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Pedro Peduzzi

Brasília – Os fuzileiros navais da Marinha encerraram hoje (30) o maior treinamento já feito no Planalto Central. Com a participação de aproximadamente 2,2 mil militares, a Operação Formosa 2012 preparou militares para ações dentro e fora do país. A preparação habilita fuzileiros a atuarem em regiões de conflito, como o Líbano, ou na garantia da lei e da ordem em ações humanitárias.

Parte da preparação visa também a ações, como os Jogos Olímpicos de 2016, a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo, em 2014. Mas os fuzileiros atuarão em diversos outros eventos, como no 3° Encontro Mundial de Juventude, marcado para a segunda quinzena de julho do ano que vem, e no encerramento do mesmo evento, que terá a visita do Papa Bento XVI.

Os militares preparados em operações como a de hoje, na cidade de Formosa (GO), já atuaram, por exemplo, na ocupação das favelas cariocas, até então tomadas por traficantes; em desastres naturais, como as enchentes de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro; ou no socorro às vítimas de catástrofes, como no terremoto ocorrido no Chile em 2010.

Os agrupamentos que participaram do treinamento vieram do Rio de Janeiro, por uma rota de 1,6 mil quilômetros. “Para se ter uma ideia do que isso representa, o deslocamento das Forças Armadas norte-americanas na Guerra do Kuwait foi de 1,2 mil quilômetros”, disse o comandante Fábio, responsável por detalhar a operação.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante-de-esquadra Marco Antônio Guimarães, foram gastos R$ 5 milhões com a Operação Formosa. Iniciada no dia 19 de outubro, o treinamento envolveu o uso de aviões, carros de combate, veículos blindados de transporte de tropas, veículos anfíbios sobre esteiras, vários tipos de mísseis (anti-carro, superfície-ar) e veículos aéreos não tripulados (Vant) e artilharia.

“Só com combustível foram gastos R$ 197 mil. A alimentação da tropa custou R$ 320 mil. Gastamos R$ 120 mil com despesas diversas, como a compra de geradores, banheiros químicos, entre outras coisas. E R$ 850 mil nas licitações para a área de transporte. A maior parcela foi gasta com munições: R$3,5 milhões”, disse Guimarães.

A Agência Brasil assistiu à uma demonstração do treinamento do grupo. Na oportunidade, foi simulada uma missão envolvendo tiros de canhões anti-aéreos, seguidos de disparos de Míssil Bill – armamento usado para atacar blindados. Após os disparos iniciais, entrou em operação o veículo não tripulado Carcará, que tem alcance para cobrir uma área de oito quilômetros.

Feito o reconhecimento pelo Carcará, um Helicóptero UH-14 aportou no local trazendo a tropa e um cão farejador, que simulou a identificação de explosivos. A equipe deixou o local para, em seguida, explodi-lo. Por fim, chegaram ao local diversos soldados, por terra, e veículos blindados, entre eles, anfíbios e tanques.

Com atividades tão intensas, o risco de acidentes aumenta, principalmente cortes, fraturas ou ferimentos de tiro, segundo o médico capitão-de-fragata Maués. Por isso, hospitais de campanha, similares aos usados em situações de emergência no Brasil e no Chile, foram armados para dar assistência aos fuzileiros. “Em 48 horas, temos condições de instalar um posto como esse em qualquer lugar do Brasil”, informou o médico.

“Havendo necessidade e solicitação podemos ampliar as ações para outros tipos de atendimentos menos emergenciais, como serviços odontológicos”, acrescentou, informando que a ação foi adotada na região serrana do Rio de Janeiro, afetada por enchentes no ano passado, e durante o terremoto que abalou o Chile, em 2010.

Esse tipo de treinamento, que acontece desde 2001 em Formosa (GO), visa a garantir a prontidão dos militares para atuarem imediatamente, caso seja necessário. “Somos uma força de emprego pronta e rápida. Temos de estar sempre prontos”, enfatizou Guimarães. “Preparamos, anualmente, cerca de 2 mil soldados. Praticamente, 10 mil já passaram por aqui. Alguns, mais de uma vez”, completou Fernando Antônio, o comandante da Força de Fuzileiros de Esquadra.

