pantsir-s1

Segundo o documento, o ato garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”

 

vinheta-clipping-forte1Em visita a Brasília nesta quarta-feira, o primeiro ministro russo Dmitri Medvedev conseguiu do governo brasileiro a assinatura de um acordo para venda de sistema de defesa antiaéreo. O acordo era tratado com sigilo pelo Brasil e, segundo interlocutores do governo brasileiro, o negócio pode chegar a R$ 2 bilhões.

Os pormenores da negociação foram definidos em encontro entre o premiê e o vice-presidente brasileiro, Michel Temer. O acordo ainda é uma declaração de intenções, que em termos diplomáticos trata-se de um início de negociação. A exemplo das últimas aquisições militares brasileiras, é condição da negociação sobre baterias antiaéreas a transferência de tecnologia.

A declaração de intenções promete “incrementar, a partir de março de 2013, as negociações bilaterais com vistas à possibilidade de preparação de contrato para futuras optenções, por parte do governo do Brasil, de baterias antiaéreas, com o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa”.

Segundo o documento, obtido antecipadamente pelo Terra, o ato ainda garante “a participação de empresas estratégicas de defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada, com transferência efetiva de tecnologia, sem restrições”.

O documento será assinado em instantes pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, José Carlos de Nardi, e do diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico Militar da Rússia, Alexander Fomin.

A visita de Medvedev faz parte da sexta Reunião de Alto Nível de Cooperação Brasil-Rússia e acontece dois meses depois da viagem da presidente Dilma Rousseff a Moscou. Na capital russa, em dezembro do ano passado, o governo brasileiro já havia assinado acordo para compra de sete helicópteros da Russian Helicopters.

O Brasil vem desenvolvendo sua indústria de defesa por meio de compra de equipamentos, condicionados a transferência da tecnologia. O País já adquiriu helicópteros e submarinos da França e deve ainda concluir a compra de pelo menos 36 caças, que vem sendo adiada, e já está em fase final de escolha com a disputa entre os modelos Rafale, da francesa Dassault; F-18 Super Hornet, da americana Boeing; e o Gripen NG, da sueca Saab.

Audiência com Dilma Rousseff

A agenda de Medvedev é prioritariamente com o vice-presidente Michel Temer, mas ele foi recebido em audiência mais cedo pela presidente Dilma Rousseff. Segundo relatos da Secretaria de Imprensa da Presidência da República, eles abordaram assuntos como energia, petróleo, hidrelétricas, energia nuclear e defesa.

Em meio ao pacote logístico para investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, Dilma aproveitou o encontro com o premiê russo para convidar empresas daquele país a participarem dos processos de licitação em infraestrutura.

FONTE: Terra

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Defesa antiaérea: a história se repete

Roland Marder no Museu Militar Conde de Linhares

vinheta-opiniao-forteAs aquisições de equipamentos militares sofisticados pelo Brasil quase sempre se deram em saltos ou espasmos, ocasionalmente, em pequenas quantidades. A foto acima vem a calhar, pois mostra o sistema antiáereo Roland 2 Marder que o Exército Brasileiro adquiriu no final dos anos 1970 e que hoje encontra-se preservado no Museu Militar Conde de Linhares no Rio de Janeiro. Foram apenas quatro veículos e 50 mísseis. O sistema de armas foi desativado em 2001.

Na década de 1980, o Centro Tecnológico do Exército tentou nacionalizar o míssil Roland que seria usado num “shelter” rebocado, mas o empreendimento acabou não indo adiante.

Pouco depois, ocorreu outra tentativa de nacionalização de sistemas de mísseis antiaéreos, como o SIMBADA (ver imagens abaixo do artigo Mísseis no Exército Brasileiro: 1958-2009), que seria uma adaptação do míssil ar-ar Piranha, a exemplo do que ocorreu com o Sidewinder nos EUA com os sistemas Chaparral e Sea Chaparral. Mas a ideia também não foi adiante.

SIMBADA

As notícias dos últimos dias dão conta da possível aquisição de sistemas antiaéreos russos, mas em pequena quantidade. Sabemos que a promessa de alguma transferência de tecnologia só seria possível dentro de uma quantidade razoável que produzisse escala e compensações para os fabricantes, pois ninguém repassa tecnologia de graça pela venda de “meia dúzia” de sistemas.

Mais uma vez o Brasil repete a história de pequenas compras de equipamentos militares estrangeiros, achando que assim resolverá seus problemas de Defesa.

