingente britânico no Afeganistão, que conta atualmente com cerca de 9.500 homens.

Não informou a amplitude exata dessa nova retirada, e apenas mencionou um “número relativamente baixo” de soldados, e completou que falaria a esse respeito na quarta-feira diante do Parlamento.

Soldado britânico desaparecido no Afeganistão é encontrado morto

O soldado britânico que tinha desaparecido no sul do Afeganistão foi encontrado morto e seu corpo estava cheio de balas, informou nesta segunda-feira o Ministério da Defesa em Londres. O militar, cuja identidade não foi divulgada, tinha desaparecido na manhã desta segunda-feira na província de Helmand, no sul afegão, onde os militares britânicos mantêm sua base.

Uma fonte policial informou que o soldado foi encontrado “após uma extensa busca” por uma patrulha que o encontrou ferido por disparos, mas não precisou “a causa exata de sua morte”. Esta fonte oficial afirmou também que “as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento e a morte do soldado estão sendo investigadas”. Desde que se informou sobre seu desaparecimento, um grande dispositivo de busca foi mobilizado para encontrá-lo.

A fonte acrescentou que a família do soldado já foi informada sobre sua morte. Segundo a “BBC”, aparentemente o soldado saiu da base na manhã desta segunda-feira, algo considerado “bastante raro”. Por sua vez, um combatente talibã informou à emissora que os insurgentes capturaram um soldado estrangeiro e que, após um combate, o mataram, mas a “BBC” especificou que os talibãs às vezes fazem afirmações exageradas. O Reino Unido tem cerca de 9 mil militares mobilizados no Afeganistão.

FONTE/FOTO: AFP e EFE

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Blindados do CFN marcaram presença no local

Sem tiros e sem baixas, o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, foi tomado este final de semana, numa operação que durou cerca de cinco horas, por 750 homens das polícias Civil e Militar, além de fuzileiros navais.

Parte deles subiu a favela protegida em 14 veículos blindados, seis deles da Marinha e não houve reação do tráfico.

A favela, berço da Estação Primeira de Mangueira, é a 18ª a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora no Estado (UPP) e foi classificada pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, como um “local complexo, histórico”.

“Dificilmente as instituições policiais entravam numa área dessas sem haver troca de tiros.

Hoje se conseguiu isso sem disparar um tiro, sem ferir ninguém. A polícia chega mais uma vez para ficar”, afirmou Beltrame.

O secretário defendeu a estratégia de “guerra anunciada”, em que a ocupação tem hora marcada para começar.

“Hoje foi devolvido um território para 20 mil pessoas. Essa é indiscutivelmente uma vitória. A saída dessas pessoas (traficantes) as deixa vulneráveis, porque o espaço de actuação diminui e elas saem das áreas onde tinham domínio. E a polícia, atenta, vai atrás”, afirmou o secretário, que citou a prisão de Luiz Carlos Santino da Rocha, o Playboy, na semana passada, suspeito de ter derrubado um helicóptero da PM, em 2009.

A ocupação começou às 6 horas, antes de o dia amanhecer. Quatro helicópteros, dois deles blindados, sobrevoaram o morro e transmitiram imagens da favela para um centro de comando do Exército. Em seguida, os blindados subiram por diferentes acessos da Mangueira. Na entrada do Buraco Quente, onde funcionava a principal boca de fumo, moradores estenderam um pano branco com a palavra “paz”.

FONTE: Angolapress

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