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(Brasília, DF, 10 de outubro de 2011) – A Capital Federal recebe na próxima semana a nata das Forças Armadas e representantes da Indústria de Defesa para debater as estratégias e perspectivas de transformação para a Defesa Nacional. O encontro acontece entre os dias 17 e 19 de outubro, em Brasília, durante a Conferência Anual de Defesa organizada pela Clarion. A abertura oficial do encontro fica a cargo do Ministério da Defesa.

Na manhã do dia 17, o Contra-Almirante Saboia falará do programa de reaparelhamento da Marinha do Brasil e apresentará um panorama dos principais projetos e do status da sua execução. Os desafios tecnológicos das forças terrestres e o processo de transformação impulsionado pelo Exército serão abordados pelo General-de-Brigada Schneider, da 7ª. Subchefia do Estado Maior do Exército.

Entre os temas que serão debatidos no encontro estão os vetores de transformação da Estratégia Nacional de Defesa, o reaparelhamento das Forças Armadas, sua integração e atuação conjunta, o programa nuclear da Marinha e a Guerra Cibernética, além do planejamento estratégico de longo prazo que contemple as demandas futuras do País e permita à Indústria Nacional de Defesa preparar-se tecnologicamente para atender a tais necessidades.

Sobre este último tema, a Clarion promoverá um painel reunindo o Vice-Almirante Boavista, conselheiro da ABIMDE, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Max Pimentel, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil, e o General-de-Exército Mayer, Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro.

Encerrando o primeiro dia da Conferência, os cenários e perspectivas da Segurança Institucional serão apresentados pelo General-de-Exército Elito, Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, e a discussão sobre a atuação das Forças Armadas em apoio à política externa do país ficará a cargo do Ministro Afonso Carbonar, do Ministério das Relações Exteriores.

No segundo dia do encontro, o assessor especial do Ministério da Defesa, José Genoíno, e o Dep. Federal Carlos Zarattini (PT/SP) avaliam a importância da estreita união entre o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, e seu relacionamento com o Congresso Nacional para obter um orçamento estável para a Defesa Nacional.

Em tarde dedicada às perspectivas para as Forças Armadas, o General-de-Divisão Menandro, Vice-Chefe do Estado-Maior do Exército Brasileiro, traçará cenários para o Exército Brasileiro até 2030, e o Capitão-de-Mar-e-Guerra Rafael, da Subchefia de Estratégia do EMA, mostrará os principais reflexos da Estratégia Nacional de Defesa para a Marinha do Brasil.

Encerra a agenda um Seminário Especial sobre Segurança em Grandes Eventos. A sessão contará com o General-de-Brigada Gomes, Comandante da Brigada de Operações Especiais do Exército Brasileiro, do Procurador da República Dr. José Robalinho Cavalcante, do Capitão-de-Mar-e-Guerra Yerson, Oficial de Operações do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra da Marinha, do General-de-Divisão Ferreira, comandante da 1ª. Divisão do Exército, do Tenente-Coronel Paulo, da divisão DQBN do Exército, e do General-de-Brigada Roland, Comandante da Brigada de Artilharia Anti-Aérea do Exército Brasileiro, entre outros.

Conferência Anual de Defesa é uma iniciativa da Clarion Events, com o patrocínio da Denel do Brasil, Oscar Iskin, General Dynamics, Cristianini CBRN, Northrop Grumman, e ISDS. As informações estão no site www.conferenciadefesa.com.br ou pelo telefone             11-3893-1300      .

AGENDA:

Conferência Anual de Defesa

  • De 17 a 19 de outubro de 2011.
  • Local: Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada – Brasília, DF
  • Organização: Clarion Events
  • Informações:  11-3893-1300
  • Site: www.conferenciadefesa.com.br

SOBRE A CLARION

Por mais de 60 anos, a Clarion Events dedica-se à promoção e organização de feiras de negócios, eventos e congressos. Reúne aproximadamente 700 mil pessoas em mais de 100 eventos realizados ao redor do mundo. O escritório brasileiro da Clarion é responsável pela Conferência Anual  de Defesa, pela ConMar, pela CorSecurity e SegBrasil, além das feiras LAAD.