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Clique aqui para conhecer os Requisitos Operacionais Conjuntos para o míssil, em matéria no Poder Aéreo.

FOTO: MBDA (meramente ilustrativa)

Defesa antiaérea russa

COLABOROU: Andre Sousa

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As Forças Armadas da Rússia planejam utilizar o sistema de mísseis de defesa aérea Pantsir-S1, produzido pela KBP na região de Tulsk, para a proteção de pontos estratégicos durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014.

O site da KBP informou que em novembro de 2011, no âmbito dos preparativos das Olimpíadas de Inverno, foram realizados exercícios militares utilizando quatro unidades do sistema.

Atualmente a empresa tem contrato de fornecimento do Pantsir-S1 para os Emirados Árabes Unidos e planos de expansão das suas vendas para os mercados da América Latina, incluindo Brasil, Venezuela, Bolívia, Colúmbia, Peru, Equador e Chile.

FONTE: Diário da Rússia

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O presente artigo é uma tradução do texto originalmente postado no blog “IMINT & Analysis“, especializado em análises e interpretações de imagens de satélite. Decidimos traduzir o mesmo porque o estudo foi feito de forma bastante criteriosa e, muito provavelmente, chega bem próximo da realidade do sistema de defesa antiaéreo de caráter estratégico da Líbia.

Esperamos que os nossos leitores, ao final do texto, tenham uma visão mais clara de como funciona e como estão organizadas as defesas estratégicas da Líbia. Este texto também servirá de referência para muitos jornalistas não especializados que escrevem em veículos de grande circulação e carecem de fontes técnicas mais confiáveis para suas matérias.

Introdução

A Líbia possui uma das redes de defesa terra-ar mais robustas do continente africano, perdendo apenas para o Egito, em termos de cobertura e sistemas operacionais. A rede de sistemas de SAM (mísseis superfície-ar) estratégicos está basicamente localizada ao longo da costa, aparentemente defendendo a maior parte da população da Líbia e impedindo a incursão estrangeira no espaço aéreo a partir do mar.

A Força de SAM estratégicos

A rede de sistemas SAM estratégicos da Líbia está subordinada à Força de Defesa Aérea, que por sua vez, está subordinada à Força Aérea da Líbia. Atualmente, acredita-se que ela esteja dividida em cinco comandos regionais distintos e operando uma variedade de equipamentos da era soviética. Os seguintes sistemas SAM de caráter estratégico estão em uso na Força de Defesa Aérea da Líbia:

  • S-75 (SA-2 Guideline)
  • S-125 (SA-3 Goa)
  • S-200 (SA-5 Gammon)

Cobertura EW

Dezessete sites EW ativos e quatro EW inativos fornecem às defesas líbias uma cobertura de alerta radar antecipada, aquisição de alvos para os sistemas SAM e informações para o controle GCI (Ground Control Interceptors) das unidades de caça. Esses sites EW estão localizados principalmente ao longo das regiões costeiras ocidental e oriental, no monitoramento do espaço aéreo ao redor de Trípoli e Benghazi. Radares EW identificados na Líbia são predominantemente equipamentos da era soviética. Os seguintes sistemas foram identificados nas imagens disponíveis:

  • P-12/18 (Spoon Rest)
  • P-14 (Tall King)
  • P-35/37 (Bar Lock)
  • P-80 (Back Net)

Além disso, acredita-se que a Líbia tenha recebido cinco radares de busca aérea italianos modelo LPD-20 em 1983 e três radares EW soviéticos 5N69 (Big Back) entre 1984 e 1985. Nenhum desses sistemas foi identificado nas imagens disponíveis, mas isso não quer dizer que não existam.

A imagem a seguir mostra as localizações dos sítios de radares EW identificados na Líbia:

A imagem seguinte mostra um provável site EW da Líbia, situado perto de Sabha, na porção oeste do interior do país. Isso representa aproximadamente um terço dos sites EW da Líbia. Cinco desses sites são equipados apenas com radares da série P-12/18, com outros cinco equipados com sistemas múltiplos de radar. Os sites P-12/18 provavelmente servem para reforçar ou ampliar a cobertura, com os outros cinco contendo vários radares EW, possivelmente servindo como centros de comando para os comandos regionais.

Alguns sites de SAM estratégicos contém os seus próprios elementos orgânicos EW. Isto permite que eles realizem a aquisição de alvos de maneira independente, ou recebam informações de rastreamento a partir de centros regionais EW. Em sete sites SAM (quatro S-75 e três S-200) foram identificados elementos orgânicos de EW. Os sites de S-75 possuem radares P-12/18 e os sites com S-200 possuem radares P-14. Em nenhum dos sites de S-125 e dos sites restantes de S-75 e de S-200 foram identificados sistemas EW, mas isso é provavelmente devido à qualidade das imagens disponíveis, não por falta de recursos.

