Página 2 de 712345...Última »

O Governo Federal, por meio das Medidas Provisórias nº 572, de 6 de junho, e 573, de 27 de junho de 2012, aprovou importante abertura de crédito extraordinário para o Exército Brasileiro.

A Medida Provisória nº 572 atende ao Projeto Apoio a Comunidades Afetadas por Desastres ou Calamidades. Visa adotar o Comando Militar do Nordeste com viaturas e equipamentos que permitirão reforçar o Programa Emergencial de Distribuição de Água Potável no Semiárido Brasileiro (Operação Pipa), que é conduzido pelo Exército Brasileiro em convênio com o Ministério da Integração Nacional. Do total de 381 milhões de reais descentralizados, cerca de 309 milhões serão destinados à aquisição de aproximadamente 1.200 (mil e duzentas) viaturas, além de equipamentos, como reservatórios flexíveis para armazenamento de água, e adequação de postos centrais de abastecimento de combustível. O restante do valor será destinado à capacitação de recursos humanos, manutenção de viaturas e equipamentos, bem como ao pagamento de despesas decorrentes.

O crédito extraordinário aberto por meio da Medida Provisória nº 573, da ordem de 1 bilhão e 327 milhões de reais, atende aos projetos estratégicos Recuperação da Capacidade Operacional, Sistema ASTROS 2020 e Família de Blindados Médios de Rodas GUARANI. Deste total, 996 milhões foram destinados à aquisição de 2.000 (duas mil) viaturas de cinco toneladas e cerca de 1200 (mil e duzentas) viaturas de tonelagens diversas; 166 milhões de reais serão utilizados na pesquisa do míssil tático de 300 km, na pesquisa do foguete guiado, na modernização de viaturas do Grupo de Lançadores Múltiplos de Foguetes (6º GLMF) e na aquisição de novas viaturas para o sistema ASTROS, a fim de se constituir um novo GLMF em Formosa (GO); e 164 milhões de reais na compra de 48 (quarenta e oito) VBTP GUARANI.

Com a descentralização desses novos recursos, o Exército recupera parcela de sua capacidade de mobilidade operacional, ficando em melhores condições de atender as suas missões constitucionais.

FONTE: Exército Brasileiro

Tagged with:
 

O Exército Brasileiro e a Iveco assinaram, nesta terça-feira à tarde, o contrato para aquisição de 86 viaturas blindadas de transporte de tropas sobre rodas VBTP-MR Guarani, mais conhecidas como blindados Guarani. A cerimônia aconteceu no Salão de Honra do Ministério da Defesa e contou com a presença do ministro Celso Amorim.

A assinatura do contrato acontece quatro dias depois da publicação, no Diário Oficial da União, da autorização para a fabricação do Lote de Experimentação Doutrinária (LED) dos novos blindados, que chegam para promover a reestruturação das forças mecanizadas do Exército Brasileiro. O valor global do lote é de aproximadamente R$240 milhões.

As 86 unidades representam o início da produção, pela Iveco, da encomenda prévia de 2.044 unidades do blindado para o Exército. As viaturas serão utilizadas pela Infantaria e Cavalaria da força terrestre, que farão uma experimentação operacional do produto. A expectativa é de que sejam entregues ao Exército cerca de 100 unidades por ano nos próximos 20 anos.

PAC Equipamentos

Durante a cerimônia, o presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, destacou que se sentia orgulhoso em participar da “retomada da indústria de defesa do Brasil”. O ministro Celso Amorim, por sua vez, afirmou que o início da produção do Guarani representa a materialização do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (Paed). Segundo ele, a novidade serve para mostrar que “o Paed está se tornando realidade”, e que sua implementação contribuirá para fortalecer a indústria de defesa brasileira.

Amorim lembrou ainda que 48 das 86 viaturas previstas no contrato foram incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos do Governo Federal. Ao todo, o Ministério da Defesa terá R$ 1,527 bilhão do PAC Equipamentos. Além dos 40 carros de combate Guarani, os recursos serão destinados para compra de 4.170 caminhões e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020. O repasse do dinheiro foi autorizado no final de junho, por meio de Medida Provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff.

Viaturas

Desenvolvido com tecnologia brasileira, por meio de um projeto conjunto entre o Centro de Tecnologia do Exército e a Iveco – empresa do Grupo Fiat Industrial –, o Guarani é um veículo anfíbio com tração 6×6 que servirá de base para uma nova família de blindados multimissões, capaz de realizar ações de reconhecimento e apoio de fogo.

O novo blindado pesa 18 toneladas e vem para substituir os modelos Urutu e Cascavel, desenvolvidos nos anos 1970 pela extinta Engesa (Engenheiros Especializados S.A). A principal característica das novas viaturas é seu design modular, permitindo a incorporação de diferentes torres, armas, sensores e sistemas de comunicações para o mesmo carro.

Por sua versatilidade, o projeto atraiu o interesse de países vizinhos empenhados em reequipar suas Forças Armadas. No primeiro semestre, houve conversas preliminares com a Argentina, que poderá adquirir 14 unidades do veículo para uso em missões conjuntas de paz com o Chile.

