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vinheta-clipping-forte1Investimentos em aviões não tripulados feitos por países como China e Rússia chamaram a atenção dos Estados Unidos. O presidente Barack Obama passou a dar sinais de que pretende influenciar as diretrizes mundiais para a utilização dos chamados drones .

O interesse da China nas aeronaves foi demonstrado em novembro passado, durante um show aéreo. De acordo com o jornal estatal “Global Times”, o país cogitou fazer seu primeiro ataque em 2011, para matar um suspeito do assassinato de 13 marinheiros chineses. As autoridades decidiram, porém, que queriam o homem vivo. Assim, poderiam levá-lo a julgamento.

- O que acontecerá quando os chineses e os russos obtiverem esta tecnologia? O presidente está bem ciente dessa preocupação e quer definir normas sobre estas ferramentas para a comunidade internacional – disse Tommy Vietor, porta-voz da Casa Branca até o início deste mês.

Os ataques de aviões não tripulados dos modelos Predator e Reaper contra suspeitos de terrorismo fora do país começaram na presidência de George W. Bush, após os ataques em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2011. Foram, porém, expandidos por Obama.

O crescimento das operações começou em 2008, durante o último ano de Bush. Foram 35 no Paquistão. O número teve um aumento considerável durante o governo Obama. Chegou ao ápice em 2010, com 117 ataques, segundo o site The Long War Journal.

Segundo Vietor, o ataque antiterrorista cirúrgico tem se tornado “o novo normal”. Principalmente em um momento em que os combates terrestres dos EUA chegam ao fim no Iraque, ou perto do fim no Afeganistão.

A questão tem suscitado debates dentro do governo. Segundo opositores, não estão claros quais são os parâmetros legais para ataques. A Casa Branca tem mantido segredo sobre detalhes das operações por anos, quando o país exercia um forte monopólio sobre o uso do veículo. No Congresso, legisladores pressionam o presidente para que dê sua opinião sobre a possibilidade de usar os aviões para matar americanos dentro do próprio país.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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Pátria e morte

Chris Kyle matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos (pelas contas dos colegas foram 255). E morreu sem entender nada da guerra, em que acreditava ter triunfado

 

Chris Kyle

Dorrit Harazim

vinheta-clipping-forte1 Nestes tempos de drones, como são chamados os aviões não tripulados capazes de matar à distância e anonimamente, sobra menos espaço para a glorificação individual de atiradores que se notabilizam pelo número de inimigos eliminados.

O texano Chris Kyle tem lugar garantido na história militar dos Estados Unidos. Como franco-atirador da tropa de elite Seal, da Marinha (a mesma que desentocou e executou Osama Bin-Laden dois anos atrás), ele serviu quatro turnos na guerra do Iraque.

Cumpriu como ninguém a missão para a qual fora treinado: garantir a proteção de seus companheiros na fase mais sangrenta dos combates. Matou, sozinho, comprovadamente, mais de 160 iraquianos (pelas contas dos colegas foram 255) e teve a cabeça colocada a prêmio de 20.000 dólares pelas milícias locais.

Ao retornar para casa, em 2009, trazia no peito dezesseis condecorações — entre elas 2 Purple Hearts, 2 Estrelas de Prata, 5 Estrelas de Bronze.

Kyle foi a resposta americana à atuação de um inimigo mítico conhecido como “Juba”, cuja ubiquidade e pontaria haviam se transformado em assombração para os soldados yankees em Bagdá. Vídeos de propaganda islâmica postados na internet mostravam “Juba” eliminando soldados americanos, um a um, noite ou dia, em grupo ou sozinhos.

Ninguém sabia quem era esse temido atirador islâmico que, além de matar, ainda narrava e filmava cada cena. Dependendo da fonte, seria um mercenário europeu ou um jihadista sírio. À época, a rede de notícias CNN chegou a submeter os vídeos a peritos, que concluíram não tratar-se de montagem.

Fosse quem fosse, “Juba”, portanto, existia, e, à falta de sua eliminação física, sua lenda, pelo menos, precisava ser contida.

Os estragos que um franco-atirador é capaz de causar na moral de tropas inimigas são conhecidos e povoam a narrativa patriótica de vários países. Na Finlândia, há mais de meio século o nome Simo Häyhä é pronunciado com orgulho de geração a geração.

Fazendeiro desconhecido quando a União Soviética invadiu seu país, em 1939, Häyhä, sozinho, eliminou uma unidade inteira de russos — mais precisamente 542, em menos de 100 dias. Entrou para a história com o apelido de “Morte Branca” por usar uma pelerine alvíssima que o camuflava na neve.

O americano Chris Kyle não alcançou os píncaros do finlandês matador, mas recebeu dos insurgentes o apelido de “Demônio” pelos estragos que provocou nas fileiras islâmicas na cidade de Ramadi. A destreza com que manuseava seu fuzil municiado de cartuchos .300 Winchester Magnum lhe rendeu feitos memoráveis. Gaba-se de ter acertado um alvo a 1,9 km de distância, em 2008, antes de o insurgente disparar um lançador de foguete que visava a um comboio americano.

Tudo isso e muito mais Kyle conta em suas memórias, “Atirador americano: a autobriografia do atirador mais letal da história dos Estados Unidos”, publicadas um ano atrás. Elas são preocupantes no tom e no conteúdo.

“Não sou muito fã de política”, diz ele no livro, “gosto de guerra”. Seu mundo se divide entre “bons” e “maus”, sem nuances ou espaço para dúvidas. Os americanos são “do bem” pelo simples fato de serem americanos, enquanto os muçulmanos são “do mal” por quererem matar os americanos.

“Odeio esses selvagens”, acrescenta, referindo-se aos iraquianos. Ao testemunhar perante uma comissão militar de inquérito, acusado da morte de civis, esclareceu: “Não atiro em quem tem um Corão na mão, mas bem que gostaria.”