A imagem seguinte mostra um radar EW P-12/18 em um site de SAM S-75, perto de Trípoli:

Cobertura SAM

Existem atualmente trinta e um sites de SAM estratégicos ativos identificados na Líbia. A imagem seguinte mostra a localização desses sites.  Sites contendo SAM S-75 estão em vermelho, os que contém S-125 estão em azul claro, e os sites de S-200 em roxo. Como pode ser visto, a esmagadora maioria dos sites de SAM está localizada ao longo das mesmas regiões costeiras onde está presente a maioria dos radares EW.

A imagem seguinte mostra a cobertura geral dada pelos SAM estratégicos identificados na Líbia. Usando o mesmo esquema de cores aplicado anteriormente, os SA-2 cobrem as zonas vermelhas, os S-125 as zonas marcadas em azul, e os S-200 as zonas roxas.

S-75 (SA-2 Guideline)

Existem atualmente onze sites de S-75 no interior da Líbia, que constituem cerca de um terço da força de SAM estratégicos. Fontes russas afirmam que trinta e nove baterias S-75M Volkhov foram fornecidas para a Líbia entre 1974 e 1985. Outras fontes sugerem que a ordem inicial de dezoito baterias fornecidas entre 1974 e 1975 era constituída de sistemas S-75 Dvina. As baterias de S-75 são empregadas na proteção de centros populacionais e instalações militares, predominantemente ao longo da região costeira.

A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias de S-75 da Líbia:

S-125 (SA-3 Goa)

Existem atualmente dezesseis sites ativos com baterias S-125 na Líbia. Oito baterias estão situadas em antigos sites de S-75. O S-125 representa metade dos sistemas SAM estratégicos no país. A Líbia opera a variante Neva-M do S-75, sendo que trinta e três baterias foram fornecidas entre 1974 e 1976. Assim como ocorre com o S-75, as baterias de S-125 estão dispostas de forma a proteger a população e as principais instalações militares, predominantemente ao longo da região costeira.

A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias de S-125:

S-200 (SA-5 Gammon)

Existem atualmente quatro sites equipados com S-200 na Líbia, com duas baterias por site. O S-200 representa o sistema SAM estratégico de maior alcance no arsenal líbio. A proximidade dessas quatro localidades do litoral permite uma ampla cobertura sobre o Mediterrâneo, teoricamente fornecendo uma capacidade de engajamento ‘stand off’. Seis baterias de S-200 foram inicialmente fornecidas para a Líbia, entre 1985 e 1986, com mais cinco entregues em 1988. Existem dúvidas sobre qual variante a Líbia opera. Fontes russas referem-se aos sistemas entregues como sendo do tipo S-200VE, mas os registros do SIPRI mostram que estes são sistemas Angara, o que implica que o modelo S-200DE, de maior alcance, foi entregue.

A imagem seguinte mostra a cobertura proporcionada pelas baterias S-200 líbias. Foi utilizado o alcance da variante Angara, de 300km.

Sistemas táticos de SAM

O Exército líbio opera vários sistemas de SAM táticos que poderiam ser utilizados como arma de defesa de ponto e preencher lacunas na rede global de defesa aérea. Esses sistemas incluem o Kvadrat 2K12 (SA-6 Gainful), o 9K33 Osa (SA-8 Gecko), o 9K31 Strela-1 (SA-9 Gaskin), o 9K35 Strela-10 (SA-13 Gopher) e o Crotale. Embora o 9K33 seja o sistema mais numeroso, o 2K12 representa o sistema SAM tático mais capaz.

Sites Inativos

Foram localizados trinta sites de SAM estratégicos inativos na Líbia. Há quinze sites de S-75, onze de S-125 e quatro de S-200. Estes sites estão todos localizados próximos de áreas com baterias ativas de SAM. E como tal, eles podem representar locais disponíveis para reforçar as defesas de uma determinada região durante períodos de hostilidades ou podem representar locais de dispersão para a unificação posterior de SAM, ao longo do tempo.