Ribamar Oliveira

A proposta orçamentária de 2012 enviada pelo governo ao Congresso Nacional prevê R$ 16,05 bilhões para as despesas do Ministério da Defesa com investimentos e custeio (excluindo pessoal e encargos), o que representará um aumento de 5,8% em comparação com o valor definido na lei orçamentária deste ano. Parece pouco, mas os gastos da Defesa foram os mais afetados pelo corte de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011, feito pela presidente Dilma Rousseff. O ministério perdeu R$ 4,3 bilhões e ficou com um limite de R$ 10,8 bilhões para custeio e investimento. Em comparação com este limite, a proposta orçamentária para o próximo ano projeta um aumento de 48,6%. “A presidente Dilma chancelou o que o Ministério da Defesa pediu para 2012″, disse uma fonte da área. “Estamos apenas retomando os valores iniciais do Orçamento de 2011″, acrescentou.

A proposta orçamentária da Defesa para 2012 ainda foi elaborada pelo ex-ministro Nelson Jobim. Mesmo com o discurso otimista, no entanto, os militares não escondem a apreensão com o provável contingenciamento a ser anunciado pelo governo em fevereiro, pois temem passar pelo mesmo arrocho deste ano. Eles querem preservar os projetos de investimento que consideram estratégicos, como a construção do submarino a propulsão nuclear, o avião cargueiro KC 390, a compra de helicópteros franceses, o desenvolvimento do blindado Guarani e a operação e manutenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab).

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Na semana passada, o comandante da Marinha, almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, teve um encontro com o relator geral do Orçamento de 2012, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e alguns parlamentares da Comissão Mista de Orçamento do Congresso para expor os seus projetos. Os outros comandantes poderão fazer o mesmo nas próximas semanas. Nos bastidores, os militares acalentam a ideia de convencer os deputados e senadores a aprovar um dispositivo na lei orçamentária que exclua os projetos considerados essenciais para a defesa nacional do contingenciamento de gastos. Essa proposta não conta, no entanto, com a simpatia da área econômica do governo, que rejeita as tentativas de redução da base das despesas contingenciáveis, pois isso, na avaliação técnica, engessa ainda mais o orçamento.

Mesmo com o forte corte em suas despesas, o Ministério da Defesa conseguiu, ainda sob o comando do ex-ministro Nelson Jobim, preservar alguns dos seus principais investimentos, pois a redução foi feita preferencialmente dos gastos com custeio. Um relatório de execução orçamentária do dia 6 de setembro, a que o Valor teve acesso, mostra, por exemplo, que de um total de R$ 183,3 milhões destinados pelo Orçamento para a construção do submarino a propulsão nuclear, R$ 174,5 milhões tinham sido empenhados. Na mesma data, toda a verba orçamentária de R$ 100 milhões destinada ao desenvolvimento do cargueiro KC 390, em parceria com a Embraer, tinha sido empenhada. A mesma coisa aconteceu com o sistema de segurança de voo e controle do espaço aéreo, que tinha uma verba de R$ 522,1 milhões este ano, e R$ 325,5 milhões já haviam sido empenhados.

O projeto de aquisição de helicópteros franceses EC 725, no entanto, foi colocado em “banho maria”, pois o Orçamento deste ano previa gastos de R$ 205 milhões e, até o dia 6 de setembro, o Ministério da Defesa tinha empenhado apenas R$ 46,7 milhões. O mesmo ocorreu com o programa de modernização e revitalização de aeronaves, que contava com uma verba orçamentária de R$ 320,7 milhões e só R$ 56,5 milhões foram empenhados com essa finalidade. O corte deste ano atingiu mais fortemente, no entanto, outros projetos, como é o caso da Calha Norte, com dotações de R$ 473,5 milhões e só R$ 22,9 milhões foram empenhados até o dia 6 de setembro.