Uma semana atrás, na tarde de um sábado ensolarado em Stephenville, Texas, Kyle foi morto a tiros pelo fuzileiro naval Eddie Rough, de 25 anos. Rough voltara da guerra com claros sinais de estresse pós-traumático e havia sido colocado sob vigilância por ter ameaçado explodir a cabeça do pai.

Procurando ajudar o filho, a mãe de Rough buscou apoio na fundação Fitco Cares, montada por Chris Kyle ao retornar do Iraque e que proporciona assistência a veteranos com distúrbios decorrentes da guerra.

O atirador nº 1 da América morreu aos 38 anos, alvejado num campo de treinamento de tiro do Texas. Não foi abatido por “Juba” nem por nenhum dos “iraquianos selvagens” que combateu. Foi derrubado em solo pátrio por um americano.

Em entrevista concedida por ocasião do lançamento de seu livro declarara não sentir arrependimento por nenhuma das mortes de sua folha corrida. Assegurou também não sentir qualquer desajuste decorrente da brutalidade de tantos anos de combate. “Nenhum dos problemas que tenho deriva das pessoas que matei”, garantiu.

Chris Kyle morreu sem entender nada da guerra em que acredita ter triunfado.

FONTE:
Blog do Noblat

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A guerra dos drones

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vinheta-clipping-forte1É inconteste o direito de qualquer país de se defender, mas é preciso limitar, pelo direito internacional, as ações de aeronaves não tripuladas

Guerras são travadas nos campos de batalha, mas amiúde acabam decididas pelo que sai dos laboratórios de cientistas e das pranchetas de engenheiros. Quem detém a melhor tecnologia bélica conta com uma formidável vantagem sobre o adversário.

Tecnologia superior só não é sinônimo de vitória porque o curso do conflito não é determinado só pelas batalhas, mas também por considerações políticas, pela estratégia militar e pelo próprio acaso.

De toda maneira, a tecnologia frequentemente redefine os termos políticos da disputa. Foi assim com as bombas nucleares, que desembocaram na Guerra Fria. Está sendo assim com os drones, os veículos aéreos não tripulados, cada vez mais utilizados pelos americanos em sua guerra contra o terror, que baratearam e banalizaram a morte de inimigos por controle remoto.

Não se contesta o direito dos EUA ou de qualquer outro país de defender-se de grupos radicais que se valem de combatentes irregulares e táticas terroristas. Mas é justamente para diferenciar-se dessas facções que Estados responsáveis precisam sujeitar-se a regras de combate e limitar suas ações pelo direito internacional e por controles institucionais do próprio país.

Na esfera do direito e da ética, a guerra dos drones levanta mais dúvidas do que oferece respostas.

Para começar, a decisão de usar os veículos para eliminar indivíduos considerados terroristas equivale a uma pena de morte sem o devido processo legal, uma violação aos princípios da justiça penal.

Que isso possa ocorrer no calor da batalha é um dado da realidade. Mas, pelas informações publicadas na imprensa americana, assassinatos seletivos cometidos com drones estão se convertendo na principal arma de Washington.

Estima-se que o número de mortos nessas operações -sobretudo no Paquistão, no Afeganistão e no Iêmen- esteja em torno dos 3.000, dos quais algo entre 200 e 900 seriam civis. É o que se designa pelo eufemismo “dano colateral”.

As ações seriam realizadas pela CIA e também por militares. O próprio presidente Barack Obama estaria autorizando as incursões mais importantes ou controversas.

Pior, alguns dos assassinados são pessoas das quais os EUA não conhecem nem mesmo o nome. Elas são selecionadas com base em padrões de atividade que se acredita associados com comportamento terrorista, com base em análise de imagens obtidas por drones de reconhecimento. Réus sem nome.

A tecnologia dos drones veio para ficar, na guerra e na paz.

As polícias nos EUA são as principais interessadas em adquirir câmeras voadoras que poderão custar menos de US$ 300, o que já mobiliza entidades de direitos civis. Se o que acontece na luta contra o terrorismo serve de precedente, elas têm motivos para preocupar-se.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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Ação de aviões não tripulados contra o terrorismo teria matado 800 civis em 8 anos, segundo estimativa de ONG. Investigação verificará se ataques configuram crimes de guerra; Israel e Reino Unido também utilizam a tecnologia

 

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Bernardo Mello Franco

vinheta-clipping-forte1A ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou ontem uma investigação sobre mortes de civis provocadas por ataques com drones, os aviões não tripulados que se tornaram uma das principais armas de guerra dos EUA na gestão de Barack Obama.

O inquérito pode levar à abertura de processos em cortes internacionais caso seu relatório final, que será apresentado em outubro, conclua que os ataques são ilegais e configuram crimes de guerra.

Além dos EUA, Israel e Reino Unido também têm usado a tecnologia para atingir alvos sem expor suas tropas a fogo cruzado. Os três países sustentam que os aviões sem piloto são importantes no combate a grupos terroristas.

A investigação será comandada por Ben Emmerson, relator especial da ONU para contraterrorismo e direitos humanos. Ele disse ontem que o “crescimento exponencial” no uso de drones é um desafio às leis internacionais.

“O objetivo central desta investigação será examinar os indícios de que os ataques com drones têm causado, em alguns casos, um número desproporcional de mortes de civis”, afirmou, em Londres.

“Os drones podem e têm sido usados, com muita facilidade e frequência, para produzir efeitos devastadores.”

Segundo o Bureau of Investigative Journalism, uma ONG que estuda o assunto, os aviões não tripulados mataram cerca de 800 civis, sendo 176 crianças, de 2004 a 2012.

Emmerson disse que os números parecem corretos e atacou a falta de transparência dos países que adotaram os drones como arma militar.