Para dar suporte a esse último conceito, deve-se notar que cinco sites inativos (dois de S-75, um de S-125 e dois de S-200) já tiveram baterias operacionais instaladas em algum momento no passado. Além disso, três sites de S-125 e um de S-200 atualmente em operação já estiveram inativos anteriormente. Isto sugere que há uma política de redistribuição e reorganização das baterias. Militarmente, essa é uma boa estratégia, uma vez que dificulta o direcionamento dos armamentos por um agressor em potencial. Embora seja verdade que as localizações de novos sites possam ser deduzidas a partir de análises de imagens ou por ELINT, essa estratégia adiciona uma carga de trabalho a mais aos planejadores de um ataque.

A imagem a seguir mostra as localizações dos sites SAM estratégicos inativos na Líbia:

Instalações de Apoio

Onze instalações de apoio fornecem suporte logístico para a rede de SAM estratégicos. Dez dessas instalações possuem habitações para as guarnições, recargas de mísseis e um complexo de treinamento dedicado. Sete das instalações para guarnições de SAM são de apoio genérico para sistemas múltiplos. Com base na identificação dos componentes dos sistemas pelas imagens disponíveis, duas instalações parecem apenas apoiar o S-75, as demais apoiando o S-125. Todas as instalações de apoio estão localizadas nas proximidades dos locais de lançamento.

A imagem seguinte mostra uma complexa combinação de sistemas de apoio de S-75/125 perto de Trípoli:

A imagem abaixo mostra o complexo de treinamento de SAM da Líbia perto Misratah:

Capacidade estratégica da força de SAM

A rede de sistemas de SAM estratégicos da Líbia está organizada para proporcionar uma zona de defesa em camadas e com sobreposição de campos. As baterias de S-75 e S-125 estão localizadas próximas umas das outras para fornecer redundância e suporte, com o S-125 sendo mais capaz em altitudes mais baixas do que o S-75. O grande número de sites inativos sugere que a força foi reduzida ao longo do tempo. Isso pode ser devido ao término da vida útil dos equipamentos, falhas dos mesmos, razões financeiras ou utilização dos estoques de mísseis.

Cobertura Nacional do S-200

A primeira linha de defesa na rede estratégica da Líbia é o S-200. Posicionada ao longo do litoral, as quatro baterias ativas de S-200 fornecem uma dissuasão confiável para alvos com alto RCS, tais como plataformas ISR. As baterias de S-200 estão localizadas perto de Trípoli, Misratah, Surt e Benghazi.

Cobertura Costeira

Os sites de S-75 e S-125 estão concentrados principalmente ao longo da costa ocidental e oriental. Enquanto as baterias de S-200 estão dispostas para fornecer defesa de barreira do litoral do país, os sites de S-75 e S-125 estão posicionados para oferecer defesa de ponto das zonas críticas. De oeste para leste, esses sites são dispostos ao redor da base aérea de Ibn Nafa, Tripoli, Misratah, Benghazi, Bombah, e Adam. Embora a cobertura contígua da região costeira não seja fornecida por esses sites, cada local é defendido por nada menos do que três baterias. Ibn Nafa e Bombah são defendidas por uma bateria de S-75 e duas de S-125, Misratah é defendida por uma bateria de S-75 e três de S-125 e Benghazi e Adam são defendidas por duas baterias de S-75 e duas baterias de S-125.

A imagem seguinte mostra a cobertura do litoral da Líbia fornecida pelas baterias S-75 e S-125, com a localização das baterias de S-200 também marcada:

Curiosamente, enquanto Surt possui uma bateria ativa de S-200, todos os sites de S-75 e S-125 na área estão atualmente inativos. Isso deixa a costa no golfo de Sidra relativamente indefesa.

Tripoli é a cidade mais pesadamente defendida, contando com três baterias de S-75 e quatro baterias de S-125 e uma de S-200 posicionada ao sul da cidade.  Três guarnições de SAM e três instalações EW também estão presentes na área,assim como quatro sites de SAM inativos.

A imagem seguinte mostra instalações e zonas de cobertura de SAM, perto de Trípoli:

As próximas imagens mostram instalações de SAM e as zonas de cobertura no restante das áreas costeiras.

Base aérea de Ibn Nafa

Misratah

Benghazi

Bombah

Adam

Cobertura no interior do país

Sabha é a única cidade do interior da Líbia a contar com qualquer defesa de SAM estratégico. Grande parte do interior da Líbia é pouco povoada, assim como as regiões de fronteiras. O que faz então Sabha se destacar como um local estratégico? Primeiramente acredita-se que Sabha tenha sido o local onde funcionou o programa de armas nucleares da Líbia. Em segundo lugar, Sabha era o local onde se desenvolviam foguetes líbios no início de 1980, e o foguete OTRAG foi testado a partir das instalações do oasis de Seba.  Há ainda uma significativa presença militar na região, que é provavelmente o motivo pelo qual há a presença de SAM estratégicos e instalações de apoio.