Os novos blindados serão produzidos em fábrica totalmente dedicada ao projeto, dentro do complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG). Até o momento, foi entregue oficialmente um único protótipo, em testes no Centro de Avaliação do Exército. A fabricação em larga escala dos Guaranis deverá ser iniciada no começo de 2013.

De acordo com a previsão do Exército Brasileiro, sete carros blindados estarão prontos até dezembro deste ano. Eles fazem parte de um total de 16 viaturas do lote-piloto do projeto. Já o Lote de Experimentação Doutrinária deverá ter 38 unidades disponíveis até julho de 2013, e os 48 restantes até julho de 2014.

Segundo a Iveco, a produção já começa com índice de conteúdo local acima de 60%. Quando a fábrica estiver operando em capacidade máxima, a cadeia produtiva deverá envolver, no Brasil, cerca de 110 fornecedores diretos e até 600 fornecedores indiretos.

Além do ministro Celso Amorim e do presidente da Iveco Latin America, Marco Mazzu, participaram da cerimônia de assinatura do contrato o comandante do Exército, general Enzo Peri; o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi; o chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general Sinclair James Mayer; o embaixador da Itália no Brasil, Gherardo La Francesca; representantes da Iveco, além de autoridades civis e militares.

FONTE: Ministério da Sefesa

VEJA TAMBÉM:

Defesa terá R$ 1,527 bilhão do PAC Equipamentos

Brasília, 27/06/2012 – O Ministério da Defesa terá R$ 1,527 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos. Os recursos serão para compra de 4.170 caminhões, 40 carros de combate Guarani e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020. O repasse do dinheiro foi autorizado, hoje (27), por meio de Medida Provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff em cerimônia ocorrida no Palácio do Planalto. Este programa destinará R$ 8,43 bilhões em 2012 e tem por objetivo estimular a economia brasileira com a ampliação dos investimentos e geração de emprego e renda.

A MP encaminhada ao Congresso Nacional libera R$ 6,611 bilhões do orçamento que estavam contingenciados. Os detalhes do PAC Equipamentos foram divulgados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao justificar que o governo federal toma tais medidas para estimular a economia nacional. De acordo com o ministro, em função da crise europeia, que tem efeitos imediatos na economia mundial, o governo toma “um conjunto de medidas para ampliar os investimentos, estimular a demanda, aumentar a confiança e acelerar o crescimento”.

Conjuntura econômica

Em discurso, a presidenta Dilma lembrou a conjuntura econômica conturbada pela qual o mundo atravessa e a comparou o momento econômico de 2008, iniciado no setor imobiliário dos Estados Unidos. Ela frisou que a crise do fim da década passada perdura e assume novas formas no momento atual.

“Agora, esse cenário nos preocupa, mas não nos amedronta. É importante ter consciência dele para evitar que nesse momento sejam feitas aventuras fiscais. Nenhum país do mundo, hoje, se permite uma política fiscal que não leve em conta, sobretudo, investimentos. Aventuras fiscais é a gente se comportar como se não estivesse acontecendo nada. Nós não nos amedrontamos, mas não podemos fingir que nada está acontecendo”, disse.

E para fazer frente ao momento atual, segundo destacou, o governo vem tomando medidas que incrementem o mercado interno. No discurso, Dilma Rousseff destacou também a importância do programa na destinação de recursos ao Ministério da Defesa para a compra de equipamentos para as Forças Armadas.

“Todas as compras que nós lançamos antes vão atender às necessidades do povo brasileiro. Eu vou citar: os ônibus para transporte escolar; os caminhões e veículos para as Forças Armadas, que têm de ser reequipadas, na medida em que cumprem um papel essencial; as ambulâncias para expandir o Samu; os caminhões e perfuratrizes para poços artesianos, facilitando o combate à seca; as retroescavadeiras, como eu disse, para manutenção das estradas vicinais; os mobiliários para as escolas públicas”, contou.

Compras da Defesa

O Ministério da Defesa receberá R$ 1,527 bilhão para equipamentos militares desenvolvidos a partir de projetos nacionais fabricados no Brasil. Deste total, R$ 342,4 milhões serão para a compra de 40 blindados Guarani. Como o Exército já tinha encomendado 21 unidades do tanque para este ano, o PAC Equipamentos permitirá que outros 19 Guarani sejam acrescidos à lista.

O plano também prevê R$ 246 milhões para adquirir 30 unidades do Veículo Lançador de Míssil – Astros 2020. Os R$ 939,6 milhões restantes serão para compra de 4.170 caminhões de diferentes tipos e modelos destinados ao transporte de tropas e de cargas, baú, basculante, pipa, combate a incêndio e de uso geral. Esses veículos se somarão aos 900 inicialmente previstos, totalizando encomenda de 5.070 caminhões em 2012.

