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vinheta-clipping-forte1As Forças Armadas brasileiras poderão intensificar a cooperação com a Espanha nos setores de desastres naturais e defesa cibernética, entre outros. O tema fez parte da reunião bilateral entre o ministro da Defesa, Celso Amorim, e o colega espanhol Pedro Morenés Eulate, ocorrida hoje em Brasília (DF).

Na reunião, o ministro espanhol revelou interesse numa aproximação com o Brasil e outros países sul-americanos para tratar especificamente do apoio em questões de desastres naturais. Por sugestão de Amorim, prontamente aceita por Morenés, o tema será objeto de cooperação bilateral – que poderá, futuramente, ser estendida aos outros países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Mais adiante, Morenés manifestou interesse, também, no setor de defesa cibernética, considerado como “área de cooperação prioritária”. Celso Amorim citou a experiência do país na criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, já em funcionamento, e concordou em aprofundar a troca de conhecimentos nesse campo.

Durante a reunião, os dois ministros destacaram a crescente aproximação entre suas respectivas indústrias de defesa, inclusive em processos de licitação de interesse mútuo. E reafirmaram a disposição em estender ao setor de defesa a “intensa” relação econômica e política que os países mantêm entre si.

espanha_interna4Após o encontro, Amorim e Morenés assinaram comunicado conjunto onde destacam a cooperação entre os dois países no sentido de assegurar a continuidade e o intercâmbio na área de defesa. Morenés mostrou-se interessado em projetos que o governo brasileiro vem desenvolvendo com a Marinha, o Exército e a Aeronáutica.

“O Brasil decidiu ampliar sua capacidade operacional em defesa” e a Espanha “quer estar ao seu lado”, compartilhar experiências e explorar as possibilidades de cooperação que existem na indústria de defesa e no meio militar, disse o ministro espanhol.

Reunião bilateral

A visita do ministro Morenés é desdobramento do encontro da presidenta Dilma Rousseff com governantes espanhóis, ocorrida em novembro do ano passado em Madri.

Coube ao ministro brasileiro iniciar a exposição com relato de temas que interessam aos dois países. Amorim destacou, por exemplo, o trabalho de revitalização dos aviões P3 Orion e da aquisição das aeronaves C-295 CASA, que no Brasil têm a denominação de C-105 Amazonas.

Na reunião, Amorim e Morenés abordaram também o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper) da Marinha do Brasil, em que há interesse espanhol no fornecimento de embarcações, e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) do Exército Brasileiro.

Os dois ministros conversaram ainda sobre a importância de fortalecer o intercâmbio entre militares das respectivas Forças Armadas. Ao final do encontro, Amorim reiterou o convite para que se realizem visitas de alto nível do Ministério da Defesa espanhol ao Brasil. Morenés, por sua vez, informou que estará representado na feira LAAD Security & Defence, que acontece em abril no Rio de Janeiro, pelo Diretor Geral de Armamento e Material de seu país.

Leia aqui a íntegra do comunicado conjunto dos ministros da Defesa do Brasil e da Espanha.

FONTE: Ministério da Defesa

valerie_internapequena2vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu nesta ontem a subsecretária-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos.

Durante o encontro, de aproximadamente 30 minutos, as autoridades examinaram as principais crises humanitárias em curso no mundo – em particular, no Oriente Médio e na África – e a importância do treinamento adequado, inclusive em matéria humanitária, dos militares designados para missões internacionais de paz da ONU.

Valerie Amos citou a valiosa experiência brasileira no Haiti, onde o país exerce o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti – Minustah, como exemplo positivo de lições que as Forças Armadas brasileiras podem a compartilhar com a comunidade internacional.

Celso Amorim expressou disposição em estender sua cooperação com a ONU, não só com experiência, mas também com a preparação de militares. Citou, em particular, a disponibilidade do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil – CCOPAB, no Rio de Janeiro, em receber militares de terceiros países designados para missões de paz. “Sem dúvida, nossas experiências no Haiti podem ser transmitidas”, disse o ministro.

O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários dirigido por Valerie Amos faz parte da Secretaria-Geral da ONU e é responsável por reunir todos os atores humanitários para garantir uma resposta coerente em emergências. Segundo informações do órgão, o Escritório garante a estrutura em que cada ator possa contribuir para o esforço global de resposta humanitária.

Sua missão é mobilizar e coordenar eficazmente a ação humanitária em parceria com atores nacionais e internacionais, para aliviar o sofrimento humano em desastres e emergências; defender os direitos das pessoas em necessidade; promover a prevenção de desastres e soluções sustentáveis aos mesmos.

FONTE: Ministério da Defesa

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Brasília, 07/03/2013 – Um relatório contendo detalhes sobre a segurança das estruturas estratégicas da Copa do Mundo 2010 foi entregue ao governo brasileiro pelo Ministério da Defesa da África do Sul. As informações serão utilizadas no preparo do planejamento da Copa Fifa 2014 que acontecerá no Brasil.

A disposição do governo sul-africano em cooperar com o Brasil foi externada, hoje (7), pelo vice-ministro de Defesa, Thabang Makwetla, ao ministro Celso Amorim, no encerramento da 1ª Reunião do Comitê Conjunto Brasil-África do Sul.

“Ao oferecermos ajuda ao Brasil manifestamos o desejo que possa realizar a Copa 2014 com muito sucesso, e que a seleção de vocês vença para que a Copa fique com o país do sul”, disse Makwetla. “É bom lembrar também que a seleção da África do Sul estará aqui e terá um desempenho melhor do que foi em 2010. Quem sabe possamos ter Brasil e África do Sul na final”, afirmou Makwetle, provocando risos entre os participantes de cerimônia.

Após a reunião, o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, disse que já dispõe de informações sobre como as autoridades da África do Sul planejaram o setor de defesa para a competição esportiva ocorrida há três anos. “Recebemos um relatório muito bom do governo sul-africano”, contou o militar.

Cooperação Brasil-África do Sul

A reunião de encerramento foi marcada pela assinatura de documentos nos quais Brasil e África do Sul se comprometem a ampliar a cooperação entre as Forças Armadas respectivas. O vice-ministro ressaltou em seu discurso o bom relacionamento entre as duas nações e a necessidade de melhoria dos sistemas de defesa daquele país.
“Essa primeira reunião do comitê é muito importante. O processo com o Brasil vem se intensificando desde 1994, e devemos ampliar ainda mais”, destacou Makwetla.