A imagem seguinte mostra instalações de SAM e as zonas de cobertura de Sabha:

Questões de Defesa Aérea

A rede líbia de SAM estratégicos é logicamente montada para defender instalações essenciais, seguida de uma estratégia de defesa de ponto, com sistemas S-200 de longo alcance fornecendo uma barreira “standoff” ao longo da região costeira. No entanto, essa rede possui muitas falhas.

A principal desvantagem da rede líbia de SAM estratégicos é que está baseada em uma tecnologia soviética antiga. Os fabricantes russos atualmente produzem, indiscutivelmente, os mais avançados e capazes sistemas SAM de emprego estratégico no mundo. Muito do seu sucesso reside no fato de que eles têm produzido um conjunto diversificado de sistemas SAM com numerosas variantes. No entanto, essa história também apresenta um problema para as nações que ainda possuem a tecnologia mais antiga: o resto do mundo simplesmente a deixou de lado.

Avanços na guerra eletrônica e nos sistemas ECM fizeram com que muitos dos antigos sistemas da era soviética ficassem obsoletos em um ambiente moderno de combate aéreo. Os sistemas líbios S-75, S-175 e S-200 não são exceção. Além disso, apesar de algumas afirmações em contrário, a força líbia de SAM estratégico foi ineficaz durante as hostilidades com os Estados Unidos em meados da década de 1980.

Em um caso, autoridades militares soviéticas chegaram à conclusão de que o S-200 conseguiu derrubar três aeronaves da Marinha dos EUA em março de 1986, com base apenas na interpretação das leituras do radar (que poderiam indicar fragmentos de aeronaves)  e da presença da atividade de helicópteros na área, sendo esta atribuída aos esforços de CSAR (Busca e Salvamento de Combate). A USN (Marinha dos EUA) nunca adimitiu perdas de aeronaves durante o incidente, o que por si só não indica que nenhuma aeronave tenha sido perdida, mas os outras duas informações podem corroborar esta hipótese.

A eventual presença de fragmentos de aeronaves nas telas dos operadores de radar poderia ter sido atribuída ao lançamento de chaffs para ludibriar os radares, principalmente se a aeronave desceu abaixo do campo do radar de vista após isto. Além disso, a atividade de helicópteros na área não se limitou às operações de CSAR na USN, podendo ser patrulhas antissubmarino, busca e identificação de contatos de superfície, ou simplesmente voos em missões de dissimulação. Seja qual for o caso, as evidências não são conclusivas e não indicam que qualquer aeronave da USN tenha sido abatida palas baterias de S-200.

No final de 1986, a rede de SAM estratégicos da Líbia foi acionada durante a Operação ELDORADO CANYON, a resposta militar dos EUA ao apoio líbio a atos terroristas.O brigadeiro Vladimir Yaroshenko, um ex-oficial soviético encarregado de sistemas SAM da PVO, foi designado para analisar o pífio desempenho dos sistemas antiáreos soviéticos fornecidos à Líbia.  Yaroshenko constatou uma pobre cadeia de comando e controle, uma cobertura de radar pobre e uma falta de conhecimento das armas americanas antirradar e suas táticas. Um fato interessante que ele mencionou foi que as baterias de S-75 tinham uma altura mínima de engajamento de 100 metros, correspondentes ao sistema Volkhov S-75M como mencionado anteriormente.  Ele também confirmou que apenas um avião dos EUA, um F-111, foi abatido por fogo antiaéreo.

Parte do problema atual resulta de sanções internacionais impostas à Líbia durante a década de 1980 que, efetivamente, não permitiram que os sistemas obsoletos fossem atualizados. O resto do problema está nos próprios sistemas. Todos os três tipos de SAM estratégicos operados pela Líbia, foram exaustivamente estudados por agências de inteligência ocidentais, e muitos países ocidentais enfrentaram esses mesmos sistemas em combate por diversas vezes, permitindo a melhoria constante de contra-medidas eletrônicas.

Além disso, nenhum dos sistemas utilizados pela Líbia possui uma capacidade de engajamento de alvos múltiplos. Os únicos sites de SAM que representaram alguma ameaça para as aeronaves eram os de S-200, que possuíam vários radares  5N62 (Square Pair). Mesmo com a capacidade do sistema estratégico de SAM ser implantado visando a sobreposição de alcances de mísseis, o número relativamente pequeno de sites representa uma ameaça para apenas um pequeno número de alvos. Como resultado, toda a rede fica facilmente suscetível à saturação do sistema.