Sobre os equipamentos:

Blindados – O Guarani é um projeto do Exército Brasileiro. Trata-se do primeiro modelo de uma família de blindados a ser produzida no país, em Minas Gerais, pela empresa Iveco. Esses carros de combate anfíbios sobre rodas substituirão, gradualmente, os atuais blindados utilizados pelo Exército (Urutu, Cascavel), que foram fabricados pela Engesa e estão com mais de 30 anos de utilização.

Astros 2020 – Trata-se de um sistema nacional de lançamento de foguetes e mísseis desenvolvido pelo Exército e fabricado pela empresa Avibrás, de São José dos Campos. Sucesso comercial, o lançador sobre rodas já foi exportado para vários países e vai aparelhar unidades de combate da artilharia do Exército. O 2020 é o modelo mais atual do lançador de foguetes terra-terra.

Benefícios – Os dois projetos (blindados e Astros 2020) são projetos estratégicos e estão em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa (END). Deverão constar também no Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED), que está em fase de conclusão no Ministério e orientará as aquisições de equipamentos e produtos de defesa até 2030.

Ambos os projetos funcionarão como estímulo à inovação e à produção nacional de meios tecnologicamente avançados. Ou seja, têm o viés de promover efetividade da capacidade de defesa e também de impulsionar a competitividade da indústria nacional nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

A compra dos caminhões reforçará a mobilidade e a logística das Forças Armadas. Os veículos incrementarão a capacidade das Forças de atuar em situações dentro e fora do meio militar, tais como auxílio da população civil em catástrofes naturais (enchentes, secas etc).

FONTE / FOTOS MENORES: Ministério da Defesa

NOTA DO EDITOR: é louvável a compra de equipamentos como os citados, e que serão destinados ao Exército Brasileiro (o que deve incluir a maior parte dos caminhões), dentro da lógica citada no texto de adquirir “equipamentos militares desenvolvidos a partir de projetos nacionais fabricados no Brasil”. Mas e a Força Aérea Brasileira e a Marinha do Brasi? Não há equipamentos de projeto nacional para equipá-las e que poderiam ser adquiridos? É certo que, como ressaltado,  ficariam de fora  gastos / investimentos em equipamentos fabricados no exterior, dos quais os de maior visibilidade são navios de escolta ou de apoio para a Marinha e caças para a Força Aérea, para os quais ainda se está em fase de disputa entre fornecedores internacionais, e não nacionais – e há notícias de que esses gastos de equipamentos de origem externa não seriam compatíveis com a crise internacional, vide reportagem de hoje sobre novo adiamento da compra de caças para a FAB (clique para acessar). Mas a corveta Barroso, por exemplo, não é um projeto nacional? Um novo navio da classe não movimentaria encomendas em fornecedores nacionais e o emprego de mão-de-obra nacional num Arsenal que está praticamente sem encomendas de embarcações desde que foi lançada? Bombas e mísseis para a FAB não são projetos nacionais? Não poderiam estar nesse “pacote”, sem prejuízo das encomendas para o Exército?

Exército Brasileiro – Nota à Imprensa

O Exército Brasileiro lamenta informar que no final da noite de ontem, 20 de junho de 2012 (quarta-feira), por volta de 21:00h, alunos da Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), que estavam realizando instruções previstas em Quadro de Trabalho Semanal, vieram a sofrer um acidente no Campo de Instrução de Camboatá (Deodoro), em virtude da explosão de um artefato.

No acidente veio a falecer o aluno VINICIUS FIGUEIRA BENEDITO EUGENIO, de 21 anos, e outros dez alunos ficaram feridos, tendo sido socorridos e transferidos para hospitais militares, onde se encontram em observação.

O comandante da Escola determinou abertura de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias dos fatos.

Tagged with:
 

Acordo segue e completa contrato assinado no início de 2011, para um investimento total de mais de 5 milhões de euros

 

São Paulo, 20 de junho de 2012 – A SELEX Elsag, uma empresa do grupo Finmeccanica, assinou um contrato com o Exército Brasileiro para concluir a atualização do sistema de comunicações táticas SISTAC. Este contrato segue e completa aquele assinado no início de 2011, para um investimento total de mais de 5 milhões de euros e uma extensão de garantia para 3 anos. As atividades de atualização serão concluídas no início de 2013.

O SISTAC é um sistema de comunicações táticas baseado em cabines shelter, que está implantado na região sob a jurisdição do Comando Militar do Sul para fornecer suporte à 3 ª Divisão do Exército Brasileiro.

Operando desde 1998, utilizado pelo 1º Batalhão de Comunicações de Santo Ângelo, no estado do Rio Grande do Sul, o SISTAC foi o primeiro sistema deste tipo a ser adquirido pelas Forças Armadas Brasileiras. Trata-se de uma rede integrada de comunicação digital multi-serviços, capaz de fornecer serviços de voz e dados, em claro e criptografados, e também a interface com redes externas e com sistemas de rádio convencionais. Com a atualização completa, a versão modernizada do sistema poderá contar com rádio enlaces digitais de última geração, roteadores switch multi-serviços, encriptadores e um avançado sistema de gerenciamento de rede. Todos estes elementos vão permitir uma arquitetura “dat a-focused”, que é um primeiro, mas importante passo no processo de implementação das chamadas “Network-Enabled Capabilities” do Exército brasileiro.

