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Sistemas de última geração serão usados nas seis sedes da competição e proporcionarão mais eficiência e ampla cobertura em pontos críticos

 

SÃO PAULO, 16 de maio de 2013 – O Exército Brasileiro está adiantado nos preparativos para a Copa das Confederações e anuncia a compra de tecnologia da Motorola Solutions, provedora líder em serviços e soluções de comunicação de missão crítica para governos e empresas, que serão utilizadas na segurança durante os jogos em junho, no Brasil. Os sistemas digitais de radiocomunicação de voz criptografada também serão utilizados na Copa do Mundo de 2014, podendo haver expansão, de acordo com as necessidades do evento.

Com as soluções adquiridas, o Exército poderá exercitar o comando e controle de seus efetivos e cumprir com eficácia as missões pelas quais será responsável na Copa das Confederações. O projeto já está em fase de implementação, e a primeira etapa de testes começou em abril, com previsão de término para o fim de maio de 2013. O sistema fará a cobertura, principalmente, em pontos considerados críticos, como os estádios e arenas, os centros de treinamento das equipes, hotel em que as delegações estarão hospedadas e aeroportos. Em locais mais distantes, sem cobertura da rede, serão utilizadas soluções móveis (repetidoras), que permitem a criação de uma rede para comunicação segura.

Pontos importantes

As soluções serão utilizadas durante a competição nas cidades-sede: Brasília, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Salvador e Rio de Janeiro.
Para Brasília será mantida a tecnologia da Motorola Solutions já utilizada desde 2011.
O contrato contempla a compra de rádios dos modelos APX2000, XTL e XTS.
O sistema digital de radiocomunicação vai permitir que todas as cidades- sede do evento estejam interligadas por uma rede IP.
Cada Estado terá visualização local, mas todo o monitoramento poderá ser feito pelo Exército em Brasília, de onde será possível acessar todas as posições e localizações das tropas, por meio do sistema de GPS dos próprios rádios, interligados às soluções do Exército, associadas às soluções da Motorola Solutions.
“Assim, como a Copa das Confederações é um pré-evento para a Copa do Mundo, será também um momento ímpar para que possamos pôr em prática nossos planejamentos para 2014. Dessa forma, esperamos estar prontos para as demandas de cooperação na área da segurança, contribuindo com os diversos órgãos envolvidos no âmbito federal e estadual, participando deste grande momento do Brasil. É importante ressaltar ainda que todos os equipamentos ficarão como legado, que será extremamente útil para as determinações de nossa presidenta, além dos limites dos grandes eventos”, diz o comandante de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército brasileiro, general Santos Guerra.

“Estamos sempre em busca de excelência em todas as soluções de segurança que oferecemos para o mercado. Ficamos muito honrados por fazer parte de um momento tão importante para o País e poder contribuir para que o mundo veja o Brasil como referência em segurança”, afirma Paulo Cunha, presidente da Motorola Solutions Brasil.

Sobre a Motorola Solutions

A Motorola Solutions é provedora líder mundial em soluções e serviços de comunicação de missão crítica para governos e empresas. Com suas inovações e tecnologia de comunicação, ajuda seus clientes a fazer o seu melhor, nos momentos que realmente importam. A Motorola Solutions opera na Bolsa de Valores de Nova York como “MSI”. Para mais informações, acesse: www.motorolasolutions.com. Para obter notícias atualizadas, visite nosso Media Center ou assine nosso news feed.

DIVULGAÇÃO: RP1 Comunicação

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T-90S

Representantes da Uralvagonzavod comunicaram hoje que a companhia russa está preparada para oferecer ao Peru os exemplares mais completos do blindado T-90S, atualmente em exibição na SITDEF PERU-2013. A feira de defesa teve início ontem, em Lima, e vai até o próximo dia 19.

Em declaração à RIA Novosti, um dos representantes da empresa e oficial-general reformado das Forças Armadas russas, Alexei Maslov, afirmou que desde o ano passado os militares peruanos estavam interessados no blindado “Diante do interesse genuíno por parte do Peru em adquirir blindados T-90S, a Uralvagonzavod está disposta a deixar esse exemplar no país para testes, após o fim da exibição”. Maslov afirmou ainda que a Rússia tem boas chances de vender blindados ao Peru. Espera-se que o país sul-americano adquira entre 120 e 170 veículos.

O T-90S modificado apresenta motor multi-combustível de 1.130 hp e alcança velocidade de até 45km/h em terreno acidentado e até 60km/h em estrada plana. A torre remodelada é armada com canhão de 125mm, e o blindado conta com novos sistemas de controle de fogo, navegação e comunicações, além de metralhadora 7.62mm controlada remotamente.

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FONTE: RIA Novosti (tradução e adaptação do Forças Terrestres a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-forte1O Ministério da Defesa é o mais novo concorrente na disputa, com as teles, por espaço na faixa de frequência de 700 MHz, destinada ao serviço de banda larga de alta velocidade (4G) no país.

A intenção da pasta é usar parte desse espaço para implantar um sistema exclusivo de tráfego de voz, dados e imagem para fortalecer os serviços de segurança pública do país, dispensando a contratação de operadoras.

O modelo permitiria, por exemplo, a transmissão, em tempo real, de imagens das áreas monitoradas em capitais ou regiões de fronteira do país, em um ambiente exclusivo de comunicação.

O pedido da Defesa foi protocolado na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e agora será submetido à área técnica e ao conselho diretor da agência.

Se o pedido for acatado, o atual regulamento de uso da faixa precisará ser alterado.

Além de bater de frente com os objetivos das teles, que teriam menos espaço para operar o 4G, a ocupação da faixa com sistemas do Exército e das polícias também desagrada parte do governo.

A Folha apurou que não há disposição do Ministério das Comunicações em alterar o atual planejamento, que divide a faixa de 700 MHz apenas entre as teles.

Como alternativa, o ministério propõe que o serviço da Defesa seja criado só nas áreas de fronteira, onde o interesse das teles é pequeno. Outra alternativa é disponibilizar uma nova frequência para atender Forças Armadas e órgãos de segurança.

O uso de uma nova faixa, porém, tende a encarecer e atrasar o projeto da Defesa, que já desenvolveu um modelo piloto em parceria com a Motorola Solutions.

“É um desafio de engenharia fazer o mesmo sistema operar em outra frequência”, afirmou o diretor de Estratégias da empresa, Bruno Nowak. “O que propusemos já existe e é usado em outros países. Leva tempo desenvolver uma nova tecnologia, em média cinco anos.”

A Defesa pleiteia espaço na faixa de 700 MHz desde o ano passado, quando ainda estava em elaboração na Anatel o relatório de viabilidade técnica e a destinação dos possíveis lotes da faixa.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

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Subsidiária MEDAV da Saab recebe contrato de sistema para o Sisfron

SDIA - imagem MEDAV do Grupo Saab

O Grupo Saab da Suécia divulgou nesta segunda-feira, 13 de maio, que sua subsidiária MEDAV GmbH recebeu uma encomenda para a parte de sensoreamento de sinais eletromagnéticos do programa brasileiro Sisfron, de segurança de fronteiras. As entregas deverão ocorrer de 2013 a 2016. O Sisfron é um sistema integrado de monitoramento de fronteiras que o Exército Brasileiro está desenvolvendo para sua fronteira oeste, contribuindo para a segurança regionão e o combate a crimes transfronteiriços.

Deverão ser entregues estações de sensores estacionárias e móveis com capacidades de monitoramento e de identificação de direção nas frequências HF, VHF e UHF. Também estão incluídos no contrato um centro regional para monitoramento (ISTAR), um centro de treinamento, assim como transferência de tecnologia, visando ampliar a autonomia da cadeia de suprimento e a criação de empregos em setores de alta tecnologia no Brasil.

Para essa encomenda, a MEDAV é uma subcontratada da Savis Tecnologia e Sistemas S.A., subsidiária da Embraer Defesa & Segurança S.A., pertencente à Embraer S.A., que foi selecionada pelo Exército Brasileiro para implementar a Fase 1 do Programa Sisfron.  se 1

A MEDAV, fundada em 1982 e com mais de 50 clientes globais, faz parte do Grupo Saab desde 2012 e é especialista em processamento de  sinais digitais, reconhecimento de padrões e tecnologia da informação. Segundo a nota, as vantagens especiais do sistema MEDAV são a arquitetura de software SDIA® (Software Defined Intelligence Architecture) e a sua capacidade para fornecer todas as partes do sistema.