“Quanto mais o muro de silêncio for mantido, maior será o espaço para versões erradas ou exageradas sobre o uso dos drones. E isso é perigoso porque contribui para a radicalização dos conflitos.”

O relator especial para contraterrorismo disse contar com a colaboração dos governos, mas frisou que os EUA ainda não se comprometeram a abrir as informações da CIA.

Segundo ele, o inquérito terá três objetivos: esclarecer mortes, buscar reparação para famílias de vítimas e abrir caminho para levar aos tribunais responsáveis por violações de direitos humanos.

Um dos especialistas convocados para participar da investigação é o procurador Geoffrey Nice, que comandou a equipe de acusação ao ex-ditador sérvio Slobodan Milosevic no Tribunal Penal Internacional, em Haia.

A ONU decidiu investigar 25 casos em que drones mataram civis no Paquistão, no Iêmen, na Somália, no Afeganistão e na Palestina. Os países que atacaram alegam combater grupos terroristas infiltrados na população civil.

Entidades de defesa de direitos humanos afirmam que o uso de drones é sempre ilegal, porque não dá ao soldado inimigo a possibilidade de se entregar em vida.

O novo diretor da CIA, John Brennan, sustenta que a guerra ao terrorismo está sendo travada fora dos padrões convencionais de combate.

O relator das Nações Unidas frisou que essa visão é contestada pela maioria dos especialistas em direito internacional fora dos EUA.

Ontem, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o uso de aviões não tripulados de vigilância por tropas que ocupam a República Democrática do Congo.

FONTE: Folha de São Paulo, via resenha do EB

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França em Mali

Mali

vinheta-clipping-forte1250px-Flag_of_Mali.svg1. No final do século XIX, Mali ficou sob o controle da França, tornando-se parte do Sudão francês. Em 1960, Mali conquistou a independência.

2. Com uma população de 15,5 milhões de habitantes, que se distribuem sobre o amplo território de 1,24 milhões de km², o Mali é um dos 25 países mais pobres do mundo. Seu PIB chegou no ano passado a US$ 16,0 bilhões, correspondentes a um valor per capital de tão somente US$ 1.100. Não tem acesso ao mar, e é muito dependente na sua renda das exploração do ouro e da exportação de produtos agrícolas, bem como da ajuda financeira mundial.

3. O avanço da guerrilha muçulmana (islâmicos radicais apoiados pelo Irã) do norte prossegue sobre os territórios do sul e é composta em boa parte de mercenários provenientes da Líbia. A área tomada pelos rebeldes, classificada como estado de Azawad, e um pouco maior que a França em território e compreende cerca de dois terços da área do país africano. Desde o início da crise, o Mali já enviou quase 150 mil refugiados aos países vizinhos.

FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia / IMAGEM: Google

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Militantes afirmam que ação é represália por intervenção francesa contra combatentes islamitas no Mali

 

Mokhtar Bel Mokhtar dirige la brigada Al Mouthalimin foto AFP

vinheta-clipping-forte1Militantes islâmicos atacaram ontem um campo de exploração de gás na Argélia, sequestrando 41 estrangeiros -incluindo sete americanos. Três, entre eles um britânico e um francês, foram mortos.

A brigada Signatários por Sangue, que se diz afiliada à rede Al Qaeda, afirmou que o atentado foi motivado pela decisão argelina de permitir que a França utilize o seu espaço aéreo para atacar islamitas no Mali.

A França bombardeia militantes no país africano desde sexta-feira, em intervenção chancelada pela ONU e apoiada pela comunidade internacional. Ontem, foram iniciados os combates terrestres.

Islamitas haviam ameaçado a França, afirmando que o Mali seria ao país uma armadilha mais perigosa do que haviam sido, aos americanos, Afeganistão e Iraque.

O ataque foi realizado na região sul da Argélia, próximo ao campo de In Amenas.

De acordo com o Ministério do Interior argelino, “um grupo terrorista, fortemente armado e usando três veículos, lançou um ataque [...] a cerca de 100 quilômetros da fronteira entre a Argélia e a Líbia”.

O campo de In Amenas é operado por grupos que incluem a britânica BP, a norueguesa Statoil e a estatal argelina Sonatrach. Homens armados ocupavam o campo até a conclusão desta edição.

ATENTADO

IDE-Algerie-In-Amenas - franceinfoDe acordo com o governo argelino, o atentado foi iniciado com uma emboscada a um ônibus que transportava funcionários do campo para o aeroporto.

Os terroristas, no entanto, foram repelidos e seguiram dali para as instalações.

O Ministério do Interior da Argélia diz que o grupo envolvido no atentado tem cerca de 20 indivíduos que não vêm do Mali, da Líbia “ou de qualquer outro Estado vizinho”.

A Argélia havia anunciado, anteontem, o fechamento de suas fronteiras com o Mali. No entanto, a divisa de 2.000 quilômetros no deserto é considerada inviável de vigiar.

Entre os sequestrados estão cinco japoneses a serviço a empresa de engenharia JGC Corp, um francês, um austríaco, um irlandês, 13 noruegueses e diversos britânicos. O Departamento de Estado dos EUA confirma que há americanos entre os reféns.

Leon Panetta, secretário de Defesa dos EUA, afirmou a repórteres, durante passagem por Roma, que “por todas as indicações, esse é um ato terrorista” e assegurou que “os EUA irão tomar todos os passos necessários e devidos para lidar com essa situação”.

O Exército da Argélia está na região do campo, de acordo com fontes francesas e argelinas. Islamitas afirmam que estão cercados e que qualquer tentativa de libertar reféns levará a um fim trágico. Os entornos do local, dizem os terroristas, estão minados.

De acordo com um islamita da brigada citado pela mídia da Mauritânia, os trabalhadores argelinos foram libertados pelos militantes. O francês “Le Monde”, porém, diz que 150 funcionários locais estão presos no campo.