O vice-ministro contou ainda que essa integração também se dá com a participação dos países em dois blocos multilaterais: IBAS (Índia, Brasil e África do Sul) e BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Makwetla informou da expectativa do governo sul-africano para a reunião do BRICS no final de março. A cúpula deve ocorrer em Durban, na África do Sul.
Na ocasião, o sul-africano destacou também a cooperação das Forças Armadas dos dois países no sentido de permitir o tráfego seguro de navios no oceano Atlântico. “Tenho certeza que essa reunião permitirá o fortalecimento de nossas instituições do setor de defesa”, afirmou o ministro que, mais adiante, contou que o governo irá participar da LAAD 2013, feira internacional de defesa e segurança que acontecerá no próximo mês no Riocentro, Rio de Janeiro.

Da parte do Brasil, o ministro Amorim afirmou que estava satisfeito com os resultados da conferência dentro do ambiente de cooperação Sul-Sul. O ministro contou que tem enorme carinho para com a África do Sul, e que essa admiração vem desde a época em que era ministro das Relações Exteriores no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amorim espera que os dois países possam realizar exercícios semelhantes com as Forças Terrestre e Aérea, seguindo as mesmas diretrizes das realizadas com a Marinha.

“Essa reunião se seguirá por outras, em benefício da paz no Atlântico Sul e no mundo. É uma reunião histórica do nosso comitê conjunto de defesa”, afirmou Amorim.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do Ministério da Defesa / FOTO: Felipe Barra

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vinheta-clipping-forte1Teve início na manhã de ontem (05), no edifício-sede do Ministério da Defesa (MD), a 1ª reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-África do Sul. Até a próxima quinta (7), militares das Forças Armadas dos dois países e servidores civis vão trocar experiências sobre as respectivas indústrias de defesa e debater possibilidades de cooperação. As conclusões servirão de base para as próximas reuniões do comitê.

O evento foi aberto pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. Além de dar as boas-vindas à comitiva sul-africana, o ministro ressaltou a importância de se aumentar a cooperação bilateral. Na avaliação de Amorim, Brasil e África do Sul são parceiros de grande potencial. Ambos constituem grandes democracias multiétnicas de influência central em suas regiões, defensoras de uma ordem multipolar, com inclusão dos países emergentes na governança global. Segundo o ministro, esse potencial está comprovado pelo projeto do “A-Darter”, míssil ar-ar de quinta geração desenvolvido conjuntamente entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Força Aérea Sul-africana. Os novos mísseis, cuja produção terá início ainda em 2013, vão ser utilizados pelas aeronaves F-5M da FAB e por aeronaves Gripen sul-africanas.

Após a abertura do evento, os trabalhos começaram com a apresentação da estrutura do MD e de alguns dos projetos prioritários da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Na ocasião, mapas mostraram a reestruturação das organizações militares pelo país, atendendo à diretriz da Estratégia Nacional de Defesa (END) de “adensar a presença das unidades das Forças nas fronteiras”.

africadosul_interna2Novos batalhões e brigadas em áreas ribeirinhas, aquisição e modernização de equipamentos, além de sistemas de monitoramento, como o de gerenciamento da Amazônia Azul, da Marinha, e o Sisfron, do Exército, foram alguns dos exemplos citados de iniciativas para prover o país de mais capacidades de defesa.

Houve, também, um breve resumo sobre a LAAD Defence and Security – maior feira de defesa e segurança da América Latina, que este ano acontecerá na primeira quinzena de abril, no Rio de Janeiro. Representantes da África do Sul foram convidados para o evento e tiveram sua provável presença valorizada pelo Brasil. Até o momento, ministros de defesa de 14 países já confirmaram participação. A expectativa é de receber até 65 delegações estrangeiras.

Ao fazer sua exposição, a comitiva estrangeira – sob a coordenação do comandante da Força Aérea, tenente-brigadeiro Fabian Msimang – apresentou as bases da estratégia de defesa sul-africana, de garantia de proteção e das capacidades de defesa efetiva do país e sobre como são desenvolvidas as operações conjuntas. Para os sul-africanos, “é fundamental a proteção das vias marítimas, terrestres e aéreas”.

africadosul_interna1Representantes da South African Aerospace Maritime and Defence Industries Association (AMD), única associação reconhecida como entidade comercial da indústria de defesa da África do Sul, falaram sobre a capacidade do país na produção de helicópteros, navios e veículos-aéreos não tripulados (VANTs).

Sobre o assunto, a AMD informou que uma nova geração de VANTs está em andamento. Segundo a associação, os veículos entrarão em teste entre junho e julho deste ano. As aeronaves têm resistência de 16h e são adaptadas com mísseis, diferencial tecnológico da companhia sul-africana.

Presidida pelo chefe de Assuntos Estratégicos do MD, almirante de esquadra Carlos Augusto de Sousa, a 1ª reunião do Comitê Conjunto de Defesa Brasil-África do Sul deverá ser encerrada na manhã de quinta-feira. Ao final do encontro bilateral, será assinada ata com os resultados das discussões travadas ao longo dos três dias.

FONTE: Ministério da Defesa

18/01/2003 – Começa hoje (18) mais uma campanha de alistamento militar. Este ano as peças publicitárias associam os desafios típicos do cotidiano com os enfrentados na carreira militar. Além do rádio e da televisão, o Ministério da Defesa vai promover ações específicas de comunicação nas mídias sociais (Twitter e Facebook) – canais muito utilizados pelos jovens, público-alvo da campanha. Vale lembrar: jovens do sexo masculino, nascidos em 1995, têm até o dia 28 de junho para comparecer à Junta de Serviço Militar mais próxima de suas residências. Confira no link abaixo o filme da campanha.

DIVULGAÇÃO: Assessoria de Comunicação Ministério da Defesa

Mensaleiro sem medalha

Militares da reserva enviaram um ofício ao comandante do Exército, general Enzo Peri, pedindo a cassação da Medalha do Pacificador concedida ao ex-presidente do PT José Genoíno, condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do mensalão. Genoíno recebeu a condecoração em 2003. Oito anos depois, ganhou a Medalha da Vitória do então ministro da defesa, Nelson Jobim, de quem era assessor. O decreto que regulamenta a concessão da honraria dada prevê que perderá o premio quem tiver sido condenado por crime contra soberania nacional ou contra o Érario – caso dos condenados do mensalão. A decisão é exclusiva do general Enzo, que ainda não se manifestou.