FONTE: Saab (tradução e edição do site das Forças Terrestres a partir de original em inglês)

IMAGEM: MEDAV (Software Defined Intelligence Architecture – SDIA® – para saber mais a respeito em pdf  publicado em inglês, clique aqui)

VEJA TAMBÉM:

ADAM system da Lockheed Martin

No vídeo, o protótipo do sistema Area Defense Anti-Munitions (ADAM), destruindo um foguete em voo. O ADAM emprega um laser de 10 kW que pode ser focado num alvo até 2 km de distância.

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Iniciativa almeja se tornar referência numa área tecnológica em que Brasil entra com atraso. Porém perspectivas são promissoras, sobretudo para a melhoria da qualidade de vida. Sede será em São Carlos, interior de SP.

Previsto para ser inaugurado este ano, o primeiro centro de robótica brasileiro só deve estar concluído dentro de dois anos, numa perspectiva otimista. A estimativa é do professor Marco Henrique Terra, coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). A cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo, abrigará a unidade, projetada como futura referência nacional na tecnologia da construção de robôs.

A criação do centro foi anunciada em 2011 pela USP. Inicialmente, ele deveria dividir uma única sede com outras áreas de conhecimento. “Só percebemos que isso não funcionou no meio do caminho. Tivemos de redefinir o procedimento de construção de maneira individualizada”, admite Marco Terra. Apesar da redefinição do prazo de conclusão, o local da sede se manteve. A qualidade da proposta e a quantidade de professores envolvidos pesaram na decisão pela cidade de São Carlos.

“O centro é uma necessidade. Essa iniciativa vai aumentar a sinergia entre os pesquisadores e otimizar a aplicação dos recursos, que ainda são bastante limitados no país”, vislumbra o professor Guilherme Augusto Silva Pereira, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que concluiu o doutorado na área de robótica.

Pesquisas para a sociedade

O projeto abarca desde a pesquisa básica nas universidades até a relação com institutos e empresas do exterior. Além de estimular o intercâmbio entre os pesquisadores, o primeiro centro brasileiro de robótica promete favorecer a criação de empresas para o desenvolvimento de produtos nacionais na área de robótica, apontam os especialistas. “Essas empresas gerariam empregos e seriam responsáveis por substituir parte dos robôs importados, presentes no país, por sistemas desenvolvidos com tecnologia nacional”, antecipa Guilherme Pereira.

Pesquisadores da robótica acreditam que essa tecnologia possa contribuir para tornar melhor a vida das pessoas, ao apresentar soluções para problemas universais. Entre as pesquisas desenvolvidas pela USP, estão a produção de carros autônomos, dotados de sensores e softwares, que possam ser conduzidos sem intervenção humana. Entre as principais vantagens do sistema, estariam a diminuição do número de acidentes em ruas e rodovias, e uma maior eficiência do trânsito em geral.

As pesquisas na área de reabilitação de membros inferiores e superiores para portadores de deficiência física são outro exemplo as atividades desenvolvidas na USP com foco na melhoria da qualidade de vida. Embora os avanços da robótica permitam contribuições decisivas, essa ainda é uma tecnologia cara.

“Mas as experiências mostram que a médio e longo prazo ela pode ser barateada. Além disso, é muito provável que esteja no mercado mundial com bastante intensidade nos próximos anos”, avalia o professor da UFMG. “Se não temos condições de ter uma ação de desenvolvimento absolutamente de ponta, pelo menos estamos conseguindo contribuir e acompanhar a evolução dessa tecnologia.”

Cenário promissor

Os especialistas são unânimes na expectativa de que o novo centro sirva para potencializar as pesquisas na área. No entanto, o coordenador do projeto, Marco Henrique Terra, reconhece que o Brasil chega com certo atraso a essa discussão. “Temos limitações para correr no mesmo ritmo que os países desenvolvidos rumo à inovação e ao desenvolvimento tecnológico. Estamos no ritmo que o Brasil permite”, justifica.

Apesar do atraso, a robótica no Brasil está em fase de considerável crescimento, na opinião do professor Guilherme Pereira, da UFMG. Ele aponta que, até poucos anos atrás, grande parte das pesquisas estava concentrada em universidades, de forma isolada.

“Tínhamos pequenos grupos de pesquisa com um único professor e seus alunos de graduação e pós-graduação. Mais recentemente, com a formação desses primeiros alunos e a chegada de novos pesquisadores formados no exterior, estes grupos têm crescido rapidamente.” O aumento do número de laboratórios, das áreas pesquisadas e da qualidade das publicações científicas originárias de pesquisadores brasileiros foi uma consequência desse processo.

O projeto de implantação do primeiro centro de robótica do Brasil ainda não tem o apoio do Governo Federal, aponta o coordenador e professor da USP Marco Henrique Terra. Mas a intenção é buscar esse incentivo. “A área de robótica é muito importante em diversos segmentos. Se isso for reconhecido pelo governo, uma boa política seria investir nesse centro, e também na criação de outros em regiões diferentes do país”, sugere Guilherme Pereira.

Sobre a robótica

O termo “robô” vem do tcheco robota (trabalho forçado), e foi usado pela primeira vez em 1920 por Karel Capek na peça de teatro R.U.R. (Rossum’s Universal Robots). O autor de ficção científica russo-americano Isaac Asimov foi responsável por popularizar o termo, com o livro Eu, robô.

A robótica é a ciência que busca dar autonomia para as máquinas, de forma que possam tomar decisões e executar, sem intervenção externa, tarefas que anteriormente estariam sob a responsabilidade de seres humanos.

FONTE: Deutsche Welle via Resenha do Exército

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IFV Puma

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Nas imagens, o veículo de combate de infantaria Puma, que está substituindo o Marder no Exército Alemão (Bundeswehr). A substituição começou em 2010 e está programada para ser completada em 2020.

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vinheta-clipping-forte1Uma câmera que detecta objetos escondidos sob a roupa e a até 10 metros de distância, sem “despir” as pessoas, pode ajudar o Brasil a garantir a segurança na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.

A câmera, desenvolvida por pesquisadores britânicos, pode identificar desde “homens-bomba” até pessoas que escondem armas e drogas sob a roupa, sem a necessidade de obrigá-las a passar por aparatos como raio X.

Trata-se do ThruVision TS4, um scanner desenvolvido pela empresa britânica Digital Barriers, que se transformou em uma das atrações da Feira Internacional de Defesa e Segurança LAAD, o maior evento do setor na América Latina e que foi realizada no Rio de Janeiro.

A Digital Barriers, que expôs a tecnologia pela primeira vez em uma feira internacional, negocia sua venda ao Brasil para ajudar na segurança dos próximos eventos no país, como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude.

“Estamos em negociações com organismos de segurança do Brasil para que possam utilizá-lo a partir deste ano, mas não podemos dar mais detalhes”, disse à Agência Efe Christopher Bollinghaus, diretor-executivo da empresa britânica, no pavilhão do Reino Unido na feira do Rio.

O executivo afirmou que, apesar de seu recente lançamento, o ThruVision já foi vendido a alguns países, especialmente para ser usado em lugares com grandes aglomerações, com aeroportos, estações de metrô e estádios, mas também em postos da alfândega.

“A principal vantagem é que é uma tecnologia passiva, já que não ameaça a saúde de ninguém nem viola a intimidade das pessoas”, afirmou Bollinghaus ao explicar que o scanner capta objetos que estão sob a roupa, sem exibir as partes íntimas das pessoas, como ocorre com tecnologias similares que geraram grande controvérsia.

Isso acontece porque, ao invés de emitir raios para detectar o que as pessoas escondem, o ThruVision capta a energia natural irradiada pelas pessoas e, dessa forma, identifica objetos que bloqueiam esse sinal.