Neste sentido, o General Antonino dos Santos Guerra Neto, Comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro (CCOMGEX), afirma que: “A implementação da 2ª fase da revitalização (upgrade) do Sistema Tático de Comunicações da 3ª Divisão de Exército (SISTAC/3ª DE) é o reflexo de um processo contínuo de adequação tecnológica e de investimentos na Área de Comando e Controle (C2), necessários para se elevar ao “Estado da Arte” as Comunicações do Exército Brasileiro.”

A SELEX Elsag é ativa no mercado brasileiro desde os anos 90, através da subsidiária SELEX Communications do Brasil. A presença local se tornou a chave para o sucesso, tendo a oportunidade de trabalhar em sinergia com o cliente, fornecendo soluções que atendam suas necessidades e criando condições para garantir a continuidade dos negócios. Hoje, a SELEX Elsag fornece ao Exército sistemas táticos de comunicações de área e suporta as operações das forças especiais do Exército e da Marinha, graças a soluções globais para atender às necessidades de Forças Armadas cada vez mais engajadas em outras frentes do que a tradicional da Defesa.

Com uma ampla gama de soluções de comunicação, automação e segurança, a SELEX Elsag é ativa no país em outras áreas de negócio civil, por exemplo, na Administração Pública (Correios, Governos Regionais, Polícia, etc ), nos transportes (metrô, ônibus, trens) e empresas privadas do petróleo, eletricidade e serviços públicos.

DIVULGAÇÃO: Hill+Knowlton

Tagged with:
 

Cálculo dos gastos de 18 meses de operação foi feito pelos próprios militares a pedido do ‘Estado’; soldados deixarão a área no dia 30

 

MARCELO GOMES / RIO – O Estado de S.Paulo

Os 18 meses de ocupação pelo Exército nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, custarão R$ 333 milhões ao governo federal, segundo cálculos da própria Força feitos a pedido do ‘Estado’. No dia 30, os últimos mil militares sairão definitivamente da região, que passará para controle de autoridades estaduais.

“Nossa missão foi cumprida. A área realmente está pacificada. É um lugar mais tranquilo para se viver, com índices de criminalidade aceitáveis, padrões das melhores regiões do mundo. Não há mais a ditadura do fuzil”, resumiu o general do Exército Carlos Sarmento, comandante da Força de Pacificação.

Até o dia 30, a Secretaria Estadual de Segurança vai inaugurar quatro Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Complexo da Penha. O vizinho Complexo do Alemão, de onde as forças federais já saíram, ganhou outras quatro UPPs nos últimos meses.

Neste ano, apesar de a ocupação durar apenas seis meses, será concentrada a maior parte das despesas: já foram empenhados (reservados no orçamento para posterior execução) R$ 103 milhões. Além disso, ainda serão empenhados R$ 32 milhões, totalizando R$ 135 milhões. Em 2011, o Exército investiu R$ 130 milhões na Força de Pacificação. Em seu auge, foram mobilizados 1.800 militares.

Já em 2010 foram gastos R$ 68 milhões em apenas um mês. A ocupação dos Complexos do Alemão e da Penha pelas forças de segurança ocorreu em 28 de novembro, após uma onda de ataques de traficantes a unidades policiais e dezenas de ônibus incendiados. As ações orquestradas levaram pânico à população. Investigadores descobriram que os ataques partiram de líderes da facção criminosa que tinha no Alemão e na Penha seu quartel-general, contrariados com o avanço das UPPs.

Inicialmente, o prazo de atuação da Força de Pacificação se encerraria em 31 de outubro de 2011, mas foi prorrogado até 30 de junho deste ano a pedido do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

Os R$ 333 milhões foram empregados em aquisição e manutenção de viaturas, material de saúde, equipamentos de proteção individual e de comando e controle, armamento letal e não letal, combustível e material de engenharia. Além de alimentação, pagamento de serviços de concessionárias, transporte de pessoal e manutenção e horas de voo de aeronaves do Exército. O valor supera em 22% tudo o que foi gasto em 2011 com reaparelhamento e adequação do Exército, segundo o Siga Brasil, portal de acompanhamento da execução do Orçamento federal mantido pelo Senado. Também supera em 61,6% o que foi investido no ano passado no programa Participação Brasileira em Missões de Paz.

Mudança. “Aqui era o centro logístico e operacional da facção criminosa que dominava essa região e levava terror ao Rio de Janeiro. Hoje não temos mais isso. O que temos é um tráfico de drogas local, como em qualquer outra comunidade. E procuramos, logicamente, coibir dentro do possível. Não é mais uma favela exportadora de droga, não há mais consumidores que vêm de fora comprar entorpecente aqui”, diz o general Sarmento. “Desde a pacificação, não houve um tiro de arma pesada.”

