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ANKARA, Turquia, 5 Fev 2012 (AFP) -O vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinç, criticou o Irã abertamente neste domingo, por ter mantido silêncio sobre a repressão, pelo presidente sírio Bashar al-Assad, da revolta popular contra o regime.

“Dirijo-me a ti, República Islâmica do Irã: não sei se és digna de ostentar no nome a palavra Islã, mas disseste uma só frase sobre o que acontece na Síria?”, indagou Arinç, porta-voz do governo, durante uma reunião em Bursa (noroeste) do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, islâmico moderado), no poder, citado pela agência de notícias Anatolia.

O Irã é o principal aliado da Síria na região. Vários opositores acusaram Teerã de ajudar Damasco a reprimir com fogo e sangue o movimento de contestação que abala o país desde março de 2011, deixando mais 6.000 mortos, segundo organizações dos direitos humanos.
Arinç denunciou um “grande massacre” realizado na sexta-feira pelo regime de Al-Assad em Homs, centro da revolta onde morreram mais de 200 pessoas, e afirmou que, na região, “só a Turquia” se declarou abertamente contra a repressão.

“O Líbano, por acaso, pronunciou uma só palavra de compaixão por nossos irmãos muçulmanos mortos? Não, só a Turquia elevou a voz”, disse.
O governo de Ancara chegou a romper com seu antigo aliado sírio, devido à encarniçada repressão às manifestações.

FONTE: AFP

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Tuquia encomenda mais nove T129

A Turquia anunciou a aquisição de mais nove aeronaves T129 à AgustaWestland, em um contrato avaliadao em € 150 milhões, que também incluem peças de reposição.

As aeronaves serão montadas pela Turkish Aerospace Industries, Inc. (TAI) e tem previsão de entrega para meados de 2012.

Com mais este contrato, totalizam-se 60 aeronaves T129 encomendadas pelo Comando das Forças Terrestres.

A TAI é o contratante principal para o programa global ATAK, com a ASELSAN, como fornecedora de aviônicos e equipamentos de missão.

Como contratante principal do Programa ATAK, a TAI é responsável por garantir que o helicóptero T129 ATAK preencha todos os requisitos operacionais exigidos pelo Comando das Forças Terrestres Turca.


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Grupo que reune potências ocidentais quer frear o programa nuclear iraniano

Estados Unidos, Rússia e França não aceitaram formalmente a participação do Brasil e da Turquia nas negociações sobre um intercâmbio de urânio com o Irã, indicaram os diplomatas nesta segunda-feira (12), sem excluir categoricamente tal possibilidade.

A participação de brasileiros e turcos, que mediaram um acordo sobre troca de combustível nuclear com o Irã, chegou a ser anunciada neste domingo (11), pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Manuchehr Mottaki.

Em declarações à imprensa iraniana, ele disse que o grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia e França) havia aceitado a presença de brasileiros e turcos nas negociações sobre a troca de urânio levemente enriquecido de Teerã (3,5%) por combustível enriquecido para fazer funcionar um reator de pesquisas médicas (20%), agora a cargo do Grupo de Viena.

O Grupo de Viena já havia proposto em outubro um intercâmbio nesse sentido controlado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Mas o Irã propôs condições inaceitáveis para as grandes potências, que suspeitam que Teerã pretende desenvolver armas nucleares, o que o Irã desmente.

Brasil e Turquia chegaram a mediar acordo

Oito meses depois, Teerã aceitou a ideia proposta, mas só após a mediação de Brasil e Turquia.

Os países do Grupo de Viena, no entanto, viram com reservas o acordo Irã-Turquia-Brasil e pediram à República Islâmica que esclarecesse alguns pontos.

Durante este tempo, o Irã continuou com suas atividades de enriquecimento, apesar do Conselho de Segurança da ONU votar uma quarta série de sanções econômicas e militares contra o regime iraniano no último dia 9 de junho.

Em 7 de junho, o Irã reconheceu, pela primeira vez, que as novas sanções impostas pela comunidade internacional poderão frear seu programa nuclear polêmico, aí compreendidas as atividades de enriquecimento de urânio, mas que isso não o deterá.