 

FONTE/FOTOS: Agência Brasil

O Ministério da Defesa deu início, na manhã desta terça-feira, a uma nova operação militar de combate a ilícitos fronteiriços. Um efetivo de 7,5 mil militares – equipados com aviões de caça, helicópteros de combate, navios-patrulha e veículos blindados – foi enviado para patrulhar 4.216 quilômetros de fronteiras na divisa com a Bolívia e o Peru. A “Operação Ágata 6″ é coordenada pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) e deve durar duas semanas.

Segundo o EMCFA, tropas militares estarão presentes em quatro estados: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre. O trecho estende-se do município de Corumbá (MS) a Mâncio Lima (AC). Antes de deflagrar a ação, o governo brasileiro, por meio dos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, informou aos governos boliviano e peruano acerca da mobilização na região. “Convidamos os países vizinhos, inclusive, a enviar observadores”, destacou o ministro da Defesa, Celso Amorim, que defende maior cooperação sul-americana na área de defesa.

Amorim afirmou que a sexta edição da Ágata conclui as macro ações de segurança das fronteiras para 2012. “Devemos executar, em 2013, outras três novas mobilizações, cujo objetivo é levar a presença do Estado brasileiro à região fronteiriça”, explicou o ministro da Defesa.

Para dar conta da extensa área coberta, a Ágata 6 mobiliza significativo aparato militar. Ao todo, estão sendo empregados cerca de quatro caças F-5, seis A-29, dez helicópteros, dois veículos aéreos não tripulados (vants), 14 lanchas da Marinha, 40 embarcações do Exército, sete navios-patrulha, dois navios-hospitais, além de tanques e carros brindados.

Aproximadamente 7,5 mil homens dos comandos militares do Oeste, em Campo Grande, e da Amazônia, em Manaus, integram a linha de frente da operação. O aparato logístico, que dá apoio a esse efetivo, emprega outros 10 mil homens em atividades como transporte, saúde e alimentação. Parte dos militares dedica-se também à realização de atividades cívico-sociais, em apoio a comunidades carentes.

A Ágata 6 terá ainda o reforço de dez ministérios e 20 agências governamentais – entre as quais a Polícia Federal, a Receita Federal, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Ibama, o ICMBio (Instituto Chico Mendes), a Funai, a DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e a ANP (Agência Nacional do Petróleo) – que elevarão o efetivo total para cerca de 8 mil profissionais. Setores de segurança pública estaduais e municipais, como polícias militares e civis e guardas municipais, também foram mobilizados para atuar na operação.

Plano de fronteiras

Instituído por decreto nº 7.496/2011, da presidenta Dilma Rousseff, o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) prevê a realização intercalada de duas operações: Ágata, sob comando do Ministério da Defesa, e Sentinela, do Ministério da Justiça. Para isso, a cada edição os comandos militares desenvolvem planejamento no período que antecede o início do emprego das tropas.

Em 2011, foram realizadas três edições da Ágata, com o patrulhamento de 11.632 quilômetros, na extensão compreendida entre Chuí, no Rio Grande do Sul, e Cabeça do Cachorro, no Amazonas. Em maio, com a Ágata 4, quando foram percorridos mais 5.240 quilômetros até Oiapoque, no Amapá, as Forças Armadas concluíram toda a fronteira brasileira com os dez países sul-americanos.

No último mês de agosto, as Forças Armadas retomaram a ação do plano estratégico com a Ágata 5, desencadeada num trecho que cobriu do Chuí a Corumbá. Para o chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, o aparato militar amplia a sensação de segurança da população e coíbe ilícitos que vão além do tráfico de drogas, armas e contrabando.

“Em cada trecho há determinado tipo de delito. Enquanto no Sul verifica-se, por exemplo, roubo de animais e contrabando, no Centro-Oeste deparamos com o narcotráfico e no Norte do país a ação do garimpo, contrabando de madeira e tráfico de armas. O importante é que a Ágata permite às Forças Armadas produzir o mapeamento de todos os crimes transfronteiriços”, afirmou o general.