A segunda desvantagem para a rede estratégica de SAM da Líbia é o seu layout. Mesmo que estes sistemas mais antigos da era soviética ainda sejam confiáveis frente às ameaças regionais pouco modernas, o sistema ainda tem um número significativo de lacunas que poderiam ser exploradas. Os sistemas S-200 representam uma ameaça mais significativa sobre o mar, mas é limitado por ter uma altitude mínima de engajamento de 300 metros. Qualquer aeronave ou míssil que disponha de radar de acompanhamento de terreno seria capaz de explorar facilmente essa fraqueza e se aproximar da costa da Líbia. Uma vez alcançado litoral, o ponto mais óbvio de penetração seria a área adjacente ao golfo de Sidra, que é desprovida de sistemas de SAM estratégicos.

Além disso, como evidenciado na imagem apresentada anteriormente, existem lacunas entre as baterias de S-75 e de S-125 que poderiam ser exploradas. Isso, no entanto, não leva em consideração a presença de interceptadores, artilharia antiaérea, ou unidades de SAM táticos, uma vez que estes sistemas estão fora do escopo desta análise.

Conclusão

Em resumo, a rede da SAM estratégicos da Líbia requer a adição maciça de novas tecnologias para se manter viável no século XXI.  Ela não foi capaz de repelir um ataque há mais de vinte anos, e não há nenhuma razão para suspeitar de que ela seja capaz de tal ação hoje. A Líbia negocia a compra de avançados sistemas S-300PMU-2 (SA-20B Gárgula) russos, o que seria um longo caminho para modernizar a rede e restaurar a sua eficácia.

O Coronel Gaddafi tem feito grandes progressos em trazer a Líbia de volta à comunidade internacional, e merece uma grande quantidade de elogios por isso, mas tal medida não deve diminuir o desejo do governo líbio ou a responsabilidade deste em apresentar defesa adequada para os seus cidadãos.

FONTE: IMINT & Analysis (tradução, adaptação e edição: ForTe)

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Os sistemas de defesa antiaérea S-300, que Moscou se recusou a fornecer ao Irã na sequência de uma nova rodada de sanções da ONU contra a República Islâmica, poderiam ser vendidos à Venezuela, segundo informou um especialista em comércio de armas russas.

A Rússia assinou um acordo para entregar cinco batalhões de sistemas de defesa antiaérea S-300PMU-1 para o Irã em 2007, mas proibiu a venda em setembrode 2010, dizendo que os sistemas, juntamente com uma série de outras armas, foram cobertos pela quarta rodada de sanções impostas pela Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, por seu programa nuclear, em junho.

“A Rússia está procurando um comprador para cinco batalhões de sistemas de defesa antiaérea S-300PMU-1 encomendados pelo Irã, que valem US $ 800 milhões, e a Venezuela poderia tornar-se um comprador deste tipo”, disse Igor Korotchenko, chefe de um “think tank” baseado em Moscou, sobre o comércio internacional de armas.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que esteve visitando recentemente a Rússia, disse que seu país estava interessado em comprar diferentes tipos de sistemas de defesa de fabricação russa, para criar uma rede de defesa antiaérea de várias camadas.

A Venezuela já comprou 12 sistemas antiaéreos Tor-M1, uma série de canhões ZU-23-2 e mísseis portáteis Igla-S de curto alcance, da Rússia.

O S-300PMU-1 (SA-20 Gárgula) é uma versão alongada do S-300PMU, com uma capacidade limitada conta mísseis  balísticos.

Korotchenko disse que se o negócio do S-300 com a Venezuela for adiante, Caracas deve pagar em dinheiro pelos mísseis, ao invés de tomar outro empréstimo da Rússia.

“O S-300 é um produto muito bom e a Venezuela deve pagar o montante total em dinheiro, pois o orçamento do país tem fundos suficientes para cobrir o negócio”, disse Korotchenko.

Moscou concedeu a Caracas vários empréstimos para comprar armamentos russos, incluindo um empréstimo de US$ 2,2 bilhões para a compra de 92 carros de combate T-72M1M, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes Smerch e outros equipamentos militares.

FONTE: RIA Novosti

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O Exército de Libertação do Povo Chinês recentemente realizou um exercício de interceptação contra caças stealth F-22 Raptor dos EUA, segundo o jornal Apple Daily de Hong Kong.