Por essas características, o equipamento pode ser usado para detectar, em tempo real, objetos de qualquer tamanho, inclusive pó, gel, líquidos escondidos em várias camadas de roupa e a uma distância que varia de 4 a 10 metros, de acordo com o tipo de material.

O equipamente é portátil e compacto e transmite imagens de alta qualidade em uma tela instalada em um centro de controle.

A tecnologia, capaz de scanear pessoas inclusive em movimento, foi desenvolvida originalmente pela empresa ThruVision System e sua patente adquirida pela Digital Barriers no ano passado.

“A tecnologia exigiu vários anos de trabalho de pesquisadores do Governo britânico e originalmente era destinada a medir o buraco na camada de ozônio, mas a adquirimos para usá-la em aplicações de segurança”, segundo Bollinghaus.

O executivo assinalou que a tecnologia ainda não estava na lista dos Jogos Olímpicos que Londres organizou no ano passado, mas que pode servir para os grandes eventos que terão como sede o Brasil.

Parte dos equipamentos que o Reino Unido expôs na feira de Defesa do Rio foram usados nos Jogos Olímpicos de 2012 e podem ser adotados para os de 2016, explicou à Agência Efe o coordenador do pavilhão britânico, Adam Thomas.

O executivo acrescentou que, além das negociações com os organismos brasileiros, também tem conversas adiantadas com empresas interessadas em produzi-lo no país.

“A tecnologia é britânica e estamos abertos para formar alianças com possíveis parceiros para fabricá-la localmente”, disse.

FONTE: Agência EFE via Resenha do Exército

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165264114

vinheta-clipping-forte1Em entrevista à agência de notícias RIA Nóvosti, Serguêi Ladíguin, chefe do departamento regional da Rosoboronexport, a única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares do país, falou sobre os objetivos e problemas de especialistas russos que trabalham com os países da América Latina.

Ladíguin encabeçou a delegação russa na edição deste ano da Feira Internacional de Defesa e Segurança (Laad, na sigla em inglês), realizada no Rio de Janeiro na semana passada.

RIA Nóvosti – Como o senhor avalia a cooperação militar entre a Rússia e os países da América Latina?

Serguêi Ladíguin - É uma região especialmente promissora, mas o atual nível de cooperação militar não corresponde ao enorme potencial que poderíamos desenvolver. Aplicamos gradualmente uma política especial para aprofundar as relações com os nossos parceiros latino-americanos.

Atualmente, cooperamos com quase todos os países da região. Nos últimos anos, intensificamos a cooperação com Venezuela, Cuba, Colômbia, México, Peru, Equador e Uruguai. Assinamos contratos muito importantes com o Brasil e com a Argentina para o fornecimento de helicópteros.

O Chile também está mostrando interesse, mas até agora os contatos não se materializaram. Os nossos esforços são apoiados pelas autoridades russas, que estão focadas na América Latina e realizam muitas visitas à região.

Uma das últimas notícias é o interesse manifestado pelo Brasil na compra dos sistemas de defesa antiaéreo russos. Quando podemos esperar a assinatura de um contrato para o fornecimento de sistemas Pantsir-S1 e Igla-S?

Já foram realizadas várias negociações preliminares. No início deste ano, especialistas brasileiros visitaram a Rússia para estudar os sistemas.

Estamos desenvolvendo o projeto de contrato, mas ainda não podemos falar sobre prazos concretos. Esse contrato é muito importante para a Rússia. Se for assinado, as relações bilaterais entre os países entrarão em uma nova fase.

Em que países da América Latina poderão ser fabricados armamento e equipamento militar russos?

Estamos realizando negociações sobre a possibilidade de construir helicópteros, sistemas de defesa antiaéreos, armamentos, munições e sistemas de artilharia com vários países da América Latina, inclusive Brasil e Argentina. Essas propostas são muito importantes, porque ajudam a aumentar as quotas de exportação de armas para os países deste continente.

A Feira LAAD ajuda a intensificar a cooperação entre a Rússia a os países da América Latina?

A seção russa na feira de 2013 foi maior do que nos anos anteriores. As pessoas que visitaram a feira no ano passado puderam observar a diferença. A Rosoboronexport apresentou mais de 200 modelos de armamentos.

Que armamento causou maior interesse entre os clientes latino-americanos? 

Evidentemente são os sistemas de defesa antiaérea. Apresentamos todos os modelos para exportação, incluindo os sistemas modernizados Petchora-M, cujas caraterísticas técnicas foram melhoradas consideravelmente, e os sistemas de localização de navios Palma.

Além disso, os brasileiros querem receber helicópteros militares de transporte Mi-17, helicópteros de combate Mi-35M e helicópteros de transporte pesados Mi-26T2, que podem transportar volumes extraordinários de carga.

Veículos blindados Tigr, sistemas de artilharia Kornet e submarinos diesel-elétricos também interessaram os latino-americanos.

Publicado originalmente pela RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

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Tahiane Stochero

gepard5_2vinheta-clipping-forte1O Brasil comprou um sistema de artilharia antiaérea alemão, composto por 34 carros de combate Gepard capazes de abater mísseis, aviões, helicópteros ou drones (aviões não tripulados) a até 15 km de distância e até 3 km de altitude, para garantir a segurança dos grandes eventos.

Os blindados são usados, pertencem ao Exército da Alemanha, e sofreram uma remodelação, tendo sido “recuperados” em 2010, recebendo novas tecnologias que podem operar até 2030.

“O contrato será assinado ainda nesta semana ou, no máximo, na próxima (até o dia 19)”, afirmou o comandante da Brigada de Artilharia Antiaérea, general Marcio Roland Heise, ao G1.

Oito blindados chegarão ao país em caráter emergencial até junho e ficarão em Brasília, para a abertura Copa das Confederações – o Brasil enfrenta o Japão no dia 15, no Estádio Nacional.

“Pretendo estar com toda a tropa preparada e treinada para atuar com o novo sistema na abertura e no encerramento da Copa das Confederações e na visita do Papa, para garantir a segurança de quem estiver nos estádios”, disse.

“As duas baterias antiaéreas, com 16 carros cada uma, não virão imediatamente. Os oito primeiros queremos que cheguem rápido. Passarão por ajustes no Brasil para a Copa das Confederações. Os demais serão enviados até 2015”, acrescentou ele. Outros dois outros carros ficarão em uma escola militar, para instrução.

Os blindados Gepard 1A2 pesam 47,5 toneladas, possuem 7,7 metros de altura e 3,7 de comprimento. São equipados com dois canhões Oerlikon de 35 mm, que trabalham em conjunto um sistema de radares com campo de visão de até 15 km de raio. A fabricante informa que eles atingem alvos até 5,5 km de altura, mas, no Brasil, serão usados a baixa altitude (até 3 km).

O Exército informou oficialmente que o contrato será assinado “nos próximos dias (com o Ministério da Defesa da Alemanha), com base em valores que ainda estão sendo negociados”.

Em fevereiro, o vice-presidente, Michel Temer, assinou uma intenção de compra para adquirir um sistema de artilharia antiaérea da Rússia que tem capacidade de atingir alvos a até 15 km de altitude. O Brasil não tem atualmente esta tecnologia, que é uma exigência da Fifa para a Copa do Mundo. Em 2012, o G1 mostrou a situação do sucateamento do Exército, que possui armas antiaéreas da década de 70, classificados pelo general Heise na época como “defasados tecnologicamente”.

Carros são usados e reformulados
Segundo o oficial, o valor da negociação só será divulgado após a assinatura do contrato. “Foi uma proposta muito boa que recebemos pela qualidade altíssima do material”, diz.

Notícias divulgadas pela imprensa alemã apontam que a oferta da empresa Krauss-Maffei Wegmann (KMW), que vende o sistema, seria de 30 milhões de euros (cerca de R$ 77 milhões). O representante da empresa no Brasil informou que, como a negociação é entre os Exércitos de Brasil e Alemanha, só iria se manifestar após a assinatura do contrato.