Neste domingo, no entanto, anunciou que produziu 20 kg de urânio enriquecido a 20%, desafiando, assim, a comunidade internacional, que exige o fim do programa

FONTE: AFP, via R7

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Presidente argumenta que romper acordo fechado com o Irã significa ‘voltar à estaca zero’

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clipping-forteMADRI – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira, 19, em Madri, o acordo de troca de combustível nuclear assinado pelo Irã, com intermediação do Brasil e da Turquia e pediu ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) disposição para negociar sobre a imposição de novas sanções ao país persa.

Falando no Casino de Madrid a uma plateia de empresários, diplomatas e políticos espanhóis, Lula disse que o compromisso selado com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é “exatamente o que os EUA queriam cinco ou seis meses atrás” e que o Conselho de Segurança precisa de “disposição para negociar”. Romper o contrato, argumentou, levará a questão nuclear iraniana “à estaca zero”.

Referindo-se ao ex-presidente do Conselho da Espanha Felipe González, que estava na plateia, Lula se posicionou sobre a polêmica. “Você sabe bem que nós fizemos exatamente o que os EUA queriam fazer cinco ou seis meses atrás?”, questionou, argumentando que, até a intervenção de Brasil e Turquia, o assunto não tinha intermediários. “Qual era o grande problema do Irã? Era que ninguém conseguia fazer o Irã sentar à mesa para conversar.”

O presidente também pediu a reforma do Conselho de Segurança, bandeira pela qual o Brasil luta há 17 anos. “É preciso mais atores, mais negociadores e mais disposição política. E acho que o mundo caminha para isso”, argumentou Lula.

As críticas do presidente foram direcionadas ao rascunho da resolução que prevê novas sanções apresentado pelos EUA ao Conselho de Segurança na terça-feira. O anúncio foi uma resposta ao acordo firmado entre o Irã, o Brasil e a Turquia, que prevê a troca de urânio pouco enriquecido por material nuclear pronto para ser usado para fins pacíficos.

As sanções são pretendidas pelas potências ocidentais, que suspeitam que o Irã busque secretamente armas nucleares, o que Teerã nega. O Brasil e a Turquia são membros não permanentes do Conselho de Segurança, sem poder de veto. O Irã já sofreu três rodadas de sanções no órgão, mas afirma que o acordo com esses países é uma mostra de boa vontade e abre caminho para a retomada das negociações com as potências. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Estadão

Garcia lembra que países estão no Conselho de Segurança, mas a Alemanha, não

Barra de Cinco Pixels

Fernando Duarte

vinheta-clipping-forteMADRI. Ainda que alguns dos países mais poderosos do mundo pensem o contrário, Brasil e Turquia consideraram bem-sucedida a intermediação do acordo nuclear com o Irã. E consequentemente, consideram natural que o grupo de países hoje lidando mais diretamente com a questão, o P5+1, ganhe dois novos membros. Se os turcos ontem falaram mais por metáforas, o governo brasileiro deixou seu desejo explícito por intermédio do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

- É natural que os dois países sejam consultados. Queremos estar com os turcos porque o que os outros países não fizeram, nós fizemos. Nesse time do P5+1 faltam dois atacantes – brincou Garcia, que esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula dos líderes de União Europeia, América Latina e Caribe, em Madri.

O assessor ainda afirmou que a legitimidade da participação brasileira e turca também se justifica pelo que chamou de caráter informal das negociações, no sentido de a Alemanha, que participa do debate junto aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, não fazer parte formalmente do órgão atualmente.

- Nós e a Turquia somos membros, ainda que provisórios. Seria normal que participássemos de uma boa parte de futuras negociações. Antes não havia interlocutores, e sim ameaças. Com ameaças, os iranianos não queriam realizar coisa alguma. Os EUA precisam entender que um país como o Irã não vai se abater com sanções. Se os EUA optarem pela sanção, vão se dar mal. Vão sofrer sanção moral e política – disse.

Erdogan pressiona o Irã a cumprir o acordo

Já o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, disse considerar que o Conselho de Segurança carece de credibilidade junto à comunidade internacional para lidar com o Irã porque seus integrantes exigem garantias do Irã ao mesmo tempo em que têm armas nucleares.