A imprensa japonesa em 3 de outubro informou que os japoneses e os militares dos EUA iriam realizar um exercício conjunto para recapturar as Ilhas Senkaku ou Diaoyutai, em novembro, no caso dos chineses capturá-las num ataque surpresa. Foi dito dito que o porta-aviões nuclear USS George Washington e caças F-22 Raptor vão participar no exercício.

Em 8 de outubro, cinco dias após a notícia, uma brigada da Força Aérea Chinesa do distrito militar de Chengdu, treinou o disparo de mísseis HQ-9 (versão chinesa do S-300 russo), seu mais novo míssil terra-ar, para atingir um alvo assumido como um F- 22, segundo o Apple Daily.

O Diário de Ciência e Tecnologia, publicado em Pequim, publicou uma história sobre o exercício. “Logo após o radar mandar a informação sobre a localização da caça “stealth” para a equipe de lançamento de mísseis, o míssil Hong Qi 9 voou para as nuvens e uma explosão foi ouvida apenas 40 segundos depois. Houve muitos aplausos para o sucesso do exercício”.

FONTE: Chosun.com

A artilharia antiaérea do Exército Holandês realizou o lançamento do primeiro míssil AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missile) na ponta da península da Noruega Andøya. O componente de defesa aérea do Exército trabalhou para esse lançamento desde a introdução do míssil, no início de 2009.

O AMRAAM foi originalmente concebido como um míssil ar-ar BVR, permitindo que os caças possam abater aviões inimigos além do alcance visual. Hoje, ele também é usado para atingir aviões a partir do solo.

Camadas de média e alta altitude

A finalidade deste exercício de tiro real foi testar a integração da arma no Sistema de Defesa Aérea do Exército. Este sistema foi feito para conter a ameaças aéreas em altitudes baixas e médias.

O AMRAAM abrange as camadas de média e alta altitudes, em alcances de até 75 km, enquanto os mísseis Stinger lançados de ombro abrangem altitudes muito baixas. O AMRAAM tem o seu próprio radar e pode ser acionado de forma autônoma, para rastrear seu alvo independentemente.

Depois de meses de treinamento de procedimentos e exercícios, foi realizado o primeiro disparo real a partir de terra do míssil AMRAAM, que tem quase 4 metros de comprimento e atinge velocidades da ordem de 5.000 km/hora. Seu disparo só é autorizado na Noruega e nos Estados Unidos.

Além da seção de armas, a unidade praticou a seqüência de engajamento inteira como um todo. O radar gerou uma imagem do espaço aéreo até momento do disparo, que foi efetuado simplesmente com o acionamento de um botão. O míssil atingiu o alvo bem além do alcance visual.

Mais de 100 soldados e pessoal de logística foram envolvidos no lançamento.

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Defesa aérea de Moscou receberá sistemas S-400 e S-500

O sistema de Defesa Aérea de Moscou e da região econômica central russa vai receber novos sistemas, incluindo os S-400 e S-500.

A região econômica central é localizada na parte européia da Rússia, sendo a maior região industrial do país. Além de Moscou, as maiores cidades são Nizhny Novgorod, Smolensk, Yaroslavl, Vladimir, Tula, Dzerzhinsk, e Rybinsk.

SAIBA MAIS:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre este tema no ‘Xat’ do ForTe, clicando aqui.

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Os dez primeiros sistemas antiaéreos Pantsir S1 (SA-22 Greyhound) entraram em serviço na Força Aérea Russa, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa.

O Pantsir S1 é um sistema de médio alcance que combina mísseis antiaéreos e artilharia, fabricado pelo Instrument Making Design Bureau (KPB), baseado em Tula. O novo sistema deve ampliar a efetividade, estabilidade e sobrevivência das defesas aéreas russas.

O vídeo acima começa mostrando as ameaças aéreas e depois o sistema que foi feito para enfrentá-las.

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BNDES e Finep vão investir R$ 188 milhões em defesa

O governo prevê a aplicação este ano de R$ 188,7 milhões em 25 projetos da área de defesa, desenvolvidos pelos centros de tecnologia das Forças Armadas em parceria com empresas privadas. Esses recursos serão oriundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Para 2010, a previsão de investimentos públicos nos projetos de defesa será de R$ 492,4 milhões.