Comandante vê mudança cultural nas comunidades

Para o comandante da Força de Pacificação, general Carlos Sarmento, houve uma mudança cultural nas comunidades com a presença do Exército. “No início, houve muitas prisões por desacato, porque os moradores não estavam acostumados às leis. Tínhamos muito problema de som alto. Quando o militar pedia para o responsável baixar o som, algumas pessoas, já alcoolizadas, xingavam, atiravam pedra. Hoje a cultura do som alto diminuiu bastante. Também temos menos problemas com desrespeito à lei do silêncio após as 22h. E todos os motociclistas andam de capacete e com motos com placa dentro das comunidades. Antes da pacificação, isso era impensável.”
Nesse período, foram registradas cerca de 170 ocorrências nos Complexos do Alemão e da Penha, a maioria relacionada a crimes leves, como desobediência, resistência e ameaça. Mas também houve casos de homicídios, tentativas de homicídio e lesão corporal. A Ouvidoria da Força de Pacificação ainda recebeu 4.178 denúncias desde sua implementação. / M.G.

FONTE: O Estado de São Paulo

Tagged with:
 

Durante 13 dias, soldados mapearam trecho perto de Suriname e Guiana. Tropa descobriu garimpos, pistas clandestinas, tráfico de animais e trilhas.

 

Militares brasileiros realizaram pela primeira vez o reconhecimento de uma área na fronteira do Brasil com o Suriname e a Guiana considerada até então desconhecida pelos órgãos públicos.

Segundo o general Eduardo Villas Bôas, comandante militar da Amazônia, o levantamento ocorreu devido ao “grande desconhecimento” da região ao norte do Rio Trombetas, no Pará, e na tríplice fronteira.

“É uma área de difícil acesso, com rios cheios de cachoeiras, não navegáveis, grande vazio populacional e mata fechada. Considerávamos uma região de sombra, que nunca havíamos pisado antes, pois não tem como chegar lá por estradas, embarcações ou aeronaves“, disse o general ao G1.

“Por isso, determinei que uma tropa especializada fosse esmiuçar a mata e coletar informações”, acrescentou.

Durante a operação, realizada neste mês, 16 integrantes da Força 3 – unidade formada por Comandos e Forças Especiais (a tropa de elite do Exército) e baseada em Manaus (AM) – ficaram 13 dias na floresta amazônica.

A missão era mapear tribos isoladas, garimpos ilegais, pistas clandestinas e outros crimes transfronteiriços, de acordo com o comandante da Força 3, tenente-coronel André Lúcio Ricardo Couto.

A ação começou a partir do pelotão de fronteira de Tiriós, localizado a 12 km da divisa do Pará com o Suriname. A partir dali, os soldados seguiram de helicóptero até dois pontos fictícios próximos aos rios Curiau e Cafuni, que ingressam no Brasil a partir do Suriname e da Guiana e, no Pará, formam o Rio Trombetas.

As coordenadas exatas não são divulgadas por questões estratégicas, pois nos locais o Exército pretende implantar futuramente novos pelotões de fronteira.

No total, a área percorrida tem 400 quilômetros de extensão na fronteira do Pará com Suriname e Guiana, segundo o coronel André Lúcio. “Em localidades que imagens de satélite e mapas apontavam como sendo habitadas por tribos, não encontramos nada. Também descobrimos pequenas pistas de pouso próximas a terras indígenas, que podem ser usadas por garimpeiros”, disse.

Ao localizar pequenos grupos de indígenas, os militares desciam de rapel na mata e passavam alguns dias na localidade coletando dados.

Foram descobertos pontos de tráfico ilícito de dois pássaros silvestres – curió e bicudo – e duas trilhas clandestinas que levam brasileiros para o trabalho ilegal em minas do lado surinamês, uma delas cruzando terras indígenas.

Duas aldeias, do outro lado da fronteira, são a porta de entrada para os garimpeiros – uma maior, a cinco dias da linha que separa os dois países, e outra menor, a apenas seis horas de caminhada do Brasil.

Os dados coletados pela tropa serão compilados em um relatório que será repassado para diversos órgãos públicos, como Funai (Fundação nacional do Índio) e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que têm interesse em saber o que ocorre na área, informou o general Villas Bôas.

O envio dos militares da Força 3 à área inóspita ocorreu durante a Operação Ágata 4, que reuniu mais de 8,5 mil militares para reprimir crimes nas fronteiras de Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

FONTE: G1

Tagged with:
 

A recorrência de crimes envolvendo explosivos em terminais eletrônicos de bancos levou a 12ª Companhia Independente de Meio Ambiente e Trânsito da Polícia Militar e o Exército Brasileiro a se unirem em uma operação para combater a comercialização clandestina de artefatos explosivos. A ação tem como foco, principalmente, estabelecimentos que vendem esse tipo de produto e também locais que fazem uso de dinamites, como pedreiras e mineradoras.

A operação foi uma iniciativa da Polícia Militar e faz parte de um pacote de medidas que estão sendo adotadas pelo Comando da 12ª Região de Polícia Militar (em Ipatinga, o qual está subordinado o 26º Batalhão de Itabira) que visa conter o crime de arrombamento a caixas.