- É fundamental que mostremos à comunidade internacional nosso desejo de usar a diplomacia como forma de resoluções de crises. Não podemos viver num regime em que prevaleça a lei da supremacia, mas sim a supremacia da lei.

O premier turco alegou ainda que a participação da Turquia nas negociações seria uma forma de incluir os poderes regionais em negociações que podem criar um clima de confiança no Oriente Médio.

Erdogan pediu ao mundo que apoie o acordo obtido, mas ressaltou que, se o Irã não enviar o urânio em um mês à Turquia, ficará sozinho.

FONTE: O Globo

NOTA DO FORTE: O Brasil está se arriscando como interlocutor internacional, em problemas que não são seus, utilizando-se do “soft power”, através do prestígio de Lula e do seu poder econômico. Mas quando chegar o momento em que o “soft power” se esgotar, o que o Brasil fará? Não adianta falar grosso, se o porrete é pequeno.

Esperamos que o Brasil não tenha sido enganado como este cidadão.

SAIBA MAIS:

complexos em Arak, no Irã, e Kushab, no Paquistão - imagem Global Security

Reproduzimos aqui o comentário da leitora Elizabeth, enviado em 18/05/2010, às 2:30, na matéria “Israel diz que Irã enganou Brasil e Turquia“. Uma análise que coloca em perspectiva aspectos técnicos, políticos e estratégicos muito interessantes a respeito do acordo de troca de material nuclear para o Irã, costurado pela diplomacia brasileira e turca.

“Deixa-me rapidamente explicar a questão da “bomba iraniana”, um assunto complexo altamente resumido.

Para você ter uma bomba atômica é necessário dois tipos de combustível. Urânio acima de 90% ou Plutônio.

Enriquecer Urânio a 90% é caríssimo e demora, foi utilizado no projeto Manhattan como pulverização de risco, não se sabia ao certo se uma bomba de plutônio com a tecnológica da época seria possível nem se urânio a 90% seria viável, então se tentou as duas coisas e ambas deram certo, gerando duas bombas tecnicamente distintas, Fat Man (plutônio) e Litlle Boy (Urânio).

Desde os anos 50, o caminho pelo qual quase todas as bombas atômicas são feitas é pelo uso de plutônio. Para obter este combustível você coloca urânio e um reator e dentro de algum tempo ele produz plutônio.

A questão é que tipo de Urânio você precisa colocar em função do modelo de reator.

Reatores água leve pressurizada: Coloca-se urânio enriquecido.

Reatores água pesada ou grafite: Coloca-se urânio natural (sem enriquecimento).

Os engenheiros iranianos assim como seus colegas do projeto Manhattan sabem que tem muitos desafios técnicos proporcionais a sua tecnologia disponível, então decidiram partir por dois caminhos diferentes.

Caminho 1. O urânio é retirado de três minas na região central do país e levado a uma localidade chamada Ardacam, lá é purificado e gerado o Yellow Cake, depois em Fasa é feita a conversão para hexafluoreto de urânio que é enriquecido em Ramandeh. Este urânio volta para Fasa onde são montados os conjuntos de combustível e estes irão abastecer a usina de Bushehr. Esta usina esta em operação inicial desde o ano passado.

Este é um caminho muito análogo ao Brasileiro deste a mineração a usina o processo é eminentemente civil. O único jeito de construir uma bomba por este caminho é retirar plutônio da usina de Bushehr que é fiscalizada pelos russos e nem mesmo os EUA tem desconfianças quando a honestidade russa neste processo.

Caminho 2. Este é o caminho da bomba iraniana. O caminho do urânio é o mesmo desde as minas na região central até a conversão em Yellow Cake em Ardacam. Porem em Arak, próximo a Teerã há a um reator de água pesada sendo construído, este tipo de reator utiliza urânio natural (que não passa por enriquecimento e portando por controle de nenhum país externo), utiliza água pesada que é fabricada em Kondabh (também próximo a Teerã), ao fabricar água pesada o Ira não precisa de negociar com exportadores deste tipo de insumo da industria nuclear como Argentina e Canadá.