Na proposta orçamentária para 2012, o Ministério da Defesa procurou, mais uma vez, preservar os projetos que considera estratégicos e, se eles não forem contingenciados, terão substancial aumento de recursos. O projeto da Marinha de implantação de estaleiro e base naval para construção e manutenção de submarinos, por exemplo, passará dos R$ 945 milhões previstos no orçamento deste ano (antes do corte) para R$ 1,2 bilhão. A construção dos submarinos a propulsão nuclear terá R$ 192,7 milhões, mais ou menos o mesmo valor deste ano. A Marinha espera construir quatro submarinos convencionais e, para isso, terá R$ 738,9 milhões.

O maior orçamento de investimentos será o da Aeronáutica, que terá R$ 4,6 bilhões, de um total de R$ 8,02 bilhões para toda a Defesa. A Aeronáutica terá R$ 900 milhões em 2012 para adquirir 50 helicópteros franceses, R$ 544 para desenvolver o cargueiro KC 390, em conjunto com a Embraer, R$ 975,7 milhões para o sistema do controle do espaço aéreo e R$ 901,4 milhões para aquisição e modernização de aeronaves. A proposta orçamentária destinou também R$ 240 milhões para missões de paz, com destaque para a missão no Haiti.

FONTE: Valor Econômico

 

O presidente palestino, Mahmud Abbas, apresentará no dia 23 de Setembro o pedido de adesão de um Estado palestino à ONU, excepto no caso da oferta de uma alternativa “crível”, afirmou o ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, Riyad al-Malki.

“O presidente apresentará a solicitação no dia 23, excepto no caso de uma proposta crível para a retomada das negociações”, disse Malki, em referência aos contactos em curso entre Estados Unidos e os países europeus.

Mais cedo, o vice-ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Danny Ayalon, advertiu que um pedido de adesão à ONU de um Estado da Palestina estabeleceria o fim de todos os acordos com os palestinianos.

“Se os palestinos adoptarem uma acção unilateral, isto significaria a anulação de todos os acordos, libertando Israel de todos os compromissos. Os palestinianos terão a inteira responsabilidade”, declarou Ayalon à rádio estatal.

O vice-chanceler se negou, no entanto, a detalhar as medidas de represália que seriam adoptadas por Israel.

FONTE:
Angola Press

 

Executivos da Petrobras rejeitam a parceria com a PDVSA (Petróleos de Venezuela) na refinaria Abreu e Lima (PE), um projeto de R$ 26 bilhões, informa reportagem de Leila Coimbra e Flavia Marreiro para a Folha.

A participação venezuelana no projeto foi confirmada pelo presidente Hugo Chávez em telefonema a Dilma Rousseff na sexta.

A Petrobras já construiu sozinha 40% do projeto, e a refinaria está preparada para processar o petróleo brasileiro do Campo de Marlim, da Bacia de Campos, e não o óleo de Carabobo, na Venezuela, conforme originalmente.

Para receber o petróleo mais pesado do país vizinho, seria necessário um investimento extra de US$ 400 milhões (cerca de R$ 688 milhões) em uma planta de redução de enxofre.

A parceria entre as duas petrolíferas na refinaria foi celebrada em 2005, antes da descoberta do pré-sal, em 2006. Na época, os presidentes Lula e Chávez fecharam o acordo prevendo a utilização de petróleo venezuelano, pesado demais para ser transformado em combustível junto com o óleo brasileiro.

Com a descoberta das reservas nacionais, de melhor qualidade, a sociedade passou de estratégica para negativa para a Petrobras, pois a refinaria passaria a ser dependente das importações da Venezuela para produzir.

FONTE: Folha.com

 

Justo ele?

Ex-ministro José Dirceu cobra mais investimentos nas Forças Armadas

O ex-ministro José Dirceu cobrou ontem do governo da presidente Dilma Rousseff mais investimento nas Forças Armadas. Ele defendeu a modernização do Exército e da Marinha. Disse ainda que o Brasil precisa fabricar “mísseis de defesa” e voltar a produzir caças de guerra para a frota da Aeronáutica.