FONTE/FOTO: Veja, via Notimp/O Globo

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A presidente Dilma Rousseff relutou em aceitar a demissão de José Genoino, condenado no julgamento do mensalão, segundo o Palácio do Planalto. Ex-presidente do PT, Genoino ocupava cargo de assessoria no Ministério da Defesa. Na terça, foi condenado por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal e pediu exoneração.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, Dilma havia decidido, ao ser informada do pedido, que “o governo não demitiria o assessor, pois não havia, àquela altura, nenhuma razão para fazê-lo”. Ela teria comentado que “lamentava o fato de uma pessoa da estatura de Genoino estar naquela situação”.

Segundo a versão do Planalto, a presidente teria aceitado o pedido na quarta, após insistência de Genoino. A demissão do petista foi publicada no “Diário Oficial” de quinta.

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Dilma contrariou Celso Amorim e tentou impedir saída de Genoino do governo

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Presidenta telefonou ao ex-presidente do PT para dizer que não via razão em sua demissão – exoneração só foi aceita após o ex-assessor da Defesa anunciar decisão

A presidenta Dilma Rousseff contrariou o ministro da Defesa, Celso Amorim, e se recusou a demitir o ex-presidente do PT José Genoino do cargo de assessor especial do ministério logo depois de ele ser condenado por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O iG apurou que, além de contrariar Amorim, Dilma telefonou pessoalmente para dizer a Genoino que não aceitaria sua demissão. A exoneração só foi aceita depois que o próprio Genoino anunciou publicamente que deixaria o cargo.

Hoje, a Secretaria de Comunicação Social divulgou a seguinte nota: “Na noite do dia 9 de outubro, terça-feira, a presidenta foi informada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, sobre pedido do assessor José Genoino, que queria ser demitido pelo governo. A presidenta respondeu ao ministro que o governo não demitiria o assessor, pois não havia , àquela altura, nenhuma razão para fazê-lo, e comentou que lamentava o fato de uma pessoa da estatura de Genoino estar naquela situação”.

Segundo pessoas próximas a Genoino, a história foi diferente. Amorim teria ido até Dilma na terça-feira, logo depois da confirmação numérica de que Genoino seria condenado, para consultar a presidenta sobre o destino do petista. Até então Genoino não tinha intenção de entregar o cargo.

FONTES: Folha de São Paulo e IG

FOTO: Agência Brasil (José Genoino, já assessor do Ministério da Defesa, cumprimenta José Dirceu no lançamento do livro “Tempos de Planície” deste último, em setembro de 2011 – foto de F.B. Pozzebom)

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Genoino renuncia ao cargo no Ministério da Defesa

O ex-presidente do PT José Genoino, condenado na terça-feira (09) por corrupção ativa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quarta-feira sua renúncia do cargo de assessor especial do Ministério da Defesa. O petista, que participa da reunião do Diretório Nacional de seu partido, nesta quarta-feira na Capital, leu para os jornalistas uma carta com suas considerações. Além de informar a renúncia do cargo, diz que sai com a consciência dos inocentes, sem vergonha de nada. E que está indignado porque considera sua condenação “uma injustiça monumental”.

Invocando a frase do escritor Mário Quintana: “Eles passarão, eu passarinho”, Genoino leu o texto de uma folha e meia com os olhos marejados, porém manteve um tom altivo, dizendo que, apesar de se dizer que as decisões do STF devem ser cumpridas, ele se reserva ao direito de discordar e discutir a sentença que lhe foi imposta e que será obrigado a cumprir. “Como posso esperar um julgamento sereno, num momento em que juízes são pautados por comentaristas políticos”, criticou. E destacou que o julgamento coincidiu “matematicamente” com as eleições municipais.

No final do texto, Genoino diz que sua condenação é uma tentativa de condenar também o seu partido, o PT e que setores contrários ao partido fracassarão porque a população “sempre nos favorecerá. E diz que continuará a lutar com todas as forças por um Brasil melhor, “como sempre fiz”.

FONTE: Agência Estado (reportagem de Daiene Cardoso)

FOTO (José Genoino recebe Medalha da Vitória do então ministro da Defesa Nelson Jobim, por serviços prestados ao Ministério): G. de Paiva – O Globo

NOTA DO EDITOR: não está exatamente entre os temas do site Forças Terrestres o julgamento do “Mensalão” pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, achamos pertinente a publicação do “clipping” acima devido ao fato de se referir ao cargo até agora ocupado por José Genoino como assessor especial do Ministério da Defesa. Até o momento desta publicação (13h20), não foi divulgada qualquer nota a respeito no site do Ministério da Defesa.

Solicitamos que a discussão político-partidária não seja o mote de comentários sobre a matéria, e sim a questão do cargo no ministério, que Genoino ocupava desde 10 de março de 2011, quando foi nomeado Assessor Especial do então ministro Nelson Jobim, onde seu papel seria defender os assuntos do Ministério da Defesa junto ao Congresso. Sobre esse assunto, há outros links que podem ser consultados, a seguir.

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Na tarde, de ontem, 01/10, o Ministério da Defesa por meio do Comando do Exercito respondeu ao pedido de informações de protocolo 60502.001000/2012-40 do Sistema de Acesso à Informação, correspondente ao pedido um mil (1000) destinado a este Ministério. O pedido de informações foi respondido dentro do prazo, sem pedido de prorrogação, enviado segundo o solicitado no formulário eletrônico e com as informações que foram solicitadas.

O que é o Sistema de Acesso à Informação?

O Sistema de Acesso à Informação é a ferramenta operacional elaborada pelas altas esferas governamentais para cumprirem o inciso XXXIII do artigo 5º da Constituição de 88,  “todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.” Apesar desse e outros elementos jurídicos promoverem e preconizarem a transparência pública, faltava um marco regulatório jurídico para que o livre e responsável acesso a informação fosse garantido, o que veio na forma da lei 12527/11.