As indicações são de que, com o conflito na vizinha Líbia, o grupo terrorista teve acesso a armas pesadas dos arsenais pilhados do ex-ditador Muammar Gaddafi, morto em 2011.

FONTE: folha.com

IMAGENS: Franceinfo/AFP

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Por Eduardo Velozo Fuccia

O fuzilamento do sargento Marcelo Fukuhara, no início da madrugada de domingo, na Ponta da Praia, em Santos, não pode ser apontado como algo inesperado. E fez aumentar ainda mais entre os policiais o clima de medo e tensão diante de informações de uma lista de outros PMs marcados para morrer.

Denúncia anônima no sábado à tarde à Polícia Militar já dava conta de que criminosos do Primeiro Comando da Capital (PCC), motivados por uma significativa recompensa em dinheiro, haviam descido a Serra para fazer (eliminar) um membro da corporação em Santos, cujo nome não foi especificado. Para checar a informação e adotar as medidas preventivas ao suposto ataque, policiais militares realizaram patrulhamento no Morro da Penha.

Nesse local, estariam reunidos os integrantes da facção criminosa para acertar os últimos detalhes da emboscada e, lá, os PMs se depararam com o marginal apelidado por Nhenheco pilotando uma moto. Um sargento e um soldado reconheceram o suspeito e tentaram interceptar com a viatura a moto que ele pilotava. Nhenheco, porém, atirou mais de cinco vezes na direção dos patrulheiros e fugiu correndo em direção a um matagal, na Rua Quatro, abandonando uma Honda CB 300R amarela.

Os policiais escaparam ilesos e não revidaram os tiros, porque logo perderam de vista o acusado. Na sequência, apuraram que a moto pertence à cunhada de Nhenheco, que o acusou de tê-la furtado de sua casa. Na Central de Polícia Judiciária (CPJ) foi registrado boletim de ocorrência, contra Nhenheco, por furto e tentativa de homicídio.

Precisão cirúrgica

Outras informações que também chegaram de forma anônima à PM garantem que há mais cinco policiais marcados para morrer. A diferença é que os nomes foram mencionados. Os novos potenciais alvos, a exemplo de Fukuhara, são do 6º BPM/I e apontados por colegas como policiais “linha de frente”.

Um policial da Força Tática de Santos conversou com A Tribuna e manifestou a tensão e o medo generalizados da tropa. Ele também se queixou da “falta de respaldo do comando” e reconheceu o poder de fogo demonstrado pelo PCC.“Ele age com precisão cirúrgica, definindo antes o alvo para abatê-lo no horário de folga”.

Segundo o patrulheiro, a maior preocupação do comando é “segurar a tropa” para evitar possíveis ações justiceiras, popularmente conhecidas como ataques ninjas. “A cúpula não quer aumentar na população a sensação de insegurança e de uma guerra entre o PCC e os órgãos de segurança”. O policial ainda revelou que todas as equipes de Força Tática da Baixada Santista foram escaladas para trabalhar até o dia 15, sem folgas, 12 horas diariamente.

Ex-oficial da PM e procurador de justiça, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, esteve domingo à tarde em Santos. Ele veio acompanhado do comandante geral da PM, coronel Roberval Ferreira França, e ambos se reuniram com o comandante da corporação na região, coronel Marcelo Prado. O encontro foi no quartel do Comando de Policiamento do Interior/6 (CPI/6), na Ponta da Praia, e dele também participaram comandantes dos batalhões da região.

Ninguém da Polícia Civil, cuja atribuição constitucional é investigar crimes, apurando as suas circunstâncias e autoria, foi convidado a acompanhar a reunião. A Tribuna quis entrevistar o coronel Prado para abordar as declarações do membro da Força Tática do 6º BPM/I. Porém, em nota, o Setor de Comunicação Social da corporação informou que não está autorizada entrevista do comandante do CPI/6 e divulgou um comunicado institucional à Imprensa.

Fonte: A Tribuna
Vídeo: TV Record

Somos um país pacífico?

As imagens abaixo mostram a execução do Policial Militar do Estado de São Paulo, Fábio Passos de Sá. As imagens são fortes e não gostamos de compartilhar a dor de uma pessoa, mas se faz necessário uma reflexão. Afinal somos ou não um país pacífico? Muitos dizem que nós não temos guerra com ninguém, mas acredito que a nossa guerra é diária! Quantos policiais precisam morrer para que os governos assumam a situação da insegurança no país? Até quando esses profissionais irão fazer “bico” para complementar a renda, já que o soldo é distante da necessidade de uma família?

O nosso sentimento à família e amigos do policial caído.

Fonte: Brasil Urgente – TV Bandeirantes

Os incessantes bombardeios de aviões teleguiados americanos na região noroeste do Paquistão, reduto dos talibãs e da Al-Qaeda, assustam a população e são contraproducentes, pois alimentam o sentimento antiamericano, segundo analistas dos Estados Unidos.

Um relatório elaborado por duas universidades americanas, a Stanford Law School e a New York University School of Law, considera equivocada a visão dos Estados Unidos de que a campanha de aviões teleguiados é “eficaz e de precisão cirúrgica, além de reforçar a segurança dos Estados Unidos”, e pediu a Washington que reconsidere a estratégia.

O documento, com o título “A vida sob os drones”, afirma, assim como Washington, que a grande maioria das milhares de pessoas mortas nos ataques, iniciados em junho de 2004, nas zonas tribais paquistanesas eram combatentes islamitas.

No entanto, o relatório insiste nas graves consequências sociais e psicológicas dos bombardeios na população.

“Os drones sobrevoam as localidades do noroeste 24 horas por dia, atacam veículos, casas e espaços públicos sem aviso prévio. Sua presença aterroriza os homens, mulheres e crianças, criando um trauma psicológico”, denuncia.