Réu no processo do mensalão, em que é chamado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de “chefe da quadrilha”, Dirceu, ao palestrar em seminário sobre petróleo produzido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, afirmou que “um país da dimensão do Brasil não pode deixar de ter um poder militar defensivo tecnologicamente avançado”.

“A indústria de defesa nacional está sendo recriada. Temos de ter uma defesa própria regional do Atlântico Sul. Temos de proteger nossa riqueza do pré-sal com uma Marinha em águas azuis. Temos de ter Força Aérea produzindo caças no Brasil. Tem tecnologia para produzir não só aviões, como mísseis de defesa”, discursou o ex-ministro, para cerca de 200 conferencistas, do quais 80% estrangeiros. O presidente da Câmara, Charles Tang, o apresentou como uma espécie “de primeiro ministro” do governo que estruturou o processo de desenvolvimento brasileiro.

Fator de moderação. Para Dirceu, o Exército precisa ser “totalmente” modernizado, porque o País necessita de “uma Força Armada defensiva”.

“Nós não temos nenhum problema fronteiriço, nenhum litígio político com nenhum país da América do Sul. Somos como a China, uma força em desenvolvimento”, afirmou. “A China é o principal fator de moderação de paz no mundo de hoje.”

Apontado por engano como representante da Casa Civil no programa de seminário sobre petróleo promovido pela Câmara de Comércio Brasil-China, o ex-ministro fez elogios aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que “transformou o Ministério da Defesa em realidade”.

Além da cobrança de mais investimentos nos setores militares, Dirceu criticou o quadro educacional. Segundo ele, a educação no Brasil ” ainda está no século passado”. Afirmou também que “o Brasil tem de eliminar a pobreza até 2022″, pois “é uma vergonha um país com riqueza e desenvolvimento ter ainda o índice de pobreza que temos”.

FONTE: Estadao.com

NOTA DO EDITOR: durma-se com esse barulho!

 

Documento de diplomata americano foi revelado pelo site WikiLeaks esta semana

Jamil Chade / CORRESPONDENTE / GENEBRA – O Estado de S.Paulo

A diplomacia americana considera que a corrupção durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva era “generalizada e persistente” e atingia todos os Três Poderes. A avaliação foi revelada em uma carta enviada há um ano e meio pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, ao procurador-geral americano, Eric Holder.

Na carta, que servia como uma preparação para a visita de Holder ao Brasil, Shannon fez ainda um raio X da Justiça brasileira, acusando-a de “despreparada” e “disfuncional”. O documento foi revelado esta semana pelo WikiLeaks.

Essa não é a primeira revelação sobre os comentários da diplomacia americana sobre a corrupção no Brasil. Documentos de 2004 e 2005 revelaram a mesma preocupação e mesmo o risco de os escândalos do mensalão acabarem imobilizando o governo.

Mas o que fica claro é que, mesmo no último ano do governo Lula, a percepção americana não havia mudado sobre a presença da corrupção na administração. E o fenômeno não se limitaria aos Três Poderes. Segundo Shannon, as forças de ordem também seriam prejudicadas por “falta de treinamento, rivalidades burocráticas, corrupção em algumas agências e uma força policial muito pequena para cobrir um país com 200 milhões de habitantes”.

Outra constatação da diplomacia americana foi sobre os problemas enfrentados pela Justiça no Brasil. “Apesar de muitos juristas serem de alto nível, o sistema judiciário brasileiro é frequentemente descrito como sendo disfuncional, permeado por jurisdições que se acumulam, falta de treinamento, burocracia e atrasos”, escreveu o embaixador.

Para Shannon, “polícia, procuradores e juízes precisam de treinamento adicional” no Brasil. “Procuradores e juízes, em especial, precisam de treinamento básico para ajudá-los a caminhar em direção a um sistema acusatório mais eficiente”, escreveu.

FONTE: Estadão

A Rússia marcou nesta sexta-feira, de maneira discreta, o 20º aniversário do começo de uma tentativa de golpe de Estado que levou ao colapso da União Soviética. Apenas 100 pessoas se reuniram no local, no centro de Moscou, onde milhares de manifestantes e populares estiveram em 19 de agosto de 1991.