“Os carros foram reformulados, receberam novo sistema de radares e computadores, canhões de 35 mm e tecnologia de guiamento, que seguem o alvo mesmo se ele desviar. O Exército alemão iria o usar os blindados, mas a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mudou algumas diretrizes em relação à defesa antiaérea e eles tiveram que deixá-los de lado”, afirmou o general.

gepard3valeEm 15 de março deste ano, o Boletim do Exército publicou uma portaria aprovando critérios para a aquisição e implantação do sistema antiaéreo Gepard. O texto apresentava como argumentos para a compra a proteção das duas brigadas do país que abrigam blindados e também de estruturas estratégicas, como usinas hidrelétricas, e que seriam essenciais para uma eventual guerra.

Elas estão localizadas em Ponta Grossa (PR) e em Santa Maria (RS). Entre 17 e 20 de março, 20 militares já receberam instruções em Hardheim, na Alemanha, para conhecer as novas armas.

O documento do Exército cita o Gepard como “um sistema de armas autônomo e
altamente móvel, com alta prontidão operacional, pequeno tempo de reação e capaz de fazer frente a uma variada gama de ameaças”.

Em 2011, o Exército realizou um teste em Formosa (Goiás) para avaliar as capacidades dos canhões. “Nas nossas avaliações, ele foi o único que conseguiu destruir um aeromodelo na distância para o qual é habilitado”, argumentou o general Heise.

A oferta da KMW inclui ainda peças de reposição, suporte técnico, treinamento e transferência de tecnologia. Durante a Copa das Confederações e a visita do Papa, os blindados não ficarão “à vista do público”, mas serão colocados em locais estratégicos em que possam ter visão de possíveis alvos.

gepard6Artilharia para a Copa
A compra dos equipamentos alemães não supre a necessidade do Brasil para a Copa, pois eles não possuem a capacidade de atingir alvos a até 15 km de altitude, uma das exigências da Fifa. Atualmente, o Brasil não possui esta capacidade.

Para ter uma ideia da importância da artilharia de médio alcance, todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) têm esta capacidade de abate nesta altura. Nenhum na América Latina conta com o instrumento.

Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff recebeu em Brasília o primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, para negociar a aquisição deste sistema a médio alcance e uma carta de intenção de compra foi assinada. Brasil pretende comprar duas baterias antiaéreas do modelo Igla, de baixo alcance, e três do modelo Pantsir-S1, de médio alcance. O valor da negociação não foi informado pelo governo.

Segundo o general Heise, as negociações com a Rússia estão ainda em andamento. “A Copa do Mundo está em cima da hora, temos menos de um ano e meio para nos prepararmos, mas acredito que dará tempo para chegar tudo e prepararmos a tropa para operar os equipamentos”, disse ele.

Uma proposta para modernização do sistema brasileiro apresentada pelo Exército tinha o custo de R$ 2,354 bilhões. Contudo, o Livro Branco de Defesa Nacional, divulgado em 2012 pelo Ministério da Defesa, estimava em R$ 859,4 milhões a previsão de investimentos na área até 2023.

FONTE: G1

Cougar do EB - foto Nunão - Forte

Segundo nota divulgada pela Rockwell Collins na quarta-feira, 10 de abril, a empresa foi selecionada pelo Comando de Aviação do Exército Brasileiro (CAvEx) para fornecer o rádio Talon para uma variedade de aeronaves de asas rotativas. Trata-se, segundo a empresa, de um rádio considerado padrão para permitir comunicações ar-solo seguras, de modo a aprimorar a capacidade de missão do Exército Brasileiro.

rádio Talon - foto Rockwell Collins

O rádio receptor / transmissor Talon possui uma arquitetura digital que permite fácil reprogramação com diversos formatos de onda e modos de operação, por meio de tecnologia de processamento digital do sinal.

A empresa já fornece sistemas aviônicos e de comunicação para as plataformas Panther, Fennec, Cougar e EC-725 da Helibras. Thierry Tosi, vice-presidente e diretor da Rockwell Collins para as Américas, afirmou que, além de fornecer os rádios Talon, a empresa vai prover apoio no país, trabalhando próxima ao Exército Brasileiro para “prover um alto grau de tecnologia de comunicação que vai beneficiá-lo por muito tempo.”

Cougar e Fennec - foto 5 Nunão - Forças Terrestres

FONTE / FOTO DO MEIO: Rockwell Collins (tradução e edição do site das Forças Terrestres a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-forte1Até o fim de 2015, os países que integram o Conselho de Defesa Sul-americano (CDS/Unasul) deverão dispor do primeiro protótipo do avião básico de treinamento. Para isso, os representantes da Argentina, do Brasil, do Chile, da Colômbia, do Equador, do Uruguai e da Venezuela assinaram hoje o estatuto conjunto do comitê consultivo do projeto. Na prática, quando estiver em condições de voo, a aeronave servirá para treinamento de pilotos das Forças Aéreas dos países que integram a Unasul.

A assinatura do documento que institui o comitê que iniciará as tratativas do projeto do novo avião ocorreu em cerimônia realizada nesta tarde, no estande da Unasul na LAAD 2013 – Defence & Security, que acontece esta semana no Riocentro.

“É um projeto piloto que estamos desenvolvendo e que em breve poderá ser utilizado em nossa região”, disse o ministro da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli.

Em dezembro do ano passado, Puricelli apresentou o projeto de criação do avião durante a IV Reunião do CDS/Unasul, realizada em Lima (Peru). A proposta foi aprovada pelas nações integrantes do Conselho e passou a fazer parte do Plano de Ação do CDS para 2013.
 
Cooperação com a Argentina

Antes da cerimônia na Unasul, o ministro argentino foi recebido em audiência pelo colega brasileiro Celso Amorim. Após o encontro, os dois assinaram a Declaração do Rio de Janeiro. No documento, eles informam que “mantiveram reunião de trabalho em que repassaram o conjunto das relações de defesa entre os dois países”.

Ainda de acordo com o texto, os ministros reiteraram “a vitalidade da Parceria Estratégica Argentina – Brasil no campo da defesa, e reafirmaram compromisso no contínuo fortalecimento e dinamização da cooperação bilateral, tanto na vertente da política de defesa quanto da política industrial para o setor”.

Segundo a Declaração do Rio, em particular, os ministros destacaram “o avanço do projeto do desenvolvimento do Avião Primário-Básico de Treinamento, batizado de UNASUL-I, no âmbito do capítulo de cooperação industrial do Plano de Ação 2012 do Conselho de Defesa da União Sul-Americana de Nações”.

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Os ministros enfatizaram, também, “a importância estratégica de projetos que, tal como o Unasul-I, contribuam para uma crescente integração, complementação e fortalecimento das capacidades produtivas dos dois países”.

No mesmo documento, Amorim e Puricelli deram ênfase ao “empenho em promover a realização, na América do Sul, de seminários e feiras que permitam estimular a integração regional em matéria de ciência, tecnologia e produção para a defesa”. Eles ressaltaram, por exemplo, as feiras LAAD, no Brasil, e SINDPRODE, na Argentina.

Na declaração, os ministros congratularam-se pela decisão do governo da Argentina de adquirir um lote de 14 veículos blindados Guarani, desenvolvidos e produzidos no Brasil. Eles confirmaram que a iniciativa impulsiona a concepção de projetos de integração produtiva e operativa entre ambos os países.

Os ministros qualificaram como excelente a cooperação realizada entre suas respectivas Forças Armadas. Eles destacaram, ainda, a abertura de novo projeto de cooperação em matéria de engenharia militar a partir do intercâmbio de especialistas das organizações militares dos dois países. Saudaram o Entendimento Técnico firmado entre as Marinhas para o desenvolvimento da Operação “Fraternidade Antártica”.

Além disso, Argentina manifestou “satisfação com o interesse do Brasil na Força de Paz Conjunta Combinada Cruz do Sul, juntamente com as Forças Armadas do Chile, de forma a conformar um núcleo operacional de militares, altamente qualificados e prontamente disponíveis, para reforçar a contribuição regional às operações de paz das Nações Unidas”.

Confira aqui a íntegra da Declaração do Rio de Janeiro.

FONTE: Ministério da Defesa

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vinheta-clipping-forte1O ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou na abertura da LAAD 2013 – Defence & Security, na capital fluminense, que “a melhor defesa é aquela que, na realidade, não precisa ser implementada totalmente”.  Amorim destacou também a política de cooperação do Brasil com países sul-americanos e com as nações banhadas pelo Atlântico Sul. Para o ministro, “a defesa robusta é um complemento de política externa pacífica”.