“Os habitantes vivem sob o temor constante de serem atingidos a qualquer momento por um bombardeio mortal, conscientes de que não têm nenhum meio de proteção”, completa o texto.

Em consequência do temor de bombardeios sucessivos, as comunidades locais evitam reuniões, não enviam os filhos para a escola e hesitam antes de socorrer os feridos de um primeiro ataque, destaca o relatório iniciado pela ONG Reprieve, com sede no Reino Unido e que faz campanha contra os aviões teleguiados.

Os disparos a partir dos drones viraram nos últimos anos um dos principais instrumentos da estratégia militar internacional de Washington.

A campanha dos aviões teleguiados no Paquistão, iniciada sem o consentimento oficial das autoridades locais e muito impopular entre os paquistaneses, alimenta as tensões entre Washington e Islamabad.

O relatório é baseado principalmente em entrevistas com moradores do Waziristão do Norte, principal reduto dos talibãs paquistaneses e da Al-Qaeda na região e zona tribal que é o principal alvo dos drones.

“Antes dos disparos de drones, não sabíamos nada dos americanos. Hoje, quase todos os odeiam”, afirmou um habitante.

Outro residente adverte: “Não esqueceremos o sangue derramado. Sejam 200 anos, 2000 anos ou 5000 anos, nos vingaremos dos ataques de drones”.

Em última instância, os disparos ilegais são contraproducentes, pois a fúria que provocam facilitam o recrutamento de combatentes islamitas antiocidentais na região, ressalta o documento.

Para completar, o texto cita uma informação da CNN de que apenas 2% das pessoas assassinadas pelos aviões teleguiados são alvos islamitas “de alto nível”.

Entre junho de 2004 e setembro de 2012, entre 2.562 e 3.325 pessoas morreram na região em ataques dos drones americanos, incluindo de 474 a 881 que eram civis, afirma o relatório.

FONTE: AFP

 

Vídeo das Farc ataca o Brasil

Guerrilheiros cantam rap em que celebram diálogo com o governo e criticam venda de aviões da Embraer para Bogotá

 

Thais de Luna

Brasília – A confirmação de que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão participando das “conversas exploratórias” com o governo colombiano e críticas a diversos países, inclusive ao Brasil, por terem ajudado o Exército em ações contra a guerrilha, deram o tom do chamado “Vídeo pela paz”, divulgado ontem pelo grupo rebelde. Na mesma mensagem, o líder da organização, Rodrigo Londoño Echeverry – conhecido como Timoleón Jiménez ou Timochenko – confirmou que se senta à mesa de diálogo “sem rancores nem arrogância”, embora tenha usado os termos “pedante” e “burguês” ao citar o presidente colombiano, Juan Manuel Santos.

Um trecho da letra é dedicado a ataques aos Estados Unidos e ao Brasil pelo apoio ao Estado colombiano. O ataque ao governo brasileiro se deve à venda de caças Super Tucanos da Embraer para Bogotá, aeronaves usadas pelo Exército nas missões de combate ao grupo. Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa brasileiro afirmou que não comentaria o assunto. No mesmo dia da publicação do material no site das Farc, sete guerrilheiros morreram e cinco foram capturados durante uma operação militar em Puerto Concordia, no centro do país. Além disso, Santos declarou que pretende acabar com os confrontos por meio do diálogo.

O vídeo com Timochenko é a primeira declaração da guerrilha desde que Santos anunciou, em 27 de agosto, as negociações em busca do fim do conflito de quase meio século. “Juramos vencer e venceremos”, bradou, depois da exibição do rap cantado por jovens guerrilheiros. No clipe, os membros das Farc vestem camisetas com a estampa do comandante da Revolução Cubana Che Guevara, usam uma braçadeira com a bandeira da Colômbia e cantam sobre o processo de diálogo com Bogotá. “Vou para Havana, desta vez para conversar com o burguês que nos procurava, não pôde nos derrotar. Vou para Havana, desta vez para conversar com aquele que me acusava de mentir sobre a paz. Vou para Havana, saibam com que emoção vou conversar sobre a sorte da minha nação”, afirma letra, em referência às discussões que serão feitas em Cuba.

Gilberto Rodrigues, professor de relações internacionais da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, considera que o vídeo foi uma tentativa de as Farc se humanizarem ante a opinião pública. “Durante muitos anos, o governo tratou de demonizar a guerrilha e alguns atos cometidos pelo grupo realmente podem ser considerados terroristas”, ponderou. “Mas esse vídeo com os guerrilheiros cantando um rap, estilo musical muito popular, é uma tentativa de mostrar que entre os integrantes das Farc há jovens e pessoas comuns dispostas a negociar”, refletiu o especialista brasileiro, acrescentando que a escolha da vestimenta dos cantores parece ter sido algo estudado, pois Che Guevara continua uma referência para os movimentos de esquerda na América Latina. Ele lembrou que um dos pontos do acordo entre a organização e o governo, que deve começar a ser discutido em Oslo (Noruega), passa pela participação dos guerrilheiros na política.
Pouco antes da divulgação do vídeo das Farc, o presidente da Colômbia afirmou, em seu programa de rádio, En línea con el Presidente, que pretendia negociar por meio do diálogo, sem “repetir os erros do passado” — em referência à política de seu antecessor, Álvaro Uribe. “Com muita esperança, nós, o povo colombiano, veremos se podemos encerrar este conflito, que nos causou tanta dor”, estimou. O diretor da Polícia Nacional, general José Roberto León Riaño, por sua vez, ressaltou que a corporação não baixará a guarda frente aos grupos armados.

O especialista em América Latina Ralph Espach, do instituto norte-americano de análises CAN, explicou que a intenção do governo de acabar com as hostilidades seria um triunfo para Santos, que levaria o país à estabilidade. “A questão é se as Farc estão realmente interessadas em negociar ou se essa é apenas uma tática para assegurar um temporário cessar-fogo ou atrair apoio internacional”, salientou, em aparente ceticismo a um acordo.

