Página 1 de 41234

Embarque CFN para Santos1

vinheta-especial-forteEmbarcaram hoje no NDCC Almirante Saboia, com destino ao porto de Santos, 220 Fuzileiros Navais do 3º Btl Inf Fuz Nav (Paissandu), uma parte desse contingente desembarcará no porto de São Sebastião. Trata-se de uma missão do Comando de Operações Navais – CON, com o objetivo de “ação de presença”. A tropa está equipada com veículos leves, armamentos como o fuzil M16A2 e metralhadora FN Minimi, além disso possui a capacidade de utilizar armas não letais como gás lacrimogênio, granadas de efeito moral, taser e todo o material necessário para missão de Operação de Controle de Distúrbios – OCD.

Fotos: Corisco

Coreia do Norte diz que armistício com Seul perdeu validade

Coreia-do-norte-kim-jong-un-e-soldados - foto Reuters via Veja

-

Decisão é uma resposta ao aumento das sanções da ONU impostas ao país e completa semana de ataques verbais e ameaças à Coreia do Sul e aos EUA

-

vinheta-clipping-forte1Após ameaças feitas nos últimos dias, a Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira que anulou os acordos de não agressão assinados em 1953 com a Coreia do Sul, que decretaram o armistício entre os países vizinhos após a Guerra da Coreia, iniciada três anos antes. A decisão é uma resposta à resolução do Conselho de Segurança da ONU que, um dia antes, ampliou as sanções já impostas ao país. As Coreias do Sul e do Norte jamais assinaram um acordo de paz para colocar um ponto final no conflito e, tecnicamente, ainda estão em guerra. Além disso, o regime do ditador Kim Jong-un prometeu fechar o único posto de fronteira entre os vizinhos, acabando com o contato direto entre os países. A medida impacta diretamente o trânsito de pessoas e de mercadorias.

A afirmação de que os acordos perderam a validade é o mais recente episódio de uma semana marcada pelo aumento da tensão com a Coreia do Sul e os Estados Unidos, país que o regime de Pyongyang ameaçou com um “ataque nuclear preventivo”. O governo americano declarou levar a sério a ameaça, mas ressaltou que a Coreia do Norte tem usado de uma “retórica extrema” nos últimos dias. Analistas políticos não acreditam que o governo norte-coreano tenha tecnologia suficientemente avançada para lançar um míssil com capacidade nuclear nos EUA a curto ou médio prazo, por isso, o desafio se insere mais nas habituais provocações belicistas do país.

Autodestruição – A troca de ataques verbais na península coreana se intensificou com o Ministério da Defesa da Coreia do Sul fazendo uma grave advertência nesta sexta: “Se a Coreia do Norte atacar a Coreia do Sul com uma arma nuclear, o regime de Kim Jong-un desaparecerá da Terra”, afirmou o porta-voz do Ministério, Kim Min-seok. O representante da Defesa disse que, “embora no passado a bomba atômica tenha sido utilizada duas vezes para pôr fim à Segunda Guerra Mundial, o ataque a uma sociedade livre e democrática, como a República da Coreia, não será perdoado pela humanidade”.

A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, também reiterou a intenção de “responder duramente” a futuras provocações da Coreia do Norte e assegurou que o país comunista enfrentará sua “autodestruição” se continuar com suas políticas militaristas.

Por outro lado, uma fonte militar manifestou à agência sul-coreana Yonhap que a unidade de artilharia da Coreia do Norte na frente ocidental aumentou seus exercícios desde o início do ano, com a mira voltada para Seul e seus arredores. Nas últimas semanas, EUA e Coreia do Sul também estão realizando manobras militares conjuntas na região e na segunda-feira iniciarão novos exercícios.

Sanções – A escalada de provocações da Coreia do Norte e sua ameaça sem precedentes de iniciar uma guerra nuclear estão diretamente relacionadas com o acordo, formalizado terça-feira passada pelos Estados Unidos e a China na ONU, para impor novas sanções ao regime comunista como retaliação a seu teste nuclear de fevereiro. O aumento das sanções foi aprovado nesta quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, por unanimidade.