Entre os projetos estão o radar SABER M-60 e SABER-200, do Exército, e o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), da Aeronáutica, e o de desenvolvimento de fibra de carbono de alto desempenho da Marinha. Os números foram apresentados na terça-feira (7) pelo diretor do Departamento de Mobilização (DEPMOB), general-de-divisão Adriano Pereira Jr., em palestra no seminário “Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira”, realizado na Câmara dos Deputados. O DEPMOB faz parte da Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom) do Ministério da Defesa.

Ações

De acordo com o general, a Estratégia Nacional de Defesa trouxe várias ações que terão que ser apresentadas pelo Ministério da Defesa para o estímulo à indústria de defesa. Entre essas ações, estão a atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa; criação de regimes jurídico e econômicos especiais que possibilitem o desenvolvimento da indústria nacional de defesa; alterações na Lei 8.666, Lei de Licitações, de forma a incentivar a compra de tecnologia nacional; e concessão de garantia para a exportação do produto de defesa nacional. Uma primeira proposta de atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa para adequá-la à Estratégia, que já foi apresentada pela Selom ao ministro da Defesa.

O general Adriano lembrou que a ausência de recursos tem sido, ao longo dos anos, um problema que vem impedindo o reaparelhamento do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Segundo o general, tendo em vista os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, as Forças Armadas já vêm revisando seus antigos planos de reaparelhamento. Em troca, estão colocando metas de aparelhamento, a serem submetidas em breve ao Ministério da Defesa, com horizonte de longo prazo (até 2030).

Equipamentos

Essa mudança de procedimento tem algumas implicações. A primeira é que exige, por parte do governo, uma política previsível de compras, uma vez que material de defesa não constitui artigo “de prateleira”. Ao contrário, requer um planejamento de compras antecipadas de modo a dar à indústria nacional tempo para produzir os equipamentos. A introdução do fator previsibilidade, no entender do general Adriano, só será possível por meio de um “programa de governo de aquisição de produtos de defesa”. O programa de aquisição, conforme acrescentou, deve ter duas bases de apoio. A primeira delas em um programa orçamentário plurianual, que daria tranquilidade à indústria fornecedora. A segunda base seria o orçamento anual, fator que daria à indústria de defesa a segurança dos recursos para a cobertura dos gastos de curto prazo.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Boletim Em Questão nº 789

Foto: radar SABER 60 - Centro de Tecnologia do Exército

Segundo regimento de S-400 entra em atividade

O ministro da defesa russo disse hoje (17 de março) que um segundo regimento de defesa aérea com mísseis S-400 entrou em operação. O primeiro regimento de S-400, responsável por parte da defesa aérea da caítal Moscou e regiões industriais próximas, foi ativado em 2007, após lançamentos bem sucedidos ocorridos no complexo de Kapustin Yar.

O sistema S-400 ‘Triumf’ (SA-21 Growler pela OTAN), anteriormente denominado S-300PMU-3, é um desenvolvimento da família S-300, desenvolvida na URSS. O atual sistema é capaz de interceptar alvos aéreos distantes até 400 km. Este valor corresponde ao dobro do alcance do sistema norte-americano Patriot. Além disso, fontes russas informam que o sistema possui capacidade para derrubar aeronaves com baixo RCS (aeronaves ‘stealth’), mísseis de cruzeiro e MIRVs.

Um batalhão de S-400 comumente opera oito lançadores, com 32 mísseis, e uma unidade de comando e controle. A Rússia espera formar 18 batalhões equipados com sistemas S-400 até o ano de 2015.

FONTE: RIA Novosti

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A China Precision Machinery Import-Export Corporation passou a oferecer o míssil terra-ar CASIC HQ-9 para o mercado externo, sob o nome de FD-2000. O HQ-9/FD-2000 apareceu recentemente na African Ground Force Equipament Exhibition em Capetown (África do Sul) e também na Defense Exhibition, realizada em novembro, em Karachi (Paquistão).

A PLAAF (Força Aérea Chinesa) já implantou o sistema HQ-9 nas Bases Aéreas das províncias de Xi’an e Lanzhou. Uma brigada típica é formada por um veiculo de comando, seis veículos de controle, seis veículos com radar de direção de tiro, seis veículos com radar de busca, 48 veículos lançadores e 192 mísseis; além de um veiculo de posicionamento, um veículo com gerador de energia, um veiculo de comunicações e um veículo de apoio. Um batalhão usa oito veículos lançadores.

O programa HongQi-9/FD-2000 foi iniciado como um projeto “original” chinês, mas há rumores de que o projeto foi refeito para incluir melhorias no motor foguete, baseado no do S-300 russo, e no sistema de guiagem copiado do norte-americano MIM-104 Patriot.

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