Acadêmicos indianos estão em pé de guerra sobre o que eles consideram como um incitamento provocativo à morte do seu país por um ensaísta chinês. “A China pode desmembrar a chamada “União Indiana” com um pequeno movimento!” afirmou o ensaio postado na semana passada na China International Strategy Net, um site focado em questões estratégicas.

O escritor, sob o pseudônimo Zhanlue  (estratégia em chinês), argumentou que o senso de unidade nacional da Índia  era fraco e a melhor opção para Pequim remover um rival emergente e ameaça de segurança seria apoiar as forças separatistas, como as de Assam, para provocar um colapso do estado indiano federal. “Não pode haver dois sóis no céu”, escreveu Zhanlue.

“China e Índia não podem realmente se relacionar de forma harmoniosa.” O artigo sugere que a Índia deve ser dividida em 20 ou 30 estados soberanos. Tal foi o clamor gerado pelo artigo que o governo indiano emitiu um comunicado tranquilizando o país de que as relações com a China estavam calmas. “O artigo em questão parece ser uma expressão de opinião individual e não de acordo com a posição oficialmente declarada da China à Índia transmitida a nós em várias ocasiões, inclusive ao mais alto nível, na semana mais recentemente, pelo Conselheiro de Estado Dai Bingguo, durante sua visita à Índia “, afirmou o ministério do exterior em Nova Delhi, em comunicado, referindo-se às promessas mútuas de respeitar a integridade territorial e soberania.

A publicação do artigo coincidiu com as negociações entre Pequim e Nova Deli sobre as áreas de fronteira disputadas no Himalaia. No início deste ano, a China fez o financiamento para um projeto do Banco de Desenvolvimento Asiático (ADB) em Arunachal Pradesh, um estado indiano reclamado pela China como “o sul do Tibete”.

A Índia também proibiu algumas importações chinesas, uma vez que tenta proteger sua economia da recessão global. Autoridades em Pequim e Nova Deli têm visões rivais do futuro, cada um vendo-se como o modelo político e social de desenvolvimento mais durável. A presunção em Nova Delhi é que a China, um estado com partido único, vai quebrar inevitavelmente.

FONTE: The Financial Express

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A Índia, com nove por cento da quota global, encabeça a lista mundial dos países importadores de armas no relatório do SIPRI, o Instituto de Pesquisa para a Paz, que tem sede em Estocolmo. O mesmo estudo mostra que os Estados Unidos e a Rússia continuam a ser os maiores exportadores. Metade das armas que foram compradas em todo o mundo entre 2006 e 2010 veio de suas fábricas.

Trinta por cento das exportações de armas neste período eram de procedência americana, que vendeu para um total de 75 países ao redor do mundo, com seus principais clientes: Coréia do Sul, Austrália e Emirados Árabes Unidos. A Rússia, entretanto, ganhou 23% das vendas globais de armas e tem na Índia e China, que são os dois maiores importadores de armas no período de 2006 a 2010, como seus melhores clientes. Segundo o SIPRI, nos próximos anos, a Índia vai continuar a assumir esse papel de liderança, tendo em conta os seus objetivos de investimento de 50 bilhões de dólares nos próximos cinco anos na modernização das suas forças armadas.

Entre os principais projetos incluem a compra de 126 aviões de combate, a remodelação da frota de Mirage, a adição de 10 aeronaves C-17 Globemaster III, 600 helicópteros, seis submarinos de nova geração. Além disso, a Índia está negociando com a Rússia para criar um programa conjunto de  aviões de combate (Sukhoi-50 ou PAK-FA-T50) da quinta geração, da qual Nova Délhi, comprará entre 250 e 300 unidades. Para Siemon Wezeman, membro analista do SIPRI, as importações indianas têm sobretudo a ver “com a sua rivalidade com o Paquistão e a China e com as questões de segurança interna. A Índia exige (dos vendedores) transferência de tecnologia para desenvolver sua indústria bélica.” A Rússia fornece 82 por cento das armas importadas pela Índia. Reino Unido e Israel são os outros dois principais fornecedores de armas à China.