ATAQUE

A ofensiva contra membros das Farc, que resultou na morte de sete pessoas e nadetenção de outros cinco, foi realizada na madrugada de ontem pela Força Aérea e pelo Exército. “Essa é uma mensagem clara sobre o compromisso e a vontade da Força pública em seguir trabalhando sem descanso para atingir os diferentes grupos terroristas e criminosos que atentam contra os colombianos”, afirmou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, citado pelo jornal El Tiempo. Um dos detidos seria o “terceiro líder” da sétima frente da organização, conhecido como Cooper.

FONTE: O Estado de Minas

O embaixador do Brasil no país, Edgard Casciano, deixou a capital síria, Damasco, com destino a Beirute, no Líbano, por via terrestre. Ele foi orientado pelo governo da presidente Dilma Rousseff a fechar a Embaixada do Brasil em Damasco. A ordem foi retirar os funcionários e passar a atender às demandas em Beirute. Casciano aguarda ainda orientações de Brasília para pôr em prática o plano de retirada dos brasileiros que moram na região. De acordo com informações do Itamaraty, os funcionários da embaixada já chegaram à capital do Líbano.

O governo brasileiro esperou sinalizações do embaixador para definir o momento adequado para o fechamento da embaixada. O Itamaraty divulgou nota informando que decidiu deixar um funcionário no local, para permanecer como ponto de contato entre os cidadãos brasileiros no país e o Consulado-Geral em Beirute e a Embaixada em Amã (Jordânia). O plano de retirada dos demais brasileiros pode ser executado nas próximas horas. Mas só será informado, segundo diplomatas disseram à Agência Brasil, quando ocorrer, para evitar riscos à segurança dos envolvidos.

Casciano disse ainda que a violência se agravou nas ruas das principais cidades aumentando o medo e o pavor não só de estrangeiros, como também de sírios. “Impossível pôr os pés na rua com tantos tiros. É uma situação extremamente problemática”, disse ele.

O embaixador acrescentou também que a violência na capital síria atingiu tal situação que ontem ele se viu obrigado a não abrir a representação brasileira. Segundo ele, são os dias mais violentos a que assistiu no país. “Helicópteros sobrevoavam constantemente e dava para ouvir muitas explosões que, pela intensidade, eram consequência de armas pesadas.”

Há quatro anos em Damasco, a capital da Síria, Casciano disse que a situação na capital é muito tensa e já não há garantias de segurança para as embaixadas estrangeiras no bairro. “Até cogitamos que o governo brasileiro enviasse agentes de segurança para proteger a embaixada. Mas, com o aeroporto fechado, a ideia foi deixada de lado”.

A estimativa é que existam cerca de 3.000 brasileiros na Síria, a maioria na região de Damasco, mas há uma comunidade na região de Latakia e Tartous, na costa do país, reduto de alauítas (grupo sectário ao qual pertence o presidente Bashar Al Assad) e cristãos. De acordo com o embaixador, o número é apenas uma estimativa, pois muitos brasileiros deixaram o país antes do agravamento da situação.

Para Casciano, o clima é de “guerra aberta” na Síria. Ele disse que seus amigos sírios se mostram muito preocupados e com medo do futuro. “A guerra em Damasco os deixou extremamente apavorados”, disse ele.

Reuniões em Brasília

O acirramento da crise na Síria e o aumento do medo no país motivaram ontem várias reuniões em Brasília, coordenadas pelo Palácio do Planalto em parceria com os ministérios das Relações Exteriores, Itamaraty, e da Defesa.

Situação semelhante ocorreu na Líbia, no ano passado, quando a Embaixada do Brasil no país foi fechada em decorrência da insegurança no país. Os detalhes sobre a ação na Síria foram preservados por motivos de segurança. Porém, o Brasil aguarda ainda o momento adequado para executar o restante do plano de retirada dos brasileiros que vivem na Síria.

O plano foi definido anteontem (18), mas até as últimas horas de ontem sofria adaptações devido aos episódios registrados na Síria. O plano define a retirada das cerca de 3.000 pessoas do país, levando-as para uma área fora do país considerada de segurança. O objetivo é garantir segurança para os brasileiros.

Os governos de vários países já fecharam suas embaixadas na Síria, principalmente europeus e asiáticos. Tradicionalmente, o Brasil só opta pela medida quando considera a situação insustentável.

Após a explosão do homem-bomba há dois dias provocando 26 mortes, inclusive de dois ministros (da Defesa e do Interior), além uma terceira autoridade, Damasco amanheceu ontem como se o dia fosse feriado. Escolas e lojas estão fechadas e apenas alguns serviços públicos funcionam. Há um clima de medo predominando, segundo relatos de brasileiros que estão na capital síria.

O embaixador e os funcionários brasileiros da representação em Damasco deixaram a Síria por terra, utilizando uma estrada considerada de qualidade, que liga o país ao Líbano.

FONTE: Renata Giraldi / Agência Brasil

A autorização dada pelo presidente americano, Barack Obama, aos membros do comando Navy Seals para atacar a residência onde Osama bin Laden se escondia foi divulgada nesta quinta-feira na forma de um memorando do diretor da CIA, Leon Panetta, e publicado pela revista Time. Essa publicação da “nota de memorando” foi feita com a aproximação do primeiro aniversário da morte do líder do grupo Al-Qaeda no Paquistão, tem data de 29 de abril de 2011 às 10h35 local e está escrita à mão e assinada por “DAI”, o secretário de defesa Leon Panetta, então diretor da agência de inteligência CIA, seguindo decisão de Obama.