A lei 12527/11, conhecida como lei de aceso a informação, foi decretada pelo congresso e sancionada pela presidenta Dilma em 18 de novembro de 2011, possui 47 artigos dispostos em 5 capítulos. A lei busca assegurar o direito fundamental do cidadão ao acesso a informação sob a guarda do governo e suas instituições seguindo cinco princípios: o sigilo como exceção; divulgação de informações públicas como práxis; utilizar ao máximo a tecnologia da informação; fomento da transparência pública; e o controle social da administração pública. No entanto, algumas informações possuem acesso restrito, o que a primeira vista seria uma discrepância trata-se na verdade de uma ferramenta de proteção ao cidadão e sociedade. As informações sob sigilo são de duas ordens: as de carácter pessoal (RG, CPF, CNH e outras) e as de segurança nacional (aquelas que possam prejudicar as relações internacionais, a segurança pública e soberania nacional). As informações pessoais são preservadas por 100 anos, já as informações de segurança nacional possuem três níveis de sigilo: reservada (5 anos), secreta (15 anos) e as ultrassecretas (25 anos, prorrogáveis por igual período uma única vez).

Ministério da Defesa e a Lei de Acesso a Informação.

A atividade fim do MD é promover a defesa e a soberania Brasileira e de seu território, para tanto conta com dispositivos legais e operacionais que permitam o gerenciamento e execução do arcabouço que envolvam os meios para cumprir a atividade-fim citada. Nesse processo o MD lida e dispõe de informações que se de acesso público podem vir a prejudicar a execução e a manutenção da segurança nacional e defesa da pátria. No entanto, ver se no mundo um processo de transparência governamental que por vezes pode entrar em conflito com a tutela de tais informações, atentos a essa situação o Ministério da Defesa iniciou a alguns anos um movimento na abertura de informações que não comprometam a segurança nacional e ainda tenham o efeito dissuasório. Nesse sentido vemos as publicações da Política Nacional de Defesa, da Estratégia Nacional de Defesa e do Livro Branco da Defesa Nacional, no entanto, alguns casos não são cobertos por tais publicações e se faz necessária a perfeita integração ao Sistema de Informações ao Cidadão.

O milésimo pedido de informação destinado ao MD por meio do Comando do Exército foi formulado por Ícaro Luiz Gomes, colaborador do blog das Forças Terrestres, visando coletar informações sobre os laços institucionais entre o Exército e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A resposta encontra-se abaixo:

Prezado Senhor Ícaro Luiz de Araújo Gomes,
 
Ao cumprimentá-lo, cordialmente, o Serviço de Informação ao Cidadão do Exército Brasileiro (SIC-EB) acusa o recebimento do pedido formulado por V. Sa, registrado com o protocolo nº 60502001000201240.
A respeito do assunto o SIC-EB informa a V. Sa. que não há registro de convênio ou de parceria no âmbito do Departamento de Educação e Cultura do Exército com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
 
Cordialmente,
 
Serviço de Informação ao Cidadão do Exército Brasileiro (SIC-EB).

FOTO: MD

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Brasília, 11/09/2012 – Um pedido de informações protocolado no Comando do Exército sobre projetos de pesquisa e extensão atingiu a marca de 1 mil solicitações aos Serviços de Informações ao Cidadão (SIC) do Ministério da Defesa, dos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, do Hospital das Forças Armadas (HFA) e da Escola Superior de Guerra (ESG). Essa inovação é fruto da Lei de Acesso à Informação (LAI) que entrou em vigor no dia 16 de maio de 2012.

No período de 119 dias de funcionamento do SIC – a inauguração do serviço aconteceu em 16 de maio de 2012 – apenas a Defesa recebeu 139 pedidos de informação, sendo 131 respondidos e oito em tramitação. Dos 68 pedidos respondidos pelo SIC/MD, ainda de acordo com o balanço, 37 se repetiam e tiveram respostas semelhantes. Entre eles, os temas recorrentes sobre questão salarial dos militares, OVNI (objetos voadores não identificados) e informações pessoais.
A Defesa também registrou 11 pedidos que não se enquadravam à pasta e foram repassados aos ministérios competentes para dar resposta aos cidadãos que demandaram as indagações. Dos oito pedidos que tramitam no MD, estão solicitações de André Diego Teixeira Brandão, referente a documentos dos valores gastos pelo MD com propaganda publicitária e quais agências responsáveis no período de 1994 a 2012.

Damásio Alves Linhares Neto pede informações sobre a quantidade de pareceres elaborados entre 2011 e 2012 pela Comissão de Ética, assim como “quantidade de censura aplicada” com base no Decreto 1.171 de 22 de junho de 1994, que trata do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. João Marcelo dos Santos pede informações sobre tramitação de ofício. Já Cláudio Manuel Rodrigues solicita dados referentes a concurso público para ciência e tecnologia militar.

Há outros quatro pedidos idênticos protocolados por Rosemeire Coelho Marôco sobre o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). O MD não tem pedidos de informações abertos em 1ª e 2ª instância na Administração Central na condição de recurso. No entanto, há um recurso em 2ª instância em trâmite no Comando do Exército e quatro em grau de 2ª instância no Comando da Aeronáutica.

Balanço do SIC

O primeiro pedido de informação registrado no SIC foi de Guilherme de Abreu Monteiro de Freitas Amado direcionado ao Comando do Exército. Guilherme pediu por meio eletrônico “cópia de todos os ofícios enviados pelo gabinete do ministro do Exército general Sylvio Frota, no ano de 1974, ao gabinete do presidente da República Ernesto Geisel”. A solicitação foi respondia por meio eletrônico em 5 de junho de 2012.

Já o pedido número 1.000 foi apresentado nesta terça-feira (11) por Ícaro Luiz de Araújo Gomes. Também endereçado ao Comando do Exército, Ícaro solicita “informações sobre projetos de pesquisa e extensão realizados entre o Exército Brasileiro e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (por meio de seus alunos, pesquisadores e professores)”. Ícaro deverá receber as respostas até o dia 1° de outubro de 2012.

Fonte: MD

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Brasília, 03/09/2012 – Com o objetivo de dar transparência à participação de militares da ativa e da reserva na administração central do Ministério da Defesa (MD), foi publicada nesta segunda-feira (3/9), no Diário Oficial da União, a Portaria Normativa nº 2.323.

O texto disciplina a composição da força de trabalho militar no órgão e trata, entre outras questões, da requisição de militares da ativa e daqueles chamados a contribuir com a Prestação de Tarefa por Tempo Certo (PTTC).