Resultados das operações

A cada edição da Ágata, aumenta a adesão de organismos, o que contribui para robustecer os resultados das operações. Nas três edições do ano passado, por exemplo, foram apreendidos 20 caminhões, 59 motos, 332 quilos de maconha, 19,5 quilos de cocaína e oito toneladas de explosivo. Já em 2012, apenas na Ágata 5 foram feitas 268 inspeções em embarcações e 41.301 veículos leves foram vistoriados. Cerca de 880 quilos de maconha e cocaína foram apreendidos, além de 11.730 quilos de explosivos.

Para o brigadeiro Ricardo Machado, chefe de Operações Conjuntas do EMCFA, a presença militar na fronteira sinaliza para as organizações criminosas que o governo está atento ao que acontece em cada região. O brigadeiro Machado explica que a operação Ágata utiliza armamentos com munição real, diferentemente do que ocorre na Operação Amazônia, ocorrida recentemente no Norte do país, que teve por finalidade adestrar as tropas.

“A Ágata é uma ação real. Os militares têm o poder de polícia numa área de até 150 quilômetros da linha de fronteira,” disse.

Ações cívico-sociais

Além do combate aos crimes na região de fronteira, a cada edição os militares promovem ações cívico-sociais (Acisos), com o objetivo de levar o atendimento médico-odontológico aos locais carentes. O balanço das cinco operações Ágata indica 14.598 serviços odontológicos e 18.798 atendimentos médicos. No período, 10 mil pessoas foram vacinadas e 181.022 medicamentos foram distribuídos.

FONTE: Ministério da Defesa

 

Treinamento foi acompanhado pelo ministro Celso Amorim, que assistiu de um platô as manobras no teatro de operação

 

Escoltados por dois navios-patrulha e dezenas de lanchas, fuzileiros navais se deslocam pelo leito do rio em direção à margem de terra firme de Paricatuba (AM). Em questão de minutos, as tropas tomam de assalto o pelotão especial de fronteira, enquanto o inimigo parte em retirada. As cenas que ocorrem no Rio Purus fazem parte da “Operação Amazônia 2012”, treinamento conjunto das Forças Armadas que tem por objetivo adestrar os militares brasileiros.

“É melhor que cinema”, comenta o ministro da Defesa, Celso Amorim, após assistir as manobras no teatro de operação do alto de um platô.

Nos céus, duas aeronaves Super Tucano metralham embarcações inimigas, enquanto helicópteros percorrem o trecho dando proteção às tropas em terra. Em pouco tempo, soldados do Exército substituem o efetivo dos fuzileiros navais. Dois caças F5 surgem para demonstrar a presença da Força Aérea. A ação termina com o lançamento de fardos por aviões.

Após assistir as manobras, o ministro Amorim deslocou-se à Escola Municipal Presidente Costa e Silva, onde presenciou atendimento médico-odontológico aos moradores da região. Marijane Gomes Coelho, 18 anos, que na última segunda-feira (24) recebeu o atendimento de emergência de profissionais de saúde da Marinha, acompanhou o marido Getúlio Oliveira da Silva, 34 anos, em nova visita ao local. Diagnosticado com infecção intestinal, ele recebeu medicação adequada e orientação de repousar em casa.

Em Iranduba (AM), município perto da capital amazonense Manaus, Amorim percorreu as dependências de um posto rodoviário municipal, onde ocorria uma ação cívico-social conjunta. No posto, os moradores puderam receber atendimento médico e odontológico, tirar carteira de identidade e proceder ao alistamento militar.

Durante o exercício militar realizado nos estados do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia – maior parte da região Norte do país –, cujo foco central é o adestramento das tropas, houve também a apreensão de sete embarcações que transportavam passageiros em excesso e armamentos.

Três delas transportavam armas ilegais e outras quatro levavam passageiros para comícios de políticos. Os barcos foram encaminhados para a polícia, junto com os proprietários. Inquéritos vão apurar as responsabilidades em cada caso.

O balanço foi relatado ao ministro da Defesa pelo comandante da Força Naval Componente (FNC), contra-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, na sede do Comando Militar da Amazônia (CMA), base da “Operação Amazônia 2012”.