O volume total

O volume de vendas de armas em todo o mundo cresceu 24% em cinco anos, em comparação com o período anterior (2001-2005). As 100 maiores fabricantes de armas no mundo, exceto a China, em 2009, venderam armas no valor de Us$ 401 bilhões, as vendas combinadas das 100 empresas aumentou em 14,8 bilhões de dólares em 2009 em comparação a 2008, representando um crescimento de 8%.

Depois da Rússia, que tem dois terços de suas exportações para a Ásia com a China como um grande comprador, foi o terceiro maior exportador de armas da Alemanha no mundo, com 11% das vendas totais.  No período anterior foi de 7%. Sua posição foi reforçada pela venda de fragatas e submarinos.  Os principais mercados da Alemanha nesse período foram a Grécia, África do Sul e Turquia. A França reserva-se o quarto no ranking, com 7% do total, seguido pela Grã-Bretanha, que ocupa o quinto lugar com uma quota de mercado de 4%.

Na América Latina, o Chile foi o maior importador de armas durante esse período eo décimo primeiro maior importador de armas no mundo. Otro importante país importador en la región fue Venezuela. Outro grande país importador da região foi a Venezuela.

FONTE: Defensa.com

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Presidente americano se oferece para mediar diálogos entre indianos e paquistaneses

NOVA DÉLHI – O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou-se nesta segunda-feira, 8, favorável a uma cadeira permanente para a Índia no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Falando ao Parlamento indiano, Obama afirmou estar ansioso por “um Conselho de Segurança reformado que inclua a Índia como um membro permanente”.

Conseguir o apoio dos EUA para sua pretensão de integrar o Conselho era visto pela Índia como um ponto muito importante na agenda do país anfitrião durante a visita do presidente americano. Funcionários afirmaram, porém, que Obama apoia essa inclusão da Índia como membro permanente no principal órgão apenas no contexto de uma reforma mais ampla do Conselho, o que pode levar anos.

O Brasil também busca obter uma cadeira permanente no órgão. Atualmente, os membros permanentes, com poder de veto, são EUA, França, Rússia, China e Reino Unido. O órgão toma as mais importantes decisões sobre conflitos e diplomacia no mundo.

Obama também afirmou que estava disposto a desempenhar “qualquer papel” requisitado por Índia e Paquistão para fomentar a paz entre as duas nações vizinhas que possuem armas nucleares. Em seu terceiro e último dia de uma viagem à Índia, Obama disse que os dois países têm um interesse em reduzir as tensões na região, e que os EUA “não podem impor uma solução para esses problemas”.

O líder norte-americano falou em entrevista à imprensa ao lado do primeiro-ministro indiano, Manmoham Singh. O Paquistão, um país de maioria muçulmana, e a Índia, de maioria hindu, já travaram guerras e mantêm fortes suspeitas entre si. Funcionários indianos acusam, por exemplo, o serviço de inteligência paquistanês de ajudar a orquestrar um ataque em Mumbai em 2008, que matou 166 pessoas.

A Caxemira tem sido o principal ponto de fricção entre as duas nações. A região é dividida entre Índia e Paquistão, e Islamabad pede uma intervenção internacional para resolver o impasse, o que os indianos rechaçam. Após os ataques de novembro de 2008 em Mumbai, a Índia cancelou o diálogo de paz com o Paquistão. Os dois países já retomaram um diálogo para “construir a confiança” envolvendo chanceleres e outros funcionários nos últimos meses.

Após a entrevista à imprensa, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mehmood Qureshi, reiterou que seu país quer dialogar com a Índia e está comprometido a eliminar o terrorismo e desmantelar qualquer rede extremista operando no país. As informações são da Associated Press.

FONTE: Agência Estado / Agências Internacionais

NOTA DO FORTE: Enquanto isso o Brasil, que também aspira a um assento no CS, insiste numa Política Externa equivocada e que bate de frente com os EUA.