A tentativa de golpe partiu naquele ano da linha-dura do Partido Comunista, que colocou o secretário-geral do partido, Mikhail Gorbachev, em prisão domiciliar, enquanto os tanques foram para o centro moscovita. Milhares de moscovitas, contudo, desafiaram os militares e foram para as ruas de Moscou, liderados por Boris Yeltsin, que ganhou fama mundial quando discursou em cima de um tanque.

O golpe fracassou três dias depois e Gorbachev voltou a Moscou, mas sua credibilidade foi solapada. As repúblicas bálticas da Letônia, Estônia e Lituânia anunciaram a separação da União Soviética em semanas e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) desintegrou-se em dezembro de 1991.

O colapso da União Soviética levou a um duro período econômico para os 15 países que fizeram parte da URSS, com privatizações, a falta de regras na economia e na organização da sociedade e o surgimento rápido de uma geração de magnatas, às vezes associados a máfias, que tomaram conta das antigas empresas estatais.

Muitos russos que defenderam Yeltsin em 1991 agora dizem que não fariam o que fizeram se soubessem o que aconteceria à Rússia sob a liderança do mandatário. Mas alguns dos que foram hoje ao centro de Moscou lembram daqueles dias como um momento de orgulho na história da Rússia, mesmo com as enormes dificuldades que vieram depois.

“Fizemos a coisa certa” disse Ludmila Skryabina, que estava de passagem por Moscou em 19 de agosto de 1991, voltando de uma viagem para sua cidade de São Petersburgo, e decidiu ficar. “Após a glasnost, pelo menos descobrimos qual era o nosso passado e sei que é muito pior voltar para ele”.

Nem o presidente russo, Dmitry Medvedev, e nem o primeiro-ministro Vladimir Putin fizeram qualquer menção à data.

As informações são da Associated Press.

FONTE: Estadão

(Juan Claudio Lechín, escritor e jornalista – El Clarín, 09)

1. A nova Lei de Comunicações da Bolívia trabalha dois argumentos. Um é de natureza benévola e o outra de natureza preventiva. A consideração benévola diz que o espaço radio elétrico será repartido equitativamente entre o Governo, as empresas privadas e o povo – sindicatos e comunidades indígenas – com terço cada um. Nenhuma matemática poderia dividir de forma mais precisa por três, mas viés da matemática aplicada à política é que o número não considera quem está no poder. Coincidentemente, o projeto de Lei dos Meios de Comunicação na Venezuela mostra os mesmos argumentos políticos/morais e a mesma matemática equitativa/divisória de 33,33% para cada setor.

2. O argumento preventivo reflete que antes de um motim dos obscuros poderes internacionais, todos os meios de comunicação se colocarão à disposição do Governo, inclusive a internet. Mas este cenário preventivo é na realidade uma versão do fato. Desde que Morales chegou ao governo, o país está em estado de alerta contra “o imperialismo e seus agentes locais” e agora o governo tomou medidas coercivas contra os meios de comunicação privados: capitais venezuelanos compraram o Grupo PRISA (ATB- La Razón) para desmontá-lo; o Governo colocou 600 estações de rádio rurais para fins de propaganda.

3. Associação Nacional de Jornalistas denuncia – “123 ataques físicos contra jornalistas, oito ataques com bombas a locais das mídias, 20 casos de jornalistas feitos reféns e um assassinato”. O artigo preventivo, adicionalmente, considera que durante essa comoção interna (que já existe), o governo poderá grampear sem autorização judicial. Este inciso sensacionalista se parece mais com um fusível para ser revogado caso a opinião pública internacional seja muito crítica, pois mesmo sem essa legislação, já tem sido feito regularmente.

4. Uma técnica, também venezuelana, nesta lei boliviana, é não renovar licenças quando vencidas. Com este dispositivo, o presidente Chávez fechou vários meios de comunicação e, na Bolívia, mais de 300 estações de rádio privadas serão suspensas em 2017, quando expiram suas licenças de emissão. Parece que Morales não tem dúvida de que será reeleito em 2014 para ajustar os “parafusos” soltos.