“A ordem é entrar e capturar bin Laden e se ele não estiver ali, sair”, escreveu no memorando Panetta, à frente do Pentágono desde julho. Panetta recebeu a ordem do presidente através de Tom Donilon, conselheiro de segurança nacional. “Foi recebido o telefonema de Tom Donilon, o que indica que o presidente tomou a decisão de AC1″, escreveu Panetta. “A decisão é prosseguir com o ataque”. “AC1″ se refere à residência de Abbottabad, ao norte da capital paquistanesa Islamabad, onde se escondia o chefe da Al-Qaeda, que morreu na incursão das forças especiais americanas no dia 2 de maio, segundo o governo de Obama.

Bin Laden morreu 10 anos depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York. Essa operação secreta foi qualificada como “clandestina” pelo governo de Islamabad e provocou a reação da população paquistanesa, majoritariamente antiamericana, pela violação da soberania.

FONTE: AFP, via Portal Terra

Taleban assume atentado suicida em Jalalabad e diz ser resposta à queima de cópias do Alcorão em base americana

 

Um ataque suicida deixou nove mortos nesta segunda-feira em uma base e aeroporto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão. O Taleban assumiu o atentado e disse se tratar de uma resposta à queima de cópias do Alcorão (livro sagrado muçulmano), em uma instalação militar americana em Cabul.

O atentado na cidade de Jalalabad acontece em meio aos protestos no país contra a queima de exemplares do Alcorão e outros materiais islâmicos religiosos durante o descarte de lixo em uma base aérea dos EUA. O autor do ataque desta segunda-feira lançou um carro cheio de explosivos contra o portão do aeroporto, que serve aeronaves militares internacionais.

De acordo com o porta-voz da polícia da província de Nungarhar, Hazrad Mohammad, a forte explosão matou nove afegãos: seis civis, dois guardas do aeroporto e um soldado. O ataque também deixou seis feridos. O porta-voz da Otan, Justin Brockhoff, reforçou que nenhum militar estrangeiro foi morto e disse que a base não foi danificada pela explosão.

Por causa da onda de violência, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta segunda-feira que está transferindo todos os seus funcionários de um escritório em Kunduz, norte do Afeganistão, atacado por manifestantes na semana passada.

Segundo a ONU, o fechamento do escritório é temporário e todos os funcionários serão levados a outros locais, até que as condições de segurança sejam melhores. O ataque ao prédio da ONU no sábado deixou três mortos e 50 feridos.

Os protestos contra os Estados Unidos deixaram mais de 30 mortos desde que a queima dos livros sagrados foi divulgada, na terça-feira. Entre as vítimas estão quatro soldados americanos.

No domingo, manifestantes lançaram granadas contra uma pequena base americana no norte do país. Uma troca de tiros deixou dois afegãos mortos e sete soldados da Otan feridos.

Na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu desculpas pelo incidente na base americana, na tentativa de acalmar os manifestantes afegãos. Em carta enviada ao presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, Obama prometeu uma investigação.

“Quero estender a você e ao povo afegãos minhas mais sinceras desculpas”, afirmou. “O erro foi impensado. Garanto que vou tomar as medidas necessárias para evitar que ele aconteça novamente e para punir os responsáveis.”

O incidente estimulou o sentimento contra o exterior que já está em crescimento no país depois de uma década de guerra no Afeganistão e alimentou os argumentos dos afegãos que acreditam que os soldados estrangeiros não respeitam sua cultura ou religião islâmica.

Ahmad Zaki Zahed, chefe do conselho provincial, disse que oficiais do Exército americano o levaram para uma área de queima na base onde 60 a 70 livros, incluindo cópias do Alcorão, foram recuperados. Os livros foram usados por detentos que estiveram encarcerados na base, disse. “Alguns estavam completamente queimados, enquanto outros pela metade”, relatou Zahed.

Segundo Zahed, cinco afegãos trabalhando no local lhe contaram que os livros religiosos estavam no lixo que dois soldados da coalizão liderada pelos EUA transportaram para a área em um caminhão na noite de segunda-feira. Quando perceberam que os livros estavam no lixo, os operários trabalharam para recuperá-los, contou. “Eles me mostraram como seus dedos ficaram queimados quando tiraram os livros do fogo.”

Em abril de 2011, uma manifestação de afegãos contra a queima do Alcorão por um pastor da Flórida se tornou mortal quando atiradores na multidão invadiram um complexo da ONU na cidade de Mazar-e-Sharif, no norte do país, e mataram três membros da organização e quase guardas nepaleses.

FONTE: iG/AP, AFP e EFE

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Morte teria acontecido há duas semanas, mas só agora foi confirmada a identidade do rebelde

BOGOTÁ – O líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), conhecido como “Alfonso Cano”, morreu na Colômbia, informou na sexta-feira, 4, à Agência Efe uma fonte do Ministério da Defesa do país.

Embora a fonte não tenha detalhado nem a data nem o local da morte de Guillermo León Sáenz, verdadeiro nome de “Alfonso Cano”, se especula que inclusive sua morte teria acontecido há duas semanas, mas só agora foi confirmada plenamente a identidade do rebelde.

Horas antes de se confirmar a morte do líder máximo das Farc, se especulou que ele estivesse ferido como resultado de um bombardeio a um acampamento desta guerrilha no sudoeste do país.

O ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzón, disse anteriormente em entrevista coletiva que em uma ofensiva contra “Alfonso Cano” foram capturados quatro guerrilheiros, entre eles seu chefe de segurança, conhecido como “El Índio Efraín”.

Nessa operação, realizada na Salvajina (departamento de Cauca), também morreram um operador de rádio e a suposta companheira de “Cano”.

A morte do líder máximo das Farc aconteceu depois da de Luis Edgar Devia, conhecido como “Raúl Reyes” em março de 2008 em território equatoriano, e a de Víctor Julio Suárez Rojas, conhecido como “Jorge Briceño Suárez ou Mono Jojoy”, em setembro de 2010, na Serranía de La Macarena, no sul do departamento de Meta.