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Diante de um déficit enorme de mísseis guiados anti-tanque (ATGM), juntamente com o atraso na introdução do novo míssil Nag de produção local, a Índia vai solicitar a compra de um grande número de sistemas Javelin dos EUA.

O acordo para a aquisição dos sistemas portáteis Javelin ATGM, “dispare e esqueça”, voltará a ser uma relação direta de governo a governo, sob o programa Foreign Military Sales (FMS) dos EUA, sem qualquer concorrência global de múltiplos fornecedores.

Para desânimo dos russos e europeus, a Índia está cada vez mais tomando a via FMS para grandes negócios de armamento com os EUA. À beira da finalização, está a compra de 10 jatos C-17 de transporte aéreo Globemaster III, por cerca de US$ 3 bilhões.

Para o contrato do Javelin, o Ministro da Defesa A K Antony disse ao Parlamento, na segunda-feira, que a “carta de pedido” ao Governo dos EUA para o ATGM de terceira geração, juntamente com “transferência de tecnologia”, será emitida em breve.

Isto significa que a Índia vai comprar alguns sistemas Javelin, de 2,5km de alcance, ”off-the-shelf”, enquanto um número muito maior será de produção autóctone, fabricados sob licença. Os EUA já demonstraram o sistema Javelin durante o exercício de combate bilateral “Yudh-Abhyas”, em outubro do ano passado, em Babina.

Embora o número exato de sistemas Javelin que a Índia irá comprar ainda esteja por ser decidido, ele poderá muito bem passar dos milhares. O Exército, apesar de tudo, tem um déficit de cerca de 44 mil ATGMs de tipos diferentes. “Embora o Exército detenha uma participação autorizada de 81.206 ATGMs, nem metade desse número está presente em seu inventário”, disse uma fonte.

E isto quando o Paquistão está introduzindo em serviço um grande leque de mísseis, incluindo 2.769 TOW-2A, mísseis pesados anti-blindagem, dos EUA.

As unidades mecanizadas, bem como as unidades de infantaria regular armadas com sistemas ATGM avançados, são consideradas fundamentais para abrandar, e até paralisar, a penetração blindada do inimigo num território.

As unidades de infantaria indianas atualmente estão equipadas com variantes ATGM de segunda geração Milan, de 2km de alcance e Konkurs, de 4km de alcance, produzidas pela PSU Bharat Dynamics Ltd, sob licença de empresas francesas e russas.

Para o míssil de terceira geração Nag ATGM, com 4km de alcance, o Exército fez uma encomenda inicial de 443 mísseis e 13 Namicas (veículo blindado de transporte sobre lagartas). Depois de 20 anos de desenvolvimento, o Nag está apenas começando a entrar em fase inicial de produção.

A urgência sobre o rápido encolhimento do estoque de ATGMs pode ser medido pelo fato de que o Exército encomendou 4.100 “mísseis avançados” Milan-2T, com “ogivas em tandem”, assim como 15.000 mísseis Konkurs-M, ao longo dos últimos dois anos.

FONTE: The Times of India

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Ele tenta destravar venda e fechar acordo com país que mais importa armas

Jamil Chade, ENVIADO ESPECIAL, NOVA DÉLHI

vinheta-clipping-forteDe olho em contratos bilionários e no maior mercado importador de armas do mundo, o Brasil defende uma “parceria estratégica” com o setor militar indiano. Ontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, iniciou quatro dias de conversas com autoridades da Índia para desbloquear a venda de aviões brasileiros ao país, fechar acordo para a construção de um radar e, ainda, atuar no monitoramento do território indiano.

A Índia é hoje o país que mais gasta recursos públicos com a importação de material bélico e estratégico. Na próxima década, vai aplicar US$ 100 bilhões em armamentos.

Com conflitos em suas fronteiras, uma região ainda sob questionamento do Paquistão e insurgentes domésticos, a Índia aumenta a cada ano seus gastos militares. Dados oficiais apontam que o país gasta 2,5% do PIB em armas, mais de duas vezes o que destina para saúde.