5. Outro exemplo foi a lei antirracismo de 2010, também benévola, que autoriza o governo a fechar todo meio de comunicação que considerar ter emitido opiniões racistas. Quem julga esses crimes é uma repartição ministerial. Essas leis são para controlar ou para buscar equidade? A verdade é que conceitualmente, para esse modelo político, os meios de comunicação são instrumentos ideológicos e de propaganda, e não de informação. Quem sabe essa consideração ajude a aprofundar nossa percepção dos fatos.

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CARACAS (Reuters) – A Venezuela espera receber da Rússia um empréstimo de 4 bilhões de dólares para a compra de equipamentos militares, disse o presidente Hugo Chávez na quarta-feira.

Desde 2005, Chávez já gastou quase 5 bilhões de dólares na compra de armamentos russos, incluindo tanques, aviões de combate e helicópteros. A oposição critica esses investimentos, alegando que havia outras prioridades.

“Estamos tramitando, e já se aprovou no nível político do governo russo, um crédito de 4 bilhões de dólares. Uma boa parte vem para continuar nos equipando, levantando nossa capacidade de combate, de defesa”, disse Chávez por telefone a membros do seu gabinete.

Ele não detalhou os bancos envolvidos na transação, nem a data em que o empréstimo será efetuado.

Por ordem de Chávez, a Venezuela quase duplicou o seu limite de endividamento público para este ano. Desde 2007, o governo já contraiu empréstimos e linhas de crédito em volumes expressivos junto a nações como China e Brasil. Além disso, o governo e a estatal petrolífera PDVSA realizam frequentes emissões de bônus de dívida. (Reportagem de Marianna Párraga e Daniel Wallis)

FONTE: Reuters

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Oficial da reserva comemora demissão e diz que ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar”

Ex-presidente do Clube Militar também ataca novo ministro Amorim; procurado, Jobim não comenta declarações

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

A queda de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, no último dia 4, trouxe à tona o ressentimento de oficiais das Forças Armadas com supostas humilhações impostas a militares pelo ex-chefe.
Um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, expõe mágoas da caserna e afirma que o ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar” e “já vai tarde”.
O texto foi publicado no site da Academia Brasileira de Defesa e circula desde o fim de semana em blogs de militares. Escrito como desabafo dirigido a Jobim, sugere que parte da classe se sentiu vingada com sua demissão.
“Como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram (…) a desventura de servir no seu ministério”, diz.
“Por tudo de mal que fez à nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias.”
O general afirma que o perfil do ex-ministro publicado pela revista “Piauí” “retrata com fidelidade” o “seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores”.
Na reportagem, que precipitou a demissão do ex-ministro, Jobim chama a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) de “fraquinha” e diz que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.
Em outro trecho, que irritou os militares, a repórter narra uma cena em que ele usa tom ríspido para dar ordens ao almirante José Alberto Accioly Fragelli, diante de outros oficiais e de civis.
O artigo critica o ex-ministro por posar de farda, “envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas”.

PROMESSAS
O oficial ainda ataca a Estratégia Nacional de Defesa, principal projeto de Jobim na pasta. “Megalômana, sem prazos e recursos financeiros delimitados”, critica.
“Suas promessas de reaparelhamento e modernização não se realizaram”, diz. “Só palavrório, discursos vazios, promessas que não se cumpriram, enganações e mais enganações.”
Lessa elogia a presidente Dilma Rousseff, que estaria comandando as Forças Armadas “na plenitude da sua competência”, mas critica a escolha do novo ministro da Defesa, Celso Amorim.
O diplomata é descrito como “sem afinidade com as Forças, alheio aos seus problemas e necessidades mais prementes” e “com notória orientação esquerdista”.
“Como no Brasil tudo o que está ruim pode ficar ainda pior, vamos ter que aturar o embaixador Amorim”, diz.
Ontem à tarde, a reportagem procurou ex-assessores de Jobim, que prometeram enviar a carta ao ex-ministro. Ele não se manifestou até a conclusão desta edição.

FONTE: Folha.com

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