Em quase 15 dias de ação pelos rios, rodovias e espaço aéreo, as tropas abordaram 159 embarcações, vistoriaram rodovias e tomaram conta do espaço aéreo em exercícios virtuais e reais. “Diferentemente das Operações Ágata, que tratam exclusivamente do patrulhamento das nossas fronteiras, a Operação Amazônia tem por objetivo preparar a tropa para a defesa da nação”, afirmou o ministro Celso Amorim.

Retomada de Paricatuba

Para acompanhar a movimentação militar no teatro de operações, o ministro Amorim se deslocou na manhã desta quarta-feira (26) para Paricatuba. Na companhia dos comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Força Aérea, brigadeiro Juniti Saito, além do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, o ministro conferiu o script da retomada de um posto do Exército por tropas de fuzileiros navais.

A cargo do general Eduardo Villas Bôas, comandante Militar da Amazônia, Amorim assistiu a treinos de substituição dos fuzileiros por tropas do Exército, exercício do Guia Aéreo Avançado (GAA), que consiste na ação de um militar em terra orientando ataque de aeronaves de caça, e o lançamento de suprimentos.

Do teatro de operações em Paricatuba, a comitiva seguiu para Iranduba. Na localidade situada na região metropolitana de Manaus, as Forças Armadas promoveram ações cívico-sociais de atendimento médico-odontológico e emissão de documentos às populações ribeirinhas de baixa renda. Estima-se que aproximadamente 1,5 mil cidadãos tenham sido beneficiados naquela região.

São Gabriel da Cachoeira

Celso Amorim aproveitou o deslocamento no Amazonas para conhecer o trabalho da 2ª Brigada de Infantaria de Selva. Sob o comando do general Sergio Liz Goulart Duarte, ela é o braço do Exército numa das regiões mais importantes do país. Denominada de Brigada Araribóia, chegou em São Gabriel da Cachoeira (AM), distante 850 quilômetros de Manaus, no começo do século 21. Hoje, sua ampliação reflete parte do processo de fortalecimento da fronteira brasileira. A unidade defende um quinhão de uma área de aproximadamente 11 mil km2 no território Norte do Brasil, atuando nas três maiores cidades do país em tamanho territorial: São Gabriel, Santa Isabel e Barcelos.

São Gabriel da Cachoeira contempla outra experiência das Forças Armadas. A partir de convênio com a Secretaria Municipal de Saúde, o Exército está à frente do Hospital de Guarnição. O relato feito pelo tenente-coronel Roberto Monteiro de Albuquerque mostra a dificuldade para levar o atendimento aos moradores da região. A maior dificuldade, segundo ele, é manter nos quadros da unidade hospitalar profissionais de saúde civis. “Dos 15 médicos que trabalham no hospital, 13 são militares. Se levarmos em conta os 17 médicos aqui na nossa região, apenas três são civis”, contou o diretor do hospital.

Ao fazer uma exposição para o ministro Amorim e sua comitiva, o general Sergio Liz Goulart Duarte destacou também as ações do comando da Brigada para a melhoria do relacionamento com as comunidades indígenas da região. O militar informou que há um bom trânsito com as mais diversas etnias.

Na visita à unidade militar, foi destacado também o trabalho desenvolvido pelas mulheres dos militares que vivem na região. Elas divulgam suas atividades por meio de redes sociais. Intitulado “Jovens Guerreiras”, o grupo tem ações na página www.facebook.com/jovensguerreiras.

FONTE/FOTO: Ministério da Defesa/Assessoria de Comunicação Social (Ascom)

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Cumprindo o calendário operativo da Força de Fuzileiros da Esquadra, o Comando da Tropa de Reforço e suas unidades subordinadas realizaram, no litoral sul capixaba, a Operação “SUBEX-REF 2012”. O exercício, iniciado em 2 de julho, envolveu 650 militares, 94 viaturas e equipamentos de engenharia, bem como diversos outros meios operativos, essenciais a um Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais, no que tange ao apoio ao combate e ao apoio de serviços ao combate.