Celso Amorim avaliou a feira como sendo uma excelente oportunidade para que a indústria faça bons negócios. Lembrou que no atual momento “de escassez crescente de recursos” é preciso ter a diversificação de parceiros para “não ficar dependendo de um único vendedor”.

O ministro mencionou os projetos e programas executados pelas Forças Armadas brasileiras, bem como os grandes investimentos feitos no estado do Rio, como a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), inaugurada recentemente pela presidenta Dilma Rousseff, em Itaguaí (RJ), etapa para a construção dos submarinos nacionais à propulsão nuclear.

“Quando a presidenta Dilma inaugurou a Ufem disse que a indústria de defesa é a indústria do conhecimento. O Brasil tem dado maior apoio à sua indústria de defesa”, ressaltou Amorim, lembrando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos, além da recente regulamentação da lei que dá incentivos tributários e fiscais à indústria nacional de equipamento militar.

No discurso, Celso Amorim destacou, ainda, projetos do Sistema de Fiscalização de Fronteiras (Sisfron), o cargueiro KC390 e o FX-2. Apesar dessa evolução na modernização e no aparelhamento das Forças Armadas, ressaltou que “isso se dá para fins pacíficos”, pois segundo ele o Brasil tem excelente relação com os vizinhos sul-americanos.

Fronteiras brasileiras

O vice-presidente, Michel Temer, designado pela presidenta Dilma como interlocutor na execução do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), destacou em discurso o aumento do interesse das empresas e dos governos estrangeiros pela LAAD. Temer acredita que isso se dá pelo fato de o Brasil, ao longo dos últimos anos, ter ocupado um lugar de destaque no cenário internacional.

“Esse congresso que aqui se realiza revela a importância da integração com saldo positivo na área da defesa”, destacou Temer.

A LAAD vai até a próxima sexta-feira (12). Nesta edição, a feira conta com a participação de 40 países e 680 expositores nacionais e internacionais. A expectativa dos organizadores é de receber 30 mil visitantes – aumento de quatro mil pessoas em relação à última feira ocorrida há dois anos. Durante o evento, o ministro cumpre agenda de trabalho no estande do ministério montado no pavilhão 3 do Riocentro.

FONTE: Ministério da Defesa

Luiz Carlos Aguiar

vinheta-clipping-forte1O cenário geopolítico mundial está mudando e hoje o Brasil participa de forma mais ativa como ator regional e global, aumentando a necessidade de investimentos na defesa e segurança da nação. Somos um povo pacífico, mas ainda sofremos com a violência, o narcotráfico e a exploração ilícita de nossos recursos naturais. O mesmo país que foi escolhido para sediar as próximas edições da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos é também um dos maiores consumidores de drogas do mundo, mesmo sem ser produtor primário dessas substâncias.

Felizmente, dois projetos poderão começar a mudar esta triste realidade: o primeiro satélite geoestacionário brasileiro, para comunicações estratégicas e ampliação do programa nacional de banda larga, e o sistema de monitoramento integrado de fronteiras (Sisfron). Em ambas as iniciativas a indústria brasileira lidera esses projetos em conjunto com parceiros internacionais.

Com uma força de engenharia invejável, nos setores aeroespacial e de defesa, estamos certos de que podemos fazer muito mais. A indústria nacional de Defesa se diversificou e está se consolidando em torno daquilo que mais gosta e sabe fazer: a gestão de projetos complexos de alta tecnologia nos campos aeroespacial e de defesa e segurança. Radares, sistemas de apoio à decisão e de comunicação inteligente, além de veículos aéreos não tripulados, fazem parte das nossas soluções integradas, assim como os aviões militares.

O campo aeronáutico continuará a ser a força motriz do crescimento deste setor e serve como excelente exemplo desse novo ciclo virtuoso. O cargueiro militar KC-390, que será produzido pela Embraer Defesa & Segurança, continua em pleno desenvolvimento e será um vetor importante na arena internacional, estabelecendo um novo conceito de mobilidade, capacidade preconizada na nossa Estratégia Nacional de Defesa.

É importante esclarecer que os benefícios de uma indústria de defesa fortalecida se estendem por todos os segmentos da sociedade civil, ao estimular o desenvolvimento tecnológico, criar produtos de exportação de alto valor agregado e gerar emprego e renda. Para isso, as empresas brasileiras precisam conceber tecnologia e exportá-la para outros mercados. A nona edição da maior feira de defesa da América Latina, que acontece semana que vem, no Riocentro, é uma excelente oportunidade para ver de perto os avanços desta indústria no País.

Nosso DNA de desenvolver tecnologia e transformá-la em produtos, serviços e soluções que servem para o Brasil e para o mundo ocorrerá com a maturação de todos esses projetos. A indústria brasileira realizou com sucesso projetos no ramo aeronáutico militar e já exportou para mais de 40 países em todos os continentes, gerando empregos, divisas, renda e tributos para o Brasil.

Por fim, gostaria de reafirmar a capacidade transformadora que o poder de compra do Estado tem para a indústria que desenvolve tecnologia. No entanto, o investimento nesta área precisa ser perene e, para que isso aconteça, as empresas brasileiras devem buscar a integração competitiva de suas respectivas cadeias de suprimentos e, desta forma, reunir condições de exportar.

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

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vinheta-clipping-forte1A informação de que a China voltaria a comprar novo armamento da Rússia tomou as páginas dos veículos de comunicação chinesa, gerando especulação sobre as especificações dos atuais e potenciais contratos para fornecimento de aparato militar.

Apesar do destaque dado à notícia, não se trata de um contrato final, mas de uma versão estendida de um acordo de intenções. A possível compra de 24 caças Su-35 e quatro submarinos do tipo Lada já é discutida há tempos pela imprensa local, embora não haja confirmações.

“Não foi levantada nenhuma questão de cooperação técnico-militar durante a visita do presidente da China, Xi Jinping, a Moscou”, rebateu uma fonte russa sobre tais informações.

O contrato potencial para os Su-35 pode se tornar o primeiro pedido de compra para a exportação desse tipo de aeronave, que é hoje fornecida à Força Aérea da Rússia. A iniciativa pode abrir as portas para novos mercados para os caças Su-35, além da China. É o caso do Vietnã e Indonésia, que já compram as aeronaves Su-30MK2.

Além disso, a procura de novas oportunidades tem levado a Rússia a investir na cooperação técnico-militar com países de outras regiões, como o Brasil. A concretização do negócio chinês simplificará bastante a futura promoção do Su-35 em mercados estrangeiros, acreditam os fornecedores.

Futuro incerto

As relações entre setor militar russo e o cliente chinês, embora não tenham sido extintas, esfriaram bastante ao longo dos últimos anos, sobretudo na indústria aeronáutica.

Em 2003, a China se aproveitou das disposições dos contratos existentes para executar a montagem de 200 caças Su-27SK. Por terem recebido a licença de produzi-lo com a denominação J-11, os chineses cancelaram os acordos e, assim, privaram o lado russo de metade dos rendimentos esperados.

O escândalo foi intensificado quando a Rússia alegou que a China havia introduzido alterações no projeto e lançado sua própria máquina com base na propriedade intelectual russa – sem a mínima compensação.

Para evitar novos conflitos, é preciso focar no volume de fornecimento, apontam os especialistas. Se o fornecedor teme que a China comprará um número mínimo suficiente e depois quebrará o contrato, então é preciso negociar o fornecimento do número maior possível de caças.

Por outro lado, a rigidez da posição chinesa dificulta as negociações. Enquanto os russos sugerem a compra mínima de 70 a 75 caça, a China teria confirmado o interesse em adquiria apenas 10 a 12 aeronaves. “Menos do que uma centena, nem vale a pena vender”, garantem os especialistas russos.

Pacote completo

As transações noticiadas aumentam as discussões sobre como o know-how russo será aproveitado pelos chineses. Por mais compreensível que seja os equipamentos recebidos serem submetidos a um estudo detalhado, e, se houver a necessidade, à reprodução, os russos querem uma garantia de compensação, de modo que o contrato contemple uma quantia referente aos riscos de cópia não autorizada.