Entre as medidas previstas estão um reforço das inspeções no país para impedir o tráfico de produtos ilícitos e bens de luxo, assim como restrições a três novas pessoas e duas empresas envolvidas em atividades ilegais.

FONTE / FOTO (via Reuters): Veja

Tagged with:
 

71º Batalhão de Infantaria Motorizado – Instrução de quadros

71 Batalhao de Infantaria Motorizado - Instrucao de quadros

No dia 15 de fevereiro, o 71º Batalhão de Infantaria Motorizado (Garanhuns-PE) realizou o Apronto Operacional da Força Guararapes. A atividade foi direcionada aos quadros do Batalhão, por ocasião do estágio preparatório para o corrente ano de instrução, com o objetivo de padronizar conhecimentos e procedimentos no âmbito da OM.

FONTE:
EB

 

2BIL-aciso-03-02-13-5 copy

Domingo, dia 03/02/2013, mais um encontro de praticantes de Airsoft foi realizado nas dependências do 2º BIL, em São Vicente/SP, para mais uma operação de MilSim.

Um grande número de participantes e equipes mais uma vez comparecerem abrilhantando o evento, entre elas a Black Ops Airsoft Team, Close Quarters Airsoft Team e Clube de Tiro Cubas Airsoft Team, entre  convidados de São Paulo e de Curitiba/PR.

2BIL-aciso-03-02-13-11 copy

No TO foram desenvolvidos simulações de patrulhas de risco e operação com unidades de caçadores. O 2º BIL era até poucos anos denominado 2º BC e muitos jogadores foram seus infantes no passado.

2BIL-aciso-03-02-13-9 copy

Este jogo foi incorporado uma inovação, uma operação ACISO (Ação Cívico-Social), cujo “ingresso simbólico” era doação de 1 Kg de alimentos não perecíveis para serem doados a intituição “Lar de Amparo Vovó Walquiria” em São Vicente/SP, uma associação de amparo e apoio a idosos carentes e sem local para ir http://vovowalquiria.blogspot.com.br/,

Os idosos e mantenedores do lar ficaram muito contentes com a visita, carinho e apoio dos jogadores e do Exército Brasileiro.

Agradecemos a todos os participante e tembém ao Comando, Oficiais e Praças do 2º BIL, Batalhão Martin Afonso, o “Sentinela da Baixada” e em especial ao 1º SGT INF Anderson pela possibilidade da simulação militar e da ação cívico social ao lar Vovó Walquiria, o qual nos deixou muito felizes.

Foi mais um grande dia, praticando airsoft/MilSim e ainda ajudando e prestando uma ajudas a uma instituição que ajuda muitos seres humanos, ou seja foi “One fine Day” ..

2BIL-aciso-03-02-13-21 copy

2BIL-aciso-03-02-13-55 copy

 

2BIL-aciso-03-02-13-31 copy

2BIL-aciso-03-02-13-26 copy

2BIL-aciso-03-02-13-37 copy

2BIL-aciso-03-02-13-66 copy

2BIL-aciso-03-02-13-45 copy

2BIL-aciso-03-02-13-58

2BIL-aciso-03-02-13-48 copy

2BIL-aciso-03-02-13-2 copy

ACISO – Lar Vovó Walquiria

aciso-7

aciso-6

aciso-2

Fotos: Fabiana S. M. Lopes, Marcelo ‘MO’ Lopes, Richard Coatsworth, Jerry Masson e Sgt Anderson

 

 

Imagens: Depois da guerra

O portal The Atlantic publicou uma coletânea de fotosdos primeiros anos lógo após o fim da Segunda Guerra Mundial. As imagens mostram a derrota nazista, os tribunais e a punição de criminosos de guerra, o retorno dos veteranos para casa, a reconstrução de cidades bombardeadas como Londres e Hiroshima após o primeiro ataque nuclear da História, e mesmo os promórdios de objetos comuns, como uma das primeiras televisões produzidas em série e o primeiro computador.