Como não tem ainda uma produção local de armas e equipamentos, Nova Délhi vem optando por importar equipamentos – 70% dos armamentos usados vêm de fora. Hoje, por exemplo, o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, aterrissa na Índia também com o objetivo de ampliar suas vendas de caças e outros produtos do setor bélico.

O Brasil também quer tirar proveito desse mercado. “Vamos propor uma parceria estratégica entre os dois países”, afirmou o ministro da Defesa.

A aproximação, porém, não é das mais fáceis. A Embraer já fechou um acordo para a venda de aviões, mas os indianos querem garantias de que 30% da produção do jato ocorra em fábricas do país e com transferência de tecnologia. Já a Embraer quer vender os aviões, mas não necessariamente repassar informação e tecnologia.

Hoje, Jobim estará na cidade de Bangalore tratando exatamente do acordo entre a Embraer e o governo local. “Queremos acelerar esse acordo.”

ADIDOS

Ontem, na capital indiana, Jobim inaugurou na Embaixada do Brasil um departamento de adidos militares, sinal de que o País não quer apenas uma aproximação comercial com o governo indiano.

Ao longo da viagem de Jobim, será também discutida a criação de um sistema alternativo ao GPS, desenvolvido pelos americanos. Outro ponto de negociação é o desenvolvimento pelos indianos de radares com uma capacidade mais sofisticada que a do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam).

“Queremos uma parceria nesse tema”, disse Jobim. “O objetivo do Brasil é dar um salto em relação a esse tema”, explicou. Hoje, o radar que equipa aviões da Embraer no Sivam é de fabricação sueca.

CAÇAS

Na entrevista, o ministro ainda confirmou que anunciará o seu parecer em relação à compra de caças para as Força Aérea Brasileira (FAB) na semana do dia 5 de abril. O governo já teria optado pelo modelo francês, o Rafale, da empresa Dassault – preterido pelos militares. O ministro insistiu, porém, que ainda não pode anunciar oficialmente a decisão.

FONTE: O Estado de São Paulo

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A indústria de defesa indiana entregou na semana passada os dez primeiros tanques T-90 Bhishma de produção local.

O exército indiano já havia sido o primeiro cliente externo do tanque russo T-90, que está em serviço nas forças armadas russas desde meados dos anos 90. A Índia havia encomendado 310 unidades do T-90 em 2001, após atrasos no desenvolvimento de seu próprio projeto, o Arjun e depois do rival Paquistão ter adquirido um lote de tanques do modelo T-80 ucraniano.

Igualmente, havia sido assinado um acordo de fabricação local, autorizada, de um lote maior, de mil unidades do T-90. Mas por causa da relutância russa na transferência de tecnologia, a Índia se viu forçada a comprar outros 300 tanques da Rússia no ano passado. A produção dos T-90 sob licença já havia sido interrompida devido a divergências diversas na transferência de tecnologias críticas à Índia, fato este que foi resolvido no final de 2008.

A fábrica indiana de veículos pesados, localizada perto de Chennai, planeja produzir cerca de 100 tanques por ano. O modelo T-90 indiano possui sofisticados conjuntos de defesa contra armas químicas, biológicas e nucleares.  É equipado com um canhão de 125 mm com carregador automático, o que aumenta a frequencia de disparos, possui ainda uma metralhadora anti-aérea de 12,7 mm e uma co-axial de 7,6 mm compatível com sistemas de observação de alta precisão. Também pode receber proteções blindadas ativas e reativas.

FONTE: defense.professional

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O Ministro da Defesa da Índia, Antony AK Shri, depois da 8ª Reunião do IRIGC-CMT, entre a Rússia e a Índia, que aconteceu em Nova Deli em 29 de setembro, afirmou que foi decidida a aquisição de 347 carros de combate T-90 (fotos) da Rússia. Ele disse também que outros 1.000 tanques do mesmo tipo vão ser fabricados na Índia, com transferência de tecnologia.

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