A ação em parceria com o Exército começou nessa quinta-feira, 10, em João Monlevade, e continua nos próximos dias. Nesta sexta-feira, 11, os militares estão em Itabira, onde fiscalizam várias empresas. A operação vai passar ainda por cidades como Ipatinga, Belo Oriente, Timóteo, Caratinga, Nova Era, Rio Piracicaba, Bela Vista de Minas, Barão de Cocais, São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara e Catas Altas.

Estão sendo empregados nesta operação quatro militares do Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro, sediado em São João Del Rey, e cerca de 20 militares do Policiamento Ambiental. O Exército vai verificar a regularidade da comercialização, armazenamento e uso de materiais explosivos, uma vez que esta atividade é de exclusividade da Corporação. À Polícia Militar cabe a fiscalização ambiental nestes empreendimentos.

Além dessas medidas, estão sendo intensificados os patrulhamentos e fiscalizações nas rodovias estaduais e federais no período noturno, principalmente nas vias de acesso aos municípios que compõem a região.

Incidência

Recentemente, no dia 2 de maio, por volta de 02hs, na MG 129, via de acesso ao município de Itabira, uma guarnição da Polícia Militar Rodoviária interceptou um veículo conduzindo suspeitos. Houve troca de tiros entre os homens e a Polícia Militar. O veículo foi apreendido, além de vários outros objetos utilizados em prática de crimes, como coletes balísticos, munição, toca ninja, luvas e material utilizado para arrombamentos.

Dois dias depois, em 4 de maio, dois terminais eletrônicos do banco Santander, em João Monlevade, foram explodidos na madrugada. Eram oito envolvidos. Os assaltantes colocaram dinamites nos caixas para roubar dinheiro. Um dos envolvidos foi preso em Santa Bárbara.

FONTE: DeFato Online

Lançamento do PROFORÇA

Brasília – No dia 27 de fevereiro, o Comandante do Exército, General de Exército Enzo Martins Peri, assinou a Portaria que adota o Projeto de Força do Exército Brasileiro – o PROFORÇA, caracterizando um importante marco no processo de transformação da Instituição.

Ainda nesse evento, que contou também com a presença de Oficiais-Generais do Alto-Comando, Generais da Guarnição de Brasília, e Oficiais representantes dos Órgãos de Direção Setorial do Exército, houve o lançamento do Portal da Transformação, que permitirá o acompanhamento de informações, documentos e notícias sobre a Transformação do Exército Brasileiro.

O processo de Transformação da Força Terrestre teve sua origem no diagnóstico (SIPLEx-2) de que o Exército Brasileiro não dispõe de capacidades compatíveis com a rápida evolução da estatura político-estratégica do Brasil, que caminha rapidamente para a condição de potência mundial. Percebeu-se que a modernização da Força Terrestre era incipiente e que a atual conjuntura demandava um processo bem mais amplo de mudança: a transformação. Trata-se, portanto, de um processo que pretende conduzir o Exército ao patamar de força armada de país desenvolvido e ator mundial, capaz de se fazer presente, com a prontidão necessária, em qualquer ponto da área de interesse estratégico do Brasil.

A partir da percepção da necessidade de se transformar o Exército Brasileiro da Era Industrial para a Era do Conhecimento, fez-se mister um planejamento que determinasse um conjunto de ações estratégicas que conduziriam esta transformação – um Projeto de Força (PROFORÇA). Coerente com essa premissa, o PROFORÇA estabelece as bases para a transformação do Exército Brasileiro, constituindo-se no seu principal projeto integrador.

O PROFORÇA apresenta a concepção do Exército Brasileiro, baseada em capacidades, para os marcos temporais de 2015, 2022 e 2031, orientando o processo de Transformação, o qual será conduzido pelos Vetores de Transformação: Ciência & Tecnologia, Doutrina, Educação & Cultura, Engenharia, Gestão, Logística, Orçamento & Finanças, Preparo & Emprego e Recursos Humanos.

FONTE: EB

VEJA TAMBÉM:

É o 2º militar detido em menos de uma semana por envolvimento com esse tipo de crime

 

Um cabo do Exército de Taubaté foi preso nesta quarta-feira (29) no bairro Esplanada Santa Terezinha. Esse é o segundo militar detido em menos de uma semana na cidade por envolvimento com o tráfico de drogas.

O cabo do Cavex, de 24 anos, foi preso em casa enquanto dormia. No local, foram apreendidas 86 pedras de crack, três pinos e um papelote de cocaína, além de dinheiro e aparelhos de telefone celular. Foi a segunda prisão de um militar do Cavex por tráfico em cinco dias.

Na última sexta-feira (24), cinco homens acusados de tráfico foram presos com dinheiro, drogas e armas por meio de escutas telefônicas. Dentre eles, um soldado de 21 anos, que guardava em casa 90 pinos de cocaína e munição.

De acordo com a polícia, os dois militares – o soldado e o cabo – fazem parte da mesma quadrilha, que atuava no Esplanada Santa Terezinha, um dos bairros mais violentos de Taubaté.