O adestramento foi dividido em duas fases. Na primeira, as unidades adestraram-se isoladamente, buscando aprimorar-se na consecução de tarefas específicas em campanha. Em uma segunda fase, foi desenvolvido um tema tático, baseado em um planejamento anfíbio, com a representação do desembarque de uma brigada anfíbia e seu estabelecimento em terra.

Essa última fase foi caracterizada por grande dinamismo, com todas as unidades dispostas e manobrando na área de operações, de modo a prover os apoios correspondentes à situação tática vivenciada em cada momento. A evolução do combate foi conduzida por um grupo de controle, composto por militares do Comando da Tropa de Reforço, que contou, também, com recursos de simulação proporcionados pelo Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo e pelo Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia.

Dentre as atividades desenvolvidas, merecem destaque: o apoio ao desembarque a partir de meios navais e aeronavais, de dia e de noite; a evacuação e tratamento de feridos, com a montagem de todas as instalações de saúde terrestres previstas na doutrina de apoio de saúde nas operações anfíbias; a coleta e processamento de mortos em ação; o salvamento de viaturas; reabastecimento da tropa em progressão; manutenção em campanha; procedimentos com prisioneiros de guerra; operações de transposição de cursos d’água; ações de defesa QBNR; construção e remoção de obstáculos; emprego diurno e noturno de Carros-Lagarta Anfíbios (CLAnf) no mar, em terra e em cursos d’água; controle de trânsito na área de retaguarda de uma cabeça-de-praia; e outras operações de polícia apoiadas por cães de guerra.

O Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, Vice-Almirante (FN) Fernando Antonio de Siqueira Ribeiro, esteve presente na área do exercício, tendo constatado o esmero, a dedicação e o profissionalismo de todos os militares participantes dos inúmeros eventos realizados, ratificando a expectativa de prontidão operativa por parte das Unidades envolvidas.

FONTE: Nomar

Ágata 4

A presidente Dilma Rousseff autorizou, para este ano, a realização de mais três edições da Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras. A primeira acontece em maio, com patrulhamento numa faixa de 5 mil quilômetros. O ministro da Defesa celso Amorim, acompanhará o encerramento da ação, na qual serão utilizados 8,6 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. A Operação ocorrerá nas fronteiras com a Venezuela, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa.

FONTE: Correio Braziliense/Luiz Carlos Azedo

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A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou neste domingo o controle total da favela da Rocinha, a maior do Brasil e nas mãos dos traficantes de drogas há 30 anos, depois de uma operação que começou de madrugada com o apoio de blindados da Marinha e sem disparar um único tiro.

Além disso, as forças de ordem ocuparam as favelas vizinhas do Vidigal, com 11.000 habitantes, e a Chácara do Céu, bem menor e cuja pacificação não havia sido anunciada.

Depois de concluída a operação, cerca de mil moradores acompanharam uma cerimônia improvisada para hastear a bandeira do Brasil num ponto central da imensa comunidade, para simbolizar a recuperação deste território das mãos do crime organizado.

Os oficiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) hastearam a bandeira nacional e a do Estado do Rio de Janeiro entre aplausos e gritos de alegria. “Rocinha! Rocinha! Rocinha!”, cantavam os moradores, emocionados.

“Tenho o prazer de informar que a Rocinha e o Vidigal estão em nosso poder. Não houve nenhum incidente, nem um tiro disparado. Não temos informações sobre detidos ou material apreendido”, informou no início da manhã Alberto Pinheiro Neto, chefe do Estado-Maior da PM, em coletiva de imprensa.

O governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, felicitou os corpos de segurança e indicou que informou à presidente Dilma Rousseff sobre o êxito da operação.

“Estamos resgatando esta população que precisa de paz para criar seus filhos em paz, pessoas que querem viver com dignidade e qualquer acesso à vida digna passa pela paz”, indicou Cabral.

A polícia apreendeu vários fuzis, uma granada, munições e miras telescópicas, além de uma quantidade não determinada de maconha. Uma pessoa foi presa, embora por ora não esteja relacionado com os traficantes que as autoridades continuam procurando na favela.