Os acordos também estariam prevendo um projeto conjunto russo-chinês para desenvolver submarinos não atômicos, no qual a Rússia utilizará uma tecnologia bastante assimilada no trabalho em parceria com a Índia.

Esse pode ser um novo passo na intensificação da cooperação técnico-militar entre os dois países. Não se trata de uma coincidência que ambas as transações tenham sido anunciadas em um único pacote. O que está sendo pesado é se os riscos do fornecimento de caças modernos para a China compensarão os possíveis benefícios trazidos pelo desenvolvimento conjunto de tecnologias para submarinos não nucleares.

O resultado de um novo formato de cooperação técnico-militar deve depender, portanto, das políticas externas da indústria de defesa russa.


Publicado originalmente pela Ria Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

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Tahiane Stochero

vinheta-clipping-forte1A segurança do espaço aéreo brasileiro durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 terá apoio de pelo menos seis veículos aéreos não tripulados – vants, como os drones são chamados em português – da Polícia Federal e da Aeronáutica. Os equipamentos já serão usados para monitoramento durante os jogos da Copa das Confederações, entre 15 e 30 de junho, que servirá de teste para os eventos dos anos seguintes.

drone3O Exército, que desenvolve projetos de vants com empresas e institutos de pesquisas, pediu em 2013 a abertura de um crédito suplementar na Lei Orçamentária Anual para a compra de drones, também pensando em reforçar a segurança durante a Copa.

Em 18 de fevereiro, a FAB recebeu dois aviões não tripulados feitos pela empresa israelense Elbit, que custaram R$ 48,174 milhões e serão montados em Santa Maria (RS), de onde devem operar a partir de março. Duas outras unidades do modelo, que foram enviadas em 2010 para testes, ficarão no país pelo menos até o fim do Mundial.

Uma ordem de serviço para que a tropa e os drones estejam a postos para uso foi expedida pelo Comando de Defesa Aérea Brasileira (Comdabra) e já chegou ao Esquadrão Hórus, no Rio Grande do Sul, que abriga os equipamentos, segundo o coronel Donald Gramkow, comandante da unidade.

A primeira ação de vigilância de eventos internacionais usando drones foi em 2012, quando o Brasil sediou a Rio +20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável). Militares vigiaram dia e noite o local onde mais de 100 chefes de Estado estavam reunidos. Essa ação e os aprendizados da Copa das Confederações servirão de base para a construção de uma doutrina para o empregos de drones na Copa, na Olimpíada e em possíveis outros casos.

“Na Rio +20 e nas Operações Ágata, feitas nas fronteiras pelo Ministério da Defesa, realizamos várias missões conjuntas com outros órgãos de segurança pública, com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Polícia Federal e instituições estaduais e federais que possibilitaram a troca de informações e de inteligência. Enquanto monitóravamos o local com o vant, em tempo real, todos podiam ver as imagens em um centro de controle de acesso restrito. Em algumas vezes, percebemos que havia algo suspeito e avisamos o policiamento em terra para agir”, afirma o coronel Gramkow.

A PF tem dois drones israelenses Heron, feitos pela Israel Aerospace Industries Ltd (IAI), que chegaram ao país em 2010 por aproximadamente R$ 80 milhões. Esses vants, que ficam na Base Aérea de São Miguel do Iguaçu (PR), são os únicos para uso civil certificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e são usados para obtenção de informações de inteligência e apoio ao combate ao narcotráfico e ao contrabando na fronteira com o Paraguai.

Os drones da PF, que estavam parados em 2012 devido a uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) voltaram a operar secretamente em dezembro do ano passado, auxiliando, inclusive, na realização de prisões. O TCU informou que o processo está em andamento e ainda em sigilo, e que não poderia fornecer informações. O projeto inicial englobava 14 aeronaves ao custo de quase R$ 600 milhões. Quase R$ 80 milhões já teriam sido gastos.

Centro de controle

Cada aeronave não tripulada é monitorada de um centro de controle, onde piloto e operador de sensores contam com mais de 10 telas de vídeo para que possam, por exemplo, localizar alvos, ver a posição do avião no radar e desviar de possíveis obstáculos no percurso.

“Os soldados acompanham as imagens enviadas e podem usar ainda outros instrumentos, como sensores de infra-vermelho, raio-x e imageador radar, que pode desenhar e mapear uma região mesmo com tempo encoberto por nuvens ou mau tempo”, diz Gramkow.

Com esse recurso, é possível detectar a presença de pessoas armadas nos estádios ou nas áreas restritas aos atletas, por exemplo. Não há definição sobre que jogos serão monitorados pelos drones, mas o emprego dos equipamentos será permanente durante a Copa.

Imagens captadas por drones podem permitir que a artilharia antiáerea do Exército intercepte com maior rapidez aeronaves que, por ventura, tentarem invadir a área dos estádios. O vant israelense da FAB, chamado de hermes, tem peso máximo de decolagem de 450 kgs e voa por até 16 horas seguidas. Seu raio de alcance é de até 200 km, voando a uma altitude que varia entre 3.048 metros e 4.900 metros.

Ao contrário dos Estados Unidos, que formam pilotos especificamente para drones, a FAB optou por manter o seu piloto de vant voando outro tipo de aeronave. “Piloto ruim não é o que não sabe pilotar, mas o que não sabe decidir, o que é inseguro e pode provocar acidentes. Um piloto de vant, sentado em uma sala, precisa ter consciência situacional, saber onde está voando e o que pode ocorrer, para poder reagir rápido”, diz o coronel.

Exército estuda compra

Até 2014 deve ficar pronto o Falcão, drone de mais de 800 kg, que está sendo produzido pela brasileira Avibras com investimento do Ministério da Defesa e que será vendido pela Harpia (empresa formada por Embraer, Avibras e a israelense Elbit, uma das líderes do ramo).

dronefalcao1O modelo está entre os favoritos para ser adquirido pelos militares brasileiros, que já realizam uma pesquisa de mercado para a compra.

Além dos eventos internacionais no país, o Exército quer usar vants no monitoramento dos 17 mil km de fronteiras que o Brasil tem com 10 países. As aeronaves farão parte ainda do Sistema Proteger, que irá monitorar a Usina Hidrelétrica de Itaipu e outros locais estratégicos para o país.

Em relação à Copa, o Exército diz aguardar mudanças na legislação em relação a operação de vants em áreas povoadas para analisar se drones de pequeno porte podem ser usados para sobrevoar as cidades-sede dos jogos.

“O drone é a evolução do poder de combate, ele sintetiza tudo. Ele tem sensores capazes de localizar qualquer coisa, consegue transmitir a informação em tempo real para qualquer lugar – o que só o drone é capaz – e pode neutralizar e eliminar a ameaça naquele exato momento. É uma arma completa”, diz o general da reserva do Exército Alvaro Pinheiro, que é especialista em terrorismo e táticas de guerra e defensor da capacidade brasileira em operar drones com armas.

“É evidente que o Brasil precisa ter capacidade de operar drones, tanto para vigilância para combater. O drone é cirúrgico, é um instrumento de apoio ao combate exatamente para diminuir efeitos indesejáveis, como a morte de inocentes ou destruição de locais errados”, defende.

América Latina

drone5A realocação de drones americanos para a América Latina após o fim das guerras no Iraque e no preocupa os países da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). Em 2012, o general Norton Schwartz afirmou drones de multicapacidades, que estão sendo retirados do Oriente Médio, passarão a operar na América para missões de espionagem e combate ao tráfico, em especial no Caribe, Colômbia e México.

Dias depois, em 28 de novembro, 11 países que integram o bloco deciriram construir um drone conjunto, sob comando do Brasil. No evento, realizado no Peru, o vice-presidente, Michel Temer, disse que o país já estava desenvolvendo um modelo para uniformizar o sistema de voo de aviões não tripulados na América Latina e também proteger a Amazônia.

“Há possibilidades enormes do uso militar de vants na América Latina. Mas seria um avião de maior porte e que pode até dar apoio a caças. A maior preocupação é com acidentes e riscos envolvendo sobrevoar áreas populosas. Por isso, o seu voo seria em alta altitude”, explica o capitão José Augusto de Almeida, do Departamento de Ciência e Tecnologia da FAB.