Ninguém do Comando de Aviação do Exército gravou entrevista. Por meio de nota, a informação é de que o cabo ficará preso no Cavex, mas só por enquanto. Em breve, ele dever ser levado a uma prisão comum.

É que o cabo era um militar temporário e, segundo o comando do Cavex, mesmo antes da prisão, o desligamento dele do Exército já era previsto. O cabo preso nesta quarta estava no Exército há seis anos.

Os militares acompanharam a Polícia Civil no cumprimento do mandado de prisão. E, durante toda a manhã, estiveram na delegacia de entorpecentes. Agora a polícia investiga se há mais militares e civis envolvidos com a mesma quadrilha.

O outro soldado preso na sexta-feira (23) continua detido no Cavex até que ele seja transferido para um presídio.

FONTE: www.vnews.com.br

Tagged with:
 

BRASÍLIA – Incomodado com o teor da nota divulgada no último fim de semana pelos clubes militares com críticas a ministros do governo Dilma, o comandante do Exército, Enzo Peri, determinou que o texto fosse retirado do ar. Segundo oficiais do Exército, as críticas feitas pelos militares da reserva não foram bem recebidas pela cúpula da Força. Perri desautorizou qualquer manifestação no sentido.

A nota cobrava da presidente Dilma Rousseff uma manifestação diante de declarações da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e nova ministra da Secretaria das Mulheres, Eleonora Menicucci. O texto “O manifesto” foi assinado pelos presidentes do Clube Militar, Renato Cesar Tibau Costa, do Clube Naval, Ricardo Cabral e do Clube da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista, todos já na reserva.

“Os Clubes Militares expressam a preocupação com as manifestações de auxiliares da presidente sem que ela, como a mandatária maior da nação, venha a público expressar desacordo com a posição assumida por eles e pelo partido ao qual é filiada e aguardam com expectativa positiva a postura de presidente de todos os brasileiros e não de minorias sectárias ou de partidos políticos”, dizia a nota.

Os militares reclamavam de Maria do Rosário ter defendido que vítimas da ditadura recorressem à justiça para punir seus agressores, tendo em vista que o Supremo Tribunal Federal já assegurou que a Lei da Anistia continua valendo para todos os casos.

O texto já saiu do site do Clube Militar. O site chegou a vincular uma nova nota de apenas uma frase, mas ela também não está mais disponível. O novo texto dizia “Com relação à nota Manifesto Interclubes Militares de 16/02/2012 os presidentes dos clubes militares desautorizam o referido documento”, dizia .

FONTE: O Globo

Tagged with:
 

Programa das Forças Armadas terá simulador de ataques; ativistas já atacaram sites do Banco Central e de outras instituições

 

O Exército brasileiro anunciou a compra de novos softwares para segurança e prevenção contra ataques cibernéticos.
As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque de possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis.

“Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne os quartéis em todo o país, e ela está bem blindada, mas há pontos de vulnerabilidade”, disse à BBC Brasil o general Antonino Santos Guerra, diretor do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex).

Em janeiro, as Forças Armadas concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e de um programa que simula ataques cibernéticos, no valor total de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras.

Na última sexta-feira, o grupo de hackers Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.
O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana.

Também na última sexta-feira, o FBI anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre agentes americanos e a britânica Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers.

Outros ataques em sites institucionais americanos e gregos foram registrados.

Defesa cibernética

“Os ataques que registramos até agora são parecidos com os que acontecem em qualquer empresa. Tentativas de roubos de senhas, negações de serviço, etc. Mas o modo como se obtém uma senha de banco é o mesmo que se pode usar para obter dados confidenciais do Exército. E já tivemos sites do governo derrubados”, afirma Guerra.

Segundo o general, o simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em pelo menos 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército.

A Ccomgex, que coordena a compra do antivírus e do simulador de ataques cibernéticos faz parte do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), criado em 2010 para concentrar a administração de todas as ações de proteção virtual da organização.

O programa adquirido por R$ 5,1 milhões será desenvolvido pela empresa carioca Decatron e atualizado de acordo com as necessidades da organização, o que deve facilitar a manutenção do sistema de segurança, de acordo com o general.

O antivírus, no valor de R$ 800 mil, também está em fase de desenvolvimento e deverá ser entregue pela empresa BluePex, de Campinas (SP), dentro de 12 meses.

O diretor do Ccomgex diz que a preferência por empresas nacionais para o programa de proteção do Exército deve estimular a competição e o avanço das empresas de tecnologia e sistemas de segurança no Brasil.

Por isso, as empresas que venceram as licitações terão prazos maiores para realizar mudanças customizadas nos programas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas.

O orçamento previsto para o CDCiber em 2012 é de R$ 83 milhões, que devem ser destinados a pelo menos outras quatro aquisições que incluem equipamentos, softwares e o treinamento de pelo menos 500 oficiais.

“Temos cursos externos para militares das três forças e também no mercado universitário, para pós-graduações. No futuro, queremos contratar pessoas que conhecem a área para trabalhar aqui, ou que possam dar consultoria”, disse Guerra.