s_w01_99-02957

s_w02_htandart

s_w04_3d09a420

s_w05_60720069

s_w08_50526039

s_w09_51105045

s_w10_50302370

s_w12_50528046

s_w14_70601035

s_w16_60121064

s_w17_06150111

s_w18_02267651

s_w19_50607031

s_w21_08241199s_w22_50525030

s_w25_50606023

s_w30_01010822

s_w35_60528189

s_w42_50609039

FONTE E MAIS IMAGENS: The Atlantic

VEJA TAMBÉM:

 

Vídeo: Dia da Bandeira

Tagged with:
 

Santos discute com líder das Farc e dois guerrilheiros morrem em bombardeio

 

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, respondendo ontem às críticas do líder guerrilheiro Iván Márquez ao programa agrário do governo, disse que o processo de restituição de terras a camponeses está privando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de uma de suas bandeiras políticas. Na quinta-feira, durante a instalação oficial do diálogo de paz, na Noruega, Márquez afirmou que a medida é uma “armadilha” e a entrega de escrituras aos camponeses é uma tentativa de obrigá-los a vender suas terras a multinacionais. Ainda ontem, Bogotá informou que duas pessoas morreram em um bombardeio do Exército, na terça-feira, contra um acampamento das Farc.

FONTE/FOTO: O Estado de São Paulo, via Resenha do EB/midiario

Tagged with:
 

Com crise, Espanha estocará 53 Leopard 2A4

Com a crise econômica na Espanha, os planos de conversão de parte da frota de carros de combate foi convertido em plano de armazenamento. A conjuntura atual modificou o que estava previsto no Plano de Redistribuição de Carros de Combate de 2008, que previa a conversão de parte dos carros de combate  Leopard 2A4 em unidades lança-pontes e em veículos de engenharia.

Em dezembro de 2011 foi aprovado o Plano de Armazenamento de Longa Duração de Carros de Combate Leopard 2A4 excedentes. A primeira fase deste programa será concluída em 31 de dezembro deste ano.

Em função disso, os 53 carros provenientes da “Brigada de Infantería Mecanizada” “Extremadura” XI (Badajoz) e da “Brigada de Infantería ligera” “San Marcial” V (Vitoria) foram concentrados no Destacamento de Apoio Logístico  nº 41 em Casetas (Zaragoza), onde serão submetidos a trabalhos de manutenção para preservação em condições operativas por, pelo menos,  cinco anos.

FONTE: fuerzas armadas

Tagged with:
 

Por dentro do Black Hawk

 

 

Na última segunda-feira (20), o conselheiro de Estado da China, Dai Bingguo, concordou em conceder uma entrevista por escrito ao jornal russo “Rossiskaia Gazeta” antes da convocação da sétima rodada de consultas sobre segurança estratégica China-Rússia. Além de abordar a parceria com a Rússia e táticas para resolução do conflito sírio, diplomata chinês comentou sobre possíveis caminhos para convivência pacífica com os EUA.

Rossiyskaya Gazeta: É de conhecimento geral que as relações sino-russas alcançaram níveis sem precedentes nos últimos anos e os dois países tornaram-se verdadeiros parceiros estratégicos. No futuro, quais são as principais áreas em que as partes pretendem fortalecer os laços

Dai Bingguo: A China e a Rússia estão passando por uma fase importante. Ambas as partes apresentam boas oportunidades de desenvolvimento, além de complementares. Por serem os principais parceiros em termos de cooperação, o relacionamento bilateral tem um potencial enorme. E os dois países devem permanecer firmes no desenvolvimento de um amplo relacionamento estratégico

No futuro próximo, a tarefa central é implementar planos de desenvolvimento para as relações sino-russas ao longo da próxima década, bem como fazer com que seus líderes cheguem a um consenso sobre as perspectivas de cooperação.