A Associação Brasileira de Produtos de Defesa (Abinde) defende que o governo adquira produtos nacionais. Dentre os made in Brasil em desenvolvimento, o Falcão é cotado até para exportação após ter recebido R$ 40 milhões de arpote do Ministério da Defesa para ser concebido.

info-radiografia-cronologia“Estamos na fase de configuração para atender às exigências dos militares, fazer ensaios no terreno e preparar a produção de um lote piloto de quatro unidades. Alguns testes já foram feitos em Pirassununga (SP)”, diz Renato Tovar, diretor da Avibras.

“Esperamos que ainda em 2013 seja assinado com o Ministério da Defesa um contrato de desenvolvimento, no qual serão feitos ensaios de voo do Falcão”, disse ao G1 o vice-presidente de operações da Embraer, Eduardo Bonini.

“O Falcão será o nosso vant nacional. Estamos aguardando que as Forças Armadas nos enviem a configuração de sensores que precisam, para que o projeto possa avançar”, acrescentou o presidente da unidade de negócios Defesa e Segurança da Embraer, Luiz Carlos Aguiar.

Compra de vant nacional

No programa “Café com Presidenta” exibido em cadeia nacional de rádio em 21 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff explicou para a população para que servem os aviões e destacou que vants da FAB e da PF foram usados para localizar laboratórios de refino de cocaína em operações conjuntas com Bolívia, Colômbia e Peru.

“Vant é um avião pequeno que voa sem piloto. Esse avião faz o mapeamento de regiões de difícil acesso, registrando imagens em altíssima resolução e transmitindo essas imagens. Mesmo à noite, ele consegue enxergar a ação dos criminosos sem ser percebido por eles. Com isso, os agentes identificam mercadorias suspeitas que atravessam a fronteira brasileira pelos rios, identificam garimpos ilegais e também pistas clandestinas usadas pelo tráfico”, disse Dilma.

“Nós trabalhamos pela segurança das famílias nas cidades brasileiras e por uma convivência de paz e harmonia com os países da América do Sul”, completou a presidente na ocasião.

O Ministério da Defesa informou ainda analisar a quantidade e o modelo de aeronave que será comprada, mas que “estuda ajudar a indústria nacional por meio de aquisições” .

O governo brasileiro pode, eventualmente, controlar as exportações. Além disso, em parceria com a Avibras, está sendo criado um sistema de navegação, controle e pilotagem de drones, que poderá ser utilizado em aeroportos ou vants em qualquer lugar do país.

Drone como arma

Além dos drones de vigilância, as Forças Armadas também querem ter a possibilidade de, no futuro, colocar mísseis em seus vants. O Ministério da Defesa e Avibras confirmaram ao G1 ter projetos para produção e emprego de um “drone de combate”, mas ainda estudam o tema com cautela.

“O projeto existe, mas vai ficar para o futuro. Por enquanto, o foco prioritário é vigilância e monitoramento. O assunto é ainda bastante delicado. Precisamos primeiro avançar na atuação de vants de reconhecimento”, afirmou Renato Tovar, diretor da Avibras.

O drone capaz de receber armamento teria configuração especial, com eletrônica e aviônica diferenciadas. “Isso depende também de que tipo de armas o governo gostaria de usar, para que fins, se será para o Pré-Sal, para fronteiras terrestres, etc”, completou.

“A Avibras tem uma versão futura para colocar armamento no Falcão, caso algum cliente venha a pedir. Também há um projeto para uso em patrulhas marítimas, com sensores e radares diferenciados capazes de localizar navios e submarinos no mar”, diz Flávio Araripe.

As Forças Armadas possuem, segundo o Livro Branco de Defesa Nacional, divulgado em 2012, pelo menos 8 projetos que visam a aquisição de drones, entre 2013 e 2030, tanto para vigilância do mar como controle do espaço aéreo.

Os estudos seguem a Estratégia Nacional de Defesa, decreto publicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2008, que aponta como uma de suas diretrizes básicas “programas de veículos aéreos não tripulados (vants), primeiro de vigilância e depois de combate”, se o país quiser ganhar projeção internacional e prevenir ataques a seu território nos próximos 20 anos.

Segundo o texto, os drones com armas, conhecidos como Predadores (Predator, do nome em inglês), serão para o país “meios centrais, não meramente acessórios, do combate aéreo”.

“A indústria de defesa espera um investimento maciço das Forças Armadas para alavancar o setor que, devido às atuais normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não pode usar comercialmente o produto. O Brasil tem muito a crescer no uso militar dos vants”, defende Antonio Castro, da Associação Brasileira de Produtos de Defesa (Abinde).

O Ministério da Defesa ressaltou que as aplicações atualmente vislumbradas para estes veículos “são variantes da missão de reconhecimento e sem armas”, mas que “isso não significa que essas aeronaves não possam ser utilizadas em combate”.

Os Estados Unidos logo perceberam o potencial militar de drones e passaram a usar a nova tecnologia para atacar alvos no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália, além de monitorar outros países. A eficácia das missões, entretanto, é contestada por organizações de direitos humanos, que apontam um grande número de inocentes entre as vítimas dos bombardeiros e contestam a legalidade do emprego militar desse recurso. Críticos falam em “assassinatos sem julgamento”, “guerra suja” e “violação das leis internacionais”.

A Fundação Nova América, baseada em Washington, contabiliza 350 ataques desde 2004, a maioria durante o governo de Barack Obama, com número de mortos entre 1.963 e 3.293, incluindo entre 261 e 305 civis. Segundo o Escritório de Jornalismo Investigativo, em Londres, o número de vítimas fatais em ataques americanos com drones é maior, entre 2.627 e 3.457, sendo entre 475 e 900 civis. No dia 20 de fevereiro, o senador republicano Lindsey Graham, defensor do uso de drones em ataques militares, disse que o número de mortos soma cerca de 4.700 pessoas, incluindo inocentes.

Marinha usa drone nacional

drone6Ao contrário da FAB, que optou por comprar drones de Israel, mais compatíveis com as especificações que precisava para vigiar as fronteiras do país, a Marinha usa o Carcará, um vant produzido pela brasileira Santos Lab e adquirido após uma licitação internacional.

Segundo Roberto Sbragio Júnior, diretor da empresa, os vants tem 2 metros de envergadura e pesam de 1,8 kg a 4 kg, movidos a bateria. Por serem militares, os Carcarás não precisam de autorização da Anac para operar e possuem custo de R$ 600 mil a unidade.

Os veículos da Marinha estão no Batalhão de Controle Aerotático e Defesa Antiaérea, no Rio de Janeiro, e são usados desde 2007, quando foram empregados pela primeira vez em uma manobra de adestramento em Itaoca (ES). Em 2009, os fuzileiros receberam duas novas unidades, de um modelo de nova geração, que servem para inteligência.

A ideia agora é aplicar os drones embarcados em navios ou porta-aviões na costa brasileira para diagnosticar possíveis invasores. Até 2030, a Marinha pretende comprar mais 10 unidades: os primeiros cinco devem chegar até 2022. Os aviões serão usados para busca e salvamento em alto mar, monitoramento de plataformas de petróleo e reconhecimento de embarcações envolvidas em pesca predatória, extração mineral, pirataria, contrabando e crimes ambientais.

FONTE: Portal G1

A ameaça do drone inteligente

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BILL KELLER – THE NEW YORK TIMES – O Estado de S.Paulo

vinheta-clipping-forte1Se vocês acham preocupante a utilização de drones armados, imaginem então se a decisão de matar um inimigo suspeito não for tomada por um operador em uma longínqua sala de controle, mas pela própria máquina. Imaginem um avião-robô que estuda a paisagem em terra, reconhece uma atividade hostil, calcula que existe um risco mínimo de danos, e, então, sem a participação de um ser humano, aciona o gatilho.

Bem-vindos à guerra do futuro. Enquanto os americanos debatem sobre o poder do presidente de ordenar o assassinato por drones, uma poderosa dinâmica – científica, militar e comercial – nos impele para o dia em que cederemos essa mesma autoridade destrutiva ao software.