“A vitória que o cidadão carioca teve hoje foi a libertação dessas pessoas, esse era o objetivo. Armas, drogas, munições, pessoas (procuradas) são importantes, mas devolver o território a quem não o possuía há 30 anos não é coisa pouca”, declarou o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame.

A ocupação da Rocinha, localizada no coração dos bairros ricos do Rio de Janeiro, começou por volta das 04h10 quando efetivos do BOPE e do batalhão de Operações de Choque entraram pelas vielas da comunidade, escoltados pelos blindados, já usados em outras operações similares, e pelo voo rasante de helicópteros.

As ruas semi-iluminadas ainda estavam desertas quando os policiais entraram e alguns moradores observavam das janelas de suas casas o avanço da tropa.

Ao fim da ocupação, os vizinhos exibiram bandeiras brancas, enquanto que, no Vidigal, foi hasteada a bandeira brasileira, como um símbolo da recuperação do território.

“A chegada da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) vai ser positiva para as novas gerações para dar fim ao tráfico de drogas. Quero que meus filhos não tenham contato com o tráfico, é uma maravilha”, expressou à AFP Carlos Alberto, de 51 anos, vizinho da Rocinha, que, ao contrário da maioria, decidiu falar com a imprensa.

Mas nem todos aplaudiram a ação. Um grupo de mulheres chorava à medida que os oficiais avançaram pelas ruas da Rocinha, constataram os jornalistas da AFP.

“Esperamos que a pacificação não seja apenas tirar os traficantes de droga, e sim que traga saneamento, educação, saúde e moradia”, declarou à AFP Raimundo Benício de Sousa, conhecido como “Lima”, um líder comunitário de 56 anos que tem uma imobiliária na favela.

Segundo Lima, no bairro “há gente vivendo em meio a baratas, urinando e defecando numa lata”, e por isso acha que “a pacificação tem que ter essa gente como prioridade”.

“Queremos que as pessoas sejam tratadas como dignidade, com respeito, que os que cometeram crimes vão presos, mas não sejam assassinados pela polícia”, declarou, por sua parte, William de Oliveira, presidente do Movimento Popular de Favelas, que usava uma camiseta com a inscrição “I love Rocinha”.

Nas ruas era possível sentir um forte cheiro de queimado, oriundo das motos que pertenciam aos bandidos para se deslocar dentro da favela e que agora, ante a ocupação da polícia, foram queimadas por eles.

Os traficantes também espalharam óleo pelas ruas com a infrutífera intenção de impedir o avanço dos blindados.

As autoridades calculam que 200 traficantes ainda permanecem dentro da favela, depois da prisão esta semana do chefe do tráfico da Rocinha, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, quando fugia escondido no porta-malas de um carro, junto com vários cúmplices e policiais corruptos que os protegiam.

É a primeira vez que os chefes do tráfico são presos antes da tomada de uma favela pelas autoridades.

Desde sexta-feira, os policiais se posicionaram fortemente armados nos principais acessos da região e, com fotos de suspeitos nas mãos, revistaram cada veículo – público ou particular – que entrava e saía do lugar.

A tomada da Rocinha, a 19a. que a polícia reconquistou das mãos dos traficantes, recorda a megaoperação policial-militar montada em novembro de 2010 para tirar o controle das favelas do Complexo do Alemão, onde vivem 400.000 pessoas. A ocupação aconteceu depois de vários dias de confrontos com os marginais que deixaram 37 mortos.

O Estado do Rio de Janeiro realiza desde 2008 uma corrida contra o relógio para pacificar os bairros carentes da cidade controlados por traficantes e milícias paramilitares antes do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Mais de 1,5 milhão de pessoas vivem em cerca de mil favelas no Rio, ou seja, um terço da população total.

“Estamos com medo, não sabemos o que vai acontecer. Eu rezo muito”, comentou Lima. “Só espero que quando a Copa do Mundo acabar não se esqueçam de nós”, concluiu.

FONTE: Terra

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No total, cerca de 3 mil homens participaram da operação, que contou com apoio de 6 blindados da PM (“Caveirão”), 18 blindados da Marinha, 4 helicópteros da PM e outros 3 da Polícia Civil. A “Choque da Paz” continuará durante o dia, apesar da retomada das favelas da Rocinha e do Vidigal sem resistência.