Entre as atividades a serem colocadas em prática, devemos ampliar o apoio político mútuo para preservar nossas respectivas soberanias nacionais, segurança, desenvolvimento e outros interesses centrais.

Também é preciso aproveitar ao máximo a cooperação pragmática, sobretudo em grandes projetos estratégicos, aumentando a qualidade e a escala da parceria econômica, e esforçando-se para alcançar a meta de US$ 100 bilhões em comércio bilateral antes de 2015.

Além disso, devemos aumentar o intercâmbio cultural, sobretudo entre os jovens, aprofundando a compreensão mútua e a amizade entre os povos, assim como fortalecer a coordenação em assuntos internacionais. Nosso trabalho conjunto deve promover o desenvolvimento da ordem internacional em uma direção mais justa e ponderada, incentivando a paz, a segurança e a estabilidade não só da região, mas do mundo inteiro.

RG: A Rússia e a China têm assumido uma postura consistente em votações sobre a Síria na ONU, atitude condenada por alguns países ocidentais. Que medidas a China deve adotar na próxima reunião das Nações Unidas?

DB: A situação síria torna-se cada vez mais grave, pois a crise continua atenuada e gera preocupação em todos nós. A China se opõe e condena todas as formas de terrorismo e quaisquer atos de violência contra civis inocentes.

Para resolvermos o problema de uma vez por todas, devemos nos concentrar em uma solução política, e pressionar todos os lados a aceitar o cessar-fogo imediato. O comportamento da comunidade internacional sobre a questão da Síria deve respeitar os objetivos e princípios da Cartilha das Nações Unidas e as normas básicas das relações internacionais.

É preciso ajudar a acalmar a situação tensa na Síria, promover o diálogo político, resolver o conflito e preservar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

A China não tem interesses próprios nessa questão e sempre manteve uma posição justa e objetiva. Respeitamos a escolha do povo sírio, sem tomar partidos, e somos contra interferir na política interna de outros países e forçar a mudança de regime.

Com responsabilidade e compromisso, assumimos uma postura ativa na promoção de negociações de paz. Participamos de forma construtiva das discussões da ONU, utilizando a nossa posição para apoiar e cooperar com os esforços de mediação de Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga dos Países Árabes.

Realizamos todos os esforços possíveis para implementar as resoluções do Conselho de Segurança e do relatório apresentado pelos ministros das Relações Exteriores do Grupo de Ação sobre a Síria.

RG: Como o lado chinês vai responder à mudança estratégica dos Estados Unidos em direção à região Ásia-Pacífico? 

DB: A crise financeira internacional ainda apresenta consequências profundas e a recuperação da economia mundial caminha a passos lentos.

Nesse contexto, a Ásia-Pacífico mantém um ritmo de crescimento relativamente estável e rápido e as perspectivas são geralmente boas, tornando a região uma importante força motriz da recuperação e do crescimento da economia mundial.

Esse é o resultado dos esforços coletivos dos países dessa área, e reflete o fato de que a paz, a estabilidade e o desenvolvimento são tendências comuns na região.

Esperamos que os Estados Unidos estejam em sintonia com as tendências atuais da Ásia-Pacífico, bem como alinhados com as aspirações dos países da região. É preciso preservar a estabilidade, reforçar a cooperação e estabelecer um desenvolvimento comum. Temos expectativa de que os EUA respeite e proteja os interesses e as preocupações legítimas desses povos, e que contribua para sua estabilidade e prosperidade.

Os EUA estão de um lado do Oceano Pacífico e China está do outro. Ambos devem trabalhar em conjunto, explorar modelos de ganho mútuo e de convivência pacífica, concorrência construtiva e interação positiva na região Ásia-Pacífico.