Uma das principais novidades do documento é o aumento, em um ano, do prazo de permanência para ocupante de cargo ou função gratificada no MD. Segundo o parágrafo 1º do artigo 4º, “a prorrogação do tempo de permanência do militar na Administração Central do Ministério da Defesa somente ocorrerá para atender imperiosa necessidade do serviço e por até um ano”. A norma até então vigente – Portaria Normativa nº 1.247, que perde efeito a partir do novo texto – não era tão incisiva.

Já os militares da reserva contratados sob as regras da PTTC, com a nova portaria, têm vedada as gratificações. Esses militares retornam às forças singulares para o atendimento de demanda de mão de obra específica. Quando são contratados para tal finalidade, recebem 30% do valor da aposentadoria. Para evitar sobreposição, a gratificação do MD será excluída.

Outra inovação estabelecida na portaria é a participação de militares no MD sem gratificação. Nesse caso, ele poderá atuar pelo período de seis meses. A quantidade de militares nessa situação, além disso, não poderá ser superior a 10% do quadro de gratificados.

“Excepcionalmente os Comandos das Forças Singulares poderão, a pedido da Secretaria de Coordenação e Organização Institucional (Seori), designar militares para exercer atividades específicas e de natureza transitória, pelo prazo máximo de seis meses, no âmbito dos órgãos integrantes da estrutura regimental do Ministério da Defesa”, diz o parágrafo 2º do artigo 1º da referida portaria.

A nova norma diz ainda, no artigo 14, que os militares designados para PTTC não poderão receber atribuições, funções ou encargos não previstos nos respectivos atos de designação, nem ser nomeados ou designados, ainda que a título precário ou em substituição, para o exercício de cargo ou função gratificada privativa de militar da ativa ou civil.

A portaria também enfatiza que o militar, quando do desligamento do MD, deverá apresentar ficha de desimpedimento na Divisão de Recursos Humanos do Departamento de Administração Interna da Secretaria de Coordenação e Organização Institucional. A medida tem por objetivo isentar o militar, por meio de nada-consta, da responsabilidade de material ou equipamento mantido sob sua guarda durante o período que esteve lotado no ministério.

As novas regras entram em vigor de imediato.

FONTE: Ministério da Defesa

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O Exército Brasileiro e a Iveco assinaram, nesta terça-feira à tarde, o contrato para aquisição de 86 viaturas blindadas de transporte de tropas sobre rodas VBTP-MR Guarani, mais conhecidas como blindados Guarani. A cerimônia aconteceu no Salão de Honra do Ministério da Defesa e contou com a presença do ministro Celso Amorim.

A assinatura do contrato acontece quatro dias depois da publicação, no Diário Oficial da União, da autorização para a fabricação do Lote de Experimentação Doutrinária (LED) dos novos blindados, que chegam para promover a reestruturação das forças mecanizadas do Exército Brasileiro. O valor global do lote é de aproximadamente R$240 milhões.

As 86 unidades representam o início da produção, pela Iveco, da encomenda prévia de 2.044 unidades do blindado para o Exército. As viaturas serão utilizadas pela Infantaria e Cavalaria da força terrestre, que farão uma experimentação operacional do produto. A expectativa é de que sejam entregues ao Exército cerca de 100 unidades por ano nos próximos 20 anos.

PAC Equipamentos

Durante a cerimônia, o presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, destacou que se sentia orgulhoso em participar da “retomada da indústria de defesa do Brasil”. O ministro Celso Amorim, por sua vez, afirmou que o início da produção do Guarani representa a materialização do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (Paed). Segundo ele, a novidade serve para mostrar que “o Paed está se tornando realidade”, e que sua implementação contribuirá para fortalecer a indústria de defesa brasileira.

Amorim lembrou ainda que 48 das 86 viaturas previstas no contrato foram incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos do Governo Federal. Ao todo, o Ministério da Defesa terá R$ 1,527 bilhão do PAC Equipamentos. Além dos 40 carros de combate Guarani, os recursos serão destinados para compra de 4.170 caminhões e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020. O repasse do dinheiro foi autorizado no final de junho, por meio de Medida Provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff.

Viaturas

Desenvolvido com tecnologia brasileira, por meio de um projeto conjunto entre o Centro de Tecnologia do Exército e a Iveco – empresa do Grupo Fiat Industrial –, o Guarani é um veículo anfíbio com tração 6×6 que servirá de base para uma nova família de blindados multimissões, capaz de realizar ações de reconhecimento e apoio de fogo.

O novo blindado pesa 18 toneladas e vem para substituir os modelos Urutu e Cascavel, desenvolvidos nos anos 1970 pela extinta Engesa (Engenheiros Especializados S.A). A principal característica das novas viaturas é seu design modular, permitindo a incorporação de diferentes torres, armas, sensores e sistemas de comunicações para o mesmo carro.

Por sua versatilidade, o projeto atraiu o interesse de países vizinhos empenhados em reequipar suas Forças Armadas. No primeiro semestre, houve conversas preliminares com a Argentina, que poderá adquirir 14 unidades do veículo para uso em missões conjuntas de paz com o Chile.

Os novos blindados serão produzidos em fábrica totalmente dedicada ao projeto, dentro do complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG). Até o momento, foi entregue oficialmente um único protótipo, em testes no Centro de Avaliação do Exército. A fabricação em larga escala dos Guaranis deverá ser iniciada no começo de 2013.

De acordo com a previsão do Exército Brasileiro, sete carros blindados estarão prontos até dezembro deste ano. Eles fazem parte de um total de 16 viaturas do lote-piloto do projeto. Já o Lote de Experimentação Doutrinária deverá ter 38 unidades disponíveis até julho de 2013, e os 48 restantes até julho de 2014.

Segundo a Iveco, a produção já começa com índice de conteúdo local acima de 60%. Quando a fábrica estiver operando em capacidade máxima, a cadeia produtiva deverá envolver, no Brasil, cerca de 110 fornecedores diretos e até 600 fornecedores indiretos.

Além do ministro Celso Amorim e do presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, participaram da cerimônia de assinatura do contrato o comandante do Exército, general Enzo Peri; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi; o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Sinclair James Mayer; o embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca; representantes da Iveco, além de autoridades civis e militares.