“Alfonso Cano” assumiu o comando das Farc após a morte de Manuel Marulanda Vélez conhecido como “Tirofijo”.

FONTE: Estadão-EFE / FOTO: AP

Um bombardeio da Força Aérea Colombiana (FAC) contra um acampamento da guerrilha Farc na região rural do município de Vista Hermosa, sul do país, deixou ao menos sete guerrilheiros mortos e cinco detidos, disse nesta terça-feira o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón. “A Força Pública deu um golpe decisivo e contundente contra essa estrutura do Bloco Oriental. Até este momento foram encontrados sete corpos. Mais cinco guerrilheiros foram capturados e muito material de guerra foi apreendido”, disse Pinzón a jornalistas.

O funcionário afirmou que havia 26 rebeldes no acampamento do front 46 do Bloco Oriental, uma das mais importantes facções da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Francamente, pela forma como a operação foi realizada, acreditamos que as baixas podem superar as reportadas até agora”, completou Pinzón.

Entre os mortos pelo bombardeio, realizado na madrugada de segunda-feira, pode estar “Javier” ou “Jota”, apelidos do líder do front 42, afirmou posteriormente o ministro. “Pelo estado em que ficaram os corpos, não foi possível fazer a plena identificação”, explicou. As Farc são a principal guerrilha da Colômbia, com 47 anos de luta armada e conta na atualidade com cerca de 8 mil combatentes, segundo dados do governo.

FONTE: AFP

Ao menos onze guerrilheiros das Farc morreram em uma operação da polícia nesta segunda-feira contra um acampamento da guerrilha no departamento colombiano de Norte de Santander, na fronteira com a Venezuela, informaram fontes militares.

“Localizamos um acampamento com cerca de 80 bandidos. Após o apoio da Força Aérea, a polícia entrou e já encontramos 11 corpos”, revelou o comandante da 30ª Brigada do Exército colombiano, general Fernando Pineda.
O oficial assinalou que dois policiais ficaram feridos no confronto e foram levados a um hospital da cidade de Cúcuta, capital do Norte de Santander. O acampamento, bombardeado pela aviação, pertencia à Frente 33 “Antonio Santos” das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e estava situado na zona rural do distrito de Las Mercedes, no município de Sardinata.

Os policiais, que encontraram armamento e explosivos, suspeitam que até 14 guerrilheiros tenham morrido no ataque, inclusive o comandante do grupo.
Em outro confronto ocorrido nesta segunda-feira, sete militares morreram em uma emboscada das Farc no sudoeste do país, revelou o ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón.

Os rebeldes atacaram uma coluna militar que levava provisões por uma estrada rural do município de Caloto, no departamento de Cauca. “Foram atacados com explosivos de maneira cruel e sem chance de defesa”, disse o ministro durante um ato na cidade de Cali, capital do departamento de Valle, vizinho a Cauca.

Nas últimas semanas, como sempre ocorre antes de eleições, as Farc intensificaram suas operações em diversas regiões do país. Os colombianos votarão no dia 30 de outubro para eleger governadores, deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

FONTE: Terra/AFP

  1. A ansiedade em se parecer com os presidentes dos países do G-8 levou a presidente do Brasil a tratar dos assuntos que aqueles tratam e de estimular aplausos para seu próprio ego. O champanhe aberto depois do discurso, no hotel, sublinha isso. Opinou sobre a complexa questão do Oriente Médio, deu um “puxão de orelha” nos presidentes dos países centrais que não demonstram capacidade política para enfrentar a crise.
  2. Mas se “esqueceu” do flagelo que afeta a América Latina: o tráfico de drogas e o crime organizado. E suas consequências entre os jovens brasileiros: 35 milhões de jovens entre 15 e 24 anos, ou 18% da população. Entre os nossos jovens, os homicídios são responsáveis por 37% das mortes naquela faixa de idade. Nas demais faixas de idade (não jovens) são 1,8% das mortes. Em números absolutos são 18 mil, sendo 50% nas regiões metropolitanas só das 10 principais capitais.
  3. Entre os jovens de 15 a 24 anos a taxa de homicídios é de 53 por 100 mil jovens nesta faixa de idade. Entre 19 e 23 anos esse número sobe para 60 por 100 mil. Essas taxas dobraram em 20 anos. Nas demais idades (não jovens) a taxa permaneceu estática. O total de homicídios no Brasil alcança 50 mil por ano. A taxa brasileira é de 27 por 100 mil. Nas capitais, 37 por 100 mil. Entre os jovens, em Alagoas 125 e em Maceió 250 por 100 mil jovens.
  4. Todos sabem que tais taxas bélicas de homicídios se devem ao tráfico de drogas. No Nordeste, o número de homicídios de jovens cresceu 110% em 10 anos. No Sudeste, caiu a menos da metade do que era 10 anos atrás. As razões são conhecidas: o corredor brasileiro de entrada de cocaína na Europa passou a ser feito pela África Ocidental. Guiné é hoje um narco-Estado. O tráfico Brasil-África mudou de nome e de tragédia.
  5. Mas Dilma preferiu tratar do Oriente Médio e da aptidão política dos líderes mundiais. No Iraque, a partir do momento do início da guerra, em 2003, até hoje foram 600 mil mortos. Se usarmos o número de mortes pelos confrontos que em 2010 foram 3.500 e projetarmos em mais 4 anos, o número de homicídios no Brasil terá ultrapassado todas as mortes de guerra e de confrontos no Iraque no mesmo período, de 2003 para a data. No Brasil, naquele período (2003-2011), foram 450 mil, sem aviões, mísseis, tropas, atentados ou carros bomba.
  6. Mas Dilma não estava só na ONU. Obama e Ban-Ki-Moon, secretário geral da ONU, não ficaram atrás.
FONTE: Ex-Blog do Cesar Maia
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