FONTE: Gazeta Russa

 

O Tribunal Constitucional alemão autorizou o exército a utilizar meios militares no território nacional para lutar contra eventuais atentados de “proporções catastróficas”, pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em uma decisão anunciada nesta sexta-feira.

Até agora, a intervenção armada em território alemão em caso de ameaças de atentado estava reservada às forças de segurança, separando claramente as operações de defesa nacional do exército e as operações de segurança interna devido aos temores herdados do regime nazista.

Segundo a decisão do Tribunal Constitucional, baseado em Karlsruhe (sudoeste), o exército pode intervir agora no território “em caso de situação excepcional de natureza catastrófica”, uma decisão inédita desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Esta autorização exclui, no entanto, “os perigos que possam proceder de uma multidão que se manifesta”.

O exército tampouco está autorizado a derrubar um avião com civis a bordo que tenha sido sequestrado por terroristas. Só está autorizado a realizar disparos de advertência para obrigá-lo a pousar.

A mobilização da força armada é possível apenas como “último recurso”, segundo a Lei fundamental alemã. Pertencerá ao governo em seu conjunto estimar os casos de extrema urgência justificando tal operação, uma tarefa que não poderá ser delegada ao ministro da Defesa.

FONTE: Terra Notícias

 

Novos terminais táticos para comunicações militares via satélite serão utilizados nas operações de patrulhamento das fronteiras brasileiras. A “estreia” desses equipamentos, entregues recentemente ao Ministério da Defesa (MD), deverá acontecer na próxima edição da Operação Ágata, de combate a ilícitos nas fronteiras.

Transportáveis e com recursos avançados de transmissão, os terminais ampliam a capacidade de comunicação das Forças Armadas em operações militares. “Com esses equipamentos, é possível ter acesso a telefone, internet, videoconferências, trocas de dados e acessos a sistemas remotos nos locais mais longínquos”, afirma o coronel reformado Edwin Pinheiro da Costa, chefe da Seção de Telemática do MD.

Ao todo, 31 novas estações do tipo “Fly Away” foram incorporadas ao Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) do Ministério da Defesa, a um custo unitário de US$ 157 mil. Os equipamentos foram fornecidos pela companhia espanhola Indra, encarregada de colocar em funcionamento tanto os terminais (navais e terrestres), quanto o sistema de gestão da rede.

A principal vantagem dessas estações é seu desdobramento rápido, garantindo facilidade para serem transportadas e instaladas. Cada estação tem antena de 1,8 m, pesa em torno de 400 kg e pode ser montada em menos de 20 minutos. O sistema tem capacidade de transmissão de dados de quatro megabytes por segundo (4Mbps).

“Trata-se de um equipamento muito flexível”, garante o coronel Edwin Pinheiro. “Contamos hoje com 13 desses terminais instalados em navios da Marinha, o que possibilita a comunicação por satélite mesmo quando as embarcações estão se deslocando em alto-mar”, completa.

Segundo ele, o sistema tem sido largamente utilizado no Brasil e também no exterior, inclusive pelas forças de paz brasileiras que atuam no Haiti, onde estão instaladas três unidades.

 

Satélite próprio
Com o novo lote fornecido pela Indra, as Forças Armadas brasileiras passam a dispor de um total de 87 termináveis transportáveis. Pela falta de um satélite próprio brasileiro, no entanto, menos da metade deles pode ser usada simultaneamente, inibindo maior possibilidade de cobertura do território nacional.

Hoje, o segmento espacial do SISCOMIS está baseado no aluguel de uma faixa exclusiva (Banda “X”) dos satélites C1 e C2 da companhia Star One, subsidiária da Embratel, de capital externo. De acordo com o chefe da Seção de Telemática do Ministério da Defesa, a perspectiva de lançamento, para 2014, de um satélite geoestacionário brasileiro deverá mudar esse cenário, passando o governo brasileiro a ter total controle do satélite.