O reator presente em Arak tem algumas características digamos “suspeitas”,

O primeiro é a sua pequena potencia. Ele tem 40MW de potencia térmica o que dá menos de 5MW de potencia útil, se fosse utilizado para gerar eletricidade forneceria o suficiente para uma cidade de apenas 40.000 habitantes.

O segundo é a utilização de urânio natural, por ser moderado a água pesada (livre portando dos percalços políticos e tecnológicos associados ao enriquecimento de urânio).

O terceiro é a sua proximidade com Teerã, um local com pouca estabilidade sísmica (onde normalmente não se constrói reatores por motivos óbvios), mas que é mais facilmente defendido de um ataque aéreo pela proximidade com a capital. O reator de Bushehr por exemplo, esta a 1300Km de Teerã, as margens do golfo não é um lugar fácil de ser atingido por um inimigo, mas é construído em um dos únicos lugares sismicamente estáveis do Irã, por ser um reator comercial não é um algo militar legítimo.

O atual acordo de troca de urânio enriquecido em solo turco muda algo no “caminho da bomba”, na pratica não porque ele esta associado ao “caminho 1” onde os fins são a usina de Bushehr que tem a Rússia como fiadora e utilizações médicas e cientificas de material nuclear enriquecido.

Já o caminho 2, aquele que passa pelo reator de Arak este em nada é afetado, porque como vimos este tipo de reator opera com urânio natural.

EUA e Rússia sabem disto, que esta ofensiva diplomática brasileira dá ao Irã um credito político junto a comunidade internacional, porque afinal de contas o “Irã cedeu” em alguma coisa.

Cedeu porem em um aspecto que nada influencia seu “caminho da bomba”. E tenham certeza esta pirotecnia diplomática brasileira em muito irritou aos países que defendem sanções ao Irã, porque em nada impede o Irã de seguir o caminho da bomba.

Em muito ajuda ganhar tempo ao governo de Teerã.

Porque EUA e Rússia não criticam o Brasil abertamente? Em um primeiro momento para não parecer que estão com dor de cotovelo diplomático, até porque não estão; o que Lula fez foi ajudar Mahmoud Ahmadinejad a parecer mais “flexivel” perante o mundo enquanto seu plano da bomba continua inalterado.

O reator de Arak fica pronto daqui a 12 meses bem como a fabricação de água pesada em Kondabh. Estes são os alvos mais estratégicos para um ataque contra o Irã.

Até 2015 haverá plutônio suficiente para a produção das primeiras ogivas. A bomba atômica do Irã esta com seu make-up de engenharia pronto, falta o combustível e o iniciador de nêutrons.

Informações da Casa Branca, tendenciosas como aquelas produzidas contra o Iraque em 2003?

Não, isto são dados da inteligência russa, país que mais coopera com o Irã hoje em programas nucleares civis, mas que tem colocado mais energia política e diplomática nos últimos 5 anos para evitar um Irã nuclear.

Sabedoria política que sobra em Moscou, mas que falta em Brasília.”

Elizabeth

IMAGEM (complexos em Arak, no Irã, e Kushab, no Paquistão): Global Security

Obs – a imagem foi escolhida pela editoria do Blog, não pela autora do comentário.

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Estado judeu diz que iranianos ‘manipularam’ diplomatas e que pacto pode minar esforços por sanções

vinheta-clipping-forteJERUSALÉM – O governo brasileiro rejeitou as críticas de Israel a um acordo fechado nesta segunda-feira, 17, entre Irã, Turquia e Brasil sobre o programa nuclear de Teerã. Segundo esse acordo, o Irã enviará 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido à Turquia e, em troca, receberá 120 quilos de combustível nuclear para seu reator em Teerã. Nesta segunda, um alto funcionário israelense acusou o Irã de ter “manipulado” os governos de Turquia e Brasil.

“Israel tem o direito de dizer o que quiser, mas é a primeira vez que o Irã concordou em enviar seu combustível nuclear para um terceiro país”, disse à agência de notícias AFP um assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Brasil ajudou a alinhar as posições, como um facilitador do diálogo”, disse o assessor, ainda em Teerã. O acordo para troca de combustível foi firmado após conversas entre o presidente Lula, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.