FONTE: Ministério da Sefesa

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A transição do Ministério da Defesa para o controle civil ensaia os primeiros passos, mesmo que o titular da pasta não seja mais um militar há 12 anos. Dos quase mil servidores do ministério, 70% ainda são militares. O governo tenta aprovar no Congresso a criação de 225 cargos para civis. Em outra ação, decidiu retirar os três comandos militares da Esplanada, que serão transferidos para outros locais, mais estratégicos, menos vulneráveis e longe um do outro.

Os locais das futuras instalações dos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estão escolhidos, e as obras até já começaram. O novo prédio do Comando do Exército será construído num terrreno próximo ao Quartel General, no Setor Militar Urbano. Já o Comando da Aeronáutica vai ficar em uma área que pertence ao governo do Distrito Federal, próxima da Base Aérea. E o Comando da Marinha vai ocupar em um ponto próximo aos Fuzileiros Navais.

Não podemos ter os três centros de guerra próximos e tão altos. São vulneráveis demais. Tem que ser prédio baixo, até com instalações subterrâneas. Precisamos nos preparar para a dissuasão. E se houver um atentado hoje? Como estão dispostos hoje, os três comandos podem ser atingidos. Viramos alvos fixos — disse ao GLOBO um oficial da Defesa, que pediu para não ser identificado. Ele completou:

— No mundo inteiro não é mais assim. O Pentágono é um exemplo, está distante dos demais órgãos do governo. Precisamos de instalações adequadas à modernidade da guerra.

FONTE: O Globo

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Marco Antonio Felicio diz que lei garante a militares da reserva o direito de se expressar

 

SÃO PAULO – Autor do manifesto que inflamou a relação entre militares, Ministério da Defesa e a presidente Dilma Rousseff, o general Marco Antonio Felicio diz não temer ser punido pelo que escreveu, por entender que não há base legal para tal. Ele evoca lei aprovada pelo ex-presidente José Sarney que garantiria aos militares da reserva o direito de se expressar sem que fossem punidos. Ex-analista do Centro de Informações do Exército (CIE), Felicio receia que agentes do Estado sejam execrados pela Comissão da Verdade e ainda duvida ter havido tortura ou execução de presos políticos, apesar de admitir ter havido excessos “em ambos os lados combatentes” na guerra contra atos da “subversão marxista-leninista”. Ele aceitou dar entrevista ao GLOBO desde que ela fosse por e-mail. Perguntou ao repórter se ele era patriota. Ao ser questionado se respeitava a autoridade do ministro da Defesa Celso Amorim e da presidente Dilma, respondeu: “Tanto quanto eles respeitam a minha”.

O GLOBO: A presidente Dilma Rousseff ameaçou prender pelo menos um militar da reserva como reação ao manifesto com críticas ao ministro Celso Amorim e à Comissão da Verdade. Como autor do documento redigido, o senhor temeu que fosse o senhor?

GENERAL MARCO FELICIO: Não temi e não temo, pois, usei do direito que a lei me faculta. A liberdade de expressão com responsabilidade. A verdade e somente a verdade.

O senhor já foi informado oficialmente sobre alguma punição ao senhor ou a colega militar em função do manifesto?

FELICIO: Não, pois, creio firmemente que não haja base legal para tal.

O manifesto menciona o ministro Celso Amorim como alguém sem autoridade ou legitimidade para pedir a retirada de outra nota do site do Clube Militar, com críticas a Dilma e duas ministras. O que o senhor quis dizer com isso?

FELICIO: Reafirmo o que escrevi. O Clube Militar é uma associação de caráter civil e pela lei em vigor não é passível de qualquer tipo de ingerência por parte do Ministro da Defesa. Isto significa não ter ele autoridade ou legitimidade para tal. Qualquer um que leu o documento compreenderá o sentido do que lá está escrito.

No texto, há a seguinte frase: “O manifesto supracitado reconhece na aprovação da “Comissão da Verdade” ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo”. A Comissão da Verdade não tem poder de punir judicialmente qualquer militar. Por qual motivo, então, os senhores a consideram uma afronta à Lei da Anistia?

FELICIO: Não é esta a motivação expressa quase que diariamente por pessoas do governo e a ele ligadas. Querem a partir da Comissão da Verdade encontrar caminhos para a punição dos agentes de Estado. E o que fazer com os agentes da subversão marxista que mataram, roubaram, assaltaram, sequestraram e justiçaram os próprios companheiros além de lutarem pela implantação de uma ditadura comunista no Brasil? Porque execrar somente os agentes de Estado que exerciam ações legais?

Hoje o governo federal reconhece casos em que presos políticos foram submetidos a tortura por agentes de Estado. Alguns deles estão até hoje desaparecidos e provavelmente foram mortos. O senhor considera estes episódios específicos como “ações legais”?

FELICIO: Quem comprova tais denúncias? Mário Lago já orientava, em seu tempo, que todos os presos saíssem da prisão afirmando que tinham sido torturados barbaramente, mesmo que tivessem sido bem tratados. De quando em quando aparece um “desaparecido”. Logicamente que uma guerra não se faz com flores e em ambos os lados combatentes há sempre excessos. Por qual razão, aqui, apurar-se tais ditos excessos somente cometidos por um lado? Não tenho conhecimento de torturas. Tenho conhecimento de operações de combate, cumprindo-se ordens superiores e dentro da lei então vigente.

O senhor pede que sejam apurados excessos cometidos por combatentes. Mas não foi justamente isso que ocorreu durante o governo militar, quando militantes de esquerda foram presos e condenados à prisão?

FELICIO: E quantos outros não o foram? Qual a razão de não serem apurados os fatos correlacionados com estes?

Os excessos cometidos por agentes de Estado tiveram como consequência o desaparecimento e provável morte de presos políticos. Não seria razoável que hoje representantes das Forças Armadas ajudassem o governo federal a encontrar esses corpos? Mesmo nas guerras, não é direito de um povo enterrar seus mortos?

FELICIO: Sem dúvida, todos querem enterrar seus mortos. Muitos anos se passaram, o que torna a tarefa muito difícil. Já foram realizadas buscas orientadas pelo Ministério da Defesa, inclusive com o auxilio de militares, e nada foi encontrado.

Para o ministro Celso Amorim, os signatários do documento não respeitam a “autoridade civil”. O senhor concorda com o que disse o ministro?