Roubos eletrônicos

O especialista em segurança cibernética Mikko Hypponen, da empresa finlandesa F-Secure, diz que o Brasil se distingue de outros países pela frequência de ataques cibernéticos relacionados ao roubo de dinheiro.

No entanto, o país já começa a registrar ataques a sites de instituições governamentais e empresas privadas de grupos de ativistas, como o Anonymous e o LulzSec, que tem ‘divisões’ nacionais.

“Na maioria dos países, os ataques são feitos por pessoas de fora. O Brasil é diferente porque boa parte dos ataques alveja os bancos e a maioria deles é feita por pessoas do próprio país”, disse Hypponnen à BBC Brasil.

Segundo o especialista, o Brasil é considerado o número 1 em criar ‘cavalos de Troia’, espécies de programas maliciosos, para atacar bancos.

“Esses programas nem tentam romper os sistemas de segurança do bancos, que são, em geral, muito bons no Brasil. Mas eles infectam os computadores pessoais dos clientes, para poder entrar em suas contas quando elas acessam os bancos online”, explica.

Para o general Antonino Guerra, o Brasil ainda não precisa se preocupar com ataques realizados por outros países nem com a espionagem de seus cidadãos. “Somos um pais pacífico, não é esse o tipo de problema que temos aqui”, diz.

No entanto, Hypponnen acredita que o governo brasileiro precisará se preocupar também com a segurança de empresas privadas, caso queira prevenir possíveis crises.

“Boa parte da infraestrutura crítica do Brasil não é gerida pelo governo e sim por companhias privadas, como a telefonia e as usinas nucleares. Para garantir que o país conseguirá operar durante uma crise, é preciso garantir que essa infraestrutura continuará a funcionar. O governo tem que ter um papel mais ativo em ajudar as empresas a protegerem suas redes”, afirma.

Em comunicado enviado à BBC Brasil, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) disse que ‘os ataques mais preocupantes são aqueles que visam acesso indevido a informações sigilosas da Administração Pública Federal’ e afirmou que a preparação do órgão contra possíveis ataques tem sido ‘adequada’.

De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (CERT), que reúne notificações de ataques eletrônicos em todo o país, o Brasil registrou quase 400 mil ataques a computadores em 2011.

Cerca de metade das fraudes registradas, segundo o CERT, foram páginas falsas, geralmente de bancos, criadas para roubar dinheiro dos usuários. A outra metade das notificações corresponde quase completamente aos cavalos de Troia, que dão acesso a contas bancárias quando elas são acessadas pela internet.

O centro, que recebe dados de empresas, universidades, provedores de Internet e Grupos de Segurança e Resposta a Incidentes (CSIRT), diz que as segundas-feiras são os dias com mais incidentes reportados e que mais de 80% dos ataques tem origem no Brasil.

Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as fraudes bancárias realizadas pela internet e computadores dos clientes custaram R$ 685 milhões aos bancos só no primeiro semestre de 2011, 36% a mais do que no mesmo período em 2010.

FONTE: G1, BBC

NOTA À IMPRENSA

O Comando do Exército esclarece que o General de Divisão Marcos Edson Gonçalves Dias permanece no cargo de Comandante da 6ª Região Militar e como o condutor das ações de Garantia da Lei e da Ordem desencadeadas pelo Exército no Estado da Bahia. Portanto, carecem de fundamento as matérias divulgadas em alguns órgãos de mídia, contendo informações contrárias sobre o assunto.

Atenciosamente,

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE – MÃO AMIGA

Tagged with:
 

EMPREGO DE TROPA EM GARANTIA DA LEI E DA ORDEM NA BAHIA

Autorizado pela Excelentíssima Senhora Presidente da República, o Exército Brasileiro empregará tropa federal no Estado da Bahia, nos termos do que está previsto na Lei Complementar nº 97/1999 e no Decreto nº 3.897/2001, em caráter episódico e temporário, em ações de garantia da lei e da ordem, para a preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio, em estreita coordenação com a Secretaria de Segurança Pública, atendendo à solicitação do Governador do Estado.

O Exército empregará os recursos operacionais militares necessários, enquanto permanecer a situação de greve da Polícia Militar da Bahia.

As tropas federais do Exército sediadas em Salvador já iniciaram as ações de patrulhamento ostensivo nas principais vias da cidade e outras tropas do Comando Militar do Nordeste, sediadas em Recife, Garanhuns, João Pessoa, Maceió, Aracaju e Natal; e da Brigada de Infantaria Paraquedista, do Rio de Janeiro, iniciaram seus deslocamentos por via aérea e terrestre em direção a Salvador e outras cidades do interior do Estado.

Serão empregados, ainda, meios aéreos do Comando de Aviação do Exército, com sede em Taubaté-SP.

O efetivo total a ser empregado pelo Exército é de cerca de 2.000 militares.

Atenciosamente,

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DO EXÉRCITO
EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE – MÃO AMIGA

NOTA do EDITOR: Decolam amanhã do CAvEx duas aeronaves HM-1 Pantera, pertencentes ao 1°BAvEx, com a finalidade de apoiar as tropas na Bahia.

Página 2 de 712345...Última »