Fonte: O Globo/G1

 

 

Em fins de setembro, o polígono de tiro das Forças Armadas russas em Kapustin Yar, sediou o exercício “Tsentr-2011″ (Centro 2011). O adestramento envolveu forças da Rússia, Quirguistão, Casaquistão, Tajiquistão e Ucrânia. A primeira fase consistiu de reconhecimento do terreno e estabelecimento de linhas defensivas, com sistemas anti-foguetes. A fase seguinte foi a “batalha” propriamente dita. A fase final foi a neutralização das forças inimigas. As tropas atuaram em condições as próximas das que seriam encontradas em uma situação real, incluindo dificuldades de suprimentos e de ordem técnica. Dentre os sistemas de armas utilizados estiveram o “Smerch” e o “Iskander”, ambos em serviço também nas Forças Armdas venezuelanas. Fonte: Ministério da Defesa da Rússia.

 

 

Maurício Savarese

Por 12 dias, concluídos na sexta-feira (30), os fuzileiros navais fizeram em Formosa, no Estado de Goiás, seus principais treinamentos na área da capital federal, com veículos e armamentos variados à disposição de 2.100 militares. Ao todo, a operação custou cerca de R$ 5 milhões, a maior parte deles em mísseis com alcance de, no máximo, 17 km.

A simulação serve para o pronto-emprego de soldados em missões como a retomada do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, ou ações de segurança no Líbano –para onde um grupo de 15 fuzileiros navais partirá em 6 de outubro para auxiliar na fiscalização a embarcações suspeitas.

Os militares consideram o custo barato porque algumas das despesas seriam feitas de qualquer maneira com a tropa, com exceção do material empregado no transporte –a maioria dos participantes veio do Rio de Janeiro.

Entre os equipamentos usados, estavam helicópteros, carros de combate, blindados, veículos anfíbios, mísseis, artilharia e os recém-criados VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados). Também foram realizados treinamentos para neutralização de ataques nucleares, químicos e biológicos.
Armas reais

Toda a munição utilizada pelos fuzileiros no período é real e representou o maior custo da operação: aproximadamente R$ 3,5 milhões. Formosa fica a 80 km de Brasília e a área rural onde os treinamentos são feitos tem 52 km de extensão.

FONTE: UOL

Para outras fotos acesse: UOL Notícias fotos

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Entre 5 e 10 de setembro um dos Destacamentos de Ações de Comandos do 1º Batalhão de Ações de Comandos do Exército Brasileiro adestrou-se com a Força Aérea Brasileira, como parte do Curso de Ações de Comandos. As ações compreenderam lançamentos noturnos de carga a partir de um C-130 do 1º Grupo de Transporte de Tropa, estacionado na Base Aérea dos Afonsos; o estabelecimento de balizamento de emergência, possibilitando o pouso de tal aeronave naquele aeródromo; missões simuladas de Guia Aéreo Avançado, em conjunto com as aeronaves de ataque A-1, orgânicas do 1º/16º Grupo de Aviação baseados em Santa Cruz; e, por fim, saltos operacionais a partir de um HM-3 do 2ºBAvEx, utilizando diversas técnicas. Fonte: EB

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Militares que integram a Operação Ágata II prenderam na tarde dessa segunda-feira (19) dois homens de origem indígena transportando 3, 346 kg de maconha. M.X., de 19 anos, e A.F., de 20, viajavam em um ônibus fretado para transporte de indígenas que trabalham no corte de cana em usinas.

Segundo os acusados, a maconha teria sido adquirida em Coronel Sapucaia, fronteira com o Paraguai. Eles pretendiam levar a droga para o distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia (MS).

Os dois homens foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação ao tráfico, e encaminhados para o Epam (Estabelecimento Penal de Amambai).

FONTE: Correio do Estado

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, iniciou nesta segunda-feira uma visita surpresa ao Afeganistão, que coincidiu com o desparecimento de um soldado britânico no sul do país e o obrigou a modificar parte de sua programação.