FELICIO: Gostaria de saber de que argumentos concretos o ministro se vale para tal afirmação. Ele deve saber que o autor, e não autores dos documentos, é profissional com mais de 45 anos de bons serviços prestados à nação, tendo frequentado todos os cursos do exército e alguns civis, conforme atesta a sua folha de alterações onde estão os depoimentos de seus ex-comandantes e as ações que desempenhou no combate aos atos violentos da subversão marxista-leninista.

O senhor poderia detalhar exatamente que ações desempenhou? Por quais órgãos o senhor passou, qual era a sua função neles e quais são os feitos que, ainda hoje, são motivo de orgulho para o senhor?

FELICIO: Fui oficial de informações de unidade e trabalhei como analista do Centro de Informações do Exército (CIE). Orgulho-me de ter contribuído com o meu trabalho, que julgo dedicado e eficiente, na erradicação da subversão marxista-leninista e das violentas ações da guerrilha urbana e rural, causadoras de ações terroristas e das mortes de tantos inocentes, evitando que o povo brasileiro fosse privado de sua liberdade.

Como militar da reserva, o senhor respeita a autoridade do ministro da defesa Celso Amorim e da presidente Dilma Rousseff?

FELICIO: Tanto quanto eles respeitam a minha. Na vida militar o respeito é recíproco.

Não há militares da ativa entre os signatários do documento. Eles temem sofrer algum tipo de punição caso assinem o documento?

FELICIO: Não, eles cumprem apenas a lei, como é da formação dos mesmos. Os militares da reserva e reformados tem livre manifestação de suas opiniões, incluso as de caráter político. Isso não ocorre com os oficiais da ativa.

O senhor acredita que, se pudessem, os militares da ativa assinariam o documento?

FELICIO: Creio que sim, pois, o exército de hoje, quanto aos seus valores, não é diferente do exército de ontem.

Quais são os valores do exército de ontem que permanecem no exército de hoje?

FELÍCIO: As manifestações essenciais dos valores militares são: patriotismo, civismo, fé na missão do exército, amor à profissão, espírito de corpo e o aprimoramento técnico-profissional. Por tal razão estamos coesos e unidos para acorrermos a qualquer chamamento da nação. E isto está presente na história pátria em todos os momentos de gravidade e de inflexão da mesma. Não será diferente no presente e no futuro.

O que o governo deveria ter feito para evitar este desentendimento com os militares da reserva?

FELÍCIO: Não governar pelo retrovisor, respeitar a dignidade dos militares e dar o devido valor às suas Forças Armadas.

Na nossa conversa pelo telefone, o senhor me perguntou se eu era um jornalista patriota. Para o senhor, o que é ser patriota?

FELÍCIO: Há coisas na vida que foram feitas mais para serem mais sentidas do que explicadas ou entendidas. Assim também é ser patriota. Ë um sentimento de amor e orgulho pela nossa pátria. É servir e defender o nosso povo, o nosso território, mesmo que se tivermos de dar a nossa vida para isso.

FONTE: O Globo

Brasília, 08/02/2012 – O ministro da Defesa, Celso Amorim, aprovou a implantação da Doutrina de Mobilização Militar (DMM), medida inédita na história do país.

O novo documento, que serve de base para a mobilização e a desmobilização das Forças Armadas em situações de crise ou de agressão externa, atende aos objetivos e às diretrizes estabelecidas na Política de Mobilização Militar.

Os fundamentos da DMM são a preservação da soberania e dos interesses nacionais. Um de seus princípios estabelece que, para que o país possa enfrentar, com êxito, situações de emergência, é necessário que as Forças Armadas tenham recursos humanos, material, de serviços e instalações que complementem a Logística Militar existente no país.

Dessa forma, no período de normalidade da nação, há que se preparar as ações a serem adotadas na hipótese do surgimento de ameaças à soberania nacional ou de acidentes naturais de grandes proporções.

Incluem-se nesse período, entre outras medidas, a colocação de encomendas nas indústrias da Base Industrial de Defesa (BID); a formação e cadastramento de reservas aptas; o incremento de pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos de interesse dual (militar e civil); a busca de padronização e nacionalização de materiais e itens de interesse militar para emprego dual; a especificação e acompanhamento de fontes produtoras de material de defesa, no país e no exterior; e a seleção e cadastramento de empresas públicas e privadas de prestação de serviços.

Cabe ao Ministério da Defesa orientar as Forças Armadas para as medidas a serem empreendidas, em harmonia com o processo de desenvolvimento do país, particularmente o incentivo à criação de uma base industrial de defesa.

Segundo o documento, ter capacidade de mobilização é fator fundamental para que as Forças Armadas brasileiras se estruturem de modo compatível com a estatura político-estratégica que o Brasil vem adquirindo nos últimos anos e um elemento de dissuasão estratégica no cenário mundial.

A Portaria 185, publicada no Diário Oficial de 31 de janeiro, deu efeito à DMM, que preenche uma lacuna no estabelecimento dos fundamentos doutrinários para a defesa nacional. Com a aprovação da doutrina, o Ministério da Defesa inicia a preparação de um manual com orientações para a mobilização militar.

Ministério da Defesa
Assessoria de Comunicação Social

Por Rosana de Cassia

O Ministério da Defesa está constituindo grupo de trabalho para elaborar, em 90 dias, minuta de decreto para regulamentar a Lei de Acesso à Informação, que autoriza a consulta de documentos públicos, inclusive da época do governo militar. Integram o grupo representantes do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, e dos comandos do Exército, Marinha e Aeronáutica. Portaria nesse sentido foi publicada hoje, no Diário Oficial da União.

FONTE: Agência Estado, via Isto É Dinheiro

Em sua rápida passagem pelo Comando de Aviação, o Ministro Celso Amorim pode conhecer o projeto de ampliação do CAvEx e observar a necessidade da aquisição de uma aeronave de ataque para o Exército

 

No dia 21 de dezembro, o ForTe/Revista Forças de Defesa, cobriu com exclusividade a visita que o Ministro da Defesa fez ao Comando da Aviação do Exército, sediado na cidade paulista de Taubaté.

Pontualmente as 9:30hs, pousou o HM-3 Cougar EB-4008, do 2º BAvEx, trazendo a bordo o Ministro da Defesa Celso Amorim e comitiva, que contou com as presenças do Comandante do Exército, Gen. Ex. Enzo Martins Peri, e do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Gen. Ex. José Cralos De Nardi.