“Quando o governo brasileiro tiver o controle operacional e tecnológico do satélite a ser criado pela Telebrás, poderá ampliar sensivelmente a potência utilizável e possibilidade de cobertura desses equipamentos, inclusive com feixe deslocável, aumentando a flexibilidade do sistema”, prevê o coronel Edwin.

“Poderemos utilizar todos os nossos terminais transportáveis simultaneamente, além de terminais de pequeno porte, como os do tipo manpack e de submarinos, o que possibilitará maior controle e independência de nossas comunicações militares”, conclui.

FONTE: Ministério da Defesa

 

Grupo afirma que líder venezuelano teria buscado convencer Militares a impedir impeachment de Lugo

 

João Domingos

Em busca de apoio do Brasil para o governo de Federico Franco, uma comissão do Congresso e de empresários paraguaios acusou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de ter tentado levantar os Militares do Paraguai contra os congressistas, para impedir o impeachment de Fernando Lugo, na semana passada.

Os senadores Miguel Saguier (Partido Liberal Radical) e Miguel Carrizosa (Movimento Pátria Querida) e o deputado Davi Ocampo (União Nacional de Cidadãos Éticos) afirmaram que, na quinta-feira, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, visitou os quartéis paraguaios e propôs aos Militares que cercassem o Congresso para evitar o processo. “As Forças Armadas nos disseram que Maduro pregou a sublevação”, disse Carrizosa. O impeachment foi votado na sexta-feira à tarde.

“Ao contrário do que ocorreu no Brasil no impeachment de Fernando Collor (1992), no Paraguai o presidente não é afastado das funções quando a ação tem início. Lugo continuou chefe das Forças Armadas depois da autorização (da Câmara) para que o Senado o processasse. Ele poderia ter atropelado o Congresso para impedir a decisão dos senadores”, continuou Carrizosa.
Já Saguier, disse que o processo foi legal e sua rapidez ocorreu porque havia o risco de que Lugo ordenasse aos Militares que impedissem a reunião do Senado. “Corríamos o risco de ter dois presidentes: Lugo e Chávez.”
Os três parlamentares paraguaios rejeitaram qualquer comparação do processo de afastamento de Lugo com o golpe que depôs Manuel Zelaya (em junho de 2009), em Honduras.
“Lá, sequestraram o presidente, que estava de pijamas, e o mandaram para outro país. Quem assumiu o governo foi o presidente da Câmara. No Paraguai, o vice-presidente assumiu o governo depois da saída de Lugo. Ele também foi eleito. Se tem alguma semelhança, é com o processo brasileiro”, disse o senador Carrizosa.

Acompanhados de representantes da embaixada do Paraguai no Brasil, os congressistas paraguaios almoçaram com uma comissão da Frente Parlamentar da Agropecuária, que representa cerca de 230 parlamentares brasileiros.

O presidente da comissão, Homero Pereira (PSD-MT), manifestou apoio aos colegas vizinhos e ao novo governo do Paraguai. “Estamos solidários ao novo governo paraguaio. Fomos informados de que todos os ritos foram seguidos e foram respeitadas todas as normas institucionais”, afirmou.

Os paraguaios disseram ainda que “95% da população” é a favor do impeachment de Lugo e lembraram que nas votações que depuseram o presidente, 76 dos 80 deputados e 39 dos 45 senadores apoiaram a sua saída.

Eles afirmaram ainda que o Paraguai passa por um momento de tranquilidade, como se nada tivesse acontecido, e não há censura, estado de sítio ou presos políticos no país.

Brasiguaios. O recém-empossado presidente paraguaio afirmou ontem que se encontrou com uma comissão de brasiguaios – brasileiros emigrados ao Paraguai que possuem terras no país vizinho, nas proximidades da fronteira com o Brasil.

De acordo com Franco, os representantes do setor afirmaram que os brasiguaios expressaram seu apoio “por unanimidade” ao novo governo.

FONTE: O Estado de S. Paulo, via resenha do EB

 
Página 1 de 41234