Cameron, que chegou nesta segunda-feira a Camp Bastion, a principal base britânica e americana da província meridional de Helmand, segundo um jornalista da AFP, anulou um deslocamento em Lashkar Gah, capital da província, para que os helicópteros se concentrem nas operações de busca do soldado.

“O exército deve concentrar-se na necessidade mais importante de todas, que é ajudar a encontrar essa pessoa antes de se ocupar de deslocamentos”, declarou Cameron aos jornalistas, depois de chegar a Camp Bastion em uma aeronave da Royal Air Force. O primeiro-ministro britânico confirmou nesta segunda-feira, como indicaram recentemente jornalistas britânicos, que depois da retirada decidida pelos Estados Unidos, reduzirá o contingente britânico no Afeganistão, que conta atualmente com cerca de 9.500 homens.

Não informou a amplitude exata dessa nova retirada, e apenas mencionou um “número relativamente baixo” de soldados, e completou que falaria a esse respeito na quarta-feira diante do Parlamento.

Soldado britânico desaparecido no Afeganistão é encontrado morto

O soldado britânico que tinha desaparecido no sul do Afeganistão foi encontrado morto e seu corpo estava cheio de balas, informou nesta segunda-feira o Ministério da Defesa em Londres. O militar, cuja identidade não foi divulgada, tinha desaparecido na manhã desta segunda-feira na província de Helmand, no sul afegão, onde os militares britânicos mantêm sua base.

Uma fonte policial informou que o soldado foi encontrado “após uma extensa busca” por uma patrulha que o encontrou ferido por disparos, mas não precisou “a causa exata de sua morte”. Esta fonte oficial afirmou também que “as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento e a morte do soldado estão sendo investigadas”. Desde que se informou sobre seu desaparecimento, um grande dispositivo de busca foi mobilizado para encontrá-lo.

A fonte acrescentou que a família do soldado já foi informada sobre sua morte. Segundo a “BBC”, aparentemente o soldado saiu da base na manhã desta segunda-feira, algo considerado “bastante raro”. Por sua vez, um combatente talibã informou à emissora que os insurgentes capturaram um soldado estrangeiro e que, após um combate, o mataram, mas a “BBC” especificou que os talibãs às vezes fazem afirmações exageradas. O Reino Unido tem cerca de 9 mil militares mobilizados no Afeganistão.

FONTE/FOTO: AFP e EFE

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Blindados do CFN marcaram presença no local

Sem tiros e sem baixas, o morro da Mangueira, no Rio de Janeiro, foi tomado este final de semana, numa operação que durou cerca de cinco horas, por 750 homens das polícias Civil e Militar, além de fuzileiros navais.

Parte deles subiu a favela protegida em 14 veículos blindados, seis deles da Marinha e não houve reação do tráfico.

A favela, berço da Estação Primeira de Mangueira, é a 18ª a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora no Estado (UPP) e foi classificada pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, como um “local complexo, histórico”.

“Dificilmente as instituições policiais entravam numa área dessas sem haver troca de tiros.

Hoje se conseguiu isso sem disparar um tiro, sem ferir ninguém. A polícia chega mais uma vez para ficar”, afirmou Beltrame.

O secretário defendeu a estratégia de “guerra anunciada”, em que a ocupação tem hora marcada para começar.

“Hoje foi devolvido um território para 20 mil pessoas. Essa é indiscutivelmente uma vitória. A saída dessas pessoas (traficantes) as deixa vulneráveis, porque o espaço de actuação diminui e elas saem das áreas onde tinham domínio. E a polícia, atenta, vai atrás”, afirmou o secretário, que citou a prisão de Luiz Carlos Santino da Rocha, o Playboy, na semana passada, suspeito de ter derrubado um helicóptero da PM, em 2009.

A ocupação começou às 6 horas, antes de o dia amanhecer. Quatro helicópteros, dois deles blindados, sobrevoaram o morro e transmitiram imagens da favela para um centro de comando do Exército. Em seguida, os blindados subiram por diferentes acessos da Mangueira. Na entrada do Buraco Quente, onde funcionava a principal boca de fumo, moradores estenderam um pano branco com a palavra “paz”.

FONTE: Angolapress

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