O Ministro foi recepcionado pelo Cel. Willian, Chefe do Estado-Maior da AvEx, e recebido em cerimônia militar pelo Gen. Bgd. Eduardo Diniz (AvEx), pelo Gen. Ex. Adhemar da Costa Machado Filho (CMSE), pelo Gen. Div. Carlos Alberto Santa Cruz (2ª DE) e pelo Gen. Bgd. Laerte de Souza Santos (DMAvEx).

Ainda no pátio das aeronaves, o Comandante da AvEx fez uma rápida explanação sobre a Aviação do Exército, apresentando ao MD a maquete do projeto final do CAvEx, com os novos hangares e o centro de simulador de voo.

   

A primeira parte da visita ocorreu no hangar do 1° BAvEx, onde a comitiva foi recepcionada pelo Cel. Silva Júnior, Comandante, e conheceu cada modelo de aeronave operada pela AvEx em Taubaté, com destaque para o novo HM-4 Jaguar (EC 725), além de conhecer os armamentos utilizados pelas aeronaves e os diversos materiais aeronaúticos.

   

 

   

Em seguida, a comitiva seguiu caminhando pelo pátio até o hangar do Batalhão de Manutenção e Suprimentos da AvEx, onde foi recepcionado pelo TC Gonçalves, Comandante.

Durante a visita, o MD pode conhecer toda a estrutura de manutenção do Batalhão para atender as aeronaves HA-1 Esquilo/Fennec, HM-1 Pantera e HM-3 Cougar, conferindo as excelentes condições das instalações e o alto grau de profissionlismo dos militares responsáveis por manter as nossas aeronaves prontas para atuar em qualquer parte do Brasil.

   

Do “Guardião da AvEx” a comitiva seguiu para o Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), sendo recepcionada pelo TC Alcides, Comandante. No CIAvEx o MD conheceu a sala de OVN (Óculos de Visão Noturna), que é uma sala totalmente escura, que possui uma maquete que simula além de uma área urbana, com aeródromo , litoral e relevo geográfico, as várias posições da lua. Utilizando um OVN, o MD pode ter uma noção de como funciona o equipamento eletro-óptico e a forma com a qual ele intensifica a luz existente.

Em seguida, conheceu a sala do simulador sintético, que possui 5 cabines da aeronave HA-1 Esquilo em escala 1:1, utilizada para treinamento de pilotos nos procedimentos de voo por instrumento (IFR), navegação por contato, radionavegação, maneabilidade das frações de helicópetros, planejamento e emprego de operações aeromóveis, procedimentos de emergência e CRM (Crew Resouce Management). O simulador também é utilizado para o treinamento de controladores de tráfego aéreo.

Como não podia ser diferente, o MD foi convidado pelo TC Alcides para experimentar o simulador e sentir as sensações de pilotar um HA-1 da Aviação do Exército.

   

Vale ressaltar que o simulador sintético do CIAvEx foi todo desenvolvido pelos próprios militares da AvEx e desde o ano passado está homologado pela ANAC, mantendo o adestramento das tripulações dentro dos padrões exigidos por esta agência, gerando economia de recursos sem perder a qualidade da instrução.

Encerrando a visita ao CIAvEx, o Ministro conheceu a sala de maquetes da Seção de Manutenção de Aeronaves, que possui componentes em corte e sistema hidroelétrico assistido, onde os alunos podem visualizar como funcionam os comandos do cíclico, coletivo e pedais, e as suas respectivas respostas no rotor principal e de cauda.

De volta à torre da Base de Aviação de Taubaté, o Ministro Celso Amorim encerrou a sua visita participando, junto com o Gen. Diniz, da cerimônia de inauguração do courinho do macacão, idêntico ao utilizado pelos aeronavegantes da AvEx, com o seu nome no quadro de honra da Aviação do Exército.

   

NOTA do EDITOR: Agradecemos ao Ministro da Defesa Celso Amorim, pela gentileza que recebeu este editor, que retribuiu presenteando-o com a edição da revista Forças de Defesa. Agradecemos também ao Gen. Diniz, Cel. Willian e Maj. Neves (E5) pela autorização da cobertura realizada pelo ForTe/Revista Forças de Defesa.

Plano deve ser entregue ao ministro da Defesa até 31 de maio de 2012. Programa abordará recuperação de equipamentos e novas aquisições

 

O Ministério da Defesa criou um grupo de trabalho para planejar o aparelhamento das Forças Armadas brasileiras considerando os próximos 20 anos – até 2031. A instituição do grupo foi oficializada por meio de portaria publicada nesta terça-feira (20) no “Diário Oficial da União”.

A portaria visa a elaboração do Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED), que deverá analisar pesquisa, desenvolvimento, manutenção operativa, recuperação da capacidade operacional, harmonização de projetos, preferência de aquisição de produtos de defesa no Brasil e transferência de tecnologia, quando a aquisição ocorrer no exterior.

Conforme o texto, o PAED deverá observar uma projeção de curto prazo, até 2015, de médio prazo, de 2016 a 2023, e de longo prazo, de 2024 a 2031.

O grupo que será criado terá 60 dias para apresentar a metodologia do PAED. Devem participar o chefe de Logística das Forças Armadas, a Secretaria de Produtos de Defesa, além de representantes de outras pastas, conforme a portaria.
O texto estipula ainda que o plano seja apresentado ao ministro da Defesa, Celso Amorim, até 31 de maio de 2012.

Presidente Dilma

Na segunda-feira (19), durante solenidade de apresentação de oficiais-generais recém-promovidos, no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff defendeu o aparelhamento das Forças Armadas.

“Prosseguiremos com os projetos prioritários de aparelhamento das Forças sem deixar de valorizar os homens e as mulheres que tornam esses projetos possíveis. (…) O país com o qual sonhamos precisará cada vez mais de Forcas Armadas equipadas e qualificadas para cumprimento de suas funções”, afirmou a presidente em discurso para um público formado por militares e seus familiares.

Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada na semana passada mostrou que 50% dos entrevistados acreditam “totalmente” ou “muito” que nos próximos 20 anos o Brasil será alvo de agressão militar estrangeira em função de interesses sobre a Amazônia. Outros 45% creem que o Brasil poderá ser atacado por causa das bacias do pré-sal.

FONTE: G1

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