No próximo mês, várias organizações de defesa dos direitos humanos e para o controle de armamentos se reunirão em Londres para lançar uma campanha de proibição dos robôs assassinos antes que eles saiam das pranchetas dos engenheiros. Entre os que propõem a proibição estão os que conseguiram conquistar um amplo consenso no mundo civilizado contra o uso indiscriminado das minas terrestres que aleijam as pessoas. Desta vez, eles abordarão um problema mais ardiloso, o do controle de armamentos.

Os argumentos contrários ao aperfeiçoamento de armas totalmente autônomas, como elas são chamadas, são tanto morais (“elas são nefastas”)e técnicos (“jamais serão tão inteligentes”) quanto viscerais (“assustadoras”).

“É uma coisa que as pessoas consideram instintivamente errada”, afirma Stephen Goose, diretor da divisão de armas da organização Human Rights Watch, que assumiu a liderança do desafio à desumanização da guerra. “O repúdio é realmente violento.”

Alguns especialistas em robótica duvidam que, algum dia, um computador consiga distinguir, sem possibilidade de erro, um inimigo de uma pessoa inocente, e muito menos se uma carga de explosivos será a resposta acertada ou proporcional. E se o alvo potencial já estiver ferido, ou tentando se render? Além disso, mesmo que a inteligência artificial atinja ou ultrapasse um grau de competência humana, ressaltam os críticos, jamais será capaz de provocar simpatia.

Noel Sharkey, um cientista da computação da Universidade Sheffield e presidente do Comitê Internacional para o Controle de Armas Robóticas, conta que uma patrulha americana no Iraque se aproximou de um grupo de rebeldes; ao apontarem seus fuzis, os soldados se deram conta de que se tratava de um funeral e os homens carregavam um caixão.

Matar pessoas que acabavam de ser atingidas pela tragédia provocaria o ódio dos locais contra os Estados Unidos, e os soldados baixaram suas armas. Será que um robô seria capaz de fazer esse tipo de julgamento? E há a questão da responsabilidade. Se um robô bombardeia uma escola, quem é o culpado: o soldado que mandou a máquina para o campo? Seu comandante? O fabricante? O inventor? Nas instâncias superiores das forças armadas existem dúvidas quanto ao uso de armas dotadas de autonomia. Em novembro do ano passado, o Departamento da Defesa emitiu uma espécie de moratória de dez anos referente ao desenvolvimento desse tipo de armamento enquanto discute as implicações éticas e as possíveis salvaguardas. Trata-se de uma orientação informal, que provavelmente seria posta de lado em um minuto se soubéssemos que a China vendeu armas autônomas ao Irã, mas de certo modo é bastante tranquilizador que os militares não estejam optando por esse recurso sem antes refletir profundamente sobre a questão.

Comparada às heroicas iniciativas para banir as minas terrestres e conter a proliferação nuclear, a campanha contra os robôs armados munidos de licença para matar enfrentam obstáculos totalmente novos.

Por exemplo, não está absolutamente claro onde se deverá traçar uma linha divisória. Embora o cenário de soldados do tipo ciborgue do Exterminador do Futuro esteja ainda a décadas de distância, se é que tudo isso não passa de uma fantasia, os exércitos do mundo inteiro já estão prevendo a adoção de máquinas com uma capacidade de destruição cujo poderio em combate vem gradativamente aumentando.

As forças armadas já deixam que as máquinas tomem decisões cruciais quando a situação evolui rápido demais para debater a intervenção humana. Os EUA dispõem há muito tempo de navios de guerra da classe Aegis que utilizam defesas antimísseis automatizadas capazes de identificar, perseguir e derrubar em segundos ameaças próximas. E o papel dos robôs está se expandindo até o ponto em que a decisão humana final de matar será em grande parte predeterminada pela inteligência produzida pela máquina.

“O problema, por acaso, é o dedo que aperta o gatilho?”, pergunta Peter W. Singer, especialista em guerra do futuro da Brookings Institution. “Ou será aquela parte que me diz que ‘esse cara é mau’?” Israel é o primeiro país a construir e a utilizar (e vender, para China, Índia, Coreia do Sul e outros) uma arma que pode realizar um ataque preventivo sem depender de um ser humano. O drone que paira no ar chamado Harpia é programado para reconhecer e lançar uma bomba contra qualquer sinal de radar que não conste em seu banco de dados como “amigo”.

Até o momento, não foram relatados erros, mas suponhamos que um adversário instale seu radar antiaéreo no teto de um hospital? Sharkey destaca que a Harpia é uma arma que já cruzou um limiar preocupante e não é possível fazê-la recuar. Há outros sistemas semelhantes, como o X-478 da Marinha dos EUA, um avião de combate não tripulado, semi-independente, que se encontra em fase de teste. Por enquanto, não está armado, mas foi construído com dois compartimentos para bombas. Nós já estamos no futuro.

Para os comandantes militares, o apelo das armas autônomas é quase irresistível, e não se parece com nenhum outro avanço tecnológico anterior. Os robôs são mais baratos que os sistemas pilotados, ou mesmo que os drones – que exigem dezenas de técnicos fornecendo apoio ao piloto remoto. Esses sistemas não colocam em risco a vida das tropas nem as expõem a ferimentos ou a traumas mentais. Os soldados não ficam cansados nem apavorados. Uma arma que não depende de comandos de uma base pode continuar combatendo depois que o inimigo provoca interferência nas comunicações, o que é cada vez mais provável na era dos pulsos eletromagnéticos e dos ataques cibernéticos.

E nenhum estrategista militar quer ceder uma vantagem a um adversário em potencial. Atualmente, mais de 70 países dispõem de drones, e alguns trabalham intensamente nos aspectos tecnológicos para soltar esses aviões de suas amarras virtuais.

“Mesmo que haja uma proibição, como poderá ser posta em prática?”, pergunta Ronald Arkin, cientista da computação e diretor do Laboratório de Robôs da Georgia Tech. “Isso não passa de software.” Os exércitos – e os mercadores de guerra – não são os únicos que investem nessa tecnologia. A robótica é uma fronteira científica hiperativa que vai desde os laboratórios mais sofisticados de inteligência artificial até os programas de ciências no ensino médio.

No mundo todo, as competições organizadas de robótica atraem 250 mil jovens estudantes. (Minha filha de 10 anos é uma competidora.) E a ciência da construção de robôs matadores não está tão facilmente separada da ciência que produz carros que não precisam de motorista ou computadores que se distinguem no programa de TV de perguntas e respostas Jeopardy.

Arkin afirma que a automação também pode tornar a guerra mais humana. Os robôs talvez não sintam compaixão, mas também não têm as emoções que levam a erros terríveis, atrocidades e genocídios: desejo de vingança, pânico, animosidade tribal.

“Meus amigos que serviram no Vietnã disseram que, quando se encontravam em uma zona de fogo livre, atiravam em tudo o que se movia”, ele afirmou. “Acho que podemos projetar sistemas autônomos, inteligentes, letais, capazes de fazer melhor do que isso.” Arkin afirma que as armas autônomas precisam de limites, mas não mediante o corte abrupto da pesquisa. Ele defende uma moratória do uso desses recursos e uma discussão ampla sobre as maneiras de ter seres humanos como responsáveis.

Singer, da Brookings Institution, também se mostra cauteloso a respeito da proibição de armas: “Apoio a finalidade, chamar a atenção para o caminho perigoso que estamos percorrendo. Mas nós temos uma história que não me deixa absolutamente otimista”.

Assim como Singer, não tenho grandes esperanças quanto à viabilidade da proibição de robôs que provocam a morte de pessoas, mas gostaria que me provassem que estou errado. Se a guerra é feita para parecer impessoal e segura, quase tão moralmente significativa quanto um videogame, temo que as armas autônomas acabem empobrecendo nossa humanidade. Tão perturbadora quanto a ideia de os robôs se tornarem mais parecidos com os seres humanos é a perspectiva de que, ao longo do processo, nos tornemos mais parecidos com os robôs. / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILLA

* É COLUNISTA

FONTE: O Estado de S. Paulo

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