O Irã pode sofrer uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por conta de seu programa nuclear. Diplomatas ocidentais disseram que o acordo não resolve totalmente o impasse em torno do tema, embora dificulte a imposição de tais medidas e coloque as potências nucleares que desejam as sanções em situação delicada.

A Turquia e o Brasil são membros não permanentes do Conselho de Segurança e têm resistido aos esforços liderados pelos EUA para aprovar mais sanções ao Irã. Esse processo pode ser usado tanto para fins pacíficos como para a produção de uma bomba. Teerã alega ter apenas fins pacíficos.

Manipulação

Um alto funcionário de Israel afirmou que o Irã “manipulou” o Brasil e a Turquia em relação a um acordo para enviar seu urânio pouco enriquecido ao território turco, em troca de combustível para seu reator em Teerã. “Os iranianos já usaram um truque desse tipo no passado, fingindo aceitar um passo assim para reduzir as tensões e diminuir o risco de sanções internacionais mais duras, e então se recusando a prosseguir até o fim”, afirmou a fonte, que pediu anonimato.

O funcionário israelense disse que o acordo iria “complicar radicalmente” os esforços das potências envolvendo a questão. “Será muito mais difícil para os Estados Unidos ou para os europeus rejeitarem este acordo, porque nós não estaremos lidando apenas com o Irã, que é muito mais fácil de lidar, mas com potências emergentes, como o Brasil e a Turquia, com quem as relações são muito sensíveis.” As relações entre Israel e Turquia pioraram após os israelenses lançarem uma ofensiva de 22 dias na Faixa de Gaza, em dezembro de 2008.

A rádio pública israelense, citando altos funcionários locais, afirmou que a iniciativa em três partes “iria agravar o problema iraniano, ao complicar os esforços dos EUA e dos europeus para conseguir aprovar sanções”. As informações são da Dow Jones.

FONTE: Estadão

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Governo, que se opõe às sanções do Conselho de Segurança, elogia solução diplomática

vinheta-clipping-fortePEQUIM – O governo da China expressou nesta terça-feira, 18, seu apoio ao compromisso nuclear que Turquia e Brasil firmaram na segunda-fera com o Irã para que o país mande seu urânio para o exterior, o que abre uma possibilidade de solução diplomática para a crise desencadeada por Teerã.

“Damos muita importância e congratulamos o acordo firmado entre Brasil, Irã e Turquia para o fornecimento de urânio para o Reator de Pesquisa de Teerã” (TRR em inglês), afirmou nesta terça o porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores da China, Ma Zhaoxu, em uma conferência de imprensa.

“A China sempre apoiou a estratégia da via de mão dupla”, afirmou Ma, em referência à aplicação de sanções leves contra o regime iraniano ao mesmo tempo em que se busca uma solução negociada e pacífica.

Neste sentido, o porta-voz chinês expressou o desejo de seu governo de que o compromisso entre os três países “ajude a promover uma solução pacífica no conflito nuclear iraniano através do diálogo e da negociação.”

De acordo com o compromisso alcançado na segunda, o Irã aceita enviar antes de um mês 1.200 quilos de urânio enriquecido a 3,5% à Turquia, e em troca receber no prazo de um ano 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.

Sanções

O Irã já foi alvo de três rodadas de sanções no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) por se recusar a interromper o enriquecimento de urânio. Os membros permanentes do órgão – EUA, França, Reino Unido, Rússia e China – negociam uma quarta rodada de sanções à República Islâmica. Chineses e russos, porém, mostram-se desfavoráveis às resoluções devido à boas relações comerciais que mantêm com os iranianos.

Diplomatas ocidentais próximos à AIEA, órgão regulador das atividades nucleares mantido pela ONU, afirmaram que o acordo não elimina as chances de serem aplicadas novas sanções, já que o Irã se recusa a interromper o enriquecimento de urânio. O pacto, porém, pode dificultar a ação do Conselho, já que Rússia e China podem se distanciar das negociações.

O Irã é um dos três maiores provedores de petróleo da China, o segundo maior consumidor de produtos energéticos depois dos EUA, ainda que o país asiático tenha reduzido suas importações de petróleo iraniano em cerca de 37% em janeiro e fevereiro chegando a apenas 2,53 milhões de metros cúbicos.

FONTE: Estadão / EFE

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Israel diz que Irã enganou Brasil e Turquia

Lula e Ahmadinejad - foto Reuters via Folha online

vinheta-clipping-forteDe acordo com a agência de notícias France Presse, um alto funcionário do governo israelense teria dito que o Irã enganou o Brasil e a Turquia com o acordo de troca de material nuclear, assinado poucas horas antes.

“Os iranianos enganaram o Brasil e a Turquia fingindo aceitar que o enriquecimento de parte do seu urânio seja feito na Turquia”, afirmou o funcionário que pediu anonimato. “Eles já fizeram o mesmo no passado, fingindo aceitar esse procedimento para diminuir a tensão e o risco de sanções internacionais, porém, em seguida, se negaram a cumprir o acordo”, disse.

Na manhã desta segunda-feira (horário local), os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Turquia e Irã assinaram um acordo no qual o Irã enviará 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido para a Turquia e receberá de volta, em um ano, o material enriquecido a 20% (nível utilizado para um reator de pesquisa).

FONTE: Folha online, com France Presse

FOTO: Reuters, via Folha online

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vinheta-clipping-forteOs Estados Unidos mantém o alerta e as ameaças de sanções contra o Irã, mesmo depois do acordo negociado hoje (17) pelo Brasil e a Turquia. Para os norte-americanos, os iranianos devem provar por meio de “ações” e “não apenas palavras” que cumprirão as regras internacionais para fins pacíficos da energia nuclear, segundo o secretário de Imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs. Mesmo assim, ele considerou positiva a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan, em busca do acordo para encerrar o impasse

“Os Estados Unidos continuarão a trabalhar com nossos parceiros internacionais, por meio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para deixar claro ao governo iraniano que deve demonstrar, em ações – e não apenas palavras – a sua vontade de viver de acordo com as obrigações internacionais ou enfrentar consequências, incluindo sanções”, disse Gibbs, no site da Casa Branca.

Em seguida, o secretário de Imprensa afirmou: “Os Estados Unidos e a comunidade internacional continuam a ter sérias preocupações.” Segundo Gibbs, elas são motivadas pelo fato de interlocutores do governo iraniana informarem que o enriquecimento a 20% de urânio será mantido no Irã, apesar do acordo firmado hoje.

Os Estados Unidos lideram uma campanha internacional para impor sanções ao Irã. O assunto será discutido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para os norte-americanos, os iranianos manteriam de forma secreta a produção de armas atômicas. O governo do Irã nega as acusações.

Segundo Gibbs, o governo do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deve adotar medidas que dêem segurança à comunidade internacional de que seu programa nuclear se destina a fins pacíficos. Para o secretário, é fundamental que ocorra cooperação também com os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

“O Irã deve tomar as medidas necessárias para assegurar à comunidade internacional que seu programa nuclear se destina exclusivamente a fins pacíficos, inclusive cumprindo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e cooperando plenamente com a Aiea [Agência Internacional de Energia Atômica]”, disse o secretário de Imprensa.

Porém, Gibbs elogiou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan, em busca do acordo para encerrar o impasse. “Reconhecemos os esforços que têm sido feitos pela Turquia e Brasil. A proposta anunciada em Teerã deve agora ser transmitida com clareza e autoridade à Aiea antes de ser encaminha à comunidade internacional”, disse ele.

Para o secretário de Imprensa da Casa Branca, os termos do acordo firmado são vagos e não respondem a algumas dúvidas presentes na comunidade internacional. Segundo Gibbs, no passado o Irã também havia feito compromissos para enriquecer externamente o urãnio e não os cumpriu.

“A declaração conjunta emitida em Teerã [com termos do acordo] é vaga sobre a disposição do Irã em se reunir com os países do P5 1 [que reúne os cinco integrantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas: Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra, além da Alemanha] para resolver as preocupações internacionais sobre seu programa nuclear, como fez em outubro passado”, disse ele, mencionando o parágrafo nono do documento.

FONTE: Agência Brasil, via Correio Braziliense

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